quinta-feira, 26 de abril de 2018

A PARÁBOLA DO HOMEM IGNORANTE


Um homem bom morava em uma cabana simples a beira de um caminho que conduzia a uma pequena cidade. Havia naquele mesmo lugar um homem ignorante, que maltratava o bom homem. Todos os dias tomava em, pedras para jogar contra seu vizinho. O homem bom por sua vez, cada vez que recebia as pedradas, tinha uma vontade de devolve-las, com a mesma violência com que foram atiradas. Porém pensativo, refletindo sobre aquela triste condição de conviver perto de um homem tão ruim, resolveu trata-lo de outro modo, perdoando cada afronta setenta vezes sete, todos os dias. E durante todos os dias, aquele homem era surpreendido com pedradas e ofensas, e com paciência recolhia com calma todas as pedras e começou a fazer um muro ao redor de sua cabana. Semanas e meses se passaram, e na medida que recebia pedras ia construindo a sua fortaleza. Depois de alguns anos, um imponente muro estava erguido ao redor de sua casa. Então certo dia, despontou uma grande tempestade no horizonte, e com a tempestade veio a violência dos ventos, a casa do homem ignorante foi derrubada e destruída, e aquele pobre homem padeceu, e a casa do homem bom ficou protegida por causa do resistente muro que foi feito com as pedras remetidas pelo homem ignorante. Aprendemos com isso a sermos pacientes, pois o ignorante irá padecer por causa de suas tolices, pois que as pedras que protegiam a sua vida, quem as aproveitou foi o homem que recebendo-as por ofensas, não as devolveu, mas fez na sua casa, o muro que deveria ser feito na casa do seu vizinho. A vida nos ensina a lidar com problemas e aflições que os outros provocam, mas com sabedoria aprendemos a lidar com isso, fortalecendo o nosso caráter e nossas virtudes, porque quem maltrata o seu próximo, acaba conduzindo a sua própria alma a miséria e a ruína. Mas quem perdoa e é longânimo acaba sendo favorecido por sua própria prudencia e sabedoria. (Clavio J. Jacinto)

Ser a Luz do Mundo




Mateus  5:14

Luz no grego: Phós. Uma fonte de luz, fonte radiante, que emite luz. Não se trata de estrelismo, mas de uma função. O estrelismo chama a atenção para si, uma lâmpada não serve senão para iluminar a vida dos outros.    
Lições da luz
1-      A luz é uma onda eletromagnética, dependendo da freqüência podem ou não serem vistas a olho nu, pelo fato de serem ondas elas representam a vida cristã de forma maravilhosa. As ondas eletromagnéticas elas percorrem o seu destino não de forma reta, mas em ondas, para cima e para baixo, sem, contudo retroceder, assim o cristão deve sempre andar pra  frente, muitas vezes em alegria, ou aflições, em fartura ou em necessidades, mas ele sempre prossegue para o alvo. (Veja Filipenses 4:12 com 3:13 e 14) e não olha para trás (Lucas 9:62)
2-      A luz refletida entra  em nossos olhos, e estimula os receptores de cor (cones) que são especificamente "sintonizados" para comprimentos de onda longos, médios ou curtos. O cérebro compara as diferentes respostas do cone para determinar que a maçã reflete a luz "vermelha".  Quando somos luz, significa que podemos revelar aos outros, a realidade das coisas espirituais, pois assim como a função da luz física  dá a forma e as cores e revela a natureza dos objetos, assim também a luz espiritual é capaz de revelar as realidades espirituais ao nosso semelhante. A luz concede discernimento.
3-      A luz como iluminação.  Na época do novo Testamento eram usadas lâmpadas comuns, a candeia geralmente era um pires com duas bordas unidas, um pavio e óleo. Ateava-se fogo ao pavio e o óleo servia de combustível. Enquanto o pavio queimava, As chamas transmitiam a luz necessário para iluminar todo o recinto. De outra forma, o que reinava era escuridão. Nessa condição, tornava- se difícil mover-se, detectar obstáculos e discernir o ambiente. O papel do cristão não é diferente quando se trata de questões espirituais. Há pessoas estão na cegueira espiritual, porque estão submersa na escuridão da ignorância. As Escrituras afirmam que o Deus desse século cegou o entendimento dos incrédulos para que não resplandeça a luz do evangelho.
4-      Em Filipenses 2:15 Paulo fala sobre a condição moral e espiritual da sociedade: Perversa e corrompida, e então ensina que devemos resplandecer sobre ela. A palavra grega traduzida para “astros” nessa passagem é phōstēres, que vem da raiz  Phós, ou seja astro que emite luz para iluminar. Assim vimos que o papel do cristão é ser luz espiritual para resplandecer sobre as trevas espirituais desse mundo. Esse resplandecer não é para chamar a nossa atenção, mas para revelar a bondade e a misericórdia de Deus em nossas vidas. De um modo geral como cartas vidas, as pessoas em nosso redor que padecem nas trevas espirituais, podem ler o evangelho da graça de Deus na nossa vida.  Esse é a grande missão da luz no contexto da vida cristã.
5-      Em locais perigosos, onde navios podem encalharem ou chocarem-se contra pedras, os faróis iluminam e emitem sinais de perigo, a luz é usada de diversas formas para alertar, como por exemplo o sinal a amarelo nos semáforos e o vermelho que adverte que não devemos prosseguir. Um carro não pode prosseguir em uma estrada escura, com os faróis apagados, em um campo minado sem sinalização e em completa escuridão, quem pode correr livremente de maneira aleatória?
Ser a luz do mundo significa viver a fé e ser uma benção para todos os que estão a nossa volta.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Repouso no Espírito?


Repouso no Espírito?

Inovações não faltam na igreja atualmente, o movimento carismático conseguiu superar  todas as expectativas na promoção de doutrinas estranhas e praticas extra-biblicas. Um desses ensinos promovido atualmente é pratica de cair no espírito ou repouso no espírito.  Mas Existe esse tal de repouso do espírito, onde pregadores coloca, a mão na testa ou sobre a cabeça das pessoas e elas caem “anestesiadas” ou inconscientes?  Com certeza sabemos que à experiência existe, eu mesmo presenciei esse fenômeno e verifiquei ser  algo misterioso, a questão a seguir é: tal fenômeno tem respaldo nas escrituras? A  resposta é um simples não! Quando uma pessoa argumenta que tal experiência é um “repouso”, dá a entender que se trata de um efeito anestésico ou uma dormência do corpo sugestionada pelo pregador. Não há um respaldo bíblico para uma experiência como um repouso provocado pelo Espírito Santo, porque o Espírito Santo não veio ao mundo para derrubar pessoas e dar-lhes repouso. Ele veio para corrigir, usou Paulo em seus escritos para corrigir todos os desvios carismáticos dos Coríntios, ele também anunciado por Cristo, como aquele que conduziria o cristão a toda a verdade porque ele é chamado de o Espírito da verdade (João 16:13 com I João 5:6) Não podemos ignorar o fato de que uma pessoa cheia do Espírito Santo vai produzir frutos para glória de Deus, (Gálatas 5:22 e 23) e Ele mesmo vai produzir na vida do cristão o discernimento por meio do estudo das Escrituras. Você não encontra atividades dessa natureza no ministério de Cristo e dos apóstolos, mas vai encontrar nas religiões pagãs do hinduísmo uma pratica similar chamada de Shaktipat, é considerada uma “benção”, mas religiões ocultistas da Índia, supostamente uma transferência de energias chamadas de prana, do guru para seus seguidores, geralmente o guru coloca a mão na cabeça ou seus dedos na testa e a pessoa cai (1) Os efeitos são: experiências de paz felicidade e coisas similares.  Todo o repouso espiritual genuíno tem como sua fonte o próprio Cristo, pois Ele convidou todos os cansados para irem até Ele (Mateus 11:28)

(1)    https://www.youtube.com/watch?v=1DlDWPxyDo0

CRISTO: A VERDADEIRA REALIDADE


CRISTO: A VERDADEIRA REALIDADE
Sermão VIII
Texto : João  14:6
Cristo declara ser: Caminho, Verdade e Vida
(GREGO: Caminho é Ados, Verdade é Aletheia e vida é Zoe)
No texto encontramos:
1)      Singularidade de Cristo: Ele declara ser caminho, verdade e vida.
2)      A Exclusividade de Cristo: é uma declaração exclusivista
3)      A base da declaração de Cristo: Caminho, Verdade e Vida,  é vinculado a Ele como pessoa. Ele não diz que tem, Ele diz que é.

Quando Cristo declara ser a Verdade,  é usada a palavra grega “Aletheia” e essa palavra no grego denota uma expressão muito profunda: também significa : realidade. No grego, seria o oposto a ilusão e ao engano, e podemos entender a declaração de Cristo dessa maneira: Cristo é a verdadeira realidade ou a realidade verdadeira é Cristo. A palavra “aletheia”  simplesmente quer dizer isso. A declaração de Cristo em João 14:6 tem esse significado revolucionário, bem como as outras passagens que trazem no original a palavra “aletheia” e que são traduzidas por verdade no Novo Testamento
Essa compreensão muda radicalmente o nosso modo de ver as coisas concernentes a fé cristã. Cristo é a realidade verdadeira. Não há engano nem equívocos na sua pessoa e na sua missão singular.
1-      Nossa fé tem um fundamento real e verdadeiro, o próprio Cristo, ninguém pode por outro fundamento ( I Coríntios 3:11) justamente porque não há outro que possa sustentar a verdade e a realidade na sua pureza santa e na sua durabilidade eterna, a não ser Cristo, porque Ele é o Verbo que se fez carne e Deus bendito para sempre (Romanos 9:5)
2-      A historia da fé cristã é verídica, ela é a expressão de um mistério que se revela (I Timóteo 3:16) o Filho de  Deus que se faz carne, habitou entre os homens, morreu pelos nossos pecados efetuando uma obra redentora consumada e perfeita na cruz do calvário, depois é sepultado e ao terceiro dia ressuscita, ascende aos céus, é entronizado a destra de Deus Pai,  é por isso que pode ser nosso único mediador, é um erro pensar de forma diferente, só Cristo pode exercer um papel supremo de mediação e ser nosso real advogado, na atual dispensação, porque Ele morreu e ressuscitou, triunfou sobre a morte, o pecado e o império da morte, e por isso mesmo retornará triunfante.
3-      Seu retorno será real, e trará consigo todas as realidades do seu triunfo, os redimidos que foram comprados com seu próprio sangue, o estabelecimento de um tribunal para provar as obras dos santos, a entronização para reinar num milênio literal, tudo isso é real, porque Cristo é Ele mesmo essa realidade verdadeira, que se expressa de modo mais sublime nas paginas do Novo Testamento.
Sendo Cristo a verdadeira realidade, o evangelho torna-se digno de aceitação, e jamais pode ser adulterado, a Palavra de Deus por si só é a realidade, pois Cristo declara:  Santifica-os na verdade (aletheia) a tua palavra é a Verdade (aletheia) ou seja, a palavra inspirada é a realidade declarada, não há outro evangelho, mas o evangelho de Cristo (João 17:17 e João 16:15) este é o único evangelho verdadeiro (Galatas 1:8)  Segue os fatos verdadeiros que
1-      O Espírito da Verdade guia o cristão a toda à Verdade. (João 16:13)  Espírito Santo é o Espírito da Realidade, é Um com Cristo da mesma essência eterna, porque está no princípio com o Verbo (Genesis 1:1 e 2 com João 1:1 a 3)
2-      Libertação verdadeira vem pelo conhecimento da realidade verdadeira, Cristo ensinou: “conhecereis a verdade (aletheia) e a verdade (Aletheia) vos libertará”(João 8:32). Não há como ficar preso ao engano quando se conhece o verdadeiro Cristo conforme a revelação das Escrituras. A libertação do poder da servidão do pecado, a libertação do poder do pecado, a libertação do poder das trevas, vem por meio do conhecimento e do relacionamento com Cristo como a realidade verdadeira da salvação e da libertação do poder da condenação do pecado. Ele como pessoa, pois ele é a verdadeira realidade, e todos os que têm Cristo como Senhor e Salvador, esses possuem a verdadeira libertação, a verdadeira salvação e possuem a verdade absoluta em questões espirituais.
3-      Note que Cristo durante seu ministério terreno muito advertiu sobre o aparecimento de falsos Cristos, esses não seriam verdadeiros, por causa da questão de identidade divina e real. Seriam enganadores, pseudo cristos, não pode ser aplicado o termo Aletheia sobre tais falsos Cristos. Há muitos deles por ai, assim como também há falsos evangelhos, pois que tais falsos evangelhos não anunciam a Cristo como a realidade suprema.  O Senhor Jesus Cristo de acordo com as realidades das Escrituras, não somente é perdoador, é vencedor sobre o pecado e sobre a morte, é juiz (João 5:22) Único Salvador (Atos 4:12) é tudo em todos(Colossenses 3:11)
4-      Essa é a esfera da verdadeira adoração, em espírito e em realidade, (João 4:23 e 24) sem ilusões, sem engano, sem equívocos. Puramente bíblica e totalmente cristocentrica.
Como realidade, não existe experiência de verdadeira felicidade a parte dele, não há sentido de vida fora dele, não há luz espiritual fora dele, não há expressão de verdadeira religião cristã a parte dele, porque todas as coisas verdadeiras em si mesmas estão em Cristo. Os homens podem procurar uma verdade a parte, mas isso será engano. O mundo jaz na ilusão do diabo, ele cega o entendimento (II Corintios 4:4)  mas essa cegueira é relativa a Cristo e ao evangelho que revela o mesmo Senhor como a imagem de Deus. Toda a cegueira espiritual satânica implica em não possibilitar que o homem caído enxergue a realidade que é o próprio Salvador, porque isso conduz a libertação espiritual. Implica em seu êxodo da tirania do diabo para o Senhorio de Cristo, da condenação do pecado para a salvação em Cristo. Toda a obra da redenção efetuada por Cristo revela a condição do engano em que o pobre pecador se encontra, na maioria das vezes é um engano apaziguado pelos méritos próprios ou através do efeito psicológico produzidos por falsos evangelhos. As pessoas são iludidas quando confiam em suas próprias obras ou em suas próprias religiões, é impressionada por sentimentos do coração, essa é uma grande armadilha. A parte, satanás inventa um sincretismo a fim de despistar qualquer desconfiança de suas vitimas, e então pode usar o nome de Cristo e tomar emprestado muitas crenças do evangelho, e então adaptá-las ao seu modo de exibir e promover o engano. Mas é apenas uma ilusão.  O falso evangelho pode apresentar Cristo na fachada e introduzir as criaturas no palco

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 24 de abril de 2018

JESUS CRISTO O CENTRO DA CONSUMAÇÃO DE TODAS AS COISAS.



Sermão VII
Foi O Dr W. Graham  Scroggie que escreveu: “A história humana não é um amontoado de pedras: é um mosaico; não um acumulo de conhecimentos soltos: é a realização de um propósito eterno.”. Essas palavras  são verdadeiras e mui bíblicas em todos os seus contornos. A historia move-se em direção a uma consumação, ela está debaixo do controle Soberano do Senhor. Sei que a natureza  geme, observo essa entropia do universo, as coisas porém não estão fora de controle. Há um centro. E já desde cedo quero dizer que isso nunca leva a qualquer tipo de universalismo. Efésios 1:10 ensina que haverá uma dispensação da plenitude dos tempos onde todas as coisas serão congregadas a Cristo. Note que em Efésios 4:4 Cristo veio na plenitude dos tempos, mas Paulo em Efésios fala da dispensação da plenitude dos tempos, nesse tempo terra e céu estarão unidos, e Cristo será o centro.  Haverá um tempo em que as cortinas estarão abertas, as janelas da via eterna estarão abertas, os portais da glória celeste estarão abertos, e os redimidos estarão contemplando esse fato. Todo o verdadeiro cristão move-se nessa direção, há um alvo na fé cristã bíblica: Cristo somente (Hebreus 12:2) não perca esse centro. Muitos procuram desviar os cristãos do centro que é Cristo, procuram desviar o foco, e de fato tem um mover contrario a esse centro, é o mover anticristão. Um mover contra Cristo, contra a sua divindade, contra a sua soberania, contra a sua exclusiva mediação, contra a sua obra perfeita e consumada na cruz do Calvário, contra os seus ensinos, contra o seu senhorio soberano, contra o seu evangelho. E não se admire porque esses opostos, esses espíritos contrários  fazem uma oposição tendenciosa, porquanto usam de termos cristãos para esconder certas intenções que quando desmascaradas revelam sua natureza anticristã. Um confessar aberto com uma negação nas ações, eis a verdade por trás dessas forças que não contribuem para o avanço da realização da consumação de Efésios 1:10. Quando olhamos  para a historia, Cristo está lá. A divisão do tempo é apenas a superfície, o centro será o ápice, a consumação final será Cristo em vós esperança da glória. O descortinar dos propósitos divinos tem como suma, a abertura dos tesouros insondáveis de Cristo, não haverá riqueza mais abundante quando todas as coisas forem renovadas. Tudo parece ao menos caótico, nos dias finais.  Mas nunca pense que a as coisas estão fora de controle, muitas coisas são forças contrarias operantes nessa dispensação contra Cristo e ao evangelho, muitas dessas forças parecem ser benéficas ou imparciais, mas elas se afastam do centro, e na mobilidade espiritual tudo o que não ajunta espalha, portanto aqui estão, todas as coisas que contribuem para a centralidade de Cristo, estão em perfeita harmonia com o mover da vontade de Deus, do contrario é força anticristã. Nossa meta cristã é mover-se para a intimidade, para o relacionamento com o Senhor, para uma fé incondicional a Ele, para a ação cujos frutos sejam para a glória de Cristo, a realidade de Cristo deve manifestar-se pelo seu corpo a Igreja e por meio de seus membros, os verdadeiros cristãos.  Todas as coisas que não se movem no sentido de exaltar a Cristo estão contribuindo contra Ele. Ainda que pareça ser espiritual, e ainda que possua a elegância de uma religião requintada, se não se move ao centro que é Cristo, é um engano. Creio que João, o batista, ao pronunciar  a sua auto diminuição, estava movendo-se nesse sentido, o crescimento da glória de Cristo veio pela diminuição de seu próprio ego.  É uma fato real, que todas as coisas estão sendo direcionadas pelo propósito soberano do Senhor. A centralidade de todas as coisas onde os redimidos estarão  contribuindo com a vida de piedade e obediência, e isso ocorre porque o Espírito Santo atua de maneira gloriosa em seus corações,  Cristo tem a apropriação completa das virtudes divinas (João 16:15) O tempo está movendo-se para a plenitude da consumação da obra divina, e creio que nesse processo maravilhoso, Cristo sendo exaltado na nossa vida e na nossa fé, é uma maneira evidente de demonstrar que estamos movendo-se na mesma direção do Cristo triunfante.

Clavio J. Jacinto

Andar com Prudencia


Fé Biblica

Ninguém torna-se mais bíblico imitando o paganismo, só tornamo-nos mais bíblicos quando seguimos a Bíblia e rejeitamos o paganismo. Assim também ninguém torna-se mais espiritual quando tem experiencias, a espiritualidade verdadeira não está baseada em sentimentos mas na fé confiante. (Clavio J. Jacinto)

Sobre Incredulidade

Tomé foi aquele discípulo que abriu a porta da apostasia pessoal, porque não acreditou na suficiência das palavras de Cristo, quando Ele falou sobre temas relacionados a morte e ressurreição. Então ele precisava ver para crer, tocar para sentir, não é de admirar que a tendencia do homem seja assim, parece que a decepção de Judas se encontrava nesse mesmo sentido, esperava a fundação de um reino messiânico libertário, mas quando percebeu que o Messias seguia o caminho da cruz logo também percebeu que seus seguidores iriam passar por dificuldades com essa entrega ao destino do Calvário. Quando Cristo deixou de ser utilitário, Judas abandona-o ,desistiu da fé confiante. E então temos Pedro, aquele que tinha uma aparente fé possante, jamais iria negar seu mestre, mas negou Cristo diante de uma simples serva, e praguejou toda aquela situação, isso não serve de lição para vocês? onde estavam os seguidores de Cristo quando ele agonizava na cruz? Pedro e Tomé foram resgatados pela misericórdia divina, Judas sucumbiu no erro e na destruição, A parte mais triste de tudo isso, é que Judas deixou um legado obscuro de falso otimismo religioso. Seguir a Cristo é aceitar as farpas da cruz, é imolar o próprio eu com todas as opiniões religiosas, isso é muito difícil, poucos querem fazer como Paulo, sair de Jerusalém com uma religião paterna e cheia de vantagens pessoais, para seguir após Cristo no caminho de Damasco com uma conversão radical e viver plenamente o evangelho ao custo da perda de todas as coisas mais excelentes desse mundo. Todos querem viver um "evangelho" mas o verdadeiro evangelho é pra quem está decidido não somente viver para Cristo, mas também morrer por Ele se for possível, mesmo que perda tudo..amigos, familiares, bens terrenos, vantagens pessoais...etc (Clavio J. Jacinto)

SOBRE CULTOS VERDADEIROS

SOBRE CULTOS VERDADEIROS
É digno de nota que em todos os lugares encontramos "igrejas" promovendo "cultos", a questão é, onde se encontra o verdadeiro culto espiritual, bíblico e cristocêntrico? Se alguém usar um discernimento eficiente, e são raríssimos os que tem tal virtudes hoje em dia, e perceber que culto não é entretenimento, não é antropocentrismo humanista, nem bobagens misticas, não é histeria coletiva, nem show musical, não é analfabetismo bíblico exposto de forma publica, nem um conjunto de técnicas de persuasão, nem marketing religioso, não é barulho desordenado, não é experiencias extáticas e muito menos a invocação á um "deus" utilitarista, o que resta desses quiosques religiosos que vimos por ai? procure usar a virtude do discernimento bíblico e descobrirá que raras são as igrejas que ainda se reúnem para promover cultos espirituais e bíblicos. Como profetizou Oséias: "Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim, ainda que chamam ao altíssimo, nenhum deles o exalta.(Oseias 11:7)
Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 20 de abril de 2018

INIMIGOS NO ENTENDIMENTO


INIMIGOS NO ENTENDIMENTO

Quando Paulo escreve aos Colossenses  para apresentar toda aquela  maravilhosa cristologia que lemos no primeiro capitulo dessa epístola, ele escreve, depois de sua colossal apresentação do Cristo triunfante, que os colossenses antes da  conversão eram inimigos no entendimento (Grego: διανοίᾳ) A palavra por entendimento, denota o exercício ou a faculdade de pensar e imaginar. Uma inimizade a partir do modo de pensar, contrario, anticristão, parece ser uma posição que caracteriza qualquer pessoa que rejeita ou desconhece a fé cristã. Em outra epístola, Paulo, Paulo afirma que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos (II Corintios 4;4). Na passagem aos coríntios, não é usada a palavra grega dianeia, mas “νοήματα” nesse caso, trata-se do conjunto de idéias que sistematizam uma verdade. De qualquer forma entendemos que a tendência do homem natural é anticristã, sua vida espiritual está morta e sua vida mental está corrompida, é inimiga de Deus. A forma com que a libertação vem é pelo conhecimento da verdade (João 8:32)  Conhecer a verdade (grego: ἀλήθειαν ) é experimentar libertação. Nesse caso,  a palavra Aletheia, é uma profunda revelação da realidade, a realidade liberta a pessoa do engano. A mente do homem permanece blindada, esse construção espiritual feita pelo diabo, mantem o homem dentro de si mesmo prisioneiro, a blindagem da mente, e as faculdades do homem produzindo franca oposição a Cristo e ao evangelho, é o mecanismo pelo qual o diabo consegue manter o controle sobre as almas impenitentes.  Paulo ainda em outra epístola  revela que orava pelos Efésios, a fim de que os olhos do entendimento deles sejam iluminados. (Efesios 1:18)  percebemos então que Paulo tem um entendimento equilibrado sobre o assunto. Como um homem torna-se inimigo do evangelho no entendimento?  Isso ocorre não somente pela ação do diabo, também ocorre pela natureza rebelde do homem, pois por si mesmo ele é incapaz de receber a revelação da verdade, ela só ocorre pela iluminação que procede de outra fonte.  Pois se está obscurecido e é inimigo, o conhecimento humano só pode receber libertação se a iluminação vier de fora.  Quando o diabo engana, sua tática é imitar, então ele tem uma grande vantagem sobre as mentes que abraçam um falso evangelho, pois serão convencidas de que estarão com a verdade, e manterão firme a posição de preservar essa  suposta verdade dentro do coração. A mais sagaz enganação procede dentro do âmbito religioso, uma vez que uma mente abraça um conjunto de idéias falsas, tendo como verdadeiras, ela rejeitará as verdadeiras, supondo serem falsas, ainda que seja bíblicas, mesmo possuindo uma base instrumental pelo qual quer apoiar a sua fé,  nesse caso as Escrituras Inspiradas,  essa crença é subjetiva e não objetiva. A bíblia ganha uma interpretação mística, simbólica, descontextualizada e acima de tudo perde na sua essência a suficiência, e nos casos mais extremos, muitos confessa que crêem nas Escrituras somente, mas na realidade essa é uma declaração subjetiva e não absoluta,  e de fato mantém aberta as novas revelações ou a uma interpretação espiritualizada e mística da mesma.  Ao invés da bíblia interpretar a si mesma, ela é interpretada através de experiências  espirituais que levam a resultados ambíguos. Quando surge essa  tendência em um cristão, ele torna-se inimigo no entendimento , de Cristo e  do Evangelho. Muitos incrédulos crêem na bíblia, muitas religiões crêem em Cristo, mas são inimigas do Evangelho no entendimento, rejeita e opõe-se de forma tenaz a verdade. Atualmente muitos evangélicos também são inimigos da verdade, a reação de muitos cristãos ao liberalismo resultou no movimento fundamentalista, Quando Torrey  desenvolveu sua obra “Os Fundamentos” essa era a reação contra os evangélicos liberais que estavam abraçando o modernismo, negando os milagres, o nascimento virginal e a inerrancia das Escrituras entre outros desvios sérios. Atualmente muitos abraçam um evangelho não bíblico, mas um sincretismo que soma experiências psíquicas, místicas e espirituais, novas revelações e interpretações espiritualizadas das Escrituras, resultando numa religião evangélica sincretista. Isso é uma oposição clara ao evangelho verdadeiro. Parece que estão levantando um estandarte cristão, mas a essência não é, pois um desvio da sã doutrina tende sempre a afastar cada vez mais quem o abraça, para longe das verdades espirituais.  Inimigos do entendimento tendem a ser confessastes de uma religião e manterem elementos bíblicos fora das aplicações normais dentro da dispensação vigente (Veja Tito 1:10 a 16 por exemplo) Confessam, mas negam. Isso parece uma contradição, mas não é, pelo fato de entendermos que a fé cristã se ajusta perfeitamente com as ações, ser um confessor da fé cristã e não ser um praticante é uma contradição (Tiago 1:21 a 26) é um engano. A maneira com que a posição de um homem não seja um inimigo no entendimento é ter seu pensamento cativo a obediência de Cristo (  Mateus 6:10 ) fazer a vontade do Pai assim na terra como no céu (II Corintios 10:5  ) e viver de acordo com os princípios do evangelho, em nossos dias de tanta confusão, apegar -se a suficiência objetiva das Escrituras, aceitar sua inerrância, e tê-la como única norma de regra e fé,  é o meio pelo qual tornamo-nos  amigos do Senhor e da verdade.

CLAVIO J. JACINTO

A FALSA DIVINDADE DOS FALSOS CRISTOS.


Sermão V
A grande necessidade de nossos dias é um discernimento sobre a pessoa de Cristo tal como a Bíblia o define. Desde tempos imemoriais a cristologia tem sido alvo de debates, uns negam até mesmo a pessoa histórica de Jesus de Nazaré. Creio que uma das principais causas de uma cristologia deficiente seja o estudo superficial das Escrituras e a incredulidade produzida pelo racionalismo humano. A verdade central da pessoa de Cristo é a sua divindade, e aqui se molda toda a estrutura doutrinaria da cristologia bíblica. Dias atrás, em minhas pesquisas me deparei um espiritualista que recebia mensagens canalizadas de supostos seres interplanetários, que afirmava a encarnação da divindade de Cristo, ou seja, não negava a encarnação do verbo, como bem podemos observar em I João 4:a 1 6, esse é um dos testes supremos da ortodoxia cristológica, mas devemos entender essa passagem a luz de outra passagem: João 7:38. Então temos agora uma prova mais concreta: o Verbo que se fez carne e que foi revelado de acordo com as escrituras. Em outra parte do Nov Testamento, em Gálatas 1:8 Paulo adverte sobre a possibilidade da revelação de outro evangelho na responsabilidade de seres não planetários, ou seja, anjos. Aqui é uma advertência contra revelações extra-biblicas de origem sobrenatural ou espiritualista. Graças a Deus por tão preciosas promessa que precisam ser conectadas com a passagem de I João, para fechar o cerco contra uma falsa cristologia, que resulta na pregação e apresentação de outro Cristo, que por sua vez já foi advertido pelo próprio Senhor sobre o aparecimento desses falsos cristos. O espiritualismo, principalmente promovido pela nova era, faz um jogo de palavras, uma artimanha que se aperfeiçoou no engano final, ao defender a divindade de Cristo, muitos espiritualistas estão defendendo que tipo de divindade? Qual o conceito que eles têm a respeito de divindade? Aqui está o centro da questão, porque uma divindade no conceito da nova era pode ser tanto panteísta como também pode ser um conceito meta-humanista, e nesse caso, jaz a crença de o homem é uma divindade, nesse caso, a divindade de Cristo seria uma divindade de igualdade com qualquer homem. Aqui percebo a falsa linguagem espiritual, a artimanha dos conceitos misturando-se com a ortodoxia para dar a impressão de que uma verdade está sendo declarada e promovida, quando na realidade o que está sendo promovido é o ocultismo. Essa tática é viável, pois apela para um disfarce mais adequado, e quando a cristologia da fé cristã se enfraquece, o engano dessa tática parece mais potente. A base da fé cristã, precisa estar fundamentada pela suficiência das Escrituras, como a palavra da verdade que santifica a verdade (João 17:17) O Novo Testamento se apresenta como o documento oficial onde Cristo é apresentado dentro da beleza da revelação dada pelo Espírito Santo aos Escritores inspirados e autorizados. Não é autorizado a seres alienígenas alienados ao engano, promoverem doutrinas, nem mesmo os anjos santos, no atual estagio da igreja estão autorizados (Gálatas 1:8 com I Pedro 1:12). Mas devido aos tempos finais serem caracterizados pelo engano espiritual em grande escala, percebo que a tática espiritualista de defender a divindade de Cristo é sutil e não confere com o modelo ortodoxo de seus atributos verdadeiros. Devemos tomar cuidado, um estudo cuidados da cristologia do Novo Testamento é um meio pelo qual firmamos mossas convicções na verdade e não seremos levados por qualquer vento de doutrina espiritualista que sopra nesses dias de grande confusão religiosa.(Clavio J. Jacinto)

A Palavra de Perseverança



Guardar a palavra da perseverança de Cristo é viver em santidade e evidencia, ainda que todas as circunstancias sejam contrarias. (Clavio J. Jacinto)

Lampadas ou Estrelas

Não confunda ser luz com ser estrela,os que almejam o estrelismo, dependem dos aplausos e da vanglória dos homens quem deseja ser luz, deve sujeitar-se a iluminar os outros, desgastar-se a si mesmo e esquecer-se de si mesmo, a luz nunca aponta para si mas serve para iluminar o caminho alheio e está sujeita ao anonimato. Quando a lampada está acesa na escuridão, ela doa-se completamente aos que estão precisando da iluminação, e na maioria das vezes os que são iluminados ficam de costas á fonte de onde procede a luz. (Clavio J. Jacinto)

AREIA E MAR


Sou grão de areia e Tu és mar
Sou fagulha acesa na face do luar
Brasa que aquece a verdade do mistério
Sou gota do Teu infinito oceano
Aroma do sopro de Teu imortal halito
Sou imagem refletida no azul da santidade
Grão da montanha de Vossa grandiosidade
Sou filho da graça fruto da misericórdia
Brevidade do Teu maior querer
Sou prisioneiro da vida e Tu libertação
Sou poço que se seca e Tu manancial
Sou pedra bruta e Vós diamante
Sou quase nada pendurado no instante
Areia sou na multidão do fundo do mar
Na cor turquesa no frescor do ambar
Em ti meu Senhor, quão elevada glória
Eu finito e fraco na Vossas mãos
Me aconchego ao percurso, a Tua direção
Glória excelsa tão magnifica visão
Eu pobre vida em frágil coração
Me aconchego a Ti, Senhor Eterno e onipotente
Uma fração das águas oceano da verdade
Que mergulha a minha fé com toda a intensidade
Em singela confiança no mar de toda a Vossa
Bondade...
(Clavio J. Jacinto)

Virtudes e Vícios. (Uma Lição Espiritual)


Virtudes e Vícios. (Uma Lição Espiritual)

Um homem foi até um sábio ancião pedir ajuda por causa de suas tristezas constantes. Era um homem amargurado e impaciente, vingativo e irado. Cheio de problemas emocionais e pessoais. O bom ancião olhou para aquele homem cheio de amarguras, seu coração parecia  um deposito de ruínas queimando sob fumaça sufocante.  Tão pesado era seu coração que a sua alma gemia sufocada. Ele olhou para aquele bom idoso e disse:
- Que faço? Sou um homem cheio de rancores e amarguras, minha vida é um mar de lamentações  e dentro de mim, nuvens de chumbo parecem afogar meu coração nas magoas do absinto.
O sábio ancião levantou-se e conduziu aquele homem para um bosque, e lhe mostrou uma pequena planta, era a semente de um cipreste que tinha germinado. O ancião olhou para aquele homem e disse:
- Arranque esse cipreste
O homem tomou em suas mãos aquela frágil plantinha e arrancou com muita facilidade.
O ancião fez um gesto com as mãos e chamou aquele homem mais adiante, e ambos agora estavam diante de uma enorme arvore, era um cipreste muito antigo, um tronco enorme e uma arvore alta. O ancião então ordenou:
-Abrace e arranque-a
O homem rancoroso olhou para o ancião e disse:
-Isso é impossível!
O ancião retrucou:
-tente!
Então aquele homem abraçou aquela enorme arvore, e tentou arrancá-la. O ancião gritava e insistia para que aquele homem tentasse arrancar aquela arvore, mas mesmo usando todas as suas forças, nada acontecia, a arvore continuava fixa naquele lugar.
Exausto o homem  caiu sentado sobre á relva, e o ancião sentou-se ao lado dele e diz:
- Nossos sentimentos e ações são como pequenas sementes, enquanto elas estão pequenas e germinam, estão sob nosso controle, elas crescem, criam raízes profundas para se tornarem profundamente fixas dentro de nós. Os vícios e os sentimentos, tudo funciona assim. Você nunca pode permitir que elas se fortaleçam e ganhe profundidade dentro do coração, de outra forma, será muito difícil arrancá-las de dentro de você.
A presente estória serve como lição para nós. Permitimos que a raiz de amargura penetre no profundo da nossa alma, porque não queremos perdoar, então  quando as raízes se aprofundam dentro do nosso ser, elas sugam a nossa força emocional para frutificar os mais amargos frutos.  Amarguras, invejas, orgulho, impaciência, desanimo, todos esses frutos surgem quando as raízes dos problemas sentimentais e emocionais se enraízam dentro de nós, e ganham profundidade com a nossa permissão. Achamos que guardar ódio dentro do coração, nutrir pensamentos de vingança, não liberar perdão trará benefícios pessoais para nós. Achamos que a impaciência nos momentos difíceis cooperam  para o nosso beneficio, achamos que alimentando nossa avareza seremos felizes, que  alimentando nossa concupiscência iremos saciar nosso desejo de alegria, que sustentado a fome de nossos vícios iremos alcançar a satisfação pessoal de existência. Tudo isso é um mero erro, ao alimentar essas coisas perversas, elas ganham raízes, e quando se aprofundam dentro do nosso ser, elas tornam-se difíceis de serem arrancadas e extirpadas da nossa vida. Tudo dentro de nós se torna um fardo, porque o cresce ganha peso emocional e espiritual, tornando-se um fardo, nos escravizam e nos destroem completamente arruinando todo o sentido da nossa vida.
A maior e a mais desastrosa dessas armadilhas do engano é achar que tendo senso de grandeza é uma via para a felicidade, quando nosso ego ganha volume dentro de nós, achamos que quando nos tornamos grandes aos olhos do mundo, quando temos necessidade de aplausos e fama, isso vai nos trazer felicidade, quando na verdade nos escraviza e nos arruína completamente.
Milhões de pessoas no mundo estão carregando dentro da alma uma floresta sinistra, verdadeiros antros de sombras nutrem dentro de si o medo sombrio, a escravidão do vicio, precisam carregar os mais pesados fardos emocionais e espirituais, viver sob o domínio tirano de suas paixões, conviver com a ruína de suas próprias escolhas.
Assim como o povo Hebreu arrancou os pendentes egípcios (Êxodo 32:2)  um homem em tão terrível condição precisa arrancar todas as coisas inúteis da sua vida, tudo aquilo que provoca ruína deve ser banido, toda a vontade maligna, toda a inclinação ao mal, toda a lascívia, todas as paixões carnais, não há outra alternativa, ou você permite que toda a sorte de malignidades sejam arrancadas e destruídas dentro de ti, ou elas te destruirão.  Não há alternativas intermediarias. É uma questão de vida e morte. Apenas afirmo que somente os limpos de coração verão a Deus. (Mateus 5:9)

(Clavio J. Jacinto)


quinta-feira, 19 de abril de 2018

TRADUÇÕES DA BÍBLIA - Parte 2 - Pr. Bob Nichols Jr. (Conferências de 33...

TRADUÇÕES DA BÍBLIA - Parte 1 - Pr. Bob Nichols Jr. (Conferências de 33...

A Parábola da Borboleta Compassiva

A Parábola da Borboleta Compassiva



 Os pássaros cantavam naquela manhã ensolarada, o jardim estava florido, muitas flores dançavam ao sopro de uma suave brisa, doando seus perfumes aos quatro cantos das montanhas. Uma pequena flor desabrochava de uma humilde plantinha que crescia num monte de lixo envelhecido. Que lugar improprio para as flores! As abelhas nem sequer chegam próximo, pois aquele monturo exalava um odor desagradável. Olhando para aquela triste condição, tentava mover-se para sair dali, mas todo o esforço era inútil, porque ela era parte dependente da  planta. Então envergonhada baixou suas pétalas, e permaneceu silenciosamente naquela posição. Como se gritasse em um lamento intimo ao mundo. Uma borboleta flutuava naquele jardim, e observando a tristeza daquela flor, dirige-se até ela e pousa sobre suas pétalas.  Experimentou o cálice do néctar, e alimentou-se e saiu cheia de alegria. A pequena flor observou a alegria daquela borboleta, e entendeu que a alegria de existir estava dentro dela, e mesmo carregando um fardo de tristeza, viu a borboleta tirar dela, um pedaço de felicidade através do doce néctar que ela produzia. A vida depois da queda, é erguida em cima do monturo do pecado, sob circunstancias difíceis as vezes prosseguimos. Muitas provações aparecem ao longo da jornada, as vezes pensamos estar a sós diante das tribulações que nos cercam. Deus nos dá algo que é mais preciso do que o néctar das flores, algo que não traz esperança e alegria não para borboletas, mas para pessoas que estão em uma situação bem pior do que a nossa. Não podemos baixar a cabeça, não podemos desanimar, porque no jardim da existência, não importa onde crescemos, a natureza de uma flor continuará sendo flor, quer nasça num pântano ou no cume de uma montanha. Deus nos dá a fé, é com ela que celebramos o lado belo da vida, é pela fé que podemos discernir a dor, é pela fé que sustentamos uma luz que ilumina quem se encontra numa situação mais pesarosa do que a nossa. Naquele terrível momento em que a alma de Jó estava completamente despedaçada ele se prostra e adora, na agonia do Getsemani Cristo ora, sentido as carnes retalhadas pelos açoites Paulo e Silas cantam louvores, Os três amigos de Daniel passeiam no fogo, Estevão distribui a mais delicada joia do perdão para os que lançam as pedras para ceifar sua preciosa vida. O vale da sombra da morte pode ser muito escuro, mas a essência de quem está junto de nós é portador da glória excelsa. Em todas as dores, nas condições mais adversas, Deus deseja dar da fé que ilumina nosso coração e abençoa nosso semelhante. E daquela flor outrora triste, de seu cálice doou das amarguras o mais doce néctar, as outros borboletas vieram tomar das suas doçuras, assim também quando a fé produz o fruto da paciência e da esperança, os desesperados encontrarão em nós a doçura da nossa esperança de crer incondicionalmente no Senhor

(Autor: Clavio J. Jacinto)

Influencia


Discernimento


Igreja

A igreja do Novo Testamento era uma igreja que movimentava-se para fora dos templos em busca dos perdidos, hoje a maioria só quer o movimento dentro dos templos , e ainda promovem uma cegueira suficiente para acreditar que são remanescentes. (Clavio J. Jacinto)

A PARÁBOLA DOS DOIS JARDINEIROS

Um rei tinha dois jardineiros, um era responsável pela colheita de flores silvestres, outro era responsável pela colheita das flores no jardim. Todos os dias, cada um fazia seu trabalho com dedicação, eram homens simples, servos do rei. No palácio havia uma sala de recepção que eram adornadas todos os dias com as flores colhidas. As flores que o jardineiro buscava nos campos eram bonitas, mas as rosas que o outro jardineiro apresentava eram magníficas. Todos admiravam e apreciavam aquele espetáculo de lindas rosas em arranjos magníficos. Um dia, o rei chamou os dois jardineiros e perguntou por que as flores colhidas no jardim eram tão magníficas e seus arranjos tão perfeitos. Então o jardineiro das rosas olhou para o seu amigo colhedor de flores silvestres e então olhou para o rei e disse:

-O segredo está nas mãos
O rei em com a face confusa, pouco entendeu daquelas palavras, mas olhou para o primeiro jardineiro e pediu que mostrasse as mãos, o que ele fez de imediato. Suas mãos eram lisas e macias. Então pediu para o jardineiro das rosas mostrarem suas mãos e elas estavam feridas e cheia de cicatrizes. Este então lhes disse
- Colher rosas e trabalhar com elas não é um serviço fácil, elas possuem espinhos afiados e tenho que lidar com os espinhos o dia todo, mas meu serviço é recolher as rosas sem contudo recolher espinhos. Ao trabalhar com as roseiras, tenho que lidar com os espinhos, eles fazem parte do meu trabalho, tenho que conviver com eles, mas acredite, o fato de ver o palácio tão bem adornado e a felicidade do Rei, compensa todas as aflições da minha missão.

A vida cristã não é diferente, Paulo teve que lidar com espinhos, Cristo suportou uma coroa de espinhos, o homem adâmico vive em uma terra de abrolhos e espinheiros, e mesmo depois da regeneração ainda vive nessa terra amaldiçoada pelo pecado, tal como o lírio que vive entre espinhos (Cantares 2:2) Mas se a vida cristã não remove os espinhos das aflições (João 16:33) nem dos problemas e das dores, ainda assim, desabrocham as virtudes e a fé num coração consagrado. Em Hebreus 11, na plataforma dos heróis da fé, encontramos homens cheios de cicatrizes, mas por essas brechas feitas pelas tribulações e provações, brilham as glórias da vida espiritual profunda, a luz do evangelho resplandece por essas frestas abertas pelas feridas das adversidades. Assim também vimos como a igreja do Novo Testamento lida com os espinhos da perseguição, mas mantém firme como a noiva do cordeiro, pois as rosas da fidelidade adornam a beleza da igreja dos redimidos, enquanto que as cicatrizes atestam sua fidelidade extrema. E como Cristo deixou as pisadas e devemos seguir seu exemplo, (I Pedro 2:21) no nosso Getsemani, diante do cálice de todas as aflições, nunca devemos nos omitir da completa oração “Todavia seja feita a tua vontade e não a minha”(Mateus 26:39)

(Clavio J. Jacinto)

Jardins da Humildade

Quanto mais um homem desce para os jardins da humildade, mais puras serão todas as suas intenções. O homem que insiste em alimentar o orgulho com a propria estima, esse cairá em mais profundo abismo. (Clavio J. Jacinto)

Esvaziar-se


Momentos


Renuncia


Verdadeira Esperança

A verdadeira esperança não consiste em acreditar em si mesmo como capaz de alcançar algo, mas na fé em DEUS e na entrega incondicional a Sua providencia, para que possamos encontrar na vontade de Deus a essência da absoluta felicidade. (Clavio J. Jacinto)

Tempestades

Nenhuma tempestade que sopre furiosamente é capaz de arrancar uma alma que está descansando debaixo da proteção do Deus que tem o soberano controle de todas as circunstancias. (Clavio J. Jacinto)

Gratidão

A gratidão é a unica luz que temos para iluminar as bençãos da redenção (C. J. Jacinto)

Santidade e Iniquidade

Quanto mais um homem se aprofunda no conhecimento da santidade do Senhor, mais ele terá senso da gravidade de suas iniquidades. (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Os Dois Caminhos




Deparei-me diante de dois caminhos, quero falar do primeiro, pois é um caminho largo, é um caminho popular, cheio de pompas. Lá no final do trajeto pude observar uma grande quantidade de nevoas e fumaças coloridas, parecem que querem esconder algo, mas são tão formosas, parecem um arco-íris em movimento, e os olhos são atraídos para lá.  Uma multidão incontável é atraído para seguir esse caminho, e notei que era cativados por causa das novidades durante o percurso, havia na entrada milhares de homens e mulheres, todos formosos distribuindo grinaldas para os viajantes, haviam harpistas e flautistas tocando canções épicas, também homens vestidos de branco e azul com sapatos pretos, com cálices de incenso nas mãos.  Havia o mercado dos bilhetes, nele os peregrinos poderiam pegar ingressos para participar das festas que encontrariam pelos percursos. Havia muitos tambores e danças, por todos os lados. Risos e diversões. Um vendedor de vícios distribuía amostras grátis, garantia prazer durante toda a viagem, também havia vários poços de adultério e fornicação onde todos poderiam  beber e saciar o coração.  É verdade que havia algumas pessoas que caiam entristecidas e doentes durante todo o trajeto. Elas recebiam dos vigilantes da jornada uma apólice de seguros para garantir uma entrada no portal das nevoas e fumaças coloridas e muitos transeuntes aplaudiam esses enfermos da vida.  Uma grande imagem de chuva de ouro e moedas era projetada aos céus, o povo ficava pasmo das maravilhas dessa visão, parece que esse ouro caia após as nevoas e fumaças coloridas.  Durante todo o percurso havia shows e discursos filosóficos religiosos, livro de capas douradas e prateadas, com estórias deslumbrantes dos que chegaram ao fim da jornada, essas estórias eram recebidas através dos visionários que se encontrava com freqüência no caminho largo. Interessante como havia com freqüência chuvas de amor que Caim pelo caminho, então as almas amavam mais ainda todo aquele cenário, as arvores resplandeciam com as folhas envernizadas e muitos tronos eram oferecidos para os que se cansavam do trajeto, Havia também muitos bonecos mecânicos programados para aplaudir todos os que percorriam esse caminho, na verdade havia muito barulho, era um cenário épico, cativante aos aventureiros. O interessante é que quanto mais se aproximava das nevoas coloridas mais o chão era escorregadio ao ponto de não precisarem mais dar passos, pois já eram conduzidos em deslizes constantes para lá, e as dificuldades de um retorno era ainda maiores. Do outro lado daquela nevoa tão colorida, daquela fumaça tão florida, havia um abismo escuro e sem fim, um abismo sem fundo e uma escuridão sinistra, oh que terrível cenário se abria perante os olhos do que caíam...
O caminho Estreito
 Era um caminho simples, seu portal de entrada era uma cruz para começar o percurso, a entrada era feita por uma inclinação do homem, prostrando-se para seguir após a pequena porta que ficava aos pés da cruz, durante todo o trajeto havia pedras para  mortificação, para que todos os sentimentos ruins e vícios e desejos que pesavam a jornada ficassem mortos ali. Havia relva verdejante durante todo o percurso,  um mapa era dado no portal para o viajante.  A estrada era quase vazia, alguns poucos que caminhavam, cantavam.  Uma chuva de consolação, descia nos níveis mais elevados da estrada,  estrelas brilhavam no alto, e la no fim da estrada  a maior de todas as estrelas brilhava num fulgor magnífico, era a Alva,  que enviava  seu brilho aos corações que caminhavam em sua direção. Todo o caminho era duro, feito de rocha, parecia ser toda feita de uma rocha só, ao seu lado seguia um pequeno rio de águas cristalinas.  Alguns lírios vermelhos desabrochavam por todos os lados.  Em vários pontos do trajeto havia arvores com folhas vermelhas, típicas de um outono permanente, também  havia colinas com rochas que fluíam leite e mel, havia um santuário das virtudes, o monumento dos mártires, havia arvores com variados frutos, misericórdia,perdão, graça, paz, temperança, paciência. Frascos de bálsamos eram dados gratuitamente para os que tinham seus pés feridos pela jornada, e muitos firmavam os passo por causa de um som de trombeta que ecoava quando havia alguém desanimado. Tal caminho não era patético, não era um caminho comum, mas especial, só os que Caminham por ele sabem o quanto é um caminho de doçuras e consolos. E no final havia o portal da ressurreição, degrau após degrau, uma elevação sublime até chegar à fonte de tudo o que é verdadeiro, o próprio Cristo que é a verdade, nele o peregrino encontrava todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, o fim da jornada era uma entrada para uma vida infinita na perfeição da glorificação, o ápice da redenção, a vida eterna ao lado do Senhor... Novos Céus e Nova Terra...

(Clavio J. Jacinto)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A PARÁBOLA DAS DUAS ARVORES

A PARÁBOLA DAS DUAS ARVORES
Duas arvores estava plantadas próximo uma da outra, todos os dias elas conversavam sobre seus sonhos e anseios, a primeira dizia:
- Quero sentir o poder do vento, quero sentir o calor do fogo, quero sentir a terra tremer, quero ouvir o ribombar dos trovões e quero ter uma orquestra de pássaros cantando em meus ramos. E você, o que deseja ter?
A outra arvore numa calmaria como lago espelhado de montanha, apenas respondeu:
-quero frutificar
Muito tempo depois, as duas arvores estavam ali, a primeira, teve seu desejo atendido, os ventos sopraram, os pássaros vieram e cantaram sobre ela, foi queimada pelo fogo, raios caíram sobre ela, e diante de tantas experiências radicais, secou-se e virou lenha para o forno.
A segunda frutificou silenciosamente, e grande foi a abundancia de seus frutos, os pássaros comeram dos frutos, os peregrinos e os pobres saciaram a fome, as crianças se fartaram de suas doçuras, e alem de tudo isso ela deixou um legado de sementes que germinando formou um imenso pomar de arvores que alguns anos depois também frutificaram e saciaram a fome de muitas outras almas famintas. 
A espiritualidade cristã tem seguido o perfil das duas arvores, há quem deseje tremer, sentir fogo e furacões, pular, promover muito barulho, sem contudo Viver a vida cristã na sua essência espiritual que é frutificar. As arvores frutificam silenciosamente, quando era criança, via os pessegueiros em flores, e se não soprasse ventos oriundos de tempestades, se não ateassem fogo nas proximidades e se nenhum raio caísse sobre o pessegueiro, via os frutos crescerem e amadurecerem silenciosamente, para enfim apreciar daqueles preciosos frutos. Hoje precisamos do silencio para Deus trabalhar no nosso intimo, precisamos frutificar ter raízes profundas, não para experimentar ventos, mas para suportar silenciosamente as tempestades da vida. Acima de tudo, devemos dar frutos comum legado fundamental, matar a fome de muitas almas famintas e saciar a sede de muitas almas sedentas, e por fim deixar as sementes do nosso apostolado, através de outras arvores que irão nascer através da nossa semeadura.
A IGREJA PÓS MODERNA PRECISA DE ARVORES QUE FRUTIFIQUEM SILENCIOSAMENTE...

Autor: Clavio J. Jacinto

A UNIÃO DO FILHO COM O PAI


A UNIÃO DO FILHO COM O PAI
Sermão IV

A unidade de Cristo co Pai, pode ser bem observada em João 10:30, “Eu e o Pai somos um” mas adiante Cristo vai falar da unidade entre os seus seguidores. Note a maneira como as coisas espirituais co-existem, não é da mesma forma como vimos. A Unidade de duas pessoas numa essência, pode ser vista de forma clara como Cristo afirma. Veja que em 17:11 Jesus na sua oração intercessora estabelece o princípio para os seus seguidores, “para que sejam um, como nós somos um” veja que Cristo não diz “Que sejam um com nós” ele usa um pronome pessoal em João 17:30, e estabelece a unidade, não apenas de fé(Efésios 4:13) mas uma unidade corporativa, orgânica, que Paulo desenvolve muito bem em seus escritos (Veja I Coríntios 12: 12 ao 26) Essa união de Cristo com Deus Pai, é um suporta para sua divindade. Como nós somos um, é uma expressão de essência numa multiplicidade de pessoas, de uma mesma natureza, daí vimos porque ele enfatiza que sejam como e não com. Porque os discípulos também precisam de uma unidade, e Deus vê i verdadeiros cristãos dentro dessa unidade. Somo membros do corpo de Cristo, há muitos membros, mas um só corpo (Efésios 4:4, I Coríntios 10:17 e I Coríntios 12:12) Assim como muitos salvos redimidos são um na economia divina, embora sejam indivíduos, pessoas distintas  que desempenham o papel de membros de um corpo que é o conjunto de todos os salvos unidos numa unidade absoluta, pois que Cristo não diz que sejam uns, mas um, como nós somos um. É notável que essa unidade orgânica só é possível com homens, a natureza humana pessoal unida a outro da mesma natureza, produz uma unidade, como um reflexo da unidade divina entre Pai e Filho. Assim lemos em I João 1:3, por exemplo, que a nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, em Mateus 6:9 Cristo ensina a oração com as palavras  “Pai nosso que esta nos céus” note que naquele momento ele estava na terra.  João percebeu desde cedo à importância dessa doutrina e em suas epistolas universais aborda esse tema, não podemos negar o Filho e o Pai, a unidade está relacionada de modo completamente inseparável. Por isso entendemos que a natureza divina, ainda estava em Cristo, e que a Kenosis são significou o esvaziamento completo da divindade, porque em Atos 20:28 Lucas escreve que Deus comprou a sua igreja com seu próprio sangue, sendo Ele verdadeiro Deus (I João 5:20) nunca mudou a sua natureza, apenas adicionou a humanidade ao se encarnar (Veja Hebreus 13:8 com I Timóteo 3:16). Por isso entendemos que Ele era um com o Pai, porque era da mesma essência divina, desse modo também a comunidade de seus seguidores seriam também uma unidade de essência feita na soma de muitos homens com a mesma natureza de novas criaturas, criadas em verdadeira justiça e santidade (II Coríntios 5:17 com Efésios 4:24)

Clavio Jacinto

sábado, 14 de abril de 2018

O Evangelho da Verdade em um Mundo Antigo - Sermão III




Muitos Comentaristas e teólogos defendem com acerto que Genesis 3:15 anuncia a vitória de Cristo, por esse motivo é chamado de “protoevangelho”, não discordo dessa posição, porém veja os primeiros lampejos do Evangelho em Genesis 3:8. Por quê? A resposta é simples, Adão e Eva já tinham caído, pecaram no ato da desobediência, ouvindo a voz do Diabo e seguindo seus conselhos malignos. As conseqüências foram imediatas, perceberam a nudez,  confeccionaram roupas inadequadas e se esconderam do Senhor, então Genesis 3:8 narra a descida do Senhor ao jardim, a passear pelo paraíso na virada do dia. Nessas alturas, aplica-se um princípio espiritual: nossas iniqüidades fazem separação entre nós e Deus(Isaias 59:2 a 4) Deus era onisciente, sabia do desastre, todo o dialogo envolve um teste, não significa que o Senhor não estava consciente da situação. Mas o Senhor desce, o criador volta, é um retorno, é uma visitação. Isso é evangelho! Deus conosco,   Genesis 3:8 é  Mateus 1:23, Emanuel, Deus conosco.  A misericórdia de Deus em ação diante de uma situação de precariedade espiritual, não há mais prazer no encontro e na comunhão com Deus, já não há mais amor. Não ouvimos uma declaração de amor por Deus no dialogo de Adão e Eva, não uma inclinação para um arrependimento, mas Deus desce, estava ali diante deles, perante eles, dialogando com eles. A sentença da morte sobre o primeiro Adão, mais adiante também cairia sobre o ultimo Adão, em ambos uma sentença, a primeira por causa do desobediência e no ultimo por causa da redenção. Essa descida do Senhor até a criação, em Genesis 3:8 é o principio do Evangelho, ela prefigura Cristo o verbo que se fez carne, ali no Éden era o princípio dos tempos, mas no caso de Cristo, a plenitude dos tempos.(Gálatas 4;4) entendemos perfeitamente que quando Senhor desce ao encontro de Adão essa era uma prefiguração de Cristo que vem tabernacular com os homens. A iniciativa é sempre divina, o ato de Adão era esconder-se, a do Senhor revelar-se, não podemos deixar de aceitar o fato de que Genesis 3 a ação é monergistica, naquela circunstância, Adão e Eva estão escondidos, e o Criador vem ao encontro de deles. Não há uma inclinação em Adão de procurar o socorro divino, a inclinação é para a justiça própria, portanto eles vão tomar folhas vegetais para tentar cobrir a nudez, e isso fala de justiça própria.  Não há invocação ao Altíssimo, não há traços de piedade em Adão, ao ser confrontado ele rejeita a misericórdia pelo arrependimento e prefere o orgulho próprio colocando a responsabilidade da tragédia na Mulher e em Deus, “A mulher que tu me destes” (Genesis 3:12) Como no caso de Cristo, veio para o que era seu mas os seus não o receberam(João 1:11).  Todo o cenário é adornado pela misericórdia e pela justiça  de Deus e nada mais,  não há injustiça da parte de Deus, veio a sentença, e então vem a  misericórdia, agora podemos aplicar Genesis 3:15. Mas nunca podemos tentar compreender esse texto sem olhar com atenção ao contexto. Porque a vinda de Cristo em humilhação (Colossenses 2:9) está figurada na vida do Pai ao Éden, depois de ter sido levantado o muro da separação por Adão . Ainda que o pecado tenha causado tantas misérias, note que a ação de Deus é apaziguar toda a situação imediata, cobrindo o casal com roupas protetoras e decentes, prometendo o triunfo sobre toda a malignidade, desde então a economia divina é adornada pelo propósito redentor dos pecadores.


Clavio J. Jacinto

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