quarta-feira, 2 de maio de 2018

DOIS CAMINHOS E UMA DIREÇÃO CERTA.

Não há verdadeira humildade numa obediência falsa, Quando Jonas foi chamado para ir proclamar arrependimento a Nínive, ele desceu e foi para Társis. Jonas supostamente entendeu que as almas de Társis eram mais dignas de misericórdia do que as de Nínive, não há uma explicação mais plausível para tal atitude. Mas a questão é: depois da chamada ele se levantou, depois tomou a direção da sua própria opinião e foi. Assim, vimos como Jonas percorrendo a via da obediência parcial, vai opor-se a vontade revelada de Deus como bem demostra suas boa vontade rebelde. Evitamos aquilo que custa o sacrifício, queremos viver um evangelho sem correr o risco de sofrermos dificuldades. Não queremos expor nossa vida ao ridículo, achamos que fazer algo regido pelas nossas boas intenções, apaziguam a sentença que recai sobre a desobediência. Queremos tecer as vestes de justiças com o linho podre das nossas opiniões e boas intenções, queremos expo-la publicamente e mostrar aos outros, o quanto somos santos. Nessa contramão da vontade de Deus, Jonas encontra uma serie de dificuldades que acentuam-se até virar um caos na sua vida, mas Deus estava no controle, Ele é Soberano. Jonas precisava fugir da sua própria apostasia pessoal, precisava destronar seu ego teimoso e opinioso, e Deus vai ajudar Jonas a fazer isso. No fundo do abismo Jonas é jogado com o seu ego, e este precisa ficar sepultado lá. O nosso ego é a estrela cadente da nossa alma, sua descida as profundezas é uma lição muito amarga, mas ele precisava passar pela escola da renuncia da sua própria vontade, para em seguida, em mansidão e santa coragem, voltar ao rumo certo, seguir a difícil missão de ir a Nínive, pregar aos Assirios, e dispor-se a morrer se possível em terra estrangeira em meio ao terror daquela gente sem piedade. É fácil seguir o caminho que nos conduz ao sucesso,a fama, ao aplauso, Társis era um caminho viável para um ministério de sucesso. A lubrificação dos olhos do coração de Jonas foi por meio de aflições, e então ele viu que a misericórdia de Deus alcança os impios através do sofrimento da nossa obediência em dizer : "Eis me aqui Senhor, seja feita a tua vontade e não a minha." (Clavio J. Jacinto)

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