sábado, 30 de setembro de 2017

A GUERRA CULTURAL E ESPIRITUAL




A GUERRA   CULTURAL E ESPIRITUAL


Todo o verdadeiro cristão está inserido numa batalha, não é somente uma batalha cultural, também é uma batalha espiritual.


A. W. Tozer ensinava que esse mundo não é um parque de diversão, mas um campo de batalha. Acredito que até mesmo dentro da Igreja, encontramos a mobilização dos exércitos inimigos, pois há uma horda de espíritos enganadores que infestam a sociedade, agindo através do mundo espiritual, e influenciam pseudo-cristãos e falsos pregadores e toda a sorte de pecadores.(Efesios 2:1 e I Timoteo 4:1) Não trata-se apenas de uma batalha moral, mas também doutrinaria. Quanto menos a bíblia torna-se suficiente em questão de autoridade e pratica, maior será a porta deixada para os espíritos enganadores.


Precisamos entender que:

1)Não há neutralidade nessa guerra. Ou batalhamos pelo verdade ou contribuiremos para o avanço dessa infestação de demônios que veio sobre um mundo que jaz no maligno. (I João 5:19)

"A era pós-moderna é a era de nenhuma verdade, ou onde qualquer coisa pode ser verdade. Esse pensamento está influenciando a igreja de Cristo." (Adam Clarke-Teologo Britanico)

2)Não existe superficialidade na luta. Ou começamos a levar a vida de oração a sério, ou passamos a usar com eficiência, nossa unica arma de ataque, as Sagradas Escrituras ou comecemos a viver uma santidade pratica ou não teremos força para resistira onda de engano que veio sobre nós.


3)Não podemos perder a sobriedade. Discernimento espiritual é a capacidade de ver conteúdos, ao invés de rótulos, Perceber falsificações sofisticadas e filtrar todas as coisas pelo ensino da Bíblia sagrada. Eis o brado dos reformadores:  "Sola Scriptura" (João 17:17 e II Timoteo 3:16)


4) Não podemos viver de sentimentos e experiencias, mas de fé, o justo viverá por fé (Romanos 1:17)

A confiança em Deus e uma entrega incondicional ao Senhor, é o único meio seguro de desfrutarmos de uma eterna segurança. Só existe segurança para quem está fundamentado sobre a Rocha que é Cristo.

5) Testar os espíritos, esse é um mandamento, uma regra de sobrevivência espiritual para os nossos dias. (Veja I João 4:1 a 6) Sem uma prova eficiente e segura, qualquer um naufraga no oceano do engano espiritual. "Um espírito demoníaco que induz a atividade religiosa favorita, está fazendo as pessoas sentirem-se espirituais e isso ocorre pela incompreensão da Palavra de Deus.(Max D. Younce pastor da Igreja Bíblica do Patrimônio)

6)  Não se conformar com esse seculo,(Romanos 12:1) ele é maligno e está entesourado para a destruição, nosso foco é a pátria que está nos céus, nunca podemos perder o senso espiritual de que somos peregrinos numa batalha. Há uma luta épica contra nossa alma, nossa família, nossos amigos e contra o evangelho.

Autor: Clavio J. Jacinto


Sobre Falso Testemunho


Firmes Contra o Mal


O Mundo e o Cristão


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O Fogo e a Espiritualidade

Apagaram a força do fogo (Hebreus 11:34

Você já deve ter ouvido falar sobre “hinos de fogo” ou “corinhos de fogo” ou que tal pregador é “canela de fogo”.     É interessante notar como o movimento carismático e pentecostal, dá ênfase às coisas envolvendo o “fogo”.   Durante anos venho ouvindo essas classificações sobre certos hinos e “Corinhos”. Os denominados “corinhos de fogo” e “hinos de fogo”.  Essas são classificações dadas a certos tipos de musicas que convidam os ouvintes a certos comportamentos extrovertidos.  Ouvi muito sobre coisas um tanto estranha quando era novo convertido. Quando um culto era muito barulhento e desordenado, diziam os mais “espirituais” que “o fogo caiu” ou  “o fogo desceu”. Mais tarde descobri assustado que o Novo Testamento, descreve o “cair do fogo” como sinal de juízo divino (Marcos 9:49, Lucas 9:54 e 17:9 II Tessalonicenes 1:8, II Pedro 3:7 e 12, Judas 1:7, Apocalipse 8:5, 13:13, 16:8, 20:9)  Na perspectiva carismática, um culto avivado é um culto que tem “fogo”. Quando há barulho e certos comportamentos excêntricos, isso é entendido como o “fogo que caiu”. Quando alguém sente um calor ou uma forte emoção, a manifestação de comportamentos descontrolados, isso é o “fogo”. De certa forma, até mesmo na batalha espiritual de cunho carismático, foi desenvolvido o jargão “queima ele” uma formula, para “repreender o inimigo” com o “fogo santo” de um cristão inflamado pelo “fogo” espiritual. A igreja do Novo Testamento não usava essa terminologia: Culto de fogo, corinhos de fogo, hinos de fogo, e o Novo Testamento não dá essa ênfase ao fogo e sentimentos ligados a ele. Praticamente tudo o que encontramos nos ensinos de Cristo com respeito ao fogo, está associado ao juízo.  Esse é o testemunho das paginas do Novo Testamento como podemos ver.  Em Mateus 3:10 nos temos a passagem do batismo com o Espírito Santo e com fogo. Todo o contexto revela que a arvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo, e que o batismo com fogo, na passagem de Mateus 3:9 a 12 é um batismo de juízo. Isso concorda com outros textos que falam sobre uma espécie de batismo de fogo que causa dano e destruição (Veja I Pedro 1:7 e I Coríntios 3;13 e 15)  Nas palavras de Jesus o fogo está sempre associado com o juízo. “Toda a vara que não da fruto é cortada e lançada no fogo”(I João 15:9). Em Lucas 9:54 e 17:29, o termo “descer fogo” está associada ao juízo e em Apocalipse 13:13 ao engano espiritual. Embora em Atos 2:3 a vinda do Espírito Santo seja sinalizada por um vento impetuoso e línguas repartidas como de fogo, ali a descrição não era de uma experiência mas de manifestação sinalizadora, como Estevão descreve na experiência de Moisés na sarça ardente (Atos 7:30) Vimos isso como na descrição das glorias celestes (Apocalipse 15:2). O que entendemos claramente em Atos 2 é que foram vistas línguas repartidas como de fogo e não sentidas.
Assim no percorrer de todo o Novo Testamento encontramos a associação de sentimento de fogo como um forte peso de consciência, no ímpio quando retribuímos o mal com o bem, ao darmos alimento e água quando nosso inimigo estiver com fome e com sede, amontoamos brasas vivas sobre a cabeça dele. (Romanos 12:20) Interessante que aqui nesse texto, um sentimento de brasas sobre a cabeça, é sentida por um inimigo do evangelho, os irmãos do cenáculo de Atos 2 viram o fenômeno das línguas repartidas, mas não há informação de que eles sentiram as línguas como de fogo,  queimando dentro deles. Dentro do contexto de Atos 2:3, é mencionado a profecia de Joel, mas a descrição do fogo é um sinal exterior e não sentimental (Atos 2:19) Há outras passagens como em Tiago 3:6 que fala que a língua é um fogo, inflama todo o curso da natureza e é inflamada pelo inferno. Nesse caso, mais uma vez há uma conotação experimental negativa. Voltamos para os ensinos de Cristo, pois ele adverte que quem chamar seu irmão de louco será réu do fogo do inferno (Mateus 5:22) Cristo compara a condenação eterna como um lugar que o bicho não morre e o fogo nunca se apaga (Marcos 9:44 e 48) e que o fogo eterno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25:41) Cristo chama a condenação eterna de fornalha de fogo onde haverá pranto e ranger de dentes (Mateus 13:42 e 50) note que aqui ele dá uma ênfase ao sentimento de um condenado.  Ele e explica que o joio é colhido e lançado no fogo (Mateus 13:40 e Lucas 3:17) Cristo dá uma ênfase muito grande no seu ministério sobre o fogo ligado ao juízo (Veja Marcos 9:43 a 45 e Mateus 18:8) Assim o Novo Testamento testemunha quase sempre a associação do fogo com o juízo de Deus (II Tessalonicenses 1:8, Hebreus 10:27, Tiago 5:3 II Pedro 3:7 e 3:12, Judas 1:7, Apocalipse 14:10,16:8, 17:16 e 19:20, 20:9 e 10 etc.)Não encontramos na bíblia em nenhuma parte, algo como uma língua inflamada pelo Espírito Santo. Temos uma descrição em Hebreus 1:7 que cita o salmo 104:7, e aqui os ministros do Senhor são chamados “labaredas de fogo” é uma a descrição de um ministério aprovado por Deus e portando a sua glória. No poder do Espírito Santo, na autoridade concedida por Ele, não tem nada a ver com manifestações bizarras ou frenesis produzidos de forma descontrolada. Afinal de contas, o homem mais cheio do Espirito santo que existiu foi o próprio Cristo, e ao mesmo tempo era o homem mais santo, mais prudente, mais equilibrado e mais sóbrio que existiu sobre essa terra. Basta ler seus ensinos e ver o tipo de comportamento que tinha diante das mais adversas circunstâncias e você verá um modelo perfeito de um homem cheio do Espírito Santo.
O fogo no Antigo Testamento estava associado ao culto mas era o fogo literal como vimos em Levitico 1:7, 8, 12, 17, 2:4, 3:5, 4:12, 6:9 a 30, 7:12 a 19. 8:12 e 31, 9:11 e 24. 13:24, 52, 57, 16:12 3 13,27, 14:6 e 20:1. Mesmo assim, tudo era feita com a máxima prudência por causa do fogo estranho que causava profanação (Levitico 10:1 e 2, Numeros 3:4 e 26:61) O fogo porem nesse contexto representava ou a manifestação do poder e da gloria de Deus ou o juízo, e não tinha associação com sentimentos pessoais dos sacerdotes. Nnehum deles pulava e dançava dentro do templo, a máxima reverencia e suprema ordem dos cultos do antigo Testamento são exemplos de uma organização radical estabelecida pelo próprio Senhor. Ninguém brincava de cultuar a Deus e era mantida uma ordem rigorosa tanto na parte litúrgica quanto na parte comportamental dos oficiantes. A irreverência  no templo foi combatido por Cristo (Mateus 21:12 e João 2:15)
 O fogo no Novo  Testamento está também associado ao gloria e majestade e ao trono de Deus, o lugar mais elevado (Hebreus 12: 8 e 29) Em Apocalipse, João descreve Cristo como aquele que tem olhos de fogo (Apocalipse 1:14, 2:18 e 4:5) mas aqui é uma descrição da visão penetrante e poderosa de Cristo, assim como as lâmpadas de fogo revelam a glória perfeita do Senhor em Apocalipse 4:5 (Veja também, Apocalipse 11:5 e 19:2). Por fim a palavra “fogo” termina no Novo Testamento, assim como começou, simbolizando o juízo de Deus  (Apocalipse 21:8 e Mateus 3:10) O que entendemos dentro do contexto do Novo Testamento é que os cristãos, os santos apóstolos e o próprio Cristo não usavam com frequência, esse tipo de terminologia que ouvimos hoje na igreja moderna associada ao fogo. Não associavam o fogo com um culto de adoração e muito menos com experiências espirituais, eles não faziam essa associação com frequência.  Embora a admoestação bíblica é que sejamos fervorosos e cheios do Espírito Santo (Efésios 5:18 e Romanos 12:11) Os primeiros cristãos não tinham “corinhos de fogo” cantavam hinos espirituais e salmodiavam (Efesios 5:19) Paulo não era “canela de fogo” nem encontramos nas escrituras algo como “calçar sapatos de fogo” embora exista a ordem de “calçar os pés ma preparação do evangelho da paz”(Efésios 6:15). Essa super ênfase dada ao fogo, associadas a musica e cultos eufóricos, como uma manifestação espiritual conectada a sentimentos é completamente  estranha as escrituras. Encontramos essa ênfase ao fogo experiencial, com mais freqüência no esoterismo e no ocultismo do que na Igreja do Novo Testamento. E isso é amedrontador e preocupante.
Por causa disso, a muito tempo abandonei essa cosmo visão estranha e permaneci feil aos conceitos bíblicos associados ao culto e poder do Espírito Santo seguindo o modelo da são doutrina revelada no Novo Testamento. “Mas se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus (I coríntios 11:16)


Autor: Clavio J. Jacinto

Batalha de Solferino

SOLFERINO


Gritos e gemidos no campo de estrondos
Entre dores e chagas que semeiam a morte
O choro das feridas as lagrimas de sangue
Um véu de fuligem e fumaça de canhões

As laminas despedaçam a alma da agonia
Um beijo na terra e uma lambida no pó
O desespero é o trapo da morte fria
Soldados recusam-se a serem vestidos por ela

Um coração olha pela janela do sofrimento
Vê entre os caídos, mãos que se levantam
Buscando entre os dedos uma consolação
Tentando agarrar no vento, uma outra vida

Corre a bendita alma, e presta assistencia
Entre as rebeldes balas que açoitam o medo
Unindo amor e misericórdia, enfrentando o perigo
Sem se deixar sufocar-se pelo horror da batalha

Um homem bom, faz a diferença em um mundo mal
Um ato de caridade, e assiste aos necessitados
Põe ataduras nas trincheiras da carne alheia
E as cicatrizes tornam-se alimento da compaixão

Assim entre soldados caídos, nasceu a bondade
Um homem de coração bondoso, semeia esperança
Com uma cruz de sangue, faz levantar os caidos
A maior guerra, se faz contra a indiferença

Perdido entre os escombros de um mundo frio
Sem os aplausos e sem os holofotes da fama
Na noite fria do esquecimento, o homem bom viveu
Até ser achado por alguém que tinha olhos no coração

Foi-se o homem bom, mas ficou sua bondade
Seus atos cresceram numa arvore frondosa de caridade
Cada ferido resgatado e cada chaga curada
É um eco do seu grande amor pelos feridos.


Poema em homenagem a Henry Durant (!828-1910) fundador da Cruz vermelha Internacional

Clavio J. Jacinto


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A Batalha contra o Ego e Satanás


"A verdadeira santidade é o resultado de uma batalha"
Zac Poonen

"A vida Cristã é uma batalha contra Satanás"
Zac Poonen

"A mente Carnal e a mente natural são terrenos de Satanás"
T Austin Sparks


Há uma luta dentro de nós que não é uma mera fantasia, é uma batalha séria, e nessa batalha deve haver um perdedor dentro de nós: o nosso ego. De outra forma não podemos ganhar a batalha contra os demônios

Tiago 4:7 "sujeita-vos pois a Deus e resisti ao diabo e ele fugirá de vós." A menos que o ego seja derrotado junto com sua vontade adâmica, para que o espirito redimido esteja completamente sujeito a Deus, não haverá vitória na vida cristã

I João 5:4 "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo, e essa é a vitoria que vence o mundo, a nossa fé"

A malignidade do velho homem só pode ser vencida pelo poder da cruz. O Mal dentro do homem não pode ser vencido, se antes ele não obter vitoria sobre a maldade de sua velha natureza

Romanos 12:21 "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem"

A vitória na vida cristã é a vitória de Cristo na cruz, pela morte de Cristo precisamos entregar o nosso eu a essa mesma morte, Cristo levou nossos pecados e na substituição penal, tomou o julgamento que era nosso. Agora Cristo deve viver em mim, mas meu eu deve morrer na cruz de Cristo, de outra forma, serei um cristão derrotado

Em Cristo A redenção do homem, a transformação do homem e a glorificação do homem, e em todos os três estágios o ego precisa ser completamente anulado.

Clavio J. Jacinto

Batismo de Identidade e Poder

"E sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espirito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele"(Mateus 3:16) "E foram vistas por eles linguás repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles" (Atos 2:3)

Essas são duas descidas clássicas do Espirito Santo no Novo Testamento, a descrição de Mateus refere-se a  Cristo. Nosso salvador é o padrão exato de uma pessoa cheia do Espirito Santo, nunca podemos fugir dessa base fundamental. Não há outra pessoa que passou por esse mundo, que seja mais cheia do Espirito Santo, mais plena e mais santa do Cristo. No dia de Pentecostes, houve uma manifestação diferente, pois primeiro veio do céu um som como  de um vento impetuoso, veja bem, que não era um vento, mas um som como se fosse um vento. Logo em seguida há uma manifestação de um brilho, uma glória manifesta "como que de fogo" a descrição é novamente comparativa. "as quais pousaram sobre cada um deles". Esse fenômeno é exclusivo ao dia de pentecostes, ele não vai se repetir novamente em outras passagens das escrituras, parece ser um selo inaugural, de que a era da igreja começa pelo comando e a manifestação plena do Espirito Santo, que vai ficar para sempre com os verdadeiros crentes. "E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará o outro consolador, para que fique convosco para sempre"(João 14:16) note que a promessa é futura, (João 14:26) é o mesmo poder espiritual que Cristo, como um servo-homem vai receber para cumprir o seu ministério (atos 1:8)

 esse brilho como uma chama de fogo que aparece e repousa sobre a cabeça dos que estavam no cenáculo é uma manifestação completamente diferente daquela descrita nos evangelhos, e que esta relacionada a descida do Espirito Consolador, por ocasião ao batismo de Cristo.  Em cristo é a manifestação pura, no cenáculo a manifestação que purifica, porque Cristo é o imaculado que perdoa, e os seguidores de Cristo os pecadores que são perdoados. Essa chama representa a glória do evangelho, pois as Escrituras afirmam que o evangelho resplandece como uma luz (II Corintios 4:4)
As línguas como de fogo, não podem ser interpretadas como um batismo de fogo, porque Lucas fala sobre a promessa do batismo com o Espirito Santo (Atos 1:5) mas omite "E com fogo" de Mateus 3:11.Isso ocorre novamente em Atos 11:16 onde Pedro relembra a promessa feita do batismo com o Espirito Santo, mas omite "e com fogo" porque o fogo lá em Mateus 3:11 é o fogo do juízo( Idéias semelhantes foram reveladas nesses textos: I Corintios 3:13 a 15, Judas 1:7 e II Pedro 3:7 a 9) No texto evangélico, a interpretação segue o contexto imediato de Mateus 3, nunca de outra forma. O batismo do Espirito Santo segue uma linha doutrinaria fixa "Pois todos fomos batizados em um Espirito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um mesmo espirito"(I Corintios 12:13) Todo o verdadeiro salvo é batizado no Espirito Santo, e isso começou com uma manifestação e termina com uma fé genuína. Porque quando Paulo fala em beber, isso está fora do foco de Atos 2, no que diz respeito as manifestações de brilho, mas dentro da experiencia de conversão, porque o beber significa ter algo para dentro de nós, uma imersão do nosso Espirito e um saciar do nosso coração. Assim o batismo do Espirito Santo é a convicção de que somos salvos, consolados, perdoados e que temos Paz com Deus. Todo o verdadeiramente batizado com o Espirito Santo terá uma fé direcionada nesse sentido. "Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espirito" (Romanos 8:1) anda segundo o espirito quem tem ele dentro de si, e essa é a base da nossa confiança, porque bebemos dessa realidade e sendo batizados no Espirito Santo, teremos uma convicção santa pois que "O mesmo Espirito testifica com o nosso espirito que somos filhos de Deus"(Romanos 8:16). A conversão autentica nos coloca dentro dessa experiencia, e precisamos acreditar nesse fato, com a mais pura convicção. Pois se bebendo e repousando o Espirito Santo dentro do interior do homem, essa união que sela nossa vida cristã, dará seu fruto precioso e sublime: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança" (Galatas 5:22). Assim entremos na vida santa de nosso Salvador Bendito, e ele era um homem amoroso, cheio de alegria espiritual, pacifico, longânimo, benigno, bondoso, confiante, manso e tinha um temperamento muito equilibrado ao ponto de demostrar a mais elevada prudencia. Aqui temos um retrato de um homem cheio do Espirito Santo e de um cristão batizado com o Espirito Santo. 
Após o pentecostes, a condição normal de um verdadeiro cristão teria que ser cheio do Espirito,essa era uma condição exigida para a realização da obra de Deus (Atos 4:31) por isso mesmo a condição de ser batizado no Espirito era o resultado da verdadeira conversão, pois a vida inclinada ao Espirito (Romanos 8:5) teriam caraterísticas distintas: Ser cheio de bondade (Romanos 15:14) Ser cheio da plenitude de Deus (Efésios 3:19) ser cheio de frutos de justiça (Filipenses 1:11)
 A função do batismo no Espirito Santo era e ainda é "imergir" o salvo para dentro do corpo de Cristo "Porque todos vós sois um em Cristo"(Galatas 3:28) Como chegamos a essa unidade? I Corintios 12:13 é a resposta! Com relação ao Poder prometido em Atos 1:8, esse era um poder dinâmico para morrer se for possível pela causa do Evangelho, era um poder de ousadia e pregação dinâmica. Antes do Cenáculo e depois da crucificação, os seguidores de Cristo estão na retaguarda, como que retrocedendo, depois do pentecostes eles estão na vanguarda, superando os obstáculos e enfrentando a espada e a perseguição severa. Todos eles já tinham autoridade para fazer sinais e maravilhas antes disso. Cristo já tinha outorgado isso a eles como vimos claramente em Lucas  10:19 e Mateus 10:18 Mas todos os discípulos praticamente recuaram com medo e fugiram da presença de Cristo, durante o processo de crucificação, com a exceção de João, mas depois do pentecostes todos os discípulos vão sofrer o martírio, menos João. É importante que tenhamos em mente esses fatos, porque o poder recebido em Atos 2 era um poder espiritual que dinamizou o testemunho dos discípulos e dos seguidores de Cristo para enfrentar o martírio com uma fé dinâmica e vigorosa, não mais correr da cruz, mas proclamar a mensagem da cruz. Não mais se esconder do mundo, mas dinamizar a mensagem da cruz de Cristo e  proclamar ao mundo, ao custo da própria vida se necessário. Essa visão é o fruto de uma exegese equilibrada de Atos 1:8, experimente estudar o texto, em relevância ao contexto geral do testemunho dos discípulos do período da crucificação até o pentecostes e depois do pentecostes. O sinal peculiar das línguas como de fogo sobre os discípulos, tinham como sinal demostrar que o Espirito Santo estava capacitando-os a viverem na intensidade do fogo da perseguição, para mostrar ao mundo a realidade do evangelho, pois há um fogo de teste, para que a realidade superior e indestrutível fique revelada de forma plena (I Corintios 3:15)
 O Espirito estará para sempre conosco, essa era a promessa de Cristo e essa deve ser a realidade espiritual de cada regenerado, e esse fato foi consumado quando entramos dentro do corpo de Cristo, este é o Espirito de adoção (Romanos 8:15)

Clavio Juvenal Jacinto

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Perolas e Estrelas

Vi a graciosa nevoa da noite
As colunas das luzes no templo aberto
Dessas que adornam as colunas do amanhecer
Ouvi do cume das montanhas
O som das estrelas e a voz dos mares
Sublime luzes pontilhadas
Perolas da ânsia de sofrido amor
Lapidação paciente das palavras sagradas
"Haja luz e houve luz"
Senti as folhas do vento suave
O borbulhar dos mananciais do orvalho
A visão do brilho de um sentimento elevado
A sagrada contemplação do belo
Vi todas as perolas refletirem
No brilho do sofrimento da redenção
"Deus existe"

Clavio J. Jacinto

Retribuição Justa

Bebe da fonte da esperança mais pura
Sacia-te nos mananciais da verdadeira fé
Se a incredulidade de oferecer estranhas sombras
Retribua com toda a força da convicção
A luz da glória do bendito evangelho

Clavio Juvenal Jacinto

Paciência e Misericórdia


Verdadeiro e Falso Evangelho


terça-feira, 26 de setembro de 2017

O Joalheiro das Aflições



Não temerei esse mar furioso e intenso
Descanso nas mãos benditas de Deus.

Não temerei o vento ruidoso
Descanso seguro aos pês de Cristo.

Não temerei esse seculo de obscuridades
Tenho um refugio no Eterno Consolador.

As furiosas aflições da vida
Não podem destruir a minha a fé

Cada tempestade que se aproxima
Cada problema cheio de intensidades
Cada luta que enfrento

Servem para lapidar minhas convicções
Para que a minha esperança e minha fé

Brilhem mais e mais em uma sociedade
Imersa na escuridão das incertezas.

Clavio J. Jacinto

Jardim de Sabedoria


Sobre a Gratidão


Fé além do Tempo


Sobre Sensibilidade


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Plenitude do Maravilhoso


É muito pobre o coração
Que vive a todo o instante diante do maravilhoso
Sem contudo ter uma esperança que ultrapasse
Seu próprio tempo

Clavio Juvenal Jacinto

QUE CULTO É ESSE?

                                                 QUE CULTO É ESSE? (Êxodo 12:26)


 Um dos problemas principais dos crentes de Corinto, é que Paulo os acusava de se reunirem para pior e não para melhor. ((I Coríntios 11:17) Havia uma decadência espiritual no culto da igreja de Corinto. A desordem e a falta de reverencia, além da confusão eram problemas sérios naquela igreja. Estavam se afastando do propósito original do culto e estavam deixando de serem bíblicos para ser tornarem excêntricos.  Parece que hoje em muitos lugares é exatamente isso o que está acontecendo. A forma como a desordem impera, a falta de reverencia, os desvios do centro do culto, de Deus para o homem, da ordem para a desordem, da exposição das Escrituras para filosofias humanistas, do temor para a irreverência, são sinais de que a igreja moderna está em decadência. Deus é um Deus de ordem e não de desordem (I Coríntios 15:23 e Lucas 1:1 a 3) Não pode existir a aprovação divina no caos religioso, Deus sempre estabeleceu princípios de ordem como norma para as atividades espirituais (Veja Gênesis 22:9  Êxodo 27:21, 28:17 a 20, 30:7, 39:37) Cristo nos ensinou que Deus procura verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade (João 4:24) Essa é uma verdade absoluta: a adoração deve ser espiritual e fundamentada na verdade bíblica.. O culto é uma atividade espiritual não meramente emocional e social, mas espiritual, deve ser ordenada e requer da nossa parte, uma grande afeição, pois a concentração de nossa atenção e o fervor de todo o nosso amor por Deus deve se manifestar através do culto. Aqui esta algo que  desejo enfatizar, o culto bem ordenado deve ser organizado e deve ser evitado coisas tais como gritarias (Efésios 4:31)”Faça-se tudo decentemente e com ordem”(I Coríntios 14:40) “se alguém ama a Deus, é conhecido dele”(I Coríntios 8:3) por isso devemos estar ciente dessa comunhão espiritual, com o Senhor, com a Palavra e com outros irmãos. “Para que tenhais comunhão conosco, e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”(I João 1:3) “Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito”(I Coríntios 6:7) Nosso culto deve ser racional,(Romanos 12:1) no grego “Logiken” denota algo razoável, que produza entendimento e edificação. Um culto bíblico tem louvor cristocentrico “Portanto ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, os frutos dos lábios que confessam o seu nome”(Hebreus 13:15) “Falando entre vós com salmos e hinos, cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao senhor”(Efésios 5:19) Devemos levar todo o entendimento cativo a Cristo (I Coríntios 10:5) Ele precisa ser o centro. As Escrituras nos admoestam “Sirvamos a Deus agradavelmente com reverencia e piedade”(Hebreus 12:28) "Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremos com salmos”(Salmo 95:5) acaso um culto bíblico deveria ser de outra forma? Em outra parte as escrituras ensina que “devemos nos unir o Senhor sem distração alguma”(I Coríntios 7:23) Toda a atenção do nosso coração deve  estar nos hinos e nos cânticos de adoração, ouvindo e cantando com nossa atenção voltada a essa bendita atividade de louvar. Nossa atenção  também deve estar completamente voltada para a Palavra de Deus. Essa deve ser pregada com toda longanimidade e doutrina (II Timóteo 4:2) porque a Palavra de Deus é a verdade que santifica os salvos (João 17:17) ela deve ser ensinada na igreja para ser pratica durante todo o tempo da nossa peregrinação (Tiago 1:22) em essência lemos que um culto tem essas qualificações ordenadas pela forma de piedade da congregação “A Palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”(Colossenses 3:16) A importância da Palavra pregada de forma clara, contextualizada para santificar os salvos,  pois Paulo mesmo afirma que a pregação da Palavra de Deus santifica e produz limpeza moral “Para a santificar com a lavagem da água pela palavra”(Efésios 5:26). Culto não é entretenimento, não promove atividades carnais como danças e teatros, que são invenções para entreter o povo e substituir a ação do Espírito Santo por meios mecânicos puramente humanos.  Que o nosso culto possa ser bíblico, ordenado, espiritual e cristocentrico. Amém


Clavio J. Jacinto

Verdade


Verdadeiro Amor


A Cruz


Senso de Sacralidade


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Não Pequeis Contra Cristo


                                                     


Há na igreja dois grupos distintos de redimidos, embora ambos sejam salvos, é verdade que a maturidade espiritual, faz com que alguns alcancem um nível mais avançado de espiritualidade. Não significa que estão num nível superior, simplesmente são mais avançados. Podemos perceber esses níveis em Apocalipse 2 e 3, estudando a condição espiritual dos cristãos das sete igrejas da Asia, ou ainda comparando os Corintios com os Bereanos. Buscando responder a liberdade de consciência com relação a certos assuntos que não deveriam ser dogmáticos na igreja, mas uma simples escolha pessoal de liberdade em Cristo, Paulo em Romanos 14 lida sobre esse assunto. Em I Corintios 8:12 o apostolo também adverte :" Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo"(I Corintios 8:12)
 Pecamos contra Cristo quando nossas ações servem de tropeço para os irmãos mias fracos. A visão de uma unidade corporativa da igreja nunca deve ser dissolvida da nossa cosmovisão cristã. Na pratica, somos um corpo, e cada membro corresponde ao corpo de Cristo que é a eclesia. Esse princípio só é aplicado aos que verdadeiramente nasceram de novo.  A maturidade consiste em ter uma percepção de que sempre devo adaptar-me ao estilo de vida espiritual que contribua para o crescimento do outro irmão. Ser avançado, na vida espiritual é estar no lugar mais perigo da batalha, o front. Onde servimos de defesa e proteção daqueles que são mais fracos na fé. Por isso, um cristão maduro não tem nenhuma posição de status, mas de responsabilidade. A vida cristã mais avançada é aquela que possui toda a dignidade da servidão. Por isso mesmo devemos traçar a linha que divide a verdadeira humildade e a falsa. Pessoas que ganham um titulo ou obtêm certos conhecimentos teológicos mais profundos, tendem a ficar orgulhos e se considerarem superiores aos mais atrasados no campo do conhecimento espiritual. Paulo aconselha "Nada façais por contenda ou vangloria, mas por humildade; cada um considere os outros superiores  a si mesmo" (Filipenses 2:3) a maturidade nos leva ao espirito de humildade, nunca o oposto. Na vida de humildade não ferimos a consciência do irmão mais fraco, mas nos rebaixamos para ajuda-lo "a lavar seus pés", ou seja, gastamos nosso tempo em oração intercessória, aconselhamento e acima de tudo promovendo o amor e a paciência para com aquele irmão que é mais fraco. Quando lutamos contra a unidade do corpo, quando criamos um muro de orgulho, quando impomos nossa condição espiritual e exigimos que os fracos sejam iguais aos mais fortes, estamos cometendo um grande engano. Pecamos contra Cristo. Se nós conseguimos ler a bíblia três vezes ao ano, esse não deve ser um padrão aos que possuem uma dificuldade de leitura. Os que sabem muito devem ensinar os que sabem pouco, não exigir que eles carreguem um fardo de estudar muito, comprar muitos livros e se dedicarem a estudar o grego e o hebraico, pelo fato de acreditarmos que o padrão da igreja é o mais espiritual. Esse é um erro, o padrão sempre é Cristo, e o Senhor nivela as coisas, se transfigura num monte alto e desce as baixezas da servidão para lavar os pés sujos de de seus discípulos. Cristo não deixou de ser menos humano e menos divino por causa disso, ele não deixou de ser menos ungido por causa dessa atitude. Jesus assim revela que tem um equilíbrio espiritual capaz de unificar em um nível só a glorificação e  a humildade. "O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade"(Provérbios 15:33)
 Trata-se de uma questão de sensibilidade e discernimento entender que um grau mais avançado de espiritualidade serve de cobertura para proteger aquele que é mais fraco, nunca para oprimi-lo. Uns acham que podem comer carne, outros acham que devem ser vegetarianos, esse era o dilema que Paulo queria apaziguar em Romanos 14. Não estou falando sobre tolerância ao pecado, pois esse é outro assunto e requer outro tipo de tratamento, mas sobre a vida espiritual de cada irmão salvo em Cristo. Uns mais avançados e outros não, cada um com a sua estrutura espiritual, e sempre devemos atentar para o fato de que o mais fraco merece sempre o apoio do mais forte, nunca a opressão. O alvo do fraco é ficar mais forte, o alvo do mais forte é se aperfeiçoar na humildade. "Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor"(Efésios 4:2).
 Quando o homem espiritual procede de acordo com as Escrituras, ele não fere a consciência fraca do irmão, e não corre o risco de pecar contra o próprio Senhor. Através desse equilíbrio, ele faz com que os mais fracos tornem-se mais fortes, por seu exemplo e dedicação. 

Clavio J. Jacinto

Poder Espiritual


Ego e Pecado


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fé Verdadeira e Falsa


Realidade Espiritual e Engano


Outro Evangelho


Deficiencia do Discernimento


Amor e Sacrificio


A Vida da Ressurreição


Espiritualidade Avançada


terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Perigo do Mundo Sobrenatural


O JUGO SUAVE DE CRISTO E OS FARDOS PESADOS DA RELIGIÃO

Uma das passagens mais conhecidas das Escrituras, é o convite de Jesus aos cansados. "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve"(Mateus 11:28 a 30) é verdade que Jesus promete alivio e descanso, e afirma que seu jugo é suave. Porém nem sempre esse é a realidade em muitos lugares. Infelizmente, vejo que em muitas ramificações do cristianismo, o que se promove é um jugo praticamente insuportável. medida sobre medida, peso sobre peso, fazendo com que as pessoas sofram uma opressão terrível. Isso chama-se legalismo extremo.  Um falso evangelho. Sou um cristão conservador. porem sei que a vida cristã não deve ser nunca um pesar mas um prazer. Não um jugo pesado e insuportável, mas leve. A carga imposta sobre certos indivíduos em determinadas igrejas é um absurdo, não reflete em nada a liberdade que Cristo ofereceu. pois Ele disse "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"(João 8:32) mas como uma pessoa pode ser liberta vivendo debaixo de regras e mais regras, proibições e mais proibições. fardos e fardos de leis e idéias intolerantes, impostas de forma obrigatórias? O verdadeiro cristão não vive debaixo de um jugo pesado, ele vive controlado pelo Espirito Santo, e o que ele faz, faz em liberdade não em opressão e temor. A religião que escraviza é falsa, é farisaica. Não devemos colocar fardos encima das pessoas mas o evangelho. Meditar e ter prazer na lei, e não viver debaixo de um jugo intolerável com medo de receber duras disciplinas se essas regras forem quebradas. Não estou pregando antinomianismo. Creio perfeitamente que o cristão precisa ser obediente (Hebreus 5:9) creio que deve observar a perfeita de lei de Cristo, a perfeita lei da liberdade (Tiago 1:25) quando o Espirito Santo nos orienta como devemos fazer isso é liberdade, quando homens impõe e colocam fardos que oprimem, isso é tirania. Sim a bíblia diz que nós somos servos da justiça (Romanos 6:8) não estamos sem lei, mas a vida cristã nos concede um jugo suave, não uma opressão. Se você vive uma religião que impe sobre voce fardos e mais fardos pesados, de modo a viver uma vida carregando uma carga de preceitos que pesa sob todos os aspectos da sua vida, com certeza, isso não é o cristianismo. Fuja, porque voce não está num aprisco, você se encontra em um claustro. O senhor nos liberta do engano (Salmos 72:14). A vida espiritual autentica segue o caminho da santidade para produzir alegria, não para oprimir a nós mesmos e ao diabo. A opressão é uma obra puramente maligna, viver a vida com um jugo suave, é própria da vida cristã. Paulo denuncia os falsos irmãos que se intrometeram e secretamente entraram para espiar a liberdade que eles tinham em Cristo Jesus, esses falsos irmãos queriam por Paulo e outros irmãos em servidão (Galatas 2:4) toda imposição intolerante é farisaísmo. A força matriz do farisaísmo era uma enfase em regras e mais regras, de tal modo tinham uma enfase doentia no exterior, que coavam mosquitos para não engoli-los e se acharem imundo, vestiam vestes largas e davam enfase tão grande as coisas exteriores, que acreditavam que os mandamentos do velho testamento eram insuficientes, e precisavam de mais alguns (Só no Pentateuco, selecionaram 613 mandamentos) então inventavam ritos (lavar as mãos, como ato de purificação ritual) Em mateus 23 Cristo confronta o farisaísmo e o fardo que colocavam encima da pessoas. é claro que estou ciente de que não pudemos usar da liberdade que fomos chamados, para dar ocasião a carne (Galatas 5:13) Pedro também adverte "Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malicia, mas como servos de Deus"(I Pedro 2:16) porém é necessário esclarecer que nenhum mandamento serve para oprimir, mas para proteger, não para colocar jugo mas para trazer alegria e paz, a vida cristã é suave, foi Cristo quem falou isso, é libertação, foi Ele quem afirmou isso, portanto não pode ser verdadeira a religião que oprime e coloca fardos e mais fardos encima das pessoas, de modo a viverem como intolerantes e orgulhosas (por se acharem superiores por causa de obervação de regras) Veja bem, o farisaísmo produzia homens orgulhosos em excessos, a religião que promove fardos pesados alem de gerar hipócritas em potencial, acabam se devorando uns aos outros através de uma fiscalização  mutua e rígida, tentando manipular a vida alheia e controlando os indivíduos, pondo-os debaixo de uma servidão extrema. Não é de admirar que entre muitos desses religiosos haja tantos escândalos?  Não importa a opinião alheia sobre o assunto, a verdade é que muitos que se dizem cristãos que conheço nunca deixaram de ser religiosos cansados, não carregam nenhum jugo suave, não levam nenhum fardo leve. Vivem impondo pesadíssimas cargas sobre si mesmos e sobre os outros, de modo a viverem uma verdadeira escravidão religiosa. Isso não é fé cristã. A vida espiritual santa não é um convite a carregar pesos, mas a desfrutar de uma vida piedosa e suave, não é uma vida de pesar, mas de prazer. Amar a lei de Deus meditar nela de noite e de dia, mas de tal forma a servir a Deus em alegria, pois todos tropeçamos em alguma coisa e precisamos da misericórdia de Deus momento apos momento (Tiago 3:1) Paulo confrontou os judeus que queria uma forma de vida debaixo do jugo da lei, toda a epístola aos Galatas aborda isso. No entanto Paulo admoesta: "Estai, pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão"(Galatas 5:1) Há uma liberdade em Cristo, não é a liberdade para fazer as coisas erradas, mas para fazer as coisas certas, porém debaixo da vida controlada pelo Espirito Santo, não debaixo da imposição intolerante de uma religião exterior. Quero citar um exemplo recente. Dias atrás estive presente em uma igreja cristã, onde era abordado certo tema. Um irmão comentou que já havia algum tempo, decidiu tirar a televisão do seu lar, porque não achava conveniente ter uma, pois os programas não correspondiam a sua perspectiva espiritual. Veja nesse caso, que a operação do Espirito Santo foi visível nesse caso, sem uma imposição arbitraria, como se fosse um preceito pesado imposto sobre os ombros daquele irmão. O que fez, ele fez com o prazer, porque queria servir a Deus ocupando o tempo com coisas melhores. Entenda que a lei, mesmo na antiga aliança, aos olhos do salmista era uma fonte de alegria (Leia o Salmo 119) Cristo Jesus é nosso descanso, os que creem nele entram nesse descanso (Hebreus 4:3) Ele é nosso descanso, não nosso fardos. qualquer fardo pesado, ão procede de Cristo, não ha nenhum versículo nas escrituras que afirme que Cristo nos dê fardos pesados e jugos insuportáveis. Por favor, não estou dizendo que não temos lutas e aflições, que não devemos ser santos e separados do mundo, creio piamente na doutrina da separação como diz as Escrituras. Mas a vida cristã não é feita de uma carga pesadíssima de muitos fardos que temos que carregar, Jesus nunca ofereceu isso a ninguém, mesmo que ele convide a carregar a nossa cruz, nunca devemos separa-la da sua presença. Mesmo que saibamos que a cruz nesse contexto não significa peso, mas o sofrer por causa de Cristo. Ainda assim, Paulo ao tomar a sua cruz, disse "Sinto prazer nas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias, por amor de Cristo, porque quando estou fraco então sou forte"(II Corintios 12:10) Cristo nos oferece descanso para as nossas almas, não peso para nosso espirito, oferece um jugo suave não uma serie de pesadas imposições para escravizar nossa vida de forma tornar-se insuportável e alienígena.

Cristo nos chama a viver em plenitude
Graça sobre graça
Nos dá a vida abundante
A paz perene
Uma verdade que nos liberta
Não uma religião que escraviza
Cristo nos dá a seiva da videira
Não o fel do farisaísmo
Nos convida a seguir após ele
Em jugo suave
Em obediência e santidade
Não em opressão, mas em verdadeiro amor.


Clavio J. Jacinto

Disponibilidade e Sacrificio


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sobre Ansiedade


Coração Fechado


Vermelho Inocente


Em mar de sangue e dor sofreu
Puro e imaculado, tão santo
Na cruz padeceu
Tão bendito e inocente
Manso e corajoso
Banhado nesse vermelho inocente
Todos meus lamentos libertos lá
Nesse madeiro de vergonha e a transfusão
O preço precioso do perdão

Ai de mim se for tão ingrato
Ainda mais vil serei, 
Se não me arrepender de mim mesmo
No desdém de meus infames atos
Não converter-me, ao teu santo amor
E não calar-me de vergonha
Ao ver todas as feridas do meu Salvador


Clavio J. Jacinto

Sobre Agradar os Homens


Viver para Cristo


Cristo: O centro


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Caminhos e Estrelas

Há no céu muitas estrelas
Mas só a luz do sol ilumina o meu caminho

Há muitos caminhos no mundo
Mas só um que conduz ao meu lar

Há muitas flores nas montanhas
Mas o perfume, sinto a que desabrocha no meu jardim

Os mapas apontam para todos os lugares
Mas o caminho seguro é o bom conselho

A vida é feita de muitas escolhas
Mas a mais importante escolha é ter fé em Deus.

Clavio J. Jacinto

Sol da Justiça


A Chamada ao Evangelho Radical


Usurpadores da Autoridade das Escrituras.

Como uma Denominação Solapa a Autoridade das Escrituras e Torna-se Uma Seita Intolerante.


 As divisões fracionadas que o protestantismo evangélico sofre hoje, tem suas origens no pentecostalismo. Antes do advento do movimento pentecostal não havia muitas divisões, depois do advento pentecostal,  outros movimentos surgiram influenciados por ele, Os filhos manifestos, o movimento de renovação nas igrejas históricas, o neopentecostalismo, a renovação carismática, etc. Hoje vimos uma verdadeira “pulverização” do movimento evangélico carismático, há uma constelação infinita de novos grupos, seitas, denominações e ministérios criados por homens, nem sempre com boas intenções e cada vez mais distantes do cristianismo bíblico. Falo por experiência própria,  muitos lideres “fundadores” de ministérios, não entendem praticamente nada de teologia, não conhecem nem mesmo as doutrinas básicas da fé cristã, não conseguem fazer nem mesmo uma boa exegese dos textos mais simples da bíblia. Alguns são verdadeiros coronéis e na pior dos modelos ditadores. Isso é ruim, é uma lastima, para não dizer uma vergonha. Eu também me envolvi com muitos movimentos ditos “evangélicos carismáticos” as experiências não são nada  agradáveis. Não afirmo isso com alegria, mas com muita tristeza no coração. A minha desconfiança veio a partir da leitura de bons livros e um estudo mais perspicaz das sagradas Escrituras e do cristianismo histórico, livros como “A Sedução do Cristianismo e Escapando da Sedução” de Dave Hunt, De alguma forma esses livros trouxeram uma desconfiança para com o mundo evangélico carismático atual e seus clichês espirituais e suas manias religiosas. Logo em seguida, “Cristianismo em Crise” de Hank Hanegraaff, também ajudou a nutrir essa desconfiança.
Rever conceitos, refletir, pesquisar e estudar as Escrituras sempre foram caminhos que trilhei com dedicação. Mesmo sem muito apoio,  sempre prossegui de forma independente. O que aprendi desejo compartilhar para ajudar e esclarecer alguns. Grande parte das “denominações” e “ministérios” que conheci, solapam a autoridade das escrituras de forma clara e aberta, mesmo que seus lideres não percebam isto e as pessoas envolvidas não percebam tal coisa. A falta de discernimento hoje é muito grande, lideres são “divinizados” e não podem ser questionados. O mundo evangélico carismático está cheio de  “micro-papas”, possuem os mesmos atributos dos apóstolos da Nova Reforma Apostólica, contato direto com o céu e recebem suas revelações direto  do “trono da graça”. A bíblia é a autoridade final  em questões de fé e pratica de uma verdadeira igreja. Por favor, se deixarmos os absolutos das Escrituras, entraremos no campo minado do subjetivismo e do relativismo espiritual. Sem um leme que nos direcione, qualquer sentido pode ser  do ponto de vista humano, um caminho certo. (Provérbios 14:12)Sem um prumo que padronize e  determine a vida cristã, cairemos em serias armadilhas e haverá sérios desvios da sã doutrina e da coerência, para a cegueira espiritual e para o fanatismo.
Em 1978, vários lideres cristãos nos EUA se reuniram com o propósito de defenderem a autoridade das Escrituras, desse movimento surgiu a “Declaração de Chicago Sobre Entrância Bíblica”  esse documento é um manifesto contra o liberalismo teológico, seu texto vai além, pois o reconhecimento das Escrituras como autoridade final é uma questão crucial para determinar a legitimidade de uma igreja evangélica. A grande maioria dos movimentos evangélicos modernos desvia-se completamente disso. Um dos problemas mais sérios é a invenção de escritos documentais anexados a certos movimentos sectários  esses documentos tornam-se em pé de igualdade com as Escrituras, ou até acima das escrituras. Um exemplo claro é o RI (Regimento Interno) de algumas igrejas cristãs. O RI é tão altissonante, que quebrar as regras contidas nele é tão severo quanto um crime hediondo, mas se o pecado praticado estiver fora dele (mas dentro da bíblia) é praticamente ignorado. O RI é a autoridade maior do que a bíblia, e, aliás, se os princípios já estão nas Escrituras, então porque um RI?  Segue um exemplo, uma igreja “ultraconservadora” registra no seu RI que uma mulher não deve usar saias com fendas. Se o RI for transgredido, o transgressor é punido, mesmo que,  o que a bíblia ensina é que  a mulher se vista com pudor (I Timóteo 2:9) e esse deve ser o padrão bíblico: com pudor, uma mulher pode vestir-se com pudor como determina a bíblia, mas se o RI determina algo a mais, então o RI determina o que é certo e o que é errado, solapa a autoridade das Escrituras e torna-se um acréscimo a elas. O que não apenas é um erro, mas pecado. Mas o problema não termina ai. O RI é um verdadeiro promotor de hipocrisia e de injustiça. Porque os Ris contem tantas regras de punição sobre coisas exteriores, e deixa de fora qualquer punição para pecados interiores, como inveja, luxuria, orgulho. Porque não há punição para falsos profetas (o movimento pente-carismatico está cheio deles) ou para murmuração, mentiras,  ódio, rancor, etc.? Porque certos pecados são punidos e outros omissos? Certo RI pode conter a regra simples de que a mulher não deve usar “botas de franjas” a transgressão segue a punição (Disciplina). O argumento é que isso é mundano, sejamos sinceros, o tipo de hierarquia que muitos pentecostais carismáticos sustentam é puro mundanismo e isso está claramente  descrito por Jesus Cristo  em Mateus 20:25 e 26. Seus lideres imitam os príncipes desse mundo, liderando de forma condenada por Cristo. E agora?. Sim o RI  determina o que é errado, não a bíblia. Conheço gente que vive a regra de um RI, mas compra e não paga, é transgressor, porque acima de tudo é infiel aos contratos. (Romanos 1:31)  e transgride o ensino de Cristo do sim, sim e do não. Porque tais coisas acontecem? Porque regimentos internos estão acima da bíblia, devem ser tomados ao pé da letra, já as transgressões bíblicas devem ser ignoradas e levadas para “debaixo do tapete” eu mesmo vi com meus próprios olhos como essas coisas são tratadas.  Vi como certos indivíduos conseguem cometer pecados sérios como jogar um irmão contra o outro e promover partidarismo dentro das congregações e ficar completamente impune, porque não havia tal coisa no RI e a bíblia? Era apenas fachada, nunca autoridade final em questões de fé, pratica, doutrina e disciplina. Isso é um pecado grave! Compromete todo o sistema. As seitas fazem isso, além da bíblia precisa existir outra autoridade, um acréscimo em detrimento a uma suficiência. Isso é um erro, um erro muito grave que vai custar a eternidade de muitas almas. Fuja de igrejas que colocam documentos humanos, revelações, visões extrabiblicas acima das escrituras, elas são caminhos de erro. Fuja de igrejas cujo seus lideres são manipuladores, que usam de documentos extra-biblicos para promover terrorismo psicológico e desviar as almas do evangelho. Tais lideres pretendem ser intocáveis, podem passar por cima da autoridade das Escrituras, pisar seus preceitos, pois se acham infalíveis  quando assumem púlpitos, crêem esses ditadores religiosos serem  dotados de uma “unção especial”,  verdadeiros césares religiosos, possuídos pela pompa do orgulho de sustentarem títulos pomposos que os colocam acima da humanidade comum: os “leigos”. Quando na verdade o Novo Testamento ensina o sacerdócio universal de  todos os santos  (temas que tais não gostam de pregar)
Por incrível que pareça, Regimentos internos tornam-se, em algumas igrejas, a  autoridade suprema para classificar pecadinhos e pecadões. Não a bíblia, mas um documento extra, determina o que se pode fazer ou não. Se um RI é baseado na bíblia, então que necessidade tem? Se a bíblia já define o que é certo e o que é errado? Ora, usando um RI para controlar pessoas, uma igreja acaba cometendo o delito de usar dois pessoas e duas medidas. Pune alguém por  desrespeitar o Regimento Interno, mas não pune com  mesma medida se outra pessoa quebra um princípio que está na bíblia mas não está no RI. Uma mentira pode ser classificada como um pecadinho, a inveja segue essa mesma regra de classificação. Outros precisam ser punidos. Havia uma época que ouvir radio era pecado, quem dizia isso? O regimento interno e não a bíblia. Pessoas eram punidas por quebrarem as regras do RI, porque ele era a autoridade final em questões de fé e pratica. Esse problema é antigo, Jesus repreende severamente os fariseus por colocarem suas tradições em pé de igualdade ou acima das Escrituras (Mateus 15:6) Eu não estou dizendo que um regimento interno é algo errado, não! Mas é um erro grave, digo gravíssimo, colocar um RI ou qualquer documento em pé de igualdade com a  bíblia ou uma autoridade maior do que a bíblia. Eu já fui testemunha ocular, vi certos lideres ignorarem completamente um mandamento bíblico, e imporem pesadas disciplinas em quem desobedecia a uma regra do RI. Porque isso ocorre, porque esses acréscimos a palavra de Deus?  É porque a Bíblia não é suficiente e nem mesmo a autoridade final. A bíblia condena tal coisa (Veja Apocalipse 22:18) Um acréscimo á bíblia é um pecado grave. Usurpara a autoridade das Escrituras é um pecado grave. Por isso mesmo deveríamos estar bem atentos ao que ocorre em certas igrejas, quando ocorrem revelações extra-biblicas que ultrapassam os limites do Canon sagrado ou são acrescentados documentos e livros que ficam em pé de igualdade com a bíblia sagrada. Essa é a forma das seitas mais severas atuarem nesse mundo. A crença na insuficiência das Escrituras é um modo de crer que o Espírito santo não fez uma obra perfeita ao inspirar os 66 livros, nem foi competente para inspirar os escritores bíblicos a colocarem todas as informações necessárias para o bom andamento da igreja e de todos os cristãos. A gravidade de tal idéia torna-se muito perigosa, tão ridícula e perniciosa, que muitas pessoas cegas, acabam acreditando que seguir religiosamente um regimento interno é a única maneira de se salvar.  É a única maneira de provar ser um verdadeiro salvo. Assim crêem de tal forma, que certos grupos acreditam que os que não seguem as normas denominacionais de sua denominação, contida no RI que defendem com unhas e dentes de forma camuflada, não são salvos. Vi fatos horríveis, candidatos ao batismo, são confrontados com o Regimento Interno, devem obedecer a eles, não a bíblia. Aos candidatos de certos grupos é apresentado as normas do RI, e não as Sagradas Escrituras. É dessa forma que vimos como se abre o caminho para a mais tenebrosa hipocrisia. É correto crer que sendo toda a Escritura inspirada por Deus (II Timóteo 3:16) todas as escrituras precisam ser observadas e não alguns regulamentos. É um erro dar uma ênfase a certos princípios bíblicos e ignorar outros. Trata-se de outro evangelho que produz pseudo- cristãos. A bíblia no seu todo “Toda a Escritura” e não somente uma meia dúzia de preceitos. Eu poderia citar um numero enorme de deveres e mandamentos que são importantíssimos e não se leva em consideração hoje, porque a maioria deles são de ordem interior. Mas olhe bem, um estudo de Mateus 23 mostra como os hipócritas fariseus davam uma ênfase doentia ao exterior e nem se preocupavam com o interior, inventaram rituais para observação religiosa que os fazia distinguir entre os demais. Eram verdadeiros sepulcros caiados. Eu sinceramente nunca vi lideres disciplinando ou exigindo disciplina para membros que quebrassem certos mandamentos ou cometessem certos pecados como “Olhar para uma mulher com intenção impura”(Mateus 5:28) ansiedade (Mateus 6:25 a 36) não perdoar o próximo (Mateus 6:14) não cumprimentar os que não professam a mesma fé ((Mateus 5:47) a lista pode torna-se quase infinita.  Isso é só um exemplo claro, de que a bíblia por via das regras não é nada mais do que fachada, e se existe punição disciplinar quando o RI é quebrado, mas não se aplica o mesmo quando os mandamentos e preceitos da bíblia são quebrados, o que fica exposto é que o RI é mais autoritário do que a bíblia, e os mandamentos de homens sobressaem sob mandamentos de Deus, (Muitos preceitos em Regimentos internos de igrejas legalistas, são doutrinas de homens, você não encontra certas proibições na bíblia, somente em RIs)não é de admirar que eu tenha encontrado um numero muito grande de hipócritas, falsos cristãos e gente que consegue sustentar duas caras em certos movimentos dito “conservadores”. É com grande tristeza que afirmo isso. Eu não estou me colocando ao lado de qualquer tipo de liberalismo teológico, doutrinário ou seja o que for. Sou um conservador, sou fundamentalista cristão, não tenho medo de afirmar isso. Creio na suficiência das Escrituras e em cada regra, respeitando o contexto em que deve ser aplicado. Creio na inerrancia das Escrituras, creio que Jesus Cristo veio em carne, creio na inspiração plena das Escrituras, creio na morte substitutiva de Cristo, creio na ressurreição literal, creio na ascensão física e no retorno triunfante de Cristo, acima de tudo creio que Cristo deu mandamentos aos seus seguidores (Atos 1:2) agora por favor, acrescentar algo as escrituras é um erro, a bíblia e somente a bíblia deve ser nossa bussola ético espiritual (Isaias 8:20).  Quem faz acréscimos a palavra de Deus e coloca esses acréscimos em pé de igualdade ou acima das Escrituras é mentiroso,  e o Mentiroso não tem parte com Deus, à origem da mentira é o diabo e não Cristo (João 8:44) leia a advertência de provérbios: “Toda a Palavra de Deus é pura, escudo para os que confiam nele. Nada acrescentes as suas palavras, para que não te repreendas e sejas achado mentiroso” (Provérbios 30:5)
No prefacio da declaração de Chicago da Inerrancia Bíblica
A autoridade das Escrituras é um tema chave para a igreja cristã, tanto desta quanto de qualquer outra época. Aqueles que professam fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador são chamados a demonstrar a realidade de seu discipulado cristão mediante obediência humilde e fiel à Palavra escrita de Deus. Afastar-se das Escrituras, tanto em questões de fé quanto em questões de conduta, é deslealdade para com nosso Mestre. Para que haja uma compreensão plena e uma confissão correta da autoridade das Sagradas Escrituras é essencial um reconhecimento da sua total veracidade e confiabilidade.
O ultimo artigo da declaração termina com essas palavras:
Artigo XIX
Afirmamos que uma confissão da autoridade, infalibilidade e inerrância plenas das Escrituras são vitais para uma correta compreensão da totalidade da fé cristã. Afirmamos ainda mais que tal confissão deve conduzir a uma conformidade cada vez maior à imagem de Cristo.
Negamos que tal confissão seja necessária para a salvação. Contudo, negamos ainda mais que se possa rejeitar a inerrância sem graves conseqüências, quer para o indivíduo quer para a Igreja.

 Embora o propósito da Declaração de Chicago não seja exatamente o problema exposto aqui, é bom ressaltar que de certa forma eu vejo como muitos acréscimos ao Canon histórico da Bíblia comprometem a pureza da fé cristã, e subornam a autoridade que só pertencem a ela. Que os olhos do nosso  entendimento estejam abertos para nos desviarmos de tal maldade

Clavio J. Jacinto

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