sábado, 28 de fevereiro de 2015

O PERIGO DA NEGLIGENCIA





Paulo adverte em II Timoteo 2: 4 e 5, que aquele que se alista para a guerra, não se embaraça com os negócios dessa vida, quando termina a sua carreira, fecha com chave de ouro o seu ministério, ele pronuncia que combateu o bom combate acabou a careira e guardou a fé. (II Timoteo  4:7)
Estamos em guerra, mas não vou me deter na questão da batalha, senão na condição em que nos encontramos para enfrentar as lutas no campo da batalha espiritual. Creio que é aqui que o cristão enfrenta o grande perigo. Não tomamos a posição de um verdadeiro soldado, por isso, as coisas não estão indo bem pra muita gente que freqüenta igreja e que já está muito tempo professando a fé cristã, mas que continua dominada por embaraços e por uma vida de dormência espiritual.
A negligencia a esse assunto, nos leva para uma condição de perigo constante, a guerra cósmica em que estamos inseridos, não é de assunto de vida ou morte, é mais do que isso, envolve não somente o tempo, mas também a dimensão espiritual e eterna.  Envolve o destino de muitas almas, a maioria delas, do nosso próprio convívio social.
Não somos chamados para viver uma vida cristã superficial, em uma guerra, não existe tal coisa como superficialidade.  O combate exige muita atenção, muito cuidado, muita sobriedade, é algo intenso, a luta, pois implica uma preservação da própria vida, e uma luta intensa por destruir o inimigo, e de preservar a própria. Essa idéia reforça o texto bíblico, porque quem está com os pés entrelaçados não pode correr. Veja a luta de inseto preso aos fios colantes da teia de uma aranha,  tudo em torno do inseto gira no esforço em potencial para se livrar da armadilha mortal da teia da aranha. Muitos esforços dispendiosos que usamos na vida, tem objetivos seculares e secundários, e quando o assunto é o Reino de Deus, sempre tratamos como algo secundário, a visão artificial da vida sempre tende a nos levar para conceitos errados com relação a nossa existência.
Embaraçado, alguém que tem um andar atrapalhado, não pode correr a carreira, não está livre, está com seus pés entrelaçados pelos fios temporários do materialismo, os negócios dessa vida detém muita gente que professa o cristianismo. Uma vez que os pés não estejam livres, não pode combater o bom combate.
Nós não combatemos segundo a carne, por isso, em primeiro lugar, não podemos ser negligentes com relação a vida espiritual, ela ocupa o centro da vida cristã. Uma vida rendida ao Senhor, uma vida intima com Deus, uma vida de oração e consagração, tudo isso é fundamental para a vida cristã. Nos dias que estamos vivendo, com esse intenso barulho da civilização moderna, precisamos nos retirar. Não estou defendendo um estilo de vida monástico, não é isso! Estou falando sobre a importância de nos desligarmos desse mundo, de sua tecnologia de ponta, do materialismo e do consumismo manipulativo, para nos entregarmos a uma vida de devoção mais profunda com Deus. Nesses tempos de correrias, precisamos frear nossa ação, e permanecer retirado, como Cristo fez muitas vezes, para poder enfrentar as batalhas mais acirradas, os confrontos mais fortes, Cristo precisava de preparo espiritual, muitas vezes se retirou para lugares solitários para ter contato com DEUS PAI, e é disso que nos precisamos hoje. Não ter esse principio como de máxima importância para a vida devocional e espiritual, é perder a fonte condutora do poder espiritual, que nos faz fortes para enfrentar a grande batalha espiritual, que acontece no palco da existência humana nesses últimos tempos. Em segundo lugar, se faz negligente o homem que uma vez, tenha se decidido a Cristo, trate as coisas espirituais como elas não fossem de suprema importância, a vida espiritual do cristão que combate, é uma vida disciplinar. Como um soldado valente também é!  Não se embaraça, mas tem seu caminho livre, isto é. Corre a carreira que lhe está proposta. Sabe de suas responsabilidades, e do seio campo de ação. A batalha pela fé que uma vez foi dada aos santos, ocupa seu lugar supremo no coração do homem espiritual, se assim, não for, ele em hipótese alguma pode ser um homem espiritual. É dessa forma que um soldado se faz evidente por sua capacidade de discernir as coisas, ele conhece suas armas, sabe manejá-las, não é como uma criança que não faz idéia do perigo de uma arma, existe a arte do manejo, o conhecimento de uma arma não pode ser superficial, assim como também deve conhecer sobre as estratégias de combate e de defesa. Tudo isso é de suma importância. Há quem não veja importância numa vida  completamente entregue ao Senhor, há quem não encontre qualquer valor em gastar muitas horas orando, se dedicando aos prolongados jejuns, quando na verdade Cristo classifica certas castas de demônios que só podem ser combatidas com jejum e oração. Uma vez que dá pouco ou nenhum valor para a piedade com jejuns e orações, torna-se inapto, tal pessoa para o combate espiritual, justamente por causa de certos aspectos comuns ao inimigo, que exige preparo adequado para o confronto.
A negligencia e a prevaricação precisam ser completamente erradicadas da vida de um bom cristão, isso é essencial, para o progresso e para a maturidade. O autor aos Hebreus, no final do capitulo 5 menciona o problema de alguns irmãos não suportarem o alimento sólido. Porque? Eram meninos, eram atrasados, atrapalhados e embaraçados na vida espiritual. A negligencia nos faz viver uma vida sem responsabilidade e sem atenção devida as coisas de Deus.
Talvez a vida de Eli e seus dois filho sirvam de exemplo, de como a negligencia pode levar um cristão a sofrer terríveis conseqüências, Ofni e Finéias não tinham temor a Deus, faziam as coisas sem amor e sem respeito devido ao sagrado, Eli negligenciou na parte disciplinar, não aplicando disciplina aos seus filhos, e no final todos os três sofreram as conseqüências. Saul no final da sua carreira também acabou sendo negligente, e cometeu torpezas e desvarios, exerceu oficio espiritual não autorizado e consultou uma médium ocultista. Esses são exemplos claros de homens negligentes, que tiveram uma visão espiritual muito superficial, e tal coisa lhe serviu de empecilhos para o equilíbrio na vida devocional e espiritual.

Ainda temos um outro exemplo em II Samuel 6, quando Davi negligenciou as ordens claras do transporte da arca, os levitas deveriam levar, mas ao invés disso, a arca foi transportada por carro de bois, e acabou provocando a morte de Uzá.  As vezes querem arrumar desculpas, fazer as coisas de nosso jeito, achamos que a nossa razão tem o mesmo nível de autoridade que as ordens e os estatutos de Deus, queremos as coisas do nosso jeito, como Davi quis fazer do seu jeito, tirando a responsabilidade do transporte da Arca dos levitas e dando aos bois essa tarefa. Eis ai um caso típico de negligencia que se repete a todo o tempo, mesmo em nossos dias. Queremos fazer as coisas de nosso jeito, mas isso é desobediência. No Novo Testamento também temos um caso de negligencia  generalizada, em Mateus 25 na parábola das dez virgens, cinco delas eram imprudentes, tinham as imprudentes todas as características comuns com as prudentes, menos o fato de que não havia óleo em abundancia, e então um atraso do noivo, fez com que elas percebessem que havia essa falta, isso foi fatal para elas. Uma vida caracterizada por negligencias, pode afetar completamente a nossa vida, nosso destino, nossa família, nossa fé e nossa eternidade.
Vimos grandes desvios doutrinários em nosso tempo, por causa da negligencia generalizada, mas essa não deve ser a nossa realidade pessoal, não deve ser a nossa posição. Devemos firmar nossos passos no Senhor,  desenvolver um zelo pelas coisas espirituais, amar mais a Cristo e estabelecer princípios rígidos para nós mesmos,a  fim de controlar nossos impulsos naturais que querem lutar contra as coisas espirituais. No final das contas, a negligencia traz uma serie de conseqüências terríveis, e precisamos lutar contra ela, erradica-la completamente da nossa vida, pois isso redundará em uma vida frutífera e abençoada.


Pr Clavio Juvenal Jacinto
Igreja Evangelica Caminho da Paz
Paulo Lopes SC

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

DEUS NÃO SE IMPORTA COM A SUA APARENCIA?



Deus não se interessa pela aparência?

Você já ouviu o argumento de que Deus não olha para a aparência, e sim para o coração, sem duvida, muitos citam a passagem de I Samuel 16, quando pela ocasião em que Samuel vai ungir um dos filhos de Jessé, acaba se impressionando pela aparência dos irmãos de Davi. De fato Deus fala que não olha para a aparência e sim para o coração, porém isso nunca deve servir de suporte para argumentar que Deus não se preocupa ou não se interessa com o nosso exterior ou com a nossa aparência exterior. Bem, em primeiro lugar devemos entender o contexto de I Samuel 16, porque na família de Jessé, Davi era discriminado porque era ruivo, portanto o contexto nos faz entender que ao citar que Deus não olha para a aparência, ele está lidando com a questão racial, não com questão de roupas ou vaidades. Em segundo lugar, Deus se interessa com a aparência que se harmoniza com o interior, Deus não aprova o disfarce, o farisaísmo e hipocrisia, por isso mesmo, de nada adiante disfarçar ter virtudes no lado exterior, quando o coração está corrompido, desse problema tratou Jesus, confrontando os fariseus em Mateus 23, chamando-os de sepulcros caiados, bonitos por fora mas corrompidos por dentro.  O contexto da passagem de Samuel deve ser entendido dentro dessa perspectiva, de outra forma. Estaremos torcendo as escrituras, para ensinar o que ela não aprova e nem apóia. Deus se interessa pela nossa aparência, e quero citar algumas provas concretas.

Primeira prova. Genesis 3, na queda do homem, após o pecado, o homem percebeu que estava nu, e então se escondeu, no dialogo entre Deus e o homem, vimos como a nudez parcial do primeiro casal, forçou eles, a se esconderem da presença do Senhor. Deus então sacrificou um animal, para fazer a ambos uma túnica, para que o corpo fosse coberto. Portanto é lógico e racional concluir que se Deus não se importasse com a aparência, então Ele teria chamado os dois, até a sua presença, Ele simplesmente teria dito a Adão que não se importava com a sua nudez, porque Ele não está interessado com a aparência e sim com o coração. Mas Deus não agiu assim, Ele se importou com a aparência de ambos, e lemos em Genesis 3:21 que ambos, Adão e Eva receberam da parte de Deus, vestes para cobrirem o corpo, e mudar a aparência, de sensuais para discretos.

Segunda prova. Em Exodo 28, está registrado as normas das vestes sacerdotais de Aarão, elas deveriam ser santas, as vestes do sacerdote eram vestes discretas e santas, eram distintas, porque Deus se importa sim com a aparência, como se importou com o modo com que Aarão deveria ser vestir, ou seja com vestes santas, esse padrão nunca mudou, principalmente para os cristãos da nova aliança que também exercem um sacerdócio universal (I Pedro 2:9), isso já seria o suficiente para provar que Deus se interessa com a aparência de seus filhos, mas vamos a frente

Terceira prova.Deuteronômio 22:5 Deus ordena a distinção de vestes, não aprova a moda unissex, mas ordena que haja distinção nas vestes do povo de Deus, o homem não deve usar roupa de mulher e vice e versa, portanto, sem argumentar mais. DEUS SE IMPORTA COM O EXTERIOR, de outra forma, jamais o Espírito Santo teria inspirado Moisés a escrever essa passagem!

Quarta prova: I Timóteo 2:9 Paulo admoesta as mulheres cristãs a se vestirem com pudor e decência. Ora como Deus então não se interessa com a aparência? Só falsos mestres e indoutos podem seguir com uma argumentação tão falaciosa  de que "Deus não se importa com a aparência” O texto acima desmente completamente tal heresia.

Quinta prova: Apocalipse 6:11. Os santos ganharam vestidos brancos e compridos até os pés, não eram bermudas nem mini-saias, eram vestes compridas e brancas, os santos não estavam nus lá no céu, também as vestes são caracterizadas por decência e eram vestes limpas, brancas, símbolos da pureza, então como argumentar contra isso?

Sexta prova. Havia na igreja de Laodicéia o mal da nudez, da sensualidade, e essa igreja é reprovada por Cristo, então Cristo aconselha que comprem colírios para que vejam o estado lastimável em que se encontram, porque Ele o Senhor, se importa sim com a aparência, e quando a aparência é de mundana, sensual e apostata, está claro pelo texto de Apocalipse 3:18 e seu contexto, que Deus reprova essa aparencia mundana e se importa com a aparência cuja a marca é a santidade. Aconselho que nessas alturas, os defensores do ensino de que Deus não se importa com aparência, também comprem colírios para enxergarem o claro ensino das escrituras.

Sétima prova. I Coríntios 11:9 ensina que é desonra ao homem ter cabelo comprido, veja todo o contexto do capitulo 11 dessa epistola, você vai ver que Deus está tratando do assunto da aparência do homem e da mulher, ora se Deus não se importasse com a aparência de seus filhos, então porque Paulo escreveu isso, porque o Espírito Santo inspirou os outros autores a escrever? Veja você mesmo, em Êxodo 28:42 e 43, que o Senhor deu a Moisés outras instruções para as vestes de Aarão, o corpo deveria ser bem coberto, sem nenhum traço de sensualidade. Por isso, amigo e irmão, ensinar que Deus não se importa com as aparências mas só com o coração é uma doutrina fraudulenta, não tem o apoio geral da revelação e  confronta os ensinos claros dos princípios divinos



Clavio Juvenal Jacinto

Aconselho a leitura do artigo Que Vestirei?

http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/Comigo/AVestimentaDaCrente.htm

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

COMO O ORVALHO DE HERMOM




Como o orvalho de Hermom

Todos nós conhecemos o Salmo 133, ele fala sobre a união dos santos, uma união espiritual de quilate precioso. Muito citado é o salmo 133, pouco praticado. Há dois resultados, de uma união entre uma irmandade, o salmista primeiro nos diz que é como óleo. Veja que a descrição é de que não é um óleo comum, mas sobre o óleo da consagração, porque é como o óleo que desce na cabeça e na barba de Aarão.  A importância dessa união, feita de amor fraternal e comunhão, pode ser vista a partir desse ângulo. Óleo sobre a cabeça. É um resultado maravilhoso, pois o óleo era um bem precioso que se usava muito nos tempos bíblicos. O óleo era usado na consagração, na alimentação, na medicina e também como combustível. Aqui desejo fixar minha atenção na parte medicinal. Pois uma amizade dentro de uma irmandade cristã, realmente nos concede bênçãos sem medidas. O Senhor Jesus quando começa seu ministério,  não optou por uma vida solitária, mas reuniu um colégio apostólico, e o que parece desenvolveu uma amizade profunda com muitas pessoas. Ter óleo na cabeça, um óleo que desce, e de alguma forma cura nosso coração ferido e nossa alma frágil, óleo que desce até as mais profundas feridas de nosso ser, e cura as dores de nosso intimo. Como isso é possível? Através de uma união de vida espiritual. Oh quão bom é que os irmãos vivam em união, é como o orvalho de Hermom. O orvalho se condensa em ambientes refrescantes, em lugares onde a temperatura cai, o orvalho se condensa. Há um orvalho especial, que se tem suas origens no monte Hermom, um dos lugares mais elevados de Israel, berço do Rio Jordão, lugar onde existe a precipitação de neve. Lá nasce o refrigério que simboliza um ambiente abençoado, resultado de uma união harmoniosa entre cristãos. Isso é tão importante para os cristãos! Veja bem, orvalho e óleo, parece algo tão poético, mas na essência da poesia do salmo 133, se extrai a vida espiritual profunda, que pode ser experimentada através da união entre uma irmandade, que adora junto em espírito e em verdade, que busca junto, entra na batalha da intercessão.  Desde tenra fé, o Senhor me tem mostrado a funcionalidade pratica de uma congregação de irmãos, é como um barco a remo, onde todos juntos remam em uma direção e em um propósito, e quando chega a tempestade, todos enfrentam juntos, assim como na bonança, todos desfrutam juntos. Durante minha jornada de Fé, encontrei muita gente, que não produziram óleo, pelo contrario causaram feridas, não produziram orvalho, mas tormentas. Foram pessoas que tentaram dividir a igreja, semearam contendas, provocaram distúrbios no corpo organizado da congregação. Todos perdemos com a falta de união, e onde não existe harmonia produzida pelo amor cristão, o Espirito Santo se entristece e sai, e ficamos a mercê das coisas espirituais. Que o Senhor nos conceda graça de experimentarmos o óleo sobre a cabeça, e o orvalho de Hermom sobre a nossa alma. Seremos bem aventurados e o sol da justiça brilhara sobre a nossa vida piedosa.

Amém


Clavio Juvenal Jacinto

sábado, 21 de fevereiro de 2015

CD Instrumental cristão Grátis

 O trabalho do Pr Fernando Duarte, O CD Celestis, pode ser baixado gratuitamente, musica instrumental de primeira qualidade. Para os apreciadores de musica cristã de boa qualidade vai a dica. Para receber as informações necessárias para fazer o download do CD Celestia, visite a pagina do Pr Fernando Duarte, no link abaixo:

http://prfernandoduarte.blogspot.com.br/


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A CRUZ, A PROSPERIDADE E O EVANGELHO



Estou crucificado com Cristo (Galatas 2:20)

Qual a sua posição com Cristo? Como você se identifica com Ele? essas são perguntas que respondem a fé que você possui. a fé cristã, mal compreendida, leva o cristão a cometer equívocos. Há muitos equívocos no cristianismo moderno, é um equivoco pensar que Jesus veio para conceder prosperidade, fama e alívio ao sofrimento decorrente de uma vida terrena. Tais coisas, são estranhas, completamente alheias a uma doutrina sadia. Paulo convidou Timóteo a sofrer as aflições como um bom soldado de Cristo, ensinou a ter contentamento com as coisas básicas para a sobrevivência, Jesus ensinou a buscar o Reino de Deus e a sua justiça, e então podemos seguir em frente, e observar os ensinos do Novo testamento, e então chegar a conclusão obvia, de que Cristo nos convida a tomar uma cruz e a negar-se a si mesmo, e não a tomar posse de tesouros e usufruir de fama e sucesso materialista. é lógico que isso soa como algo desagradável, poucos estão interessados de ouvir coisas assim. A mensagem da cruz é uma mensagem do desmancha prazeres do cristianismo hedonista e egoísta, Porém essa é a mensagem do Novo Testamento, essa é a mensagem do cristianismo original.
 Estar crucificado com Cristo, é dar adeus a uma dimensão de vida falida, a vida natural e mundana, é projetar-se para um nível de vida mais elevada, a cruz de cristo é diferente de todas as outras cruzes, porque a cruz de Cristo elimina algo humano mas conduz o ser da morte para a vida, para a glorificação, para o poder de uma ressurreição, os que não estão crucificados com Cristo, não podem ir além dos prazeres mundanos, nunca podem experimentar a glória da ressurreição.
 Cristo não veio para nos conceder riquezas materiais, ele veio para trazer redenção, ele veio para morrer na cruz para remover a nossa condenação (Joao 3:18, Romanos 4:25, Efesios 1:7 etc) quando estamos crucificados com Cristo (Veja Também Romanos 6:6) isso significa que estou morto para o mundo, estou morto para a lei, estou morto para a carne. Vivo no mundo para dar continuidade a proclamação do evangelho, nada mais que isso. Entesourar bens,  adquirir riquezas, tudo isso está ligado a vida natural, não tem nada a ver com evangelho. Jesus veio para nos resgatar, o evangelho é uma mensagem de cruz e não de prosperidade ou de isenção de sofrimentos físicos. As escrituras ensinam isso de forma clara, quando revela a condição dos seguidores de Cristo, o próprio Paulo sofre naufrágios, perseguições, lutas e aflições, Tiago é transpassado por uma espada, Antipas é condenada, João é desterrado, Estevão é apedrejado, a igreja primitiva sofre a dura perseguição dos imperadores impios, é ver e crer. É entender e aceitar. Nenhum desses cristãos que citei, estavam interessados em prosperidade e bens terrenos, os cristãos primitivos não estavam interessados em vida confortável, em salários exorbitantes, em prosperidade financeira, em fama, aplausos, shows, diversões carnais, não estavam interessados nesse tipo de coisas. A vida normal dos cristãos daquela época era a intimidade com Deus, o relacionamento com um Cristo vivo, uma obediência irrestrita aos princípios do Reino, uma vida de cruz, uma cruz intensa, própria para fazer com que sentissem saudade do céu, que nutrisse um fervor apaixonado pela cidade celeste, a cruz funcionava em cada coração piedoso, e por isso eram completamente desapegados da vida materialista.
 Agora deixe me dizer algo, as gentes que ocupam os bancos das igrejas não querem ouvir isso, os cristãos modernos não querem ouvir isso, as igrejas cujos pastores ocupam o púlpito para pregarem a vida crucificada, são igrejas vazias, essa é a mensagem que não atrai, isso porque os muitos pecadores que estão entrando pelas portas dos templos evangélicos, são pessoas engodadas, que querem se livrar de seus problemas materiais e sentimentais, não estão se importando com os pecados que praticam e insultam a Deus, não estão preocupados se são rebeldes que nasceram debaixo da maldição do pecado, não estão interessados sobre o céu e o inferno, nada disso. Oque lhes interessa são motivos carnais, mundanos e naturais e materialistas. Tenho permanecido triste durante todos esses anos, ao ver como baixaram o nível do evangelho, adulterando a mensagem original, pregam um cristianismo onde a doutrina da cruz é guardada num baú fechado, e classificada como mensagem legalista, dura, fria, impopular, não atraente e antiquada, a mensagem da cruz de Cristo não é lucrativa, a cruz não concede lucro e prosperidade, ela concede é morte, por isso Paulo afirma que está crucificado para o mundo e o mundo para ele.  Perdoem-me mas o Calvário não é uma bolsa de valores, não! o evangelho não é uma casa de cambio de moedas, muito menos uma loteria, onde voce se converte para ser sorteado com a prosperidade financeira ao invés de ser eleito desde a fundação do mundo, para viver uma vida santa e irrepreensível, em meio a uma geração perversa e corrompida (Filipenses 2:15). Por favor pastores, parem com essa mensagem falsa, preguem a cruz, lideres cristãos modernos, vocês estão conduzindo almas para a eternidade, não brinquem com o evangelho. Prefiro viver isolado, prefiro viver o resto da minha vida anonimo, prefiro ficar no meu canto sossegado, não ver a minha congregação se encher de almas, do que me omitir a pregar a verdade do evangelho. Você leitor, se não é convertido ou é falso convertido, está condenado ao inferno, se nunca se arrependeu de seus pecados, se nunca nasceu de novo, e se não tomou a cruz e não negou a si mesmo, você está sendo enganado, Jesus morreu numa cruz, derramou seu sangue imaculado, para te conceder perdão de teus pecados, Ele não morreu para te enriquecer, ou para garantir dinheiro em sua conta bancaria, Ele não morreu, para te dar uma salvação financeira, mas uma salvação que o livrará do lago de fogo e da maldição eterna. Ele te chama para deixar de sofrer por causa de teus pecados, para sofrer pela causa do evangelho, pois esse ultimo te trará glória e incorrupção. Jesus derramou a sua propria vida não para resolver os problemas financeiros da humanidade, mas para livrar o homem da condenação eterna e conceder perdão aos que se arrependerem de seus pecados. 

Medite nessas verdades, e DEUS te abençoe muito

Clavio Juvenal Jacinto
É pastor da Igreja Evangelica Caminho da Paz
Paulo Lopes SC
Contatos claviojj@gmail.com

A CRUZ E A EXPERIENCIA CRISTÃ


A CRUZ E A EXPERIENCIA CRISTÃ



A experiência da cruz só será real para aqueles que desejam morrer por intermédio da disciplina que ela exige

 Não é muito comum hoje falar sobre cruz. Isso parece muito irônico, mas embora o cristianismo seja tão conhecido no ocidente, a doutrina da cruz não tem sido pregada, e nem mesmo é realçada nos sermões modernos. A cruz é uma doutrina que espanta o ego humano, e talvez não torne muito popular nem a pregação e muito menos o pregador, por isso ela tem sido abolida dos fundamentos da fé cristã.
 Porque isso está acontecendo? Geralmente as técnicas usadas para arrebanhar seguidores para o cristianismo não tem sido os mesmos métodos usados por Cristo. Jesus chamava as pessoas ao arrependimento, e para convidar pessoas a se arrependerem, é preciso que elas estejam conscientes que são pecadoras. Se são pecadoras, precisam acertar suas contas com Deus, e isso não pode ser feito pelo próprio homem pecador. O que resta, senão a obra da cruz. Mas a redenção por si só já é um insulto ao ego humano. A tendência de criar uma religião para satisfazer o ego é tentadora, e muitos se inclinam a esse tipo de coisa. A religião humana, egocêntrica, dispensa a cruz, não gosta da cruz, não quer a cruz.
 Devemos entender que o convite de Jesus, não é o mesmo convite da maior parte dos pregadores modernos, alguns convidam as almas para se achegarem ao cristianismo com o convite atrativo de não sofrerem mais, no entanto Jesus disse: “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” (Mt 10:38). Você vê essa mensagem hoje em dia? A cruz não nos leva para um paraíso imediato, ela nos leva para a mortificação, para a vergonha, para a vida no espírito.
 Agora vejamos outro aspecto da mensagem da cruz que é um confronto para o ego humano: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6:14)
 Isso soa como algo contario a tudo o que conhecemos hoje como cristianismo popular. O cristianimso popular sem cruz, fabrica artistas, mega-estrelas pop, pregadores se trnaformam em objetos de idolatria, cantores também. O ministério passa a ser o vinculo do profissionalismo marcado pelo lucro, dos altos salários e acendendo a cobiça pela acensão ministerial. Tudo isso é uma afronta as palavras de Paulo, seria melhor classificar. Recentemente fiquei sabendo de uma cantora gospel, dona de gravadora, que cobra somas altíssimas para apresentar seus shows, alem disso também era também deputada federal, seu casamento se arruinou, além de milhões de distancia do padrão de uma esposa segundo o modelo bíblico. (ela não tinha tempo suficiente para um relacionamento sadio com o marido, segundo alguns noticiários) esse é o modelo do cristianismo atual. Usar a religião para construir impérios e subir na carreira política ter um status a mais, ganhar mais e viver de modo regalado, muito distante de tudo o que o Senhor ensinou nas escrituras. Aqui está um exemplo de um cristianismo sem cruz. Preciso dizer mais alguma coisa?
 Vivemos um momento de grande confusão, a cruz atrai a um centro, a uma pessoa: a Cristo, cruficicado e ressuscitado. A cruz significa morte aos prazeres mundano, significa morte ao próprio mundo. A cruz direciona o cristão para o céu, eleva a nossa pátria para um mundo superior, não desse mundo. Jesus fala sobre a realidade desse mundo em João 14, afirma que vai preparar um lugar e então virá nos buscar. Que impacto isso tem na vida das pessoas hoje? Será que os cristãos modernos anseiam por esse lugar? Eu duvido muito que lideres cristãos que vivem a custa do rebanho, exercendo cargos cujos salários, ultrapassam aquilo que podemos classificar de exorbitante, vivendo no luxo, na comodidade no conforto e desfrutando assim de muitos prazeres mundanos, tenham vontade de morar no céu, ou clamam ansiosamente pela vinda de Jesus. Muitos estão agarrados aos seus impérios, o cristianismo dessa gente é extremamente materialista, essa é uma das piores manchas que o cristianismo autentico tem que suportar por causa desse pseudo-cristianismo de fachada que tem muita parencia de piedade, mas nega a sua eficácia.
 De fato existem as exceções. Eu conheço pessoalmente um pastor evangélico que é feliz por ser pobre, ele realmente é pobre, literalmente, não tem um carro, nem mesmo uma motocicleta. Vive o evangelho, prega o evangelho, é um homem de Deus. Aliás conheço outros que são assim. Pessoas simples, que estão ali no mio do povo sofrendo com o povo. O evangelho sem cruz é um evangelho de ilusão. A cruz nos ensina o valor das coisas como elas são. Não menos que isso.
 Já o modernismo do cristianismo sem cruz dispensa a cruz, ela não é boa, não dá reputação, sua mensagem não atrai os materialistas, a cruz não dispõe de vantagens para o egoísta. Não tem proposta para os orgulhosos. Na cruz as riquezas desse mundo, podem se transformar em lixo, e as vantagens mundanas em escória. “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,” (Fp 3:8)
 Quem hoje nesse cristianismo de vantagens tem considerações a altura da confissão do apostolo Paulo em Filipenses 3:8?
 Você conhece alguém? Nessa cristandade confusa, soa as palavras tristes de Paulo: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3:18) cristãos que confessam a Cristo e são inimigos da cruz dEle? Que paradoxo! Mas é verdade, muitos dizem amá-lo com a boca para logo em seguida negá-lo com atitudes.
 Eu sei o quanto mensagens como essa são impopulares hoje em dia. Tenho escrito estudos sobre assuntos como esses, isso não dá fama, não leva ao êxito. A maior parte dos cristãos não estão interessados em assuntos espirituais autênticos. Estão sim interessados com a política, com os reinos desse mundo, estão preocupados com dízimos, com o conforto, com riquezas, com vantagens pessoais, com misticismo e êxtases. É triste afirmar, mas desde que o cristão moderno possa sentir uma êxtase emocional, tudo mais vai bem. Não importa nem mesmo a obediência. Se em questão doutrinaria, alguém experimenta um êxtase emocional, mesmo andando fora dos padrões divinos, isso é interpretado como uma aprovação divina. Eis aqui um campo abismo, onde muitos estão caindo.
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1:18)
 veja bem as palavras de Paulo. A palavra da cruz é loucura para os que perecem...
isso por si só já denuncia a condição espiritual de muitos cristãos professos.


Pr Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Os Limites de um sonho


Sonhar é inevitável
Porém
Um homem jamais deve sonhar
Tão longe
Infinitamente distante
Ao ponto de se perder em seus próprios
Sonhos
E não retornar mais à realidade


Clavio J. Jacinto

sábado, 14 de fevereiro de 2015

COMO SER UM OBREIRO EFICIENTE





CONSELHOS PARA OS QUE DESEJAM SEGUIR A CARREIRA AO SANTO MINISTÉRIO


Quando você tiver dificuldade de escolher entre dois caminhos igualmente justos, escolha o que exigir mais audácia (W. J. Slim)

Excelente obra deseja! Essa é a  afirmação de Paulo, com respeito ao que almeja ser obreiro do Senhor (I Timoteo 3:1) Muitos desejam a excelente obra de servir a Deus, na ocupação de um santo ministério no corpo de Cristo, me alegro em ver alguém que expressa essa vontade e emite esses sinais. Há porém alguns princípios que precisam ser considerados, porque para que um obreiro consagrado seja um obreiro aprovado, como denota Paulo em outra carta (Veja II Timoteo 2:15)Ele precisa seguir certas regras que considero fundamentais. Sem essas regras preliminares na vida de um servo de Deus, não deve existir possibilidade dele ocupar um ministério junto ao corpo de Cristo. Vejamos
Primeiro- A humildade. Aqui está a virtude que não deve faltar na vida do candidato, porque a obra de Deus, não pode ser feita por pessoas que querem receber glória de homens. Sabe o que mais falta hoje em muitos? Humildade. Voce é humilde quando você não se ofende se é esquecido, ou se não é mencionado, porque simplesmente a obra é de Deus, e Ele é quem deve exaltar os verdadeiros santos.  Humildade é ser servo, é ter prazer de ser anônimo se for preciso, é se alegrar em ser o ultimo, é deixar Cristo crescer na medida em que se diminui. Humildade é ter resiliencia, ou seja, ter firmeza na posição, ainda que tudo a sua volta parece desmoronar ou soprar contra vossas esperanças. Humilde é o homem que entende que ser obreiro, não é ter uma posição mais eleva, senão uma posição mais servil. O obreiro cristão verdadeiro é um servo. Portanto vamos para o próximo passo:
Segundo- Disponibilidade.  O candidato deve ser uma pessoa disponível. Ele está lá presente,. Ele sabe que precisa estar lá, porque isso revela que ele quer, que ele deseja, que ele pode. Disponibilidade total e sem murmuração, com prazer e de forma servil. Quando ele está presente, nos cultos, nas orações, nos trabalhos da igreja, Ele demonstra que está disponível, ele tem que está lá, porque isso é parte de seu prazer espiritual, ainda que não tenha espaço para exercer qualquer atividade, mas precisa estar lá, porque a perseverança em demonstrar que pode, está na longanimidade de suportar um teste. Uma pessoa não disponível, não serve para ser obreiro.
Terceiro- Responsabilidade. A obra é santa, é uma a atividade que precisa ter primazia, pois trata-se de uma prioridade que deve estar sempre relacionada ao Reino de Deus (Mateus 6:33). Talvez você implique contra isso, argumentando que seu trabalho, suas atividades seculares impedem tal coisa. Nada de errado. Se você acha que o trabalho secular impede de ser um obreiro responsável,A sua chamada é fraca, ou você não tem chamada, ou você simplesmente acha que a obra de Deus pode ser feita de qualquer maneira. O que indica falta de maturidade visão espiritual. A obra de Deus requer maturidade e responsabilidade.
Quarto- Pontualidade. Obreiro é exemplo do rebanho. Sempre! A pontualidade deveria estar associado com o item anterior, pois ser pontual é ser responsável, mas como existe a possibilidade de sermos pontuais e pouco responsáveis, então preciso separar os dois. A pontualidade significa ter precisão nas coisas de Deus. É chegar no horário certo, salvo as exceções, um obreiro deve ser sempre responsável nas questões de pontualidade. Porque? Sem ser pontual ele não pode ser disponível. Como pode iniciar os cânticos, se chega na hora em que a reunião já deu inicio? Como pode ser obreiro de exemplo, se não aparece nas orações? Para ser exemplo ele deve ser correto em tudo, e se as coisas devem ser corretas, elas devem começar por aqueles que ministram no corpo de Cristo. A pontualidade portanto demonstra responsabilidade e disponibilidade. (Isaias 6:1 a 5)
Quinto- Freqüência. Ele está ali, é prioridade essencial participar das reuniões, a freqüência é fundamental, um obreiro ausente é soldado fora da batalha, é um vaso fora da olaria, é uma estrela sem céu, é um oceano sem águas. A freqüência não á marca distinta de um obreiro, é a base fundamental daqueles que querem ocupar um santo cargo no corpo de Cristo. Obreiros nunca devem faltar as reuniões.
Sexto- Dedicado. Ele deve ter interesse em aprender, ser aluno, ser servo, deve ter paixão pela leitura e pela pesquisa, deve desenvolver seus talentos, deve desenvolver suas capacidades. A aprendizagem é uma marca distinta do obreiro santo, pois ele deve manejar bem a palavra da verdade, não deve se envergonhar do evangelho nem mesmo ser uma vergonha para o evangelho. Dedicado, é aquele que faz o melhor e com amor e com paixão. Marca distinta que faz do obreiro cristão ser um obreiro valoroso

Sétimo- Temor a Deus. Em Mateus 25, Jesus fala sobre a parábola dos talentos, aplicamos isso ao obreiro. Ele deve ter um senso de temor santo, porque haverá acerto de contas (Veja Tiago 3:1) Então seus atos irresponsáveis, só irão complicar mais a sua vida cristã. Mais vale não ser obreiro, do que sendo um, não ser responsável. É tendo um santo respeito pelas coisas sagradas, que o homem torna-se santo nas suas atitudes. E,  como o temor é algo que deve ter um lugar especial no coração do obreiro. Ele deve cultivar um temor e uma reverencia AA Deus te tal forma, que todos na igreja notem esse estilo de devoção ao Senhor. Nas reuniões, cante na hora dos cânticos, oferte, ore, tenha reverencia na hora da pregação, tenha seu comportamento em ordem nas reuniões. Administre seu comportamento, é terra santa, o lugar em que você esta? Não tema tirar os sapatos. Seja o exemplo, no comportamento e na conduta cristã.

“E sofreste, e tens paciência, e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste” (Apocalipse 2:3)


CLAVIO JUVENAL JACINTO

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OS TRES NIVEIS DA VERDADEIRA VISÃO ESPIRITUAL





Os Níveis da nossa visão

Ver é uma dádiva, a respeito do milagre da visão, certo cientista escreveu: “ O olho é um instrumento maravilhoso, semelhante a um telescópio de alta qualidade, com uma lente, um foco ajustável, diafragma variável para controlar a quantidade de luz, e as correções ópticas para ajustar a projeção esférica e cromática” (1)
Jesus no Capitulo 9 de João cura um cego de nascença, entre tantos milagres registrados nas escrituras, a visão em seu funcionamento normal já é um maravilho milagre, há uma conexão entre as coisas criadas e a nossa visão, uma harmonia entre as flores e o nosso cérebro, por exemplo,  tudo isso é muito maravilhoso, qualquer pesquisa sobre esse assunto, nos surpreende sempre!

Mas além da visão normal, comum a todos os viventes que enxergam as coisas naturais, a bíblia fala sobre níveis de visão, há uma quantidade muito grande de passagens nas escrituras que falam sobre diversos níveis de visão, e gostaria de falar algo sobre isso. Vamos tomar como texto, o livro de Isaias Capitulo 6, pois é ali que encontramos esses níveis de visão. Classificados de forma simples, podemos distinguir por essa ordem : Visão espiritual elevada, visão interior verdadeira, e visão natural equilibrada.  Esses são aspectos plenos de uma vida cristã bem sucedida, um cristão maduro desenvolve esses três níveis de visão,  a jornada de um peregrino cristão só pode ser eficiente, quando ele enxerga nos três níveis.
Isaías diz: "Todas as nossas justiças, como trapo da imundícia". Esta afirmação fez Charles Spurgeon comentar: "Irmãos, se nossas justiças são tão ruins assim, imaginem nossas injustiças!"
A primeira visão, é básica, a primeira que desejo  tratar, é a visão interior. A visão de nós mesmos. Em Isaías 6:5 O profeta consegue enxergar a sua condição de pobre pecador, naquela [época ele não tinha a luz do evangelho da graça de Deus, hoje nós temos. A bíblia nos retrata como nevoa, vapor, e como pecadores. Essa não é uma visão muito otimista do homem, mas ela é basilar, porque a graça triunfante de Deus vem, quando o homem arranca do seu coração o orgulho a rebelião e a auto-suficiência.  Não somos muito promissores sem a bondade de Deus. A nossa condição de homem interior é um deserto, que precisa ser semeado com as virtudes de Deus, Deus nunca fará habitação em nós, se o coração não se tornar jardim, porém o homem é um poço de entulhos, algo precisa ser feito, e sem uma entrega absoluta ao Senhor, essa varredura e essa limpeza não pode ser feita. Por isso vimos Isaias clamando: “Ai de mim pois estou perdido” é um reconhecimento difícil, que desaloja o nosso orgulho, que destrona o nosso ego, e nos faz sentir pobres e desamparados, quase que desesperados. Essa é uma  visão do coração do homem. Sim, podemos aceitar o fato de que pode-se encontrar coisas boas dentro do coração do homem, mas o que são nossas coisas boas, quando a luz da santidade de Deus brilha diante da nossa face? “E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus” (Exodo 3:6). Todas as nossas qualidades terrenas são de peculiaridades terrenas. Elas podem ser niveladas de homem para homem, mas há coisas adormecidas no coração dos homens, que quando despertam no seu interior, produzem horrores. Povos pacíficos em época de pás, cometem horrores em época de guerra. O mal adormecido em um homem supostamente bom, é tão perigoso quanto o mal ativo desperta em um homem mal. A grande necessidade de um cristão, é ver o quanto ele tem de Cristo dentro de si, as realidades de Cristo dentro de um homem, as virtudes e o caráter de Cristo e a própria pessoa de Cristo no coração do homem. Todos temos a tendência de achar defeitos nos outros, a visão de dentro de nós é distorcida, a cegueira interior é algo terrível. Somente quando enxergamos a nossa condição, o real estado de nosso ser, teremos a iniciativa de apelarmos para a misericórdia divina. Uma mente cativa a Cristo, como ensinou Paulo, um coração amando a Deus com todas as forças, um pensamento cativado por Deus, enxergamos isso dentro de nós? Se a luz do evangelho da glória de Deus se acende, em nosso coração, o que enxergamos é um gigante ego, livre, solto dentro de nós, e ali está ele, buscando o aplauso dos homens, buscando a glória, buscando a fama, buscando o reconhecimento, buscando elogios, buscando a satisfação egoísta.
Olhamos para a vida de Paulo, e então vimos como ele olha para dentro de si, e vê a si mesmo como um homem crucificado (Galatas 2:20) Como esse lado de dentro está alicerçado  numa realidade tratada pela cruz, só uma cruz reservada para nosso eu, concede espaço dentro de nós para que Cristo viva lá dentro de nós. Essa é a visão interna coerente. Porque nada somos sem Ele, a bíblia propõe que uma vida só tem pleno significado quando Deus regenera a nossa vida e passa a ocupar o espaço interior, e nesse espaço ocorre as mais terríveis batalhas, pois o ego nunca quer perder o trono, assim vimos essa batalha do nosso eu, vimos nosso ego querendo dominar, nossa natureza carnal querendo predominar sobre os assuntos espirituais. O ego odeia a cruz, ama o pecado, não aqueles pecados hediondos, como tentamos classificar, mas aqueles pecados de natureza interior, que se escondem sob disfarces, como a inveja, o orgulho, o ódio, a mentira etc. Nossa base de ação é o coração, quando olhamos para ele, sem os efeitos da cruz, o que vimos, transforma-se numa reação de susto “Ai de mim”. Esse sentimento de repulsa de si mesmo, é algo raro, só os verdadeiros santos conseguem enxergar com franqueza as coisas internas e contrastá-la com a santidade da glória do Altíssimo.
Essa visão de nossa fragilidade e de nossas falhas nos remete para os braços de Deus, é na condição de ser pobres de espíritos que entramos na dispensa das riquezas de Cristo.  Por isso Isaias clamou “Ai de mim!” essa angustia por causa de nossa fragilidade e da nossa condição humana nos força a prostrar-se diante do Todo-Poderoso. Isso é uma questão de visão para dentro de nós mesmos. Quando Ele passa a ser nosso tesouro, nossa vida, nossa esperança, enfim Cristo tudo em todos. “O começo da grandeza é ser pequeno, o acréscimo da grandeza é ser menos, e a perfeição da grandeza é ser nada” (Moody)
A chave que abre os tesouros da vida espiritual, é o nosso esvaziamento, é quando nos aproximamos diante de Deus com o nosso coração vazio das coisas terrenas que ele nos enche com as celestiais. Precisamos entender isso com profundidade, nossa riqueza é a própria presença de Cristo, mas Ele nunca se fará presente dentro de nós se não olharmos para nós mesmos, e reconhecemos todas as nossas misérias. De fato ele também nunca será a nossa riqueza completa, se ainda retivermos nosso valores carnais. “Ai de mim” é um sentimento de miséria, de reconhecimento de que a nossa justiça é trapo de imundície, que em nossa carne não habita bem algum, que o nosso coração é enganoso, olhamos para dentro e vimos tudo isso, e então passamos a  confiar em Deus e não em nós mesmos, nos méritos da obra da Cruz e não nas liturgias externas de uma religião morta. “Quando alguém dá uma boa olhada no espelho de Deus, não encontrará ali as faltas dos outros: tem coisas demais a ver em si mesmo”(D. L. Moody)
Quem decide viver para a glória de Deus, precisa deixar de procurar glória para si mesmo!
“Habito no meio de um povo de impuros lábios” (Isaias 6:5) Isaias olha não somente ao seu interior, mas também ao seu redor, estamos olhando para o mundo, mas o que vimos nele? Será que ele nos cativa? Paulo fala de uma geração perversa (Colossenses 2:5) João diz que esse mundo jaz no maligno e Cristo afirmou que esse mundo não tem parte com Ele. Essa é a janela do Novo testamento, pelo qual podemos contemplar o mundo tal como é.   Há um texto de Aiden Tozer, cujo o titulo é: “Esse mundo um lugar de lazer ou um campo de batalha?” Esse precioso artigo de Tozer reflete bem, como devemos olhar para esse mundo. Há outras janelas, uma dessas é o Livro do Mártires de John Fox. Poe essas janelas encontramos a realidade das coisas. Não uma mera ilusão. O mundo é o oposto dos valores do reino de Deus, Estamos diante de um fato, o mundo foi opositor ferrenho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Olhamos para o lado de fora de nós mesmos. Uma sociedade que carrega o estigma de seus próprios crimes, somente de 1900 a 1950 duas guerras mundiais e outras atividades bélicas, mataram mais de 80.000.000 de pessoas, nossa sociedade é um mar de sangue e sofrimento. É o nosso mundo. É verdade que a tecnologia e os últimos tempos mudaram o estilo de vida de muita gente, mas as guerras e o pecado ainda estão em plena atividade nesse mundo cruel. Temos chorado pelo estado lastimável da igreja moderna? Veja como o cristianismo está dividido, como o mundanismo influenciou o estilo de vida da igreja, e como a apostasia avançou. A nossa cultura é a cultura da morte, da permissividade, da iniquidade multiplicada, Como podemos permanecer na passividade diante de tudo isso, só se formos cegos. Nenhum homem que recebe verdadeira luz celestial, fica passivo diante de um mundo maligno. É hora de despertamos do sono, “ai de mim, porque habito em meio...”.
 A visão exterior, enxergando a realidade a nossa volta, mesmo que seja tão dura, quase que inacreditável, Elias lamentou sua solidão, a impressão que ele tinha, é que todos a sua volta estavam prostrando-se  aos pés de Baal. É verdade, que o Senhor afirmou que havia ainda sete mil que não estavam praticando idolatria, cultuando a Baal, porém a visão de Elias, era uma visão desesperada. Seu lamento era uma ferida no cerne de sua alma, ele enxergava a condição espiritual da sociedade a sua volta. E você, o que está enxergando?
O mundo nos cativa, a babilônia tem seus atrativas, sua prosperidade é admirável, seu comercio é magnífico, sua opulência é grandiosa, mas ela é babilônia, como ela se infiltra, cativa, engana, influencia e contamina o coração dos homens! Ela é terrivelmente poderosa e cativante, seu poder de hipnotizar é revolucionário, você não enxerga isso? Falta-lhe visão! A nossa volta, o mundanismo acelera sua devastação, a babilônia derrama seu vinho embriagante, o veneno do pecado se alastra, a nova tolerância, o hedonismo, o materialismo, o consumismo desenfreado, o egoísmo, a egolatria são fenômenos que se ampliam em escala global. Esse é nosso mundo moderno. O que estamos vendo? O que a igreja está vendo?  Ai de mim...Onde se houve esse grito agonizante? O olhar desesperado, dos que contemplam um mundo que insulta a Deus, reforça a sua rebeldia contra o Criador, aperfeiçoa as suas blasfêmias contra o Santíssimo.
Tudo a nossa volta está envolto por um manto de pecado, quando Adão pecou, ele perdeu o direito de domínio, foi expulso do Éden, e começou a formar uma civilização rebelde, com todas as suas estruturas independentes. Na tentação de Cristo, descrita em Mateus 4, vimos como Satanás oferece a Cristo, os reinos desse mundo e a glória deles. Sem dúvida, oferta tentadora, imagine essa oferta sendo dada aos cristãos ávidos por prosperidades e riquezas! Mas Cristo tem outra visão, em Apocalipse 11:15 os reinos desse mundo, são transferidos para Cristo, o inimigo que ofereceu lá na tentação esses reinos que estavam sob seu domínio, agora sofre a sua queda e a sua perda. O sistema atual é anticristão, não se enganem! Olhem para a ciência, nunca penetrou tão profundamente nos mistérios maravilhoso da natureza, mas a ciência nega a existência de um criador, veja como os sábios desse mundo agem diante das circunstâncias diversas, se encontrarem um vírus em um planeta distante, irão celebrar uma festa por terem encontrado vida em outro planeta, mas não consideram como vida, um feto  que vai ser vitima de um aborto. Defendem filhotes de tartarugas e outro animais, mais são indiferentes com relação ao aborto, há uma inversão de valores, e os valores cristãos estão sendo rejeitados por leis, menosprezados e classificados como intolerantes. Tudo a nossa volta está em processo contínuo de decadência espiritual. Isso é denunciado por Paulo que adverte que nos últimos dias, seriam de tempos trabalhosos e difíceis.
“Em nada, a não ser no céu, vale a pena colocar  nosso coração” (Richard Baxter) a visão que temos do mundo a nossa volta, determina a nossa postura espiritual. Se esperamos nele, se confiamos nele, se ajustamos nossas crenças de acordo com seus valores, se amamos ele, se nos apegamos a ele, então de fato, estamos indo contra o cristianismo. A corrente da fé cristã é contraria as torrentes do mundo. Talvez seja isso que faça o cristianismo ser como caminho apertado e porta estreita. Tudo no mundo tem um encantamento, desde a babilônia de apocalipse 18 até as atividades espirituais e religiosas. Quando Paulo fala a respeito de Satanás, adverte que ele se transfigura em anjo de luz (II Corintios 11:14) o contexto diz que seus obreiros se transfiguram em obreiros de justiça. Aqui está a questão do disfarce, do engano. A percepção do cristão precisa ser verdadeira, se ele deseja de fato enxergar o perigo por trás do disfarce, o engano por trás do cintilar, as sombras infernais por trás de uma falsa luz. Há uma mudança de identidade nas coisas satânicas, e isso desafia a nossa percepção espiritual. A maneira como vimos o mundo, afeta nosso relacionamento com Deus. Quando vimos um mundo a nossa volta que é egoísta, materialista, consumista, sensual, idolatra, rebelde etc. Tudo isso deve servir como uma motivação um desejo sincero de nos apegarmos mais e mais a Deus e buscar mais e mais o seu Reino. Não os falidos valores de um mundo caído, mas as virtudes de um Cristo Santo, devem moldar o nosso caráter. Em João 17:15 Jesus roga ao Pai em favor de seus seguidores, e Ele pede ao Pai que não tire os santos do mundo, mas que os livre do mal. E que nesse momento, possamos ser livres do mal do mundo, de seus enganos, de suas seduções, que nunca venhamos apoiar sua rebelião, se conformar com seus estilos decadentes e seus valores enganosos. (Romanos 12:1 e 2)
Por ultimo, e é lógico, essa é a visão que amplia todas as outras, deixei por ultimo, simplesmente não porque seja a menos importante, mas por ser a principal. Porque só teremos uma visão clara do mundo e de nós mesmos, quando a glória da santidade de Deus brilha diante da nossa face. Isaias afirma ter visto um alto e sublime trono, e ele viu o Senhor assentado sobre este trono. A visão que temos do Senhor, isso determina a nossa conduta na vida espiritual.  Ver ao Senhor é tudo, é a direção, é a razão, é a base da própria vida, Jesus afirmou que os puros de coração serão bem aventurados porque eles verão a Deus(Mateus 5:8) Tendo uma visão verdadeira de um Deus verdadeiro, a nossa vida treme na base da nossa própria existência. Estaremos vendo a realidade que sustenta todas as outras realidades, bem como a realidade que criou todas as outras realidades, e  também a realidade suprema que ordena todas as coisas. A santidade de Deus é puríssima, não é a toa que em Apocalipse, os adoradores clamem três vezes santo, essa glória foi vista por Moisés no monte, por Cristo na transfiguração, e João na Ilha de Patmos, e  quando uma pessoa tem um conceito elevado do Deus que está acima de todas as coisas, vem sobre o seu coração, perfeito respeito, elevado temor, verdadeira adoração.  “A verdadeira piedade nunca se separa do temor de Deus.” (William S. Plumer). Quando temos uma visão clara de quem Deus é, a nossa conduta muda radicalmente. Essa visão que temos das coisas santas, e do Deus santo, modifica nosso modo de ver, altera nossos conceitos e valores. Isaias viu coisas santas, um trono, um manto, viu seres santos, serafins, e viu o próprio Deus, O Santíssimo.  Só depois de ele ver a Majestade e a Gloria de Deus e o Deus de toda a verdadeira glória, sua visão do mundo a sua volta e do seu mundo interior foi alterada. A luz da glória de Deus revela a verdadeiro caráter das coisas. O mundo é apenas um mundo passageiro, as civilizações emergem, prosperam caem e desaparecem, o homem é como uma neblina passageira, é como uma erva, mas o nosso Deus é a coluna que sustenta todas as coisas, não é admirável a proclamação do salmista quando diz “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.”(Salmos 90:2) Nele não há mudança e nem sombra de variação (Tiago 1:17)


Sua santidade, sua majestade, seus atributos, sua glória, sua misericórdia, seu poder, todas essas coisas precisam estar abertas diante de nós. A janela da nossa vida deve estar aberta em direção ao trono de Deus, o motivo da nossa vida, o movimento espiritual, tudo deve estar em direção ao trono de Deus, todas as nossas perspectivas devem ser envolvidas com essa glória, todos os nossos anseios devem estar mergulhados nessa fonte de Luz que é o Senhor, e nele devemos nos mover. É tendo um conceito elevado do caráter e da pessoa de Deus, que iremos ter uma vida de visão ampla aqui nesse mundo. Devemos abrir nossas janelas, em direção ao alto, repito, abrir as comportas de nosso ser, em direção ao trono, nossa imaginação, nosso pensamento, nossa adoração, nossa reflexão, nosso coração, tudo em direção a Ele, ao Deus Trino e Uno. Se a luz do Trono, se a glória de Deus não ilumina a nossa trajetória de existência, ainda estamos no escuro, ainda vivemos e andamos no escuro.  Essa gloria majestosa se concretiza de forma plena na pessoa de Cristo, quando Ele diz ser a luz do mundo, não que Ele seja de propriedade do mundo, mas Ele a verdadeira luz que alumia aqueles que jazem no vale da sombra da morte. Há uma luz que possibilita o homem a caminhar com sabedoria, é a luz de Cristo, o Primogênito e Unigênito cheio de graça e verdade, Ele veio com a chama acesa da gloria e da majestade de seu Pai, podemos simplesmente olhar pela ampla porta que é Cristo, e ver Deus Pai por essa porta. “Eu vi um alto e sublime trono... Eu vi o Senhor” Foi a proclamação de Isaías, e a nossa? O que estamos vendo?

Ezequiel viu essa glória e isso mudou a sua vida, João na ilha de Patmos viu essa glória e isso mudou a sua vida, o que muda em nós, depende da nossa visão, a visão de um Deus santo em lugares elevados, vai produzir em nosso coração, respeito, amor, temor, zelo, reverencia, e quanto mais vimos o poder de Deus, quanto mais compreendemos sobre sua soberania e misericórdia, mas entendemos o quanto carecemos e dependemos do Senhor.
Nós encontramos no livro do mesmo profeta, Isaías, no capitulo 57 e versículo 15, algo intensamente extraordinário: “Porque assim diz o Alto e Sublime, que habita na eternidade e cujo o nome é Santo. Num alto e santo lugar habito, como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos”.  Deus afirma se revelar, aqui está o segredo espiritual da plenitude. Nossa visão do Deus que se revela em Cristo, por meio de Cristo para toda a humanidade, e nessa revelação vem a luz, a luz da nossa condição, a luz que revela as possibilidades, e tudo isso no espaço e no tempo. É para nós.
 A maturidade cristã não se percorre por outra senda, quanto mais perfeita é nossa visão a respeito de Deus, quanto mais intenso for nosso amor por Ele, quando mais nos relacionamos com Ele, quanto maior for a intimidade, quanto mais profundo for o nosso mergulho no Senhor, mais enxergaremos a nossa própria condição e a condição desse mundo vil.  Então nosso coração buscará a aquilo que trará verdadeira saciedade, Só o Eterno pode nos dar a eternidade, Só que te é verdadeira água, pode saciar a sede da nossa alma, só quem é pão do Céu, pode saciar a nossa fome espiritual, só quem é perfeitamente belo, pode nos conduzir rumo a experiência de uma realidade perfeita.
A visão do Senhor, num alto e sublime trono, nos capacita a enxergar esse mundo como um lugar cheios de tronos rebeldes, foi por isso que Cristo se humilhou, até a morte e morte de Cruz. Houve muitas oportunidades de ascensão, Os judeus presumiram que ele poderia ser um rei que libertasse Israel do jugo romano, satanás oferece a ele todos os reinos desse mundo, mas nesse planeta cheio de altares profanos, cheio de reinos infecundos, cheio de tronos revestidos de rebelião contra o Altíssimo, Jesus vai ao caminho da cruz, sem perder a realeza e o poder. A resposta de Deus para um mundo rebelde e auto-suficiente é a cruz. A cruz é um insulto a religião humanista, é um insulto ao orgulho da filosofia, e até hoje é um escândalo para a mente exaltada do homem caído.  Creio que é isso que nos falta, uma visão verdadeira de um Deus verdadeira, para nos colocar frente a frente com a verdadeira verdade de nossa condição de pecadores e de um mundo caído e rebelde. Só essa visão nos remete para os pés da cruz, para um ato de rendição completa a Deus, e fará brotar o desejo de dependência e obediência ao Senhor, só então surgirá no nosso coração um amor forte, tão forte, que amaremos com um amor legitimo, amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso pensamento.
A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto. (2)


Pr Clavio Juvenal Jacinto







(2)    http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/27/Precisamos_Novamente_de_Homens_de_Deus

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

LIBERTANDO NOSSA MENTE DAS ILUSÕES ESPIRITUAIS





Jesus em Mateus 4 enfrenta um confronto com o Diabo, o texto de Mateus sugere que o inimigo é real, pessoal, e que suas táticas desde o Eden, é enganar, se possível usando as janelas dos olhos para invadir a nossa ,mente e então semear o seu engano.
Todos os Reinos dele foram oferecidos ao Senhor Jesus, e nessa oferta, o diabo dá o temporário, o que não pode subsistir eternamente, para tentar ludibriar ou pelo menos tentar desviar Jesus de sua mente principal.  Os reinos desse mundo e sua gloria, ao qual pertencem ao diabo temporariamente.  Isso não nos assusta? A historia das civilizações é uma historia quase parecida. As paginas da historia do homem estão escritas com o sangue derramado, impérios se levantam e impérios caem, e assim nosso mundo prossegue, desde então.
A grande babilônia por exemplo se foi, seu auge, seu esplendor, sua força e seu poderio, se foram, o que restam hoje, são ruínas que estão espalhadas pelo território de um pais que hoje conhecemos como Iraque. Tudo com o tempo parece sofre de uma entropia irreversível, com a excessão do Reino de Deus.
Uma das principais batalhas espirituais que o homem  trava com as hostes espirituais caídas, é contra o  engano. A estratégia sutil, é o engano. Fazer parecer certo o que é errado, é algo que vem dando certo desde o começo, e satanás não abandonou essa estratégia, porque ela tem uma enorme eficiência, mesmo em nossos dias.  Veja bem, que a apostolo Paulo, com uma percepção espiritual, um discernimento muito evoluído, afirmou que o próprio satanás se transfigura em anjo de luz. Se levarmos em conta essa informação, por si mesmo ela pode causar um grande impacto na nossa cosmovisão das coisas espirituais. O que Paulo nos faz entender é que todo cuidado é pouco, e devemos exercer um enorme discernimento sobre um mundo que jaz no maligno. Jesus fala sobre uma libertação, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, afirmou o Senhor, toda a verdade é realidade, e toda a realidade é a verdade. Não se pode ter uma verdade cristã, não acreditando na divindade de Cristo, porque a realidade é que ele é Deus.  Todo o cristão que vive nesses dias de grandes enganos deve ficar atento sobre questões essenciais: discernimento espiritual e conhecimento bíblico equilibrado. Porque? Porque a estratégia do inimigo é confundir os santos.A meta do inimigo é cativar a mente, enquanto que as escrituras nos dizem que devemos levar cativo nossos pensamentos a Cristo. Há uma batalha, e nessa batalha, um problema, porque desde cedo, alguns cristãos se desviaram da fé santíssima, por causa da visão gnóstica do mundo, e nessa visão, se desenvolveu uma mentalidade distorcida da realidade, e, acreditem, o tema é complexo e perigoso. Como olhar para um mundo caído, sem contudo não cair no erro gnóstico, de que tudo o que vimos é praticamente mal, um produto do demiurgo ou coisa assim?

Embora a natureza não seja essencialmente má ela geme com dores de parto, e sofre a entropia, processo de desgaste físico, por causa do pecado. Uma das mais sutis obra do inimigo é denegrir a visão da realidade. Por exemplo, é comum a todos os mortais, com raras exceções, meditar sobre a realidade da morte, a maior parte das pessoas vivem como se nunca
fossem morrer, e pior ainda é que muitos vivem como se não existisse inferno. Esse engano se dá porque a mente incrédula está cega, porem o amor ao século presente também tem sido uma prova incontestável de que muitos cristãos também estão cegos para a realidade espiritual, pois a bíblia adverte que não devemos amar o mundo, e que o mundo passa, que jaz no maligno. João ocupa alguns textos de suas epistolas para advertir sobre isso!
 Não há espaço para o hedonismo na religião cristã, assim como também o orgulho é incompatível que a verdadeira espiritualidade. Pensamos sobre isso, avareza, materialismo, sucesso, fama, orgulho, gloria dos homens, tudo isso tem  sido usado pelo diabo, para nos enganar, não somente o mundo tem sido vitima disso, mas a própria igreja em parte, está sendo enganada por esses ardis diabólicos. O mundo e o diabo lutam contra os valores do Reino de Deus, essa oposição sempre foi firme, e se a igreja não usar de uma mesma firmeza para se opor com tenacidade aos valores decadentes e as afrontas do sistema mundano contra os valores  do Reino de Deus, isso significa que a igreja sofrerá o dano.
A antiga serpente mostrou a Eva uma realidade deturpada, o tentador conseguiu alterar a realidade, usando táticas sutis, fez parecer que Deus tinha criado uma realidade injusta, isso não era verdade, um jardim perfeito, um habitat perfeito, e leis perfeitas, ao homem cabia o desfrute e a comunhão com Deus, mas a sagaz antiga serpente, alterou a visão de nossos pais, e através dessa tática, enganou, e a conseqüência foi a queda.
É um problema sério avaliar as coisas espirituais por meios de perspectivas temporais. O tempo é que molda a verdadeira realidade das coisas. Não há efeitos imediatos em muitas coisas que experimentamos ou fazemos. É difícil enxergar por trás de atos errados, por exemplo. O diabo sabe disso, nossa visão é limitada, ou então nosso coração é posto no imediatismo ou na aparência exterior das coisas.  Li recentemente o absurdo comentário de um cético sobre o livro de Jó, é fácil observar como as pessoas tem uma visão diabólica, quando não conseguem ver o caráter de Deus a longo prazo. A vida espiritual não funciona de modo convencional como estamos acostumados a lidar no aqui e agora, nesse sistema caído. É através dessa realidade que vamos ver as escrituras como um livro maravilhoso, Paulo por exemplo, fala em Galatas sobre a lei da semeadura e da colheita. O mal que foi plantado na presente realidade, vai ter uma colheita devastadora na eternidade. Isso é realidade. Tudo na perspectiva bíblica tem efeito, tanto as palavras ociosas, quanto as orações dos santos. Atos e palavras, tudo terá seu efeito, alguns imediatos outros a longo prazo. A questão é: estamos agindo de modo a compreender isso, ou somos sedados, amortecidos pelo engano do maligno que tenta destruir a nossa sensibilidade a realidade. Um incrédulo pode não aceitar a morte de uma criança que morre injustamente em um acidente, ou vitima de uma doença mortal, tanto o ceticismo  quanto a morte de crianças são fatos que lidamos diariamente na sociedade humana, de forma racional imediatista, dentro de uma visão puramente materialista, isso é injustificável, assim como tantas outras desgraças e miséria.  Mas a cosmovisão cristã não vê as coisas sob uma perspectiva materialista, a cosmovisão cristã possui transparência espiritual, vê a s coisas a longo prazo, e sabe que DEUS fará todas as coisas de forma tão justa, que na consumação dos séculos, todos estarão satisfeitos com a justiça divina, porque ela foi justa para com todos, e até mesmo os perdidos estarão cientes disso. Não podemos perecer, vitima do engano diabólico, que tenta obscurecer o nosso coração, para que o realitivismo moral por exemplo, seja o caminho da justiça e do direito. Nós precisamos oljar de outro modo, a realidade pode algo diferente do que vimos, porque o mundo passa, e todas as concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Afirma o apostolo João. Há tantas lições nas escrituras que nos levam para a realidade verdadeira das coisas, é hora de reler hebreus 11, a historia de Noé, Jonas, José do Egito, Jacó, A chamada de Abraão, a vida de Jesus, sob a perspectiva da realidade das coisas como DEUS age. Conhecer a verdade que liberta, é o caminho. Não há outro. O inimigo sempre tentará distorcer a realidade das coisas, com uma visão distorcida, podemos dar o nosso grito de protesto, como Jonas debaixo daquela planta, podemos nos decepcionar como aqueles que pensaram que CRISTO era o grande libertador de Israel, mas um libertador materialista, a nação judaica enfim ia ser libertada do jugo de ferro do império romano. A realidade é que os infames imperadores irão sim dobrar os joelhos perante o SENHOR, porem não seria no tempo dos homens, mas no tempo de DEUS.
Precisamos olhar alem, ter percepção profunda, como no salmos 23, no vale da sombra da morte, O SENHOR está presente, não ausente, não existe cristão verdadeiro desamparado, se é desamparado, não é verdadeiro, se é verdadeiro, não é desamparado, a nossa visão determina a nossa caminhada, e quando o diabo distorce a realidade, não corremos a carreira e não combatemos a fé de maneira eficaz.


DEUS VOS ABENÇOE

Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Apostasia sem palavras


A CRUZ E A VIDA CRISTÃ



A experiência da cruz só será real para aqueles que desejam morrer por intermédio da disciplina que ela exige

 Não é muito comum hoje falar sobre cruz. Isso parece muito irônico, mas embora o cristianismo seja tão conhecido no ocidente, a doutrina da cruz não tem sido pregada, e nem mesmo é realçada nos sermões modernos. A cruz é uma doutrina que espanta o ego humano, e talvez não torne muito popular nem a pregação e muito menos o pregador, por isso ela tem sido abolida dos fundamentos da fé cristã.
 Porque isso está acontecendo? Geralmente as técnicas usadas para arrebanhar seguidores para o cristianismo não tem sido os mesmos métodos usados por Cristo. Jesus chamava as pessoas ao arrependimento, e para convidar pessoas a se arrependerem, é preciso que elas estejam conscientes que são pecadoras. Se são pecadoras, precisam acertar suas contas com Deus, e isso não pode ser feito pelo próprio homem pecador. O que resta, senão a obra da cruz. Mas a redenção por si só já é um insulto ao ego humano. A tendência de criar uma religião para satisfazer o ego é tentadora, e muitos se inclinam a esse tipo de coisa. A religião humana, egocêntrica, dispensa a cruz, não gosta da cruz, não quer a cruz.
 Devemos entender que o convite de Jesus, não é o mesmo convite da maior parte dos pregadores modernos, alguns convidam as almas para se achegarem ao cristianismo com o convite atrativo de não sofrerem mais, no entanto Jesus disse: “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” (Mt 10:38). Você vê essa mensagem hoje em dia? A cruz não nos leva para um paraíso imediato, ela nos leva para a mortificação, para a vergonha, para a vida no espírito.
 Agora vejamos outro aspecto da mensagem da cruz que é um confronto para o ego humano: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6:14)
 Isso soa como algo contario a tudo o que conhecemos hoje como cristianismo popular. O cristianimso popular sem cruz, fabrica artistas, mega-estrelas pop, pregadores se trnaformam em objetos de idolatria, cantores também. O ministério passa a ser o vinculo do profissionalismo marcado pelo lucro, dos altos salários e acendendo a cobiça pela acensão ministerial. Tudo isso é uma afronta as palavras de Paulo, seria melhor classificar. Recentemente fiquei sabendo de uma cantora gospel, dona de gravadora, que cobra somas altíssimas para apresentar seus shows, alem disso também era também deputada federal, seu casamento se arruinou, além de milhões de distancia do padrão de uma esposa segundo o modelo bíblico. (ela não tinha tempo suficiente para um relacionamento sadio com o marido, segundo alguns noticiários) esse é o modelo do cristianismo atual. Usar a religião para construir impérios e subir na carreira política ter um status a mais, ganhar mais e viver de modo regalado, muito distante de tudo o que o Senhor ensinou nas escrituras. Aqui está um exemplo de um cristianismo sem cruz. Preciso dizer mais alguma coisa?
 Vivemos um momento de grande confusão, a cruz atrai a um centro, a uma pessoa: a Cristo, cruficicado e ressuscitado. A cruz significa morte aos prazeres mundano, significa morte ao próprio mundo. A cruz direciona o cristão para o céu, eleva a nossa pátria para um mundo superior, não desse mundo. Jesus fala sobre a realidade desse mundo em João 14, afirma que vai preparar um lugar e então virá nos buscar. Que impacto isso tem na vida das pessoas hoje? Será que os cristãos modernos anseiam por esse lugar? Eu duvido muito que lideres cristãos que vivem a custa do rebanho, exercendo cargos cujos salários, ultrapassam aquilo que podemos classificar de exorbitante, vivendo no luxo, na comodidade no conforto e desfrutando assim de muitos prazeres mundanos, tenham vontade de morar no céu, ou clamam ansiosamente pela vinda de Jesus. Muitos estão agarrados aos seus impérios, o cristianismo dessa gente é extremamente materialista, essa é uma das piores manchas que o cristianismo autentico tem que suportar por causa desse pseudo-cristianismo de fachada que tem muita parencia de piedade, mas nega a sua eficácia.
 De fato existem as exceções. Eu conheço pessoalmente um pastor evangélico que é feliz por ser pobre, ele realmente é pobre, literalmente, não tem um carro, nem mesmo uma motocicleta. Vive o evangelho, prega o evangelho, é um homem de Deus. Aliás conheço outros que são assim. Pessoas simples, que estão ali no mio do povo sofrendo com o povo. O evangelho sem cruz é um evangelho de ilusão. A cruz nos ensina o valor das coisas como elas são. Não menos que isso.
 Já o modernismo do cristianismo sem cruz dispensa a cruz, ela não é boa, não dá reputação, sua mensagem não atrai os materialistas, a cruz não dispõe de vantagens para o egoísta. Não tem proposta para os orgulhosos. Na cruz as riquezas desse mundo, podem se transformar em lixo, e as vantagens mundanas em escória. “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,” (Fp 3:8)
 Quem hoje nesse cristianismo de vantagens tem considerações a altura da confissão do apostolo Paulo em Filipenses 3:8?
 Você conhece alguém? Nessa cristandade confusa, soa as palavras tristes de Paulo: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3:18) cristãos que confessam a Cristo e são inimigos da cruz dEle? Que paradoxo! Mas é verdade, muitos dizem amá-lo com a boca para logo em seguida negá-lo com atitudes.
 Eu sei o quanto mensagens como essa são impopulares hoje em dia. Tenho escrito estudos sobre assuntos como esses, isso não dá fama, não leva ao êxito. A maior parte dos cristãos não estão interessados em assuntos espirituais autênticos. Estão sim interessados com a política, com os reinos desse mundo, estão preocupados com dízimos, com o conforto, com riquezas, com vantagens pessoais, com misticismo e êxtases. É triste afirmar, mas desde que o cristão moderno possa sentir uma êxtase emocional, tudo mais vai bem. Não importa nem mesmo a obediência. Se em questão doutrinaria, alguém experimenta um êxtase emocional, mesmo andando fora dos padrões divinos, isso é interpretado como uma aprovação divina. Eis aqui um campo abismo, onde muitos estão caindo.
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1:18)
 veja bem as palavras de Paulo. A palavra da cruz é loucura para os que perecem...
isso por si só já denuncia a condição espiritual de muitos cristãos professos.


Pr Clavio Juvenal Jacinto

sábado, 7 de fevereiro de 2015

A COLHEITA




Tudo se revela em seu tempo, a primavera depois do inverno, o sol depois da meia noite, o azul celeste depois da tempestade, tudo se transforma na existencia, mesmo o rio que parece sem destino, acolhe a gota de chuva perdida para leva-la ao oceano, tudo vai pelo corredor do tempo, o tempo tem até mesmo o poder de revelar, que o sabor das coisas espiritualmente mais doces,  podem ser sentidas com toda a intensidade, porque sentimos na vida, as profundezas da amargura. O mal que sofremos, nada mais é do que a semente sepultada na existencia, para que a seara da felicidade seja abundante. É isso que se percebe no atual estagio da jornada da vida, olhando o presente e o futuro, pela luz do evangelho.

CLAVIO JUVENAL JACINTO

A IMPORTANCIA DO PERDÃO






Nenhuma ferida da alma pode ser fechada e cicatrizada, se antes de tudo, o coração do homem ferido, não estiver completamente aberto para o perdão

CLAVIO J. JACINTO

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Os ídolos do Nosso Coração




Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã. (2Rs 18:4)

Idolatria, eis a palavra que nos faz imaginar como é o mundo pagão, mas as coisas não são bem assim. A serpente que o Senhor mandou Moisés fazer não tinha propósitos litúrgicos, nem mesmo os querubins da arca da aliança tinham esse propósito. Moisés nunca se prostrou diante da arca, ou dirigiu uma prece aos querubins. Neustã foi um ídolo desenvolvido dentro da assembleia de israel, era que cresceu dentro da comunidade dos filhos de Abraão. A tendencia de algo espetacular tornar-se um ídolo, é possível, mediante essa passagem descrita acima.
 Acontece que vivemos em épocas em que a idolatria, se desenvolve de forma sutil, dentro das igrejas cristãs, e não fora delas. Chamam a prosperidade do que quiserem, mas ela virou um ídolo em nossos dias, a prosperidade é a marca distinta da igreja apostata,  a serpente virou Neustã. Nosso mundo evangélico está cheio de ídolos. Pregadores viram ídolos, denominações viram ídolos, ramificações teológicas viram ídolos, cantores viram ídolos, pastores viram ídolos, as crenças se voltam para a idolatria, e o ego humano, o próprio ego torna-se um ídolo forte, quase invencível, pois o antidoto mais poderoso para destruir a egolatria é a cruz, e essa doutrina quase ninguém quer pregar, menos ainda são os dispostos a ouvi-la. Quase sempre, se você sair pela praça de uma cidade, e pregar sobre a crucificação do ego humano, deve tal profeta estar preparado para o pior, as pedras, as chacotas, as zombarias e a rejeição. O mundo odeia a cruz, inclusive o mundo evangélico moderno.
 Não há um altar tão obstinado quanto o coração humano. Nele se aloja os mais tenebrosos ídolos, e por trás desses ídolos operam os mais nefastos demônios. Quase sempre, torna-se um idolo, aquilo que ocupa a nossa mente e enche o nosso coração, um ídolo ocupa um lugar importante dentro de nós, o pensamento gira em torno daquilo que nosso coração devota. Apenas olhe para o nosso mundo, e veja como as pessoas se inclinam a viverem em devoção cega á vaidade, ao consumismo, á tecnologia, ao hedonismo. Vejam, como o sexo é idolatrado, e como a sensualidade, o erotismo, é um deus no coração de tanta gente, esses deuses profanos ocupam o coração de muitos membros de igrejas cristãs, olhem como se vestem! olhem como são sensuais! A pornografia, mesmo aquela oculta por trás de seus devotos anônimos, arrastam milhões para a devoção a prostituição. O que dizer do dinheiro? dos bens materiais, não são os bens matérias importantes para esses modernos idolatras? então veja a reação de um idolatra, um adorador de bens matérias, quando ele perde um culto, ou quando não vai a uma reunião de oração, nada parece ter perdido, não faz diferença, para este perder um culto ou perder uma reunião de oração. Porém, se ele perder uma quantidade de dinheiro, porque seu bolso estava furado, ou porque um negocio deu errado, oh! quanta tristeza e pesar, seu semblante cai, ele chora por dentro, quando não também por fora, e se lamenta, pois foi prejudicado no centro do seu amor.
 Nosso mundo religioso está cheio de idolatras, mesmo aqueles que se parecem tão espirituais, tendem a trilhar os caminhos da idolatria, o homem é um ser potencialmente idolatra, se não formos aos pés da cruz, se não pregarmos o evangelho em fraqueza, temor e tremor, como fez Paulo, na completa dependência do Espirito Santo, a nossa tendencia é auto-iludir-se, e coroarmos o nosso ego de divindade.  vejam a reação do povo, quando seus ídolos cantam musicas evangélicas? mesmo dentro da igreja, o êxtase pela presença do artista preferido é uma realidade indiscutível.  A recente disputa entre arminianos e calvinistas mostra o quanto o declínio do coração humano vai para os campos tenebrosos da idolatria, defendendo com unhas e dentes filosofias e nomes de homens, chamados de reformadores, citando mais o nome deles do que do Senhor, é uma idolatria hedionda! sem querer menosprezar a importância dos reformadores, eles são homens falíveis, com seus erros e acertos, devem ser respeitados e até estudados, mas nunca devem ser alvo da devoção descabida que estão dando para eles. E as placas denominacionais, veja a reação dos descabidos idolatras de placas denominacionais, cuja reação em não entrar em um templo que não seja do seu ministério constitui-se num agravo pecaminoso extremamente desonroso, essa falsa santidade, infame por sinal, deveríamos ter um minimo de vergonha, para olhar para o estado lastimável que se encontra o nosso cristianismo, fracionado, dividido, pulverizado...
 Há quem adore tanta sua placa, que julga indecente adorar a Deus em outro ministério, quando alguns desviam-se, como aconteceu recentemente entre alguns que conheço, argumentam que se não forem para tal denominação, a que eles se desviaram, nunca mais serão cristãos. Como essa idolatria me dá ânsias de vomito. O que falar sobre o deus futebol? oh sim! ainda está lucida a minha memoria, de como certas condutas são indignas perante Deus, gente que se diz cristã, que nunca teve forças para acordar de madrugada para interceder pelos próprios entes queridos, atravessaram a noite, pularam e gritaram com todas as ânsias soltas, torcendo pelo seu time favorito. Nosso coração está cheio de ídolos, coisas que precisam ser quebradas, extirpadas, expulsas de dentro de nós.  Como nossa tendencia se inclina a essas coisas, anos atrás um certo pregador, se fez passar por judeu, e contar coisas extraordinárias, milhares saíram em peregrinação para ouvir tal homem dotado de testemunhos magníficos, porem, uma vez desmascarado, como pregando mentiras, ainda tem seus DVDs a venda. Os lideres que promoveram seus discursos, anunciaram a igreja, o descabido? pediram perdão pela falta de discernimento? não! o mundo da idolatria é um mundo de faz de conta...
 O que dizer dos templos, nada errado em se reunir em um templo, mas templos suntuosos, impressionantes, catedrais luxuosas e extremamente confortáveis, quando e onde Cristo mandou que fizéssemos isso?
Tudo isso serve pra impressionar, quando a glória já se foi. Temos que voltar ao princípio, adorar a Deus em espirito e em verdade, de forma simples, partir para uma adoração cristocêntrica, mortificando nossa carne, colocando-a na cruz, e tendo o Senhor como o centro da nossa adoração.
 Jesus em seu devido lugar, como foco do nosso amor, todo o movimento do coração santificado deve ser em torno da pessoa bendita de Nosso Senhor Jesus Cristo, devemos quebrar nossos ídolos, eles devem ser vistos como abomináveis, expulsa-los de nosso coração, eles não tem valor algum. Cristo deve ser o nosso tudo, assim como a cruz deve reduzir o ego humano e o pecado a nada, é a cruz que poe em ordem de falência todo o poder do pecado, como Paulo, devemos estar decididos, a termos uma vida crucificada com Cristo, para reinarmos em glória com o Senhor

Clavio Juvenal Jacinto


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