quinta-feira, 19 de abril de 2018

A Parábola da Borboleta Compassiva

A Parábola da Borboleta Compassiva


 Os pássaros cantavam naquela manhã ensolarada, o jardim estava florido, muitas flores dançavam ao sopro de uma suave brisa, doando seus perfumes aos quatro cantos das montanhas. Uma pequena flor desabrochava de uma humilde plantinha que crescia num monte de lixo envelhecido. Que lugar improprio para as flores! As abelhas nem sequer chegam próximo, pois aquele monturo exalava um odor desagradável. Olhando para aquela triste condição, tentava mover-se para sair dali, mas todo o esforço era inútil, porque ela era parte dependente da  planta. Então envergonhada baixou suas pétalas, e permaneceu silenciosamente naquela posição. Como se gritasse em um lamento intimo ao mundo. Uma borboleta flutuava naquele jardim, e observando a tristeza daquela flor, dirige-se até ela e pousa sobre suas pétalas.  Experimentou o cálice do néctar, e alimentou-se e saiu cheia de alegria. A pequena flor observou a alegria daquela borboleta, e entendeu que a alegria de existir estava dentro dela, e mesmo carregando um fardo de tristeza, viu a borboleta tirar dela, um pedaço de felicidade através do doce néctar que ela produzia. A vida depois da queda, é erguida em cima do monturo do pecado, sob circunstancias difíceis as vezes prosseguimos. Muitas provações aparecem ao longo da jornada, as vezes pensamos estar a sós diante das tribulações que nos cercam. Deus nos dá algo que é mais preciso do que o néctar das flores, algo que não traz esperança e alegria não para borboletas, mas para pessoas que estão em uma situação bem pior do que a nossa. Não podemos baixar a cabeça, não podemos desanimar, porque no jardim da existência, não importa onde crescemos, a natureza de uma flor continuará sendo flor, quer nasça num pântano ou no cume de uma montanha. Deus nos dá a fé, é com ela que celebramos o lado belo da vida, é pela fé que podemos discernir a dor, é pela fé que sustentamos uma luz que ilumina quem se encontra numa situação mais pesarosa do que a nossa. Naquele terrível momento em que a alma de Jó estava completamente despedaçada ele se prostra e adora, na agonia do Getsemani Cristo ora, sentido as carnes retalhadas pelos açoites Paulo e Silas cantam louvores, Os três amigos de Daniel passeiam no fogo, Estevão distribui a mais delicada joia do perdão para os que lançam as pedras para ceifar sua preciosa vida. O vale da sombra da morte pode ser muito escuro, mas a essência de quem está junto de nós é portador da glória excelsa. Em todas as dores, nas condições mais adversas, Deus deseja dar da fé que ilumina nosso coração e abençoa nosso semelhante. E daquela flor outrora triste, de seu cálice doou das amarguras o mais doce néctar, as outros borboletas vieram tomar das suas doçuras, assim também quando a fé produz o fruto da paciência e da esperança, os desesperados encontrarão em nós a doçura da nossa esperança de crer incondicionalmente no Senhor

(Autor: Clavio J. Jacinto)

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