sexta-feira, 20 de julho de 2018

Cristianismo Equilibrado - Lang, G. H. Lang


Cristianismo Equilibrado

Escrito por: Lang, GH





I

O homem é consciente de dois mundos, um exterior e um interior, um público e um privado, um objetivo e um subjetivo. Ele está consciente também de que esses dois mundos relacionam-se um sobre o outro; o homem é influenciado pelo mundo ao redor, por sua vez, esse mundo exterior,  influencia ele interiormente.

Ele está ainda consciente de que o seu próprio mundo interior e privado é um reino diversificado, cada um dos três elementos  interagem uns sobre os outros: Pensamentos, sentimentos e desejos.  Os pensamentos despertam os sentimentos. Em seguida, o homem reage de acordo com a vontade, produzidas pelos pensamentos e sentimentos.
 Este mundo triplo que interage dentro de nós, é denominado CORAÇÃO, porque é o centro da vida inteira do homem, e dele flui as questões da vida, como o sangue flui do coração físico para todas as partes do corpo do homem, assim, desejos, pensamentos sentimentos flui também do coração no âmbito espiritual.

O homem está mais e dolorosamente consciente de que tanto o mundo ao redor quanto o mundo interior estão em desordem. Algo está radicalmente errado com ambos. O mundo físico e suas forças agora o ajudam, mas também o machucam. As influências morais, também podem ser uma bênção, mas também pode ser uma maldição, o mundo a nossa volta, nos corrompe.

Além disso, a experiência uniforme de toda a humanidade, no curso da vida ao longo de milhares de anos, provou a incapacidade pessoal e completa do homem para reduzir os problemas do mundo interior e exterior. A confusão e a corrupção de ambos são mais terríveis hoje do que nunca.

Cada homem sabe que seus pensamentos nunca são absolutamente certos, verdadeiros, corretos, puros. Ele pensa de maneira errada, forma opiniões que normalmente precisam ser corrigidas, tem idéias que ele sabe que são sujas, cruéis ou indignas. Estes ele nunca pode excluir totalmente, ou rejeitar ou purificar. Ele sabe, também, que seus sentimentos são mais ou menos egoístas, preconceituosos, enganosos, e são muito propensos a transformá-lo em ações  que ele sabe serem errados. Ele também está ciente de que sua VONTADE é inconstante, pouco confiável, muito facilmente influenciada por seus desejos ou desgostos, e muitas vezes dividida, distraída, isto é, arrastada em direções completamente  opostas e fora da vontade de Deus.

Para pessoas de mente direita, tudo isso é motivo de pesar e profunda solicitude: mas o que pode ser feito? Em seus momentos mais sóbrios, o homem responde com tristeza ao grito de um velho escritor, o apostolo Paulo: "Miserável homem que sou! Quem me livrará?" (Romamos 7:24)

II

Agora, é um fato importante que uma vez, e apenas uma vez desde que essa desordem entrou na natureza do homem, viveu na Terra um homem cujo mundo interior estava completamente e continuamente livre da desordem. Ele nunca teve pensamentos que ele precisava corrigir ou se arrepender; Ele nunca sentiu sentimentos que não fossem amorosos; Sua vontade era única, sem distrações, sempre direcionada à verdade, à pureza, devemos atentar para esse fato.

Além disso, Ele manifestou também um notável poder de controle sobre o mundo ao seu redor.Ele reduziu as tempestades à quietude; Ele caminhava serenamente nas águas jogadas pela tempestade; Sua palavra de ordem fez a comida se multiplicar, doenças desaparecerem, saúde e vigor reviverem; os mesmos mortos foram restaurados à vida, mostrando que Sua autoridade se estendia completamente também àquela região do universo.

Mas mais notável foi Sua influência sobre o mundo moral ao redor. Ele leu os pensamentos dos corações dos homens; o ímpio se esgueirou de sua presença convicto e envergonhado; os arrependidos foram perdoados e receberam paz quanto ao passado culpado; os covardes foram aplaudidos, os tristes confortados, os perplexos guiados: não havia corações sinceros entre os homens, mas Cristo estava ali, com o coração puro e um mundo interior ordenado.

Ainda mais digno de nota era Sua autoridade sobre os demônios, aqueles invisíveis agravantes da discórdia e desordens humanas. Eles tremeram diante Dele, fugiram ao Seu comando, e suas vítimas ficaram gloriosamente livres de sua influência maligna, opressiva, degradante e destruidoras.

Ampla prova de tudo isso é encontrada nos quatro relatos de Sua vida, conhecidos como os Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).

O advento de tal homem neste universo desordenado foi da maior importância e significância possíveis. Mostrou que existe uma energia vital superior a todas as forças da desordem, embora vivida em condições verdadeiramente humanas. "Nosso Salvador, Cristo Jesus, aboliu a morte e trouxe vida e incorrupção à luz" (II Timóteo 1:10). Antes de sua vida na Terra, não havia sido demonstrado conclusivamente que existisse uma vida que a corrupção não pudesse alcançar, pois, na verdade, a corrupção do pecado alcançou dos os filhos de Adão, como demonstra a historia da humanidade em geral.

Mas que vida tinha esse homem? Era a vida humana, mostrando todas as marcas normais e ideais disso. Mas por que, então, Sua vida prevaleceu na batalha contra o pecado enquanto todos os outros seres humanos falharam nesta batalha? Aquele que viveu com Ele três anos e meio e O observou de perto, tanto de noite como de dia, deixou registrado o resultado de seu escrutínio de Jesus. Ele nos diz que ele chegou a ver que, através da vida humana de Cristo, havia outra vida mais elevada, que tinha a impressão e as marcas da eternidade, pois não mostrava nenhum traço daquela variabilidade, fragilidade e transitoriedade dos que vivem apegados a esse mundo. Foi, de fato, que a vida eterna, aquela vida divina, que sempre existiu com Deus o Pai e estava agora em Jesus sendo manifestada aos homens na terra (I João 1: 2). Vida humana pura, mesmo quando originalmente sem pecado, sempre confrontava às forças da desordem. A vida humana conjunta, impregnada, reforçada pela vida eterna era superior as condições da vida aqui debaixo. O Filho de Maria, o Filho do homem, era o eterno Filho de Deus, Deus manifestado na natureza humana, Ele nosso modelo de uma vida equilibrada.

"Que grande é o amor e a sabedoria do nosso Deus! Quando tudo era pecado e vergonha, Um segundo Adão veio para lutar contra o pecado e para nos resgatar.

" O mais sábio amor! Que a carne e o sangue Que fez Adão cair Deve lutar novamente contra o inimigo Deve esforçar-se e devem prevalecer.”
“O maior dom da graça deve aperfeiçoar a carne e o sangue, para que a presença de Deus e a sua essência seja legitima”


III

Essa singularidade de Jesus Cristo envolve, como conseqüência necessária, que para Ele todos os outros homens devem recorrer, se encontrarem o segredo e o poder da vitória, da ordem e da paz; pois Ele se destaca o homem solitário que já segurou aquele segredo, assegurou aquela vitória, desfrutou aquela paz. Nunca houve outra pessoa que salvou os pecadores de seus pecados, ou tinha o direito de dizer: “Eu sou a Luz sobre todos os seus problemas; vinde a mim e eu te darei descanso da desordem e do desastre”.

Deus enviou Seu Filho para ser o Salvador do mundo, e não há outro. O homem deve fixar sua atenção em Cristo, Ele deve ser o modelo, Cristo tem de reinar em nossas vidas. Para aqueles que rejeitam a Cristo, deve de simples necessidade aplicar Suas palavras: "Vocês não virão a mim para que tenham vida" (João 5:40); pois nenhum outro dos filhos dos homens jamais possuiu essa vida ou poderia transmiti-la a outra, portanto a esperança do homem é Cristo.

Isso indica um princípio fundamental da verdadeira vida de um cristão: é o resultado da ocupação do coração com Cristo como uma Pessoa histórica, os fatos concernentes a quem são aprendidos, acreditados, pesados ​​e lembrados. Portanto, não é de se admirar que o Príncipe das trevas e da desordem tenha sempre se esforçado para obscurecer e perverter os fatos quanto à Pessoa de Jesus Cristo, pois assim impede que seus tolos cegos confiem em Cristo, e se libertem do seu mundo de mentiras e desordens (Veja  a passagem bíblica onde Paulo ensina algo terrível  sobre o engano:II Cor. 4: 3,4).

Em segundo lugar, isso envolve meditação sobre a Bíblia como a mensagem de Deus através da qual somente esses fatos podem ser verificados. Pois é evidente que Deus achou por bem que o conhecimento dos fatos, dispensado inicialmente por pessoas que conheceram Jesus, tenha sido preservado para as gerações posteriores somente na Bíblia. Novamente, portanto, não é de se admirar que o Pai da mentira tenha se esforçado incessantemente para espalhar dúvidas e negações sobre a confiabilidade desses registros, para que suas vítimas não possam, por meio deles, chegar ao conhecimento de Cristo.

IV

Cristo é o representante designado por Deus de uma nova ordem da humanidade. Adão, o primeiro representante da raça humana, desobedeceu a Deus e arrastou todo o seu reino para a desordem e a escuridão. Cristo inverte isso para todos os que entram em seu reino. O Filho de Deus se manifestou na terra para aniquilar as obras do diabo (1 João 3: 8) e libertar todos os escravos de Satanás (Hebreus 2: 14,15). O primeiro homem, Adão, é da terra, assim como todos os seus filhos: seu ser e sua vida eram da terra e para a terra e participavam da fraqueza das coisas criadas. O segundo homem é do céu, e, tornando-se homem, Ele trouxe para a natureza humana a autoridade, energia, liberdade e segurança das coisas celestiais, Ele nos concede as bênçãos da vida eterna (João 8:23; I Coríntios 15:47). Esta vida Ele comunica aos que lhe obedecem.

Sendo assim nomeado por Deus como o Chefe de uma ordem celestial de homens, Ele é seu representante atuante. E, como tal, Ele age como homem, e tudo o que Ele conquistou pela obra consumada da cruz, está  disponível para os que nasceram de novo, ou seja, os cristãos pertencem propriamente à  vida celestial do Senhor Jesus Cristo. As principais experiências de Cristo, como representante de uma nova raça,elas foram  possibilitadas pela fé e obediência, são:

(a) Ele nasceu na humanidade pelo ato do Espírito de Deus (Lucas 1:35):

Pelo ato desse mesmo Espírito, eles são nascido de novo na nova e celeste raça dos homens (Leia todo o capitulo de João 3, que aborda muito bem esse assunto).

(b) Ele pelo Espírito e pela fé vivida em santidade de coração e prática:

Eles são chamados à santidade, do espírito e da carne, na vida interior e na vida exterior, e a eles é concedido o mesmo Espírito, que pela fé eles podem andar no mesmo poder e na mesma esfera espiritual, assim como Cristo andou.

(c) Ele morreu pelo pecado uma vez por todas. Na cruz, Ele tomou sobre si o fardo pesado, como se fosse seu. Pela Sua morte expiatória Ele colocou o pecado fora de diante de Deus, não sendo mais responsável por ele, visto que Ele cumpriu sua pena total, através da sua morte na cruz  morte (Romanos 6):

Aqueles que descansam nesta Sua obra recebem pela graça os benefícios dela eles são considerados como se estivesse em Cristo, na redenção, cumprido sua pena pelo ato de Sua fiança. Assim eles têm paz com Deus, e são chamados a considerarem o fato, como tendo morrido com o seu Representante (Leia Romanos 6; Colossenses. 2 e 3 que abordam com profundidade esse assunto).

(d) Ele foi ressuscitado dentre os mortos e retornou em um corpo ressuscitado para aquele mundo celestial de onde outrora Ele veio:

eles são vistos por Deus como sendo o seu representante, sob o mesmo princípio de que uma parte de uma ação é considerada como tendo aparecido no tribunal na pessoa de seu advogado. O Espírito de Cristo é comunicado ao Seu povo para tornar isso efetivo em sua presente experiência de coração. Assim eles sabem e se sentem cidadãos daquele mundo (Leia as seguintes passagens: Efésios 1: 15-2: 10; Filipenses 3:20).

(e) Ele viveu e vive em plena consciência de Sua eterna Filiação a Deus:

Eles recebem o espírito de adoção que eles também podem conhecer a Deus como seu Pai, e podem sentir e agir harmoniosamente com esta sua alta vocação (Leia as passagens: Romanos 8: 12-17; Gálatas 3: 23 e 4: 7).

(f) Ele era a Luz deste mundo, como Ele já havia sido daquele mundo acima, nos céus  e, portanto, o Príncipe das trevas, o diabo, o odiava:

Os cristãos, em Sua ausência, são chamados e capacitados para serem a luz do mundo e, como tal, recebem o privilégio de sofrer com Ele (Leia as seguintes passagens: João 8:12;  Mateus 5: 14-16; Filipenses 2: 14-18; 1: 27-30).

(g) Ele deve ser o Soberano do céu e da terra, visivelmente, em glória:

Aqueles que compartilham Sua cruz devem compartilhar Seu trono; se sofrermos com Ele, seremos glorificados juntamente com Ele (Leia as passagens de Romanos 8; 17; II Timóteo. 2: 11-13).

V

Dois grandes princípios estão envolvidos na vida cristã, referidos acima como objetivos e subjetivos, devemos ficar atento a esses fatos importantes.

A perspectiva objetiva é aquela que se detém sobre o que é o próprio Cristo: o que Ele é para o Pai, o que Ele fez por nós em Sua grande obra de redenção e nossa segurança eterna trazida por Ele para a família de Deus. O perigo aqui não é de uma supervalorização de Cristo, pois isso é impossível. Encontra-se em nosso descanso, em nossa posição ou nossa fé, satisfeitos de que tudo está bem porque nos é dito que ninguém pode nos arrancar da Sua mão.

A culpa aqui é que o coração não está absorto na pessoa de Cristo, que Ele não é o objeto de afeição. É de temer que em muitos casos (mais particularmente em crianças criadas em lares cristãos) não tenha havido profundo exercício do coração quanto ao pecado, e conseqüentemente há pouca e verdadeira apreciação da magnitude da salvação efetuada pelo Senhor e sem dizer com um coração sincero: "Eu me levantarei e irei a meu pai". Assim, não há real gozo do lar do Pai como a doce morada atual da alma, e falta a reação normal de andar com Deus em alegre e humilde sujeição à Sua santa vontade, com a felicidade do coração que isso traz. Não é por isso que muitas almas estão espiritualmente paradas, muitas vezes acompanhadas por muito mundanismo e um testemunho fraco e comprometido a respeito de Cristo?

O aspecto subjetivo lida com nosso  estado atual, distinto de nossa posição em Cristo. Sua importância está em seus efeitos sobre nossas ações. É introduzido em tais exortações como "Permaneça em Mim e eu em você ...” “Nos purifiquemos de toda impureza de carne e espírito ...”  “Eu me exercito sempre para ter uma consciência sem ofensa ...”  “O reino de Deus é justiça e paz e alegria no Espírito Santo " além de outras passagens que abordam a vida cristã.

O perigo não é abordar demasiadamente tais passagens da Escritura, mas construir uma teoria da santificação em textos isolados, especialmente quando a mente está ocupada em grande parte consigo mesma, olhando para dentro, enfatizando uma morte diária. Essas almas não percebem que uma pessoa morta não pode morrer. A Palavra diz "vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl 3: 3). Nossa parte é considerar que alguém está morto, e então, pelo poder do Espírito, FAZER MORRER a natureza pecaminosa, a fonte dos atos pecaminosos anteriormente feitos através do corpo, e que faz com que a velha natureza continuaria contente

Em relação à realização experimental de nossos possíveis privilégios, de modo a desfrutá-los em nossa própria alma, há dois perigos principais:

(a) Há como conteúdo de repouso, a concordância com os fatos históricos objetivos quanto a Cristo, e recebe pouca ou nenhuma experiência interna subjetiva correspondente.

(b) Há outros tão absortos em sua condição subjetiva interior que dão muito pouca consideração aos fatos sobre Cristo, vamos citar alguns  exemplos:

(a) Alguns reconhecem que Jesus é o Filho de Deus e fizeram por Sua morte a expiação do pecado, e aqui eles deixam o assunto. Eles não sabem nem buscam a paz com Deus, portanto perdem o fio dourado que tece a perfeita e consumada obra de Cristo na cruz do Calvário, e isso é lamentável..

(b) Outros gemem e gemem por causa de seus pecados, temem a ira de Deus, anseiam por paz de consciência, lutam para ser bons e para fazer o bem, praticam cerimônias religiosas, oram perpetuamente por perdão como "ofensores miseráveis", mas fazem sem progresso espiritual. Nem jamais farão isso até que desviem a mente de si para descansar sobre os fatos objetivos concernentes a Cristo, e o que Deus, em Sua Palavra da verdade, declara a respeito desses fatos. Ao fazer isso, eles terão assegurado a paz. O estado subjetivo deve repousar sobre os fatos objetivos. Caso contrário, qualquer sentimento de paz, se alguém alcançar, será infundado e enganoso.

(c) Outros estão satisfeitos com a aceitação teórica de sua presumida posição e bênção em Cristo, e prestam muito pouca atenção ao seu estado interior e à sua prática. Conformam-se aos fatos objetivos teóricos, acham pouco contentamento ; eles não estão muito aflitos de que sua experiência interior é terrena, mundana, sem ânimo ou tomam uma falsa cosnciencia de que isso não pode ser melhorado até que "cheguem ao céu". Eles podem até mesmo merecer a repreensão: "Tu dizes: Eu sou rico, e obtive riquezas, e não necessito de nada; e não sabes que és o desgraçado e miserável e pobre, e cego e nu" (Apocalipse 3:17). ). Assim a alma pode enganar-se dizendo que tem tudo em Cristo. Como se detivesse títulos de propriedade dispensados ​​de posse.

(d) No entanto, outros pensam que fizeram muito progresso na santidade interior e estão, POR SI MESMOS, livres do pecado. Para si mesmos, seu estado subjetivo é satisfatório. Eles não aceitam o fato que Deus NÃO diz que nosso "velho homem" está crucificado no mundo , mas que foi crucificado em Cristo na cruz. (Romanos  6: 6) Muitos caem em uma profundidade moral e outros aceitam o fato de caírem sempre, pois não compreendem o fato objetivo da declaração de Paulo nessa passagem de Romanos citado acima.

(e) Alguns falam (para não dizer que cantam) com complacência sobre ser filhos de Deus Pai, mais ainda vivem como órfãos lançados sobre este mundo cruel, eles se preocupam diariamente com comida, roupas e os possíveis problemas do amanhã. A condição subjetiva da mente ainda não está retificada pelo relacionamento declarado pelas verdades objetivas das Escrituras.

(f) Outros falam de se sentar nos lugares celestiais em Cristo, mas experimentalmente não sabem nada sobre Sua autoridade sobre os poderes das trevas, aqueles espíritos iníquos que Cristo derrotou, mas que ainda derrotam esses cristãos indolentes induzindo a absorção nesta terra. Feliz é aquele de quem se pode dizer o que disse o Dr RC Chapman: "Nós falamos sobre os lugares celestiais, mas Ele vive neles."

(g) Mas outros estão terrivelmente e corretamente alarmados com a derrota, e eles reúnem todas as suas próprias energias para o conflito diário; ainda assim, porque não vêem que nós nada podemos obter, exceto o que Cristo conquistou, e que nós passamos a compartilhar de Sua vitória e autoridade, repousando e apropriando-se Dele como revelado e oferecido na Palavra de Deus.

Essas instâncias são suficientes para iluminar a nossa vida espiritual. Todos eles revelam os princípios fundamentais para uma vida cristã equilibrada e vitoriosa:

(a) Que somente Cristo triunfante tal Como Ele é, fez e está fazendo, está disponível para o homem; Além disso, que tudo o que a cabeça é, essa deve ser a experiência pessoal para cada membro de seu corpo, isso é cada verdadeiro cristão, para os que foram regenerados.

(b) Que o poder do Espírito Santo  faz com que a fé seja experimental, o que a fé aceita, e não mais do que a fé aceita, com base nas promessas de Deus, a obediência da fé prova que é fé genuína. "Levante-se e ande", disse Cristo a um homem que não podia andar. A fé obedeceu imediatamente, e a força para caminhar foi imediatamente concedida, é assim que a fé funciona na vida de um cristão, isso é muito simples mas é verdadeiro.

É o equilíbrio que é necessário. O místico da uma ênfase  desproporcional na experiência interior. Sua tendência é sempre em relação a Deus dentro de si mesmo. Isso avança com facilidade para uma identificação panteísta de Deus e na divindade dentro de si mesmo, e pode levar à adoração virtual do "divino no homem", que é auto-adoração, uma fase da armadilha sutil oferecida no Éden pela antiga serpente, o diabo, que prometeu a Eva: "Você será como Deus".

Por outro lado, o crente pode ter um credo formalista, aceitando todos os fatos declarados pelo Pai sobre o Filho, concordando com todas as doutrinas derivadas, mas experimentando pouco do seu poder vivo para purificar o coração do pecado e fazer com que Cristo habite completamente na sua vida,para que a velha natureza pecaminosa fique completamente desalojada.

É um equilíbrio indispensável. Deve haver uma aceitação consciente, persistente e incondicional da dependência e expectativa de Cristo, o Cristo histórico. Ele deve ser o objeto de confiança e afeição; a plena satisfação para a alma; seu Ele é o Salvador da desordem e da corrupção moral, espiritual etc.Assim nossos pensamentos e desejos não regulamentados; Aquele que é santificado no coração pelo SENHOR. Então o Espírito de Cristo pode fazer com que os pensamentos, sentimentos e decisões sejam derivados e centralizados em Cristo, o homem que está pessoalmente à destra de Deus, mas que é assim desenvolvido moralmente no crente na terra por características morais que crescem progressivamente no caráter e na caminhada do cristão, essa é a vida cristã equilibrada e gloriosa.

Cristo é o libertador de Deus para o mundo: este é o método de libertação de Deus. Ele nos dá em Cristo um novo centro, e a roda da vida corre verdadeira e suavemente porque é verdadeiramente centrada. Mas, porque Cristo é o centro de todo o reino de Deus, no céu e na terra, a vida centrada nEle está, portanto, em harmonia com Deus e com todo o Seu reino, o mundo da ordem, da harmonia, da paz e  da alegria. (Leia I João 2:17).

Mas pela mesma razão que uma vida é excêntrica, fora do centro, com aquela porção do universo, celestial e terrestre, que não está centrada em Cristo. Se dois conjuntos de máquinas poderosas estivessem trabalhando no mesmo espaço, surgiriam atritos, choques, danos. Nesta época, esta situação induz conflito de espírito e problemas práticos para o homem centrado em Cristo. Mas ele pode suportar com paciência e confiança, vendo que ele sabe que Cristo conquistou este mundo, e que Seu mundo, o celestial, prevalecerá finalmente.

Cristo é o Salvador de Deus para o indivíduo e para o mundo: associação com Ele, pela fé e obediência, esse é o método de salvação de Deus. Não há outro nem pode haver outro, pois o método divino é único (João 3:35, 36).

"Cristo! Eu sou de Cristo! E que esse nome seja totalmente suficiente para você,  para mim também Ele foi suficiente. A vida centrada completamente em Cristo e em sua obra consumada e perfeita que Ele realizou na cruz.

A doutrina e o poder inclusivos da verdadeira vida são: "Vós morrestes com Cristo ... fostes ressuscitados com Cristo ... Cristo é a nossa vida ... Busque as coisas que são de acima, onde Cristo está" (Colossenses. 3: 1-4). 
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O presente estudo foi traduzido e completamente adaptado para o contexto atual, algumas idéias do tradutor foram inseridas, sem interferir nas idéias de Lang, porém todos os créditos ficam para ele. Traduzido e adaptado por C. J. Jacinto. O artigo original se encontra em:
https://believersweb.org/view.cfm?ID=979

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