sexta-feira, 24 de abril de 2026

Ansiedade e Preocupações

 Ansiedade e Preocupações

 

Você já observou que a preocupação pode ser definida como um ato de estar mentalmente ocupado de maneira prévia com algum problema? Entendemos que a ansiedade é uma ocupação antecipada do coração que  a mente traz do futuro para o agora? Trata-se de uma ocupação emocionalmente desgastante que impõe um sofrimento desnecessário sobre a alma. Milhares de pessoas vivem no cativeiro do medo e da ansiedade por causa disso.  O coração ansioso deve experimentar uma metanóia, uma conversão, ou seja, uma mudança de perspectivas e atitudes para poder se libertar desse cativeiro espiritual. Nós precisamos de um alvo onde os olhos do nosso coração devem permanecer fixos, e este alvo é Jesus Cristo, autor e consumador da fé.

Em I Pedro 5:7 está ordenado que devemos lançar sobre o Senhor, toda a nossa ansiedade pois Ele tem cuidado de nós.  Lançar significa entregar, não um mero ato informal, mas um ato de fé, tal como quando você vai ao medico apresenta teus sintomas e espera que ele resolva o seu problema de acordo com o conhecimento e competência que ele tem. O Senhor é poderoso para ir lá ao futuro e resolver o problema antes que o problema chegue até você. Deus tem essa competência, tem esse conhecimento e tem poder para agir. Além disso, precisamos repousar nosso coração na soberana providencia divina, será que deveríamos nos preocupara quando Deus pela Sua graça e suprema sabedoria não permite que algo possa ocorrer em nosso beneficio enquanto os problemas se processam em nossa vida? Não diz as Escrituras em Romanos 8:28 que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus? Então devemos ocupar a nossa mente em meditar seriamente sobre a sabedoria e a providencia de Deus e orar a Ele pedindo discernimento para aprender todas as lições que germinam das dificuldades, aquelas lições que trazem maturidade e crescimento espiritual.

Ao lançarmos sobre o Senhor toda a nossa ansiedade, estamos entregando tudo o que nos inquieta para Aquele que tem cuidado dos redimidos. Essa é uma escolha que liberta e estabelece uma vida de paz e tranqüilidade, pois o Espírito Santo deu a ordem de lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, justamente pelo fato de que Ele deseje que você confie, adore e ame a Deus ao invés de perder seu tempo se ocupando com preocupações e ansiedades. Ao invés disso, use o momento presente para adorar, orar, ler as Escrituras e descansar nas potentes mãos do Senhor, pense mais em Cristo e nos seus ensinos e promessas.

Vivemos em um mundo cheio de preocupações e ansiedades, mas um cristão verdadeiro deve ser a exceção, cristãos que crêem em Cristo confiam na providencia divina. 

Temer Muito a Deus

 Obadias e a Importância de Temer Muito a Deus

I Reis 18

 

Muitos conhecem a historia do profeta Elias, mas poucos conhecem a de Obadias. Obadias era um servo de Acabe, homem muito temente a Deus (I Reis 18:3) então aqui está algo com que devemos lidar; ele era muito temente! há uma diferença entre temer e temer muito, e Obadias vai fazer a diferença quando está inserido numa crise espiritual muito grande. Jezabel, esposa de Acabe, vai introduzir a idolatria em Israel e induzir o povo a venerar ídolos. Para alcançar seus propósitos malignos, ela precisa destruir a oposição, então o que surge a seguir é uma perseguição contra os profetas de Deus. Pelo fato de Obadias temer muito a Deus, ele vai esconder cem profetas verdadeiros em uma caverna e vai sustentá-los com pão e água.  Mais a frente vimos que Elias vai enfrentar 400 profetas de Baal e 450 de Aserá.  Veja que os 850 profetas falsos contrastam com 101 verdadeiros, somando os protegidos por Obadias e o Profeta Elias.  Havia muito mais falsos profetas do que verdadeiros em Israel.  Junto com a idolatria vinha também a apostasia moral, Aserá era uma divindade cananita, era conhecida como a ”senhora da serpente” ou “mãe dos deuses”  erguiam-se postes-idolos nas florestas para venerá-la e estava associada ao culto da fertilidade. Baal era considerado o “deus das tempestades e relâmpagos” seus adoradores acreditavam que ele era responsável pelas chuvas e tinha poder de fazer fogo descer do céu. Obadias estava colocando em risco a sua vida, Jezabel era uma assassina, e esconder profetas que eram considerados “inimigos de estado” era uma escolha perigosa. Mas Obadias não teme por sua vida, pois temia muito ao Senhor.

 Hoje vivemos uma crise de identidade, homens que temam muito a Deus, de modo que defendam e protejam os poucos verdadeiros profetas. Homens tementes a Deus que não temam viver ao lado dos que pregam e defendem o Evangelho sem cair na armadilha das conveniências pessoais. Mas somente quem teme muito á deus terá a coragem de não temer os que defendem e protegem os falsos profetas. É necessário que o temor não seja uma partícula mais uma pedra onde se assenta a coluna do caráter de um homem espiritual. Quando chega a crise espiritual, a maioria estará do lado daqueles que lhes corresponda com as conveniências e interesses egoístas. Ninguém pode seguir o caminho do martírio projetando sonhos materialistas no coração. Temer a Deus é o segredo para ter a coragem de seguir sozinho em piedosa ousadia, nos últimos dias, homens espirituais continuam seguindo adiante, mesmo com o risco de perdas, para sustentar e proteger a reputação dos que pregam a verdade e não se inclinaram ao erro e a idolatria. Mas veja bem, havia muita gente em Israel, pelo menos sete mil que não se dobraram perante os ídolos, mas havia apenas um só Obadias, que foi mais adiante, pois além de não adorar a Baal e Aserá, ele também temia muito á Deus, de modo que prosseguiu um pouco mais e protegeu aqueles que estavam alinhados as mesmas convicções que ele defendia. Não se engane esse nível de coragem tem somente aqueles que possuem um nível mais alto de espiritualidade: muito temor a Deus, e são poucos os que alcançam essa santa ousadia de arriscar a própria vida para proteger os santos do altíssimo.  O que determina nossa coragem em épocas de crises profundas é nossa relação com Deus e com a verdade. Se não estivermos enraizados na vida cristã, se nosso temor á Deus não é grande, se nossa devoção não é verdadeira e contínua, não seremos um Obadias, iremos ser covardes, retrocederemos, olharemos para os poucos verdadeiros profetas a nossa volta,  assistiremos indiferentes a perseguição que eles sofrerão, nada faremos, pois iramos temer os homens, iremos temer pela nossa própria segurança e conforto, e colocaremos nossos interesses pessoais acima do temor á Deus. Essa é uma crise circunstancial que pode nos pegar de surpresa se não estivermos preparados, e temo que, nessa situação, com pouco temor a Deus, um passo adiante, se o sistema anticristão ameaçar com braço de ferro, a vontade de dobrar-se involuntariamente para amar o presente século seja maior do que nosso temor a Deus, então ao invés de um grande temor ao Senhor, teremos que nos prostrar para uma grande vergonha.

 

C. J. Jacinto

Sede Sinceros e Inculpáveis.


 

Paulo inspirado pelo Espírito Santo ensina que sejamos irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo, retendo a palavra da vida para que no dia de Cristo não tenhamos corrido em vão (Leia Filipenses 2:15 e 16). Somos chamados a viver a verdade, na sua essência, pois o cristão verdadeiro é diferente de todos os demais incrédulos. Haverá sempre o realce da gloria do evangelho nos que são verdadeiros homens transformados pelo evangelho são diferentes dos homens caídos que pertence a raça adâmica. Isso é um assunto pertinente ao nosso tempo, pois cada vez mais a diferença diminui, pois um falso evangelho vai produz sempre falsos cristãos. Notamos a questão em si, pois Paulo diz :“sejam sinceros” sejam verdadeiros e não falsos. A conduta, o comportamento, as aspirações e o estilo de vida de um cristão regenerado não diferentes. Somos peregrinos e a marca de um peregrino é  abstinência das concupiscências carnais (I Pedro 2:11). A nossa sociedade é culpada, a geração atual é maligna, jaz no maligno, o espirito do engano ilude e cega os homens do presente século mau, mas o cristão não segue essa tendência, ele é o homem que faz a diferença pois está em Cristo, é nova criatura, não segue o curso do mundo e não se adapta a justiça dos filhos de Adão, mas a justiça do reino de Deus. Quando Paulo fala sobre ser inculpável, devo salientar com muita precisão que não deve haver motivos verdadeiros para um não cristão acusar um cristão. Não deve existir acusações verdadeiras, mesmo que haja perseguição, Cristo foi enfático ao declarar que os anticristãos podem mentir e injuriar os discípulos de Cristo, dizendo todo mal contra os santos, mas as acusações são sempre falsas e nunca são fatos. O que ocorre hoje em dia é que um mundo se levanta contra falsos cristãos com sinceridade pois os homens do presente século olham para os escândalos do comportamento e da vida da maioria dos cristãos, eles podem apresentar uma lista enorme de fatos e então podem fazem seus julgamentos com base nos fatos, a imoralidade, a mentira, o materialismo, o comportamento louco, a sensualidade e os inúmeros escândalos são artilharias que os falsos cristãos montam dentro da cristandade para que o mundo possa tomar posse e atacar os verdadeiros, é nessa perspectiva que devemos entender as declarações de Jesus em Mateus 5:11. Os que estão de fora não podem distinguir entre falso e verdadeiro, na visão de um não cristão, tudo faz parte de um mesmo sistema, mas não é assim. Precisamos entender que um estudo cuidados do Novo testamento, segue com precisão o mesmo fenômeno que ocorreu no Êxodo na liderança de Moisés, um vulgo se infiltrou entre o povo de Deus para corromper o comportamento, esse vulgo é citado nas Escrituras como uma infiltração maligna, o “vulgo que estava no meio deles” (Números 11:4) tinham uma vida vulgar, um comportamento vulgar, gente de qualidade baixa, materialista, mas carregavam um fermento diabólico, e eles estavam ali no meio da “massa”  que eram os hebreus que receberam a libertação seguindo as instruções divinas na liderança de Moisés, Paulo, pela autoridade do Espirito Santo, na harmonia total das Escrituras, ensina que “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gálatas 5:9) foi isso que ocorreu no Antigo testamento, quando o povo de Deus estava marchando para a terra prometida, o vulgo trazia consigo uma espécie de fermento que tina um poder enorme de levedação, é nosso dever cultivar a vida de piedade e santidade é as exortações no Novo Testamento é que devemos sempre vigiar orar e sermos sóbrios, pois o mundo não sabe distinguir o jugo, que também se infiltrou, o falso misturado com o verdadeiro para confundir aqueles que não tem discernimento, assim Cristo ensina que ocorre também na nova aliança que o joio é semeado pelo inimigo no meio do trigo, o joio é uma planta vulgar, que não dá frutos, mas que se parece muito com o trigo e que cresce para que os que estão de fora e que não possuem a capacidade de discernir , sejam confundidos e trate o trigo como o joio e o joio como se fosse trigo. Somos chamados para dar frutos,  então nossa identificação é com trigo.

 Nossa missão é termos uma essência, é uma santa convocação divina que sejamos verdadeiros por dentro e por fora, a diferença no meio da confusão. Não importa se o mundo esteja abastecido de coisas falsas, de religiões falsas, não importa se a mentira é um problema crônico no coração humano, não importa se muitos falsos profetas tem se levantado pelo mundo, não importa se há tantos falsos evangelhos sendo pregado, não importa se mundo jaz no maligno que é o pai da mentira, não importa se o mundo passa por uma intensa crise moral e espiritual, o que importa é que sejamos verdadeiros, essa é uma exigência , mais do que isso é uma conseqüência por causa da nossa posição em Cristo, seguimos o Espírito de Cristo, a vida de Cristo e o poder da ressurreição são colocados pelo Senhor dentro do nosso coração. Assim, a virtude de sermos irrepreensíveis nunca dará ao mundo uma justificativa de acusação verdadeira, ele pode nos atacar perseguir e nos acusar, mas com base em mentiras e não em fatos.   Aqueles que professa um falso cristianismo, servem de pedra de tropeço aos outros, a nossa conduta nunca pode desmotivar o próximo a se converter, servir e seguir a Cristo.  Nosso comportamento não pode servir de justificativa para quem faz apologia contra a fé cristã, nossa vida não pode servir de argumento contra o Evangelho. Se isso ocorrer, nossa vida vai de encontro a uma expectativa de terrível juízo, pois o falso cristianismo é gravíssima afronta contra Cristo. Seguimos os passos do Senhor ele era “Santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores” (Hebreus 7:26) mesmo vinculado ao mundo pela encarnação, por principio, sua vida era separada pelo modo que vivia, dava um contraste enorme, a luz da glória ainda brilhava por trás da carne, o esplendor da divindade ainda brilhava por trás da Sua humanidade, ainda que vivesse lado a lado com homens, Ele era um contraste, um modelo de vida e um exemplo de verdadeira piedade.

 

 

 

A SUPREMA NECESSIDADE DO CRISTÃO

                      

 

                              A SUPREMA NECESSIDADE DO CRISTÃO

 

 


                                 

 

 

 

No Livro “O Desaparecimento de Deus” A. Mohler adverte sobre uma das causas da decadência espiritual e do secularismo seguido do racionalismo que avança na sociedade pós-moderna: “Uma falta de coragem teológica, uma perda devastadora de convicções bíblicas e doutrinarias”.  Embora concorde com Mohler, a falta de coragem e de convicções realmente estejam presentes na igreja moderna, a negligencia de muitos pregadores causam isso, o medo do desprezo impulsiona os pregadores para mensagens dosadas com humanismo e utilitarismo materialista, fogem da regra áurea estabelecia pelo grande teólogo C. Hodge: “temos que interpretar as Palavras das Escrituras em seu verdadeiro sentido estabelecido” então a crise se estabelece por causa de outro fator: a disposição cuidadosa e paciente de estudar as escrituras, que exige esforço, disponibilidade e sacrifício.  Pregadores não podem apresentar esclarecimentos enquanto promovem obscuridade teológica, nem mesmo podem oferecer remédio para as almas alheias enquanto sofrem de enfermidade espiritual crônica. Leonard Ravenhill certa vez escreveu: “Se Jesus viesse hoje ele não limparia o templo, ele limparia o púlpito”. A W Tozer estabelece outra causa, a vida piedosa, o relacionamento com Deus em oração é outra causa, Tozer escreveu: “Qualquer sermão que não nasce da oração, não é uma mensagem de Deus, não importa como aprendeu o pregador. A ortodoxia cristã é sustentada por essas colunas. Um pregador nunca deve seguir o caminho do sucesso, mas do sofrimento, não da aprovação e aplausos dos homens, mas ser selado pela aprovação divina, não importa o custo, o preço é alto para quem quer receber poder do alto. Vou citar novamente Mohler, ele teve uma percepção aguçada ao declarar: “Uma mudança sutil, visível no inicio do século 20, tornou-se um grande divisor no final desse século. A mudança da pregação expositiva para abordagens centradas no ser humano tem transformado um debate sobre o lugar da Bíblia na pregação e na natureza da pregação em si” Essa mudança tem vários fatores, foi um lance muito esperto do diabo, diluir a pregação, multiplicar as palavras, misturando com ela, erros, fantasias, dribles vocais, truques psicológicos, e jogando as Escrituras para um segundo plano, colocando a ênfase da pregação nas opiniões e flutuações verbais sem sentido, para que no fim da pregação não se entenda nada porque não pregou nada sobre o texto, contexto, imediato e distante das Escrituras. Leonard Ravenhill disse: “O livro santo de Deus, a Bíblia Sagrada, sofre agora mais de seus expositores do que de seus opositores” Ravenhill disse mais: “Homens superficiais em oração são superficiais em pregação, ou seja, somente a pura oratória” e ainda: “De fato, os homens que se exaltam nos púlpitos, geralmente se perdem em sua própria eloqüência”

 As palavras soltas conectadas uma com a outra sem contudo ter um fim justo e puramente espiritual, pregar de modo expositivo ou temático. Não se alcançou o fim ultimo de um sermão, nas palavras de Gene Edward Veith Jr. : “Que o sermão do pregador seja utilizado pelo Espirito Santo para criar fé em nossos corações” ou melhor, o sermão do pregador é a ferramenta que o Espírito Santo vai usar para produzir conhecimento espiritual puro, discernimento bíblico, convicções profundas e fé em nossos corações.  O desastre é iminente onde pregadores bíblicos estão ausentes, ali haverá um púlpito que não prega a verdade, mas sacrifica ela. Charles Ryrie afirmou: “Confusão sobre salvação significa desastre, pois a mensagem do Evangelho é uma questão de vida eterna”.  Ravenhill adverte: “Essa geração de pregadores responderá por essa geração de pecadores” Tozer também admoesta: “Os púlpitos modernos precisam de mais profetas e menos palhaços”.  Onde estão os pregadores bíblicos? Pregar é trabalhar com as Palavras santas no tempo, e o alvo desse trabalho são resultados eternos. Como disse Gene Edward Veith Jr: “O Cristão fala com Deus em oração e Deus fala com o cristão pela Palavra”  C. Mackintosh escreveu: “Pregar o Evangelho é realmente desdobrar o coração a Deus a Pessoa e obra de Cristo e tudo isso pela energia do Espírito Santo”  Richard Sibbes também escreveu: “A pregação é a carruagem que carrega o Evangelho de Cristo pelo mundo afora”. Aqui está um grande fato, o diabo quer cegar o entendimento dos incrédulos para que o evangelho glorioso não seja ouvido (II Corintios 4:4 I Timoteo 1:11) e assim como o instrumento do Espirito Santo é o verdadeiro profeta, o instrumento do diabo é o falso profeta.

Precisamos estar cientes do fato de que as grandezas de Deus não podem ser proclamadas com poder se o coração não estiver totalmente consagrado ao estudo das Escrituras. Em tempos de apostasia, é um desafio escolher o caminho correto, pois isso implica sacrifício e impopularidade, John Stott alertou: “A popularidade está para os falsos profetas assim como a perseguição está para os verdadeiros”

A necessidade urgente é um avivamento que venha pela fome espiritual pelas Escrituras e uma satisfação que venha por alimento solido, puramente bíblico, pois Cristo ensinou que a santificação verdadeira vem pela verdade da Palavra (João 17:17) a igreja que permanece fiel ao Senhor é imaculada, purificada pelo processo de lavagem bíblica “Para a santificar purificando-a com a lavagem da água pela Palavra” (Efésios 5:26).  Sermões bíblicos e pregadores bíblicos! eles promovem iluminação espiritual, Charles bridges disse a respeito do poder do estudo  das Escrituras: “Todo texto bíblico a respeito do qual se ora, abre uma mina de riquezas insondáveis com uma luz lá do alto, mais brilhante e plena” Thomas Cartwright também afirmou: “como um fogo que quando agitado dá mais luz, a Palavra quando soprada pela pregação, inflama mais o ouvinte do que quando lida”

A Suprema necessidade do cristão nesses dias difíceis é um retorno para as veredas antigas, onde se restaure a visão séria de um Deus Soberano que pune o pecado e estará presente no juízo final para julgar todos os homens e a proclamação do Evangelho, as boas novas de que Cristo e a sua obra consumada e perfeita oferece a salvação dessa condenação eterna mediante a expiação pelo sangue, na cruz. Deve ser buscado um clamor por arrependimento e conversão, seguida de uma vida transformada pela regeneração e a disposição de viver o custo do discipulado. Você amado leitor deve procurar uma igreja com pregadores que estejam dispostos a pregar sempre sobre essas verdades.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

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sexta-feira, 17 de abril de 2026

O CAMINHO ESCORREGADIO DA PATRISTICA

 O CAMINHO ESCORREGADIO DA PATRISTICA

 

 


C. J. Jacinto

 

 

Na obra excelente obra  "Doutrinas  Centrais da Fé Cristã”  J.N.D. Kelly aborda o período patrístico no primeiro capítulo .  Nessa obra, ele é muito claro em dizer que a teologia dos primeiros séculos apresenta os extremos de imaturidade e de refinamento. Essa sem duvida deve ser a primeira percepção viva no nosso coraçao quando o assunto é ler e estudar a patrística. 

 A patrística, em sua totalidade, não pode ser considerada autoridade final em assuntos de fé e doutrina. Nenhum escritor patrístico possui a mesma autoridade das Sagradas Escrituras. Pelo contrário, quaisquer ensinamentos patrísticos que discordem das Escrituras, que apresentem inovações ou acréscimos, devem ser rejeitados. Essa é a postura que devemos adotar ao analisar a patrística. Caso contrário, incorreremos em erros e nossa fé poderá ser abalada. Alexandria, situada na foz do rio Nilo, desfrutava de uma localização geográfica estratégica, propícia ao comércio e à disseminação de ideias entre o Oriente e o Ocidente. Era um centro intelectual de grande importância, notabilizada por abrigar a maior biblioteca do mundo da época, além de diversas outras de menor porte e museus. A cidade acolheu numerosos intelectuais e, de certo modo, tornou-se um dos berços do pensamento gnóstico.
 No contexto de Alexandria, a filosofia grega exerceu notável influência sobre os intelectuais judeus. Familiarizados com as doutrinas de Platão e Aristóteles entre outros tantos, eles reconheceram, com surpresa e admiração, semelhanças entre os ensinamentos filosóficos gregos  e os textos sagrados do Antigo Testamento. Concluíram, então, que os filósofos gregos teriam derivado dos livros de Moisés as suas mais notáveis ideias. Quando na verdade eles beberam das fontes poluída ocultistas das religiões egípcios.  A noção de que os filósofos gregos, posteriormente reverenciados em Alexandria, em especial por judeus influenciados pela cultura local, teriam recebido influência direta de Moisés, configurou-se como uma estratégia, um atrativo para o sincretismo que se manifestaria de forma proeminente naquela cidade.
As ideias fundamentais que emanaram dos ensinamentos de Filo de Alexandria e da filosofia resultante desse sincretismo, conhecida como escola alexandrina, exerceram notável influência. Essa influência, perceptível em diversas épocas, moldou profundamente a teologia da  cristandade, inclusive ate nos tempos atuais.
Desse sincretismo religioso emergiram novas abordagens para a interpretação das escrituras. Entre estas, destaca-se a interpretação alegórica, que o Dr Aníbal Pereira Reis  denominou de "exegese fantasmagórica", originada na escola judaica de Alexandria. Essa forma de interpretação exerceu uma influência considerável sobre a teologia cristã posterior, disseminando-se amplamente.

 A Escola de Alexandria caracterizou-se pela tentativa de conciliar as ideias do Antigo Testamento com as filosofias  presentes em Alexandria, notadamente a filosofia helenística. A busca por essa harmonia, no entanto, frequentemente implicava na reinterpretação do sentido literal das Escrituras, especialmente dos livros de Moisés. Para viabilizar essa conciliação, recorria-se a uma interpretação alegórica, com certa flexibilidade hermenêutica, visando harmonizar os pensamentos de Platão, Aristóteles e outros filósofos gregos com os ensinamentos do Pentateuco e outros livros do Antigo Testamento. Dessa forma, o método de interpretação alegórica das Escrituras, originado em Alexandria e exemplificado pelas abordagens de Aristóbulo e Filo, tornou-se a ferramenta hermenêutica empregada por muitos pais da Igreja. Em consequência, a teologia posterior  que se fundamentava nos escritos de Paulo e outros autores do Novo Testamento, visando harmonizar o Novo Testamento com o Antigo Testamento, foi gradualmente substituída pela interpretação alegórica, que promovia a espiritualização das Escrituras. Muitos desses pais da Igreja utilizaram tais métodos na elaboração de seus sistemas teológicos. Entre eles, destacam-se figuras influentes na teologia ocidental, tanto na Igreja Católica Romana quanto em algumas vertentes protestantes. Exemplo disso são Agostinho, bispo de Hipona, influenciado pelo neoplatonismo, e Tomás de Aquino, que incorporou o pensamento aristotélico em sua teologia.

 Figuras religiosas proeminentes do passado enalteceram o filho de Alexandria, considerando-o um dos maiores escritores eclesiásticos da Antiguidade. Dentre aqueles que o louvaram, destaca-se o renomado Jerônimo. Outro expoente, oriundo de Alexandria, foi o célebre Eusébio. Observa-se, assim, a influência da patrística em Alexandria e a escola de interpretação alegórica que floresceu naquela região da Antiguidade, onde diversos intelectuais se dedicaram a construir um sincretismo religioso de grande impacto, unindo filosofias e conceitos religiosos do Antigo Testamento para formar uma nova escola teológica que influenciaria profundamente o pensamento da Antiguidade. Portanto, o Doutor Aníbal Pereira Reis se expressa com grande rigor. A noção de Filo sobre a dependência dos filósofos gregos no estudo de Moisés foi acolhida por Justino, Taciano, Clemente de Alexandria, Teodoreto e pela maioria dos Padres da Igreja dos cinco primeiros séculos. Em seus escritos, Ambrósio demonstra significativa influência das ideias de Filo.
 O Dr Anibal Pereira Reis sustenta que figuras  como  Atanásio Sinaiítico, datada do século VII, reconhece que a patrística está substancialmente influenciada por uma orientação filosófica considerada prejudicial. Diante disso, a confiabilidade da patrística como base para a elaboração de doutrinas torna-se questionável. Considera-se a patrística um terreno complexo, onde, embora se encontrem valiosas contribuições, também se detectam erros e uma inclinação significativa a abandonar o pensamento hebraico em favor de um pensamento sincretista e helenista, desenvolvido em Alexandria para a elaboração teológica posterior . Essa tendência, segundo a perspectiva apresentada, influenciou o desenvolvimento do tomismo a teologia de Tomás de Aquino, bem como a obra de Agostinho, que se baseou em parte no pensamento neoplatonico. Consequentemente, o pensamento desses teólogos é visto como impregnado por essa influência. Apesar disso, tanto Agostinho quanto Tomás de Aquino têm sido amplamente reverenciados como grandes pensadores e figuras influentes no cristianismo. Lamentavelmente entre evangélicos que sustentam o "Sola Scriptura" 
Atualmente, contam-se entre nós líderes que foram influenciados pelo pensamento desenvolvido em Alexandria, no Egito. Essa corrente filosófica alexandrina exerceu influência significativa nos desvios doutrinários da época. A chamada Escola Gnóstica Cristã, que se manifestou no contexto da Patrística Católica, desenvolveu-se de maneira marcante, abrindo espaço para o surgimento de novas doutrinas. Estas representavam, em grande medida, uma fusão entre o neoplatonismo e o cristianismo, podendo ter exercido considerável influência, especialmente na mística católica.

 Desde os pensadores da antiguidade, como Mestre Eckhart, até outros estudiosos posteriores, incluindo Pseudo-Dionísio, o Areopagita, que introduziu na tradição cristã, especialmente na católica, o conceito neoplatônico de mística, essa influência se fez presente em diversos místicos, tanto anteriores quanto posteriores à Reforma. Portanto, é possível observar que esses líderes alexandrinos foram mentores da escola, cujo primeiro diretor foi Panteno, sucedido por Clemente. Nessa escola e nesse pensamento, caracterizou-se um cristianismo profundamente influenciado pela filosofia helenista alexandrina, que se nutria e dependia da tradição helenista, prolífica na criação de valores intelectuais, teóricos, especulativos e metafísicos. Por meio de um dos líderes da Igreja Primitiva, chamado Orígenes, essa escola e esse pensamento geraram o primeiro sistema orgânico da teologia católica, que atualmente se encontra em grande medida dissociada das Sagradas Escrituras.

 Portanto, toda a estrutura da tradição, as revelações extrabíblicas e a formulação de novas doutrinas foram incorporadas no cristianismo primitivo devido a essa influência espiritual. Consequentemente, parte do que se denomina patrística é atualmente considerada tradição na Igreja Católica Romana e é utilizada como autoridade na definição de novas  doutrinas e o estabelecimento de heresias. Este desvio significativo tem comprometido a integridade do cristianismo neotestamentário, de modo que, em diversos aspectos, observa-se um cristianismo alterado, que, paradoxalmente, ainda almeja se autoproclamar como a igreja original. Quanta ilusão!
 A partir do Concílio de Niceia, observa-se um distanciamento gradual da Bíblia em relação à Igreja Primitiva. No Concílio de Éfeso, realizado em 431, em vez de promover a sã doutrina e um cristianismo centrado em Cristo, conforme exposto no Novo Testamento, foi inaugurada a Mariolatria, doutrina que conferiu proeminência excessiva à figura de Maria. A elevação de Maria à posição de divindade, central nos cultos marianos, é defendida por seus prelados e apoiadores sob o pretexto de piedade e veneração. Contudo, por meio dessas elaborações doutrinárias, o que se observa é a prática da adoração a Maria, como se fosse uma deusa. Mesmo que alguns desavisados neguem isso, uma simples analise de escritos de "doutores" da igreja romana como Afonso de Ligorio  e outros   se pode chegar a essa conclusão com muita facilidade.

 A separação do cristianismo bíblico persistiu. Já na Alta Idade Média, o catolicismo romano mostrava-se consideravelmente distante das Escrituras Sagradas, e ascendeu uma figura de grande relevância e centralidade na teologia católica o ja citado: Tomás de Aquino. Este, reconhecido como um dos maiores teólogos da Igreja Romana, reformulou e reinterpretou a teologia, o Novo Testamento e o cristianismo, valendo-se da filosofia e dos princípios de Aristóteles, um pensador pagão que não professava a fé no Deus biblico. Dessa forma, estabeleceu-se uma ponte que gradualmente se afastava a teologia do pensamento hebraico e do  cristianismo bíblico.
Portanto, teólogos apologéticos que buscam defender a tradição, implicitamente sugerem que a revelação do Espírito Santo é insuficiente. Ao alegar que as Escrituras, redigidas sob a inspiração divina dos apóstolos e outros autores bíblicos, são incompletas, eles postulam a necessidade de complementá-las. Argumentam que homens, não mais inspirados, mas utilizando conceitos derivados do paganismo, devam formular novas ideias para fundamentar doutrinas inéditas dentro da Igreja. Essa postura, a meu ver, é incoerente, embora seja defendida por muitos que se consideram intelectuais.

 Autores como Manley P. Hall, em sua obra "O Segredo Revelado em Todas as Eras", argumentam, com base em extensa pesquisa, que os filósofos gregos antigos derivaram suas ideias da rica tradição (Diga: ocultista) egípcia, incluindo seus sistemas de crenças, cosmologia e cosmovisão.O que  Hall sugere ė que o Egito, com seu profundo conhecimento de ocultismo, esoterismo, gnosticismo e diversas práticas religiosas obscuras, influenciou significativamente o pensamento e a filosofia  grega. Diante disso, os resultados observados contemporaneamente não causam estranheza.
Não pretendo negar o valor da patrística. Longe disso, minha intenção é ressaltar que, quando os autores cristãos antigos, dos primeiros séculos, expressam ou ensinam algo fundamentado exclusivamente nas Escrituras Sagradas, sem influências pagãs, gnósticas ou da filosofia grega, isso pode ser considerado positivo, útil e até mesmo edificante. Contudo, a patrística não deve ser equiparada às Escrituras em termos de autoridade, como se fossem textos inspirados, pois não o são. São obras sujeitas à falibilidade e contêm erros, devendo, portanto, ser lidas com cautela e não consideradas como provas definitivas para sustentar uma doutrina.
 Reconheço que diversas obras da patrística podem contribuir para a compreensão de certos aspectos e fenômenos religiosos dos primeiros séculos. Por exemplo, a obra "Contra as Heresias" de Irineu de Lyon oferece um valioso entendimento sobre a fenomenologia do gnosticismo do primeiro século. Contudo, é importante ressaltar que Irineu de Lyon não foi inspirado pelo Espírito Santo e sua autoridade não se equipara à das Escrituras.
 Ao analisarmos a religião egípcia, percebemos um embrião do espiritismo e do ocultismo inserido em sua cosmovisão. Adentrando a obra "O Cuidado Devido aos Mortos", de Santo Agostinho, publicada pelas Edições Paulinas, notamos na página 43 uma descrição das aparições de espíritos desencarnados, que se manifestam aos vivos, impedindo o sepultamento adequado de seus restos mortais. Para termos uma idéia de como essas coisas estranhas influenciaram e ganharam forma dentro do cristianismo, a autora e pesquisadora Mary Del Priore, no bem documentado livro “Do Outro Lado – A Historia do Sobrenatural no Espiritismo”  faz o seguinte comentário citando o celebre Agostinho de Hipona:

“As duas formas de encarar a relação entre vivos e mortos, subsistiram. Segundo um modelo herdado da antiguidade, os vivos deveriam cuidar de seus mortos e vice-versa. Segundo um modelo eclesiástico, definido por Santo Agostinho, o conjunto de comunidade cristã deveria rezar por seus fieis defuntos. No primeiro caso, o culto consolidava tradições velhíssimas. No segundo modelava a crença na qual apenas os santos podiam cuidar dos vivos” (Pagina 30) Del Priore foi corretíssima na analise, Agostinho apenas readaptou a crença ocultista-espiritualista pagã para se ajustar ao cristianismo, semeando assim a tradição de cultos aos mortos e posteriormente dando apoio teológico para as narrativas de espectros espirituais sob a identidade de almas de falecidos padecendo no purgatório, pedindo ajuda aos místicos católicos para se libertarem de lá.

 Essa manifestação, própria do espiritismo em sua forma inicial, é, portanto, observada e defendida  na obra de um dos mais influentes pensadores do catolicismo romano. Após  investigação sobre o fenômeno da aparição de falecidos aos vivos, sob a perspectiva espiritualista e ocultista, observei pessoalmente em minhas pesquisas que relatos de aparições e manifestações de espíritos, incluindo almas vinda supostamente do purgatório em busca de auxílio, são comuns entre místicos católicos antigos e modernos. Fenômeno paranormal que não tem qualquer respaldo bíblico, embora tenha muitas advertências nas Sagradas Escrituras acerca dessas praticas ocultistas.Essa comunicação entre os vivos e os mortos é descrita tanto no espiritismo quanto no espiritualismo, e representa uma manifestação ocultista presente no catolicismo romano, decorrente das doutrinas que o fundamentam. As concepções sobre o purgatório, em particular, apresentam raízes pagãs, vinda de teólogos apóstatas e não das Escrituras.

 A Patrística não detém autoridade para a imposição de doutrinas, especialmente aquelas que não encontram respaldo no Novo Testamento, em seus ensinamentos e definições. Inovações e novidades doutrinárias representam desvios e, embora existam autores e escritos patrísticos que possam ser úteis para a compreensão do contexto pós-apostólico, estes não possuem autoridade doutrinária, nem como tradição, nem como fonte escriturística. Se não falaram conforme os ditames do que estava escrito, nunca viram a alva da verdade, mas se envolveram com as sombras do engano. Eles não podem, portanto, definir doutrinas mas somente reforçar as que ja foram definidas pela Biblia, pois não foram inspirados pelo Espírito Santo; são apenas escritores e teologos. Muitos deles, ademais, foram influenciados pelo gnosticismo, pelo ocultismo egípcio e pela Escola de Alexandria, resultando na contaminação de muitos desses textos. Assim, o Novo Testamento e o Antigo Testamento permanecem como as únicas fontes de verdade, alicerces fundamentais que sustentam o cristianismo bíblico. (Galatas 1:8 e 9)

 

Fontes Consultadas:

O Vaticano e a Biblia – Anibal Pereira Reis –Edições Cristãs

Do Outro Lado – A Historia do Sobrenatural no Espiritismo – Mary Del Priore

O Cuidado Devido aos Mortos – Santo Agostinho – Edições Paulinas

A Fé dos Eleitos – John F. Parkinson – Editora Sã Doutrina

Doutrinas Centrais da Fé Cristã – J. N. D. Kelly – Edições Vida Nova

 

Link com um artigo interessante acerca da patrística:

https://www.wayoflife.org/database/church_fathers_a_door_to_rome.html

 

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