domingo, 8 de novembro de 2026

Enoque e Jonas

 Enoque e Jonas

 

Uma personagem bíblica que se encaixa perfeitamente com a identidade de um remanescente é Enoque. Há um testemunho dado por Moisés acerca dele, em Gênesis, no capítulo 5, versículo 21: "E andou Enoque com Deus."  Ora, esse andar com Deus é um andar pessoal, do qual toda aquela sociedade antidiluviana estava completamente corrompida.

 Aquele mal, aquela violência que nasceu no coração de Caim quando se levantou e matou seu irmão, se disseminou por toda a civilização.  Quando chegamos em Gênesis, no capítulo 6, na chamada de Noé para sair fora dessa sociedade corrompida, que já estava madura para um juízo, vemos que o diagnóstico que Deus dá para aquela sociedade é que eles eram maus e violentos. 
​Portanto, nós temos um homem cuja a medida de santidade e a identidade de um remanescente pode ser observada na pequena biografia que nós encontramos no capítulo 5 do livro de Gênesis.  No versículo 24 deste capítulo, então podemos novamente observar: "E andou Enoque com Deus e não apareceu mais, porque para si Deus o tomou."  Então, no Novo Testamento, no livro de Hebreus, capítulo 11, versículo 5, está ali Enoque entre os heróis da fé. Lemos naquela passagem: "Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladou, visto como, antes de sua trasladação, alcançou testemunho de que agradava a Deus." 
​Aqui temos, então, uma informação complementar acerca da vida de Enoque. Ele andou com Deus e, nessa comunhão, o seu modo de andar, o seu estilo de vida era tal que a comunhão com Deus afetou completamente o seu comportamento, de modo que Deus se agradou tanto de Enoque nesse relacionamento, nessa comunhão, ao ponto de Deus tomar para si aquele patriarca consagrado a vida espiritual profunda. Ou seja, Enoque não era mais digno deste mundo. O mundo que estava em processo de corrupção espiritual e moral, em velocidade tão grande, tinha o seu radical oposto espiritual; estava Enoque em comunhão perfeita, intima e perene com Deus. Essa deve ser a característica do cristão que será arrebatado, do homem de Deus que realmente espera ser trasladado quando Jesus Cristo voltar em glória triunfante para buscar a sua igreja.  Para contrastar com a vida de Enoque, nós temos Jonas. Em Jonas, capítulo 1 e versículo 5, lemos: "Jonas, porém, desceu ao porão do navio e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono". No versículo 10 do capítulo 1 do mesmo profeta, lemos: "Fugia da presença do Senhor". Aqui temos um oposto da vida de Enoque: um homem que recebe um chamado de Deus, como recebeu Abraão, uma chamada radical, Jonas foi convocado para que saísse da sua terra e fosse então até Nínive para pregar arrependimento aos habitantes daquela metrópole. E, de certa forma, Jonas relutou em obedecer ao Senhor e vai tomar um caminho obscuro.
​Todas as vezes que rejeitamos o caminho que o Senhor nos aponta, todas as vezes que rejeitamos o caminho do Senhor, todas as vezes que não ouvimos o chamamento do Senhor para nossa vida, o que vai à frente nessa escolha são decadência e trevas — trevas espirituais intensas. Jonas desceu, e nessa descida, contra a vontade de Deus, ele se deitou em um porão, no lugar obscuro, e ali caiu em profundo sono. Não há despertamento, nem avivamento espiritual, e nem discernimento espiritual para quem insiste em andar contra a vontade do Senhor. Para recebermos luz, temos que andar em direção à luz, de modo que a presença do Senhor vai iluminar a nossa consciência e o nosso coração. Portanto, no Antigo Testamento, temos dois exemplos claros: um modelo, do qual o cristão deve ser, Enoque é a figura exata daquele que será transladado na vinda do Senhor, é o cristão que tem como perfil e modelo a vida de patriarca santo. Mas também temos a advertência, que é Jonas. Jonas desceu. Não uma descida para a humildade, mas para a desobediência. E, tendo-se deitado, dormia um profundo sono, porque estava na escuridão de um porão, tentando fugir da presença de Deus, ao invés de andar na presença de Deus, como Enoque andou. Que Enoque e Jonas sejam lições espirituais para a nossa vida, de modo que possamos aprender que, nesses dias de grandes dificuldades e de grande apostasia, não sejamos como Jonas, a se esconder no porão de um navio e viver na obscuridade, mas que nós possamos andar na presença do Senhor, como fez Enoque. 


C. J. Jacinto

Vida Cristã Profunda

 A vida espiritual mais profunda avança em intimidade com o Senhor. É um mover-se para dentro das profundezas de Deus. Estai em mim e eu e vós, disse Jesus, trata-se de profundidade, somos membros do Seu corpo, da Sua carne e de Seus ossos, a vida cristã é uma união intima com Cristo, uma união indissolúvel que mergulha para dentro de uma realidade objetiva, a entrada para a eternidade. Essa é a experiência dinâmica da redenção.

C. J. Jacinto

Livreto Grátis: Vencendo a Batalha Espiritual

 

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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Pérolas Para a Vida Espiritual

 Pérolas Para a Vida Espiritual

 

Autor: C. J. Jacinto

 

 

 

Deus compartilha da Sua presença a quem o ama com um coração puro.

 

A graça de Deus é capaz de alcançar qualquer coração desesperado.

 

A idolatria cega o homem, a insistência na idolatria o cega profundamente.

 

Um homem cego precisa tocar num ídolo para crer em uma divindade, mas o homem alcançado verdadeiramente pelo evangelho enxerga a existência de Deus através da fé em Cristo.

 

A vida e o martírio de Estevão nos ensinam que o céu se abre em profusão quando sofremos em risco de morte por causa do evangelho.

 

Não ha salvação Divina através de nossos méritos, Deus nos alcança através de Cristo, através do Evangelho, um homem perdido pode ser alcançado por Deus através de um homem salvo.

 

Nós somos aperfeiçoados pelo amor, e quanto mais amamos á Deus, mais nos aperfeiçoamos na vida espiritual.

 

Quando escolhemos uma direção em que Deus não nos acompanha, ali está uma jornada para o abismo.

 

Muitas vezes é no silencio de um caminho solitário que iremos encontrar a plenitude da presença de Deus.

 

Não existe grandeza em nós mesmos, a proporção da nossa grandeza é projetada pela presença de Cristo em nós.

 

Deus transfere para o nosso coração todo o desejo de salvar um pecador desesperado, essa é a essência do evangelismo.

 

Confiar em Deus não significa que não iremos sofrer com grandes aflições, mas significa que podemos crescer espiritualmente através delas.

 

A alma encontra verdadeiro deleite em Cristo, todos os outros meios, são sementes que desabrocham para decepções profundas.

 

Se amarmos somente o que desejamos, o velho homem estará no centro, se amarmos tudo o que Deus deseja, estaremos cheios do Espírito Santo.

 

Deus se encarnou em Cristo, o Verbo é a essência manifesta da Divindade, dotado de todas as virtudes necessárias para oferecer aos pecadores, uma perfeita redenção.

 

Uma cristandade aposta nunca será a evidencia de que o cristianismo falhou, enquanto existir um homem verdadeiramente santo, refletindo a imagem de Cristo, andando aqui neste mundo

 

Ninguém que creia na mensagem da cruz é capaz de conciliar sua vida á andar pelo caminho largo.

 

Deus dará a eternidade em plenitude a todos aqueles que consagram o tempo a Deus.

 

Viver o evangelho pela morte redentora de Cristo é o meio pelo qual nossa humildade se define por uma contínua dependência da misericórdia de Deus.

 

A salvação é totalmente gratuita e, no entanto não existe algo mais precioso para um salvo do que a redenção que foi efetuada pelo sangue imaculado de Cristo

 

As vezes uma vida escondida em Cristo, vai passar despercebida aos olhos dos homens, mas nunca aos olhos de Deus.

 

Estar ciente das nossas fraquezas é uma condição necessária para buscarmos viver cheio do Espírito Santo.

 

Ser cheio do Espírito Santo não é um anseio do velho homem, pois ele deseja ser cheio de si mesmo.

 

sábado, 31 de outubro de 2026

O JUIZO DIVINO CONTRA OS APOSTATAS


 C. J. Jacinto

 

 

 

 

“Agora também eu pronunciarei juízo contra eles” (Jeremias 4:12)

 

Há uma passagem controversa e misteriosa no Antigo Testamento, mais precisamente em 1 Reis, no capítulo 22, aonde Acabe faz um acordo com Josafá. Ali lemos a partir do versículo 19 do capítulo 22: "Então ele disse: Ouvi, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda. E disse o Senhor: Quem induzirá a Acabe, para que suba e caia em Ramote de Gileade?' E um dizia desta maneira, e outro de outra. Então saiu um espírito e se apresentou diante do Senhor, e disse: 'Eu o induzirei.' E o Senhor lhe disse: 'Com quê?' E disse ele: 'Eu serei, eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas.' E ele disse: 'Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim. Agora, pois, eis que o Senhor pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o mal contra ti'." Qualquer estudante familiarizado com o contexto dessa passagem entende perfeitamente que Acabe e Jezabel são símbolos de apostasia dentro da antiga aliança. Assim, podemos observar a figura de Acabe como um rebelde, pelo qual está contra a vontade de Deus, de maneira que está completamente rebeliado e em franca apostasia — ou seja, ele não quer obedecer à palavra de Deus, se envolveu, juntamente com a sua esposa Jezabel, no sincretismo, levando e induzindo o povo de Deus para uma idolatria e prostituição espiritual, de modo que estava financiando uma boa quantidade de falsos profetas, além de promover, junto com a sua esposa, todo culto idolátrico do paganismo das nações vizinhas. Assim, envolvendo-se em rebelião aberta contra a palavra do Senhor e contra a vontade do Senhor, de maneira que o seu coração vai se endurecer de tal forma que é próprio do coração humano que seja assim. E agora temos uma situação em que Deus, ele vai trazer um juízo para Acabe, e esse juízo é o que devemos meditar aqui nesse pequeno artigo, pois, de certa forma, eu percebi ainda alguns dias atrás, fazendo uma leitura da palavra de Deus e a meditando, como o juízo de Deus pode ser duro e assustador no que diz respeito a pessoas que endurecem seu coração e se rebelam contra a verdade. Deus condena a idolatria e a apostasia com uma profunda cegueira espiritual, de modo que isso implica uma pessoa nessa situação, tornar-se irremediável por causa desse trágico juízo enviado por Deus. “Por isso Deus os abandonou às paixões infames” (Romanos 1:26) “Deus os entregou a  um sentimento perverso” (Romanos 1:28) Não desejo com isso, e muito menos a Bíblia apresenta Deus como autor do pecado ou do engano. Pois Ele não é, porém envia o juízo de profundo engano contra quem insiste em rebelar-se contra a verdade é ensossa o caminho da apostasia.  Aqui nós temos uma questão em particular, do qual podemos entender, pelo seu contexto, de que, uma vez que um homem esteja endurecendo o seu coração contra Deus e prevaleça teimosamente em errar os caminhos do Senhor e se envolver com algo que na Bíblia Sagrada aponta como apostasia, principalmente com relação a idolatria, seja culto a deuses estranhos, a avareza o culto a ideologias e personalidades, isso é algo catastrófico, um anátema,  ao ponto do apóstolo Paulo falar acerca da idolatria como associação e culto aos demónios. (I Coríntios 10:21) Portanto, Deus está usando simplesmente da sua soberania para levar a Acabe a um estado ainda pior, para que seja imposto um juízo e uma condenação para alguém que não apresenta nenhuma inclinação para o arrependimento e a restauração a sã doutrina.

 Nesse estado de não amar a verdade, Deus vai, então, alcançar o seu propósito e vai permitir que um espírito de engano seja enviado para os 400 profetas financiados por Acabe e Jezabel, para induzi-los definitivamente a um erro e mergulhá-los em uma escuridão ainda mais intensa, para acelerar, então, este juízo sobre o rei rebelde e a sua esposa ímpia. Amar a verdade é uma condição espiritual para recebermos constante iluminação e proteção do Espirito Santo.

 Não desejo aqui entrar em controvérsias, pois devemos entender de forma bem clara que, ao convocar uma assembleia celeste com anjos, estava presente um espírito de mentira, suponho, convocado para isso. Ora, esse ser, essa criatura espiritual não pode ser considerada como uma criatura espiritual santa.  Então, trata-se possivelmente de um espírito enganador. Duas coisas precisamos entender aqui: todas as criaturas estão debaixo da autoridade do Senhor, até mesmo os anjos caídos, agem sob a permissão de Deus.  Estando essas criaturas debaixo da autoridade, do domínio e da soberania de Deus, creio eu que Deus convocou esses espíritos para que pudessem cumprir os Seus propósitos, através deles, nesse caso, enviar a operação do erro para que Acabe receba o juízo por tornar-se um apostata teimoso. Temos assim, uma convocação de Deus e uma ordem permissiva para que o espírito enganador pudesse ir até os profetas de Acabe e inspirá-los a profetizar falsamente. Esse é o juízo divino. O juízo divino a um homem rebelde que endurece o seu coração e persiste em cometer atos abomináveis, induzindo os filhos de Deus à prostituição espiritual. Portanto, Deus está usando do seu juízo, enviando o espírito enganador para que pudesse, então, induzir e acelerar esse juízo trágico e catastrófico que Acabe irá enfrentar. Deus estabelece um princípio: pessoas que acabam, tendo conhecimento da verdade, insistem em permanecer na mentira e em induzir outros à prática de prostituição espiritual, cairão sobre o juízo de Deus. Isso deve nos assustar.
Agora vamos para o Novo Testamento. Em 2 Tessalonicenses, capítulo 2, versículo 11, está escrito algo que é muito parecido com aquilo que lemos em 1 Reis, capítulo 22, versículo 22.
​Ali, nós estamos dentro de um contexto de apostasia, o aparecimento do homem do engano, do filho da perdição. E então, no versículo 11 de 2 Tessalonicenses, nós lemos que Deus enviará a operação do erro para todos aqueles que não amaram a verdade, mas tiveram prazer na iniquidade. Ora, quando o apóstolo Paulo dá uma declaração dessa ele está dizendo que aqueles que não amaram a verdade significa que conheciam ela, ou seja, não deram o crédito que era devido, nem o amor e nem a paixão que deveriam dar pela verdade do Evangelho; todavia, a ignoraram e persistiram no seu erro. Quiseram justificar a sua apostasia e as suas heresias, e seus desvios morais, e a quebra de princípios bíblicos para justificar os seus caprichos. Quiseram viver uma vida cristã relaxada, de modo que abraçaram a apostasia e permaneceram nela, nesse progresso de decadência espiritual, sem, contudo, ouvir os profetas verdadeiros, sem, contudo, ouvir as exortações dos santos homens de Deus. Pelo contrário, combatendo a verdade, porque amaram o erro, mesmo dissimulando que seriam fiéis ao Evangelho, estavam lutando contra o Evangelho. E agora, o Deus Todo-Poderoso, soberano, mais uma vez, Ele vai trazer justiça e juízo sobre esses impenitentes, esses que têm piedade sem poder, que se dizem cristãos, mas quebram os princípios bíblicos de modo que se associam com a ilegalidade e a impiedade, que é característica da apostasia dos últimos tempos. Deus enviará a operação do erro sobre essas pessoas. Se amam os falsos profetas que profetizam falsamente então estão fazendo um pacto com os espíritos enganadores que usam eles. “Andam segundo o proposito do próprio coração” (Jeremias 10:14) Lembremos das palavras de Paulo lá em Gálatas: de Deus não se zomba. Tudo o que o homem semear, isso também ele vai ceifar. Se o homem, ele está semeando impiedade, se ele está semeando desobediência, se ele não ama a verdade tal qual deveria amar, e nós temos um grau e um princípio pelo qual devemos amar a verdade. Amamos a verdade quando amamos o Deus da verdade. Jesus, ele disse: "Eu sou o caminho, eu sou a verdade e eu sou a vida". (João 14:6) Mas, no entanto, nós descobrimos também que Jesus fala: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento", e ao teu próximo como a ti mesmo. De modo que o amor que Deus exige pela verdade é um amor intenso, que, que seja de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todas as nossas forças.  Se um falso cristão teima em permanecer no seu estado de apostasia, se associando e defendendo princípios que não são cristãos, e que estão completamente opostos às verdades do Evangelho, se ele se associa e apoia tudo e todo movimento espiritual que possui de maneira implícita ou explicita elementos anticristãos e todo e qualquer tipo de ideologia que vai contra a Palavra de Deus e os valores judeus cristãos, então Deus enviará a operação do erro sobre ele; ficará como que irremediavelmente num processo cada vez mais acelerado de apostasia.

Temos que temer a Deus, temer a sua palavra. Se brincarmos com o Evangelho, e se lidarmos com as coisas santas para satisfazer apenas os nossos caprichos, e por causa disso, termos, formos, e termos ficarmos teimando com relação a permanecer nesse progresso de apostasia deliberada, Deus nos julgará e enviará a operação do erro, e os e essas pessoas ficarão cegas, completamente cegas à beira do abismo. “E por isso Deus lhe enviará a operação do erro, para que creiam na mentira, para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade” (II Tessalonicenses 2:11 e 12) Olhe para o comportamento de muitos que se confessam cristãos nestes últimos dias. Como eles estão? Muitos deles estão em decadência, em verdadeira decadência espiritual. Mas nós temos que olhar por dois lados. Primeiro, nós temos que ver: muitos deles são quase que irremediáveis. Como ocorreu com Acabe e Jezabel, não adianta você repreender, não adianta você falar. Deus envia a operação do erro. E, a partir do momento que a operação do erro, essa energia de engano, começa a cauterizar a consciência e implantar uma obscuridade no coração, a compreensão dessas pessoas estará praticamente destruída e elas não terão mais como se recuperar da sua apostasia decadente. Que coisa terrível! O julgamento divino sobrevirá sobre homens que caíram do estado da graça para outro Evangelho e fazem do próprio coração uma fortaleza contra a verdade pois “Mudaram a verdade de Deus em mentira e serviram mais a criatura do o Criador” (Romanos 1:25)

 Mas, todavia, para nós, isso serve de advertência. Vamos abraçar a sã doutrina, a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3) vamos permanecer nos caminhos do Senhor, vamos a qualquer custo nos colocar frente aos princípios bíblicos e evangélicos e se posicionar contra todas as tendências modernas, do pós-modernismo e do relativismo moral, e de todas essas ideologias militantes que abordam e defendem doutrinas e ensinos anticristãos e costumes pecaminosos, imorais, que atacam os valores judaico cristãos. Que nós possamos nos colocar frente a eles, tomando uma oposição, porque de outra forma, nós também poderemos sofrer com essa cegueira espiritual deliberada que sobrevirá contra os mornos e nominais, como o juízo divino, sobre todos aqueles que não amaram a verdade como deveriam amar. Deus prova os fieis quando envia os falsos profetas e Deus julga os apostatas quando envia profetas falsos que irão induzi-los mais profundamente ao erro.

 

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

AS INFLUENCIAS MALIGNAS POR TRÁS DE IDEOLOGIAS ANTICRISTÃS

  AS INFLUENCIAS MALIGNAS POR TRÁS DE IDEOLOGIAS ANTICRISTÃS



C. J. Jacinto

 

Dois livros distópicos do qual eu tive conhecimento e li há muitos anos atrás, me fizeram refletir acerca de tudo o que nós vivenciamos nesses últimos tempos. O primeiro livro é "Admirável Mundo Novo" (Brave New World), de Aldous Huxley, do qual narra toda a humanidade numa sociedade distópica, ela praticamente perde o seu sentido original e as pessoas são condicionadas em castas sociais, e sofrem um condicionamento psicológico e também social, de modo que toda a vida ganha o sentido através de estados alterados de consciência, de um tipo de uma droga entorpecente chamada Soma. É um cenário sombrio, onde a humanidade se torna menos humana.

 Na verdade, neste mundo distópico do qual Huxley falou no seu "Admirável Mundo Novo", a maior parte das pessoas, senão quase todas, são criadas em laboratório. De modo que tudo indica que nesse romance, o mundo imaginado pelo autor, não admita abertamente, na verdade, apresenta a abolição da família tradicional e do casamento monogâmico. Fato esse que vai se repetir em um outro livro com o título "A Ilha", no qual é o inverso do "Admirável Mundo Novo": enquanto que neste primeiro, todo o romance é de caráter distópico, no romance "A Ilha", o autor inverte e faz desse romance uma utopia. O outro livro é do escritor russo Yevgeny Zamyatin, com o seu livro Nós, publicado em 1924. Desse livro, que foi uma das principais influências e inspiração para que Aldous Huxley pudesse escrever Admirável Mundo Novo, o escritor russo fala acerca de um mundo em que os humanos não têm mais nomes, apenas números. E, de certa forma, a obra também segue a mesma linha em relação ao tema da abolição dos valores judaico cristãos. A tecnologia deu a possibilidade de que os seres humanos possam ser reproduzidos em série. Isso, sem dúvida nenhuma, nos remete a uma questão muito atual para os nossos dias. Mesmo há tanto tempo atrás, quando o escritor russo Zamyatin escreveu o romance Nós — em 1924 , mais de 100 anos se passaram —, parece que ele estava prevendo algo a respeito do futuro. E é isso que nós estamos vivendo hoje. Aliás, quem lê Admirável Mundo Novo percebe que o autor Aldous Huxley parece ser contemporâneo da nossa sociedade. É como se ele tivesse um conhecimento claro sobre tudo o que envolve relativismo moral, pós-modernidade e tecnologia, principalmente a biotecnologia. A  abolição do casamento monogâmico não é apenas uma idéia ideológica, qualquer pesquisador serio, encontra em psicanalistas clínicos de segmento freudiano como William Reich, a ideai primaria da revolução social pela desconstrução, outros como Jacques Derrida também contribuiu para o processo da desconstrução, mas Reich em particular, começou a desenvolver suas idéias desconstrucionistas, inclusive minando as bases do casamento monogâmico, o que seria correto subentender; um ataque direto aos valores judaicos cristãos e a isso ele chamou de processo “Freudo-Marxista”. Há uma influencia demoníaca por trás dessa tendência, é a ssustador que, escritos místicos de renome em nossos dias como Donald Neale Walsh tenha recebdio mensagens da “divindade” que ele comunga e recebe revelações espirituais, de que em sociedade altamente “desenvolvidas” não existe o casamento ou outras construções artificiais para manter a sociedade unida (1).  Walsh segue na mesma direção de Reich, e das tendências revolucionarias de nossa era secular, cuja inclinação diabólica tende a inverter os valores para romper com os fundamentos da civilização. O que envolve nos dois romances aqui citados no inicio deste artigo é, primeiramente, o seu cenário, onde tudo ocorre: um Estado unificado e globalizado. E, por fim, o fim do nascimento natural do ser humano. Agora, o que se leva em conta é a técnica de fertilização in vitro em larga escala, a indústria genética de seres humanos. Isso parece ser um tanto assombroso. Portanto, os próprios romances em si mesmos trazem esse cenário sombrio. Mas, o que falar na vida real? Pois parece que existem muitos paralelos entre aquilo em que Zamyatin e Huxley escreveram e o que ocorre em nossos dias, pois estamos vivendo coisas muito parecidas, de modo que, como cristãos, precisamos fazer uma reflexão a respeito deste assunto.


É necessário ser sensato com relação a este assunto: a tecnologia, a biologia (e, principalmente, a biologia) e a medicina têm trazido grande progresso para o mundo e para a civilização, de modo que, hoje, sabemos que muitas doenças são combatidas e que há uma eficiência muito grande no sistema de saude, justamente por causa desse avanço tecnológico. Esse é o lado bom: tudo aquilo que vai trazer benefício, que não vai violar a sacralidade da vida, que não vai colocar o homem no lugar do Criador, e tudo aquilo que possa trazer benefício social, isso sim deve ser declarado como bom. É próprio da natureza humana o desenvolvimento e o progresso. Lemos isso e entendemos nas primeiras páginas, nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, que o desenvolvimento industrial, tecnológico e musical já começa mesmo dentro de uma sociedade de seres caídos, que já estão sob a condenação do pecado. Mesmo assim, o progresso continua, mas devemos estar cientes: a história nos ensina que, muitas vezes, uma tecnologia avançada pode também sustentar uma ideologia sinistra, os acordes da sinfonia da evolução tecnologia e filosófica não levaram a humanidade ao Paraiso, mas ao dilúvio, e algo sinistro está lá: “casaram e deram-se em casamento” (Mateus 24:39) ou melhor, banalizaram e começaram a destruir os fundamentos da civilização. Acredito que qualquer pessoa que faça uma análise histórica e faça uma pesquisa detalhada a respeito da Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial, dentro da era nazista, vê que há ali uma característica distinta, um avanço tecnológico, mas é dali que também nasce um processo macabro, assim como também, posteriormente, nos Estados Unidos, quando começam a desenvolver a primeira bomba atômica que é jogada na cidade de Hiroshima e Nagasaki. Então, tanto na Alemanha nazista — que desenvolveu uma máquina de guerra, tinha os melhores equipamentos de guerra e desenvolveram aparelhos tecnológicos e até mesmo na biologia —, todavia, podemos notar que, ao lado disso, também estava paralelo a uma ideologia sinistra, que era o nazismo, caracterizado por ser uma indústria de morte. A grande questão não é a ciência em si mesma. Quando tratamos de bioética e coisas relacionadas a esse assunto, muitas vezes nós temos que notar, ou simplesmente perceber, que elas não são neutras. Há sempre ideologias que estão por trás desse desses progressos do qual, ou, é, fazem parte da história da civilização. De modo que muitas vezes uma ideologia associada ao desenvolvimento do progresso ou de uma tecnologia pode trazer consequências sérias. E, de certa forma, nós podemos notar que essas implicações podem ser notadas, por exemplo, quando a tecnologia ou a biologia está associado ao evolucionismo darwiniano. Isso pode trazer conceitos errôneos e equivocados, de modo que, quando uma ideologia associada ao progresso e à tecnologia, tende sempre a trazer, é, benefícios ou malefícios, mas geralmente o último tem sido, é, no percurso da história, o que se tornou mais evidente. Voltando a dar o exemplo da Alemanha nazista, e não somente isso, porque a ideia da eugenia não se desenvolveu somente no período da Segunda Guerra Mundial, na Europa, mas também nos Estados Unidos, ou seja, em um ambiente completamente fora do nazismo, e não é somente nesses contextos políticos, mas religiosos também, a idéia da eugenia já germinava em “O Fenômeno Humano” de Teilhard de Chardin, portanto nos círculos místicos e religiosos assim como Blavatski vai desenvolver muitas idéias que tecem a teia eugênica. Mais uma vez temos a ideologia e a política expondo algo que o mundo espiritual proclama através de seus canais. Quando Darwin começou a desenvolver a teoria da evolução das espécies, seu amigo Alfred Russel Wallace converteu-se ao espiritualismo, e evolução começou a ser proclamada dentro dos circulos espiritualistas bem como se popularizou entre as variadas escolas esotéricas. Veja bem a repetição do principio, por mais cética que seja a natureza da teoria da evolução e tenha sido o corolário estrutural onde se apóia todo o ateu militante, a mesma ideia é defendia numa performance mais mística e espiritual entre as mais variadas tradições do esoterismo e do espiritualismo.  O mundo espiritual caído não se coloca contra o que é antibiblico, e as filosofias seculares anticristãos tem apoio aberto do mundo espiritual caído. Isso é um fato pouco observável entre nós, mas é de fato uma verdade absoluta! Podemos agora apresentar um exemplo, um exemplo para os nossos dias. Ocorre que há um movimento chamado transumanismo e outro chamado extropianismo, do qual seus cientistas, filósofos e pensadores acreditam piamente que a ciência e a tecnologia darão a possibilidade do homem alcançar a imortalidade e tornar-se uma espécie de divindade. Tudo isso acreditando no potencial humano e no desenvolvimento tecnológico ultravançado pelo qual nós estamos vivendo hoje, inclusive agora com a ajuda da inteligência artificial. De modo que os transumanistas crêem piamente e de forma muito convicta de que o homem superará suas próprias limitações, vencerá a morte, a doença e se transcenderá em um ser superior onde alcançará a imortalidade. Ou seja, o homem salva-se a si mesmo através da tecnologia. Então, podemos perceber que, de uma maneira ou de outra, é inevitável que a tecnologia acabe cedendo aos caprichos de ideologias, quer sejam políticas, esotéricas ou humanistas.

Não há uma neutralidade em movimentos filosóficos e científicos, e muito menos políticos, o mundo espiritual está atuando e inspirando seus profetas blasfemos. Não desejo demonizar todas as esferas e instituições da sociedade, mas é necessário que se creia que a bíblia tem toda a razão quando diz que o mundo todo jaz no maligno (I João 5:19) e que Paulo fala a cerca de uma oposição feita pela falsa ciência (I Timóteo 6:20) o Espírito Santo fala e adverte acerca da aquela antiga serpente que enganou Eva em Genesis 3 e continua enganando todo o mundo em Apocalipse 12:9. Ideologias, filosofias, idéias, doutrinas, dogmas, nada disso tem caráter de neutralidade, há um mundo espiritual caído que atua, apóia, faz seu jogo logístico por trás das cortinas do materialismo, apresentei exemplos desse paralelo neste artigo e creio que cada cristão que tomou conhecimento deste estudo compreenderá minhas palavras e advertências.

 

(1) Citado em Falsa Aurora – Lee Penn – Pagina 562

Eu recomendo muito a aquisição desse livro e a leitura bem como a sua leitura como essencial para entender os processos de desconstrução que ocorre em nossos dias.

 

 


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