AS INFLUENCIAS MALIGNAS POR TRÁS DE IDEOLOGIAS ANTICRISTÃS
C. J. Jacinto
Dois livros distópicos do qual eu
tive conhecimento e li há muitos anos atrás, me fizeram refletir acerca de tudo
o que nós vivenciamos nesses últimos tempos. O primeiro livro é "Admirável
Mundo Novo" (Brave New World), de Aldous Huxley, do qual narra toda a
humanidade numa sociedade distópica, ela praticamente perde o seu sentido
original e as pessoas são condicionadas em castas sociais, e sofrem um
condicionamento psicológico e também social, de modo que toda a vida ganha o
sentido através de estados alterados de consciência, de um tipo de uma droga
entorpecente chamada Soma. É um cenário sombrio, onde a humanidade se torna
menos humana.
Na verdade, neste mundo distópico do qual
Huxley falou no seu "Admirável Mundo Novo", a maior parte das
pessoas, senão quase todas, são criadas em laboratório. De modo que tudo indica
que nesse romance, o mundo imaginado pelo autor, não admita abertamente, na
verdade, apresenta a abolição da família tradicional e do casamento monogâmico.
Fato esse que vai se repetir em um outro livro com o título "A Ilha",
no qual é o inverso do "Admirável Mundo Novo": enquanto que neste
primeiro, todo o romance é de caráter distópico, no romance "A Ilha",
o autor inverte e faz desse romance uma utopia. O outro livro é do escritor
russo Yevgeny Zamyatin, com o seu livro Nós, publicado em 1924. Desse livro,
que foi uma das principais influências e inspiração para que Aldous Huxley
pudesse escrever Admirável Mundo Novo, o escritor russo fala acerca de um mundo
em que os humanos não têm mais nomes, apenas números. E, de certa forma, a obra
também segue a mesma linha em relação ao tema da abolição dos valores judaico cristãos.
A tecnologia deu a possibilidade de que os seres humanos possam ser reproduzidos
em série. Isso, sem dúvida nenhuma, nos remete a uma questão muito atual para
os nossos dias. Mesmo há tanto tempo atrás, quando o escritor russo Zamyatin
escreveu o romance Nós — em 1924 , mais de 100 anos se passaram —, parece que
ele estava prevendo algo a respeito do futuro. E é isso que nós estamos vivendo
hoje. Aliás, quem lê Admirável Mundo Novo percebe que o autor Aldous Huxley
parece ser contemporâneo da nossa sociedade. É como se ele tivesse um
conhecimento claro sobre tudo o que envolve relativismo moral, pós-modernidade
e tecnologia, principalmente a biotecnologia. A
abolição do casamento monogâmico não é apenas uma idéia ideológica,
qualquer pesquisador serio, encontra em psicanalistas clínicos de segmento
freudiano como William Reich, a ideai primaria da revolução social pela
desconstrução, outros como Jacques Derrida também contribuiu para o processo da
desconstrução, mas Reich em particular, começou a desenvolver suas idéias desconstrucionistas,
inclusive minando as bases do casamento monogâmico, o que seria correto
subentender; um ataque direto aos valores judaicos cristãos e a isso ele chamou
de processo “Freudo-Marxista”. Há uma influencia demoníaca por trás dessa tendência,
é a ssustador que, escritos místicos de renome em nossos dias como Donald Neale
Walsh tenha recebdio mensagens da “divindade” que ele comunga e recebe
revelações espirituais, de que em sociedade altamente “desenvolvidas” não
existe o casamento ou outras construções artificiais para manter a sociedade
unida (1). Walsh segue na mesma direção
de Reich, e das tendências revolucionarias de nossa era secular, cuja
inclinação diabólica tende a inverter os valores para romper com os fundamentos
da civilização. O que envolve nos dois romances aqui citados no inicio deste
artigo é, primeiramente, o seu cenário, onde tudo ocorre: um Estado unificado e
globalizado. E, por fim, o fim do nascimento natural do ser humano. Agora, o
que se leva em conta é a técnica de fertilização in vitro em larga escala, a
indústria genética de seres humanos. Isso parece ser um tanto assombroso.
Portanto, os próprios romances em si mesmos trazem esse cenário sombrio. Mas, o
que falar na vida real? Pois parece que existem muitos paralelos entre aquilo
em que Zamyatin e Huxley escreveram e o que ocorre em nossos dias, pois estamos
vivendo coisas muito parecidas, de modo que, como cristãos, precisamos fazer
uma reflexão a respeito deste assunto.
É necessário ser sensato com relação a este assunto: a tecnologia, a biologia
(e, principalmente, a biologia) e a medicina têm trazido grande progresso para
o mundo e para a civilização, de modo que, hoje, sabemos que muitas doenças são
combatidas e que há uma eficiência muito grande no sistema de saude, justamente
por causa desse avanço tecnológico. Esse é o lado bom: tudo aquilo que vai
trazer benefício, que não vai violar a sacralidade da vida, que não vai colocar
o homem no lugar do Criador, e tudo aquilo que possa trazer benefício social,
isso sim deve ser declarado como bom. É próprio da natureza humana o
desenvolvimento e o progresso. Lemos isso e entendemos nas primeiras páginas,
nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, que o desenvolvimento industrial,
tecnológico e musical já começa mesmo dentro de uma sociedade de seres caídos,
que já estão sob a condenação do pecado. Mesmo assim, o progresso continua, mas
devemos estar cientes: a história nos ensina que, muitas vezes, uma tecnologia
avançada pode também sustentar uma ideologia sinistra, os acordes da sinfonia
da evolução tecnologia e filosófica não levaram a humanidade ao Paraiso, mas ao
dilúvio, e algo sinistro está lá: “casaram e deram-se em casamento” (Mateus
24:39) ou melhor, banalizaram e começaram a destruir os fundamentos da
civilização. Acredito que qualquer pessoa que faça uma análise histórica e faça
uma pesquisa detalhada a respeito da Alemanha na época da Segunda Guerra
Mundial, dentro da era nazista, vê que há ali uma característica distinta, um
avanço tecnológico, mas é dali que também nasce um processo macabro, assim como
também, posteriormente, nos Estados Unidos, quando começam a desenvolver a
primeira bomba atômica que é jogada na cidade de Hiroshima e Nagasaki. Então,
tanto na Alemanha nazista — que desenvolveu uma máquina de guerra, tinha os
melhores equipamentos de guerra e desenvolveram aparelhos tecnológicos e até
mesmo na biologia —, todavia, podemos notar que, ao lado disso, também estava
paralelo a uma ideologia sinistra, que era o nazismo, caracterizado por ser uma
indústria de morte. A grande questão não é a ciência em si mesma. Quando
tratamos de bioética e coisas relacionadas a esse assunto, muitas vezes nós
temos que notar, ou simplesmente perceber, que elas não são neutras. Há sempre
ideologias que estão por trás desse desses progressos do qual, ou, é, fazem
parte da história da civilização. De modo que muitas vezes uma ideologia
associada ao desenvolvimento do progresso ou de uma tecnologia pode trazer
consequências sérias. E, de certa forma, nós podemos notar que essas
implicações podem ser notadas, por exemplo, quando a tecnologia ou a biologia
está associado ao evolucionismo darwiniano. Isso pode trazer conceitos errôneos
e equivocados, de modo que, quando uma ideologia associada ao progresso e à
tecnologia, tende sempre a trazer, é, benefícios ou malefícios, mas geralmente
o último tem sido, é, no percurso da história, o que se tornou mais evidente. Voltando
a dar o exemplo da Alemanha nazista, e não somente isso, porque a ideia da
eugenia não se desenvolveu somente no período da Segunda Guerra Mundial, na
Europa, mas também nos Estados Unidos, ou seja, em um ambiente completamente
fora do nazismo, e não é somente nesses contextos políticos, mas religiosos também,
a idéia da eugenia já germinava em “O Fenômeno Humano” de Teilhard de Chardin,
portanto nos círculos místicos e religiosos assim como Blavatski vai
desenvolver muitas idéias que tecem a teia eugênica. Mais uma vez temos a ideologia
e a política expondo algo que o mundo espiritual proclama através de seus
canais. Quando Darwin começou a desenvolver a teoria da evolução das espécies,
seu amigo Alfred Russel Wallace converteu-se ao espiritualismo, e evolução começou
a ser proclamada dentro dos circulos espiritualistas bem como se popularizou
entre as variadas escolas esotéricas. Veja bem a repetição do principio, por
mais cética que seja a natureza da teoria da evolução e tenha sido o corolário estrutural
onde se apóia todo o ateu militante, a mesma ideia é defendia numa performance
mais mística e espiritual entre as mais variadas tradições do esoterismo e do
espiritualismo. O mundo espiritual caído
não se coloca contra o que é antibiblico, e as filosofias seculares anticristãos
tem apoio aberto do mundo espiritual caído. Isso é um fato pouco observável entre
nós, mas é de fato uma verdade absoluta! Podemos agora apresentar um exemplo,
um exemplo para os nossos dias. Ocorre que há um movimento chamado
transumanismo e outro chamado extropianismo, do qual seus cientistas, filósofos
e pensadores acreditam piamente que a ciência e a tecnologia darão a
possibilidade do homem alcançar a imortalidade e tornar-se uma espécie de
divindade. Tudo isso acreditando no potencial humano e no desenvolvimento
tecnológico ultravançado pelo qual nós estamos vivendo hoje, inclusive agora
com a ajuda da inteligência artificial. De modo que os transumanistas crêem
piamente e de forma muito convicta de que o homem superará suas próprias
limitações, vencerá a morte, a doença e se transcenderá em um ser superior onde
alcançará a imortalidade. Ou seja, o homem salva-se a si mesmo através da
tecnologia. Então, podemos perceber que, de uma maneira ou de outra, é
inevitável que a tecnologia acabe cedendo aos caprichos de ideologias, quer
sejam políticas, esotéricas ou humanistas.
Não há uma neutralidade em
movimentos filosóficos e científicos, e muito menos políticos, o mundo
espiritual está atuando e inspirando seus profetas blasfemos. Não desejo
demonizar todas as esferas e instituições da sociedade, mas é necessário que se
creia que a bíblia tem toda a razão quando diz que o mundo todo jaz no maligno
(I João 5:19) e que Paulo fala a cerca de uma oposição feita pela falsa ciência
(I Timóteo 6:20) o Espírito Santo fala e adverte acerca da aquela antiga
serpente que enganou Eva em Genesis 3 e continua enganando todo o mundo em
Apocalipse 12:9. Ideologias, filosofias, idéias, doutrinas, dogmas, nada disso
tem caráter de neutralidade, há um mundo espiritual caído que atua, apóia, faz
seu jogo logístico por trás das cortinas do materialismo, apresentei exemplos
desse paralelo neste artigo e creio que cada cristão que tomou conhecimento
deste estudo compreenderá minhas palavras e advertências.
(1) Citado em
Falsa Aurora – Lee Penn – Pagina 562
Eu
recomendo muito a aquisição desse livro e a leitura bem como a sua leitura como
essencial para entender os processos de desconstrução que ocorre em nossos
dias.










