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Escritos Espirituais de um Profeta Solitário
AS INFLUENCIAS MALIGNAS POR TRÁS DE IDEOLOGIAS ANTICRISTÃS
C. J. Jacinto
Dois livros distópicos do qual eu
tive conhecimento e li há muitos anos atrás, me fizeram refletir acerca de tudo
o que nós vivenciamos nesses últimos tempos. O primeiro livro é "Admirável
Mundo Novo" (Brave New World), de Aldous Huxley, do qual narra toda a
humanidade numa sociedade distópica, ela praticamente perde o seu sentido
original e as pessoas são condicionadas em castas sociais, e sofrem um
condicionamento psicológico e também social, de modo que toda a vida ganha o
sentido através de estados alterados de consciência, de um tipo de uma droga
entorpecente chamada Soma. É um cenário sombrio, onde a humanidade se torna
menos humana.
Na verdade, neste mundo distópico do qual
Huxley falou no seu "Admirável Mundo Novo", a maior parte das
pessoas, senão quase todas, são criadas em laboratório. De modo que tudo indica
que nesse romance, o mundo imaginado pelo autor, não admita abertamente, na
verdade, apresenta a abolição da família tradicional e do casamento monogâmico.
Fato esse que vai se repetir em um outro livro com o título "A Ilha",
no qual é o inverso do "Admirável Mundo Novo": enquanto que neste
primeiro, todo o romance é de caráter distópico, no romance "A Ilha",
o autor inverte e faz desse romance uma utopia. O outro livro é do escritor
russo Yevgeny Zamyatin, com o seu livro Nós, publicado em 1924. Desse livro,
que foi uma das principais influências e inspiração para que Aldous Huxley
pudesse escrever Admirável Mundo Novo, o escritor russo fala acerca de um mundo
em que os humanos não têm mais nomes, apenas números. E, de certa forma, a obra
também segue a mesma linha em relação ao tema da abolição dos valores judaico cristãos.
A tecnologia deu a possibilidade de que os seres humanos possam ser reproduzidos
em série. Isso, sem dúvida nenhuma, nos remete a uma questão muito atual para
os nossos dias. Mesmo há tanto tempo atrás, quando o escritor russo Zamyatin
escreveu o romance Nós — em 1924 , mais de 100 anos se passaram —, parece que
ele estava prevendo algo a respeito do futuro. E é isso que nós estamos vivendo
hoje. Aliás, quem lê Admirável Mundo Novo percebe que o autor Aldous Huxley
parece ser contemporâneo da nossa sociedade. É como se ele tivesse um
conhecimento claro sobre tudo o que envolve relativismo moral, pós-modernidade
e tecnologia, principalmente a biotecnologia. A
abolição do casamento monogâmico não é apenas uma idéia ideológica,
qualquer pesquisador serio, encontra em psicanalistas clínicos de segmento
freudiano como William Reich, a ideai primaria da revolução social pela
desconstrução, outros como Jacques Derrida também contribuiu para o processo da
desconstrução, mas Reich em particular, começou a desenvolver suas idéias desconstrucionistas,
inclusive minando as bases do casamento monogâmico, o que seria correto
subentender; um ataque direto aos valores judaicos cristãos e a isso ele chamou
de processo “Freudo-Marxista”. Há uma influencia demoníaca por trás dessa tendência,
é a ssustador que, escritos místicos de renome em nossos dias como Donald Neale
Walsh tenha recebdio mensagens da “divindade” que ele comunga e recebe
revelações espirituais, de que em sociedade altamente “desenvolvidas” não
existe o casamento ou outras construções artificiais para manter a sociedade
unida (1). Walsh segue na mesma direção
de Reich, e das tendências revolucionarias de nossa era secular, cuja
inclinação diabólica tende a inverter os valores para romper com os fundamentos
da civilização. O que envolve nos dois romances aqui citados no inicio deste
artigo é, primeiramente, o seu cenário, onde tudo ocorre: um Estado unificado e
globalizado. E, por fim, o fim do nascimento natural do ser humano. Agora, o
que se leva em conta é a técnica de fertilização in vitro em larga escala, a
indústria genética de seres humanos. Isso parece ser um tanto assombroso.
Portanto, os próprios romances em si mesmos trazem esse cenário sombrio. Mas, o
que falar na vida real? Pois parece que existem muitos paralelos entre aquilo
em que Zamyatin e Huxley escreveram e o que ocorre em nossos dias, pois estamos
vivendo coisas muito parecidas, de modo que, como cristãos, precisamos fazer
uma reflexão a respeito deste assunto.
É necessário ser sensato com relação a este assunto: a tecnologia, a biologia
(e, principalmente, a biologia) e a medicina têm trazido grande progresso para
o mundo e para a civilização, de modo que, hoje, sabemos que muitas doenças são
combatidas e que há uma eficiência muito grande no sistema de saude, justamente
por causa desse avanço tecnológico. Esse é o lado bom: tudo aquilo que vai
trazer benefício, que não vai violar a sacralidade da vida, que não vai colocar
o homem no lugar do Criador, e tudo aquilo que possa trazer benefício social,
isso sim deve ser declarado como bom. É próprio da natureza humana o
desenvolvimento e o progresso. Lemos isso e entendemos nas primeiras páginas,
nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, que o desenvolvimento industrial,
tecnológico e musical já começa mesmo dentro de uma sociedade de seres caídos,
que já estão sob a condenação do pecado. Mesmo assim, o progresso continua, mas
devemos estar cientes: a história nos ensina que, muitas vezes, uma tecnologia
avançada pode também sustentar uma ideologia sinistra, os acordes da sinfonia
da evolução tecnologia e filosófica não levaram a humanidade ao Paraiso, mas ao
dilúvio, e algo sinistro está lá: “casaram e deram-se em casamento” (Mateus
24:39) ou melhor, banalizaram e começaram a destruir os fundamentos da
civilização. Acredito que qualquer pessoa que faça uma análise histórica e faça
uma pesquisa detalhada a respeito da Alemanha na época da Segunda Guerra
Mundial, dentro da era nazista, vê que há ali uma característica distinta, um
avanço tecnológico, mas é dali que também nasce um processo macabro, assim como
também, posteriormente, nos Estados Unidos, quando começam a desenvolver a
primeira bomba atômica que é jogada na cidade de Hiroshima e Nagasaki. Então,
tanto na Alemanha nazista — que desenvolveu uma máquina de guerra, tinha os
melhores equipamentos de guerra e desenvolveram aparelhos tecnológicos e até
mesmo na biologia —, todavia, podemos notar que, ao lado disso, também estava
paralelo a uma ideologia sinistra, que era o nazismo, caracterizado por ser uma
indústria de morte. A grande questão não é a ciência em si mesma. Quando
tratamos de bioética e coisas relacionadas a esse assunto, muitas vezes nós
temos que notar, ou simplesmente perceber, que elas não são neutras. Há sempre
ideologias que estão por trás desse desses progressos do qual, ou, é, fazem
parte da história da civilização. De modo que muitas vezes uma ideologia
associada ao desenvolvimento do progresso ou de uma tecnologia pode trazer
consequências sérias. E, de certa forma, nós podemos notar que essas
implicações podem ser notadas, por exemplo, quando a tecnologia ou a biologia
está associado ao evolucionismo darwiniano. Isso pode trazer conceitos errôneos
e equivocados, de modo que, quando uma ideologia associada ao progresso e à
tecnologia, tende sempre a trazer, é, benefícios ou malefícios, mas geralmente
o último tem sido, é, no percurso da história, o que se tornou mais evidente. Voltando
a dar o exemplo da Alemanha nazista, e não somente isso, porque a ideia da
eugenia não se desenvolveu somente no período da Segunda Guerra Mundial, na
Europa, mas também nos Estados Unidos, ou seja, em um ambiente completamente
fora do nazismo, e não é somente nesses contextos políticos, mas religiosos também,
a idéia da eugenia já germinava em “O Fenômeno Humano” de Teilhard de Chardin,
portanto nos círculos místicos e religiosos assim como Blavatski vai
desenvolver muitas idéias que tecem a teia eugênica. Mais uma vez temos a ideologia
e a política expondo algo que o mundo espiritual proclama através de seus
canais. Quando Darwin começou a desenvolver a teoria da evolução das espécies,
seu amigo Alfred Russel Wallace converteu-se ao espiritualismo, e evolução começou
a ser proclamada dentro dos circulos espiritualistas bem como se popularizou
entre as variadas escolas esotéricas. Veja bem a repetição do principio, por
mais cética que seja a natureza da teoria da evolução e tenha sido o corolário estrutural
onde se apóia todo o ateu militante, a mesma ideia é defendia numa performance
mais mística e espiritual entre as mais variadas tradições do esoterismo e do
espiritualismo. O mundo espiritual caído
não se coloca contra o que é antibiblico, e as filosofias seculares anticristãos
tem apoio aberto do mundo espiritual caído. Isso é um fato pouco observável entre
nós, mas é de fato uma verdade absoluta! Podemos agora apresentar um exemplo,
um exemplo para os nossos dias. Ocorre que há um movimento chamado
transumanismo e outro chamado extropianismo, do qual seus cientistas, filósofos
e pensadores acreditam piamente que a ciência e a tecnologia darão a
possibilidade do homem alcançar a imortalidade e tornar-se uma espécie de
divindade. Tudo isso acreditando no potencial humano e no desenvolvimento
tecnológico ultravançado pelo qual nós estamos vivendo hoje, inclusive agora
com a ajuda da inteligência artificial. De modo que os transumanistas crêem
piamente e de forma muito convicta de que o homem superará suas próprias
limitações, vencerá a morte, a doença e se transcenderá em um ser superior onde
alcançará a imortalidade. Ou seja, o homem salva-se a si mesmo através da
tecnologia. Então, podemos perceber que, de uma maneira ou de outra, é
inevitável que a tecnologia acabe cedendo aos caprichos de ideologias, quer
sejam políticas, esotéricas ou humanistas.
Não há uma neutralidade em
movimentos filosóficos e científicos, e muito menos políticos, o mundo
espiritual está atuando e inspirando seus profetas blasfemos. Não desejo
demonizar todas as esferas e instituições da sociedade, mas é necessário que se
creia que a bíblia tem toda a razão quando diz que o mundo todo jaz no maligno
(I João 5:19) e que Paulo fala a cerca de uma oposição feita pela falsa ciência
(I Timóteo 6:20) o Espírito Santo fala e adverte acerca da aquela antiga
serpente que enganou Eva em Genesis 3 e continua enganando todo o mundo em
Apocalipse 12:9. Ideologias, filosofias, idéias, doutrinas, dogmas, nada disso
tem caráter de neutralidade, há um mundo espiritual caído que atua, apóia, faz
seu jogo logístico por trás das cortinas do materialismo, apresentei exemplos
desse paralelo neste artigo e creio que cada cristão que tomou conhecimento
deste estudo compreenderá minhas palavras e advertências.
(1) Citado em
Falsa Aurora – Lee Penn – Pagina 562
Eu
recomendo muito a aquisição desse livro e a leitura bem como a sua leitura como
essencial para entender os processos de desconstrução que ocorre em nossos
dias.
O espírito do anticristo, Política, Globalismo e o Fim dos Tempos.
C. J. Jacinto
Todo o cristão precisa entender as
novas tendências da pós-modernidade. Estamos vivendo em um mundo que está em
processo de transformação contínua, em multiplicação de iniqüidade, todo o
homem espiritual percebe essa tendência maligna de nossa época. A decadência
moral segue um principio: “Por ser multiplicar a iniqüidade” (Mateus 24:12 com
I Tessalonicenses 5:4) O que pode ser pronunciado como ecumenismo, por exemplo,
hoje em dia, não deve mais ser considerado como ecumenismo clássico, mas
deveria ser chamado de neo-ecumenismos. Trata-se de um esquema de coisas na
comunidade internacional que exige um processo de nivelamento de todas as
religiões sob a pauta do relativismo pós-moderno. Esse tipo de unidade,
adotado nesse novo ecumenismo, não se baseia mais no modelo familiar do
ecumenismo do século passado. Naquela época, religiosos protestantes de
destaque juntaram-se no espírito de cooperação interdenominacional, baseado em
interpretações liberais da teologia.
Tudo o que podia criar divisão ou ser ofensivo foi posto de lado em favor de
um programa de ação social. Obviamente, os principais elementos ofensivos foram
jogados na lata de lixo, em essência, as doutrinas e práticas históricas da fé
cristã, ou seja, os fundamentos da fé cristã foram jogados fora ou abandonados
como irrelevantes, a tese progressista que sustentou o antigo ecumenismo,
transformou a necessidade espiritual do homem em necessidade puramente física e
biológica. A verdade é que o modelo antigo do ecumenismo simplesmente foi um
fracasso.
Ele serviu de fundamento apenas para esvaziar
as igrejas tradicionais, espantando os fiéis dos bancos, e provou ser, na
verdade, um enorme fracasso por diluir as verdades fundamentais do evangelho
para seguir uma agenda puramente ideológica. Para todos os propósitos práticos,
ele está fora de moda.
O novo ecumenismo é um produto completamente diferente, um exemplo dessa nova
modalidade de unidade com base num relativismo é a Iniciativa das Religiões
Unidas. Precisamos entender isso para que possamos também compreender os riscos
que esse neo-ecumenismos apresenta.
No novo ecumenismo, todas as
religiões, seitas e doutrinas são dignas de crédito, aceitáveis e igualmente
virtuosas, assim como os deuses e práticas a elas associados. O oposto
deve ser combatido, não há espaço para dialogo com verdades absolutos ou exclusivismo,
não aderir a uma religião globalista é cometer um crime grave, essa é a direção
inevitável que o mundo pós-moderno segue, e a maioria dos cristãos não estão
preparados para isso! O processo que envolve esse sistema de religiões
unificadas tem como um objetivo claro a estigmatização das religiões
esclusivistas e consideradas fundamentalistas (Veja Falsa Aurora – Lee Penn –
Pagina 292)
No sentido real, o processo de
nivelamento da unidade global secular é reproduzido no mundo religioso. A razão
disso é simples: ambos os sistemas se baseiam em filosofias que não há verdades
espirituais absolutas, nem valores morais significativos e nem respeito devido pelas
crenças e princípios judaico-cristãos. Portanto, os que não concordam caem em
descrédito, são ridicularizados e estigmatizados como entraves ao
progresso.
Se você se mantém fiel à inerrância da palavra de Deus e acredita que a
comissão de Jesus para evangelizar ainda é uma ordenança, uma obrigação, então
você está se habilitando a receber esse estigma, ou seja, para o novo
ecumenismo, o que vale simplesmente é o relativismo ou você adere ao novo
sistema plural ou será classificado como intolerante e inimigo de estado. Deve concordar
que, não há verdade absoluta ou poderá sofrer duras conseqüências. Portanto,
cada um tem a sua verdade particular. As religiões têm as suas verdades; cada
uma delas tem sua própria verdade e deve ser respeitada, de modo que, através
do conceito de relativismo, os absolutos caem completamente por terra.
Portanto, é irrelevante que Jesus Cristo seja o caminho, a verdade e a vida,
nessa nova visão de unidade de todas as religiões. O que há no globalismo é
deformação da verdade do Evangelho para que possa se encaixar aos moldes da
filosofia globalista. Nesse caso, Jesus seria apenas um outro salvador no meio
de tantos outros salvadores apresentado por falsas religiões, aliás o conceito
de falso será o invertido, será aplicado
a todos os movimentos que não aderirem ao sistema globalista. A teia tecida por
esse sistema de religiões globais unificadas, é usar as ideias antigas da
Teosofia e no pensamento evocado pela Nova Era acerca dos grandes iniciados,
homens e mestres semi-divinos que trouxeram as verdades mais profundas aos
homens na antiguidade, trata-se de uma inclusão por processo de miscigenação dinâmica,
uma espécie de sincretismo que nivela os supostos grandes iniciados,
popularizados pelo autor Frances Edouard Schuré e publicado em 1889, colocando
todos os fundadores e lideres religiosos do passado num mesmo patamar, assim instrutores
místicos como Krishna, lideres espirituais como Moisés, Orfeu dos mistérios dionisíacos,
Pitagoras da escola de Crotona, Platão associado a filosofia mística antiga e
os mistérios de Eleusis, Jesus o Messias e Salvador dos cristãos e Rama
associado aos tempos mais antigos da raça ariana, são nivelados como tipos de
instrutores do mundo e lideres espirituais que entregaram verdades aos homens.
G. H. Pember, no segundo volume de “As Eras Mais Primitivas da Terra” já
advertia acerca da aliança entre os grandes sistemas religiosos do mundo será o
caminho para a manifestação do anticristo. (Pesquise Pagina 413 de “As Eras Mia
Primitivas da Terra” – TOMO II – G. H. Pember – Editora dos Classicos)
O que vale nesse novo sistema é que toda religião tem a sua divindade e tem o
seu processo salvífico, e todos eles devem ter a credibilidade como verdade.
Assim, enquanto que no Novo Testamento uma pessoa que não crê em Cristo está
condenada ao inferno, (Leia João 3:18) na verdade, nesse novo ecumenismo não há
inferno. Todas as religiões, não importa a sua doutrina, não importam as suas
divindades, conduzem o homem para o céu.
"Este é o novo progresso. É o
paraíso para o qual o humanismo, os governos e a Nova Ordem Mundial querem
implantar sobre o nosso planeta. À medida que este suposto código de processo
for sendo cada vez mais aceito, a coerção dos dissidentes se tornará uma
questão de fundamental importância. Afinal de contas, seu mundo está sendo
transformado numa sociedade global, realmente unificada, numa aldeia global, se
você preferir.
Então, não há lugar para significativas divergências de opinião. Se a maioria
acredita que todo ser humano é divino, por exemplo, os que tentam convencer as
pessoas do contrário são criadores de caso que estão perturbando a dignidade
dos deuses e violando as regras do jogo. Então, o problema é o que fazer com
eles? Não há escape. Como Elias, o profeta, você poderá ser acusado de perturbador
de um sistema que se harmonizou pelo sincretismo e trouxe uma segurança,
vantagens e conveniencias para os que concordam, caso seja um discordante, também
será criminalizado como um rebelde.
Trata-se de que o relativismo, mais cedo ou
mais tarde, ele causará irreversivelmente a perseguição sobre aqueles que
acreditam em absolutos. Esse processo é gradual, pode ser lento, mas é inevitável,
e seria bom que entendêssemos isso, que fosse discutido em escolas dominicais,
fosse tema de pregações constantes. No sistema global unificado pautado pelo
relativismo, no que concerne às religiões — sendo todas elas válidas e todas
elas como caminhos alternativos para o céu e para a salvação do homem — Uma
filosofia fundamentada no relativismo de que não existem absolutos, mas que
todas as religiões possuem as suas formas de validade, que são válidas todos
aqueles que se dispuserem a se opor a esse sistema serão considerados como
inimigos da Nova Ordem que precisa se estabelecer para dar fim ao velho mundo
que está com os alicerces corroídos, e é necessário que se entenda, os seus
profetas e promotores foram os principais causadores de diversas rupturas do
sistema. Uma jogada de mestre, caotizar, para apresentar uma resposta ao caos,
ou seja, a antiga e dinâmica dialética hegeliana.
Hoje em dia, podemos perceber que há uma
intolerância com relação a absolutos que são pautados pelas pelos valores
morais judaico-cristãos que emergem a partir de um estudo sistemático das
escrituras. Ainda, alguns poucos anos atrás, vimos como um palestrante
evangélico, ele foi assassinado, pois, de certa forma, essa é a reação, essa é
a forma reacionária daqueles que se mantêm do lado do desse progresso, do
relativismo, desse mundo pós-moderno. O Processo de “eliminação” é a reação sistemática
e hipócrita de militantes ideológicos que seguem cegamente a pauta progressista
pós-moderna, a intolerância dos que desejam tolerância, nada mais é do que um
jogo de palavras para enganar trouxas, a tolerância que eles exigem para as
ideias que defendem e não para os que discordam. Eles querem uma transformação
da humanidade e trabalham pela implantação de uma nova ordem global com base em
pautas anticristãs. Todavia, todos
aqueles que pensarem diferente, todos aqueles que não aceitarem as suas pautas
progressistas, são considerados como inimigos e até mesmo de traidores de uma “boa
causa”. Embora poucos casos de violência e assassinato tenham sido registrados
em nosso dias, todavia, é necessário dizer que o gérmen dessa imposição
arbitrária contra todo aquele que não concorda com as regras progressistas é a
morte. O que temos em vista e ouvido acerca dos discursos de justiça e
igualdade parece ser muito lindo, pelo menos a proposta supostamente é. Mas,
por trás do que há, senão espectros sombrios da ideologia de intolerância e
doutrinas de demônios. Veja bem, na pauta progressista da Nova Ordem Mundial, o
que existe é tolerância. Essa pregação de uma tolerância nada mais é do que uma
intolerância com relação a todos os que discordam. Há um ódio que pode ser manifestado naquelas
pessoas que defendem essas pautas, as pautas globais, do qual várias ideologias
apontam para um progressismo, do qual querem implantar de qualquer maneira esse
novo globalismo relativista em que tudo deve ser considerado como aceito e
verdadeiro, menos o cristianismo bíblico.
Há um ódio mortal que vai crescendo, mais e
mais, até chegar a um nível de intolerância. Quanto mais a igreja permanecer
aqui neste mundo, nesse processo em que se está acelerando a implantação desse
globalismo, dessa Nova Ordem Mundial, isso inevitavelmente, repito eu, levará a
igreja a sofrer uma nova onda de perseguição e morte, como ocorreu nos
primeiros séculos da era cristã. Na verdade, é o espírito do Anticristo
mantendo sua forma e demonstrando o seu ódio contra a igreja do Senhor. Existe
uma proposta de ódio contra o cristianismo bíblico, isso é muito claro. De modo
que precisamos entender isso e, de fato, viver essa realidade, confrontá-la. É
um fato: está crescendo dia após dia, de modo que chegará um tempo em que o
sistema não tolerará uma fé evangélica autêntica e bíblica.
De modo que seremos novamente alvos de perseguições, pois seremos considerados
os inimigos da classe globalista. A elite que se aproxima e o sistema global
unificado que está em processo não suportará qualquer tipo de oposição. De modo
que haverá, sim, uma abertura para que todos aqueles que entrem no sistema
relativista possam viver em paz uns com os outros.
Mas, no entanto, todos esses supostos pacifistas do sistema serão sempre
inclinados e serão treinados a não tolerar qualquer oposição pela pauta
progressista que será estabelecida pelo relativismo pós-moderno. De outra
forma, podemos entender que se trata de uma força anticristã que está ganhando
cada vez mais espaço no mundo moderno.
Imagine um cientista debruçado
sobre um microscópio. Ele observa uma gota d’água e descobre um universo
inteiro: partículas, movimentos, estruturas invisíveis aos olhos comuns. Agora
imagine um astrônomo apontando seu telescópio para o céu. Ele contempla estrelas,
galáxias e distâncias que nossa mente não consegue medir. Dois instrumentos,
dois mundos: o infinitamente pequeno e o infinitamente grande.
A Bíblia é assim. Ela possui
detalhes tão minuciosos que parecem escondidos, e ao mesmo tempo apresenta horizontes
tão vastos que nos deixam sem fôlego. Para conhecê-la melhor, precisamos
aprender a usar as duas lentes: o microscópio e o telescópio.
Duas janelas para o infinito
O ser humano vive entre duas
grandezas: o micro e o macro. O microscópio nos ajuda a enxergar o que está
perto, pequeno, quase imperceptível. O telescópio nos ajuda a contemplar o que
é distante, amplo, majestoso. No estudo da Bíblia, acontece algo semelhante.
Há momentos em que precisamos nos
debruçar sobre uma palavra, uma expressão, um versículo, uma repetição. Há
outros em que precisamos recuar, enxergar o conjunto, compreender o plano de um
livro inteiro ou um tema que atravessa toda a Escritura. Os dois movimentos são
necessários. Um sem o outro empobrece nossa leitura.
A lente do microscópio: quando os
detalhes falam
O estudo microscópico da Bíblia é a
arte de observar os pequenos sinais. Às vezes, uma palavra repetida, um nome
divino, uma expressão recorrente ou um simples “logo” pode abrir uma janela
para verdades profundas.
Um exemplo clássico é o Evangelho
de Marcos. Um leitor atento percebe que a palavra “logo” ou “imediatamente”
aparece muitas vezes. Só no primeiro capítulo, ela surge onze vezes. Por quê?
Porque Marcos nos apresenta Jesus como o Servo perfeito, que age sem demora, em
completa dependência do Pai. E há um detalhe comovente: o próprio Marcos,
segundo Atos 15, havia falhado em seguir o chamado de imediato. Mais tarde,
restaurado pela graça, foi escolhido pelo Espírito Santo para escrever sobre
Aquele que sempre agiu “logo”. O detalhe não é curiosidade: é revelação da
graça.
Outro exemplo são os nomes de Deus.
Em Provérbios, predomina o nome “SENHOR” (Javé), pois o livro trata de Deus em
relação com o ser humano. Em Eclesiastes, onde tudo é visto “debaixo do sol”,
aparece “Elohim”, o Deus Criador. Em Daniel, Esdras e Neemias, o nome
característico é “o Deus dos céus”, pois o povo estava longe do templo e da
terra. Em Isaías, cerca de trinta vezes encontramos “o Santo de Israel”. Por
quê? Porque Isaías teve uma visão transformadora no capítulo 6: viu a santidade
de Deus, reconheceu sua própria impureza e ouviu os serafins clamando: “Santo,
santo, santo é o Senhor dos Exércitos”. Essa visão marcou sua vida e seu
ministério.
O microscópio também nos ajuda a
notar padrões. Quantas vezes o Senhor é chamado “Filho de Davi” em Mateus?
Quantas orações de Jesus aparecem em Lucas? Quantos sinais Cristo realiza em
João? Quantas vezes a palavra “bem-aventurado” surge no Apocalipse? Quantas
pessoas são encontradas aos pés do Senhor? Quem disse “pequei” com sinceridade
e quem apenas se desesperou? São perguntas simples, mas que produzem
descobertas espirituais.
Esse tipo de estudo exige
paciência. É como o trabalho do cientista diante do microscópio: repetitivo,
silencioso, aparentemente árido. Mas o que descobrimos por nós mesmos tem um
sabor especial. Ferramentas e comentários podem ajudar, mas nunca substituem o
contato direto com o texto.
A lente do telescópio: quando o
todo toma forma
Se o microscópio revela detalhes, o
telescópio revela panorama. Há momentos em que precisamos deixar de lado as
minúcias e contemplar as grandes linhas do propósito de Deus.
O estudo macroscópico da Bíblia
busca o plano de um livro, a sequência de um argumento, o desenvolvimento de um
tema. Podemos, por exemplo, esboçar capítulo por capítulo o Evangelho de João,
os Atos dos Apóstolos ou a carta aos Romanos. Podemos acompanhar um tema que
atravessa toda a Escritura: lei e graça, Israel e Igreja, a pessoa e a obra do
Espírito Santo, as dispensações, as alianças, os títulos de Cristo, os tipos do
Antigo Testamento, as profecias, o remanescente, a vinda do Senhor, as
ressurreições, as coroas, os juízos.
O telescópio nos convida a enxergar
o conjunto. É como subir uma montanha e contemplar a paisagem inteira. De
perto, uma árvore pode esconder a floresta; de longe, percebemos o desenho dos
vales e rios. Assim também, ao olharmos o todo da Escritura, entendemos melhor
cada parte.
Mas isso não significa ignorar os
detalhes. Significa ordená-los dentro de uma grande história. O microscópio sem
o telescópio pode nos tornar especialistas em folhas e esquecer a floresta. O
telescópio sem o microscópio pode nos dar grandes ideias, mas perder a riqueza
do texto inspirado.
Como usar as duas lentes na prática
Ore antes de abrir a Bíblia. O
mesmo Espírito que inspirou a Escritura precisa iluminar nossa mente. Estudo
bíblico sem dependência de Deus vira mera informação.
Escolha uma lente por vez. Em um
dia, estude um versículo, uma palavra, uma repetição. Em outro, leia um livro
inteiro, faça um esboço, siga um tema.
Faça perguntas. Quem escreveu? Para
quem? Por quê? O que este texto revela sobre Deus, sobre Cristo, sobre o ser
humano, sobre mim?
Anote suas descobertas. O que é
registrado fixa-se melhor. Compare passagens, observe conexões, volte depois.
Use ferramentas com sabedoria.
Concordâncias, dicionários e comentários são mapas úteis. Mas o mapa não
substitui a viagem. Leia a Bíblia.
Termine em adoração. O objetivo não
é apenas entender, mas amar. Conhecimento que não aquece o coração pode inflar.
A verdadeira erudição bíblica nos humilha e nos leva aos pés de Cristo.
O alvo de todo estudo: adoração
O estudo da Bíblia não existe para
alimentar vaidade intelectual. Ele existe para nos conduzir ao Deus vivo.
Quanto mais conhecemos as Escrituras, mais percebemos nossa pequenez e a
grandeza do Senhor. Como diz o salmista: “Quando vejo os teus céus, obra dos
teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem para que te
lembres dele?” (Salmo 8.3-4).
A Palavra é infinita em seus
detalhes e em seus grandes temas. Nunca esgotaremos suas riquezas. Se
começarmos cedo, enquanto temos saúde, memória e tempo, colheremos frutos por
toda a vida. E mesmo na velhice, quando “vierem os dias difíceis”, ainda
encontraremos néctar nas páginas sagradas.
Que nunca busquemos conhecimento
por conhecimento. Que nossas afeições sejam despertadas e aquecidas. Que a
verdade nos humilhe, nos separe do mundo e nos una mais a Cristo. Afinal, como
diz Paulo, “o conhecimento incha, mas o amor edifica” (1 Coríntios 8.1).
Conclusão: nunca será tempo perdido
Se você abrir a Bíblia hoje, leve
as duas lentes. Use o microscópio da atenção: observe cada palavra, cada nome,
cada detalhe. Use o telescópio da fé: contemple o plano grandioso de Deus, do
Gênesis ao Apocalipse. Em ambas as direções, o fim é o mesmo: adoração.
Nunca nos arrependeremos do tempo
gasto aos pés do Senhor, estudando Sua Palavra com humildade, oração e perseverança.
Ela é viva, eficaz e mais doce que o mel. E quanto mais a examinamos, mais
descobrimos que seu Autor é infinitamente digno de todo louvor.
Inspirado no artigo “Mit dem
Mikroskop und dem Fernrohr”, publicado por bibelkommentare.de.
C. J. Jacinto
"Quando uma pessoa não sabe
mais o que é certo ou errado, você pode fazê-la acreditar em qualquer coisa, e
em um mundo onde o bem e o mal, a verdade e a falsidade se tornaram dependentes
da escolha pessoal de cada um (o que é cada vez mais comum), influenciar as
pessoas é mais fácil do que nunca, e isso é um desenvolvimento perigoso" Hannah
Arendt
Desde a Queda, a mentira tem sido
um pecado universal — não apenas por afetar toda a humanidade, mas também por
atravessar todos os tempos. A Bíblia afirma em João 8:44 que o diabo é o pai da
mentira; em 1 João 5:19, que o mundo jaz no maligno; e em Apocalipse 12:9, que
ele engana o mundo todo. Além disso, está escrito que ele cega o entendimento dos
incrédulos. (II Coríntios 4:4)
Assim, vemos que o mal não está enraizado
apenas na natureza humana, mas é o próprio sistema operacional do diabo e de
todas as hostes de espíritos caídos sob seu comando.
O próprio Satanás desmente o que Deus falou,
dizendo: “Certamente não morrerás”. Isso foi uma mentira. O diabo mentiu, Eva creu
na mentira e desobedeceu e Adão seguiu os passos dela; as consequências foram
catastróficas. Nunca tente olhar para a tentação no Jardim do Éden simplesmente
como a descrição de uma mulher que vai comer um fruto proibido. Por trás de
todo o processo da tentação há uma mentira — e essa é a questão principal. Tudo
começa com uma mentira: uma mentira que o diabo proferiu e em que Eva e Adão
acreditaram. Nunca olhe para a queda sob uma ótica superficial. Não foi apenas
a questão do consumo de uma fruta proibida; isso envolve muito mais do que
isso. Reitero: envolve a mentira e a negação da autoridade da palavra de Deus. Assim,
o diabo mentiu. Sob o aspecto de suas mentiras, podemos encontrar duas
principais consequências comportamentais: vemos que ninguém assumiu a
responsabilidade: Adão culpou Eva pela transgressão, e Eva culpou a serpente.
Foi assim que a mentira começou a enraizar-se no coração humano. Portanto,
mentir significa proclamar inverdades, distorcer os fatos ou suprimir a verdade.
Mentira é tudo aquilo que não corresponde à realidade.
Assim, podemos observar que a natureza da
mentira é extremamente maligna e suas consequências são catastróficas. O diabo,
o pai da mentira, a tem usado de forma muito eficaz para levar muitos à perdição
eterna. Ele aprova e está disposto a apoiar todos os mentirosos. Todos os
mentirosos são seus filhos e possuem a mesma natureza. Como foi dito, as
consequências da mentira são catastróficas. Alexander Pope disse certa vez:
'Quem conta uma mentira não percebe a pesada carga que assume, pois terá de
inventar outras 20 mentiras para poder manter a primeira.
A mentira está associada à falta de caráter e
à desonestidade. Muitas vezes, ela é explorada através da desinformação.
Vivemos numa época de desinformação extrema e de manipulação de dados. Muitas
destas mentiras são fantasiadas de modo a esconderem a sua verdadeira intenção.
Lembre-se que embora o que caracteriza o diabo são as trevas (Efesios 6:12) ele
se transfigura em anjo de luz (II Corintios 11:14)
Hoje, vivemos numa época de mentira universal,
o que me faz lembrar uma frase de George Orwell, autor do livro 1984, no qual,
já em sua época, disse: “Em uma época de mentira universal, dizer a verdade é
um ato revolucionário.” Na verdade, está cada vez mais difícil encontrarmos
pessoas que estejam aptas e tenham coragem de permanecer ao lado da verdade. Pelo
fato de a mentira ser de natureza diabólica, hoje enfrentamos o problema da
disseminação de meias-verdades, da supressão de fantasias que alteram o
resultado de uma conclusão, da ambiguidade, do relativismo e também do uso de
neologismos para tentar enganar a população. Assim, aquele que é criminoso já
não é mais chamado de criminoso, e o homem já não é chamado de homem — é
chamado de mulher, mesmo sendo homem, não importando o que a ciência diga. Pois
a ideologia baseada em mentiras simplesmente nega o fato, a verdade e a realidade.
Trata-se da mentira ganhando força no meio de uma sociedade cada vez mais
tolerante com meias-verdades e com ideias puramente ideológicas, que nada têm a
ver com os fatos, mas que os manipulam para proveito próprio e para fortalecer
a mentira.
Hoje vivemos, de fato, nesses tempos. Pessoas dizem que abortar uma criança não
é assassinato — embora achem que uma bactéria encontrada em outro planeta seja
vida, quando se trata de um ser humano se desenvolvendo no útero de uma mulher
e se comete um aborto, alegam não ser assassinato. Eles tiram a força do senso
de verdade apenas para defender suas próprias ideologias e, para isso, usam a
mentira. O uso de neologismos e de clichês também pode ser um exemplo claro de
que a mentira não tem limites para atuar — inclusive dentro do sistema
eclesiástico. Agora, não se diz mais que uma transgressão contra as leis de
Deus é considerada pecado; ao contrário, substituíram a palavra. Com isso,
temos um problema: não chamamos mais as coisas por seus nomes verdadeiros, mas
por uma mentira. A mentira pode produzir engano e autoengano. Pode ser
devastadora dentro de uma sociedade e trazer consequências terríveis para uma
pessoa, para a comunidade ou para toda uma nação. Frequentemente, as mentiras
geram delírios e formas de engano profundos. A médio e longo prazo, essas
consequências revelam-se profundamente devastadoras e impactantes para a
sociedade. Num mundo obcecado pela mentira, e dominado e controlado pelo pai da
mentira, devemos entender que verdades podem trazer perturbação. A mentira
muitas vezes oferece um conforto — é um conforto que serve como uma armadilha,
mas oferece, sim, conforto. Mentiras podem até atenuar situações; verdades
podem causar perseguições.
Todavia, o homem sincero deve estar com a verdade, porque Deus é o Deus d
verdade. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". No
grego, a palavra "verdade" pronunciada por Jesus aqui em João,
capítulo 14, versículo 6, a tradução de verdade é a palavra grega aletheia: a
verdadeira realidade. Cristo está com a realidade; Ele é verdadeiro e a verdade
em todos os sentidos. Assim é todo aquele que pertence a Deus: é verdadeiro, e
não está ao lado da mentira. Hoje em dia, muitos consideram como amor aquilo
que a Bíblia chama de abominação. Muitos chamam de relacionamento o que a
Bíblia chama de adultério. Transformaram virtudes em vício, inverteram os
valores. Vivemos dias em que o certo parece ser errado e o errado parece ser
certo.
Em Isaías, no capítulo 5 e versículo 20, o profeta advertiu: "Ai dos que
ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem das trevas luz e da luz, trevas; e
fazem do doce amargo e do amargo, doce". O mesmo profeta, no capítulo 59,
versículos 14 e 15, fala que a justiça retrocedeu e a verdade anda tropeçando
pelas ruas.
Nada pode ser considerado tão atual quanto essas palavras quando elas são
aplicadas à nossa geração perversa e corrompida, que está a inverter os valores
e tem feito grande progresso na multiplicação da iniquidade. O relativismo contamina
a nossa sociedade, hoje em dia, tentam minimizar a gravidade de um crime,
fazendo de delinquentes “vítimas da sociedade” porquanto a verdade é que o
homem inclinado ao crime é pecador e a sua natureza adâmica o impulsiona isso,
ele deve pagar pelos seus crimes, transferir a culpa pessoal aos outros é agir
como Adão, colocou a culpa em Eva, e ela na serpente, Adão agiu consciente do
erro (I Timóteo 2:14) ele é culpado, cada transgressor e cada criminoso é culpado.
Outra mentira popular é que a sociedade corrompe o indivíduo, esse jogo de
palavras mentirosas é uma das ideias mais satânicas que existem. Uma sociedade
é feita de indivíduos, dos filhos de Adão e Eva começou a primeira sociedade de
homens caídos, foram eles que corromperam a sociedade humana, não o oposto.
Quando chegamos em Genesis 6 no contexto do diluvio, a sociedade está
corrompida porque os homens se tornaram extremamente malignos e a impunidade
era generalizada, uma sociedade que deixa de acreditar em absolutos e na
verdade, torna-se brutal, tão brutal e insensível que não enxerga o terror da
agonia de um feto sendo dilacerado no útero de uma criança no processo do
aborto, assim como na época do rei Manassés (rei de Judá) eram os homens insensíveis
quando faziam as crianças passarem pelo fogo em sacrifício a Moloque (II Reis
21:6 II Crônicas 33:6). A mentira
brutaliza o homem!
Sendo a mentira um problema universal, enraizado
no coração e no comportamento humano, devemos sempre verificar se aquilo que
chega aos nossos ouvidos ou aquilo que pronunciamos são simples repetições de
boatos e de informações não verificáveis, ou se realmente são factos. Temos que
tomar cuidado com relação a isso. Mentiras são mais fáceis de aceitar do que
verdades. Portanto, o homem de Deus sabe o custo da verdade se tiver que a
defender e pronunciar diante de pessoas que, na sua maioria, não gostam de
ouvir verdades. Que o martírio de Estevão e as perseguições de dos profetas
Elias e Jeremias, ao chamar um relacionamento conjugal de ilícito João Batista
foi decapitado, a verdade tem um preço alto a nível do caráter de Cristo e a
mentira tem um nível baixo ao abismo do inferno, em tempos de relativismo que
se sustenta por mentiras multiplicadas, devemos escolher ficar do lado da
verdade, custe o que custar.
Mas quero lembrar-lhe que a mentira é o cardápio dos golpistas; a mentira é a
manobra que os criminosos usam. É a tática de bandidos e manipuladores que
visam enganar por meios ilícitos e buscam pessoas vulneráveis e ignorantes para
atacar.
E cada vez que se você está diante de uma mentira e não tem a capacidade de
detectar que se trata de uma mentira, você pode ser colocado ao nível de um
ignorante e de uma pessoa que pode ser manipulada. Outra coisa: a avareza é uma
excelente isca num mundo extremamente materialista. Portanto, usa-se muito a
mentira para despertar o pecado da avareza no coração humano. Pois, a partir do
momento em que uma pessoa tende a ser avarenta, ela torna-se mais aberta para
todo o tipo de engano.
Então, concluímos: a mentira é a base da sustentação de todo o erro e de todo
o engano. A mentira ganhará proporções enormes nos últimos tempos. Isso é
necessário para preparar o ambiente para o Anticristo, pois ele será o mestre
por excelência de todas as mentiras. Paulo escreve em 2 Tessalonicenses 2:10
acerca dele: "com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque
não receberam o amor da verdade para se salvarem".
Sendo assim, a mentira precisa de ter uma
influência muito forte nos últimos tempos para preparar os homens para
receberem o Anticristo. Todos aqueles que não exercem o seu discernimento e a
sua sobriedade, e que não assumem a responsabilidade de verificar os fatos,
podem ser facilmente enganados pelo espírito do Anticristo. Eis algo para
o qual precisamos de estar alertas. Caso contrário, a influência do engano
demoníaco do Anticristo tomará proporções gigantescas, arrastando consigo até
mesmo aqueles que nunca deram ouvidos nem amaram a verdade da maneira como a
Bíblia ensina. Não é admirável que hoje nos meios eclesiásticos temos
tantos hipócritas? Uma das mentiras mais devastadora é a imitação, apenas um
disfarce, uma máscara mentirosa para esconder a essência, e como satanás fez,
consegue levar após si a terça parte dos anjos. A técnica funciona muito bem,
mas é demoníaca ao extremo!
A linguagem, o discurso cheio de
clichês, a retórica cheia de termos subjetivos, ambíguos e relativistas... Tudo
isso faz com que muitos mentirosos manipulem a opinião pública através de
linguagem sugestiva, técnicas de retórica, supressão e ocultamento e
manipulação de fatos, eufemismos, repetições e, em formas mais radicais, até
mesmo mediunidade por possessão.
A disseminação do erro depende da mentira; a base que o apoia mantém a sua
cumplicidade. Portanto, quando eu falo sobre uma eficiência do erro, não estou
dizendo que um erro produz algum tipo de verdade. Simplesmente falo como uma
expressão de dizer que o assentamento e a aceitação da mentira se dão por
agentes que a promovem e pessoas sem discernimento que as aceitam.
Nem todas as mentiras são egoístas. Sifrá e Puá, por exemplo, lá em Êxodo 1, e
Raabe, em Josué 2, podem ser exemplos. Mas aqui nas Escrituras são descrições,
e não prescrições. Em nenhuma outra parte da Bíblia Sagrada diz que todos devem
agir assim. Mentira continua sendo mentira, de modo que, em todas as
Escrituras, ela é condenada.
Para finalizar, desejo então
salientar aqui que o anticristo será o grande mestre do engano. Por outro lado,
também devemos entender: toda a religião que não conduz alguém a confiar
absolutamente em Cristo — pois ele é a verdade por excelência — toda a religião
que não induz as pessoas a confiarem completamente nele, na sua obra consumada
e perfeita, é uma religião falsa que está a pregar e a anunciar mentiras.
Pois certamente, quando lemos o alerta de Paulo em Gálatas, capítulo 1,
versículo 8 e versículo 9, acerca de nós ou de um anjo que anuncia outro
Evangelho, isso significa um Evangelho mentiroso, uma mensagem baseada em
mentiras e não na verdade. Tal mensagem deve ser considerada como um anátema ou
como uma maldição. Ou seja, Paulo está a dizer: um Evangelho mentiroso é uma
maldição e não uma bênção.
Pois também o Evangelho falso traz
consequências devastadoras a longo prazo, além de fraudes, enganos, danos
espirituais e, por fim, a perdição eterna. De maneira que devemos, então,
testar como os bereanos. Como disse ao princípio, as Escrituras devem ser
consideradas como um detector de mentiras. De modo que, como os bereanos em
Atos 17:11, as palavras de Paulo foram testadas na congregação de Bereia. Os
judeus estavam ali a ouvir a Paulo e foram verificar nas Escrituras para saber
se Paulo estava a pregar verdades ou mentiras, se a sua mensagem era verdadeira
ou era um engano. A quem eles foram, os bereanos? Foram à tradição ou
procuraram uma revelação mística, confiaram em seus próprios sentimentos e
sabedoria? Não, eles foram às Escrituras. Eles não foram a nenhuma outra fonte
para verificar e testar a mensagem de Paulo, a não ser nas Escrituras. Portanto,
nós temos ali a verdade. Como disse Jesus: “Santifica-os na verdade; a tua
palavra é a verdade” (João 17:17)
Precisamos entender, uma vez por
todas: quanto mais egoísta é um coração, mais ele se inclina para o engano e
para a mentira. Mentiras podem ser usadas para benefício próprio ou podem ser
mantidas por pura cegueira espiritual.