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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

A FÉ CRISTÃ E O NIILISMO- Buscando Um Sentido Real para a Vida Através do Senhor Jesus Cristo


A FÉ CRISTÃ E O NIILISMO- Buscando Um Sentido Real para a Vida Através do Senhor Jesus Cristo


O Niilismo foi um movimento filosófico que teve Nietzsche como profeta principal. A idéia do niilismo era a redução ao nada, o aniquilamento da existência, essa teoria filosófica argumentava a inutilidade das crenças religiosas. Paulo já alertava sobre essas filosofias perversas “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8) O salmista, no entanto entrou na esfera da realidade espiritual da verdade, ele declarou: “As tuas mãos me fizeram e me formaram, dá-me inteligência para entender os teus mandamentos” (Salmos 119:73) Ele percebeu a soberania divina sobre a criação “Ó Senhor, quão variadas são tuas obras! Todas as coisas fizestes com sabedoria; cheia está  aterra das tuas riquezas (Salmos 104:24) É claro que o niilismo está completamente fora da realidade espiritual, está fora da cosmovisão e da esperança da fé cristã bíblica. “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (I Pedro 1:3) A libertação da verdade não vem da filosofia e das crenças, ela vem de uma pessoa. Quando Cristo diz: Eu sou a verdade (João 14:6 Grego Aletheia) ele estava afirmando ter a verdadeira realidade, assim também afirmou Ele que o conhecimento da verdade (realidade) liberta (João 8:32 Aletheia) O niilismo pode estar certo quando o assunto é falsas crenças, parte do que vimos ser "fé cristã" atualmente é combustível para as filosofias dos incrédulos, que não conseguem ler o evangelho pelo estilo de vida que levam e os escândalos que promovem.  Abordando as cosmovisões e assumindo o fato de que o engano avança sobre a sociedade, James Sire admite: “A cristandade moderna, com suas igrejas hipócritas e sua falta de compaixão, é um testemunho pobre da vitalidade do teísmo”(O Universo ao lado Pagina 159 e 160) A falsa religião, e isso inclui o falso cristianismo, será reduzido a nada, As Escrituras falam a respeito dos verdadeiros: "Como está escrito: “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo; mas aquele que nela confia jamais será envergonhado!” e dos falsos:"E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. (Mateus 21:44) A falsa fé será reduzida a nada, tudo no final da historia terá Cristo no centro (Efésios 1;10) e todos os movimentos marginais e independentes desse centro serão reduzidos a nada. “Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios” (II Pedro 3:7 veja também II Tessalonicenses 1:8) Os ímpios, incluindo os promotores de vãs filosofias, terão que se curvar perante Cristo (Filipenses 2:10) e serão levados ao juízo do fogo eterno (Apocalipse 21:8) nem mesmo as palhas produzidas por boas intenções serão poupadas (I Corintios 3:11 a 15) Ao invés de sermos levados por ventos de doutrina, precisamos entender que todo o mover-se do verdadeiro cristão precisa ser para dentro das Escrituras (A palavra "praticante" em Tiago 1:22 é "genomai" e nos remete a idéia de mergulhar para dentro das Escrituras.) Seu foco é viver Cristo, é olhar para Cristo como um destino existencial, uma meta a alcançar em caráter e esperança (Gálatas 2:20 e Hebreus 12:2). Enquanto que o niilismo precisa viver à custa das falsas crenças para celebrar seu apocalipse de reducionismo aniquilacionista, a fé bíblica verdadeira que tem como fundamento uma Pessoa no sentido mais exato da palavra, está sustentada por verdades atemporais e eternas (I Coríntios 3:11) A fé cristã está alicerçada em uma pessoa eterna, no Verbo que se fez carne, a verdade de Cristo é sua Pessoa eterna.”Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o todo-poderoso”(Apocalipse 1:8) Os que não crêem na preexistência de Cristo e na sua divindade, acabam reduzindo a verdade que Ele declara ser, á uma crença falsa subjugada a fragilidade da criação caída, que perverte a compreensão do sentido da vida (Veja I Timoteo 6:5  e II Timoteo 3:8). João, que em sua época estava batalhando contra os gnósticos,escreveu “E Sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”(I João 5:20) Para que uma verdade seja eterna, precisa ser sustentada por uma Pessoa que tenha as mesmas características, de outra forma, será reduzida a dependência de homens. Cristo é a realidade “Tu és sacerdote eternamente”(Hebreus 2:17) e outra vez diz: “Tu és sacerdote eternamente.” (Hebreus 2:21) e então conclui: “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem”(Hebreus 8:2) De que modo devemos olhar pra tudo isso? Devemos ver a fé cristã com a sua essência de ser algo que compete com as coisas eternas e não temporais. O foco não é o agora fracionado e as coisas condenadas a destruição pelo fogo, As coisas eternas do evangelho não estão sujeitas a entropia do universo, as coisas desse mundo sim! a fé verdadeira e espiritual não é desse mundo, não está focada nesse mundo e não se interessa pelas coisas desse mundo, ela está fixa nos valores eternos, concentra-se naquele que faz novas todas as coisas e sustenta todas as coisas com o seu poder. (Hebreus 1:3) esse deve ser o nosso foco. O niilismo espera ver tudo ser arruinado pelo acaso cego, para os niilistas, o que resta é uma vida que termina em nada, para um cristão a vida começa em Cristo e move-se para a eternidade com propósitos, mas como podemos convencer os incrédulos que empacotaram o seu desespero existencial com as lindas embalagens da filosofia intelectual? É muito difícil convencer os outros que amar a lama da terra das vaidades é um ato livre de quem se libertou da sujeira do mundo caído. Vivemos Nesses dias de confusão extrema, onde a falsa ciência “Guarda o deposito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e as oposições da falsamente chamada ciência” ( I Timóteo 6:20) a nós resta apenas a exortação paulina “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nessas coisas.” ( I Timóteo 4:16)




Autor: C. J. Jacinto 

claviojj@gmail.com



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A Agonia das Aflições e a Vida Cristã


Mais uma vez preciso volver  as camadas sujas da religião superficial para encontrar a perola cristã chamada  "Cristo em vós esperança da glória". É inadmissível  insistir cultivar uma tristeza profunda pela vida e ao mesmo tempo amar a Cristo, é preciso que se abandone essa para que possa nutrir a primeira. Quando Paulo enfrenta os furacões intensos de suas lutas sofridas, ele diz "tudo posso naquele que me fortalece".  A tristeza só vai prevalecer quando a alegria cristã é desprezada, apague a luz do evangelho dentro de seu coração e a sua alma ficará escura, não há como conciliar uma grande tristeza e uma grande alegria no mesmo lugar. É preciso insistir nesse fato, porque de onde se origina o fluir de águas vivas prometido por Cristo não pode jamais o coração piedoso se afogar num mar lamacento de amarguras. Há uma incompatibilidade de vida interior quando se pensa que uma profunda tristeza pode ser nutrida e fortalecida no mesmo lugar onde o Consolador permanece para sempre (João 14:16) tal coisa é descredito ao evangelho e uma negação ás virtudes consoladoras do Espirito de Cristo. Há no muito uma densa nevoa de amarguras, mas o perfume do evangelho mostra o caminho do jardim das consolações espirituais. Ninguém sofre nos vales espinhosos das aflições de forma permanente se consegue manter os ouvidos atentos durante todo o tempo no  "Vinde a mim" de Cristo (Mateus 11:28) mas quando cria-se um drama de autocomplacência e como Saul, toma-se a espada para ceifar a própria vida, como querendo dizer que o desespero se combate com a loucura, então é bem melhor beber o cálice da vida até o ultimo momento, porque na paciência de um homem piedoso, liberta-se a essência da vida devota, nada mais pode ser tão eloquente no que consiste a existência de Deus, do num homem que alicerça sua alma na certeza de que Ele existe. Não há sofrimento solitário para quem espera no Senhor, ou como disse A. D. Sertilanges: "Jesus quis estar sozinho em agonia, a fim de que nós mesmos não agonizássemos sozinhos"


Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Golias: A Lição

A história de Golias é a história do homem sustentado pelo seu próprio orgulho (Leia I Samuel 17) a confiança em si mesmo enaltece o coração humano e o faz gigante aos próprios olhos. A força que expunha era uma crença em si mesmo, uma auto-estima exagerada, um pensamento positivo de dar inveja a todos os seguidores da confissão positiva. Uma força descomunal aliada a experiencia de colecionar inúmeras vitórias nas batalhas da vida, era um campeão nato.  A plataforma de suas sandices era sustentada pelos aplausos do mundo. Era Golias o centro da guerra, um suposto semi divino gigante, que aos olhos alheios apresentava todos as características de um herói mítico.  É um ator nos campos da batalha da vida, a experimentar uma serie de sucesso, não somente por derrotar seus inimigos mas também suscitando um respeito e um temor dos inimigos. Era a fama transbordando no mar fétido do orgulho, fazendo borbulhar pela saliva de seus gritos, a crença de que era um inexpugnável dava a garantia de ir para as paginas da historia como um guerreiro indestrutível colecionando uma série de batalhas bem sucedidas, era o espetáculo aos olhos alheios. Esse é o caminho do mundo, veja como os homens se agigantam pela fama, dinheiro e sucesso. Eles estão nesse cenário secular recebendo a glória dos homens. São gigantes nas esferas do mundo caindo, brilhando como estrelas raivosas gritando a todos, "sou vencedor". Aqui jaz o antro da miséria humana sob os holofotes das vanglorias de um mundo inóspito que trai seus próprios figurantes. Golias não contava com Davi, e Davi contava com Deus. Ao contrario dos espias que ao espiar a terra prometida, encontraram nela muitos "Golias" eram os gigantes, que aos olhos daqueles hebreus, pareciam também ser invencíveis, Davi olha e não se amedronta. Vai ser usado por Deus, para dar a lição ao homem vaidoso, Golias então vai naufragar no mar da sua opulência e sofrer uma derrota, ao ser morto por sua própria espada. É o fim do homem orgulhoso, o centro se desequilibra e a estrela cai, espatifando-se em mil pedaços no chão da vida. Esse é o final do homem orgulhoso, esfomeado de fama, que busca os aplausos de uma plateia boba e traidora. O mundo jaz no maligno e o homem sem Deus torna-se alienado pelas circunstancias e sequestrado pelo própria altivez. O grande jaz morto, o grito de desafios continentais, torna-se um mórbido silencio, o degrau da fama desaba, o sangue que escorre, o fim da vida, um morto, este é o fim de todo o homem que confia em si mesmo, que nutre o seu ser exaltado de autoconfiança, oh que desastre! é o fim de cada golias de todos os tamanhos, a queda é fatal, a simplicidade da vida acaba com a arrogância humana, e cada enterro põe um ponto final em cada falso heroi.  Aos santos e humildes porém é prometido: "Os justos resplandecerão como o sol, no reino de meu Pai..."(Mateus 13:43)

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A DOR E REDENÇÃO


Quando o verbo se fez carne e veio cheio de graça e verdade, para os que eram o povo dileto, ainda que não o recebesse, Ele continuou sua jornada no mundo. O brado do Batista ecoa entre as multidões “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essa era a regra, sofrer como um cordeiro mudo, ser pisado e abrir em sua carne as feridas que nos saram, pois pelas suas pisaduras fomos sarados. A violência da cruz é uma ofensa silenciosa, Cristo suporta ao custo do derramamento de cada gota de sangue, o sangue da nova aliança que é derramado por muitos. A seqüência desses espinhos vem desde sua mais tenra idade, um corpo preparado, uma vida preparada para ser derramada, pois sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. A grande luta seria o momento crucial, onde o cálice de todas as amarguras precisava ser sorvido, o fel das abominações humanas estava transbordando, e num mundo de nevoas um tanto obscuras envolvia aquela noite no Getsemani, e Cristo estava lá. Orava com ânsias do prefacio de todos os sofrimentos, dirigindo palavras ao Pai “Afasta de mim esse cálice” porque nela estava o asco de nossos pecados, o fel de nossas ofensas e o veneno de nossas transgressões. Sim, as Escrituras dão um bom testemunho que Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós. Ainda mais testificam que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. E nesse mundo de tantas dores, Cristo entra nesse universo de duras provações. É um mergulho na lama das nossas lagrimas, uma fatia de todas as nossas transgressões já bebe na manjedoura, quando a sujeira do mundo e a escuridão de uma noite sem lâmpadas, simplifica a condição das trevas espirituais em que o homem se encontra. Nada foi por acaso, a noite e a rejeição dos abastados, e a vindo ao mundo numa descida aos lugares mais tenebrosos da terra, morada de violência, ali vem o Cordeiro santo, revestido em um bebe indefeso que vai chorar diante das calamidades humanas, isso me faz lembrar uma frase de William Shekespeare: “Choramos ao nascer, porque chegamos a esse imenso cenário de dementes” Sim o salário do pecado é a morte, e ele toma dessa miserável sentença sobre si, toma as nossas dores, e carrega sobre si a nossa condenação.  Fez-se maldição por nós, essa colossal descida para esse mundo, apenas revela o quanto a misericórdia pode ir mais longe, como a graça pode contribuir para que sejamos justificados sem merecermos. Nada nos resta senão crer, agradecer,adorar e nos prostrar diante de um Deus tão bom. Pois não poupou seu único Filho, mas por nós pecadores, entregou. Um pregador que aprecio, tentou expressar esses fatos de uma forma clara, desde então tenho meditado sobre o fato de que as palavras humanas são muito limitadas para expressar o que Deus em Cristo fez pela obra redentora da cruz:“Um Deus que sofre a dor, injustiça e a morte por nós, é um Deus digno de nossa adoração. Em um mundo de tantas dores e opressões, como poderíamos dar nossa maior fidelidade a alguém que fosse imune a tudo isso? Este é um Deus que sabe como são as tempestades porque ele veio ao mundo e mergulhou direto nas nossas  maiores  dores e sofrimentos. Por causa dessa auto-substituição, podemos ter vida” (Tim Keller- Tradução livre C. J. Jacinto)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sobre Alegria

O que é alegria? é um estado de espirito, assim como a dor pode ser o sinal de um estado patológico e as aflições um sinal de desajuste ou desequilíbrio emocional. A Alegria é um fruto, é um estado de plenitude, de bem aventurança. Lógico que muitas vezes pode ser confundido com satisfação egoísta, mas a alegria não é uma satisfação centrada no ego. A alegria, quando autentica, está fundamentada no fato de atribuir felicidade aos outros. É como o brilho, a luz de uma lampada não existe apenas para si mesma, ela existe para todos os que necessitam de luz. É como a chuva, os céus não podem reter a agua para si, se não cai para regar o campo, as flores não desabrocham e os rios não transbordam,´a relva não sobrevive e os pássaros padecem. A alegria é um compartilhar de esperança, é a distribuição do amor como a unica forma de continuar vivendo, simplesmente porque existem outros que precisam de nós (Clavio J Jacinto)

Suportar a Contradição

É preciso ter o coração blindado pela doutrina cristã e a paciência fortalecida pelas virtudes do evangelho para não se perder o senso de espiritualidade e não ter a consciência contaminada face a tantos falsos cristãos que em nossos dias querem ensinar os outros a viver a verdade, porém vivem submersos no abismo das trevas dos mais crassos e obscuros erros. Há tantos pseudo sábios em nossos dias, querendo se passar por teólogos, propensos há uma vida tão ridícula, que pensam que fezes e mel são a mesma coisa, só porque o aspecto de ambos geralmente é amarelo. E nesse discernimento falido querem apontar a direção,pra quem não segue suas opiniões pautadas na ignorância. Dias dificeis esses que vivemos, Deus tenha misericórdia (C. J. Jacinto)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Um Homem Incomum



“Quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um pote de água”(Lucas 22:10). Uma cena incomum, um homem incomum, uma atividade comum. Um homem andando pelas ruas de Jerusalém com um cântaro de água. Não era algo freqüente, e então tal homem torna-se a referencia de Cristo. Você talvez nunca tenha ouvido falar sobre ipseidade, este é um termo filosófico, é a soma das características de um homem incomum, virtudes especiais de uma pessoa, que a tornam diferentes de todas as outras. Aquele homem com um cântaro de águas percorria o caminho da diferença, a atividade era comum, quem estava fazendo não. No Antigo Testamento, alguém notou que Eliseu era um homem santo de Deus, os judeus notaram que o rosto de Moisés resplandecia, os amigos de Enoque perceberam que ele tinha desaparecido sem deixar rastros, alguns inimigos da fé cristã notaram que Estevão tinha rosto de anjo, os nativos da ilha de Malta perceberam que Paulo era imune ao veneno das serpentes, João batista vestia-se de roupas feitas de pelos de camelo e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, Abel ofereceu uma oferta mais preciosa ao Senhor, Abraão teve a ousadia de ofertar seu próprio Filho ao Senhor, José suportou todas as contrariedades com paciência, Daniel dormiu confortavelmente entre leões famintos. Em Jerusalém um homem levava um cântaro de água, essa era a diferença, porque mulheres eram responsáveis por essa atividade. Ninguém sabe quem é este homem, ele é anônimo nas paginas das Escrituras, mas sua atividade era incomum. Em Atos 9:36 a 42, vimos que Dorcas com uma agulha, exercia uma atividade especial. Ela era especial porque todas as viúvas choravam e mostravam os vestidos que Dorcas tinha feito quando ainda estava viva. Hoje em dia, há ima grande necessidade de homens que sejam diferentes, almas que sejam luz e sal, num mundo escuro que se corrompe. Precisamos de homens dispostos a ser diferentes, a serem santos. Sim! Nosso mundo carece de homens transformados pelo evangelho, que representem os valores do Reino de Deus, que estejam sustentados pelo cetro da equidade do Senhor. Homens incomuns, no meio de uma geração acostumada com a iniqüidade, alienadas pelos valores mundanos. Homens que sejam luminares espirituais em meio a escuridão espiritual. Para sermos incomuns, temos que viver foram do comum, e enquanto que a civilização está sendo corroída desde os fundamentos pelos excessos do pecado, a homem santo torna-se incomum porque não se conforma com esse século. Viver para Deus, em consagração ao Senhor, com o coração voltado para as realidades espirituais, é viver uma vida incomum.  A maioria opta pelos fins que  justificam os meios, adaptam-se aos conceitos relativistas da nossa era. Mesmo confessando a fé cristã, a maioria faz parte do clube da religião comum, a empreitada da fé consiste em adaptar-se a moda vigente, seria humilhante demais subjugar-se a vontade divina no meio da cultura das delicias hedonistas que cimentam a sociedade materialista. O culto do prazer é a moda, e até a fé cristã foi contaminada pelo “Sentir-se bem a qualquer custo”, ter uma experiência religiosa prazerosa é um degrau exigido para nutrir o sentimento de ser especial. Mas carregar um cântaro de água e ser exposto aos olhos alheios é algo muito pobre de sentimentos de honras sociais. E então? Você,  Afinal de contas é incomum? A santidade as vezes parece ser ridícula aos olhos da filosofia humana, desprezível aos conceitos humanistas, inaceitável aos valores do mundo, porém, é uma exigência básica aos que desejam viver pelas veredas do evangelho, que sejam diferentes, que sejam incomuns, que sejam santos. (Clavio J. Jacinto)


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Ansiosa e Afadigada


Ansiosa e Afadigada


Eis o diagnostico que Cristo deu á Marta: ansiosa e afadigada (Lucas 10:41 e 42) Observando o comportamento daquela mulher, Jesus avalia as escolhas de seus seguidores. Uma escolhe o descanso, como se as palavras de Cristo fossem os mais doces frutos do Paraíso, como se Sua presença fosse o Oasis para uma alma sossegar e desfrutar de uma intimidade mais profunda com o Senhor. A outra procurou a vida de ansiedade buscando atividades secundarias no momento em que deveria fazer escolhas essenciais. Toda a nossa vida é envolvida por uma gama variedade de grandes e pequenas escolhas. A dificuldade está em perceber quando elas fazem parte do que a bíblia ode determinar como prioridades. Cristo, nosso Senhor, no sermão da montanha já tinha orientado acerca da busca pelo Reino de Deus e a sua justiça como prioridades fundamentais ao verdadeiro cristão. Consiste de uma grande luta interior, manter a confiança no Senhor e viver cada dia, sem se preocupara com o amanhã, mas apenas descansando na suprema Sibéria do Altíssimo. Nosso coração não consegue conexão permanente com a sacralidade da providencia divina. Então deixamos o medo e a preocupação dominar a nossa vida. Louvamos as atividades, a grande luta da maior parte dos cristãos é uma luta onde o eu posso girar violentamente em torno de nossas satisfações materiais. Aliás, há aquela fome de demonstrar aos outros que estamos fazendo, e que isso deve ser o centro da existência de um homem, pois dessa maneira, todas as coisas giram em torno de um centro que somos nós. Essa era a posição de Marta, ela desejava ser um centro, onde a atenção de Cristo pudesse convergir, e por causa disso, ganhar os méritos por suas atividades. Havia uma ânsia de ser, uma luta constante de ter a atenção, uma seqüência de ações que a conduzisse para um patamar de atividades que a fariam ser mais espiritual do que todos os outros. Uma força que a impulsionava a agir de forma a fazer para receber pelos próprios méritos a aceitação divina. Esse foi o grande erro de Marta. Ao invés de um descanso na obra consumada e perfeita de Cristo, que Ele realizou uma vez por todas na cruz do Calvário, muitos caem no erro de fazer uma religião para si mesmo, e fazer com que todas as coisas fiquem em orbita do próprio coração, a fim de alcançar uma ampla variedade de sentimentos que aplaquem a voz de uma consciência perturbada pelo pecado. Não vive feliz quem se preocupa com o amanhã, só pode ser feliz quem crê em Cristo e descansa em suas promessas. Além disso, posso afirmar com convicção que é melhor descansar na obra de Cristo do que tentar apagar o fogo da consciência pecadora com as palhas de nossas obras mortas. Não devemos lançar sobre os nossos problemas, as nossas preocupações, mas devemos lançar nossas preocupações sobre o Senhor e descansar na divina providencia. (Veja I Pedro 5:7) Que o Senhor possa abrir os nossos olhos sobre esse assunto, pois é evidente que a ansiedade escraviza o nosso coração, mas a fé em Deus nos liberta para que possamos desfrutar da vida em cada momento. (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 5 de junho de 2018

TEMPLO SANTO OU PROFANADO?


A passagem de Ezequiel 8 é digna de uma consideração, pois ela retém uma lição muito importante para nós hoje, serve como uma advertência solene a nós todos que professamos o bom nome do Senhor. Vamos às considerações e as aplicações práticas. Ezequiel é levado para o templo, o Senhor revela a ele as abominações que estão sendo praticada pelos apostatas, dentro do santuário. Coisas horríveis estavam acontecendo, as paredes estavam pintadas de repteis e figuras de deuses pagãos, havia lá dentro uma imagem de ciúmes, malignas abominações, e, além disso, homens adorando o sol e mulheres chorando a tamuz. O templo estava sendo profanado, desde o interior. E o diagnostico espiritual era: Um santuário contaminado com perversas e malignas abominações. Sei o quanto é difícil falar sobre isso hoje em dia, porque nós somos, nessa era cristã, o templo do Espírito Santo (Veja I Coríntios 3:16 e 17 e 6:19 e 20) e a pergunta é: o que está sendo pintado com nossos desejos e pensamentos no lado interior desse templo? Não importa o quanto isso possa ser um tanto desagradável, mas durante toda minha vida eu vi lideres e ouvi pregadores dando toda ênfase ao exterior, justamente como faziam os fariseus porem foi notável o fato de que pouca gente que confessa a fé cristã se importa com o tipo de pensamentos, desejos e vícios alojados dentro de si. Poucas pregações, senão raríssimas, dão ênfase aos cuidados do templo interior e a vida do cristão em si mesmo, como um santuário consagrado e santificado. O mundo jaz no maligno e expõe todas as suas imagens com o intuito de jogar para dentro de nós, imagens, desejos e vícios, sua tática é que essas coisas fiquem impressas dentro do coração. Todas as coisas do mundo do pecado podem ficar retidos dentro de nós, o que vimos e ouvimos, nosso homem interior tem funções de absorver imagens e informações como se fosse uma esponja. Assim é que nosso templo é profanado com essas figuras, desejos, paixões e sentimentos que pintam as paredes do interior do templo que somos nós. Tal pode ser a tamanha abominação, quando o Senhor olha, e vê seu templo com pinturas de divindades, imagens sensuais, avareza, inveja, orgulho, ira, contendas, mentiras,falsidades e tantas coisas que ficam impregnadas nas paredes internas do nosso coração. Destarte, ao invés de ser um jardim, nosso coração torna-se um pântano, ao invés de ser um santuário puro e santo, torna-se um santuário profanado por pecados, desejos imundos, paixões secretas, vícios e outras abominações malignas. Nosso coração precisa ser puro (Mateus 5:8) devemos nos despojar das coisas imundas (Colossenses 3:8) Paulo nos exorta a permanecermos íntegros em todas as áreas da nossa vida e não apenas em alguns compartimentos externos (II Tessalonicenses 5:23) O Senhor olha para dentro de cada um de nós, somos o templo do Espírito Santo, mas o que estamos guardando escondido nas recamaras do coração? Que tipo de figuras pintam nossas palavras, desejos e pensamentos na parede do homem interior? “O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”(I Samuel 16:7)

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Desanimo

Muitas vezes achamos que podemos expor nossa erudição e nossa sabedoria através de nossas palavras, mas na verdade, ficar, muitas vezes de boca calada é o melhor sinal de erudição e a prova mais sensata de sabedoria. (Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 29 de março de 2018

OS ESPINHOS DO APOSTOLO PAULO.

                                                OS ESPINHOS DO APOSTOLO PAULO
O apostolo Paulo sofreu a severidade de um espinho na carne, é um mistério desvendar o que necessariamente eram essas agressões feitas por um mensageiro de satanás. Quando Paulo ora três vezes pedindo ao Senhor que esse problema tão horrível seja resolvido, o Senhor responde: A minha graça te basta (II Corintios 12:9) eu quero me concentrar nessa resposta negativa, Deus responde com um "não" para alguém com um nível espiritual muito elevado, e ainda por cima coloca a Sua graça como suficiente e não o alivio das agressões. Como essa resposta é profunda: "A minha graça te basta" Todavia, o que vimos hoje em nosso meio. senão milhões de pessoas que não encontram a suficiência na vontade de Deus e não estão dispostas a seguir o próprio Getsemani e dizer ao Senhor: "Se possível afasta de mim esse cálice, todavia seja feita a Tua vontade e não a minha". A espinha dorsal do corpo teológico das Escrituras é a Soberania de Deus, se Ele não for Soberano e absolutamente Todo Poderoso, de que modo subsistirá a sua graça e a sua misericórdia? Aqui não há espaço para um teísmo aberto, não há sustento para um Criador impessoal, Paulo está ali, sofre as dores de um espinho, a agressão das bofetadas, esse é o caminho de entrada da provação de Jó, não chegou ao ápice, mas sentiu os rasgos da violência da dor humana, nas carnes do homem exterior. E ali, o que ele recebeu senão uma resposta negativa, seus clamores não foram atendidos,a resposta parece um tanto fraca, as moldes da religião utilitarista moderna: "A minha graça te basta". Caro amigo, isso é relevante hoje, o estar contente com a vontade de Deus? deixar que o nosso ego de barro seja tratado pelas mãos do oleiro, isso é bom? A essência da espiritualidade é pura na sua fonte quando as mãos do Mestre sustentam e controlam a vida de um homem regenerado. A matriz divina do cristianismo está na graça de Deus, Paulo bebe direto da fonte, e se os espinhos cortam a carne, movem-se como as laminas do arado, rasgando o orgulho, as formalidades, o conforto e os interesses pessoais de Paulo, a semente da graça cai lá no fundo do sulco, e o poder espiritual germina. Nada de materialismo, nada de fama, nada de aplausos, muito menos glamour, nada de prosperidade e riquezas temporais, nada de conforto, mas "A minha graça te basta". Desconfio que se Deus chamar pessoalmente todos esses que enchem os templos, para responderem seus anseios com uma resposta dessas, a maioria, senão quase todos sairão pestanejando e negando a fé, por sentir a inutilidade dessa resposta divina: "A minha graça te basta" pelo simples fato dessa resposta não corresponder aos seus interesses pessoais.
(Clavio J. Jacinto)

segunda-feira, 19 de março de 2018

ALERTA: FRAUDE ESPIRITUAL GENERALIZADA! (Pequeno Sermão Expositivo)


ALERTA: FRAUDE ESPIRITUAL  GENERALIZADA! (Pequeno Sermão Expositivo)
“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vos que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:23) Essas palavras de Cristo, são dirigidas a uma multidão de “super-religiosos” que ostentavam um grande poder carismático. A força sobrenatural que funciona em suas crenças os faziam crer serem uma elite espiritual mais avançada e superior. Olhavam para os resultados, criam que Deus era com eles, porque a exposição clara dos poderes espirituais eram mui evidente e uma prova irrefutável de que havia uma poderosa “unção” sobre suas vidas.  Embora pareça invocarem ao Senhor (Mateus 7:21) a declaração de Cristo é: “nunca vos conheci” e então conclui que tais eram praticantes de iniqüidades. No grego “anomian” significa “sem lei” ou “sem princípios.” Um significado claro: eram desobedientes á verdade do evangelho. Não amavam a santidade, mas viviam dentro daquilo que Judas denunciava “A transformação da graça De Deus em dissolução (Judas 4). O contexto das Palavras de Cristo em Mateus 7 é a obediência, a pratica do Evangelho. Há um principio espiritual que deve ser relevante na vida de um cristão: Todo o conhecimento bíblico precisa ter uma finalidade pratica. Há uma intima relação entre a verdade das Escrituras e a pessoa de Cristo, viver a fé cristã é viver Cristo e obedecer a Deus, isso é inseparável. A maior parte da cristandade atual é arrastada pela correnteza do mundo e suas vãs filosofias, mas parece que se orgulham disso, porque de forma pragmática, eles estão seguros de que possuem muitas experiências espirituais e isso lhe dá uma garantia, como se fosse um selo divino de aprovação de que sinais e maravilhas e experiências profundas e agradáveis não seria em hipótese alguma, permitida aos réprobos.  Aliás, sejamos coerentes, a forma mais simples e mais difícil da jornada cristã é viver por fé e estar completamente desapegado desse mundo, por estar inteiramente ciente de o mundo não é digno dos que são verdadeiramente santos. Esse sentimento é paralelo, o cristão verdadeiro almeja estar com o Senhor porque é bem melhor, cumpre aqui nesse mundo os restos das aflições de Cristo,(Filipenses 1:23 e Colossenses 1:24) e o mundo não quer os santos, a sociedade é uma Jerusalém expandida que mata e persegue os profetas do Senhor.(Mateus 23:37) Não há afetos espirituais mútuos entre cristãos verdadeiros e mundo dos perdidos. Mas de alguma forma, essa não é a crença popular da cristandade.  Se Paulo encontrou em Atenas um altar ao “Deus desconhecido” é bem certo crer que na cristandade erguem-se muitos altares a deuses estranhos, feito na medida dos anseios mentais para satisfação dos instintos da natureza mundana, em que tais corações estão apaixonadamente enraizados. Essa idolatria sofisticada, idealizada nas crenças populares de um cristianismo antibiblico é o que funciona hoje e atrai muitos seguidores. A começar pelo fato de que a crença comum num Cristo totalmente amoroso é apenas uma caricatura religiosa inventada para esconder a imagem de outro Cristo, pelo qual o Verdadeiro não é invocado, e daí a  explicação da “contradição” entre os que clamam “Senhor, Senhor” e o Senhor Jesus Cristo que diz “Não vos conheço” porque estavam invocando e seguindo “outro cristo”. Esse outro cristo que não condena pecados e pecadores, não reage contra o pecado, aceita o fogo estranho, a extravagância esotérica e o culto sensual, um senhor tolerante que compactua com todas as formas de heresias e mentiras doutrinarias e experiências sobrenaturais derivadas do paganismo. Essa é a divindade de muitos ditos cristãos modernos. “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo, aparte-se de toda a iniqüidade”(II Timóteo 2:20)
Clavio J. Jacinto




sábado, 3 de fevereiro de 2018

A DOR E A GLORIFICAÇÃO


Uma das passagens mais intensas relativa a vida eclesiástica é a carta de Cristo a Esmirna (Apocalipse 2:8 a 11) é uma carta curta, cheia de palavras  que pesam a condição daquela igreja. Ela poderia ser chamada de a igreja de todas as aflições. Seus membros debulhavam a dor e o sofrimento e comiam do pão das aflições. A igreja de Esmirna era um alvo de satanás, era uma igreja sob constante ataque. Porque o diabo atacava tanto essa igreja? Ali encontramos a palavra tribulação, padecimento, prisão por causa da fé, tentação e por fim a exigência fundamental da fé cristã: Ser fiel até a morte. Essa igreja estava sendo provada a "ferro e fogo". Não encontramos nada mais do que isso. O sofrimento era o selo de Esmirna o orvalho da espiritualidade dessa igreja era o gotejar da amargura por causa das duras provas. Mas não se engane, eles eram firmes e constantes, a carta de Cristo era um aviso que eles estavam sendo assistidos, por tais aflições amargas,havia um suave e doce vinho de consolação: Receber a coroa da vida e a vitória espiritual completa para não sofrer as consequências do dano da segunda morte. A condição da fé dos crentes de Esmirma deveria ser de firmeza, não haveria para eles algo como festas, shows, entretenimento, apenas o batismo das aflições. Eram espetáculos para o mundo, carregavam as marcas das aflições de Cristo. Não havia espaço para a ilusão, o materialismo era algo distante da teologia deles. Nesse mar intenso de dores, a assistência de Cristo era o bem mais precioso para aqueles irmãos. Não havia o triunfalismo imediatista em suas canções, não havia o êxtase e os arrebatamentos emocionais produzidos por mensagens de auto estima ou misticismo magico. A realidade deles era sustentado pelo fato de sofrer por Cristo, com Cristo e em Cristo. Não havia uma promessa terrena de conforto, "E tereis uma tribulação de Dez dias" e "O diabo lançará alguns de vós na prisão" essas eram as palavras de Cristo, toda a consolação estava reservada para o além e não para essa vida. Aqui está a essência do verdadeiro consolo, pois a sede da alma humana só pode ser saciada pelos mananciais refrescantes que procedem do trono de Deus. Não há palavras mais consoladoras do que ouvi dos lábios santos e imaculados de Cristo "Vinde benditos meus" não há experiencia mais plena de consolação do que"Deus enxugará todas as lagrimas". A noite das tribulações passam, a Estrela da manhã um dia resplandecerá, e então passará o céu e a terra, chegará o dia de Cristo e  toda a sua igreja desfrutará do triunfo eterno, o vale da sombra da morte é um trajeto mas os novos céus e a nova terra é o destino final.

CLAVIO J. JACINTO

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

POLIDO PELAS AFLIÇÕES



Se és bom soldado de Cristo
Sofre as aflições
Suporta a dor
Pois também as pedras preciosas
Sofrem a lapidação

As dores ainda que tão agudas
São as mãos 
Rudes mas benditas que tecem
A pérola no choro do mar

Não tema as aflições permissivas
Pois as jóias da Coroa da vida são polidas
Enquanto choras e cantas
Quando ainda és peregrino  sobre a terra

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS

profundo a mim suspirava
O mal tenta sobreviver ao golpe fatal da cruz de Cristo, mas a vitória do Salvador é irreversivel. A redenção eficaz do Salvador, restaurará todas as coisas de acordo com o proposito em que las foram criadas desde o principio.

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Restauração


Aquele gemido que tanto ouvia
Como ancoras de lagrimas de toda a criação
Que em "ais" ferozes em cada vale de aflições
Em cada flor que murchava ao frio

Aquela ânsia que tanto sentia
Um vigor da dor que prevalecia
As armaduras oxidadas no inverno
O caminho bendito e o portal do amor

Aquele lindo lugar que tanto sonhava
Uma pátria perfeita que tanto ansiava
Minha vontade de ir além, tocar a imensidão
Era a eternidade batendo no meu coração

Este mundo chora as dores de um parto longo
Uma frágil seiva que sustenta a vida
Batalhas sangrentas nos precipícios da existência
Um logro da rebelião que sustenta o desespero

Mas um dia virá, é do SENHOR
Em que as montanhas serão revolvidas
A semente do sofrimento perderá o folego
O mal que assusta exterminado

Então as flores não mais murcharão
As montanhas verdes não mais perderão o seu vigor
Os rios serão eternamente refrescantes
Cristalina as chuvas suaves que fruirão das nuvens

O sorriso e a felicidade se beijarão
O matrimonio do Paraíso com a terra restaurada
Seremos tudo por todos redimidos em Cristo
Ele será com Deus a completitude da Vida

A justiça reinará pra sempre segura
Num universo cheio do mais puro esplendor
E nós tão livres nessa nova criação
Dia e noite adoraremos ao nosso Bendito Senhor
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Clavio J. Jacinto.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

LIÇÕES DE UM SANTO DECAPITADO

                                           LIÇÕES DE UM SANTO DECAPITADO

João Batista foi o percursor do Messias Salvador, era um homem integro, cheio do Espirito Santo.Havia um vigor espiritual poderoso em sua vida. A verdade merece ser defendida e promovida com tal poder espiritual, a pregação é para os comprometidos com a vontade de Deus. Há duas lições dignas na vida do profeta batista, a primeira é com relação a sua informalidade ministerial e seu estilo de vida rudimentar, sua catedral era o deserto e não havia nenhuma pompa eclesiástica na sua postura. Não há resquícios de glamour nem charme em sua postura, era um simples camponês rude, na plataforma sacra da simplicidade. Por isso mesmo não havia conveniências pessoais para o profeta, a verdade era inegociável, Batista era anti-mercantilista, não era pregador mercenário, seu salario era a sua reputação e nada mais. Ele tinha acesso a gente famosa que lhe renderia boas somas, por seus conselhos, poderia tratar de questões éticas de maneira mais suave, para agradar a todos e obter o aplauso dos corruptos pecadores, mas ele não está interessado em benefícios pessoais, ele não está interessado em aplausos, na fama, em dinheiro, comida boa, conforto, status e na estima dos filhos da iniquidade. Combate frontalmente um caso de adultério, não dá trégua ao pecado, sua posição firme não lhe dá nenhum tipo de segurança, ele foi um homem exposto ao ódio mortal dos vis pecadores por causa do seu amor a santidade, isso o faz completamente diferente dos ministros frouxos de nosso tempos (Há as raras exceções) Mas há ainda algo mais peculiar no Batista, sua declaração é a declaração de um homem santo: Que Cristo cresça e eu diminua (João 3:30) é isso! o Espirito Santo não usa homens excêntricos e egoístas, que querem promover a si mesmos, que buscam a glória da plateia, e por isso mesmo precisam pregar o que elas querem ouvir. Fuja dos megalomaníacos com prerrogativas de arrogância por causa da mania de onipotência religiosa. Esses são  os sócios do diabo, porque promovem a sua teologia egocêntrica e arrastam a turba sem discernimento para o inferno pelo caminho colorido do espetáculo religioso.  Quanto mais o Batista avançava na sua espiritualidade mais diminuía a si mesmo, Cristo teria que aparecer, resplandecer não ele.  sua visão era: "Exaltado seja Cristo, e eu desapareça", essa era a direção do ministério do Batista e será sempre a direção de um verdadeiro profeta. Não estava preocupado consigo mesmo, fazer do seu ministério uma catapulta para exaltar a si mesmo diante dos homens, não havia nele aquela fome de púlpito, aquela idolatria aos títulos eclesiásticos como existe hoje entre tantos religiosos doentes, que não se contentam em serem nada para o mundo para que Cristo seja tudo neles. João Batista perdeu a vida biológica por causa da verdade e muitos ministros hoje senão a maioria perdem a vida eterna por causa do orgulho e da conveniência pessoal. (Clavio J. Jacinto)

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