Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A FÉ BÍBLICA É UMA FÉ INABALÁVEL

 


 


C. J. Jacinto

 

 

Um dos trechos mais relevantes sobre a fé encontra-se em Hebreus, capítulo 11, especificamente nos versículos 1 a 3, onde lemos: "Ora, a fé é a certeza daquilo que se espera, a convicção daquilo que não se vê. Pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, percebemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o visível não foi feito do que é aparente." Este é um tema de grande importância, embora frequentemente mal interpretado. A compreensão do seu significado, tanto no contexto bíblico quanto em sua acepção original, nem sempre é clara. O propósito deste breve artigo é oferecer algumas reflexões sobre o assunto, motivado pelo desejo de edificar os cristãos e aprofundar sua compreensão da fé conforme revelada nas Escrituras. Que esta leitura possa ser uma fonte de bênçãos.

“É função da fé crer no que não vemos, e a recompensa da fé será ver o que cremos.”(Thomas Adams)

 O capítulo 11 da epístola aos Hebreus apresenta uma galeria de figuras notáveis pela sua fé, homens que enfrentaram inúmeras dificuldades e, apesar disso, permaneceram perseverantes, sem se deixarem abalar pelas provações a que foram submetidos. A consequência inerente a uma fé genuína reside na formação de um cristão inabalável, alicerçado em fundamentos sólidos e reais. As estruturas de sua crença, firmemente estabelecidas, resistem às adversidades, mantendo-se intactas e resilientes diante de crises ou provações. É fundamental compreender que a palavra "fé", em hebraico, possui uma conotação pragmática e, a meu ver, impactante, devido à sua significação no contexto do pensamento hebraico. Podemos observar claramente. A fé constitui o fundamento da justificação do cristão. No livro de Hebreus, conforme mencionado, o autor aborda a fé, afirmando que é impossível agradar a Deus sem ela. No contexto hebraico, frequentemente, o significado da fé é negligenciado, confundindo-a com crença. Como exemplo, na epístola de Tiago, a Escritura declara que os demônios creem, mas não possuem fé. A fé, no sentido bíblico, distingue-se da crença; crer em Deus é diferente de ter fé em Deus. É essencial discernir essa diferença para uma compreensão mais profunda.

A fé se mostra genuína quando é concretizada por meio de nossas ações. (Thomas Schereiner)

 No idioma hebraico, a palavra traduzida como "fé" possui um significado profundo e pessoal. Considero-o impactante, transcendendo a compreensão usual do termo. Em hebraico, essa palavra é "emunah", que se traduz como firmeza inabalável, confiança profunda ou, ainda, confiança fundamentada em uma experiência íntima com Deus. É uma confiança relacional, resultante da intimidade com o Senhor, acompanhada de um complemento prático.

 Portanto, a fé, no sentido bíblico, não deve ser confundida com crença. A crença pode prescindir de ação, enquanto a fé, segundo a Bíblia, exige ação. Há, portanto, uma diferença significativa de significado. A crença pode ser subjetiva, mas a fé é objetiva. Essa é a essência do conceito bíblico de fé, conforme podemos compreender através da perspectiva hebraica.
 Com base nos argumentos apresentados, reafirmo que a fé, conforme a perspectiva bíblica, não é uma atitude passiva. Contrariamente, a fé, tal como descrita nas Escrituras e na tradição hebraica, é inerentemente ativa.  Dessa forma, compreendemos, à luz do conceito de fé exposto em Hebreus, capítulo 11, que a fé genuína é transformadora, resultando em consequências significativas. A fé nos conduz a uma experiência profunda com Deus, fortalecendo nossas convicções e, por conseguinte, nos tornando resilientes diante das adversidades, uma vez que estas convicções derivam de realidades espirituais que satisfazem as anseios e expectativas do nosso coração.

“A fé está assentada no entendimento, assim como na vontade. Ela tem um olho para ver Cristo, assim como uma asa para voar até Cristo.” (Thomas Watson)

 Com base no ensinamento bíblico contido no Sermão da Montanha, Jesus aborda a questão do homem prudente, aquele que constrói sua casa sobre a rocha. Encontramos essa narrativa no capítulo 7 do livro de Mateus. Ao analisar o relato de Lucas, que também registra os ensinamentos de Jesus sobre o homem prudente, notamos que a construção sobre a rocha é precedida pela ação de cavar fundo. (Lucas 6:45 a 47) Nesse contexto, a fé inabalável é comparada a uma estrutura edificada sobre a rocha, mas que exige ir além da superfície.

 O princípio espiritual subjacente é claro: a fé verdadeira não se contenta com o superficial. A ação de cavar fundo, conforme descrito por Lucas, simboliza a busca por uma compreensão mais profunda, que transcende a superficialidade e estabelece um contato direto com a rocha. Portanto, todo aquele que genuinamente possui fé em Cristo estabelece uma relação íntima e profunda com Ele, tocando na rocha eterna, e assim, solidificando sua fé de forma inabalável. Consideremos agora a aplicação prática. Apresentarei exemplos das Escrituras, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, que demonstram como um indivíduo de fé genuína, caracterizado pelos princípios descritos em Hebreus 11, possui uma fé inabalável. Essa é a essência da fé cristã verdadeira. Ela difere da mera crença, que se limita ao consentimento intelectual. A fé, por outro lado, transcende a crença e se manifesta na vida espiritual, transformando o indivíduo de acordo com seus princípios. Apresentarei alguns exemplos específicos, extraídos das Escrituras, para ilustrar a natureza da fé genuína. Acredito que estes exemplos, embora concisos, serão suficientes para elucidar a compreensão da verdadeira fé conforme ensinada nas Escrituras.

Iniciaremos, portanto, uma breve análise da trajetória de José, o Egípcio (Leia Genesis 37 a 50). Consideremos sua vida, marcada por traições, rejeições e injustas acusações. Ele suportou a punição por um crime que não cometeu e enfrentou severas provações. Apesar de tudo, sua fé permaneceu inabalável, confiante na promessa divina. Sua vida, diante das adversidades, demonstra uma firmeza exemplar. Poderíamos, assim, descrever a fé de José como inabalável, pois ele logrou êxito em superar todas as provações, aflições e tribulações, mantendo-se firme mesmo diante de evidências contrárias às suas convicções. Ele transcendeu as crises e, por fim, triunfou em um sentido espiritual, mantendo-se fiel às promessas divinas, confiando em um Deus justo, soberano e verdadeiro. Essa fé o conduziu à vitória, culminando na experiência notável de ascender da condição de escravo, vendido por seus irmãos, ao trono, exercendo domínio sobre diversos povos.



Da mesma forma, podemos considerar a história de Jó. (Leia Jó 1 a 3) Jó era um homem que temia a Deus, íntegro e que se afastava do mal. Apesar disso, ele enfrentou um período de grande aflição. A profundidade de seu sofrimento é indescritível. Contudo, perante tais circunstâncias, ele não abandonou sua fé. Quando sua esposa, sua pessoa mais próxima, o incitou a amaldiçoar a Deus e morrer, ele simplesmente se ajoelhou e adorou a Deus.

 Dentre as figuras bíblicas, destaca-se Daniel, que, ameaçado de ser lançado na cova dos leões, manteve sua fé inabalável, preferindo a morte à negação de sua crença (Leia Daniel 6:1 a 28) O Senhor, contudo, interveio, livrando-o da boca dos leões. De igual modo, os três companheiros de Daniel recusaram-se a curvar-se diante da estátua erigida no campo de Dura, em adoração a Nabucodonosor.(Daniel 3:1 a 30) Apesar da ameaça de serem lançados em uma fornalha ardente, permaneceram firmes em sua fé, recusando-se a negar o Senhor. Esses exemplos ilustram a verdadeira fé, demonstrada pela disposição de enfrentar a morte. Os três amigos, lançados vivos na fornalha, escolheram a prova de sua fé, preferindo a provação à desobediência. Apesar de terem sido libertados milagrosamente, demonstraram estar preparados para o martírio.

Podemos notar também o ministério do profeta Jeremias (38:1 a 13) Ele foi desprezado e perseguido, mas, apesar das aflições e tribulações, permaneceu anunciando sua mensagem. Mesmo após ser lançado em um poço, manteve-se firme, convicto de que sua mensagem era a verdadeira, dada por Deus para advertir o povo sobre a iminente queda de Jerusalém. Embora sua mensagem fosse desagradável, Jeremias demonstrou coragem e, apesar de todo sofrimento, foi resoluto em seu ministério profético, pois possuía uma fé inabalável, independente das circunstâncias, mantendo-se fiel a Deus.

Analisemos um exemplo do Novo Testamento. Considero-o instrutivo e valioso para a meditação nas Escrituras Sagradas, especialmente no que concerne aos princípios de uma fé inabalável. Refiro-me à experiência de Paulo e Silas na prisão.  

 Após serem açoitados e lançados num cárcere interior, tiveram seus pés presos a troncos. Essa situação, de grande sofrimento e pressão psicológica, era devastadora. Contudo, em Atos, capítulo 16, lemos que, apesar das circunstâncias adversas, eles entoavam cânticos ao Senhor.

“Aqueles que mergulham no mar das aflições (Com Cristo) trazem perolas (Espirituais) raras (E preciosas) para cima” (Charles Spurgeon – As palavras entre colchetes são acréscimos feitas pelo autor deste artigo)

Evidencia-se, assim, a fé inabalável de Paulo e Silas, resultado de um profundo conhecimento do Senhor. A fé que possuíam era prática, com confiança profunda, isenta de superficialidade. Não se tratava de uma crença rasa, mas de um cristianismo profundo, assim como a fé desses heróis da fé que aqui mencionamos. Era uma fé firme e resoluta, que não dependia das circunstâncias, mas estava alicerçada em fundamentos eternos: as promessas de Deus e um relacionamento íntimo com Ele.

 Considero que os exemplos apresentados são suficientes. A epístola aos Hebreus, escrita no contexto da Igreja do Novo Testamento, que enfrentava severas perseguições tanto por judeus quanto pelo Império Romano, demonstra a importância do ensino da perseverança dos crentes, mesmo diante do martírio. Essa fé, baseada em realidades espirituais, pode nos conduzir a experiências profundas com Deus, permitindo-nos permanecer firmes e convictos, mesmo em meio a adversidades. Nossa estabilidade reside em Cristo, que é a nossa base. Acreditamos na fé que foi entregue aos santos, uma fé bíblica e verdadeira, pela qual cremos em Cristo como nosso Senhor e Salvador, cientes de que enfrentaremos perseguições e aflições neste mundo. Contudo, perseveraremos, conforme Paulo expressou em sua carta aos Filipenses: "Porque, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro."

Livreto Grátis: Pequeno Tratado Sobre Idolatria.

 

https://drive.google.com/file/d/1tIVIZgpXfMtnLkZn3GxawEjTSO7pJqG-/view?usp=drive_link

 

Livreto: Percepção Espiritual – Como Obter?

 

https://drive.google.com/file/d/13CTSsmkHYoNQcm1B1ZlxRjl-uhOPUvIQ/view?usp=drive_link

 

Acesse

www.heresiolandia.blogspot.com

 

Milhares de estudos bíblicos para sua edificação e artigos apologéticos para a defesa da fé

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Normas Para o Progresso Espiritual





"A Vida cristã é um crescimento em direção a vontade de Deus, qualquer sentido oposto a isso, é decadencia"

O crescimento espiritual é uma evidencia fundamental  do novo nascimento, não pode existir uma nova criatura em Cristo (II Coríntios 5:17) sem um crescimento espiritual evidente, pois é o Senhor Deus Todo Poderoso que nos dá através da graça e do poder do Espírito Santo, a possibilidade desse crescimento (I Coríntios 3:7). Desde tempos remotos, o crescimento espiritual é uma marca distinta dos justificados, Salomão ensinou que a vereda dos justos é como a luz da aurora que brilha mais e mais até ser dia perfeito (Provérbios 4:18). Uma vez que o cristão é aquele que segue os passos de Cristo (I Pedro 2:21) a bíblia testifica que Cristo crescia em graça e sabedoria (Lucas 2:52), segue a norma, o cristão sábio ouvirá sobre os princípios e todo o conselho de Deus (Atos 20:27) “O Sábio ouvirá e crescerá em conhecimento”(Provérbios 1:7) eis porque é de suma importância que um cristão procure se congregar em uma igreja onde se pregue toda a bíblia, exorte,  admoeste, ensine, corrija, oriente e aconselhe, pois de outra forma não obterá alimento solido, mas leite falsificado. Trata-se de uma decisão vital unir-se á uma igreja bíblica, esta é a norma para não recorrer na sentença de errar por não conhecer as escrituras (Mateus 22:29) lembre-se da advertência de Salomão: “Os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Provérbios 1:7). O cristão verdadeiro segue sempre as ordens de Pedro, desejar e procurar o leite racional não falsificado (Leia I Pedro 2:2) que possamos atentar para as coisas que promovem nosso crescimento espiritual, que o Senhor ilumine o nosso coração para  compreendermos tão sublime verdade “Porque tu acencederás a minha candeia, e o Senhor meu Deus iluminará as minhas trevas”(Salmos 18:28)
O crescimento espiritual tem um centro onde convergem todas as coisas sagradas: o próprio Senhor Jesus Cristo. João Batista, na sua vida orientada por princípios espirituais elevados assim procedeu: “è necessário que ELE cresça e eu diminua” (João 3:30) sem a diminuição do próprio eu, não poderemos seguir no crescimento da fé, pois Paulo ensina que o propósito do crescimento espiritual é para viver para a glória de Deus “Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas, glória pois a ele eternamente amém”(Romanos 11:36) Todo o crescimento precisa ter o foco a glória do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, todo o crescimento que envolve mais o homem e menos a Cristo é falso,  “Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15)
O crescimento espiritual tem uma regra básica, ouvir e praticar a palavra de Deus (Tiago 1:22) de nada adiante ter conhecimento sem pratica, a bíblia é um livro objetivo, o homem prudente, disse Jesus, que coloca os fundamentos sobre a rocha, é aquele que ouve a Palavra de Deus e as pratica (Mateus 7:24) É quando ouvimos a palavra de Deus em sermões expositivos e doutrinários, quando estudamos com dedicação as Escrituras que realmente receberemos uma  lavagem “Purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”(Efésios 5:26) Jamais devemos tentar servir ao Senhor na vaidade de nossa mente (Efésios 5:17) mas “somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo” (Filipenses 1:27)

"A Vida cristã tem o proposito de nos colocar mais perto da cruz para nos separar completamente da vida de pecado"

O crescimento espiritual exige uma determinação firme, Paulo disse que deveria se esquecer das coisas que para trás ficam, para seguir o caminho da plenitude cristã  “prossigo para o alvo, pelo premio as soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3:14) Isso implica a perda de coisas fúteis para a aquisição de conhecimento espiritual e pratico de valor incalculável (Veja o exemplo de Paulo em Filipenses 3:8) O progresso cristão é uma soma de valores novos e eternos  e uma perda de coisas temporárias, que não atribuem a nós nenhum beneficio eterno, em outra parte Paulo fala sobre esse processo de forma mais profunda “Purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito aperfeiçoando a santificação no poder de Deus (II Coríntios 7:1) assim entendemos que o processo de crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (II Pedro 3:18) requer a morte de nosso egoísmo e o surgimento de virtudes que florescem no terreno santificado da humildade. Assim a vida espiritual tem três movimentos distintos: 1) retrocesso (Lucas 9:62)  2) Estabilidade (Hebreus 13:8) e 3) Progresso (I Tessalonicenses 4:1).  A estabilidade é a vida edificada sobre a rocha que pode suportar o acréscimo de mais elementos, ou seja, só a estabilidade espiritual pode das condições de crescimento espiritual, a produção de virtudes novas e a frutificação espiritual. Veja que em I Pedro 1: 5 a 11 existem esses acréscimos de virtudes após virtudes. Assim entremos no próximo nível:
O crescimento espiritual tem um processo muitas vezes doloroso, em sua segunda carta aos tessalonicenses Paulo declara: “A vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com outros”( II Tessalonicenses 1:3) Como esse crescimento espiritual se processa? O próprio contexto responde a isso, suportando as dificuldades com paciência, perseguições aflições, padecimentos e tribulações (Veja I Tessalonicenses 1:4,5,6)  O justo em Salmos 1:3 é comparado a arvore plantada junto a ribeiro de águas. Uma arvore é uma planta que processa crescimento “Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por ultimo o grão cheio da espiga” (Marcos 4:28) assim o crescimento espiritual alcance seu propósito final numa vida que glorifica a Deus através dos frutos que produz: Fé, amor, gozo, paz , longanimidade, bondade, benignidade, mansidão e temperança (Gálatas 5:22). Muitas vezes isso requer um custo muito alto “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”(João 12:24) Assim, voltemos a declaração de João Batista que anunciou a diminuição de si mesmo para que Cristo viesse a crescer na sua vida (João 3:30)  Somos chamados a crescer e frutificar, o fruto é aquela parte da arvore que só traz beneficio aos outros, a arvore não pode se alimentar de seu próprio fruto, não usufrui da doçura e do sabor dos frutos que ela mesma produz, são os outros que receberão dos benefícios da frutificação. A verdadeira vida espiritual fruto do crescimento sadio não promove o próprio cristão aos patamares do sucesso mundano, os frutos verdadeiros serão bênçãos com propriedades espiritualmente nutritivas para abençoar o nosso próximo e os irmãos na fé, e assim viveremos para a glória de Deus e não para a satisfação egoísta de receber gloria dos homens. “estai em mim e eu em vós” disse Jesus (João 15:4) Se você cresce e frutifica, entendera o processo da dor, aflições e padecimentos que precisa enfrentar,  pois Cristo, o Senhor assim fará “Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto ainda”(João 15:2) Assim entendemos que o processo de limpeza segue o caminho da purificação moral e espiritual, e Cristo fará isso em nós, como disse certo pregador puritano: “ É melhor ser podado para crescer, do que ser cortado para queimar”. 

"Quanto mais um homem cresce em santidade, mais ele tende a diminuir-se por causa da humildade que não pode operar a parte da autentica santidade"

Amém


Clavio J. Jacinto



terça-feira, 27 de novembro de 2018

Esclarecendo Os Fundamentos ( I )


A que a fé é: É um assentimento intelectual ativo seguido de um entendimento claro e de uma confiança absoluta sobre tudo que envolvem esses fatos. A fé verdadeira  leva o cristão a submeter-se completamente a vontade de Deus e confiar completamente em toda a providencia e bondade divina. A fé uma certeza que estabelece a esperança e uma prova das coisas atemporais e invisíveis. (Hebreus 11:1) A fé é objetiva e não está centrada nos interesses pessoais, a fé verdadeira envolve ações objetivas que evidenciam nossa confiança completa em Deus e isso será sempre demonstrável por nossas ações e atitudes (Tiago 2:26)A fé em Deus tem como porta de entrada a criação (Romanos 1:18 a 20) mas deve nos levar até a providencia divina para a salvação de todo o homem: Jesus Cristo, pois Cristo é a revelação final (Hebreus 1:1) e o princípio da restauração de todas as coisas. A fé nos dá capacidade de ver outra realidade (II Coríntios 4:18 e 5:7) e esse é o caminho espiritual do homem abençoado (João 20:27 a 29)   
O que a fé não é: Não é um conjunto de crenças, os demônios creem, mas isso não faz deles seres melhores. (Tiago 2:19) Mas a fé conduz o cristão para um caminho mais excelente: adorar, amar e servir a Deus. A fé não é pensamento positivo,não é uma força mental capaz de mover as mãos de Deus ou manipular as forças da natureza ou ainda de convencer Deus a inclinar-se a nossas ordens e determinações.  A fé não é um poder mental, não é otimismo. Hoje em dia, muitas pessoas pensam que tem fé, mas na verdade não possuem uma fé bíblica. A fé não é confissão positiva, essa crença é comum nos meios evangélicos, trata-se  de uma crença metafísica que ensina que nós podemos criar a nossa realidade, que podemos dar ordens as circunstancias e elas podem ser criadas a partir de nossos decretos, dá uma ênfase ao suposto poder mágico das palavras. 
 O que a graça de Deus é:  A graça é o favor imerecido que Deus concede ao pobre homem pecador que não merece nada de Deus por causa se seu estado caído de constante rebeldia. A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a toso os homens (Tito 2:11) e pela graça nós somos salvos, e osso é um dom de Deus (Efésios 2:8 e 9) entende-se que a graça abre o caminho para a fé, quando o Senhor deu seu único Filho para morrer por nós, isso significa que concedeu a fé para a salvação. Assim a justificação (o ato de tornar-se justo perante Deus) é gratuito para nós, mas custou o sacrifício de Cristo na Cruz, portanto a graça teve um custo infinito para Deus  para tornar-se realidade para os pecadores (Romanos 3:24).  A bíblia ensina que é pela graça e não pelas obras, devemos entender que não é pelas nossas obras, mas pela obra perfeita e consumada de Cristo na cruz, assim a obra perfeita de Deus em Cristo concede a graça, para que não custasse a nós qualquer mérito.(Romanos  11:6 com Efésios 2:8 e 9) Assim vamos para o passo seguinte, que a graça nos capacita a viver na pratica de boas obras, não para a salvação, mas por gratidão e como uma consequência lógica da transformação espiritual que Cristo nos concede pela regeneração através da graça quando somos perdoados através da obra da cruz. (II Corintios  9:8 com Efésios 2:8 a 10)
O que a graçade Deus  não é:  A graça não é antinomianismo. E jamais pode ser.  O antinomianismo é a crença de que estamos livres de qualquer tipo de ordenanças, mandamentos e  princípios.  A graça não isenta os salvos de responsabilidades, nos capacita a sermos responsáveis, isso porque é impossível ser fiel ao Senhor sem ser obediente a sua vontade, isso é muito claro e lógico e todo o Novo Testamento atesta isso (Tito 2:11 a 14) A graça não nos dá a liberdade de sermos carnais pelo contrario. Nos dá a libertação da carnalidade. Há certos  falsos doutores que acham que a graça nos dá a liberdade de viver sem regras mas isso é um engano, na igreja primitiva surgiu certos homens impios que converterem a graça de Deus em dissolução, esses achavam que podiam viver no mundo fictício do “pode tudo” vivendo desordenadamente, mas a graça não é um caminho para a dissolução pois isso significa ser escravo do pecado, masa graça é uma libertação do poder do pecado, pois Cristo associou a verdade do evangelho com a perfeita libertação do poder e da condenação do pecado. (João 8:32)
O que a cruz é: A morte no madeiro da cruz era uma desonra, uma vergonha e biblicamente era uma maldição, era objeto de insultos indignos, era um insulto contra  dignidade humana, era um ato vergonhoso morrer na cruz (Hebreus 12:2) era cercado por zombarias e insultos (Mateus 27:39-40) a cruz era um instrumento de tortura horrível, era uma maldição, como descreve Paulo em Galatas 3:13. Foi uma imolação (I Corintios 5:7)Foi vicaria e única , ou seja em favor dos outros e feita uma única vez somente (I Pedro 3:18) foi expiatória o que significa que trouxe satisfação á justiça divina ((Isaias 53:4 a 6) e foi substitutiva (I Pedro 2:24) cruento (Hebreus 9:22). A entrega voluntaria de Cristo é um ato de amor, a punição que Ele teve que sofrer em nosso lugar não.
O que a cruz não é: ela não simboliza o de amor de Deus, a cruz não foi um caso de amor, foi uma vergonha, uma maldição. O amor está no ato de Deus ter dado seu Filho (João 3:16) não na morte e no sofrimento vergonhoso da cruz. A cruz não é um caso de amor, mas de vergonha, punição, expiação, maldição e justiça. A encarnação humilde do Verbo sim, a morte vergonhosa do verbo não.  Precisamos entender isso, porque muitos romantizam o drama da cruz, ao invés de perceber a gravidade e a severidade da expiação, olham, para ela como se fosse um romance amoroso entre Deus e homens. A obra redentora de Cristo não é repetitiva, mas  remete-nos para o fato de que o sacrifício redentor é único e não pode ser repetido, como querem alguns (Hebreus 10:12) A cruz não é um lugar de martírio, portanto Cristo não foi um mártir, ele foi o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (João 1:29)
O que o amor de Deus é: A base do amor de Deus é a sua justiça santa, portanto Ele pune e castiga suas criaturas, o amor de Deus se revela através de sua graça e sua misericórdia, e ganha plenitude completa na redenção, quando envia seu Filho para morrer por nós pobres pecadores. O amor de Deus também se revela na providencia e no cuidado com a criação e com as criaturas (Mateus 5:45) Deus é amor, disse João, e como o amor é rainha das virtudes do evangelho, Deus revela seu amor para conosco quando nos concede dádivas e proteção, supre nossas necessidades e deseja nos resgatar da maldição do pecado, Deus portanto é a essência do amor.
O que o amor de Deus não é: Quando a bíblia afirma que Deus é amor (I João 4:8)isso não significa que Ele tolera o pecado, não significa que Ele não se ira e que não tem repulsa contra blasfêmias e abominações. Somos chamados a considerar a bondade e a severidade de Deus (Romanos 11:22) Vimos nas Escrituras  que Cristo odeia falsas doutrinas (Apocalipse 2:6 e 15) Deus odeia o formalismo religioso (Amós 5:21) A bíblia fala sobre a ira do Cordeiro (Apocalipse 6:16) a ira de Deus faz parte de seu juízo santo (I Tessalonicenses 2:16) haverá um tempo em que a ira de Deus será consumada sobre esse mundo (Apocalipse 16:1 e 19:15) portanto o fato da bíblia declarar que Deus é amor, não significa que Ele é universalista e tolerante para com o pecado e com desobedientes e para com aqueles que rejeitam a Salvação pela graça em Jesus Cristo. Sendo sendo amor, os que rejeitam a salvação ouviram o brado de Cristo: “apartai-vos de mim malditos, para o fogo eterno...”(Mateus 25:41)

Clavio J. Jacinto

sábado, 3 de novembro de 2018

Certeza e Fé



É falso acreditar que nossos méritos podem nos conduzir a um sentimento de ser aceito diate de Deus, embora tal coisa seja sedutora e fortaleça as bases do nosso orgulho, é uma armadilha pensar que temos o poder de buscar a Deus verdadeiro e fazer coisas que serão agradáveis a Ele de tal forma que Ele nos aceitará como filhos e perdoará nossos pecados. O evangelho não ensina isso. Somos chamados a sermos receptivos a obra de Cristo, somos convocados a crer nEle, somos desafiados a abandonar o conceito de justiça própria e descansar com fé na perfeita obra consumada e Cristo. Isso pode ser um insulto ao ego, pode ser uma afronta ao nosso orgulho, mas essa é a via pelo qual vamos ter quem ponderar do inicio ao fim da vida. Confiar em Cristo, sua Obra é a nossa garantia de justificação, a morte na cruz nos dá perfeita expiação, e esse é o fato concreto onde deve repousar todas as nossas certezas espirituais.

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Pequena Fé, Grande Fé e Falsa Fé




Pelo menos durante cinco vezes, Cristo se dirigiu aos discípulos e os chamou de homens de pequena fé (Mateus 6:30, 8:26, 14:31 16:8 e Lucas 12:28). Traço característica de pessoas que estavam dentro do convívio diário com o Senhor e de alguma forma, estavam  ligados pelo fio condutor de um bom relacionamento.  Ser chamado de “homem de pequena fé”, mesmo diante da presença daquele que era o Verbo que se fez carne, é de fato uma péssima classificação, pois revela a natureza Arida das incertezas de seus seguidores, que mesmo presenciando coisas espantosas, não somente em termos doutrinários, mas também práticos, pareciam sucumbir ao lamaçal da desconfiança.  O que chama a atenção, porém, é que uma historia dentro das Escrituras, narra a epopéia espiritual de uma estrangeira e pagã, uma mulher Cananéia,  que de certo modo, mesmo que a intenção de Cristo não seja ofensiva, tratou-a de modo a classificá-la como “Cachorrinhos”.  Sei que mesmo dentro de todo o contexto do Novo Testamento, Cristo nunca usou de preconceito, e de certa forma, foi o jardineiro que se voltou mais para a floresta das nações do que para o Jardim judaico, embora tenha crescido nos campos de Jerusalém. Jesus disse para a mulher Cananéia: “Grande é a tua fé”(Mateus 15:28). Enquanto que há gente chegada ao mestre, que é de pequena fé, uma estrangeira que pouco se relaciona com Cristo  é chamada de “mulher de uma grande fé”.  Isso não é maravilhoso?  Não se engane, há pelo menos três tipos de vida espiritual no Novo Testamento, o primeiro são os de pequena fé. Gente dúbia, superficial, que mesmo diante da possibilidade de mostrar muito amor e muita confiança, mergulha na ansiedade e nas preocupações da vida, teme o futuro e tem testemunho fraco, desconfia das próprias convicções e é tardio para crescer na vida espiritual. Há os de grande fé, que mesmo diante de uma situação difícil, ainda que passando por momentos de crises, onde os centos controversiais sopram querendo derrubar as quatro paredes da vida, ainda sim está na áurea paz de uma atmosfera celeste, porque sabe que está próximo ao Deus Soberano e coloca na grandeza de Deus a sua pequena e fraca confiança, e ela cresce, porque em assuntos espirituais, é o Senhor que dá o crescimento. Agora me deixe falar sobre outro nível, e é este: “Acaso quando vier o filho do homem se achará fé na terra? (Lucas 18:8) É a pior de todas as condições. Quando a fé verdadeira é substituída por uma falsificada, Pois daí vem a falsa esperança e o falso evangelho. E creio que no contexto profético, as paixões desse mundo e o conforto e o materialismo convidam sempre os cristãos para devotarem-se até a alma ao mais terrível de todos os ídolos que é Mamom. A apostasia semeia falsos conceitos espirituais e produzem uma falsa fé, que é praticamente nula aos olhos de Deus, e esses ventos dos mais crassos erros vem semeando as mais nefastas distorções a respeito da fé, banindo completamente o seu verdadeiro significado bíblico do coração humano. E nós estamos inseridos nesse campo minado, nesse fogo cruzado contra a sã doutrina e a ortodoxia. Sejamos vigilantes, pois os dias são confusos.

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A VERDADEIRA FÉ

Precisamos de uma fé, da verdadeira fé, não daquela superstição de que Deus está disposto a fazer a nossa vontade através de nossas determinações, mas sim, daquela fé que nos leva para a entrega incondicional de que a vontade de deus é a unica coisa importante a se realizar a cada momento em nossa vida. (Clavio J. Jacinto)

sábado, 19 de agosto de 2017

FÉ OU EXPERIENCIAS?



 Sempre fui preocupado com certas coisas erradas dentro da igreja cristã moderna. A minha convivência em muitos anos, me fez refletir sobre a caminhada da fé e a observar a quantidade  enorme de pessoas que professam uma fé um tanto superficial, se é que posso chamar isso de fé. Sim! A fé nos leva as coisas maravilhosas “Para que todo aquele que nele crê, tenha  vida eterna”(João 3:15) Mas a fé não é uma força funcional que pode ser usada para manipular o poder de um Deus utilitarista,(A visão predominante entre os carismático não um Deus Soberano mas um deus utilitarista)a fé nem mesmo pode ser sustentada por coisas que sentimos ou vimos “Bem aventurado os que não viram e creram”(João 20:29) abordando temas ligados a experiências espirituais, o Dr David Boyd Long escreveu “Tudo isso dá mais ênfase ao principio básico de que tudo na vida cristã, experiência ou outra coisa qualquer deve ser examinada pela palavra de Deus e deve ser aceita ou rejeitada de acordo com este exame”
O pragmatismo é muito comum hoje, tendo em vista que o pentecostalismo promoveu muito a ênfase em experiências, muitos acabaram sucumbindo e criando normas para “autenticar” a validade do cristianismo e da própria fé. Para muitos cristãos, Sem experiências e sentimentos, não pode existir verdades. Por causa dessa cosmovisão, sorrateiramente e de forma perigosa, veio a ênfase sobre as experiências passaram a ser o prumo que define se algo é verdadeiro ou não, e dessa forma, a fé genuína, como confiança incondicional a Deus foi solapada, porque no pragmatismo o que vale é o que funciona. Outro dia conversei com um amigo e irmão em Cristo. Discutíamos sobre certo assunto, e eu disse que reprovava e rejeitava completamente certos tipos de manifestações carismáticas que estávamos discutindo, ele retrucou e disse essas manifestações  funcionavam e davam resultados, por isso não poderia ser falso. As pessoas foram atraídas para a igreja (por curiosidade, não para ouvir o evangelho) e parece que houve curas (nunca foi provado serem verdadeiras ) “se funciona, então não pode ser algo errado ou ruim”. Essa é a porta para o engano que o diabo pode encontrar em qualquer lugar  e no coração de qualquer cristão. Nunca podemos olhar para algo e concluir: “Isso funciona, portanto isso é verdadeiro.” Ao agirmos assim, estamos solapando a fé nas Escrituras e sua autoridade suprema, transferindo essa autoridade para nossas opiniões, sentimentos e experiências. Esse é um erro fatal!  A regra fundamental deve ser sempre: Isso é bíblico, portanto é verdadeiro. Onde a bíblia não é a regra, a decisão será um passo no escuro, e é essa exatamente a condição necessária para que o diabo lance suas armadilhas, artimanhas, estratégias e engane com eficácia Há muita gente desviada da verdadeira fé, porque toda a crença está sendo sustentada pelas experiências e por sentimentos. Geralmente experiências místicas, que ocorrem por meio de sentimentos, êxtases, locuções interiores, visões, sentimentos agradáveis ou por manifestações sobrenaturais como visitas de anjos, novas revelações, curas, milagres etc . Esse é um terreno perigoso. Os que caem nessa armadilha, se esquecem de uma advertência clássica do profeta Jeremias : Enganoso é o coração (Jeremias 17:9) e também de um principio fundamental e regular do Novo Testamento: O justo viverá por fé e não por vista (II Coríntios 5:7) não vivemos por experiências ou sentimentos ou  ainda emoções. Concordo com o conselho de Charles Spurgeon: “preocupa-te mais com um grão de fé do que com uma tonelada de emoções” Nossa vida espiritual não pode ser regulada por essas coisas. A fé bíblica é uma confiança incondicional na sabedoria, soberania e bondade de Deus. Experiências extáticas e prazerosas, você encontra entre o místicos da nova era, os gurus espiritualistas ensinam muito sobre isso. Em qualquer lugar e em praticamente todas religiões são promovidos bons sentimentos, milagres, êxtases, alegrias, iluminação espiritual, curas, encontros angelicais, fenômenos psíquicos, deleites emocionais etc. Os místicos católicos como Teresa DÁvila, Juliana de Norwich, Catarina de Sena, João da Cruz, etc. tiveram prazerosas experiências místicas. Adeptos de seitas espiritualistas declaram vivenciar agradáveis estados alterados de consciência, visões de anjos, contatos com seres de luz, projeção astral, sentimentos de profunda felicidade contato com mestres ascencionados , experimentam curas e alívios emocionais. Isso é comum entre os espiritualistas, esotéricos, místicos orientais  Etc. Fala-se muito sobre o êxtase místico hoje, promovido em ampla escala por carismáticos e adeptos da nova reforma apostólica, seguidores do movimento  nova era e por seitas cujas raízes é o misticismo oriental ou as religiões pagãs. A fé cristã segue outro rumo, até caminhos opostos. É exatamente isso que faz com que a religião cristã seja diferente: temos a fé em um Deus que não vemos, e confiamos nas promessas contidas em sua santa Palavra. Olhamos para a obra da Cruz, e confiamos na obra perfeita que Cristo realizou lá. E isso nem sequer possui uma só fração de nossa contribuição, pois o sangue puro do redentor não pode ser tocado por nossos trapos de imundícia. O oposto do misticismo do êxtase e dos bons sentimentos pode ser visto em palavras como de Tiago “meus amados, tende grande gozo quando cairdes em varias tentações”(Tiago 1:2) e então conclui que a prova da nossa fé opera a paciência. Isso não significa que a vida cristã não produza alegria,  o que eu quero dizer é que não é um sentimento que ilumina a nossa fé, mas que a fé verdadeira nunca pode ser sustentada por sentimentos. Fé é confiança, e o justo viverá por fé (Romanos 1:17) não por sentimentos. A fé verdadeira é incondicional, coloca a confiança plena, o coração está descansando na vontade de Deus e continua viva diante das provas, aflições e dificuldades permitidas por Deus. Quando nada acontece, quando tudo parece árido e silencioso, a fé está lá, como a luz que mantém a alma acesa em meios aos mais intensos conflitos exteriores. “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento, ainda as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor,  exultarei no Deus da minha salvação”(Habacuque 3:17 e 18) Infelizmente, muitos aprenderam  coisas erradas sobre a fé, e vivem uma fé enferma, não bíblica, que precisa ser sustentada por coisas que precisamos ver e sentir. Isso é completamente errado, não condiz com o tipo de fé que está nas Escrituras. A fé pode nos levar para o algo maravilhoso, mas também pode nos conduzir aos desafios mais duros.  A fé falsa é pragmática, ela precisa funcionar de acordo com a nossa vontade, e não de acordo com a vontade de Deus. A fé pragmática precisa ser sustentada por experiências e sentimentos, nunca por confiança.  A fé verdadeira permanece inabalável quando tudo parece ruir, porque a fé bíblica faz com que tenhamos um discernimento sobre todas as circunstâncias. João Batista estava no cárcere, ele foi decapitado, porém a fé o sustentou, Deus estava no controle da situação, era mister que a vontade suprema do Senhor levasse o Batista até o martírio. Os duros processos que passou José do Egito, ele em todo o tempo, andou por fé, Abraão e sua peregrinação, “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia, pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando com cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa, Porque esperava a cidade que tem fundamentos da qual o artífice e construtor é Deus” (Hebreus 11:8 a 10) homens e mulheres de Deus,  descritos em Hebreus 11. Todos andaram por fé, não a fé pragmática mas a confiança bendita de que Deus está no controle de todas as coisas e que vai sempre fazer o melhor para nós, sempre de uma perspectiva eterna e celestial, não de acordo com  o ponto de vista humano e terrenal. Nesses dia difíceis,  devemos promover a compreensão da verdadeira fé, a confiança na suficiência da Palavra de Deus, a confiança plena na soberania de Deus. Uma fé movida por coisas, sentimentos e experiências, não pode ser verdadeira fé, isso é apenas credulidade. Isso não significa que devemos ter uma fé cega e Arida, em hipótese alguma, a fé genuína não pode ser cega porque ela é iluminada pelas escrituras (Salmos 199:105) não é Arida, porque no conduz a glória “Cristo em voz a esperança da glória”(Colossenses 1:27) Porém a via da vida cristã é  fé somente, não os sinais experiências, como sustentáculos de uma religião empírica. Paulo já dizia “Porque os judeus pedem um sinal e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”(I Coríntios 21:22 e 23)

Palavra Final: Em Daniel 3:17 e 18, encontramos a fé na sua pureza nos três amigos do Profeta Daniel. Eles foram ameaçados por Nabucodonosor a serem lançados dentro da fornalha de fogo caso não se prostrassem diante da estatua erguida pelo monarca babilônico. Aqui temos a fé incondicional. A reação dos três jovens piedosos era: “Eis que o nosso Deus a quem servimos, é que nos pode livrar, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a estatua de ouro que levantaste” a experiência do milagre ocorreu, eles foram livrados, mas a  experiência não sustentou a fé, foi a fé que sustentou a possibilidade do milagre e da experiência. Se o Senhor na sua Soberania resolvesse não intervir, os três jovens seriam mártires, e isso não afetaria a fé de nenhum deles. Creio que com esse exemplo, entenderemos que a fé é a confiança firme de que Deus pela soberana vontade fará sempre o melhor por nós, e como no caso da experiência do espinho da carne de Paulo, nem sempre será uma experiência agradável.

CLAVIO J. JACINTO

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Perversão da Fé

                                                       

                                             A perversão da fé
II Timoteo 2:14 a 19)

Paulo faz uma séria denuncia de perversão da fé, e nomeia seus autores: Himeneu e Fileto, esses dois homens se desviaram e começaram a ensinar perversões doutrinarias (A ressurreição já era feita). Adverte que a palavra desses homens roerá como gangrena. Nesse cenário, a fé de alguns foi pervertida, no original grego,  a palavra traduzida Anatrepousin, denota destruição e queda. Assim vimos como a sã doutrina tem uma importância fundamental na fé e como erros doutrinários podem destruir a fé das pessoas. Pedro também adverte na sua segunda epístola que falsos profetas e falsos doutores introduzirão encobertamente heresias de perdição (II Pedro 2:1)  A fé pode sim ser pervertida, e nesse caso devemos tomar cuidado, Em outra parte Paulo até mesmo ensina que aqueles que ensinam perversões doutrinarias devem ser evitados: “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o. Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado”(Tito 3:10 e 11); Esse é um perigo real em nossos dias. Coisas terríveis estão sendo ensinadas em nome da fé cristã. De modo encoberto, com uma capa, um disfarce, e faz parecer inocente aos olhos que desconhecem as Escrituras. Porém trata-se de veneno espiritual, feito na medida com doses letais para destruir a sua fé sem que você perceba. A primeira estratégia do diabo e seus ministros e colocar tudo dentro de uma embalagem cujo rotulo parece ser bem cristão. Por exemplo, hoje em dia fala-se muito de fé. Não da fé bíblica, mas da fé que é uma força mágica, um poder de vontade interior, uma energia do coração capaz de manobrar a vontade de Deus para que nossas determinações sejam realizadas. Isso é uma perversão, pois se parece muito com o conceito de magia, embalado num rotulo cristão, engana, pois promove otimismo exagerado e pensamento positivo como se fosse fé.  Muitos promovem uma idolatria oculta, quase que imperceptível para a maioria. Se nas religiões pagãs e falsas a idolatria era e ainda é praticada de forma visível e descarada, hoje no meio da cristandade é promovida de forma sutil. Lideres são idolatrados, cantores e pregadores são idolatrados, o materialismo é idolatrado, bugigangas e parafernálias são idolatradas de forma generalizada dentro da cristandade. A hierarquia eclesiástica deformada é uma verdadeira geradora de ídolos. Se idolatra pastores, como se fossem semi-deuses “ungidos” de forma especial, atuam como verdadeiros “papas” evangélicos, ocupando  cargos pomposos e prestigiados como infalíveis e intocáveis pela multidão cega que os defende com unhas e dentes. Quanto a isso, episódios como o caso de Jim Jones, são alertas quanto a esse tipo de idolatria praticada hoje. E não é somente isso, hoje se adora os aplausos, a fama, o sucesso, o dinheiro, o erotismo, o conforto, o emprego, a moda,  a carreira eclesiástica, os títulos hierárquicos, se adora fundadores de “ministérios”, “apóstolos”, “profetas”, artistas gospel, e até mesmo adoração a si mesmo é promovida através da musica comercial antropocêntrica(chamados erroneamente de louvor) promovida hoje dentro dos templos e das pregações recheadas de auto-estima. Tudo isso perverte a fé, e vimos de forma descarada sendo praticado hoje entre os evangélicos.  Quaisquer dessas coisas mencionadas acima podem tomar o lugar de Deus, e transformam-se em deuses dentro do nosso coração. E tão sutil é essa forma de idolatria sofisticada, que a maioria nem sequer se dá conta que está praticando o que a bíblia condena com tanta freqüência. A fé pode ser pervertida  por crenças místicas que usurpam a suficiência das escrituras, elas destroem a fé bíblica, pois roubam a posição da Bíblia como autoridade absoluta em questões de fé. Muitos lideres, a fim de ganhar Status e poder manipulador, apela para experiências subjetivas e afirmam perecerem a uma classe especial de ungidos, tendo contato direto com Deus e recebem dele, revelações e instruções especiais. Apelando para essa classe de experienciais, os que seguem esses homens acabam crendo de forma cega que tais são enviados especiais de Deus, os íntimos de deus que estão num patamar superior e acabam fazendo um papel de pontífice, recebendo ordens e instruções especiais direto do trono. A bíblia serve apenas como pretexto, uma vez que fazer uso descontextualizado da bíblia é uma artimanha que até mesmo o diabo usa (O diabo usou o texto do salmo 91:11 e 12 por ocasião da tentação de Jesus em Mateus 4:1 a 11). Onde há bíblia não é suficiente em questões de fé e pratica impossível é que seja colocada na posição de autoridade final. Como eu mesmo já presenciei e sou testemunha disso, aqueles que se consideram ser “pontífices especiais” que recebem ordens diretamente de Deus de forma subjetiva ao invés de receberem pelas Escrituras de forma objetiva, acabam ignorando as Escrituras, desobedecendo aos seus preceitos e as normas contidas nelas, pois se acham numa posição tão especial que as supostas experiências de receberem instruções de Deus, estão alem das Escrituras e podem até mesmo contradizê-las, pois em alguns casos alegam receber novas revelações atualizadas desde os céus. Tal ideologia metafísica é uma heresia, e o movimento carismático está poluída com essa teologia mística espúria que usurpa o lugar das Escrituras na posição de autoridade em questões doutrinarias e praticas. Isso destrói, corrompe a fé cristã, é um dos venenos mais letais, pois a crença de que alguém pode receber novas revelações vindas de Deus, promoveram nos últimos tempos as mais aberrantes doutrinas e os mais bizarros ensinos. Tudo isso tem corrompido a fé de milhões de pessoas, que creem de forma inocente que seus lideres são uma classe especial de ungidos intocáveis, que uma vez que recebem suas revelações direto do trono, nunca devem ser questionados, criticados ou “tocados” usa-se o velho, descontextualizado e desgastado jargão retirado de I Crônicas 16:22 “Não toqueis nos ungidos do Senhor”   A fé de milhões de pessoas está pervertida, ainda que continuem professando uma fé, a fé é corrompida, completamente enferma, as Escrituras admoestam que o verdadeiro cristão deve ser são na fé (Tito 1:13 e 2:2) as mais perigosas heresias tem sido promovida hoje de forma letal, atribui-se em muitas seitas evangélicas a salvação pelas obras, trata-se de uma das mais sérias heresias e uma das mais infames no trato com a obra de redenção de Cristo. Ao invés de confiar unicamente em Cristo em questões de fé e salvação, acabam confiando em si mesmos, numa verdadeira luta de privações e proibições para alcançar por esforço próprio a aceitação perante Deus, pelo simples fato de apelar ao Senhor que todo o conjunto de normas e mandamentos bíblicos e até outros que foram acrescentados para formalizar o empreendimento da auto-salavação através de um enorme contingente de normas, princípios, mandamentos, leis  sejam aceitos como méritos para ganhar a salvação. O oposto a isso vem a mortífera doutrina do antinomianismo, que prega total libertinagem assegurando que a graça de Deus nos livra de todos os mandamentos e princípios. E porque não citar ainda, o grave erro de colocar em objetos, uma força mágica que é atribuída pela “fé” uma força sobrenatural? Hoje encontramos essas crendices em nosso meio, seja para arrecadar somas em dinheiro, fazer comercio da fé, ou pelo simples fato de desviar o incauto e ignorante da fé em cristo para a fé em homens e objetos mágicos. Dias desses percebi, como certas pessoas andam em busca de óleo “ungido” para untar o corpo e objetos, como se o óleo perfumado tivesse um poder especial de curar, abençoar proteger as pessoas.  Assim como também outros atribuem um poder mágico a água, depois que recebe uma prece feita por um líder “ungido” essa água recebe poderes especiais como a água benta do catolicismo ou a água fluidificada do espiritismo. Todas essas coisas funcionam como se fossem objetos mágicos, portadores de poderes sobrenaturais, como os talismãs e os fetiches do ocultismo. Isso também corrompe a fé, desvia a confiança da suficiência de Cristo. O que fazer então? Confiar nas Escrituras, estudar a bíblia e crer na suficiência das Escrituras. Hoje muitos pervertem a fé, porque não sabem interpretar a Bíblia, torcendo os textos para que se prostrem ás opiniões dos homens. Nunca permita que lideres usurpem o lugar que pertence a Cristo, nunca permita e aceite doutrinas errôneas, elas podem corromper a sua fé, nunca substitua sua confiança plena nas Escrituras por revelações extra-biblicas ou jamais desvie sua fé em Cristo para confiar  em objetos mágicos, onde é atribuído poderes sobrenaturais.


Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A FÉ DO HOMEM REGENERADO

A fé não uma força que pode estar sob nosso controle, e que pode ser usada para satisfazer a nossa vontade pessoal, na pior das hipóteses, não é uma força espiritual que pode mover as mãos de Deus favoravelmente em prol de nossos desejos. Também não é uma força de ação, um poder que emana de nossa vontade para criar uma realidade como se fossemos pequenos deuses.  Segundo alguns teólogos e defensores carismáticos, a fé é exatamente isso: uma força poderosa, tangível e condutora. Mas isso é um erro, um erro grave, uma distorção de uma doutrina central das escrituras. O justo viverá por fé (Romanos 1:17) e sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6) A fé não é um pensamento positivo, não é uma força de vontade capaz de tecer a teia do destino humano, nem tampouco é um otimismo capaz de pavimentar o caminho de nossas realizações. A fé  também não é uma força da nossa vontade, capaz de materializar os nossos mais profundos desejos, não é uma palavra de ordem que comanda um “deus” serviçal utilitarista, que está pronto a ouvir as ordens humanas. Tal fé conduz o homem para outro evangelho, pois cria uma falsa divindade.  A fé não é isso. Qualquer pessoa que lhe ensine isso, como se fosse fé, é um falso mestre.  A fé é uma confiança plena na misericórdia e  na soberania de Deus, é confiar no Senhor, numa entrega incondicional aos seus cuidados. Fé é acreditar que “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito” (Romanos 8:28). Fé é prostrar-se diante de um Deus bondoso, entregar nossas suplicas e petições e dizer “Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”(Mateus 6:10) A definição clara da fé é “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem, porque por elas os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados; de maneira que aquilo que se vê não Foi feito do que é aparente”(Hebreus 11:1 a 3) Abraão é nosso pai na fé, porque ele creu contra toda a evidencia, sabendo que a providencia divina era favorável a sua confiança sincera. Isso é fé. Paulo declarou que viver é Cristo e morrer é ganho (Filipenses 1:21) porque ele acreditava piamente que a nossa pátria está nos céus (Filipenses 3:20) Para termos verdadeira fé, precisamos também ter paciência (Apocalipse 13:10) porque muitas vezes o Senhor prova nossa confiança como fez com Abraão. O fim da verdadeira fé não é a aquisição de bens, conquistas pessoais ou de impérios pessoais, mas sim a experiência  da nossa salvação (I Pedro 1:9) Assim entendemos que se o foco da nossa fé são nossos caprichos, desejos e sonhos pessoais, se a fé que temos é para a nossa  satisfação egoísta, se a nossa fé não está centralizada em Cristo e na sua obra suprema e perfeita, nossa fé é vã, é enferma, é uma falsa fé. “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé (I Coríntios 15:14) A fé tem seu auge quando confiamos na obra redentora de Cristo, a fé é a satisfação plena do homem piedoso, que mesmo passando por duras provas, tem a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas. A fé é uma confiança na graça divina, o caminho da gratidão que nos conduz ao ato sagrado de agradecer a Deus por tudo o que recebemos dele, sem qualquer mérito da nossa parte. Essa é a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 1:3)


Clavio J. Jacinto

terça-feira, 25 de julho de 2017

Definindo a Verdadeira Fé

A fé verdadeira não repousa sobre nossos sentidos e emoções, pois se trata de uma fé espiritual, que vem do profundo do coração redimido e piedoso,é uma fé verdadeira porque não repousa sobre as coisas passageiras, mas sobre a infinita providencia de um DEUS vivo e misericordioso. Precisamos entender isso, pois hoje, muitos pregadores falsos, estão promovendo pensamento positivo como se fosse fé, outros ainda estão promovendo a fé como se fosse uma força que pudesse fazer com que todas as coisas no universo se ajustem aos nossos desejos, inclusive o poder de Deus. A fé segundo o que podemos concluir de um estudo minucioso de Hebreus 11 é uma confiança absoluta no amor, na misericórdia e na providencia de Deus, sem se importar com os questionamentos egoístas da parte humana. Em Hebreus 11, a fé é a luz que determina o fato de que Deus é soberano em qualquer circunstancia, não importa qual seja a vontade humana, contando que a vontade de Deus sempre é a melhor escolha a aceitar.

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 20 de junho de 2017

Descanso na Misericórdia Divina

Na luz da tua misericórdia meu coração sossega em grande confiança, todavia estou consciente que os méritos das minhas obras nunca podem alcançar a tua justiça

Clavio J. Jacinto

Footer Left Content