Um homem bom morava em uma cabana simples a beira de um caminho que conduzia a uma pequena cidade. Havia naquele mesmo lugar um homem ignorante, que maltratava o bom homem. Todos os dias tomava em, pedras para jogar contra seu vizinho. O homem bom por sua vez, cada vez que recebia as pedradas, tinha uma vontade de devolve-las, com a mesma violência com que foram atiradas. Porém pensativo, refletindo sobre aquela triste condição de conviver perto de um homem tão ruim, resolveu trata-lo de outro modo, perdoando cada afronta setenta vezes sete, todos os dias. E durante todos os dias, aquele homem era surpreendido com pedradas e ofensas, e com paciência recolhia com calma todas as pedras e começou a fazer um muro ao redor de sua cabana. Semanas e meses se passaram, e na medida que recebia pedras ia construindo a sua fortaleza. Depois de alguns anos, um imponente muro estava erguido ao redor de sua casa. Então certo dia, despontou uma grande tempestade no horizonte, e com a tempestade veio a violência dos ventos, a casa do homem ignorante foi derrubada e destruída, e aquele pobre homem padeceu, e a casa do homem bom ficou protegida por causa do resistente muro que foi feito com as pedras remetidas pelo homem ignorante. Aprendemos com isso a sermos pacientes, pois o ignorante irá padecer por causa de suas tolices, pois que as pedras que protegiam a sua vida, quem as aproveitou foi o homem que recebendo-as por ofensas, não as devolveu, mas fez na sua casa, o muro que deveria ser feito na casa do seu vizinho. A vida nos ensina a lidar com problemas e aflições que os outros provocam, mas com sabedoria aprendemos a lidar com isso, fortalecendo o nosso caráter e nossas virtudes, porque quem maltrata o seu próximo, acaba conduzindo a sua própria alma a miséria e a ruína. Mas quem perdoa e é longânimo acaba sendo favorecido por sua própria prudencia e sabedoria. (Clavio J. Jacinto)
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quinta-feira, 26 de abril de 2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Virtudes e Vícios. (Uma Lição Espiritual)
Virtudes e Vícios. (Uma Lição Espiritual)
Um homem foi até um sábio ancião
pedir ajuda por causa de suas tristezas constantes. Era um homem amargurado e
impaciente, vingativo e irado. Cheio de problemas emocionais e pessoais. O bom
ancião olhou para aquele homem cheio de amarguras, seu coração parecia um deposito de ruínas queimando sob fumaça
sufocante. Tão pesado era seu coração
que a sua alma gemia sufocada. Ele olhou para aquele bom idoso e disse:
- Que faço? Sou um homem cheio de
rancores e amarguras, minha vida é um mar de lamentações e dentro de mim, nuvens de chumbo parecem
afogar meu coração nas magoas do absinto.
O sábio ancião levantou-se e
conduziu aquele homem para um bosque, e lhe mostrou uma pequena planta, era a
semente de um cipreste que tinha germinado. O ancião olhou para aquele homem e
disse:
- Arranque esse cipreste
O homem tomou em suas mãos aquela
frágil plantinha e arrancou com muita facilidade.
O ancião fez um gesto com as mãos
e chamou aquele homem mais adiante, e ambos agora estavam diante de uma enorme
arvore, era um cipreste muito antigo, um tronco enorme e uma arvore alta. O
ancião então ordenou:
-Abrace e arranque-a
O homem rancoroso olhou para o
ancião e disse:
-Isso é impossível!
O ancião retrucou:
-tente!
Então aquele homem abraçou aquela
enorme arvore, e tentou arrancá-la. O ancião gritava e insistia para que aquele
homem tentasse arrancar aquela arvore, mas mesmo usando todas as suas forças,
nada acontecia, a arvore continuava fixa naquele lugar.
Exausto o homem caiu sentado sobre á relva, e o ancião
sentou-se ao lado dele e diz:
- Nossos sentimentos e ações são
como pequenas sementes, enquanto elas estão pequenas e germinam, estão sob
nosso controle, elas crescem, criam raízes profundas para se tornarem
profundamente fixas dentro de nós. Os vícios e os sentimentos, tudo funciona
assim. Você nunca pode permitir que elas se fortaleçam e ganhe profundidade
dentro do coração, de outra forma, será muito difícil arrancá-las de dentro de
você.
A presente estória serve como
lição para nós. Permitimos que a raiz de amargura penetre no profundo da nossa
alma, porque não queremos perdoar, então
quando as raízes se aprofundam dentro do nosso ser, elas sugam a nossa
força emocional para frutificar os mais amargos frutos. Amarguras, invejas, orgulho, impaciência,
desanimo, todos esses frutos surgem quando as raízes dos problemas sentimentais
e emocionais se enraízam dentro de nós, e ganham profundidade com a nossa
permissão. Achamos que guardar ódio dentro do coração, nutrir pensamentos de
vingança, não liberar perdão trará benefícios pessoais para nós. Achamos que a
impaciência nos momentos difíceis cooperam
para o nosso beneficio, achamos que alimentando nossa avareza seremos
felizes, que alimentando nossa
concupiscência iremos saciar nosso desejo de alegria, que sustentado a fome de
nossos vícios iremos alcançar a satisfação pessoal de existência. Tudo isso é
um mero erro, ao alimentar essas coisas perversas, elas ganham raízes, e quando
se aprofundam dentro do nosso ser, elas tornam-se difíceis de serem arrancadas
e extirpadas da nossa vida. Tudo dentro de nós se torna um fardo, porque o
cresce ganha peso emocional e espiritual, tornando-se um fardo, nos escravizam
e nos destroem completamente arruinando todo o sentido da nossa vida.
A maior e a mais desastrosa
dessas armadilhas do engano é achar que tendo senso de grandeza é uma via para
a felicidade, quando nosso ego ganha volume dentro de nós, achamos que quando
nos tornamos grandes aos olhos do mundo, quando temos necessidade de aplausos e
fama, isso vai nos trazer felicidade, quando na verdade nos escraviza e nos
arruína completamente.
Milhões de pessoas no mundo estão
carregando dentro da alma uma floresta sinistra, verdadeiros antros de sombras
nutrem dentro de si o medo sombrio, a escravidão do vicio, precisam carregar os
mais pesados fardos emocionais e espirituais, viver sob o domínio tirano de
suas paixões, conviver com a ruína de suas próprias escolhas.
Assim como o povo Hebreu arrancou
os pendentes egípcios (Êxodo 32:2) um
homem em tão terrível condição precisa arrancar todas as coisas inúteis da sua
vida, tudo aquilo que provoca ruína deve ser banido, toda a vontade maligna,
toda a inclinação ao mal, toda a lascívia, todas as paixões carnais, não há
outra alternativa, ou você permite que toda a sorte de malignidades sejam
arrancadas e destruídas dentro de ti, ou elas te destruirão. Não há alternativas intermediarias. É uma
questão de vida e morte. Apenas afirmo que somente os limpos de coração verão a
Deus. (Mateus 5:9)
(Clavio J. Jacinto)
quinta-feira, 19 de abril de 2018
A Parábola da Borboleta Compassiva
A Parábola da Borboleta Compassiva
Os pássaros cantavam naquela manhã ensolarada, o jardim estava florido, muitas flores dançavam ao sopro de uma suave brisa, doando seus perfumes aos quatro cantos das montanhas. Uma pequena flor desabrochava de uma humilde plantinha que crescia num monte de lixo envelhecido. Que lugar improprio para as flores! As abelhas nem sequer chegam próximo, pois aquele monturo exalava um odor desagradável. Olhando para aquela triste condição, tentava mover-se para sair dali, mas todo o esforço era inútil, porque ela era parte dependente da planta. Então envergonhada baixou suas pétalas, e permaneceu silenciosamente naquela posição. Como se gritasse em um lamento intimo ao mundo. Uma borboleta flutuava naquele jardim, e observando a tristeza daquela flor, dirige-se até ela e pousa sobre suas pétalas. Experimentou o cálice do néctar, e alimentou-se e saiu cheia de alegria. A pequena flor observou a alegria daquela borboleta, e entendeu que a alegria de existir estava dentro dela, e mesmo carregando um fardo de tristeza, viu a borboleta tirar dela, um pedaço de felicidade através do doce néctar que ela produzia. A vida depois da queda, é erguida em cima do monturo do pecado, sob circunstancias difíceis as vezes prosseguimos. Muitas provações aparecem ao longo da jornada, as vezes pensamos estar a sós diante das tribulações que nos cercam. Deus nos dá algo que é mais preciso do que o néctar das flores, algo que não traz esperança e alegria não para borboletas, mas para pessoas que estão em uma situação bem pior do que a nossa. Não podemos baixar a cabeça, não podemos desanimar, porque no jardim da existência, não importa onde crescemos, a natureza de uma flor continuará sendo flor, quer nasça num pântano ou no cume de uma montanha. Deus nos dá a fé, é com ela que celebramos o lado belo da vida, é pela fé que podemos discernir a dor, é pela fé que sustentamos uma luz que ilumina quem se encontra numa situação mais pesarosa do que a nossa. Naquele terrível momento em que a alma de Jó estava completamente despedaçada ele se prostra e adora, na agonia do Getsemani Cristo ora, sentido as carnes retalhadas pelos açoites Paulo e Silas cantam louvores, Os três amigos de Daniel passeiam no fogo, Estevão distribui a mais delicada joia do perdão para os que lançam as pedras para ceifar sua preciosa vida. O vale da sombra da morte pode ser muito escuro, mas a essência de quem está junto de nós é portador da glória excelsa. Em todas as dores, nas condições mais adversas, Deus deseja dar da fé que ilumina nosso coração e abençoa nosso semelhante. E daquela flor outrora triste, de seu cálice doou das amarguras o mais doce néctar, as outros borboletas vieram tomar das suas doçuras, assim também quando a fé produz o fruto da paciência e da esperança, os desesperados encontrarão em nós a doçura da nossa esperança de crer incondicionalmente no Senhor
(Autor: Clavio J. Jacinto)
A PARÁBOLA DOS DOIS JARDINEIROS
Um rei tinha dois jardineiros, um era responsável pela colheita de flores silvestres, outro era responsável pela colheita das flores no jardim. Todos os dias, cada um fazia seu trabalho com dedicação, eram homens simples, servos do rei. No palácio havia uma sala de recepção que eram adornadas todos os dias com as flores colhidas. As flores que o jardineiro buscava nos campos eram bonitas, mas as rosas que o outro jardineiro apresentava eram magníficas. Todos admiravam e apreciavam aquele espetáculo de lindas rosas em arranjos magníficos. Um dia, o rei chamou os dois jardineiros e perguntou por que as flores colhidas no jardim eram tão magníficas e seus arranjos tão perfeitos. Então o jardineiro das rosas olhou para o seu amigo colhedor de flores silvestres e então olhou para o rei e disse:
-O segredo está nas mãos
O rei em com a face confusa, pouco entendeu daquelas palavras, mas olhou para o primeiro jardineiro e pediu que mostrasse as mãos, o que ele fez de imediato. Suas mãos eram lisas e macias. Então pediu para o jardineiro das rosas mostrarem suas mãos e elas estavam feridas e cheia de cicatrizes. Este então lhes disse
- Colher rosas e trabalhar com elas não é um serviço fácil, elas possuem espinhos afiados e tenho que lidar com os espinhos o dia todo, mas meu serviço é recolher as rosas sem contudo recolher espinhos. Ao trabalhar com as roseiras, tenho que lidar com os espinhos, eles fazem parte do meu trabalho, tenho que conviver com eles, mas acredite, o fato de ver o palácio tão bem adornado e a felicidade do Rei, compensa todas as aflições da minha missão.
A vida cristã não é diferente, Paulo teve que lidar com espinhos, Cristo suportou uma coroa de espinhos, o homem adâmico vive em uma terra de abrolhos e espinheiros, e mesmo depois da regeneração ainda vive nessa terra amaldiçoada pelo pecado, tal como o lírio que vive entre espinhos (Cantares 2:2) Mas se a vida cristã não remove os espinhos das aflições (João 16:33) nem dos problemas e das dores, ainda assim, desabrocham as virtudes e a fé num coração consagrado. Em Hebreus 11, na plataforma dos heróis da fé, encontramos homens cheios de cicatrizes, mas por essas brechas feitas pelas tribulações e provações, brilham as glórias da vida espiritual profunda, a luz do evangelho resplandece por essas frestas abertas pelas feridas das adversidades. Assim também vimos como a igreja do Novo Testamento lida com os espinhos da perseguição, mas mantém firme como a noiva do cordeiro, pois as rosas da fidelidade adornam a beleza da igreja dos redimidos, enquanto que as cicatrizes atestam sua fidelidade extrema. E como Cristo deixou as pisadas e devemos seguir seu exemplo, (I Pedro 2:21) no nosso Getsemani, diante do cálice de todas as aflições, nunca devemos nos omitir da completa oração “Todavia seja feita a tua vontade e não a minha”(Mateus 26:39)
(Clavio J. Jacinto)
terça-feira, 17 de abril de 2018
Os Dois Caminhos
Deparei-me diante de dois
caminhos, quero falar do primeiro, pois é um caminho largo, é um caminho
popular, cheio de pompas. Lá no final do trajeto pude observar uma grande
quantidade de nevoas e fumaças coloridas, parecem que querem esconder algo, mas
são tão formosas, parecem um arco-íris em movimento, e os olhos são atraídos
para lá. Uma multidão incontável é atraído
para seguir esse caminho, e notei que era cativados por causa das novidades
durante o percurso, havia na entrada milhares de homens e mulheres, todos
formosos distribuindo grinaldas para os viajantes, haviam harpistas e
flautistas tocando canções épicas, também homens vestidos de branco e azul com
sapatos pretos, com cálices de incenso nas mãos. Havia o mercado dos bilhetes, nele os
peregrinos poderiam pegar ingressos para participar das festas que encontrariam
pelos percursos. Havia muitos tambores e danças, por todos os lados. Risos e
diversões. Um vendedor de vícios distribuía amostras grátis, garantia prazer
durante toda a viagem, também havia vários poços de adultério e fornicação onde
todos poderiam beber e saciar o coração. É verdade que havia algumas pessoas que caiam
entristecidas e doentes durante todo o trajeto. Elas recebiam dos vigilantes da
jornada uma apólice de seguros para garantir uma entrada no portal das nevoas e
fumaças coloridas e muitos transeuntes aplaudiam esses enfermos da vida. Uma grande imagem de chuva de ouro e moedas
era projetada aos céus, o povo ficava pasmo das maravilhas dessa visão, parece
que esse ouro caia após as nevoas e fumaças coloridas. Durante todo o percurso havia shows e
discursos filosóficos religiosos, livro de capas douradas e prateadas, com estórias
deslumbrantes dos que chegaram ao fim da jornada, essas estórias eram recebidas
através dos visionários que se encontrava com freqüência no caminho largo.
Interessante como havia com freqüência chuvas de amor que Caim pelo caminho, então
as almas amavam mais ainda todo aquele cenário, as arvores resplandeciam com as
folhas envernizadas e muitos tronos eram oferecidos para os que se cansavam do
trajeto, Havia também muitos bonecos mecânicos programados para aplaudir todos
os que percorriam esse caminho, na verdade havia muito barulho, era um cenário épico,
cativante aos aventureiros. O interessante é que quanto mais se aproximava das
nevoas coloridas mais o chão era escorregadio ao ponto de não precisarem mais
dar passos, pois já eram conduzidos em deslizes constantes para lá, e as
dificuldades de um retorno era ainda maiores. Do outro lado daquela nevoa tão
colorida, daquela fumaça tão florida, havia um abismo escuro e sem fim, um
abismo sem fundo e uma escuridão sinistra, oh que terrível cenário se abria
perante os olhos do que caíam...
O caminho Estreito
Era um caminho simples, seu portal de entrada
era uma cruz para começar o percurso, a entrada era feita por uma inclinação do
homem, prostrando-se para seguir após a pequena porta que ficava aos pés da
cruz, durante todo o trajeto havia pedras para
mortificação, para que todos os sentimentos ruins e vícios e desejos que
pesavam a jornada ficassem mortos ali. Havia relva verdejante durante todo o
percurso, um mapa era dado no portal
para o viajante. A estrada era quase
vazia, alguns poucos que caminhavam, cantavam.
Uma chuva de consolação, descia nos níveis mais elevados da
estrada, estrelas brilhavam no alto, e la
no fim da estrada a maior de todas as
estrelas brilhava num fulgor magnífico, era a Alva, que enviava
seu brilho aos corações que caminhavam em sua direção. Todo o caminho
era duro, feito de rocha, parecia ser toda feita de uma rocha só, ao seu lado
seguia um pequeno rio de águas cristalinas.
Alguns lírios vermelhos desabrochavam por todos os lados. Em vários pontos do trajeto havia arvores com
folhas vermelhas, típicas de um outono permanente, também havia colinas com rochas que fluíam leite e
mel, havia um santuário das virtudes, o monumento dos mártires, havia arvores
com variados frutos, misericórdia,perdão, graça, paz, temperança, paciência.
Frascos de bálsamos eram dados gratuitamente para os que tinham seus pés
feridos pela jornada, e muitos firmavam os passo por causa de um som de
trombeta que ecoava quando havia alguém desanimado. Tal caminho não era patético,
não era um caminho comum, mas especial, só os que Caminham por ele sabem o
quanto é um caminho de doçuras e consolos. E no final havia o portal da
ressurreição, degrau após degrau, uma elevação sublime até chegar à fonte de
tudo o que é verdadeiro, o próprio Cristo que é a verdade, nele o peregrino
encontrava todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, o fim da jornada
era uma entrada para uma vida infinita na perfeição da glorificação, o ápice da
redenção, a vida eterna ao lado do Senhor... Novos Céus e Nova Terra...
(Clavio J. Jacinto)
segunda-feira, 16 de abril de 2018
A PARÁBOLA DAS DUAS ARVORES
A PARÁBOLA DAS DUAS ARVORES
Duas arvores estava plantadas próximo uma da outra, todos os dias elas conversavam sobre seus sonhos e anseios, a primeira dizia:
- Quero sentir o poder do vento, quero sentir o calor do fogo, quero sentir a terra tremer, quero ouvir o ribombar dos trovões e quero ter uma orquestra de pássaros cantando em meus ramos. E você, o que deseja ter?
A outra arvore numa calmaria como lago espelhado de montanha, apenas respondeu:
-quero frutificar
Muito tempo depois, as duas arvores estavam ali, a primeira, teve seu desejo atendido, os ventos sopraram, os pássaros vieram e cantaram sobre ela, foi queimada pelo fogo, raios caíram sobre ela, e diante de tantas experiências radicais, secou-se e virou lenha para o forno.
A segunda frutificou silenciosamente, e grande foi a abundancia de seus frutos, os pássaros comeram dos frutos, os peregrinos e os pobres saciaram a fome, as crianças se fartaram de suas doçuras, e alem de tudo isso ela deixou um legado de sementes que germinando formou um imenso pomar de arvores que alguns anos depois também frutificaram e saciaram a fome de muitas outras almas famintas.
A espiritualidade cristã tem seguido o perfil das duas arvores, há quem deseje tremer, sentir fogo e furacões, pular, promover muito barulho, sem contudo Viver a vida cristã na sua essência espiritual que é frutificar. As arvores frutificam silenciosamente, quando era criança, via os pessegueiros em flores, e se não soprasse ventos oriundos de tempestades, se não ateassem fogo nas proximidades e se nenhum raio caísse sobre o pessegueiro, via os frutos crescerem e amadurecerem silenciosamente, para enfim apreciar daqueles preciosos frutos. Hoje precisamos do silencio para Deus trabalhar no nosso intimo, precisamos frutificar ter raízes profundas, não para experimentar ventos, mas para suportar silenciosamente as tempestades da vida. Acima de tudo, devemos dar frutos comum legado fundamental, matar a fome de muitas almas famintas e saciar a sede de muitas almas sedentas, e por fim deixar as sementes do nosso apostolado, através de outras arvores que irão nascer através da nossa semeadura.
A IGREJA PÓS MODERNA PRECISA DE ARVORES QUE FRUTIFIQUEM SILENCIOSAMENTE...
Autor: Clavio J. Jacinto
sábado, 24 de fevereiro de 2018
A PARABOLA DA SEMENTE DO REI
Um homem se aproveitou da
escuridão da noite e roubou uma preciosa semente do rei. Desconfiado do roubo,
chama todos os seus empregados para entrevistá-los. Tomado pelo desespero, o
homem que roubou a preciosa semente, enterrou a semente no jardim da sua casa,
para escondê-la com segurança. Passaram se alguns dias e a semente germinou,
formando uma plantinha que se desenvolvia. O rei que sabia identificar as
plantas, viu a arvore que se desenvolvia no jardim da casa daquele empregado, descobriu
assim, o ladrão da sua preciosa semente.
Mandou prender o homem, e o jogou num
calabouço, para perecer naquele lugar até pagar pelo seu crime.
Pecamos, e ao pecarmos, tentamos nos enganar
escondendo o nosso pecado. Mas o pecado tem o poder de uma semente, ele se
enraíza cresce e se desenvolve, e mais cedo ou mais tarde vai aparecer diante
do nosso grande Rei.
Precisamos confessar nossos pecados,
abandoná-los e viver em plena obediência ao nosso Rei Jesus Cristo. Quando
encobrimos nossos pecados, eles crescem, e desmascaram a nossa vida e a nossa
hipocrisia, só o arrependimento do homem e o perdão de DEUS podem exterminar o
pecado e matá-lo ao ponto de não mais germinar. Jesus ensinou que não há nada
oculto que não venha ser revelado.(Marcos 4:22) De nada adiante esconder
sementes de pecado na sua vida, elas vão germinar e seus frutos irão aparecer.
As Escrituras nos admoestam que aquele que confessa e deixa suas iniquidades alcança misericórdia. (Provérbios 28:13) Mas infelizmente muitos agem como o
homem da história acima simplesmente querem esconder as coisas erradas, e
pensam que assim fazendo, em segredo, podem ficar com a consciência tranqüila perante os homens. Um
dia, os frutos de nossas sementes que nasceram no jardim do nosso coração, serão
vistos por homens anjos e pelo Senhor e como disse o Salvador: “Portanto pelos
seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20) então nunca devemos esquecer dessa
regra espiritual: Pelos frutos se conhece a arvore
Clavio J. Jacinto
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
As Riquezas da Injustiça de Lucas 16:9
E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas das injustiça;para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. (Lucas 16:9)
Essa é uma das declarações polemicas de Cristo, sem duvida, de difícil interpretação. Precisamos olhar para o contexto, pois trata-se da parábola do mordomo infiel. Cristo fala sobre a astucia preventiva de um mordomo infiel. O cerne da parábola fala sobre a prudencia do mordomo, que de forma sutil e astuta, ainda que de forma injusta resolveu um grande problema. Jesus Cristo, nosso Senhor, ensina-nos que os filhos das trevas possuem uma prudencia cuidadosa com relação aos cuidados dessa vida, e isso serve de exemplo para nós, com relação as coisas eternas. Mas o versículo 9 do capitulo 16 de lucas para incentivar a desonestidade. Como explicar isso?
Bem, devemos ter uma visão geral da parábola. Os filhos das trevas, ou o mundo e as pessoas que não servem a Cristo, fazem seus negócios e lutam para satisfazer suas necessidades nesse mundo. O mundo de certa forma interfere em nossa vida secular. As riquezas da injustiça seriam por exemplo, o salario que um patrão incrédulo paga a um cristão. O cristão pode ser honesto, fiel aos compromissos sociais, uma homem prudente e justo. O patrão não! sendo um incrédulo, pode por exemplo sonegar impostos, cometer injustiças, no final do mês o cristão recebe o seu salário desse patrão. Isso seria mais ou menos o que podemos entender sobre as riquezas da injustiça, elas seriam o lucro injusto de terceiros, isso não afetaria nossa conduta moral. Por exemplo, se alguém vende um carro velho, e consegue vender por um preço muito mais elevado do que o da tabela, e depois vem comprar um carro com o dinheiro com que vendeu seu carro antigo, o dono da revendedora é cristão, e revende carros por um preço justo. Tal individuo incrédulo que vendeu seu carro por um preço injusto, paga com dinheiro de seu negocio injusto, um carro mais novo de um revendedor crente. O cristão nem tem ideia do ocorrido, e recebe o dinheiro da sua venda. Isso poderia aos olhos de Deus ser um dinheiro injusto aplicado ao incrédulo, nunca ao cristão. Assim devemos entender essa passagem. O cristão que foi o revendedor honesto, então dá oferta a igreja com esse dinheiro, pode enviar uma oferta para um missionário com parte de sua revenda de automóveis. É dessa forma que deve ser entendido Lucas 16:9. O mundo é injusto, mas nós somos justos. Cada cristão foi criado em verdadeira justiça e santidade, assim muitas vezes somos pagos por nossos serviços, ou se somos vendedores, pessoas podem pagar com riquezas adquiridas injustamente, nossos produtos, nem sequer estamos cientes disso, é dessa forma que devemos entender o ensinamento de Cristo, descrito acima nesse artigo.
Clavio J. Jacinto
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
A Parábola dos Dois Homens
Dois homens foram convocados por um rei para atravessarem toda uma noite em vigilância, foram colocados separados e solitários numa distancia que seria impossível se comunicarem. Quando amanheceu, compareceram diante do rei, que lhes perguntou qual era a experiência de passar uma noite acordado. O primeiro homem resmungou e disse que a noite era monótona e solitária, a escuridão reinava e além do medo sentiu tristeza e desanimo. Então o rei perguntou ao outro, e ele respondeu
- Ah meu rei!, a noite é linda, é pontilhada de estrelas, há uma sinfonia linda de insetos que cantam, e a solidão me levou a reflexões profundas sobre a minha vida. Estou feliz pela experiência.
A maneira como confrontamos situações revelam um caminho de transformação ou um beco sem significados e isso depende da maneira que enxergamos as circunstâncias.
- Ah meu rei!, a noite é linda, é pontilhada de estrelas, há uma sinfonia linda de insetos que cantam, e a solidão me levou a reflexões profundas sobre a minha vida. Estou feliz pela experiência.
A maneira como confrontamos situações revelam um caminho de transformação ou um beco sem significados e isso depende da maneira que enxergamos as circunstâncias.
Clavio J. Jacinto
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