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sábado, 29 de abril de 2023

Paciencia

A Paciência

 

É longa a vossa espera?

Homens de fardo de dores!

Seja como a pedra firme

Que é surrada pelas ondas perenes

O tempo impõe tantas aflições

É como um nevoeiro que esconde caminhos

Os atritos e perjuros são longos

As tribulações somam o perpetuo

Como o bravo que nasce

Pra contar as gotas das chuvas

Oh homem! Homem!

Pega a suave e augusta paciência

E segura

Pois quando a vida nos açoita

Precisamos da fé e da paciencia

Pra não florescer a loucura

 

 

 

sábado, 24 de setembro de 2022

Sem Exilio

 

Sem Exílio

 

Ouvi dos prados o pranto

Feridos Sentimentos espinhosos

A voz alva em sentinela que dizia:

 

(Amar é a capacidade de sentir o chão da vida. É ali que encontramos as raízes de nossas motivações)

 

(O amor destila sorrisos. Fermenta esperanças. Faz multiplicar as lagrimas. Sorrir chorar e esperar. Esta é a profundidade da vida)

 

(Ao tocar no sentimento ferido com o verdadeiro amor

Concedemos a possibilidade de curar um coração doente)

 

(O amor tem o poder de valorizar o momento, transformando o agora em algo precioso, para que se torne por si mesmo inesquecível)

 

(Quando partires de tempo em tempo. Para viver o novo dia, observa se o amor é teu companheiro de esperança)

 

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

(Ventania) poema

 

(Ventania)

 

Sóis corsários da noite, oh pensamento vigarista

Pirata das desolações dentro de mim

Infausto casebre essa carne

Morada terrena do velho homem

Corpo retorcido nas chagas do pecado

No dolo incólume desses funerais passados

Aperta o coração esta saga sangrenta

Rebentos de ramos de videira brava

Nas alcovas de um cetro quebrado

Um cedro caído e abandonado

A ilusão desse pequeno Nephilim

Arrastado por restos de alparcas

Minha alma na ressonância da cruz

A espera agonizante da liberdade desta prisão

Aguarda ferida e em fadigas pesadas

Um renovo do corpo: a redenção



C. J. Jacinto

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Parusia

 

(Parusia)

 

Quando em harpas celestes anjos cantarem, o toque da trombeta enfim soar estará meu coração atento a te ouvir?

Quando miríades de santos  surgirem, cantando em glória e reluzindo tais brilhos celestes do grande porvir, irei eu mesmo ouvir?

Quando Hosanas nas alturas, dessa musica divina das alturas, num clarão de razão mais aguda e os céus na sua essência mostrarem o Senhor glorioso na transparência, estarei aqui?

E se acaso dormindo no pó, aguardando a ressurreição primeira e melhor, ouvindo a ordem de comando divino ao arcanjo, com toda miríades de anjos

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Vida Interior

 

 

 

Remove meu Deus a minha incredulidade

Dissipa as trevas de meu coração

Pois que, Em luz bendita vem o Evangelho

Tenho medo que minhas intenções sejam manifestas

O ego nostálgico tem saudades do mundo

Mas meu coração renovado quer o Reino

Entre virtudes e fracassos eu batalho

Mas são tuas mãos que me sustentam

Dentro de mim há o sufoco humano

A respiração adâmica que quer o cheiro da terra

Eu anseio por vitoria nessa ferrenha guerra

Pois o teu Reino deve em mim prevalecer

Quando em loucuras querer me apostatar

Grita ao destino uma forte tempestade

Pois todo retorno é necessário

Quando o coração quer fugir pra longe de ti

Só assim a firmeza permanece

Quando a ancora de sombras se evanesce

Encontro em Ti oh Senhor da verdade

A âncora que sustenta toda a realidade

Então em descanso mais sublime

Quando a vida cessa o lume

Não temerei mais o eterno futuro

Pois em Ti estarei pra sempre seguro


C. J. Jacinto

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 13 de julho de 2021

Livro de Poemas Gratis: Porto dos Ventos

 


Meu livro de Poemas e Reflexões, formato PDF:

https://www.mediafire.com/file/fxl46b7lpsrn3k1/Porto+dos+Ventos.+Clavio+J.+Jacinto.pdf/file
Formato Epub: https://www.mediafire.com/file/ncxw8gro6owgbg5/Porto-dos-Ventos.-Clavio-J.-Jacinto.epub/file

sábado, 28 de dezembro de 2019

As Quatro Estações da Vida


As Quatro Estações da Vida


Quando eu peregrino percorri os anos
Aprendi em percalços e tantas dificuldades
Em todas incompreensões e traições
Que o caminho que percorremos não é fácil

Entre as sombras das arvores
Abaixo de um imponente céu azul
Sentindo o frescor da brisa da manhã
Pássaros cantarolando a suma gratidão

Conclui depois de uma singela reflexão
La no profundo dentro de meu coração
Que a vida deve ter etapas em tantas situações
Por fim devemos viver em quatro estações:

Primavera: Sejamos como ela, pois assim como as flores fazem a natureza ainda mais bela, devemos ser de tal modo como essa estação, não importa quantas tempestades chegaram, mas nenhuma delas jamais impediu uma rosa de desabrochar. Assim mesmo diante de todas as dificuldades, façamos que a vida se torne mais bela e mais colorida aos outros.
Outono: Sejamos como ele, pois ainda que os ventos soprem sobre as flores, todavia, muitas delas resistem ao ponto de darem os mais doces frutos aos homens, assim cada um de nós, vivendo em meio a tantas turbulências na vida, possamos dar a todos a nossa volta, a doçura da bondade e o aroma do amor.
Verão: Não importa o quão escura seja à noite, ainda que as nuvens escondam todas as estrelas, ainda que todas as luzes artificiais se apaguem, mas a aurora chega com esplendor, e traz consigo muita luz e calor. Assim sejamos nós, pois mesmo que tanta escuridão reine na humanidade, ainda que tantas sombras insistam em nos rodear, sejamos pacientes e deixemos um legado de luz e calor a todos a nossa volta.
Inverno: é aquela estação do frio e das chuvas do orvalho que se faz geada, e assim também devemos nós, irrigar a esperança de muitos desesperados, levar algum orvalho que sirva de refrigério aos desalentados, que possamos levar água fria aos sedentos e como a neve que tece a tapeçaria das colinas embranquecidas, sejamos ousados em dar cobertura aos que se encontram desnudos e que a brancura da humildade sejam os vestidos de nosso coração.

(Autor: Clavio J. Jacinto)

sábado, 10 de novembro de 2018

Praias e Oceanos



Praias e Oceanos

Ei de te dizer, quem chora fere a face
Como as ondas ferem as areias
Crianças no leito de um ambulatório
Choram a dor da agonia da vida precoce
Nos tentáculos vorazes de uma moléstia
Ei de te dizer...

Falarei entre vossas angustias
Como a luz fere quem se acostuma com as trevas
Numa sepultura de um infante
As mães choram e vivem desconsoladas
Irrigadas pelas chuvas desse desespero
Falarei mais...

Vos digo em alta voz
Nas calunias das vozes soltas nas águas
Um amigo naufraga das garras do mar
Tais libélulas soltas em ânsias de saudades
Como um pai que olha a catapulta dos ais
Insisto nesse tosco discurso
E digo mais...

Grito o sussurro de um bem maior
A esperança do homem bom
Que nas flores da misericórdia desabrocha
Aqueles sentimentos lindos de compaixão
Pois bem sei que o amor ainda existe
Eis que vem meu silencio

Na terra em que reina tais misérias
Não há homens de corações despertos na ternura?
Que acolhe um mendigo nos campos da infância?
Que o sol do amor tão cedo se levanta
Nas densas nevoas desse tempo tão escuro
Entre harpas misticas digo eis me aqui,

Que os homens de bem
Ainda que nesses monturos de maldade
Possam semear em pequenas ações
As sementes mais nobres da bondade...

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A Tumba de Um Homem Ruim, a Vida de um Homem Bom


A Tumba de Um Homem Ruim, a Vida de um Homem Bom

Logo ali repousa: na terra fria
Uma coluna e a Tumba: não está vazia
Ela guarda as magoas dos tristonhos
Os anseios dos insensatos
Esconde os sonhos dos otimistas
O perdão dos rancorosos
Guarda as desculpas dos imprudentes
As vaidades dos orgulhosos
Esconde  a fome dos avarentos
O medo dos covardes
Guarda os murmúrios dos ingratos
A língua do fofoqueiro
Esconde a alma da prevaricação
O espírito da procrastinação
Guarda a violência do irado
A má vontade do preguiçoso
Esconde os tentáculos da intolerância
Os segredos da falsidade
Revela o espanto do ateu
Sustenta o susto de desprevenido
Logo ali: na tumba fria
Um Baú de restos mortais: não está vazia
Porquanto faça da sua vida o melhor
Seja prudente, benigno, humilde
Amoroso, prestativo, responsável, compassivo
Pois é melhor ser bom vivente
Do que ser ruim no pó


C. J. Jacinto

sábado, 1 de setembro de 2018

Gênese Cósmica

Gênese Cósmica

Da perfeita sabedoria que me inspira, aos olhos beleza que me arrebata, coração pulsa mais forte, os mistérios do infinito fazem cocegas na alma, não é delírio, é um sorriso intenso. Que as estrelas testemunham aos meus olhos, que o coração flutue no suspenso da glória da criação, pois onde o maravilhoso desabrocha, as convicções do coração se fortalecem.

C. J. Jacinto

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Esperança Fortalecida


O céu chora com as nuvens feridas
Para consolar a terra rasgada pelo arado
Que acolheu a semente do doce fruto

É quando um ferido consola outro ferido
Que a esperança se fortalece
Em um muito cheio de aflições...

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 20 de abril de 2018

AREIA E MAR


Sou grão de areia e Tu és mar
Sou fagulha acesa na face do luar
Brasa que aquece a verdade do mistério
Sou gota do Teu infinito oceano
Aroma do sopro de Teu imortal halito
Sou imagem refletida no azul da santidade
Grão da montanha de Vossa grandiosidade
Sou filho da graça fruto da misericórdia
Brevidade do Teu maior querer
Sou prisioneiro da vida e Tu libertação
Sou poço que se seca e Tu manancial
Sou pedra bruta e Vós diamante
Sou quase nada pendurado no instante
Areia sou na multidão do fundo do mar
Na cor turquesa no frescor do ambar
Em ti meu Senhor, quão elevada glória
Eu finito e fraco na Vossas mãos
Me aconchego ao percurso, a Tua direção
Glória excelsa tão magnifica visão
Eu pobre vida em frágil coração
Me aconchego a Ti, Senhor Eterno e onipotente
Uma fração das águas oceano da verdade
Que mergulha a minha fé com toda a intensidade
Em singela confiança no mar de toda a Vossa
Bondade...
(Clavio J. Jacinto) Extraido de "Consagração"

terça-feira, 20 de março de 2018

Miriades de Turbulencias


As águas da vida parecem turbulentas
As tempestades tão furiosas
Desperta a minha alma nesses vendavais
A coroa das flores caíram da primavera
Há sobre sopros a chama das águas
Como fogo frio que endurece a alma
Gelo que queima a (queima) roupa
O mel e o fel misturados tão incompatíveis
O frio declara paixão pelos perfumes
O céu apagado suspende as estrelas
No braco, minha pobre alma escorrega
Como folha envelhecida flutuando no ar
Quem dera-me fugir desses torvelinhos
Ter resposta bravas para tardias questões
Fugir do desamparo dos vis ciclones
Correr do assombro desses furacões
As águas da vida parecem turbulentas
Mas é de aço essa esperança ancorada
Quando tudo parece desabar nas tormentas
Confiarei no Senhor e em mais nada...
(By Clavio J. Jacinto)

quarta-feira, 14 de março de 2018

NUVENS


Nuvens passam escorregando no céu
Outras partem pro descanso eterno
Correm com pressa
Como se a luz partisse em pedaços

E essas tão belas flores?
Que fenecem como a palha ao fogo
Tão passageiras quanto meu grito
Tão efêmeras quanto a nevoa?

Assim é minha vida terrena
Um apressado respiro alado
Que ressoa na imensidão cosmica
Pra repousar nas mãos da eternidade

Clavio J. Jacinto

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