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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

É BIBLICO VENERAR MARIA?

 




 

 

O encontro de Jesus com a mulher samaritana junto ao Poço de Jacó, em Sicar, possui um significado espiritual profundo e transformador. Historicamente, este poço representava o legado de Jacó e sua família, ancestrais das doze tribos de Israel; para eles, aquela fonte não era apenas um símbolo de sustento e prosperidade, mas um elemento essencial para a sobrevivência.
 Conforme narrado no Evangelho de João, capítulo 4, versículos 19 a 23, a mulher samaritana, ao reconhecer a natureza profética de Jesus, questionou-o sobre a divergência entre os locais de adoração: o Monte Gerizim, onde seus antepassados adoravam, e Jerusalém, indicado pelos judeus. Jesus respondeu-lhe: "Mulher, acredita-me, a hora vem em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem."
Ao analisarmos o diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, identificamos que o tema central é a adoração. Trata-se de uma adoração fundamentada no conhecimento, pautada pela sobriedade e pelo discernimento, conforme nos orienta o Novo Testamento. As Escrituras, ao narrarem a prática dos apóstolos e a reunião da igreja primitiva desde o livro de Atos, estabelecem o Senhor Jesus Cristo como o centro absoluto da adoração.
 Não há, em todo o Novo Testamento, qualquer registro de culto ou veneração dirigido a outros personagens, sejam discípulos ou figuras como Maria. Tal prática é inexistente na igreja estabelecida e liderada pelos apóstolos, os quais nem a praticaram, nem a ensinaram.



À luz dessas evidências, compreendemos que a verdadeira adoração, em espírito e em verdade, consiste em adorar ao Pai, por meio de Jesus Cristo e sob a ação do Espírito Santo. Ao lermos o Novo Testamento com abertura e reconhecendo-o como a autoridade máxima para definir nossa vida e devoção, identificamos a essência do cristianismo: a verdade absoluta de que todo o texto neotestamentário é profundamente cristocêntrico. Ao examinarmos o Evangelho de João, capítulo 14, versículo 6, observamos a declaração de Jesus: “Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. Este versículo estabelece o papel de Cristo como o único Mediador — o pontífice que restaura a conexão entre a humanidade e Deus. Portanto, não se deve atribuir a outrem a função de ponte ou intercessor para alcançar o Criador de forma concreta. Ao proferir tais palavras, Jesus manifesta um caráter de exclusividade. Ele afirma, de maneira explícita e direta, a impossibilidade de acesso ao Pai por qualquer outro meio. Sendo Cristo o único caminho capaz de reconciliar o homem pecador à presença divina, compreendemos que a totalidade da vida espiritual depende deste relacionamento: Jesus não apenas nos conduz ao Pai, mas é Ele próprio o caminho que viabiliza essa comunhão.
A nossa compreensão fundamenta-se no ensinamento bíblico de que Cristo é o nosso único mediador. Sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Ele possui a prerrogativa de assentar-se à destra do Pai e interceder por cada um de nós, verdade esta que é ratificada em cada página do Novo Testamento. Consequentemente, rejeitar o testemunho do Espírito Santo a esse respeito equivale a atribuir-Lhe falsidade. Ademais, ao negar a autoridade do Espírito Santo, manifesta nas Sagradas Escrituras — especialmente no que tange à exclusividade de Cristo como nosso único e divino mediador —, incorre-se em um grave erro. Somente Ele possui tal capacidade, por ser, simultaneamente, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, conforme atestam diversos trechos bíblicos, com destaque para o Evangelho de João, capítulo 14, versículo 6. Aqueles que renegam essa verdade e não pautam sua vida por ela acabam por atribuir ao Espírito Santo a pecha de mentiroso; tal postura, portanto, configura uma blasfêmia equiparável à obra do próprio pai da mentira. Ao erigir imagens e santuários em veneração a Maria, os católicos adotam práticas que, sob uma perspectiva bíblica, carecem de respaldo nas Escrituras. Não há, no Novo Testamento, mandamentos de Cristo ou orientações apostólicas que legitimem tal conduta. Essa prática conduz o fiel não apenas à prostração diante de imagens de escultura, mas à reverência excessiva a uma criatura, que as Escrituras definem estritamente como serva. Existe, portanto, uma distinção entre a Maria bíblica, reconhecida por sua humildade, e a figura consolidada pela tradição católica, à qual são atribuídos títulos como "Rainha dos Céus", "Mediadora" e "Corredentora". Tais designações induzem os fiéis a atos de invocação, súplica e prostração, gestos que se assemelham ao culto prestado a divindades pagãs.

 A própria Bíblia de Jerusalém, ao descrever a veneração à deusa Diana pelos efésios, evidencia que, no contexto litúrgico e ritualístico, os termos "venerar" e "adorar" convergem para o mesmo propósito. Conclui-se, por essa análise, que a veneração a entidades ou imagens, quando inserida em um rito de culto, configura-se como prática de idolatria.




Ao analisar a história do paganismo e das religiões idólatras — como o hinduísmo, as antigas práticas egípcias e as tradições que circundavam o antigo Israel —, observamos a utilização recorrente de estatuetas. Tais objetos eram reverenciados como divindades, protetores e patronos, servindo como intermediários entre os vivos e os mortos, aos quais se dirigiam súplicas e diálogos. É possível notar a reintrodução e a adaptação desses conceitos dentro do catolicismo romano, manifestando semelhanças que não podem ser ignoradas por um observador atento. A Bíblia, de forma abrangente, posiciona-se frontalmente contra tais práticas, caracterizando-as como uma falsa espiritualidade; o apóstolo Paulo, inclusive, equipara o culto aos ídolos à adoração de demônios. Um grande pensador católico e grande escritor francês, Jean-Claude Bourreau, em um livro cujo título é Quem é Deus, publicado pela editora Vozes, na página 15, afirmou, o cristianismo herdeiro do judaísmo dos profetas que derrubavam os ídolos lutou durante muito tempo contra Baal, mas recuperou em grande dose esta fé pagã. Podemos dizer que o próprio cristianismo foi repaganizado
Observa-se, com clareza, que muitos sacerdotes, líderes e apologistas católicos têm omitido de seus fiéis a natureza real das práticas devocionais direcionadas a Maria. Sustenta-se que o culto, as procissões e as orações prestadas a ela seriam meramente uma forma de veneração, classificada pelo neologismo "hiperdulia". Contudo, tal termo parece servir apenas como um artifício para encobrir a verdadeira natureza desses atos: a adoração. Não se trata, portanto, apenas de uma homenagem à figura da Mãe de Deus ou de um culto de honra.

No livro “A Arte de Aproveitar as Próprias Faltas”, de Joseph Tissot (Editora Quadrante), lemos na página 125 a seguinte declaração: "Por mais doentes que estejamos, por mais desesperador que pareça o estado da nossa alma, se quisermos curar-nos, Maria adotar-nos-á como seus doentes; e como não existe doença espiritual que seja incurável nesta vida, e nenhuma pode resistir ao tratamento da Todo-Poderosa Mãe de Deus, ela nos curará". Neste trecho, o autor atribui a Maria o título de "Todo-Poderosa". Se tal qualidade lhe é conferida, então também deve ser considerada uma divindade, incorre-se em uma contradição lógica, pois ela é apenas uma criatura e serva. Ser “todo-poderosa” incorre em ter onipotência, por definição, pressupõe também a onisciência e a onipresença; portanto, ao conferir a Maria os atributos divinos, o catolicismo confunde as fronteiras entre a criatura e o Criador. Se tal prática não for caracterizada como idolatria, perde-se a própria definição de verdade. Conclui-se, assim, que a doutrina católica propaga um equívoco, ao quais muitos fiéis, por inocência, acabam por se submeter. A verdade é que a bíblia e os apóstolos nunca atribuíram á Maria essas virtudes de onipotência, onipresença e onipotência, pois sem esses atributos, ela nunca poder “Todo-poderosa” e isso nada mais é do que uma blasfêmia. Qualquer pesquisador sério encontrará esses erros grotescos na mariologia romanista.


Embora a figura de Maria seja digna de ser imitada por sua santidade e plenitude, a super ênfase conferida à sua pessoa pelo romanismo carece de fundamentação bíblica. Em nenhum momento as Escrituras — seja pelo ensino de Jesus Cristo, da própria Maria ou dos apóstolos — determinaram a confecção de imagens representativas, tampouco a prática de cultos, venerações ou preces direcionadas a ela. Maria foi uma serva submissa, escolhida por Deus como instrumento para a manifestação de Sua graça, poder e misericórdia, mas jamais foi apresentada como o centro da devoção cristã. A centralidade deve pertencer unicamente a Deus. Como nos recorda a passagem de Romanos 11:34-36: "Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem deu primeiro a ele para que lhe seja recompensado? Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória eternamente. Amém." A glória pertence exclusivamente a Deus, e não a Maria.



-- Revisado por Blip ViraTexto
[9/9 18:16] Clavio Jacinto: A Supremacia de Cristo em Filipenses
​Muitos católicos desconhecem o que o apóstolo Paulo ensina em Filipenses 2:9-11 sobre a supremacia de Cristo — algo que é amplamente evidente em todo o Novo Testamento. Nesses escritos, cada doutrina referente à devoção, à esperança de salvação, à redenção e à via de intercessão é direcionada única e exclusivamente a Cristo e ao seu senhorio:
​"Por isso também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai."
​Nas Escrituras, esse papel é atribuído tão somente a Cristo. Não há uma única passagem bíblica que oriente os fiéis a buscarem, implorarem, rezarem, se prostrarem ou clamarem por Maria, tampouco a pedirem sua intercessão, a fazerem esculturas para se prostrarem diante delas ou a realizarem cultos e procissões em sua homenagem.
​A Bíblia Sagrada é clara: todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Ele, e somente Ele — e não a sua mãe. 

domingo, 21 de junho de 2026

IDOLATRIA

  

 

 

IDOLATRIA

Uma Análise Teológica, Apologética e Bíblica

 

 

 

“Não terás outros deuses diante de Mim.”  (— Êxodo 20:3)

 

C. J. Jacinto

www.heresiolandia.blogspot.com

 

Introdução: O Coração como Templo de Ídolos

A idolatria é um dos temas mais recorrentes e urgentes das Escrituras. Desde as primeiras páginas do Antigo Testamento até os escritos apostólicos do Novo Testamento, a Palavra de Deus insiste em confrontar o homem com uma realidade perturbadora: o coração humano é, por natureza, uma fábrica de ídolos.

Quando pensamos em idolatria, nossa mente frequentemente evoca imagens de estátuas de pedra ou ídolos de metal fundido. Mas a revelação bíblica é mais profunda e incisiva: a idolatria é, acima de tudo, um problema do coração — a tendência estrutural do ser humano caído de substituir o Deus vivo por qualquer coisa que ele mesmo crie, valorize ou deseje.

"O homem é um ser potencialmente idólatra. Um exímio criador de ídolos, cujo coração pode ser o templo de uma infinidade deles."  — C. J. Jacinto

Este artigo busca apresentar, de maneira didática e fundamentada nas Escrituras, uma visão abrangente da idolatria: sua definição, suas formas, suas consequências, seus exemplos históricos e, sobretudo, o remédio que Deus provê em Jesus Cristo.

I  O Que É Idolatria?

Em sua essência, idolatria é colocar qualquer coisa acima de Deus em confiança, afeição ou devoção. Não se trata apenas de curvar-se diante de uma estátua, mas de dar a qualquer realidade — pessoa, ideal, objeto ou desejo — a lealdade suprema que pertence somente ao Criador.

“Não terás outros deuses diante de Mim.”  (— Êxodo 20:3)

Este primeiro mandamento não é uma simples proibição religiosa: é a afirmação da unicidade e soberania absoluta de Deus sobre toda a existência. Ele exige exclusividade na adoração, porque a natureza de Deus não admite concorrentes.

Como observa o teólogo Tim Keller, cada ser humano foi criado para adorar — e, diante da queda, aquilo que não se adora a Deus inevitavelmente torna-se um ídolo. A questão, portanto, não é se adoramos, mas o que adoramos.

II  Os Tipos de Idolatria

As Escrituras revelam que a idolatria assume formas multifacetadas. Além dos ídolos físicos, há categorias sutis e igualmente graves:

1. Ídolos Físicos

A forma mais óbvia: adoração de imagens, estátuas e objetos religiosos.

“O episódio do Bezerro de Ouro — Israel trocou a glória de Deus por uma imagem de metal.”  (— Êxodo 32)

2. Ídolos Culturais

Valores, tradições e filosofias que substituem a verdade de Deus como referência última da vida.

“"Porque o meu povo cometeu dois males: deixou-me a mim, a fonte de águas vivas, para cavar cisternas, cisternas quebradas, que não retêm água."”  (— Jeremias 2:13)

3. Materialismo

O amor ao dinheiro, aos bens e à prosperidade elevados acima de Deus.

“"...e a cobiça, que é idolatria."”  (— Colossenses 3:5)

4. Idolatria nos Relacionamentos

Quando pessoas ou vínculos afetivos ocupam o lugar que pertence somente ao Senhor.

“"Ninguém pode servir a dois senhores."”  (— Mateus 6:24)

5. Autoadoração

A exaltação do eu, o culto ao orgulho e à própria vontade — talvez a forma mais insidiosa de idolatria.

“"Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais à criatura do que ao Criador."”  (— Romanos 1:25)

III  Por Que Deus Proíbe a Idolatria?

A proibição divina da idolatria não é arbitrária. Ela decorre da própria natureza de Deus e da realidade dos ídolos:

DEUS É ZELOSO POR SUA GLÓRIA

“"...pois SENHOR, cujo nome é Zeloso, é um Deus zeloso."”  (— Êxodo 34:14)

Deus não compartilha Sua glória com falsos deuses, não por insegurança, mas porque Ele é a única fonte genuína de vida, salvação e bem.

OS ÍDOLOS SÃO RADICALMENTE IMPOTENTES

“"Quem formou um deus ou fundiu uma imagem que não serve para nada?"”  (— Isaías 44:10)

Os ídolos não podem ouvir, salvar ou ajudar. Servi-los é entregar a própria vida a uma ficção.

A IDOLATRIA CORROMPE O CORAÇÃO

“"Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, as paixões desonrosas, a mau desejo e a cobiça, que é idolatria."”  (— Colossenses 3:5)

Ao dividir o coração com ídolos, o homem progressivamente perde a capacidade de adorar a Deus em Espírito e em Verdade.

IV  Consequências da Idolatria

MORTE ESPIRITUAL

“"Por isso Deus os entregou à imundícia, nas concupiscências de seus corações..."”  (— Romanos 1:24)

A idolatria afasta o homem da comunhão com Deus, gerando vacuidade existencial e decadência moral.

ESCRAVIDÃO AO PECADO

“"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão."”  (— Gálatas 5:1)

Aquilo que adoramos acaba nos dominando. O ídolo que se escolhe se torna o senhor que nos escraviza.

JUÍZO DIVINO

“A idolatria provoca a disciplina e o julgamento de Deus sobre indivíduos e nações.”  (— Deuteronômio 28)

A história de Israel é a confirmação inequívoca: o abandono de Deus pelos ídolos resultou em exílio, juízo e sofrimento.

V  Exemplos no Antigo Testamento

•  O Bezerro de Ouro: Israel trocou a glória de Deus por uma imagem de metal (Êxodo 32).

•  Os Ídolos de Jeroboão: falsa adoração institucionalizada em Israel (1 Reis 12).

•  A Ganância de Acã: o amor às riquezas levou à desobediência e ao juízo de Deus (Josué 7).

Esses exemplos não são meros registros históricos: são espelhos que refletem a condição perene do coração humano.

VI  Os Ídolos Modernos

A idolatria não desapareceu com a modernidade — ela apenas mudou de roupagem. Os ídolos do século XXI dispensam templos de pedra; habitam escritórios, telas e corações:

•  Dinheiro — o amor à riqueza como segurança suprema.  — 1 Timóteo 6:10

•  Sucesso — realizações acima da obediência a Deus.  — Jeremias 9:23–24

•  Poder — controle e dominação como fins em si mesmos.  — Marcos 10:42–43

•  Fama — o desejo insaciável de reconhecimento humano.  — João 12:43

•  Entretenimento — prazer antes da santidade.  — 2 Timóteo 3:4

•  Tecnologia — vício em celular e redes sociais.  — Salmo 115:4–8

•  Relacionamentos — pessoas acima de Deus.  — Mateus 10:37

•  Trabalho — carreira antes de Cristo.  — Eclesiastes 2:11

•  Conforto — a recusa ao sacrifício e ao chamado.  — Amós 6:1

•  Tradição — rituais vazios que substituem a verdade.  — Marcos 7:8

•  Governo — confiar em governantes mais do que em Deus.  — Salmo 146:3

 

"Mesmo movimentos seculares acabam tornando-se mitológicos, crendo que o homem se tornará numa supermáquina biomecânica imortal: o transhumanismo."  — C. J. Jacinto

VII  A Tentação da Auto-Divinização

Uma das formas mais perigosas de idolatria é a auto-divinização: a crença de que o ser humano é — ou pode se tornar — divino. Este engano não é novo: é exatamente a mentira que a antiga serpente sussurrou a Eva no jardim do Éden.

“"...e sereis como Deus..."”  (— Gênesis 3:5)

Esta promessa enganosa ecoa através dos séculos em diversas correntes filosóficas, esotéricas e religiosas. O Gnosticismo afirmava que os humanos carregam uma "centelha divina" aprisionada na matéria. A Teosofia e o Movimento Eu Sou do século XX pregavam a ascensão do homem à divindade. O New Age contemporâneo promove a ideia de "cocriação" e de que o homem é em si mesmo uma divindade adormecida.

Até dentro do espectro cristão surgem desvios: o Mormonismo ensina que o homem pode se tornar literalmente um Deus por meio da progressão eterna. Embora a doutrina ortodoxa da Theosis (presente na Igreja Oriental) afirme uma participação na vida divina pela graça, ela cuidadosamente preserva a distinção entre o Criador e a criatura — o homem participa de Deus, mas nunca se torna Deus.

A Resposta Bíblica

As Escrituras são inequívocas: o ser humano é criatura, não criador. Mesmo após a regeneração, após a gloriosa ressurreição e a transformação escatológica, o cristão permanecerá criatura — uma nova criatura, glorificada, mas criatura.

“"Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo."”  (— 2 Coríntios 5:17)

“"Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu."”  (— Mateus 22:30)

Anjos não são deuses — são criaturas. E o apóstolo Tiago confirma que o cristão é gerado pela Palavra da verdade para ser "primícias de Suas criaturas" (Tiago 1:18). Nenhum apóstolo jamais ensinou que nos tornaríamos divindades.

O apóstolo Paulo, na sua sabedoria revelada, denuncia com precisão cirúrgica a raiz deste engano:

“"Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível..."”  (— Romanos 1:22-23)

“"Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais à criatura do que ao Criador, que é bendito eternamente."”  (— Romanos 1:25)

Assim como Adão e Eva seguiram o engano da serpente, toda tentativa de auto-divinização — seja nos palácios dos antigos faraós, nos templos dos imperadores romanos, ou nos palcos dos pregadores da prosperidade contemporâneos — é a mesma mentira reembalada: a blasfêmia da criatura que usurpa a glória do Criador.

VIII  O Remédio de Deus em Cristo

Se a idolatria é o problema fundamental da humanidade caída, Jesus Cristo é a resposta definitiva e suficiente de Deus a este problema. Em Cristo, Deus não apenas proíbe os ídolos — Ele os destrói, ao revelar-Se a Si mesmo como o único digno de toda adoração.

“"Portanto, meus amados, fugi da idolatria."”  (— 1 Coríntios 10:14)

“"Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."”  (— João 4:24)

“"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou."”  (— Gálatas 5:1)

Como Fugir da Idolatria

•  Examine o seu coração — identifique o que tem recebido a devoção que pertence a Deus.  — Salmos 139:23–24

•  Coloque Deus em primeiro lugar — oriente toda decisão pelo senhorio de Cristo.  — Mateus 6:33

•  Ande no Espírito — a santificação progressiva rompe o poder dos ídolos.  — Gálatas 5:16

A adoração genuína não é apenas um ato religioso: é a reorientação radical de todo o ser humano — mente, vontade e afetos — em direção ao único Deus verdadeiro e vivo.

Conclusão

A idolatria não é um problema da antiguidade. É o pecado de cada geração, vestido com roupas novas a cada época. Das estátuas da Babilônia às telas dos smartphones, da adoração ao imperador romano à adoração ao self das redes sociais — o coração humano, separado de Deus, sempre buscará um substituto.

A boa notícia do Evangelho é que esse ciclo pode ser rompido. Em Cristo, o ídolo central — o eu entronizado — é destituído, e o Deus vivo assume o trono do coração humano. Ali começa a verdadeira adoração: não a rendição a ídolos impotentes, mas a comunhão com o Deus onipotente que Se revelou em Jesus Cristo.

"Foge da idolatria" não é apenas um mandamento apostólico — é um convite à liberdade mais profunda que existe: adorar a Deus como Deus merece ser adorado.

 

 

 

C. J. Jacinto

www.heresiolandia.blogspot.com

 

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Tocando Num Mundo Morto Para Recolher Alimento


Foi Sansão quem Fez isso, está escrito em Juízes 14:5, um cadáver de um leão e favos de mel dentro dele, e as mãos de Sansão alcançam os favos, Sansão se alimenta do pão do mundo dos mortos. Isso me faz lembrar a Babilônia de Apocalipse 18, pois ali também há abundancia de delicias (Apocalipse 18:3) vinho, azeite e trigo (Apocalipse 8:13) e muitas coisas excelentes e gostosas (Apocalipse 18:14). Sim o mundo que jaz no maligno tem coisas doces e agradáveis (I João 5:19). Ali existe a glória e os reinos desse mundo (Leia Mateus 4:1 a 11). Não desça lá, pois não convém aos santos ir ao mundo dos mortos em busca de alimento espiritual, há maná e as bênçãos que procedem do céu e há as delicias do pecado adocicado e temperado para atrair e engodar o paladar do velho homem. Essas coisas podem ser agradáveis, mas elas estão escondidas dentro de cadáveres, o mundo imundo deve ser intocável aos santos. O mundo dos mortos espirituais está diante dos nossos olhos, muitas coisas agradáveis estão lá, o aroma do mel e das especiarias, o perfume do encanto do pecado, se apresentam de diversas formas; a pornografia por exemplo. O coração pode ser atraído por esses prazeres do mundo dos mortos. Milhões de almas descem ao cadáver do mundo para tomarem o mel da prostituição, do adultério e da pornografia. Os vícios. Eles podem dar prazeres, mas estão lá no tumulo onde jaz a essência do pecado, não convém aos santos se alimentarem desses vícios, ainda que apresentem prazeres e tantas delicias, são letais. Há muitos favos de mel no cadáver do leão que ruge buscando alguém para tragar, as novelas e tantos programas imundos são bem condimentados ao ponto de dar prazer aos olhos e nutrir a concupiscência para fortalecê-la dentro do coração humano. Os favos do erotismo agradam os olhos carnais, os mais tenebrosos pecados se escondem por trás da carcaça de um mundo morto, mas muitos se agradam em ir lá. Há uma roda de escarnecedores, tais são os guardiães desse cadáver ressequido pelo tempo, também chamado de geração perversa e corrompida (Filipenses 2:15) e os santos peregrinos não se assentam ali. Quero lamentavelmente dizer que também muitos pregadores modernistas descem até o cadáver ressequido do sistema para recolher alimento para distribuir ao povo através de seus sermões. Eles amassam falsos pães espirituais e distribuem em suas pregações, parecem palatáveis mas nada mais são do que uma mistura horrível de teorias psicológicas, humanismo, pragmatismo, relativismo moral, metapsiquismo, metafísica do novo pensamento, espiritualismo, gnosticismo etc. Ao invés de ir ao leão morto em busca de comida, vá até Cristo porque Ele mesmo disse: “Eu sou o pão d vida, aquele que vem a mim não terá fome, e quem vem a mim nunca terá sede (João 6:35)
Clavio J. Jacinto

sábado, 31 de março de 2018

O EGO E A IDOLATRIA



Em Juízes 2:7 a 23, vimos como o povo da promessa declina-se rapidamente para a apostasia. É algo peculiar na historia do antigo testamento, essa tendência nata de corromper-se espiritualmente. A natureza pecaminosa do homem tende sempre a abandonar a vida de obediência e inclinar-se aos desejos do próprio coração, e o coração do homem é viciado em idolatria. Isso é um fato real comprovado não somente pela historia bíblica, mas também pelo estudo comprado das religiões. Em todas as épocas o homem sempre se inclinou a adoração profana e idolatra. Nada escapa dessa vicio pernicioso alojado no coração humano. Conta-se que durante a segunda guerra mundial, o estado ateísta da União soviética, junto com seus lideres veneravam o cadáver de Lenin, mesmo num estado tão secular e anti-religioso como a extinta URSS, ali estava a lepra espiritual da idolatria. Não importa, não há mente arreligiosa, isso é um mito. O homem sempre venera algo, dentro dele existe uma força espiritual tremenda que leva a isso. Por mais secular que seja alguém, por mais cético e por mais incrédulo que seja, ainda assim se inclina na devoção e na confiança de algo, como na própria razão. Paulo fala sobre um tipo de idolatria que é interna, a matriz espiritual dessa idolatria é o amor que nasce no coração humano. Não há necessidade de ídolos físicos, porque a matéria da imaginação pode muito bem lavrar divindades no coração do homem, assim ele fala que a avareza é idolatria, isso significa mais um sentimento de amor por algo, e isso ultrapassa os limites das coisas materiais, pois a razão do homem, a ciência, as ideologias são veneradas como divindades pelos homens modernos, não é admirável que tenha fanáticos, porque o fanatismo é u apego ferrenho sobre idéias, crenças e ideologias que ocupam o centro do pensamento e o cerne do próprio eu. Isso é uma prova de que a bíblia entende muito bem da natureza humana, e todo o velho Testamento atesta essa conduta do homem, em afastar-se com muita facilidade de uma verdade para o erro.  Agora me deixe dizer que na nova aliança não é diferente, embora tenhamos o Evangelho e o Espírito Santo, é possível apostatar-se da mesma forma que os judeus no Antigo Testamento, as possibilidades são iguais porque a natureza humana não mudou. A menos que o homem seja transformado pelo evangelho e torne-se uma nova criatura, e viva no controle do Espírito Santo, não poderá vencer esses impulsos para o abismo da apostasia (II Coríntios 5:17, Efésios 4:24 e Romanos 8) Pelo fato da experiência do novo nascimento e a regeneração não ser  uma evidencia na maior parte dos cristãos modernos, a tendência pela idolatria é obvio,  como vimos nessa geração de crentes que idolatram  pregadores, cantores, pastores etc. Lamentavel isso, mas é fato!

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 1 de março de 2018

PORQUE DEUS CONDENA A IDOLATRIA





Em Êxodo 20:4 o Senhor proíbe o uso de estatuas para fins cultuais, a proibição é clara pelo contexto espiritual,  essas estatuetas e imagens lavradas ou fundidas, não deveriam ser usadas como representações figuradas de mediadores no mundo dos espíritos. Era isso que os povos pagãos estavam fazendo, mas ao povo de Deus, foi proibido tal coisa. Em Deuteronômio 4:16 Moisés também adiciona a proibição de figuras humanas. Porque essa proibição radical? Só no Novo Testamento vamos descobrir a natureza demoníaca da idolatria. Em I Coríntios 10, Paulo lança luz sobre esse assunto.  Em  I Coríntios 10:14 ele manda fugir da idolatria. É sábio afastar-se dos ídolos, eles são “portais” por onde os demônios fazem contato com os homens. Paulo adverte que quem pratica idolatria torna-se participantes dos demônios (I Coríntios 10:20) isso é sério, e o apostolo com certeza, sabia do que se tratava. Há um vinculo estreito entre idolatria e demônios. As religiões antigas eram basicamente idolatras, a literatura ocultista é rica em informações sobre isso. Conta-se que algumas estatuas guardadas em santuários budistas tibetanos, são receptores de almas e possuem cérebro. (1) As imagens de esculturas representantes de divindades tinham um cuidado especial, eram lavadas, vestidas, ornadas e perfumadas  (2) Os terafins, estatuas  de divindades, eram considerados objetos mágicos, hierofantes e iniciados nas religiões de mistérios,acreditavam que  essas estatuas seriam receptáculos de entidades espirituais.  Através delas, os sacerdotes e iniciados recebiam mensagens do além e tinham acesso a informações do mundo espiritual. (3) Esse é o testemunho do ocultismo a respeito dos ídolos, e a influencia  que eles tinham no contato com entidades espirituais (demônios)  Algo parecido ocorre entre os cultuadores do Zangbeto, espíritos guardiães conhecidos em muitas religiões africanas.  Esses espíritos guardiães se comunicam através de estatuetas, que servem como receptáculos para a manifestação desses “espíritos guardiães”. Paulo tinha discernimento espiritual suficiente para perceber a conexão entre idolatria e demônios, e adverte que os cristãos devem fugir dessa pratica considerada em muitas passagens das Escrituras como abominável (Salmos 78:5 a 8, Levitico 18:2, Isaias 45:20, Salmos 97:7 Romanos 1:23 etc).  Lemos em Apocalipse 13:14 e 15 que a imagem da besta ganha vida, porque tornou-se o receptáculo de um espírito, conseqüentemente  a imagem falou, isso prova decisivamente as crenças do paganismo e das religiões de mistérios.

Moloque



(1)    Jaime Guedes-Encontro com os Deuses- Editora mandala,  pagina 163
(2)    Idem pagina 158
(3)    Idem pagina 159









Autor: Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A SINDROME DE NABUCODONOSOR



 A Babilônia teve um monarca extremamente egocêntrico, seu nome era Nabucodonosor, no auge do seu egoísmo infectado pelo orgulho, ele declara ser possuidor de atributos divinos e exalta-se a si mesmo dentro do próprio coração. Os degraus do seu ego, o levou a auto-idolatria, e como esse pecado é extremamente vil, impossível será encontrarmos alguém que sendo afetado pela idolatria do seu próprio ego, não deseje que os outros se prostrem ou aplaudam a ele como o centro da criação.  O caso de Nabucodonosor é narrado precisamente em Daniel 4:37 a 39. Ele está no auge da sua visão de seu próprio mundo, a Babilônia. Seus palácios, suas ruas, os templos, o muro, as pessoas e seu coração se exaltou sobremodo que ele se via como o sol em que toda a poeira cósmica, os homens, deveriam girar e gravitar. Essa era a visão o monarca tinha de si mesmo. Seu orgulho era um monstro cego que clamava por adoração dentro de si.
Em Atos 12 Herodes Agripa parece que sofreu da mesma síndrome,  alvo de idolatria, aplausos e fama, ao lado de gente disposta a adorá-lo como uma divindade, por não ter dado glória a Deus, mas por ter roubado a glória que pertence ao Senhor,  sofreu as  duras penalidades. Como em uma frase de George Eliot, que dizia que o galo pensava que o sol se levantou para ouvi-lo cantar, há em nosso mundo pessoas que acham que o sol os planetas e todas as pessoas giram em torno dele mesmo.  Ainda que parecia ter um exercito invencível, Senaqueribe acabou perdendo seu exercito e do poder temporal caiu para a desgraça da morte prematura, abatido pelos próprios filhos. (Isaias 37;36 a 38) Não há como não fazer coro com Salomão em Eclesiastes: vaidade das vaidades, tudo é vaidade.

É certo que Deus abate os orgulhosos e exalta aos humildes. Cristo demonstrou sua humildade lavando os pés dos discípulos, ato considerado como ofício de escravos, porém as escrituras afirmam  ser ele a imagem do Deus invisível (Hebreus 1;3) e que tudo foi feito por Ele e sem ele nada do que foi feito se fez. (Leia João 1:1 a 3)
O egoísmo e o orgulho são doenças próprias do humanismo, preocupa-me como o  evangelho moderno tende a fabricar seus ídolos, como tanta gente se inclina a vaidade de  desejar ser o centro onde as coisas religiosas e os religiosos devem gravitar.  Da religiosidade cristã moderna, nasceu os palcos, os picadeiros onde pessoas começam a se projetar, cantando ou pregando, fazendo fortunas e ganhando espaço para agigantar seu ego. A fome pelos aplausos, a fama, o êxito, a glória dos homens infecta grande parte dos artistas e pregadores, pastores e pessoas que a cargo de títulos eclesiásticos, se auto-definem como se fossem divindades ou seres superiores cujo universo deve girar em torno deles. Essa é a marca distinta dessa geração de religiosos distantes do evangelho.  O mundo trai a confiança e os mundanos seguem essa regra de que os que aplaudem pregadores e cantores que usam de técnicas para receber fama precisam reajustar toda a cosmovisão espiritual de acordo com os valores do mundo, de outra forma, o que virá é perseguição, ódio e desprezo. Num mundo relativista que dá espaço para uma religião evangélica apostata, não há espaço para pregadores sérios, que ainda preguem a mensagem da cruz, e nem há espaço para quem deseje cantar para glorificara DEUS. O mundo dita seus valores e suas regras, e quem não amolda-se a esses valores será descartado, rejeitado, criticado e perseguido. Adverte Paulo que aquele que deseja seguir o caminho da santidade, será perseguido por esse mundo ( II Timoteo 3;12)
A síndrome de Nabucodonosor é um grande problema no sistema evangélico atual. A moda é ser artista, copiar artistas, é projetar-se e construir um império encima de uma função. Para que isso de certo, a natureza de uma mensagem ou de um cântico deve corresponder ao sistema; deve ser comercial, não beligerante, não confrontadora, então precisa adaptar-se aos princípios de marketing.   Mensagens de auto-estima, uso de técnicas psicológicas,  estratégias diversas, como meio de arrancar fortes emoções de ouvintes, o homem é o centro sempre, como diz as escrituras, que um abismo chama outro abismo. Para receber aplausos dos ouvintes, o artista religioso precisa cantar ou falar aquilo que o ego humano deseja ouvir. Daí os chavões usados, as gírias espirituosas que tanto ouvimos hoje, são esses os mecanismos psicológicos que ajudam na elaboração do show. Não é de admirar que pregadores que evitam a mensagem da cruz, chame pessoas ao arrependimento, proclame os juízos divinos, denuncie os pecados mais aberrantes de nossa época, denuncie as falácias religiosas do deus desse século, pregue sobre a humildade e a obediência ao evangelho, são os mais proeminentes da nossa época, do contrario não irá se projetar no sistema, ele pode conseguir espaço por causa do seu zelo e insistência em prol da verdade, mas não terá o apoio de uma cristandade apostata.
É por isso que vimos a religião moderna como uma enorme indústria de entretenimento, a igreja deixou de ser uma agencia que proclama a cruz de Cristo e as verdades fundamentais do evangelho, deixou de proclamar a verdade que envolve a morte de Cristo e a sua ressurreição, para promover a diversão, e transformar as reuniões em imensos ambientes de controle emocional. Usam-se os chavões como meios, para que se torne uma válvula de escape para aliviar o peso do sofrimento humano, mesmo que o efeito seja apenas temporariamente anestésico, torna-se uma válvula de escape para dar alivio a todo tipo de tensões e problemas que se alojam na alma humana.
A promoção da fé mágica, que dá alivio imediato e resolve os problemas materiais e sentimentais do homem ocupa a agenda dos mensageiros do engano. É lógico que tal assunto está em voga na maior parte dos púlpitos modernos.  Primeiramente foi os adeptos da Nova era e do movimento espiritualista que proclamaram isso. a auto-estima, o pensamento positivo, a religião mágica que dá ênfase ao poder da mente,  o mito de determinar que um fato aconteça de acordo com a vontade egoísta do homem, o pregador moderno geralmente trata o pecado como se fosse uma ilusão, como se não existisse, tal como já defendia a ciência cristã.  As mensagens positivistas, de auto-exaltação, do triunfo pessoal, do pensamento positivo e voltado em direção das riquezas, isso já era proclamado pelos espiritualistas como Napoleon Hill e outros. Parte dos conceitos de fé e pensamento positivo que ouvimos com tanta freqüência nas mensagens modernas,  não tem suas origens nos pregadores e teólogos do passado, muito menos na bíblia, mas tem uma descarada influencia das religiões orientais.
A tentativa de manipular as circunstancias através de uma suposta fé, nunca foi ensinado nas escrituras como se fosse uma fé verdadeira.  Isso nada mais é do que espiritualismo descarado! Note que a ausência de sermões que denunciem os pecados dessa geração, que se oponha ao mundanismo que está cravado no seio da igreja apostata, sermões que preguem arrependimento e abandono dos pecados, não são proclamados, tal como fazia toda uma geração de pregadores, como eram os puritanos por exemplo. Tudo isso são provas de que estamos vivendo em uma era de enganos. Mas é justamente esse o perfil de um pregador ou cantor que deseja fazer sucesso e ganhar dinheiro. Pouco a pouco muitos homens não convertidos, descobriram que a igreja moderna é composta de uma vasta multidão de gente sem discernimento, e introduziram encobertamente os meios necessários para explorar a credulidade dessa gente. Assim como livros de auto-ajuda vendiam aos milhares no mundo, porque não introduzir essa técnica nas musicas e nas pregações? Até hoje, a maioria daqueles que se constituem os “evangélicos modernos” não percebem essa invasão profana, justamente porque nunca tiveram um contato com o verdadeiro evangelho para terem um discernimento eficiente para perceber esse engano.
Assim, encontramos agora um exercito de “ungidos” supostamente intocáveis, que afirmam serem enviados celestes com títulos pomposos, pregando coisas arrogantes e vivendo debaixo de uma vida cheia de regalias e confortos. Alguns vivem sustentando de forma oculta a avareza e minam as bases fundamentais do evangelho com suas mensagens metafisicas, satisfazendo os desejos egoístas, de serem adorados, idolatrados, aplaudidos, etc. Essa é a síndrome de Nabodonosor, e toda a nossa geração (salvo um pequeno remanescente) está contaminada por esse desvio da ortodoxia. , com certeza o drama dessa apostasia pode ser vista do ângulo mais real: a igreja corrompida sustenta esses falsos profetas, esses falsários religiosos, que enganam os incautos com sua teologia soberba para alimentar a auto-idolatria, tudo isso no mais pomposo sentimento de que são enviados especiais de Deus com uma missão nesse mundo. Não disse Paulo em Colossenses 2;8 que deveríamos ter cuidado, para que ninguém nos faça presa por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo?

Era hora de acordar desse sono. Cristo nos convida a humildade, a colocar o reino de Deus em primeiro lugar, não nossos sonhos e opiniões. A viver com piedade e contentamento, não em avareza e idolatria.  Ainda resta uma via de ortodoxia nessa confusão babilônica, são as veredas antigas, quem deseja caminhar por elas? As veredas antigas, um caminho arcaico aos olhos humanos, mas um caminho seguro para a comunhão com Deus pelo caminho da obediência. 

Pr Clavio J. Jacinto

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