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quinta-feira, 26 de março de 2026

Reflexões Apologéticas

 

Debates ocorrem, e é lamentável que a arrogância sempre predomine de um dos lados, pois num debate os dois deveriam sair vitoriosos, o ganhador por mérito e o perdedor por humildade, pois quem se rende a uma verdade depois que o engano for desmascarado, também sairá vitorioso.

 

 Alguns ateus dizem que o homem inventou Deus, eles quase estão certos, pelo menos agiram de forma lógica ao concluir que só uma entidade inteligente e pessoal pode imaginar outra, o problema é que eles inverteram o sentido, a criatura criando o Criador, e por isso mesmo provam por si mesmos que estão absolutamente errados.

 

A crença em Deus está enraizada no mecanismo da consciência do homem, é parte intrínseca dele. Crer em Deus é parte natural da estrutura do homem, isso é antropologicamente inegável. Esse fenômeno é intelectual e consciente, o homem procura pão porque tem fome, a água, porque tem sede, fome e sede são desejos naturais do homem, essa necessidade interior leva a uma realidade exterior: pão e água.  A crença em Deus e um desejo de comunhão com Ele devem ser entendidos neste sentido. O abandono do conceito da existência de Deus é uma anomalia, um desvio que deixa o homem desamparado, por esse motivo o ateísmo precisa de substitutos, pelo qual precisa manter a fé em algo ou alguma coisa que possa preencher essa deficiência e substituir essa necessidade.

C. J. Jacinto

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Frases para o Crescimento Espiritual

Uma opinião pode ser verdadeira quando é feita com base no conhecimento adequado e completamente equivocada quando é feita de modo preconceituoso e descuidado.

 

Deus nos dá a oferta de salvação mediante a obra redentora de Seu Filho mediante o preço do sangue divino e nossa reação quanto a isso é crer e mudar nossa mentalidade quanto ao fato de que podemos alcançar nossa salvação mediante nossos próprios méritos e esforços pessoais.

 

A graça de Deus não é uma abertura para a liberdade para pecar mas uma resistência rígida contra a vontade de pecar.

 

Por mais obscurecida que uma sociedade esteja pela influencia da impiedade, ninguém jamais perde o rumo moral quando tem um olhar permanente sobre Jesus Cristo.

 

Se você consegue superar pelo poder do Espírito Santo, a ingratidão, e consegue perdoar com muita facilidade, as mais terríveis ofensas, então és verdadeiramente santo.

 

Um homem que decide andar sozinho para não andar em conformidade com os relativistas e pragmáticos religiosos, não está de fato sozinho, Deus será seu escudo e proteção.

 

C. J. Jacinto

 

 

 

 

 

sexta-feira, 19 de maio de 2023

3 TIPOS DE PESSOAS

 Há três tipos de pessoas neste mundo

Aquelas que querem ser o que elas acham que são

Aquelas que querem ser como os outros acham que elas são

E aquelas que só desejam saber o que Deus deseja que elas sejam


Com qual delas você se identifica?


CJJ

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Tesouro Eterno

Em que consiste a dor que o mundo dá? a dor da perda. Se nosso coração não acolher as ilusões do mundo, seremos livres do sofrimento de perder o que ele nos oferece, piedosa alma, contente-se em ter Deus como teu eterno tesouro.

 

C. J. Jacinto

 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Viver o Momento






O grande evento da vida é o agora, é nele que temos a possibilidade de viver o que podemos viver e sentir as coisas a nossa volta, fazer esse momento valer a pena, pois o amanhã ainda é nosso insondável mistério.
O grande evento da vida é o agora, eis o momento em que você pode sentir o amor, a compaixão, deixar que desabrochem todas as virtudes adormecidas,  eis o momento de declarar amor a quem você ama, de estender as mãos a quem precisa pois o amanhã está ainda longe de nossos sentimentos
O grande evento da vida é esse instante que você respira, essa é a abertura do tempo para você, olhe para as possibilidades ao seu alcance, ame, converse, faça o tempo valer a pena, e além de tudo, olhe para o evangelho, sinta-se amado por Deus e então agora mesmo cultive o desejo de amar ainda mais a Ele.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 8 de maio de 2019

A ABNEGAÇÃO

                A ABNEGAÇÃO


Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas (I Pedro 2;21)

Jesus Cristo, o Senhor é o modelo de vida perfeita. Não havia nele orgulho ou avareza, era humilde, completamente desapegado aos coisas materiais e passageiras. O que chama a atenção na vida do Mestre Salvador é a sua abnegação. O Senhor Jesus vivia uma vida para fazer a vontade de seu Pai e para servir seu próximo. A sua vida estava centrada nessas duas coisas, e por isso precisava ter uma abnegação constante aplicada ao cotidiano de sua vida, um pouco mais de três décadas que viveu aqui nesse mundo.
Deixou um legado rico em exemplos de como um homem pode conduzir a sua vida e experimentar o verdadeiro sentido que ela proporciona, mas que fica obscurecido por causa das nossas paixões e desejos puramente egoístas. Ao declara que o “Verbo se fez carne” João nos convida a refletir, como Cristo, sendo Divino, desce aos recônditos do vale das sombras, um mundo poluído pelos pecados do homem desobediente e rebelde, para servi-los e morrer por eles. Jesus Cristo veio plantar uma semente de esperança no solo árido das abominações dos homens caídos. Veio acender uma luz, onde a escuridão reinava. Só alguém com uma abnegação perfeita poderia fazer isso. Deixar sua glória, abandonar um mundo perfeito, cheio de luz onde poderia se exalar os mais elevados perfumes da santidade, para vir ao mundo poluído pelas ações infames da humanidade.
Louvamos ao Senhor por tão digno exemplo, seus passos podem ser seguidos. Isso é loucura para os homens perdidos. A sociedade pecadora não vê vantagens na abnegação. Somos treinados pelo mundo a amarmos a nós mesmos, porém Cristo nos convida anegarmos a nós mesmos, a não amar a nossa vida, mas amar a Deus acima de todas as coisas. O mundo não é digno de tal doutrina, a abnegação. Ela só pode vir de um coração perfeito não contaminado por conceitos egoístas ou pelo veneno do orgulho. Temos que rever a nossa vida, nosso estilo de vida espiritual. Jamais devemos andar pelo caminho de Cristo, pensando em nossas vantagens pessoais, não podemos encontrar na vereda dos justos, momentos oportunistas para promover a nós mesmos, pois isso vai contra as regras e os princípios do Reino de Deus. Cristo, nosso exemplo, não agiu assim!
O que você entende por abnegação? Você experimenta essa virtude em sua vida espiritual? Jesus Cristo, o Senhor levava a sério esse principio essa virtude, tão rara em nossos dias. Pouco se fala sobre isso nos púlpitos, as pessoas não estão interessadas em promover a causa do próximo. Mesmo entre os filantrópicos, a motivação é o reconhecimento e a exaltação de si mesmos. Buscam o elogio, querem subir o degrau da fama e esperam os aplausos da turba que recebe ajuda.
O que é abnegação? A abnegação é a ação caracterizada pelo desprendimento das coisas que alimentam nosso egoísmo, é o desprendimento das coisas passageiras e supérfluas, para a dedicação completa a uma causa elevada e de extrema importância. É sacrifício da vontade própria, o abandono de todas as coisas egoístas, para cumprir unicamente a vontade de Deus.
 É o cultivo das coisas mais elevadas, pelo caminho da morte das paixões carnais. É importante salientar de forma clara, que só pode caminhar pelo caminho estreito, que propôs Jesus o Senhor nos evangelhos, aqueles que se desprendem totalmente das vaidades e das coisas que satisfazem o ego corrompido.

“Estes são os que seguem o cordeiro, para onde quer que vai”  (Apocalipse 14:4)


Clavio J. Jacinto

sábado, 15 de dezembro de 2018

Obras e Graça


O caminho da graça e da verdade, é viável para os humildes de coração. Nosso grande problema é tecer todo um vestido de justiça própria com adornos de nossos méritos, para tentar convencer a todos de que somos religiosos aperfeiçoados por uma moral sofisticada e boas obras lapidadas por nosso zelo ritualístico. Tais atitudes levam o homem a auto-idolatria. Raro é voce encontrar um homem santo que confere a Cristo todos os méritos da salvação. É verdade! a graça não é compreendida pela maioria das pessoas que professa a fé cristã, é  uma luta tremenda negar-se a si mesmo e confiar na obra perfeita e consumada de Cristo. Precisamos nos aproximar mais e mais da obra de Cristo, depender mais e mais da graça de Deus que se manifestou em Cristo para a nossa salvação.


“Todos os meus trabalhos são marcados pelo pecado e pela imperfeição. Quando penso em todos os atos que já fiz para Deus, só posso gritar: Oh, Deus, perdoa a iniquidade de minhas coisas santas ”. Jerry Bridges, em: O Poder Transformador Do Evangelho

Em Santa Humildade

Pelo caminho da mais santa humildade, o Cordeiro de Deus veio como um homem perfeito, viveu uma vida perfeita, morreu em um sacrifício perfeito, obteve uma vitoria absoluta, está preparando uma morada perfeita, voltará na consumação das eras, esse será um um retorno para trazer verdadeira justiça aos homens, e aqueles que creem nesses fatos, estão vivendo dia após dia uma perfeita esperança. (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A Harmonia e o Caos


Há uma desordem dentro da ordem, uma consequência do pecado. Que o universo não pode ser obra do acaso, é um fato, que a desordem é um problema também é. Porém o sofrimento não é um enigma a ser decifrado, mas uma verdade a ser aceita. Há algo errado com o mundo. A eternidade sofreu um lapso, e aqui estamos. Há um gemido universal da criação. A estrutura do cosmos é magnifica, a sincronização das coisas é admirável, mas há esse negocio de caos, uma desordem provocado por causa de um efeito profundo na criação, e o que causa isso é o pecado.  Isso é provocante para nossos dias, a vertente intelectual moderna não aceita isso, mas chegará um tempo, quando se esgotarem as teorias filosóficas, quando chegarem ao fundo do poço, ainda que seja num ultimo suspiro, o homem dirá que a Bíblia tinha razão.


Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A LIÇÃO DOS DINAMARQUESES

Durante a segunda guerra mundial. Os alemães invadiram a Dinamarca. O comando nazista ordenou que todos os judeus fossem identificados. Só poderiam sair a rua usando a estrela de Davi. Seriam hostilizados, perseguidos como em outras regiões. O país estava ocupado. Não havia jeito de resistir. Ou havia? O rei Cristiano declarou: “Todos os dinamarqueses são iguais”. E a família real imediatamente passou a usar a estrela de Davi. No dia seguinte, na cidade de Copenhague, a população inteira ostentava o símbolo judaico. Não houve como separar os judeus. Todos os dinamarqueses solidários fizeram questão de mostrar que eram iguais, como seu rei tinha declarado.

sábado, 24 de novembro de 2018

Sobre a Decadencia Moral


É lamentável essa falsa sensibilidade que promove falsos heróis que julgam as coisas pelo lado errado, para justificar o absurdo, defender a deliquencia e manter a falacia de que são dignos de credito. Quando alguém se sensibiliza mais por bandidos do que por vitimas, quando apóia mais bandidos do que pessoas de bem, quando se preocupam mais com assassinos do que com as vitimas, quando se preocupam com o bem estar de bandidos e nunca com o sofrimento dos justos, tais, sofrem de um serio distúrbio moral, devem ser tratados como as piores almas dentro de uma geração perversa e corrompida.

CJJ

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Vaidades da Vida

O homem perece em seus anseios frágeis, deseja ser nutrido pelos aplausos, precisa da fama e da glória dos homens para encontrar sentido  para a vida. Porém essas coisas são as nevoas da vaidade do existencialismo. Perecem como as flores depois da primavera, murcham como as rosas ceifadas para adornarem os túmulos. O homem semeia ilusões para colher decepções, paga com o preço da própria vida para manter-se na ilusão de que tudo vai bem sem Deus. A vida passa, e o pobre incrédulo constrói seu ninho com as palhas de sua razão, mas a vida é implacavel, ela leva consigo o homem com todos seus encantos, e no fim da jornada, o homem sem Deus fica completamente nu diante da eternidade, sem sentido e sem as cordas da misericórdia divina que poderiam sustentar a sua escalada aos confins do infinito, ele cai no abismo, e só nessa condição desesperada, a ilusão se quebra, e os olhos se abrem para a realidade de que suas ilusões fenecem e com elas, o sua própria vida.

Clavio J. Jacinto

sábado, 17 de novembro de 2018

Desfrute da Salvação

A alma que recebe a regeneração por meio da obra consumada e perfeita de Cristo, descansa nas promessas do evangelho e pode desfrutar dia após dia, da misericórdia e da graça de Deus (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Golias: A Lição

A história de Golias é a história do homem sustentado pelo seu próprio orgulho (Leia I Samuel 17) a confiança em si mesmo enaltece o coração humano e o faz gigante aos próprios olhos. A força que expunha era uma crença em si mesmo, uma auto-estima exagerada, um pensamento positivo de dar inveja a todos os seguidores da confissão positiva. Uma força descomunal aliada a experiencia de colecionar inúmeras vitórias nas batalhas da vida, era um campeão nato.  A plataforma de suas sandices era sustentada pelos aplausos do mundo. Era Golias o centro da guerra, um suposto semi divino gigante, que aos olhos alheios apresentava todos as características de um herói mítico.  É um ator nos campos da batalha da vida, a experimentar uma serie de sucesso, não somente por derrotar seus inimigos mas também suscitando um respeito e um temor dos inimigos. Era a fama transbordando no mar fétido do orgulho, fazendo borbulhar pela saliva de seus gritos, a crença de que era um inexpugnável dava a garantia de ir para as paginas da historia como um guerreiro indestrutível colecionando uma série de batalhas bem sucedidas, era o espetáculo aos olhos alheios. Esse é o caminho do mundo, veja como os homens se agigantam pela fama, dinheiro e sucesso. Eles estão nesse cenário secular recebendo a glória dos homens. São gigantes nas esferas do mundo caindo, brilhando como estrelas raivosas gritando a todos, "sou vencedor". Aqui jaz o antro da miséria humana sob os holofotes das vanglorias de um mundo inóspito que trai seus próprios figurantes. Golias não contava com Davi, e Davi contava com Deus. Ao contrario dos espias que ao espiar a terra prometida, encontraram nela muitos "Golias" eram os gigantes, que aos olhos daqueles hebreus, pareciam também ser invencíveis, Davi olha e não se amedronta. Vai ser usado por Deus, para dar a lição ao homem vaidoso, Golias então vai naufragar no mar da sua opulência e sofrer uma derrota, ao ser morto por sua própria espada. É o fim do homem orgulhoso, o centro se desequilibra e a estrela cai, espatifando-se em mil pedaços no chão da vida. Esse é o final do homem orgulhoso, esfomeado de fama, que busca os aplausos de uma plateia boba e traidora. O mundo jaz no maligno e o homem sem Deus torna-se alienado pelas circunstancias e sequestrado pelo própria altivez. O grande jaz morto, o grito de desafios continentais, torna-se um mórbido silencio, o degrau da fama desaba, o sangue que escorre, o fim da vida, um morto, este é o fim de todo o homem que confia em si mesmo, que nutre o seu ser exaltado de autoconfiança, oh que desastre! é o fim de cada golias de todos os tamanhos, a queda é fatal, a simplicidade da vida acaba com a arrogância humana, e cada enterro põe um ponto final em cada falso heroi.  Aos santos e humildes porém é prometido: "Os justos resplandecerão como o sol, no reino de meu Pai..."(Mateus 13:43)

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A DOR E REDENÇÃO


Quando o verbo se fez carne e veio cheio de graça e verdade, para os que eram o povo dileto, ainda que não o recebesse, Ele continuou sua jornada no mundo. O brado do Batista ecoa entre as multidões “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essa era a regra, sofrer como um cordeiro mudo, ser pisado e abrir em sua carne as feridas que nos saram, pois pelas suas pisaduras fomos sarados. A violência da cruz é uma ofensa silenciosa, Cristo suporta ao custo do derramamento de cada gota de sangue, o sangue da nova aliança que é derramado por muitos. A seqüência desses espinhos vem desde sua mais tenra idade, um corpo preparado, uma vida preparada para ser derramada, pois sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. A grande luta seria o momento crucial, onde o cálice de todas as amarguras precisava ser sorvido, o fel das abominações humanas estava transbordando, e num mundo de nevoas um tanto obscuras envolvia aquela noite no Getsemani, e Cristo estava lá. Orava com ânsias do prefacio de todos os sofrimentos, dirigindo palavras ao Pai “Afasta de mim esse cálice” porque nela estava o asco de nossos pecados, o fel de nossas ofensas e o veneno de nossas transgressões. Sim, as Escrituras dão um bom testemunho que Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós. Ainda mais testificam que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. E nesse mundo de tantas dores, Cristo entra nesse universo de duras provações. É um mergulho na lama das nossas lagrimas, uma fatia de todas as nossas transgressões já bebe na manjedoura, quando a sujeira do mundo e a escuridão de uma noite sem lâmpadas, simplifica a condição das trevas espirituais em que o homem se encontra. Nada foi por acaso, a noite e a rejeição dos abastados, e a vindo ao mundo numa descida aos lugares mais tenebrosos da terra, morada de violência, ali vem o Cordeiro santo, revestido em um bebe indefeso que vai chorar diante das calamidades humanas, isso me faz lembrar uma frase de William Shekespeare: “Choramos ao nascer, porque chegamos a esse imenso cenário de dementes” Sim o salário do pecado é a morte, e ele toma dessa miserável sentença sobre si, toma as nossas dores, e carrega sobre si a nossa condenação.  Fez-se maldição por nós, essa colossal descida para esse mundo, apenas revela o quanto a misericórdia pode ir mais longe, como a graça pode contribuir para que sejamos justificados sem merecermos. Nada nos resta senão crer, agradecer,adorar e nos prostrar diante de um Deus tão bom. Pois não poupou seu único Filho, mas por nós pecadores, entregou. Um pregador que aprecio, tentou expressar esses fatos de uma forma clara, desde então tenho meditado sobre o fato de que as palavras humanas são muito limitadas para expressar o que Deus em Cristo fez pela obra redentora da cruz:“Um Deus que sofre a dor, injustiça e a morte por nós, é um Deus digno de nossa adoração. Em um mundo de tantas dores e opressões, como poderíamos dar nossa maior fidelidade a alguém que fosse imune a tudo isso? Este é um Deus que sabe como são as tempestades porque ele veio ao mundo e mergulhou direto nas nossas  maiores  dores e sofrimentos. Por causa dessa auto-substituição, podemos ter vida” (Tim Keller- Tradução livre C. J. Jacinto)

A TRANSFORMAÇÃO DA NOSSA INTELIGENCIA

A salvação é uma mudança e um retorno. Uma mudança porque a "metanoia" exige uma mudança de perspectivas, uma mudança de cosmovisão. A regeneração é a transformação interior que exige uma mudança completa da nossa vida. Essa mudança é dramática porque reajusta a direção da nossa vida em direção de todas as coisas que são mais elevadas. A salvação também é um retorno. É um retorno para a sacralidade da vida. Isso ocorre por um reconhecimento sensível de que somos adoradores. O padrão de um cristão bíblico, regenerado é ser santo, é ser extremamente piedoso, isso é um retorno para o proposito original pelo qual fomos criados. Fomos criados para a glória de Deus, somos seres compulsivos á adoração. Sem a regeneração, a tendencia do homem é inclinada a adorar coisas e inventar deuses. Ele precisa divinizar algo, ainda que seja a si mesmo ou a sua própria razão, para encontrar respostas aos seus anseios. A tendencia do homem sem Deus é inclinar-se perante deuses falsos e praticar a idolatria em suas variadas formas, porque essa é a tendencia do seu coração, tal inclinação está em sua natureza espiritual. A salvação é uma libertação de todas as modalidades de idolatria, é um retorno para a posição correta, de acordo com o proposito pelo qual fomos criados. Quando ocorre uma mudança de mentalidade, então o coração se ajusta na direção certa, ele abandona os ídolos, abandona o ego, abandona as coisas pelo qual são matéria prima para o feitio dessas falsas divindades que são feitas na medida para satisfazer a tendencia profunda do coração do homem de crer em alguma coisa e viver por elas. A não crença não existe, não no coração do homem. Não há homem que não creia, viver é crer e crer é viver, mesmo que em suas tendencias erradas, um homem não regenerado creia em coisas ridículas, precisa fazer isso. A crença é a atmosfera moral ou amoral onde o ser humano respira. Esse fato é obvio. Ainda que a pessoa não creia em algo, ela precisa crer no seu próprio ceticismo como a regra da coerência para manter a convicção.  O retorno do homem pela regeneração é voltar-se para o Criador, esse é um fator muito claro na historia do homem. Há porem um meio pelo qual o homem não retorna, ele não crê no evangelho, então precisa ficar com suas conclusões, precisa divinizar suas ideias no altar da razão. Assim o mais cético dos homens força seu coração a ficar prostrado diante das suas convicções e rende a elas um culto, usando o seu próprio orgulho como mecanismo de devoção

Clavio J. Jacinto

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