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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A ARTE DE TRANSFORMAR AS AMARGURAS DA VIDA EM DOÇURA ESPIRITUAL





“Porque grande amargura tem me dado o Senhor” (Rute 1:20)

Às Vezes precisamos clamar; “estive em grande amargura, tu porem amorosamente abraçaste a minha alma”(Isaias 38:17) Homens amados por Deus sofrem dores e amarguras. A  carne de Estevão rasgou-se perante Seus  algozes.  Homens piedosos como João Batista, padeceram a morte prematura de forma horrível.  Paulo ouviu do Senhor a realidade da fé cristã “Te mostrarei o quanto deves padecer pelo meu nome”(Atos 9:16). Já sofri bastante na vida, o choro e a dor é algo constante no ser humano, e o cristão não está fora dessa realidade. A historia do homem é uma historia de sofrimentos, o drama da redenção também é. A dor é um mistério, uma escola e uma bigorna, onde a alma piedosa recebe os golpes para tornar-se mais preparada para a eternidade. É a dor que nos torna humano, esse é um fato  que faz com que os seres criados fiquem subordinados a realidade do pecado.  A dor portanto, pode ser aliviada quando compartilhada. Quando levamos as cargas uns dos outros e quando choramos com os que choram, então seremos mais humanos e teremos mais forças para suportar nossos próprios lamentos. É na assistência ao sofrimento alheio que podemos oferecer um pouco de orvalho de consolação, para que as rosas do amor possam se sobressair acima dos espinhos que são permanentes. Viktor Frankl afirmou “O homem que se levanta acima de sua dor, para ajudar o seu semelhante, transcende ao humano”. Frankl foi testemunha dos horrores dos campos de extermínios dos nazistas durante a segunda guerra mundial. Frankl viu pessoas emergirem do mais intenso sofrimento, almas lapidadas pela dor violenta, transpondo os mais terríveis obstáculos e saindo de situações que pareciam impossíveis.  Tias mostraram ao mundo pós guerra que o heroísmo se alcança na resistência ao sofrimento através de um motivo que os leve a crer que a vida vale a pena.
 O sofrimento é um enigma, parece que existe para ser sentido e não explicado, os filósofos divergem acerca do entendimento sobre este assunto, os teólogos não conseguem colocar um ponto final sobre a questão. Sabemos que o ápice da questão da dor humana, se encontra no Calvário e mais precisamente se encontrou em Cristo. Nem mesmo o drama da redenção escapou das garras da dor. Creio definitivamente que não se pode ter uma margem de entendimento real fora da cruz, a encarnação de Cristo, o Deus que se fez homem, sua morte na cruz e sua posterior ressurreição é a luz mais intensa que brilha encima da obscuridade da dor humana. Cristo é despedaçado emocionalmente pela dor da cruz. Seu rosto se rasga fisicamente nela, mas desse desespero vem a redenção, o fim do sofrimento humano começa com o sofrimento do Filho de Deus. Na violência contra a bondade do Messias, na desumanização da vergonha da cruz, ali na agonia do Calvário, o tempo torna-se o cálice onde a amarga dor de Cristo produz a doçura do perdão que vem pela graça de Deus. Isso é um tanto escandaloso para a filosofia que perdura sorvendo o cálice do hedonismo, isso é uma afronta para uma religião que se sustenta dos méritos humanos, isso é um insulto para a lógica viciada no orgulho, é inexplicável aos intelectuais presos na mecânica de uma vida fechada dentro de um universo fatalista. A cruz brutal, violenta e profana, prende o Filho de Deus e consome a vitalidade do Cordeiro, e como a semente que na tumba da terra rasgada pelo arado, entrega as forças da germinação, para que da morte possa surgir a vida possante, como de uma pequena semente que reduzida num jazigo, recebendo o orvalho que é derramado do cálice da noite, faz eclodir um carvalho que cresce em vigor e avança como se quisesse encontrar-se com as estrelas. Assim, Cristo morre, para dar a sua vida em resgate de muitos. Na horrenda cruz, no Calvário tenebroso,  morreu o Filho de Deus, e quando encerra as comportas do sofrimento, em gemidos e num brado “está consumado!” abre os portais da mais bela primavera espiritual, aquela em que desabrocham todas as flores da misericórdia divina. Por isso, da dor humana Cristo dá aos homens a salvação divina. Esse é o caminho transcendental da dor. E na eternidade, os redimidos entenderão o papel do sofrimento na sua totalidade. Um certo teólogo certa vez escreveu “Seja que preço for, é preciso que Deus fique satisfeito” essa é a alma do sacrifício de Cristo na cruz.  Porque a justiça divina ficou satisfeita com a obra vicária de Cristo na cruz. 
Pela cruz, na intensa amargura, Cristo nos dá a doçura da graça divina, e por ela vem o perdão dos nossos pecados. Aqui está o poder de Deus em ação, pela bendita misericórdia, Deus toma o sofrimento vicário de Seu Filho, e então aceita como substituição. O Santo morrendo pelos pecadores. Isso é radical, Deus em Cristo reconciliando homens pecadores, e a benção da salvação vem através das dores mais intensas que Cristo teve que suportar por nós na cruz. Mas ainda nos deparamos com ações de homens que por Cristo suportam a dor e pelo evangelho resistem com paciência ás aflições que muitas das vezes assolam o coração humano. Com Cristo, aprendemos a transcender a dor e fazer com que brote o mel da esperança ao invés das lagrimas da rebelião contra nós mesmos e contra Deus.  Ficar no caminho da sensatez, na hora em que as aflições nos remetem o desespero é um modo simples de viver em sabedoria, quando as circunstancias nos convida a vivermos a loucura, mas a insensatez não convém aos santos. Acho que foi Corrie Teen Boom quem disse: “olhe ao seu redor e verás as aflições, olhe para dentro de si e  ficarás deprimido, olhe para Cristo e encontras descanso”. Temos um refugio, Cristo está conosco no caminho da aflição. Há uma fonte de consolo em Jesus Cristo o Senhor, mesmo nas dificuldades mais intensas, quando os espinhos das aflições perfuram a nossa alma, encontramos no Senhor uma plenitude de descanso, pois Ele é nosso refugio.
As vezes encontramos as flores desabrochando nos lugares mais extremos como no cume dos montes, outras vezes encontramos os lírios desabrochando nos pântanos. Muitas vezes, quando feridas, as flores não choram, mas liberam perfumes. Tal é a nossa posição em Cristo, como a cruz, na dor violenta, foi liberado o refrigério da reconciliação, a condenação de Cristo nos deu a justificação. Isso foi possível porque a dor de Cristo é a causa de todas as nossas bênçãos, pelas suas pisaduras fomos sarados, pela sua morte nos deu a vida, pelo seu desespero a nossa redenção foi consumada, do sofrimento do Senhor, brotou a doçura da regeneração, de um juízo tão amargo, Cristo nos dá a paz.  Noemi passou por esse dilema da dor, perdeu seu amado esposo, seus filhos, volta para seu povo carregando um fardo de amarguras, e ela desabafa “Grande amargura tem me dado o Todo Poderoso”, mas por trás daquele cenário de noite escura, despontava o sol da justiça. A estrada de lagrimas de Noemi era a estrada da redenção. Na sua noite, as farpas dilaceravam o coração, todavia o alvorecer trazia a redenção. Diz certo hino que “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação”. Deus permite que a terra da alma seja arada pelas laminas do sofrimento, para produzir os mais sublimes testemunhos de Sua misericórdia. Muitas vezes tudo parece desaba a  nossa volta. A dor chega como uma espada afiada. Mas o sofrimento é uma janela pelo qual enxergamos a essência do mundo sem Deus. E quem resiste ao sofrimento por amor a Deus sai transformado para compreender realidades ainda maiores. Cristo ensinou “No mundo tereis aflições” (João 16:33). Mas a semente da fé deve ser jogada nos sulcos abertos pela dor, elas devem ser regadas constantemente por nossas orações.  Na dor que suportamos e na dor que devemos ajudar outros suportarem, colocaremos a humanidade mais perto de Cristo, assim como Ele esteve mais perto dos homens quando se tornou um homem de dores. Disse o sábio Salomão que para a alma faminta o amargo é doce, isso se dá pela compreensão da providencia divina. Em meio as turbulências da vida, Jó adorou e Paulo e Silas cantaram. Há um caminho mais elevado, o caminho da confiança em Deus, e ainda que a noite se prolongue sobre nossa vida, ainda que tudo pareça tão escuro a nossa volta, a aurora da consumação de todas as coisas resplandecerá. O fulgor da glória de Deus iluminará a nossa face, PIS se com Ele padecemos, com Ele também reinaremos.
Homens de pequena fé temem a tempestade (Mateus 8:26) todavia o Senhor diz “Tem bom animo”(Mateus 9:2 e 22).  A questão da dor pode ser complexa, o sofrimento pode ser um mistério de difícil compreensão quando ela está relacionada com a fé cristã. Os teólogos têm lutado intelectualmente para tentar provar que existe compatibilidade entre o sofrimento e a bondade de Deus. Acho que é pela doutrina da cruz que entendemos a mensagem do sofrimento. Quando Deus quis dar uma resposta a dor humana, ela envia seu Filho para morrer por nós.  A redenção e a justiça de Deus são fatos conectados ao sacrifício vicário da cruz de Cristo. Quando nosso coração está mais intimo de Cristo e quando compreendemos mais profundamente a mensagem da cruz e a obra da cruz, mais teremos forças para suportamos as tempestades da vida. Não há como encarar a dor do homem com uma teologia coerente sem estudar e entender a profundidade da obra da cruz. Nossa sociedade e a igreja contemporânea estão alheia ao entendimento da dor porque ela também está alheia ao entendimento da doutrina da cruz de Cristo. A mensagem da cruz é o começo para o longo trajeto da compreensão da fé cristã e as aflições que acompanham os seguidores de Cristo até a consumação de todas as coisas.  Quanto mais um homem ama os prazeres da vida mais sofre, quanto mais ama a Cristo mais suporta o sofrimento.  A pequena fé traz temor as coisas passageiras e nos torna indiferente a felicidade eterna, uma grande fé nos capacita a confrontar as dores do mundo presente por convicções de que há em Cristo, um mundo vindouro melhor. É através dessa visão madura da fé cristã, que as dores e as aflições lapidam a glória do salvo, isso é transformar a amargura presente em doçuras celestiais. Há para o homem piedoso um manancial de consolações em Cristo, assim como um tesouro de lições espirituais na encarnação do Verbo e nas dores que suportou, quando ali na cruz padeceu as dores mais extremas, suportou a mais infame de todas as vergonhas, ali mesmo Cristo nos deu também o real valor das aflições, porque através delas, veio a realidade da expiação vicaria. Quanto mais estudamos a mensagem da cruz, maus aceitaremos as aflições da vida, como uma lição que nos torna mais espirituais. Amem  (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 20 de julho de 2018

PORTO DAS ANCORAS.

PORTO DAS ANCORAS.
Sonhei que batia na porta do amor, buscando consolação. Quando a porta se abriu, vi meu coração lá dentro ferido. Em farpas e magoas e um grito flutuante, a agonia de angustias, tal como a escuridão presa nas correntes da noite sem estrelas. Um mar de "ais' e um martelo que quebrava todos os silêncios. Das laminas do arco da suave mão tão delicada, que de caridade arrancava minhas dores de alma abatida, vi meu coração sendo curado. Depois de ventos e ondas, foi chegando a primavera aos meus olhos, onde os perfumes da esperança acariciavam minhas cicatrizes. Quando despertei do sonho, vi as luzes das estrelas acesas, e dentro de mim, a paz que da aurora, ouvia o brado da luz, que no porto
do novo dia, ancorava, trazendo todas as esperanças que tinham ido embora, na tarde de ontem....
(Clavio J. Jacinto)

quarta-feira, 14 de março de 2018

O DESAFIO DE SER CRISTÃO EM UM MUNDO PÓS CRISTÃO.

O DESAFIO DE SER CRISTÃO EM UM MUNDO PÓS CRISTÃO.
Há uma passagem no evangelho de João que é magnifica em sua declaração : Cristo estava falando sobre o gênero da morte com que Pedro deveria enfrentar para glorificar a Deus (João 21:18 e 19) Os novos teólogos não falam sobre isso, glorificar a Deus por uma morte que produza glória. Segundo as informações de Clemente de Roma, Pedro morreu crucificado de cabeça pra baixo no ano de 64 na epoca do Imperador Nero. Uma morte produz pranto (Atos 8:2) mas produzir glória para Deus? quem quer ouvir isso hoje? A sociedade cristã pós-moderna quer o prazer e a diversão, não a cruz. O cristão moderno ama o glamour do luxo nas as farpas de um madeiro. Quer viver um evangelho sofrível, não sofrer pelo evangelho. Há arrogância disfarçada de santidade assim como há espiritismo disfarçado de espiritualidade. O que a igreja moderna ama? os primeiros lugares nas assembleias, os títulos pomposos, a festa que celebra a religião humanista não promove a glória de Deus, mas o brilho do requinte dos salões de luxo, das catedrais magnificas e do conforto tomam o lugar, há uma riqueza de detalhes, a exuberância que cativa os olhos e palestras e as musicas que avivam os sentimentos para uma felicidade passageira sustentada pelo tripé: materialismo, entretenimento e má teologia. Há anestésicos suficientes para embriagar o coração, empacotados sob a mais lindas mensagens de auto-estima e triunfalismo pessoal. A questão central da verdadeira fé é viver Cristo e enxergar a morte como um lucro,(Filipenses 1:21) mas o que é o lucro na concepção do cristão moderno? viver para prosperar, barganhar com Deus para entesourar no mundo, esse outro evangelho traz uma péssima teologia: "a nossa pátria está na conta bancaria". Não há lugar para um espinho na carne nesse submundo religioso (II Corintios 12:7) não há espaço no coração avarento para a "Minha graça de basta"(II Corintios 12:9). Sofrer as aflições pela verdade de Cristo não é uma teologia muito atrativa, não queremos escandalizar os intelectuais com a mensagem da cruz, não queremos que a doutrina da cruz ofenda a religião do orgulho humano, então um evangelho alternativo substitui a verdade, o que o homem mais gosta de ouvir: materialismo e vida boa. sentir-se bem. No Novo Testamento os cristãos morriam para o mundo e padeciam por causa do evangelho, hoje os cristãos padecem com o mundo porque não querem viver o verdadeiro evangelho. Ao invés de negarem o eu pela causa de Cristo, negam a sã doutrina pela causa dos instintos e paixões carnais.
Clavio J. Jacinto

terça-feira, 6 de junho de 2017

Como é uma Personalidade Imatura


                      Série: Artigos de Impacto

                                Como é uma personalidade imatura?

Por Enrique Rojas

Será que sou uma pessoa imatura? O autor, renomado psiquiatra espanhol, oferece aqui dez pontos bastante claros que possibilitam um auto-exame preciso.
A personalidade é a soma dos padrões de conduta reais e potenciais e é determinada por três fatores: a herança (o nosso patrimônio genético, aquilo que herdamos os nossos pais), o ambiento (aquilo que nos cerca) e a experiência de via (a biografia de cada um). A personalidade é a marca própria e específica de cada um. O cartão de visita. Noutras palavras, a personalidade é uma organização dinâmica, em movimento, em que confluem s aspectos físicos, psicológicos, sociais e culturais de um indivíduo. Nós, psiquiatras, dedicamo-nos à engenharia do comportamento. Somos escavadores das superfícies psicológicas, procuramos aprofundar na mecânica interna do comportamento, para corrigi-lo, melhorá-lo, torná-lo mais equilibrado. A pessoa imatura é uma pessoa a meio caminho, com uma psicologia incipiente, incompleta, que no está bem acabada e que tem muitos pontos negativos, mas que pode mudar, melhorar e tornar-se mais sólida, com a ajuda de um psiquiatra ou de um psicólogo.
Tentarei sistematizar os ingredientes principais da imaturidade, para que o leitor possa adentrar num tema tão complexo.

1.      Defasagem entre a idade cronológica e a idade mental. É uma das manifestações que mais chama a atenção logo de cara. Não esqueçamos que há pessoas que amadurecem cedo e outras que levam mais tempo, e isso pode interferir um pouco na observação.
2.      Desconhecimento de si próprio. Conhecer-se a si próprio era uma das normas do herói grego. No templo dedicado ao deus Apolo, em Delfos, havia a inscrição: Gnothi Seauton , “conhece-te a ti mesmo”. Trata-se de ter claro que aquilo que devemos estudar com mais afinco somos nós mesmos, temos de saber quais são as nossas limitações e as nossas atitudes. O conhecimento dessas realidades é como que a carta de navegação que nos ajuda a guiar-nos para uma vida adequada.

3.      Instabilidade emocional. A instabilidade emocional manifesta-se em mudanças do estado de ânimo: o sujeito passa da euforia à melancolia de um dia para outro ou mesmo dentro de um mesmo dia. É preciso distinguir essa variação dos chamados transtornos bipolares. O imaturo é desigual, variável, irregular, os seus sentimentos movem-se e balançam como um pêndulo, de maneira que ninguém nunca sabe o que esperar dele. Essa fragilidade é um traço bem característico da imaturidade. O seu estado de ânimo pode ser representado pelos dentes de uma serra, uma espécie de montanha russa cheia de oscilações.


4.      Pouca ou nenhuma responsabilidade. A imaturidade tem níveis, como qualquer outro fato psicológico. A palavra “responsabilidade” vem do latim respondere, que significa “responder”, “prometer”, “satisfazer”. Estar na realidade é ter consciência das próprias circunstâncias imediatas – o hoje e o agora –, que são inescapáveis e que ninguém pode menosprezar.

5.      Pouca ou nenhuma percepção da realidade. A captação incorreta de si próprio e das circunstâncias leva o sujeito a ter um comportamento inadequado nas suas relações intrapessoais (desarmonia consigo próprio) e interpessoais (não sabe lidar com os outros, não sabe guardar distâncias e proximidades).


6.      Ausência de um projeto de vida. A vida não pode ser improvisada. É preciso uma certa organização, um esquema que planeje o futuro. E os três grandes temas do nosso projeto de vida devem ser: o amor, o trabalho e a cultura. E o sujeito imaturo não assume seriamente nenhum dos três. Não se vive sem amor; o amor deve ser o primeiro motor da vida, que impulsiona e dá força aos outros dois. Do nosso comprometimento com esses três grandes temas, brota a felicidade, suma e compêndio de uma vida coerente.

7.      Falta de maturidade afetiva. É preciso compreender o que é o amor e vê-lo como a vértebra da nossa vida sentimental. É o amor que dá sentido à vida. Mas não há amor sem renúncias. Além disso, é preciso ter a consciência de que ninguém é absoluto para o outro. Não há amor eterno; ele só existe nos filmes, nas canções da moda e na cabeça das pessoas imaturas. O que, sim, existe é o amor trabalhado a cada dia. Amar não significa ter sentimentos doces, mas voltar-se juntamente com o outro para as pequenas realidades cotidianas. No meu livro¿Quién eres? (“Quem é você?”), descrevo a maturidade afetiva como uma dimensão à parte, com características próprias e específicas. Só gostaria de sublinhar uma coisa: como é fácil apaixonar-se e como é difícil manter-se apaixonado! Assistimos hoje uma verdadeira socialização da imaturidade afetiva.


8.      Falta de maturidade intelectual. A inteligência, assim como a afetividade, é outra das grandes ferramentas da psicologia. Há muitas formas de inteligência: teórica, prática, social, analítica, sintética, discursiva, matemática, analógica, intuitiva e reflexiva… Mas façamos uma idéia clara: uma pessoa é inteligente quando sabe focar um tema, fazer raciocínios e juízos adequados sobre a realidade, quando é capaz de formular um conjunto de soluções exeqüíveis e positivas para problemas concretos. Na linguagem mais moderna da psicologia cognitiva: inteligência é saber receber a informação a informação, codificá-la e ordená-la de corretamente a fim de oferecer respostas válidas, coerentes e eficazes. Nesse campo, as manifestações de imaturidade são ricas e variadas: falta de visão e planejamento do futuro; hipertrofia do presente e exaltação do instante; falta de justiça nas análises pessoais e gerais; sérias dificuldades para racionalizar os fatos e aplicar-lhes um certo espírito cartesiano. A vida é como uma viagem e por isso é importante saber aonde se quer chegar.


9. Pouca educação da vontade. A vontade é uma una joia que enfeita a personalidade do homem maduro. Se é frágil e não foi temperada pro uma luta constante, transforma o sujeito em um tipo débil, mole, volúvel, caprichoso, incapaz de propor-se objetivos concretos, já que tudo se desfaz com o primeiro estímulo que vem de fora e o faz abandonar a tarefa que levava a cabo. É a imagem do menino mimado, que é digna de pena: levado, arrastado e tiranizado por aquilo que é mais gostoso, aquilo que o corpo pede no momento. Não sabe dizer “não”, fazer renúncias. Um menino estragado, paparicado, malcriado, que se dobra diante de qualquer exigência séria, que nunca superará as suas próprias possibilidades. Um ser que aprendeu a não se vencer, mas a seguir os seus impulsos imediatos. Por essa via, tornou-se um sujeito volúvel, inconstante, leviano, superficial, frívolo, que se entusiasma facilmente com algo para abandoná-lo logo que as coisas ficam minimamente difíceis.
E isso acarreta outras conseqüências. O sujeito apresenta baixa tolerância às frustrações, é um mal perdedor, pois tem pouca capacidade de superar as adversidades uma vez que não está acostumado a vencer-se em quase nada; e há também uma tendência a refugiar-se num mundo fantástico a fim de escapar da realidade.

10. Critérios morais e éticos instáveis. A moral é a arte de viver com dignidade, de usar corretamente a liberdade, de conhecer e pôr em prática aquilo que é bom. Na pessoa imatura tudo está preso por alfinetes que se soltam facilmente. A moda, a permissividade, o relativismo pautam a sua vida. Ele segue os vaivens das novidades sem nenhum espírito crítico.
A maturidade é uma das pontes levadiças que conduz à fortaleza da felicidade e é resultado de um trabalho sério e paciente de perder e agregar, de polir, de limar, de procurar que a nossa forma de ser seja como uma pedra dessas que vemos nos rios que quase não têm arestas.

Enrique Rojas: Psiquiatra espanhol especializado em temas como ansiedade e depressão. Recebeu prêmios na Espanha e no estrangeiro e os seus muitos livros são conhecidos em diversos países. Algumas das suas obras estão traduzidas para o português, entre elas: “O homem light”, “A ansiedade” e “Remédios para o desamor”.

Artigo extraido do site a Editora Quatrante

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O Segredo da Vitória Sobre as Provações.


Nunca devemos subestimar o poder das aflições, porque é no secreto de nossas lutas, mesmo aquelas que se travam nos lugares mais profundos do nosso interior, que nos preparamos para vencer todas as grandes provas que confrontarão a nossa vida exterior. Se porem, não vencermos as nossas lutas mais intimas, nunca estaremos prontos para vencer as lutas que nos confrontam de fora.

Clavio J. Jacinto

sábado, 6 de agosto de 2016

Frutificação do Entendimento

Paulo fala em I Corintios 14:14 sobre o entendimento infrutífero. Um entendimento sem frutos seria sem uma compreensão básica das realidades do Reino de Deus. Todo o contexto de I Corintios 14 fala sobre os dons. A questão ali era sobre ordem e entendimento.  Infelizmente mesmo aqueles que acreditam nos dons,não seguem a linha da ordem e do entendimento. A sabedoria espiritual é algo em que Paulo almejava "E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento"(Filipenses 1:9).  A vida espiritual consiste em seguir nessa direção: frutificar no entendimento das coisas espirituais. Se a manifestação dos dons não leva uma igreja a isso, então não são verdadeiros dons. Olhemos para a vida dos primeiros santos da igreja, olhe para a inteligencia espiritual e o discernimento dos cristãos depois do pentecostes. Havia um refinado discernimento, uma inteligencia e um entendimento frutífero na vida daqueles irmãos.  Creio que uma das vias mais poderosas para uma vida frutífera é a maturidade. Assim como no plano das coisas naturais, uma planta só começa a frutificar quando alcança certa estatura e desenvolvimento, no plano espiritual também é assim, é na plena maturidade que nosso conhecimento frutifica. Alcançamos então um padrão de lógica espiritual em que as coisas ganham uma percepção mais profunda e aguçada. O caminho portanto, é a maturidade. Os sinais da maturidade por sua vez, são muitos, entre eles a responsabilidade e o temor a Deus. Creio que o entendimento da maioria dos cristãos fica infrutífero porque eles ficam estagnados. Não há um progresso espiritual, e então a mente fica estagnada, num nível de infantilidade e falta de noção das coisas reais e verdadeiras. Estejamos atentos a isso. Porque as coisas espirituais só são reais quando nosso entendimento é produtivo.



Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vencer Na Vida



 Nosso mundo tem um conceito erado sobre o triunfo

Tecemos nossas ideias conforme os preceitos egoístas do homem que se ilude com as coisas passageiras.

Nosso foco não é o imortal, mas o desejo do coração em coisas que tragam satisfação imediata

Como se tudo e todas as coisas tivesse que girar em torno de nossos interesses imediatos

Essa é a visão moderna e interesseira do homem orgulhoso.

Que embriaga-se com o vinho da sua própria concupiscência.

Alguns percebem essa mudança e essa variação

Que o homem sempre tende a tornar-se pior

Porque o progresso cientifico nunca significa progresso moral

Se uma espada matava alguns

Uma bomba mata milhões

O mundo vai mal, porque o casamento está deixando de ser sagrado

A família está em colapso, porque a visão egoísta predomina

Vencer na vida é acender a chama das coisas sagradas, a família,a fé, a humildade, o amor...

é tentar concertar sempre, tudo o que se quebra, porque 

Nunca podemos descartar o que é essencial

Um mundo sem perdão é um mundo em ruínas.

Vencer é ter as estrelas da noite e o ar fresco da manhã

Esse é um bem maior

Da luz da janela de um quarto de hospital

O sol brilha com o tom do céu azul

Lá de dentro alguns dias anseiam

Viver a liberdade para respirar um ar e contemplar o espaço infinito do dia

Chegar ao jardim e cheirar uma flor

Talvez contar umas estrelas na calada da noite

Você sabe o que é vencer na vida?

É desprender-se completamente do que efêmero

Abrigar-se na luz espiritual de uma verdadeira esperança

Valorizar o eterno pelo caminho do bem

Eternizar o sagrado pelo caminho da fé em Deus

Não importa se alguns irão rir dessa atitude

Por mais estranho que pareça ao mundo moderno

A simplicidade ainda é a via mais verdadeira para a felicidade

A crença em Deus ainda faz com que a alma fique sossegada

Porque a vitoria do mundo é insensata

Pois o mundo passa, a brevidade escoa pelas janelas do tempo

Porém ainda que  nesse caminho da vida, 

A nossa presença passe tão depressa

Na Vida venceremos, se deixarmos nela, pegadas nitidamente visíveis

Onde os outros que ainda passam e ainda outros que irão passar

Encontrem no chão da existência

As nossas pegadas

Provais irrefutáveis, que nós também passamos por aqui



Clavio J. Jacinto 

terça-feira, 14 de junho de 2016

O VALOR DA ADORAÇÃO PURA

O Valor da Adoração Pura
Wade Taylor


A verdadeira adoração e nascida e dirigida pelo Espírito Santo. Quando um grupo de cristãos comprometidos que nunca haviam estado juntos em uma congregação adoram ao Senhor em um fluir de formosa harmonia que levanta aos que estão adorando na presença de adoradores celestiais, um observador casual pode pensar que eles  estão se reunindo  juntos por muitos anos.

Este fluir de adoração não é o resultado de nenhuma aprendizagem ou habilidade, mas sim, devido a seu respeito pela presença do Senhor e a sua resposta a essa presença que é igual ao poder do Espírito Santo movendo-se no meio de eles.  

A adoração pura produz a unidade que libera ao Espírito Santo para derramar um poder que levante o fluir de una adoração corporativa o fluir de uma harmoniosa expressão, os céus se abrem e a presença do Senhor e liberada sobre a congregação. A adoração também impede a obra dos demônios e principados e libera libertação onde e quando se necessita.

Nossa adoração trará o Espírito de Revelação a congregação, esta libera a unção e levanta o poder do Espírito Santo sobre os adoradores. Na medida em que respondemos a presença do Senhor experimentaremos uma crescente pureza e fluir do Espírito e começaremos a receber revelação profética.

Esta habilidade para fluir juntos (harmonia) em adoração audível se refere ao fato de que recebemos no tempo de nossa experiência de Salvação, uma habilidade profética para expressar adoração ao Senhor. Este “espírito de adoração” permanece no profundo de cada um de nos espera uma oportunidade para ser expressado. Todo o que necessitamos para começar a adorar ao Senhor e a atmosfera adequada e algum estímulo.

“Adorar” e a expressão de uma pura adoração ao Senhor que incrementa nosso desejo por estar em Sua presença. E uma chave para ficarmos sensíveis a Sua presença e também em nossa aprendizagem para reconhecer Sua voz. Se somos fieis em nossa adoração ao Senhor, nossa consciência de Sua permanente presença incrementará e discerniremos mais facilmente Sua voz. Nossa adoração vocal nos ajudará em muito a desenvolver  essas qualidades espirituais dentro de nós.

“Louvar” consiste em agradecer ao Senhor por todo o que Ele tem feito por nos. Em um serviço de adoração os tambores estimulam a alma e os que estão presentes começam a excitar-se e a gritar. No obstante, quando nos aquietemos em atitude de adoração, o Espírito Santo começa a adorar ao Senhor através dos adoradores e em uma expressão de harmonia levantará aos que estão presentes a uma esfera mais alta na presença divina pelo qual é impossível com o ritmo dos ruidosos tambores.

O “ritmo” nos reduzirá ao louvor, pois a harmonia de uma adoração pura nos levantará a uma união com a adoração eterna dos coros do céu. Satanás sabe muito bem isto pois muito  poucos líderes de adoração o fazem.

Ha diferentes níveis e expressões de adoração dentro do Corpo de Cristo. A primeira vez que assisti a uma reunião cristã eu estava perturbado pela adoração em voz alta e quis sair da reunião. Eu havia entendido a “Bendita Calma” mas nunca havia escutado  todo  mundo cantando e adorando ao Senhor durante um serviço livremente e em voz alta. Hoje estou eternamente agradecido que presenciei essa maneira de adoração e que pouco a pouco entrei nesta mesma liberdade espiritual e expressiva de adoração.

Moisés sabia e valorizava a presença do Senhor.

“E Éle (O Senhor) disse, Minha presença irá contigo e te darei descanso. E Moisés respondeu: Se tua presença não for comigo, não sairei daqui.” (Êxodo 33: 14-15)

Este intenso desejo no interior de Moisés de ter a presença do Senhor permanecendo com ele não foi que simplesmente ocorreu senão que veio  através de circunstancias que fizeram que ele buscara diligentemente a permanente presença do Senhor.

Porque Moisés foi “ensinado em toda a sabedoria dos Egípcios e foi poderoso em palavras r em obras.”(Atos 7:22), o fracassou no Egito e fugiu para o deserto. Ali ele cuidava das ovelhas de Jetro, seu sogro, perseguiu o chamado que repousava sobre Sua vida, mas marchava até a montanha de Deus. Logo, quando avançava em sua viajem ele advertiu na distancia, a um lado de seu caminho, uma sarça que ardia com fogo mas a sarça não se consumia. (Êxodo 3:2).

Tão pronto como Moisés notou essa sarça ardendo, ele disse, “Irei eu agora e verei esta grande visão, porque causa a sarça não se queimava.” (Éxodo 3:3). Ele respondeu rapidamente a esta visitação do Senhor: “Irei eu agora e verei.” Isto fala de algo que Moisés desejava em seu interior e por tanto foi receptivo a presença do Senhor.

Note que o Senhor apareceu na sarça que estava “distante e a um lado” do caminho sobre o qual caminhava Moisés ele  estava movendo-se até a montanha de Deus. Isto é devido a que o Senhor deseja ser buscado. Ele busca uma resposta de nos que indica nosso desejo por Sua presença. Ele escolhe revelar-se a si mesmo de tal maneira que se requer uma deliberada ação de nossa  parte para que lhe demonstremos nosso verdadeiro desejo por Sua presencia.
  
Esta “aptidão espiritual”  deve nos fazer entender que Sua presença no vem facilmente. Deve ser ativamente buscada e cultivada. Adorar é uma chave para desenvolver esta sensibilidade e aptidão espiritual por Sua presença.

“Então Moisés disse: Irei eu agora e verei… e vendo YAHWEH que ele ia  ver, o chamou Deus do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés e ele  respondeu: Eis me aqui.” (Exodo 3: 3-4). Moisés marchava decididamente até a montanha que pertencia a Deus, ele desejava a presença do Senhor, tanto, que livremente respondeu a esta manifestação do sobrenatural. Ele foi obediente a voz do Senhor, e  ao mesmo tempo, não entendia o que estava ocorrendo.

Cada u de nos somos afetados pelo ambiente mundano que nos rodeia. Como consequência disto desenvolvemos diversas sensibilidades das coisas terrenais. Quando “nascemos de novo,” recebemos a capacidade de conhecer e responder as coisas eternas. Por meio da obra do Espírito Santo em nosso interior, começamos a entender que somos uma nova criação e que temos entrado em uma nova e mais alta esfera de vida.

Aprendemos que o propósito do Senhor e não só edificar-nos no  temporal mas também introduzir-nos ao espiritual. Este profundo entendimento nos ajudará a volver nos das coisas inferiores para enfocar nossa atenção nas coisas eternas para o qual devemos cultivar e incrementar nossa sensibilidade a Sua voz e a Sua presença.

Devido ao atual clima  espiritual de nossa cristandade ha uma urgente necessidade de incrementar a qualidade de nossa adoração. Na medida em que a presença do Senhor aumenta em nossas reuniões aqueles que estão espiritualmente famintos serão atraídos pela manifestação de Sua presença e se volverão em adoração ao Senhor com nós. A presença do Senhor atrairá os que estão verdadeiramente famintos com as coisas espirituais.

Quando estive na escola bíblica, aprendi um importante principio espiritual de um de meus mestres, Walter Beuttler. Foi muito simples, mas profundo. Ele disse, “O Senhor aprecia ser apreciado.” Isto pode não parecer algo especial, mas expressa algo que esta muito próximo ao coração do Senhor. Todos desejamos ser apreciados, mas só o Senhor aprecia ser apreciado. Ele compartilha Sua presença com aqueles que o apreciam e com quem lhe fazem conhecer que eles desejam aprecia-lo, especialmente através da adoração.

Isto significa que quando o Senhor tem se movido de uma maneira especial em nossas reuniões Ele nos tem abençoado com Sua presença, deveríamos ser muito cuidadosos em tomar tempo depois de que temos desfrutado Sua presença para dizer: “Senhor, tu estás aqui, e queremos fazer-te saber que Tu sabes que nos sabemos que Tu estás aqui e isso nos agrada muito.” Nossa adoração é tremendamente importante.

Nossa música, nossa adoração e cada coisa que fazemos em uma reunião deveriam ser dirigidas para obter esta dimensão de Sua presença revelada. Deveríamos desenvolver esta sensibilidade de sentir a Sua presença de tal modo que possamos reconhecer Sua presença e saber quando reagiremos para levantar nossa voz em adoração pura.

Quando Moisés respondeu a presença do Senhor na sarça ardente e se voltou para ver o que estava acontecendo, o Senhor lhe falou e lhe de instruções que o guiaram a liberação de Seu povo da escravidão. O Senhor capacitou a Moisés para  guiar a Israel a terra que fluía leite e mel.

O valor de nossa adoração está muito mais além do que podemos ser conscientes. A adoração libera o Senhor para mover-se em intervenção quando  adoramos, o Senhor opera em nosso favor e  Ele tem todos os coros do céu para nos guiar em adoração celestial, Ele responde e habita em nosso louvor e adoração.


“Mas a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque também o Pai procura os tais adoradores e busca os que o adoram” (Juan 4:23)



Traduzido por Clavio J. Jacinto
Publicado com autorização
www.wadetaylor.com

terça-feira, 7 de junho de 2016

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