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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Como Sair da Depressão?

 Como Sair da Depressão?




O que é a depressão? Trata-se de um estado de prostração emocional, caracterizado por sentimentos persistentes de negatividade e uma acentuada alteração do humor, decorrente de angústias e sofrimentos psíquicos profundos.  Quanto à classificação clínica, a medicina identifica, primordialmente, três tipos:


1. Depressão endógena: De origem biológica, geralmente desencadeada por alterações hormonais ou mudanças fisiológicas significativas, como o período pós-parto, a menopausa ou complicações decorrentes da tensão pré-menstrual.

2. Depressão psicótica: Manifesta-se por um sofrimento psíquico de tal intensidade que pode comprometer a capacidade do indivíduo em discernir a realidade, levando a quadros de desorientação.


3. Depressão reativa: Provocada por fatores externos e estressores ambientais, tais como desemprego, discriminação, injustiças, instabilidade financeira, perda de status social, desilusões amorosas, o falecimento de entes queridos, preocupações excessivas ou fobias severas.
Quais são os níveis de intensidade da depressão? Primeiramente, a forma crônica, caracterizada por uma duração prolongada e sintomas de menor intensidade; em contrapartida, a forma aguda, que apresenta curta duração, porém com maior intensidade. Quais são os sintomas da depressão? Entre eles, destacam-se: choro persistente, insônia, desânimo profundo, perda de apetite, fadiga, falta de motivação para o trabalho ou estudo, perda de sentido da vida, dificuldade na tomada de decisões, autodepreciação, pessimismo extremo, entre outros.



Existe depressão de origem espiritual? Como cristão, fundamentado nas Escrituras, acredito que sim. Creio que certos quadros depressivos podem ser desencadeados por distúrbios espirituais ou pela influência de forças demoníacas, as quais, por vezes, aproveitam-se da vulnerabilidade emocional da pessoa para intensificar o seu sofrimento.

 Existem caminhos eficazes para enfrentar e superar a depressão. Independentemente dos fatores que a originaram, é possível alcançar a cura ao adotar determinados princípios. Primeiramente, dedique um tempo diário à oração, buscando comunhão com Deus e entregando a Ele todas as suas ansiedades. Jesus assegurou que jamais rejeitará aqueles que a Ele se achegam; portanto, reserve momentos de intimidade com o Senhor, preferencialmente em seu "quarto secreto", conforme o ensino bíblico. Além disso, reserve um dia semanal para realizar uma caminhada solitária em meio à natureza — seja na praia, em uma mata ou em um ambiente sereno —, refletindo sobre a amizade incondicional de Jesus Cristo. Em segundo lugar, estabeleça o hábito da leitura bíblica diária, meditando nas promessas divinas. Recomendo especialmente a leitura do Evangelho de João, dos Salmos, de Provérbios, dos Evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos, da Primeira Epístola de João e dos capítulos 37 a 49 de Gênesis.
Em terceiro lugar, discipline o seu pensamento e o seu coração. As Escrituras nos orientam a meditar sobre tudo o que é verdadeiro, puro, justo, honesto e amável, e sobre tudo o que possui boa fama, conforme registrado na Epístola aos Filipenses, capítulo 4, versículo 8. Em quarto lugar, não se prenda ao passado, aos fracassos ou às experiências desagradáveis, nem permita que a ansiedade pelo futuro domine o seu espírito. Viva plenamente o presente, desfrutando da presença de Deus e cultivando uma comunhão constante com o Senhor, bem como o convívio com irmãos piedosos. Em quinto lugar, ocupe o seu tempo com atividades edificantes: leia bons livros, cultive amizades saudáveis, busque o aconselhamento de pessoas sábias e íntegras, frequente uma igreja fundamentada nas Escrituras e solicite o apoio em oração da comunidade cristã.
Em sexto lugar, invista no seu desenvolvimento pessoal. O sacrifício de Jesus é a prova máxima do seu valor intrínseco, pois, de outra forma, a mensagem do Evangelho não alcançaria o seu coração. As Escrituras afirmam que Deus amou o mundo de tal maneira que entregou o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Isso demonstra que Deus lhe atribui uma importância singular, permitindo que a mensagem da salvação — de que Cristo morreu por seus pecados para lhe resgatar — chegue até você.

Gostaria de compartilhar algumas reflexões fundamentais. Compreenda que Jesus concede o perdão para o passado, redime todas as falhas, renova o presente e estabelece um novo propósito para o futuro. O Evangelho possui a singular capacidade de restaurar a sua trajetória e apagar as marcas de ontem. Enquanto a depressão fragiliza o ser humano, o poder transformador de Cristo o edifica. Convido-o a meditar sobre estes cinco pilares:

1. A existência é marcada por conflitos que exigem discernimento e sabedoria para serem superados.


2. A jornada revela que Deus reserva tesouros inestimáveis, acessíveis apenas àqueles que mantêm o coração receptivo ao Seu chamado.


3. A vida demanda fé — uma visão espiritual profunda, capaz de vislumbrar a vitória mesmo em meio aos desafios mais rigorosos que enfrentamos individualmente.


4. A verdadeira esperança sustenta-se na fé inabalável em Cristo, que permanece vivo.


5. A perseverança é uma virtude essencial; a paciência é o alicerce necessário para que a esperança alcance a sua plenitude e colha frutos.


É notório que vivemos em uma época marcada por uma incidência alarmante de casos de depressão e transtornos emocionais. O autor deste breve artigo testemunhou, pessoalmente, situações de depressão profunda, inclusive com tendências suicidas, em que indivíduos alcançaram a restauração de sua saúde emocional e espiritual após o contato com o Evangelho e a aplicação do aconselhamento bíblico. Este relato serve como exemplo da possibilidade de cura e restauração que se torna acessível àqueles que se dispõem a seguir as orientações aqui apresentadas. Ressalta-se que este estudo, seja em formato impresso ou digital, não possui fins lucrativos. A intenção do autor é unicamente proporcionar que mais pessoas alcancem a cura emocional e espiritual por meio do conhecimento do Evangelho e do desenvolvimento de um relacionamento íntimo com Deus e com o Senhor Jesus Cristo.

 

C. J. Jacinto


 

 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A Agonia das Aflições e a Vida Cristã


Mais uma vez preciso volver  as camadas sujas da religião superficial para encontrar a perola cristã chamada  "Cristo em vós esperança da glória". É inadmissível  insistir cultivar uma tristeza profunda pela vida e ao mesmo tempo amar a Cristo, é preciso que se abandone essa para que possa nutrir a primeira. Quando Paulo enfrenta os furacões intensos de suas lutas sofridas, ele diz "tudo posso naquele que me fortalece".  A tristeza só vai prevalecer quando a alegria cristã é desprezada, apague a luz do evangelho dentro de seu coração e a sua alma ficará escura, não há como conciliar uma grande tristeza e uma grande alegria no mesmo lugar. É preciso insistir nesse fato, porque de onde se origina o fluir de águas vivas prometido por Cristo não pode jamais o coração piedoso se afogar num mar lamacento de amarguras. Há uma incompatibilidade de vida interior quando se pensa que uma profunda tristeza pode ser nutrida e fortalecida no mesmo lugar onde o Consolador permanece para sempre (João 14:16) tal coisa é descredito ao evangelho e uma negação ás virtudes consoladoras do Espirito de Cristo. Há no muito uma densa nevoa de amarguras, mas o perfume do evangelho mostra o caminho do jardim das consolações espirituais. Ninguém sofre nos vales espinhosos das aflições de forma permanente se consegue manter os ouvidos atentos durante todo o tempo no  "Vinde a mim" de Cristo (Mateus 11:28) mas quando cria-se um drama de autocomplacência e como Saul, toma-se a espada para ceifar a própria vida, como querendo dizer que o desespero se combate com a loucura, então é bem melhor beber o cálice da vida até o ultimo momento, porque na paciência de um homem piedoso, liberta-se a essência da vida devota, nada mais pode ser tão eloquente no que consiste a existência de Deus, do num homem que alicerça sua alma na certeza de que Ele existe. Não há sofrimento solitário para quem espera no Senhor, ou como disse A. D. Sertilanges: "Jesus quis estar sozinho em agonia, a fim de que nós mesmos não agonizássemos sozinhos"


Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O Caminho da Plenitude Pela Humildade


Uma das questões cruciais que lapidam o caráter e a vida condicionada a mensagem da cruz. A cruz de Cristo nos convida a humilhação.  Nosso ego tem uma fome voraz de aplausos e elogios, queremos ser o centro, essa é a base sobre o qual repousa nossos anseios. Nos caminhos da graça, aprendemos que Cristo é  tudo e não somos nada e que Cristo fez tudo e não precisa de nossos méritos. O coração não gosta de aceitar essas coisas, elas funcionam como laminas que retalham o nosso orgulho, somos lama que pensa possuir as estrelas só pelo fato de que em alguns momentos podemos refletir  uma delas. “A mão que procura alcançar a salvação precisa estar vazia. Tudo o que pertence ao ego precisa ser repudiado.  Somo Devedores unicamente a misericórdia. Todos nós somos mendigos.” (F. Leahy – A Cruz que Ele Suportou Pagina  122- PES) Nossas tentações espirituais são as normas que regem a permanência de nosso ego. Quando um homem se orgulha por reputar-se mais santo do que os outros, aos olhos de Cristo ele torna-se o mais miserável de todos os hipócritas. Ainda temos a visão interior, as vezes e freqüentemente encontramos aquela teoria mística de tentar encontrar um centelha divina dentro de nós, porem a humildade nos leva ao reconhecimento de que somos falhos e fracos, a visão real de mim mesmo permite assumir o fato de que preciso carregar as minhas falhas. Descansando sempre os pés da obra perfeita da cruz, único lugar apropriado para aliviar as minhas mais severas cargas. De qualquer forma, a visão beatifica verdadeira precisa encontrar em Deus o tudo que preenche nossas necessidades espirituais. Não há espaço para nossos méritos, não há espaço para nós mesmos, mas simplesmente tudo em Cristo, ele é tudo em todos. A plenitude da graça será um transbordar que experimentarão somente aqueles que se entregam incondicionalmente ao Senhor.



Clavio J. Jacinto

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Sobre Danos Espirituais


É próprio da natureza humana não sofrer danos, principalmente quando se trata de danos que podem ameaçar a nossa existência. Os instintos humanos lutam contra toda e qualquer ameaça, a esperança humana é fortalecida por essa regra de ouro, em uma situação psicológica equilibrada, queremos superar e vencer, para poder viver um pouco mais. Eu tenho visto e observado isso durante toda a minha vida e lidei com casos extremos nessas circunstâncias. É um bom sinal que as pessoas se preocupem com a sua vida e existência, porem muitos fogem a regra da realidade maior, a bíblia adverte sobre o dano da segunda morte (Apocalipse 21:8), mas quem realmente está atento a esse fato? Embora nossa atenção esteja se concentrando sobre tudo o que põe em risco a nossa vida, quando uma ameaça se apresenta diante de nós, a maioria porem não consegue enxergar a seriedade do que significa o dano da segunda morte, essa é antes de tudo uma perda em potencia onde a vida com todos os seus sentidos reais é imersa num caos por conseqüência de nossas escolhas. Um dano é um prejuízo, e nesse caso, num sentido escatológico, uma perda irreparável com conseqüências tenebrosas. É o dano da segunda morte uma negação modernista, isso é fato, porem a superficialidade com que se trata sobre o assunto, aqueles que de alguma forma crêem no juízo divino, não contribui muito para a realidade dessa parte crucial do plano divino que terá seu clímax no futuro, quando todos tiverem que acertar as contas com o Senhor. Haverá perdas, não serão prejuízos triviais, serão perdas eternas, danos terríveis e irreparáveis, pois que em suma, há uma quantidade muito grande de pessoas que mesmo professando a fé cristã, são negligentes, e não tratam com este assunto com severidade, preferindo viver uma vida debaixo de uma capa superficial de faz de contas apenas para aplacar a consciência da prevaricação que vem perpetuando em sua própria vida.  A questão é crucial, tenhamos consciência sobre esse fato da danação eterna, e isso nos leva para duas vias de equilíbrio e sensatez, na medida em que vimos a importância dessa verdade  em nós mesmo, correndo para a graça de Deus e descansando na preciosa misericórdia que se manifestou através da obra consumada e perfeita que Cristo realizou na cruz, iremos de imediato bradar, como uma trombeta forte, arautos da urgência, em um mundo cheio de pessoas espiritualmente cegas, tentaremos a todo custo adverti-las que o dano da segunda morte é um abismo logo ali diante delas.

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 25 de junho de 2018

A ARTE DE TRANSFORMAR AS AMARGURAS DA VIDA EM DOÇURA ESPIRITUAL


A ARTE DE TRANSFORMAR AS AMARGURAS DA VIDA EM DOÇURA ESPIRITUAL

“Porque grande amargura tem me dado o Senhor” (Rute 1:20)

Às Vezes precisamos clamar; “estive em grande amargura, tu porem amorosamente abraçaste a minha alma”(Isaias 38:17) Homens amados por Deus sofrem dores e amarguras. A  carne de Estevão rasgou-se perante Seus  algozes.  Homens piedosos como João Batista, padeceram a morte prematura de forma horrível.  Paulo ouviu do Senhor a realidade da fé cristã “Te mostrarei o quanto deves padecer pelo meu nome”(Atos 9:16). Já sofri bastante na vida, o choro e a dor é algo constante no ser humano, e o cristão não está fora dessa realidade. A historia do homem é uma historia de sofrimentos, o drama da redenção também é. A dor é um mistério, uma escola e uma bigorna, onde a alma piedosa recebe os golpes para tornar-se mais preparada para a eternidade. É a dor que nos torna humano, esse é um fato  que faz com que os seres criados fiquem subordinados a realidade do pecado.  A dor portanto, pode ser aliviada quando compartilhada. Quando levamos as cargas uns dos outros e quando choramos com os que choram, então seremos mais humanos e teremos mais forças para suportar nossos próprios lamentos. É na assistência ao sofrimento alheio que podemos oferecer um pouco de orvalho de consolação, para que as rosas do amor possam se sobressair acima dos espinhos que são permanentes. Viktor Frankl afirmou “O homem que se levanta acima de sua dor, para ajudar o seu semelhante, transcende ao humano”. Frankl foi testemunha dos horrores dos campos de extermínios dos nazistas durante a segunda guerra mundial. Frankl viu pessoas emergirem do mais intenso sofrimento, almas lapidadas pela dor violenta, transpondo os mais terríveis obstáculos e saindo de situações que pareciam impossíveis.  Tias mostraram ao mundo pós guerra que o heroísmo se alcança na resistência ao sofrimento através de um motivo que os leve a crer que a vida vale a pena.
 O sofrimento é um enigma, parece que existe para ser sentido e não explicado, os filósofos divergem acerca do entendimento sobre este assunto, os teólogos não conseguem colocar um ponto final sobre a questão. Sabemos que o ápice da questão da dor humana, se encontra no Calvário e mais precisamente se encontrou em Cristo. Nem mesmo o drama da redenção escapou das garras da dor. Creio definitivamente que não se pode ter uma margem de entendimento real fora da cruz, a encarnação de Cristo, o Deus que se fez homem, sua morte na cruz e sua posterior ressurreição é a luz mais intensa que brilha encima da obscuridade da dor humana. Cristo é despedaçado emocionalmente pela dor da cruz. Seu rosto se rasga fisicamente nela, mas desse desespero vem a redenção, o fim do sofrimento humano começa com o sofrimento do Filho de Deus. Na violência contra a bondade do Messias, na desumanização da vergonha da cruz, ali na agonia do Calvário, o tempo torna-se o cálice onde a amarga dor de Cristo produz a doçura do perdão que vem pela graça de Deus. Isso é um tanto escandaloso para a filosofia que perdura sorvendo o cálice do hedonismo, isso é uma afronta para uma religião que se sustenta dos méritos humanos, isso é um insulto para a lógica viciada no orgulho, é inexplicável aos intelectuais presos na mecânica de uma vida fechada dentro de um universo fatalista. A cruz brutal, violenta e profana, prende o Filho de Deus e consome a vitalidade do Cordeiro, e como a semente que na tumba da terra rasgada pelo arado, entrega as forças da germinação, para que da morte possa surgir a vida possante, como de uma pequena semente que reduzida num jazigo, recebendo o orvalho que é derramado do cálice da noite, faz eclodir um carvalho que cresce em vigor e avança como se quisesse encontrar-se com as estrelas. Assim, Cristo morre, para dar a sua vida em resgate de muitos. Na horrenda cruz, no Calvário tenebroso,  morreu o Filho de Deus, e quando encerra as comportas do sofrimento, em gemidos e num brado “está consumado!” abre os portais da mais bela primavera espiritual, aquela em que desabrocham todas as flores da misericórdia divina. Por isso, da dor humana Cristo dá aos homens a salvação divina. Esse é o caminho transcendental da dor. E na eternidade, os redimidos entenderão o papel do sofrimento na sua totalidade. Um certo teólogo certa vez escreveu “Seja que preço for, é preciso que Deus fique satisfeito” essa é a alma do sacrifício de Cristo na cruz.  Porque a justiça divina ficou satisfeita com a obra vicária de Cristo na cruz. 
Pela cruz, na intensa amargura, Cristo nos dá a doçura da graça divina, e por ela vem o perdão dos nossos pecados. Aqui está o poder de Deus em ação, pela bendita misericórdia, Deus toma o sofrimento vicário de Seu Filho, e então aceita como substituição. O Santo morrendo pelos pecadores. Isso é radical, Deus em Cristo reconciliando homens pecadores, e a benção da salvação vem através das dores mais intensas que Cristo teve que suportar por nós na cruz. Mas ainda nos deparamos com ações de homens que por Cristo suportam a dor e pelo evangelho resistem com paciência ás aflições que muitas das vezes assolam o coração humano. Com Cristo, aprendemos a transcender a dor e fazer com que brote o mel da esperança ao invés das lagrimas da rebelião contra nós mesmos e contra Deus.  Ficar no caminho da sensatez, na hora em que as aflições nos remetem o desespero é um modo simples de viver em sabedoria, quando as circunstancias nos convida a vivermos a loucura, mas a insensatez não convém aos santos. Acho que foi Corrie Teen Boom quem disse: “olhe ao seu redor e verás as aflições, olhe para dentro de si e  ficarás deprimido, olhe para Cristo e encontras descanso”. Temos um refugio, Cristo está conosco no caminho da aflição. Há uma fonte de consolo em Jesus Cristo o Senhor, mesmo nas dificuldades mais intensas, quando os espinhos das aflições perfuram a nossa alma, encontramos no Senhor uma plenitude de descanso, pois Ele é nosso refugio.
As vezes encontramos as flores desabrochando nos lugares mais extremos como no cume dos montes, outras vezes encontramos os lírios desabrochando nos pântanos. Muitas vezes, quando feridas, as flores não choram, mas liberam perfumes. Tal é a nossa posição em Cristo, como a cruz, na dor violenta, foi liberado o refrigério da reconciliação, a condenação de Cristo nos deu a justificação. Isso foi possível porque a dor de Cristo é a causa de todas as nossas bênçãos, pelas suas pisaduras fomos sarados, pela sua morte nos deu a vida, pelo seu desespero a nossa redenção foi consumada, do sofrimento do Senhor, brotou a doçura da regeneração, de um juízo tão amargo, Cristo nos dá a paz.  Noemi passou por esse dilema da dor, perdeu seu amado esposo, seus filhos, volta para seu povo carregando um fardo de amarguras, e ela desabafa “Grande amargura tem me dado o Todo Poderoso”, mas por trás daquele cenário de noite escura, despontava o sol da justiça. A estrada de lagrimas de Noemi era a estrada da redenção. Na sua noite, as farpas dilaceravam o coração, todavia o alvorecer trazia a redenção. Diz certo hino que “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação”. Deus permite que a terra da alma seja arada pelas laminas do sofrimento, para produzir os mais sublimes testemunhos de Sua misericórdia. Muitas vezes tudo parece desaba a  nossa volta. A dor chega como uma espada afiada. Mas o sofrimento é uma janela pelo qual enxergamos a essência do mundo sem Deus. E quem resiste ao sofrimento por amor a Deus sai transformado para compreender realidades ainda maiores. Cristo ensinou “No mundo tereis aflições” (João 16:33). Mas a semente da fé deve ser jogada nos sulcos abertos pela dor, elas devem ser regadas constantemente por nossas orações.  Na dor que suportamos e na dor que devemos ajudar outros suportarem, colocaremos a humanidade mais perto de Cristo, assim como Ele esteve mais perto dos homens quando se tornou um homem de dores. Disse o sábio Salomão que para a alma faminta o amargo é doce, isso se dá pela compreensão da providencia divina. Em meio as turbulências da vida, Jó adorou e Paulo e Silas cantaram. Há um caminho mais elevado, o caminho da confiança em Deus, e ainda que a noite se prolongue sobre nossa vida, ainda que tudo pareça tão escuro a nossa volta, a aurora da consumação de todas as coisas resplandecerá. O fulgor da glória de Deus iluminará a nossa face, PIS se com Ele padecemos, com Ele também reinaremos.
Homens de pequena fé temem a tempestade (Mateus 8:26) todavia o Senhor diz “Tem bom animo”(Mateus 9:2 e 22).  A questão da dor pode ser complexa, o sofrimento pode ser um mistério de difícil compreensão quando ela está relacionada com a fé cristã. Os teólogos têm lutado intelectualmente para tentar provar que existe compatibilidade entre o sofrimento e a bondade de Deus. Acho que é pela doutrina da cruz que entendemos a mensagem do sofrimento. Quando Deus quis dar uma resposta a dor humana, ela envia seu Filho para morrer por nós.  A redenção e a justiça de Deus são fatos conectados ao sacrifício vicário da cruz de Cristo. Quando nosso coração está mais intimo de Cristo e quando compreendemos mais profundamente a mensagem da cruz e a obra da cruz, mais teremos forças para suportamos as tempestades da vida. Não há como encarar a dor do homem com uma teologia coerente sem estudar e entender a profundidade da obra da cruz. Nossa sociedade e a igreja contemporânea estão alheia ao entendimento da dor porque ela também está alheia ao entendimento da doutrina da cruz de Cristo. A mensagem da cruz é o começo para o longo trajeto da compreensão da fé cristã e as aflições que acompanham os seguidores de Cristo até a consumação de todas as coisas.  Quanto mais um homem ama os prazeres da vida mais sofre, quanto mais ama a Cristo mais suporta o sofrimento.  A pequena fé traz temor as coisas passageiras e nos torna indiferente a felicidade eterna, uma grande fé nos capacita a confrontar as dores do mundo presente por convicções de que há em Cristo, um mundo vindouro melhor. É através dessa visão madura da fé cristã, que as dores e as aflições lapidam a glória do salvo, isso é transformar a amargura presente em doçuras celestiais. Há para o homem piedoso um manancial de consolações em Cristo, assim como um tesouro de lições espirituais na encarnação do Verbo e nas dores que suportou, quando ali na cruz padeceu as dores mais extremas, suportou a mais infame de todas as vergonhas, ali mesmo Cristo nos deu também o real valor das aflições, porque através delas, veio a realidade da expiação vicaria. Quanto mais estudamos a mensagem da cruz, maus aceitaremos as aflições da vida, como uma lição que nos torna mais espirituais. Amem  (Clavio J. Jacinto)

CONSELHOS PARA VENCER A DEPRESSÃO


CONSELHOS PARA VENCER A DEPRESSÃO

A depressão é um problema que afeta muita gente hoje em dia. Chamada de “doença da alma” costumo também identificá-la como “Enfermidade dos sentimentos”. Foi o patriarca Jó que fez um diagnostico muito simples e verdadeiro sobre esse problema, pois ele fala sobre “amargura da alma”(Jó 10:1) e amargura do coração (Jó 21:25) Davi também citou o vale da sombra da morte, um lugar de tristezas e inquietações, sabemos que é assim, porque logo após sua declaração ele conclui que a vara e o cajado do bom Pastor consola ele (Salmos 23:4). Eu gostaria de compartilhar com você alguns conselhos sobre esse o problema, e espera que ajude a superar a sua dor emocional, ou pelo menos lhe dê a capacidade de ajudar outros que sofrem com a depressão.  Primeiro desejo dar uma peq uena ênfase sobre as lagrimas. Chorar é algo bom, faz parte da vida, e serve como terapia natural para amenizar os sentimentos que muitas vezes ficam aprisionados dentro do coração. Chore suas dores, recolha em seguida suas lagrimas, e regue o jardim da esperança.  Em seguida posso prosseguir nos conselhos.  As aflições são um grande desafio para a humanidade. Todos sofrem, em maior ou em menor grau. Mas a dor emocional gera um problema maior, porque ela não pode ser diagnosticada de forma comum. Há outro problema ligado a depressão, seu modo de remedia-lo. Uma vez que a doença é da alma, aplica-se remédio a ela, anestesiar os sentimentos é um processo complicado, inclusive com conseqüências terríveis, quando o depressivo fica dependente de medicamentos. O melhor caminho seria a ajuda espiritual, já que dentro de uma perspectiva bíblica, podemos entender a depressão como uma doença de âmbito espiritual, por ser afetada a alma e não o corpo (I Tessalonicenses 5:23). A verdade é que nunca devemos nos prostrar diante das batalhas da vida, devemos prosseguir lutando, até que a dor fique prostrada diante de nossa paciência. Isso é correto, porque em parte, a dor e as aflições fazem parte da vida nesse estagio de existência. Aqui, estaremos sempre lidando com esses problemas, e as vezes precisamos entrar no caminho do desespero, mesmo contra nossa vontade.  Mas devemos entender que nunca devemos desistir de esperar contra toda a esperança, porque essa sempre foi a condição necessária para forjar os grandes heróis da vida. A história de muitos heróis, é escrita em grande parte com as lagrimas que foram  vertidas em suas lutas. A honra é uma medalha que  pertence aqueles que superam suas dores e aflições , através de uma confiança paciente na providencia divina.
O  que fazer quando a dor da alma chega?
O fardo das amarguras não pode ficar atado ao coração, de outra forma, a nossa alma afunda no abismo do desespero. O chamado de Cristo é “Vinde a mim os sobrecarregados” (Mateus 11:28) quando as aflições nos alcançam, devemos imediatamente alcançar a presença de Deus, pois somente Ele tem o consolo eterno para curar as nossas feridas interiores e verdadeiro consolo para as nossas dores passageiras. Além disso, é colocando nossa esperança em Cristo, é tendo a Cristo como Senhor e Salvador, como nosso maior tesouro, que estaremos  recebendo consolo divino.  Nosso coração não deve estar posto sobre nossas feridas, deve estar posto sobre o nosso tesouro: Deus.  A dor da alma nunca pode obstruir o poder da graça de Deus. Sofrer com Cristo é viver o evangelho, Cristo sofrendo conosco é a plenitude da consolação.  Segue o conselho, devemos nos aproximar mais de Deus, devemos buscar mais a presença de Cristo. Quanto mais olhamos para as nossas feridas do coração, mais dores encontraremos nelas, quanto mais olhamos para as feridas de Cristo na cruz, mais encontraremos cura para as nossas feridas interiores. Observemos com paciência: as mais furiosas ondas do mar nunca alcançam as montanhas, as ondas não podem remover as montanhas, assim as aflições nunca podem remover a doce esperança daqueles que crêem em Cristo. E é pela superação das aflições que permaneceremos mais fortes, pois Cristo passou por grandes angustias, mas elas foram um pedestal onde Cristo, nosso Salvador, alicerçou os grandes ideais da redenção.  Aqui está um bom conselho,  enfrente suas dores ao lado de Cristo, porque Ele nos dará as forças necessárias para superarmos as aflições da alma

O caminho bendito do perdão.

O caminho da cura pode ser simples, pela fé levamos nosso coração ferido até o trono da graça, pela fé aceitamos o perdão de Cristo,  e por santa atitude começamos a perdoar a todos os homens á nossa volta, por meio disso virá a cura para muitos de nossos males sentimentais e emocionais. Parte do problema das angustias que tornam-se em complexas feridas na alma são conseqüências de falta de perdão. Não é o caso de todos, mas a maioria dos problemas de depressão podem ser diagnosticadas a partir dessa perspectiva. Creio piamente que a fonte da felicidade eterna é Deus. A cura da alma vem através de uma entrega incondicional a Deus, a felicidade se experimenta em aceita-lo como nosso tudo. Mas, todavia, a entrega ao Senhor vem por meio do perdão. Perdoar é o ato mais elevado do amor de Deus, e perdoar nosso semelhante é o ato mais libertador para o ser humano. Assim, entendemos que a dor no coração de um homem sábio é uma lâmpada acesa que ilumina a misericórdia de Deus. Assim como o perdão de Deus é maior do que as nossas ofensas, e a misericórdia de Deus é maior do que as nossas falhas, assim também as promessas de Deus são maiores do que nossos temores, e o remédio de Deus mais poderoso do que as feridas abertas pelos pecados.  Eu aconselho, perdoe sempre, assim como nosso Pai celestial perdoa nossas ofensas, devemos perdoar sempre aqueles que nos ofendem e nos maltratam.

Olhando para os Benefícios do Senhor.
Você não deve se render as feridas, nem deve centralizar a dor na sua vida. O centro da sua vida deve ser Cristo (Efésios 1:10) Em seguida, há de contar os benefícios do Senhor, pois solitária que seja a noite, há estrelas que acompanham na caminhada, por mais escura que seja a noite, as estrelas não brilham diante de nossos olhos? Olhe para as estrelas e não para a escuridão, e seu coração contemplará as maravilhas de Deus ao invés de ficar desconsolado com a noite escura. Na verdade, sabemos que a vida é feita de alegrias e aflições, foi Jesus mesmo quem disse que no mundo teríamos aflições (João 16:33) mas todavia, se contarmos todos os benefícios do Senhor, não sobrará muito tempo para contar as nossas lamentações. Assim, olhando para a graça divina, olhando para a grande misericórdia de Deus, para suas bênçãos e para a vida eterna, quando olhamos para  Cristo e para a redenção, encontraremos razão de sobra para viver momentos de alegria. Olhai para os lírios do campo, disse Jesus. Quantas maravilhas na natureza, quantas promessas no evangelho, quantas providencias para a vida eterna. Quando olhamos para as aflições e por sabedoria olhamos também para os benefícios do Senhor, encontramos meios de consolo, bálsamos para nossas feridas interiores. O homem para ser sábio e crescer em sabedoria, precisa também aprender através das dores e das aflições. A graça divina e a infinita misericórdia de Deus são fontes de perpétuos consolos. O fogo intrépido da dor pode ser apagado, quando contamos todos os benefícios e todas as maravilhas de Deus. A pequena flor que desabrocha no nosso caminho será sempre uma mensagem favorável ao nosso coração. Orar, cantar, ler as Escrituras e ter comunhão com pessoas santas, nos ajudam a superar os momentos de sofrimentos. Nenhuma escuridão espiritual pode prevalecer no coração que recebe a luz do evangelho da graça de Deus. Na cruz, o Senhor morreu por nós, e assim Ele convida “Vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados”
Não escolha o Suicídio

Por ultimo, gostaria de falar sobre algo extremamente importante: o suicídio.  Tal ato é uma infâmia contra a vida. A vida é preciosa e não pode ser escoada pela obscuridade do desespero. Se você não tem a luz da esperança, o suicídio então  é uma maneira de jogar a sua alma num abismo de incertezas. Se uma gota de dor faz do seu coração um rio caudaloso de sofrimento, saiba que o suicídio causa na família um oceano tempestuoso de sofrimentos. Nunca opte pelo suicídio porque tentar abortar a vida de si mesmo, para se livrar da própria dor, você acaba dando aos amigos e familiares, a multiplicação de seus próprios sofrimentos. Na hora do sofrimento intenso, vá aos campos e conte a flores que desabrocharam para você e a noite conte as estrelas. E para cada estrela e para cada flor, liberte o coração para agradecer a Deus por cada uma delas.

JÓ NÃO OPTOU PELO SUICIDIO

Eu preciso ler o livro de Jó periodicamente, a história desse patriarca revela as profundezas da amargura de um homem, é o limite só superado pelo Calvário. Jó ultrapassou todas as fronteiras da amargura, bebeu todos os cálices das aflições, foi ferido no mais profundo do seu ser, ele desceu a casa dos vermes, e fez a sua habitação no mais desprezível monturo. Ele mesmo declarou ter fartura de amarguras (Jó 9:18) ele reclama sentido o aço frio da dor aguda no seu coração “Os dias da aflição se apoderaram de mim”(Jó 30:16) muitos testificaram dele: “Sua dor era muito grande” (Jó 2:13) A provação de Jó era o ápice da dor, o cume do sofrimento, o vale da amargura o abismo do desespero. Eu ainda ouço o grito, o lamento e todos os gemidos de Jó, quando leio a sua história. Ele navegou muito tempo pelo mar das lagrimas mas não naufraga nas profundezas do desespero. Pelo contrario, ele grita “Prova-me e sairei como o ouro”(Jó 23:10). Agora, deixe me dizer algo, mesmo convivendo lado a lado com a mais assombrosa amargura, mesmo beijando os lábios do mais intenso tormento, mesmo convivendo face a face com a mais terrível dor, Jó não procura o caminho do suicídio. Essa não é a sua alternativa, na sua cosmovisão não há espaço para ela. Ele pode ter sido tentado a isso, a esquecer Deus e render-se a morte, mas ele não permite tal coisa. Ele trilha a senda de espinhos que perfura toda a sua alma, mas a esperança nunca vazou pelas feridas abertas pelas tribulações que teve que suportar. É isso! Muitos precisam ouvir isso. Diante da mais intensa escuridão que queria se apossar da sua alma e obscurecer seu pobre coração, ele grita, no oceano acido de todas as dores mais profundas, as suas palavras ecoaram até os confins da plenitude dos tempos (Gálatas 4:4) “eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”(Jó 19:25). Jó espera em Deus, corre para os braços da graça, experimenta a agridoce espiritualidade de esperança intensa com amargura profunda, e deixa um legado: Sobrevivente de todas as tribulações. O livro de Jó é mais que poesia, é a luz consoladora que aponta o caminho do mais nobre heroísmo, a fervorosa convicção de uma devoção a Deus em meio as turbulências da vida, fazem o duro aço das aflições se derreterem, e do arado que rasga a alma humana, o Senhor semeia as mais lindas flores que adornam a entrada do Paraíso. (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 5 de junho de 2018

TEMPLO SANTO OU PROFANADO?


A passagem de Ezequiel 8 é digna de uma consideração, pois ela retém uma lição muito importante para nós hoje, serve como uma advertência solene a nós todos que professamos o bom nome do Senhor. Vamos às considerações e as aplicações práticas. Ezequiel é levado para o templo, o Senhor revela a ele as abominações que estão sendo praticada pelos apostatas, dentro do santuário. Coisas horríveis estavam acontecendo, as paredes estavam pintadas de repteis e figuras de deuses pagãos, havia lá dentro uma imagem de ciúmes, malignas abominações, e, além disso, homens adorando o sol e mulheres chorando a tamuz. O templo estava sendo profanado, desde o interior. E o diagnostico espiritual era: Um santuário contaminado com perversas e malignas abominações. Sei o quanto é difícil falar sobre isso hoje em dia, porque nós somos, nessa era cristã, o templo do Espírito Santo (Veja I Coríntios 3:16 e 17 e 6:19 e 20) e a pergunta é: o que está sendo pintado com nossos desejos e pensamentos no lado interior desse templo? Não importa o quanto isso possa ser um tanto desagradável, mas durante toda minha vida eu vi lideres e ouvi pregadores dando toda ênfase ao exterior, justamente como faziam os fariseus porem foi notável o fato de que pouca gente que confessa a fé cristã se importa com o tipo de pensamentos, desejos e vícios alojados dentro de si. Poucas pregações, senão raríssimas, dão ênfase aos cuidados do templo interior e a vida do cristão em si mesmo, como um santuário consagrado e santificado. O mundo jaz no maligno e expõe todas as suas imagens com o intuito de jogar para dentro de nós, imagens, desejos e vícios, sua tática é que essas coisas fiquem impressas dentro do coração. Todas as coisas do mundo do pecado podem ficar retidos dentro de nós, o que vimos e ouvimos, nosso homem interior tem funções de absorver imagens e informações como se fosse uma esponja. Assim é que nosso templo é profanado com essas figuras, desejos, paixões e sentimentos que pintam as paredes do interior do templo que somos nós. Tal pode ser a tamanha abominação, quando o Senhor olha, e vê seu templo com pinturas de divindades, imagens sensuais, avareza, inveja, orgulho, ira, contendas, mentiras,falsidades e tantas coisas que ficam impregnadas nas paredes internas do nosso coração. Destarte, ao invés de ser um jardim, nosso coração torna-se um pântano, ao invés de ser um santuário puro e santo, torna-se um santuário profanado por pecados, desejos imundos, paixões secretas, vícios e outras abominações malignas. Nosso coração precisa ser puro (Mateus 5:8) devemos nos despojar das coisas imundas (Colossenses 3:8) Paulo nos exorta a permanecermos íntegros em todas as áreas da nossa vida e não apenas em alguns compartimentos externos (II Tessalonicenses 5:23) O Senhor olha para dentro de cada um de nós, somos o templo do Espírito Santo, mas o que estamos guardando escondido nas recamaras do coração? Que tipo de figuras pintam nossas palavras, desejos e pensamentos na parede do homem interior? “O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”(I Samuel 16:7)

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Desanimo

Muitas vezes achamos que podemos expor nossa erudição e nossa sabedoria através de nossas palavras, mas na verdade, ficar, muitas vezes de boca calada é o melhor sinal de erudição e a prova mais sensata de sabedoria. (Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 29 de março de 2018

OS ESPINHOS DO APOSTOLO PAULO.

                                                OS ESPINHOS DO APOSTOLO PAULO
O apostolo Paulo sofreu a severidade de um espinho na carne, é um mistério desvendar o que necessariamente eram essas agressões feitas por um mensageiro de satanás. Quando Paulo ora três vezes pedindo ao Senhor que esse problema tão horrível seja resolvido, o Senhor responde: A minha graça te basta (II Corintios 12:9) eu quero me concentrar nessa resposta negativa, Deus responde com um "não" para alguém com um nível espiritual muito elevado, e ainda por cima coloca a Sua graça como suficiente e não o alivio das agressões. Como essa resposta é profunda: "A minha graça te basta" Todavia, o que vimos hoje em nosso meio. senão milhões de pessoas que não encontram a suficiência na vontade de Deus e não estão dispostas a seguir o próprio Getsemani e dizer ao Senhor: "Se possível afasta de mim esse cálice, todavia seja feita a Tua vontade e não a minha". A espinha dorsal do corpo teológico das Escrituras é a Soberania de Deus, se Ele não for Soberano e absolutamente Todo Poderoso, de que modo subsistirá a sua graça e a sua misericórdia? Aqui não há espaço para um teísmo aberto, não há sustento para um Criador impessoal, Paulo está ali, sofre as dores de um espinho, a agressão das bofetadas, esse é o caminho de entrada da provação de Jó, não chegou ao ápice, mas sentiu os rasgos da violência da dor humana, nas carnes do homem exterior. E ali, o que ele recebeu senão uma resposta negativa, seus clamores não foram atendidos,a resposta parece um tanto fraca, as moldes da religião utilitarista moderna: "A minha graça te basta". Caro amigo, isso é relevante hoje, o estar contente com a vontade de Deus? deixar que o nosso ego de barro seja tratado pelas mãos do oleiro, isso é bom? A essência da espiritualidade é pura na sua fonte quando as mãos do Mestre sustentam e controlam a vida de um homem regenerado. A matriz divina do cristianismo está na graça de Deus, Paulo bebe direto da fonte, e se os espinhos cortam a carne, movem-se como as laminas do arado, rasgando o orgulho, as formalidades, o conforto e os interesses pessoais de Paulo, a semente da graça cai lá no fundo do sulco, e o poder espiritual germina. Nada de materialismo, nada de fama, nada de aplausos, muito menos glamour, nada de prosperidade e riquezas temporais, nada de conforto, mas "A minha graça te basta". Desconfio que se Deus chamar pessoalmente todos esses que enchem os templos, para responderem seus anseios com uma resposta dessas, a maioria, senão quase todos sairão pestanejando e negando a fé, por sentir a inutilidade dessa resposta divina: "A minha graça te basta" pelo simples fato dessa resposta não corresponder aos seus interesses pessoais.
(Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

POLIDO PELAS AFLIÇÕES



Se és bom soldado de Cristo
Sofre as aflições
Suporta a dor
Pois também as pedras preciosas
Sofrem a lapidação

As dores ainda que tão agudas
São as mãos 
Rudes mas benditas que tecem
A pérola no choro do mar

Não tema as aflições permissivas
Pois as jóias da Coroa da vida são polidas
Enquanto choras e cantas
Quando ainda és peregrino  sobre a terra

Clavio J. Jacinto

sábado, 13 de janeiro de 2018

BORBOLETAS E ESPERANÇA





Há uma maravilhosa transformação que ocorre em certos insetos chamados de lepidópteros que se fecham em um invólucro depois do estagio larvar, esse invólucro é chamado de crisálida, ali ocorre um fenômeno maravilhoso e misterioso, a larva perde todas as suas características distintivas, isso é chamado de histolise, ou seja, a biodeterioração dos tecidos orgânicos. Tudo dentro desse invólucro transforma-se numa matéria liquida cremosa, chamada de pupa, isso é comum nos insetos identificados na ciência como insetos holometabólicos, eles vivem ciclos: ovo, embrião, larva, pupa e depois do processo de transformação, alcança seu clímax existência: uma borboleta. Tudo se dissolve dentro da crisálida, o ser dissolve misteriosamente, todos os órgãos da larva se dissolvem, coma exceção do histoblasto (As células especiais que irão origem aos tecidos da borboleta) o processo é um verdadeiro milagre de ressurreição, pois é de forma simplesmente explicada a criação de um novo ser a partir de um ser desfeito. Isso é extraordinário. Faz me lembrar da lei de Lavoisier,  sobre a abordagem da lei da conservação das massas, onde ele declarou “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” A desmaterialização de um ser rastejante, para a recomposição a partir de um processo de metamorfose, para em seguida voltar a existir de forma nova, revolucionaria, num modo de vida completamente diferente do anterior, é um milagre da natureza, cuja a complexidade exalta ao Criador. A antiga larva agora é uma borboleta que flutua sob a alma da primavera, que voa  majestosa como  uma arte viva que une o milagre da vida com as cores do paraíso.  Paulo declara : “Desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade se entendem e claramente se vêem pelas coisas que são criadas”(Romanos 1:20) Por trás de um cenário triste de um mundo caído por causa do pecado, Deus pela sua grande providencia, deu a permissão para a criação preservar a mensagem divina da esperança da ressurreição. (Clavio  J. Jacinto)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A FÉ DO HOMEM REGENERADO

A fé não uma força que pode estar sob nosso controle, e que pode ser usada para satisfazer a nossa vontade pessoal, na pior das hipóteses, não é uma força espiritual que pode mover as mãos de Deus favoravelmente em prol de nossos desejos. Também não é uma força de ação, um poder que emana de nossa vontade para criar uma realidade como se fossemos pequenos deuses.  Segundo alguns teólogos e defensores carismáticos, a fé é exatamente isso: uma força poderosa, tangível e condutora. Mas isso é um erro, um erro grave, uma distorção de uma doutrina central das escrituras. O justo viverá por fé (Romanos 1:17) e sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6) A fé não é um pensamento positivo, não é uma força de vontade capaz de tecer a teia do destino humano, nem tampouco é um otimismo capaz de pavimentar o caminho de nossas realizações. A fé  também não é uma força da nossa vontade, capaz de materializar os nossos mais profundos desejos, não é uma palavra de ordem que comanda um “deus” serviçal utilitarista, que está pronto a ouvir as ordens humanas. Tal fé conduz o homem para outro evangelho, pois cria uma falsa divindade.  A fé não é isso. Qualquer pessoa que lhe ensine isso, como se fosse fé, é um falso mestre.  A fé é uma confiança plena na misericórdia e  na soberania de Deus, é confiar no Senhor, numa entrega incondicional aos seus cuidados. Fé é acreditar que “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito” (Romanos 8:28). Fé é prostrar-se diante de um Deus bondoso, entregar nossas suplicas e petições e dizer “Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”(Mateus 6:10) A definição clara da fé é “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem, porque por elas os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados; de maneira que aquilo que se vê não Foi feito do que é aparente”(Hebreus 11:1 a 3) Abraão é nosso pai na fé, porque ele creu contra toda a evidencia, sabendo que a providencia divina era favorável a sua confiança sincera. Isso é fé. Paulo declarou que viver é Cristo e morrer é ganho (Filipenses 1:21) porque ele acreditava piamente que a nossa pátria está nos céus (Filipenses 3:20) Para termos verdadeira fé, precisamos também ter paciência (Apocalipse 13:10) porque muitas vezes o Senhor prova nossa confiança como fez com Abraão. O fim da verdadeira fé não é a aquisição de bens, conquistas pessoais ou de impérios pessoais, mas sim a experiência  da nossa salvação (I Pedro 1:9) Assim entendemos que se o foco da nossa fé são nossos caprichos, desejos e sonhos pessoais, se a fé que temos é para a nossa  satisfação egoísta, se a nossa fé não está centralizada em Cristo e na sua obra suprema e perfeita, nossa fé é vã, é enferma, é uma falsa fé. “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé (I Coríntios 15:14) A fé tem seu auge quando confiamos na obra redentora de Cristo, a fé é a satisfação plena do homem piedoso, que mesmo passando por duras provas, tem a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas. A fé é uma confiança na graça divina, o caminho da gratidão que nos conduz ao ato sagrado de agradecer a Deus por tudo o que recebemos dele, sem qualquer mérito da nossa parte. Essa é a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 1:3)


Clavio J. Jacinto

ELE LEVOU NOSSAS ENFERMIDADES...

Há um registro no Evangelho de Mateus sobre a cura da sogra de Pedro (Mateus 8:14 a 17) após a cura, quando Cristo repreende a enfermidade daquela mulher, lemos no versículo 17: “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías diz que: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.”. Essa é uma citação direta de Isaías 53:4. Com base nesses textos podemos afirmar que Cristo deve curar todas as enfermidades num cristão? Mesmo que muitos reivindiquem isso, sabemos que as coisas não funcionam assim, a realidade é que mesmo os proponentes desse tipo de interpretação, comum entre os carismáticos, na verdade acabamos descobrindo que as coisas não funcionam dessa maneira. Cito o exemplo do pregador de curas, que seguia essa interpretação, Hobart Freeman, conhecido nos EUA algumas décadas atrás e acabou morrendo por causa de uma doença que era clinicamente tratável. Nesse caso, além dessa teologia não funcionar em sua vida, mostra que precisamos rever esse ensino. É claro que a sogra de Pedro foi curada, e que o texto mesmo aplica Isaías 53. Porém creio que estamos em um estagio de processo, e o nosso corpo debilitado pelo tempo, acaba sendo suscetível as doenças e isso é normal pra todo mundo. Paulo fala em Romanos 8:23 que “Gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” No contexto dessa passagem (Versículo 22) toda a criação geme. No  versículo 11,  Paulo afirma que o Espírito Santo que ressuscitou a Cristo, vivificará os vossos corpos mortais pelo Espírito que em vós habita”.  Também lemos em Filipenses 3:20 e 21: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.”. Creio que Isaías 53 terá sim, um cumprimento total na vida de todo o homem redimido, quando cada um dos salvos receberem o corpo glorificado, onde a doença não mais poderá atingi-lo, porque a redenção de Cristo cumpriu os requisitos básicos para a formação do corpo glorificado. Porém ainda gememos num corpo mortal, que envelhece e enfraquece e por fim morre. A morte biológica ainda é uma realidade para os santos, mas sabemos que em breve a morte será tragada pela vitória. Tudo dentro do plano salvífico está em ordem, porque Deus sabe fazer as coisas da maneira  perfeita, resta-nos apenas crer e confiar em Cristo.

CLAVIO J. JACINTO

sábado, 4 de março de 2017

Sobre Dificuldades e Esperança

A inspiração cultivada no silencio produz os mais sensibilidade, mas a inspiração cultivada no sofrimento produz mais esperança

A esperança do homem sofredor é que no processo das dores da alma, dos gemidos das profundezas do ser, possam nascer as pérolas da sensibilidade

A fé sustenta a esperança, o amor sustenta a fé, a misericórdia fortalece o amor, e em tudo isso, o homem ainda que nas dificuldades sofra, consegue manter um bom relacionamento com a esperança

As vezes é na intensidade das dificuldades que nosso coração ganha as forças necessárias para prosseguir mesmo diante das mais duras adversidades da vida. Existem forças no interior do homem que ficam adormecidas em tempos de bonanças.

Todo o caminho que conduz a esperança, tem como principio o troveja de uma grande dificuldade

O sofrimento é aquele arado que rasga o coração, para semear nos sulcos abertos do nosso ser, as mais férteis sementes da esperança

O triunfo da redenção tem as marcas das mãos perfuradas, na coroa de um cristão, tem as cicatrizes de um apostolado que nunca negou a Cristo

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Jesus Conhece o Dia de Sua Vinda? (Mateus 24:36)

Jesus certa ocasião, falando a respeito da sua vinda afirmou: “Entretanto, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão exclusivamente o Pai.” (Mateus 24:36). Mediante essa declaração podemos concluir que Jesus não sabe do dia da sua vinda?
Com certeza ele está certo na sua declaração, até então quando estava nos limites da sua encarnação, na condição de Verbo encarnado, Cristo teve que enfrentar as limitações da vida física em um mundo caído. Isso não significa que Ele não podia exercer sua onipresença, pois Ele viu Natanael debaixo da figueira, o que denota pelo espanto do seu discípulo, que sua atitude era secreta e isolada
Jesus Cristo certamente na ocasião que deu o discurso profético de Mateus 24, estava sob as limitações de uma vida física, algo que fez de espontânea vontade, por isso mesmo sujeito a varias limitações em muitas áreas da sua vida. Porém essa houve uma mudança desse aspecto particular do Mestre por ocasião da sua ressurreição e glorificação. Por isso devemos interpretar a declaração de Cristo de acordo com o contexto geral de todo o Novo Testamento, jamais devemos isolar a sua declaração em Mateus 24. Se fizermos isso, recorreremos em erro.
Jesus sabe a data da sua volta, quando Ele mesmo está a destra de Deus, na sua posição de glória e poder? Claro que sim! Porque Ele disse que todo poder foi dado a ele no céu e na terra, como poderia ser Todo Poderoso e não saber do dia da sua própria vinda? Seria isso uma discrepância, não é mesmo?
Em Colossense 2:3 Paulo diz que em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, então Ele conhece todas as coisas. De outra forma, encontraríamos uma grave incoerência nas declarações de Paulo
Em Apocalipse 1:8 Jesus declara ser o Alfa e o Omega, o principio e o fim, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Ora como pode Ele ter uma abrangência total das coisas infinitas e ser Todo-Poderoso e não conhecer a data da sua vinda?

Jesus mesmo falou em João 5:20: “Porque o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz; e ele mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis.” Ora está claro que o Pai mostra tudo o que faz ao Filho, então no seu devido tempo, na glorificação do Filho, Deus Pai revelou seus mistérios. Embora certas coisas estavam ocultas ao conhecimento de Cristo durante sua vida terrena, na sua ressurreição e glorificação, Cristo passou a ter conhecimento total de todas as coisas, inclusive do dia da sua própria vinda triunfante, de outra forma, os textos bíblicos citados acima com as declarações perdem completamente o sentido.

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A Glorificação Pelo Caminho da Dor

A dor e o sofrimento nos convidam a reflexão profunda sobre a existência do ser em meio das turbulências da existência no atual sistema de coisas. Estejamos ciente de que muitas vezes a dor é um mistério que muito mais do que ser explicado, precisa ser vivido pelo homem. Então devemos entender essas sete seguintes preposições:

O sofrimento é inevitável ao homem no atual estagio de sua existência, pois isso é a consequência dos pecados pessoais e coletivos da própria humanidade.

O preço da nossa rebelião é estarmos debaixo das consequências que ela produz.

A dor é uma escola que nos ensina de modo real a condição da nossa existência num mundo caído, e deve nos fazer lembrar que pelo caminho da dor DEUS em seu Filho também nos deu a redenção.

O sofrer do cristão é um caminho que possibilita um encontro coma glorificação eterna, por isso DEUS permite o sofrimento na vida espiritual

A dor na vida cristã nos leva para fora do conformismo e nos tira do campo da neutralidade ética.

A dor ensina que não devemos amar a vida material, mas que devemos nos desprender das coisas mundanas e passageiras, porque DEUS nos preparou perfeito, não amar a própria vida na alma, é o ensino de Cristo o Salvador (João 12:25) é por meio do desprendimento da vida passageira que alcançamos a vida eterna, e isso nos causa sofrimentos terrenos.

Devemos portanto crer, mesmo sofrendo, porque a vida cristã é uma batalha contra a incredulidade do mundo.

A vida é cheia de problemas, dores e aflições, essa é a forma como a lapidação da alma acontece na vida de um cristão. A cruz na vida espiritual pode causar rasgos profundos no nosso ser, mas o brilho produzido por isso, terá duração eterna. Se o grão de trigo não morrer não pode produzir muitos frutos.


Clavio J. Jacinto





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