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quarta-feira, 29 de julho de 2026

LIVRE EXAME DAS ESCRITURAS E A NOBREZA DOS CRISTÃOS BIBLICOS E ESPIRITUAIS

 

 

C. J. Jacinto

 

 

Em Atos 17:11 lemos a narrativa lucana do comportamento dos judeus de Beréia que após ouvirem a pregação de Paulo, foram verificar com diligencia e muito cuidado nas Escrituras Sagradas se o que Paulo pregou e ensinou estava de acordo com o que estava escrito.  O Espírito Santo chamou os bereianos de nobres, pela excelência do comportamento em consultar com diligencia os escritos inspirados do Antigo Testamento para ficarem seguros de que o apostolo Paulo não era um falso doutor, que conduta magnífica, aqui temos um exemplo claro acerca do livre exame das Escrituras, e a Palavra de Deus chama de atitude nobre, pois buscar no livro sagrado, verdades absolutas é um caminho seguro para não sermos enganados por falsos profetas e enganadores. Notemos as coisas com mais profundidade; Os judeus, ao receberem a mensagem de Paulo, consultaram as Escrituras do Antigo Testamento e as examinaram detidamente para verificar se sua pregação estava em conformidade com a autoridade textual estabelecida. É crucial notar que eles não buscaram validação na tradição oral, nem se dirigiram à liderança judaica ou aos rabinos para tal averiguação. Pelo contrário, tomaram as próprias Escrituras como critério único, conferindo se o que Paulo expunha naquele momento se alinhava com o que já havia sido revelado e estabelecido no Antigo Testamento. Essa diligência, ademais, proporciona-nos uma compreensão mais profunda da postura que um cristão deve manifestar em relação ao que lhe é transmitido, ao que lhe é doutrinado e ao que lhe é ensinado. Alguns indoutos e falsos mestres empenham-se em induzir os indivíduos a uma profunda desorientação acerca deste tema. Para tanto, referenciam passagens descontextualizadas, como 1 Pedro, capítulo 1, versículo 20, com o propósito de sustentar que as Escrituras Sagradas não admitem interpretação privada, dado que há uma única e legítima autoridade está privada a um sistema elitista de novos “escribas  e doutores da lei” que já estabeleceram e determinaram a “verdadeira” interpretação, sendo que o povo deve permanecer passivo, uma atitude “antibereiana”
 Constata-se que, no âmbito da discussão presente, podem emergir duas compreensões equivocadas. Uma delas reside na confusão entre a interpretação particular e o livre exame das Escrituras. Sob a premissa de que tais abordagens são idênticas, empregam-se sofismas e artifícios retóricos, visando persuadir os desinformados e aqueles desprovidos de discernimento crítico sobre a matéria.

Assim sendo, é crucial salientar que a interpretação particular é uma prática específica, a qual, conforme as Escrituras é verdadeiramente proscrita. Refere-se, em essência, à manipulação dos textos sagrados para fins de benefício pessoal ou para a concretização de interesses particulares. Tal entendimento é corroborado pela advertência de Pedro, expressa em sua segunda epístola, capítulo 1, versículo 20. É imperativo assinalar que, no âmago do ensino ministrado pelo Espírito Santo, aquele que, ao ouvir uma mensagem ou pregação, diligentemente recorre às Escrituras para discernir a conformidade do conteúdo com a voz divina, é designado como nobre. Esta é a característica distintiva de um cristão biblicamente fundamentado, que, por tal conduta, demonstra não ser suscetível à alienação. Somente indivíduos, notadamente líderes, que se opõem à escrutinação de suas pregações, mensagens e exortações, o fazem por receio de que a inautenticidade de suas declarações seja desvelada.
 O livre exame das Escrituras constitui a prerrogativa essencial de questionar e aferir ensinamentos à luz dos preceitos bíblicos. Indivíduos aos quais essa liberdade é negada permanecem em um estado de alienação. Quando uma entidade — seja uma instituição religiosa, um sistema doutrinário, um sacerdote ou um pastor — obstaculiza o livre exame, à semelhança do que fizeram os bereianos diante do apóstolo Paulo, revela-se um sistema que não liberta, mas sim escraviza. A proibição do escrutínio pessoal das Escrituras, que visa verificar a conformidade do que é pregado, ensinado ou exposto com a palavra divina, quando imposta por um líder ou um sistema religioso, demonstra ser um mecanismo manipulador, incapaz de apresentar ou defender a verdade. Essa é uma das principais marcas do sectarismo! 

 Percebe-se que a prática do exame das Escrituras é, de fato, recorrente entre os judeus. Jesus, em João 5:39, por exemplo, refere-se aos judeus que as examinavam com o propósito de encontrar a vida eterna. Ele então afirmou que as Escrituras testemunhavam a seu respeito. Esse livre exame permitia aos judeus daquela época evitar os equívocos provenientes de falsos profetas e doutrinas espúrias. Contudo, em Mateus 22:29, observa-se que aqueles que manejavam a Palavra de Deus com negligência, desprovidos do hábito diligente e acurado de discernir o ensino das Sagradas Escrituras, incidiam em equívocos. Jesus, por exemplo, advertiu que o erro dos saduceus residia no desconhecimento das Escrituras, visto que não acreditavam na ressurreição. Uma análise minuciosa do Antigo Testamento, de fato, atesta que a ressurreição — não apenas do Messias, mas da humanidade em geral — é exposta com notória clareza em passagens como Daniel 12:2.

 Assim, o erro deles advinha do desconhecimento. Similarmente, muitas pessoas, na atualidade, também incorrem em equívocos e são induzidas a equívocos por não cultivarem o hábito do livre exame das Escrituras mas a aceitarem passivamente o que lhes é ensinado. Resignam-se à palavra do sacerdote, do pastor ou do pregador, sem consultar as Escrituras para verificar a conformidade entre o que é ensinado ou pregado e o que está escrito. Porém a verificação diligente e cuidadosa dessa  prática é não apenas salutar, mas igualmente validada pelas Sagradas Escrituras. Os que se opõem a tal postura o fazem movidos pelo intento de manipular terceiros e pelo receio de que uma verdade seja plenamente desvelada. Atualmente, muitos líderes receiam que os cristãos, e sobretudo seus ouvintes, exerçam o livre exame das Escrituras, à semelhança dos bereianos. Tal apreensão advém do temor de que suas inverdades e equívocos sejam inequivocamente expostos. Em decorrência desse receio, promovem confusão, inclusive por meio de retóricas enganosas que sugerem a proibição bíblica do livre exame, contrariando a verdade de que as Escrituras jamais o coíbem. Pelo contrário, Deus exalta a nobreza de quem não se permite ser induzido por falsos doutores e profetas. Os bereianos exemplificaram essa nobreza, mesmo ao confrontar os ensinamentos de uma figura de grande envergadura espiritual e teológica como Paulo, cuja sabedoria, espiritualidade, profundidade, discernimento e entendimento, fruto de uma formação elevada, são patentes em suas cartas do Novo Testamento. Apesar de serem ouvintes assíduos do apóstolo Paulo, eles recorreram aos rolos sagrados para confirmar a conformidade de seus ensinamentos com o que já estava escrito. É imperativo reiterar que não se voltaram a tradições, ao sistema, a rabinos ou a quaisquer outros mestres; recorreram, sim, diretamente às Escrituras. Lamentavelmente, um grande número de pessoas é ludibriado por negligenciar o salutar hábito de consultar o Novo Testamento, a fim de verificar a consonância do que é pregado com os ensinamentos de Paulo, Pedro, Tiago e Jesus e outros.  No contexto de Atos 17:11, onde a palavra "nobre" é traduzida do grego "eugênes", que denota alguém de mente elevada, conduta moral exemplar e caráter nobre, observamos a escolha cuidadosa do Espírito Santo. Essa palavra sublime foi aplicada àqueles que, após ouvirem uma pregação ou ensinamento, dedicavam-se a examinar as Escrituras, verificando se o que lhes era apresentado estava em conformidade com o que nelas se encontrava escrito.  Em 2 Timóteo 3:16, a Escritura é descrita como divinamente inspirada e útil para correção. A Palavra de Deus, portanto, corrige o ensino incorreto. Diante disso, a consulta a toda a Escritura, que é divinamente inspirada, torna-se essencial, pois ela é proveitosa para a correção. Somente assim podemos obter proteção. O Salmo 91:4 declara que a verdade do Senhor, ou seja, a Palavra de Deus, é escudo e broquel, protegendo-nos do falso ensino. Consequentemente, a atitude de um cristão verdadeiramente bíblico é avaliar e examinar o que lhe é pregado e ensinado, a fim de verificar sua consonância com as Escrituras.
 Atualmente, observa-se um considerável número de indivíduos que adotam uma religião, muitas vezes manifestando uma participação religiosa passiva, baseada na crença e confiança em figuras humanas. Contudo, a Bíblia adverte contra a confiança irrestrita nos homens. Em contrapartida, a fé cristã, em sua essência, não promove a passividade, mas sim o exercício discernimento e isso se alcança estudando, pesquisando e conferindo as Escrituras.  Em 1 João, capítulo 4, versículo 1, lemos: "Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus". A Bíblia não preconiza uma aceitação passiva e acrítica. Ao contrário, incentiva a análise e a verificação. Interpretar as Escrituras com autonomia, buscando entendimento, não constitui pecado nem representa uma interpretação particular que invalide a palavra de Deus. Aqueles que deturpam essa compreensão e induzem à crença cega, sem a devida análise, agem como falsos profetas e mestres. Homens de fé genuína, comprometidos com a verdade, apresentarão o ensinamento bíblico e estimularão a consulta às Escrituras, pois o exame delas é um conselho divino. Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para o ensino e a correção. Portanto, devemos, como os nobres, adotar uma postura de discernimento, evitando sermos enganados por aqueles que se opõem à análise bíblica. Aquele que nos afasta da consulta e do exame das Escrituras, como fizeram os bereanos, com certeza nos conduz ao erro. Essa atitude contraria o ensinamento de Mateus 15:14: "Deixem-nos; são guias cegos. Se um cego guiar outro cego, ambos cairão numa cova". Em Colossenses 2:4, Paulo adverte: "Ninguém vos engane com palavras persuasivas." De maneira semelhante, desejo alertá-los para que não se deixem iludir por aqueles que vos dissuadem de examinar as Escrituras. Aqueles que assim ensinam buscam, em última análise, obscurecer a verdade, contrariando a vontade e os ensinamentos divinos. Eles se opõem à palavra de Deus e tentam vos afastar da nobre busca pelo conhecimento. Contudo, a Bíblia deve ser estudada diariamente, especialmente nestes tempos finais, pois falsos profetas se levantarão. Aquele que vos afasta do conhecimento da palavra de Deus não permanece na verdade, mas se move no espírito do erro.

 

A salvação vem do Senhor (Jonas 2:9)

 

Livreto Grátis: Pequeno Tratado Sobre Idolatria.

 

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Milhares de estudos bíblicos para sua edificação e artigos apologéticos para a defesa da fé

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Mais Desejável que o Ouro: Como Ler a Bíblia com Verdadeiro Proveito

 

 

Em nosso dia a dia, sempre temos algo para fazer. O trabalho, a família, as responsabilidades da igreja... e em meio a essa voragem, é fácil perguntar: "Já sou cristão, vou à igreja, por que preciso ler e estudar a Bíblia por conta própria?"

A resposta, no entanto, é fundamental para nossa vida espiritual. A Bíblia não é um simples livro religioso, um compêndio de histórias antigas ou um manual de boas maneiras. Ela é a Palavra de Deus, viva e eficaz, e tratá-la como algo menor que isso é um erro que pode ter graves consequências.

Devemos desejar ardentemente a palavra de Deus e ter uma grande afeição por ela, pois ela é a luz que nos alumia em meio a tanta confusão que opera em nossos dias.

 

“Não que você deva ler apenas a Bíblia. Tudo o que é verdadeiro e bom merece ser lido, se você tiver tempo para isso. Tudo, se usado corretamente, o ajudará no estudo das Escrituras. Um cristão não fecha os olhos para as belas paisagens naturais que o cercam. Ele não deixa de admirar as colinas, as planícies, os rios ou as florestas da Terra porque aprendeu a amar o Deus que os criou; nem se afasta dos livros de ciência ou da verdadeira poesia porque descobriu um livro mais verdadeiro, mais precioso e mais poético do que todos os outros juntos.” (Horatius Bonar)

 

Um Tesouro e uma Defesa

 

O Salmo 19 nos diz que a Palavra de Deus é "mais desejável que o ouro, sim, mais do que muito ouro refinado". Ela é o nosso maior tesouro espiritual, o alimento que nutre a nossa fé. O próprio Jesus afirmou: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4:4).

Mas a Escritura não é apenas um benefício supremo; ela também é uma defesa suprema. Descuidar dela é perigoso. O cristão que não se alimenta da Palavra não cresce espiritualmente e se torna vulnerável ao engano. Pedro nos adverte que os "indoutos e inconstantes torcem" as Escrituras para a sua própria perdição. Por isso, devemos crescer "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:16-18).

Não é obra do Espírito Santo revelar o significado das Escrituras e dar-lhe o conhecimento da divindade sem o seu próprio estudo e esforço, mas sim abençoar esse estudo e, por meio dele, conceder-lhe conhecimento... Rejeitar o estudo sob a alegação de que o Espírito é suficiente é rejeitar as próprias Escrituras. (Richard Baxter)

 

A Lição de Corinto

A igreja em Corinto é um poderoso exemplo do que acontece quando se abandona a Escritura. Começou bem, fundada pelo apóstolo Paulo, mas logo se desviou. A igreja, em vez de se apegar à sã doutrina, começou a misturar a mensagem do evangelho com as filosofias mundanas e as práticas pagãs da cidade.

O resultado foi um desastre moral e espiritual: imoralidade aberta, divisões, contendas, materialismo e uma atitude pecaminosa em relação aos dons espirituais. A igreja de Corinto se desconectou da Palavra de Deus, permitindo que o vazio espiritual fosse preenchido pelas influências do mundo incrédulo.

A solução de Paulo não foi diplomática nem branda. Ele enfrentou os problemas um por um, baseando-se nas Escrituras. Utilizou a Palavra para ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça, chamando a igreja a voltar ao caminho da verdade.

“Antes e depois de ler as Escrituras, ore fervorosamente para que o Espírito que as escreveu as interprete para você, o livre da incredulidade e do erro e o conduza à verdade.” (Richard Baxter)

 

 

Um Método Prático para o Estudo Bíblico

O apóstolo Paulo nos deixou em 2 Timóteo 3:16-17 um método claro e poderoso para estudar a Bíblia com proveito: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça".

Para aplicar isso ao nosso estudo diário, podemos fazer quatro perguntas-chave enquanto lemos a Palavra, pedindo ao Espírito Santo que nos guie:

1.   Que doutrina Deus está ensinando aqui? Qual é a verdade que ela contém? Qual é o caminho da sã doutrina? Esta pergunta nos ajuda a compreender o ensino de Deus e o caminho correto para pensar e viver.

2.   Esta passagem me repreende? Deus está me dizendo que há algum aspecto do meu agir ou pensar em que me desviei? Como isso aconteceu? Esta pergunta nos confronta com nossos pecados e erros, revelando onde falhamos.

3.   Como esta passagem me indica que preciso me corrigir? O que preciso mudar em minha maneira de pensar e viver para voltar ao caminho certo? Estou disposto, pela graça de Deus, a fazer isso? Esta pergunta nos leva ao arrependimento prático e à mudança de direção.

4.   De que maneira esta parte da Palavra de Deus me instrui em justiça? Como posso permanecer no caminho da sã doutrina e não me desviar novamente? Esta pergunta nos equipa para viver uma vida justa e perseverante em obediência a Deus.

Este método transforma a leitura bíblica de um exercício passivo para um diálogo ativo com Deus, onde a Sua Palavra não apenas nos informa, mas nos transforma.

“O testemunho interior do Espírito Santo ilumina o crente para que ele saiba que as Escrituras são a Palavra de Deus. O fundamento bíblico para essa clareza deriva de duas fontes. Primeiro, as palavras das Escrituras são autoevidentes, pois afirmam ser de Deus (2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:20-21). Segundo, o poder dinâmico do Espírito Santo aplica a verdade das Escrituras, resultando em uma certeza confiante na própria Palavra (1 Coríntios 2:4-16)... Isso não significa que todos os que ouvem ou leem creem (Romanos 10:14-21), mas significa que aqueles que creem o fazem por causa da obra convincente e iluminadora do Espírito Santo” (John MacArthur)

 

Confie no Poder da Palavra

 

A Bíblia é o único Livro sobrenatural, escrito por Deus através de homens santos que foram "inspirados" (impulsionados) pelo Espírito Santo. Portanto, ela é infalível e inerrante. Deus não pode mentir, e a sua Palavra é a verdade suprema. Não há autoridade superior a ela.

Ao nos aproximarmos da Palavra, devemos fazê-lo com humildade, colocando-nos sob a sua autoridade, e não acima dela. Podemos confiar que a Escritura é a sua própria intérprete; o que é mais claro iluminará o que é menos claro. Recursos humanos, como comentários e guias de estudo, podem ser úteis, mas nunca devem ter mais autoridade do que a própria Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo resumiu essa confiança dizendo: "E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no crer, para que abundeis em esperança pelo poder do Espírito Santo" (Romanos 15:13). A Palavra de Deus, mais desejável que o ouro, tem o poder de nos encher de gozo, paz e esperança, se a lermos e estudarmos com fé e dependência do Espírito Santo.

“A menos que leiamos a Palavra de Deus, não podemos ser instruídos pelo Espírito, e a menos que sejamos instruídos pelo Espírito, não podemos nos tornar servos piedosos e eficazes. Em outras palavras, amar a Palavra, aprender com a Palavra e viver de acordo com a Palavra estão interligados no plano de Deus para o nosso crescimento espiritual.” (David McKenna)

 

Organizado por C. J. Jacinto


Fonte bibliográfica: Elliott, Dr. Paul M. "Mais desejável que o ouro: Como ler e estudar a Palavra de Deus com proveito." TeachingTheWord Ministries.

 

 

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

A Autoridade das Escrituras e a Simplicidade de Sua Estrutura

A Autoridade das Escrituras e a Simplicidade de Sua Estrutura

 

 

Viva e eficaz como espada de dois gumes

 

 

“O Espírito jamais afrouxa onde a Palavra une; o Espírito jamais justifica onde a Palavra condena; o Espírito jamais aprova onde a Palavra desaprova; o Espírito jamais abençoa onde a Palavra amaldiçoa” (Thomas Brooks”

 

Comprometa-se com a Verdade, pois ela custou o sangue de Cristo, a graça é uma dádiva para o pecador, mas teve um custo incalculável para Cristo


Por que a Bíblia é “suficientemente clara” para salvar o simples e, ao mesmo tempo, “espada de dois gumes” que desmonta a sabedoria deste século?


1. Introdução: clareza perigosa

A Escritura foi dada na linguagem dos pescadores, não na dos acadêmicos. Isso não a torna fraca; torna-a acessível. Um analfabeto pode ouvir João 3.16 e possuir em 30 segundos mais que todo o arsenal filosófico de Aristóteles.
Mas essa mesma clareza corta. Por isso todos os inimigos da fé atacam a suficiência da Escritura: se a desacreditam, libertam-se do seu corte.

“Qualquer parte do corpo humano só pode ser explicada adequadamente em referência ao corpo inteiro. E qualquer parte da Bíblia só pode ser explicada adequadamente em referência à Bíblia inteira.” (FF Bruce)


2. A suficiência que edifica (perspicácia)

Definição: “A Bíblia é tão clara quanto aos fundamentos da salvação que, sem ajuda de magistério humano, qualquer pessoa pode entender e ser salva” (cf. Dt 30.11-14; Sl 19.7-8; 2 Tm 3.15-17).

Alvo: o simples, não o super-aprendiz (1 Co 1.26-29).

Limite: clareza soteriológica, não exaustiva. Ainda há “coisas difíceis” (2 Pe 3.16), mas nada essencial está escondido.


3. O sacerdócio universal ≠ anarquia doutrinária

1 Pedro 2.9 declara todos os crentes “sacerdotes”. Isso significa:

Acesso direto – nenhum sistema clerical com autoridade superior ou especial.

Responsabilidade mútua – “ensinai-vos uns aos outros” (Cl 3.16).

Dons de ensino – alguns especializam-se (Ef 4.11-14), mas sem poder coercitivo pelo contrario virtude serviçal.

 

“Compare as Escrituras com as Escrituras. As falsas doutrinas, assim como as falsas testemunhas, não concordam entre si.” (William Gurnall)

 

Conclusão: o professor biblico aconselha, não impõe; convence, não coage. A autoridade final é a Escritura; o agente final é o Espírito (1 Jo 2.27). O homem apenas servo!

 

“Cristo é a chave que abre as portas douradas do templo da verdade divina.” (A. W. Pink)


4. Quando a espada sai da bainha

Hebreus 4.12: “Viva e eficaz, mais cortante que espada de dois gumes”.
Função 1: separar articulação e medula (auto-engano vs. sinceridade).
Função 2: expor os réprobos – não pessoas somente, mas sistemas (2 Co 10.5).

Exemplo prático:

A espada corta a “verdade alternativa” do pastor-autocrata que diz: “Aceite porque eu disse”.

A espada expõe a “humildade performática” do crente que diz: “Sou só pó”.


5. A batalha que não é nossa – mas também do Espirito da Verdade

Não lutamos para converter (Jo 6.37-39) nem para proteger a Palavra (ela se defende).
Lutamos para manter a Palavra inteira, inteiramente pregada, sem emenda de boa-maneira. Todos os conselhos de Deus, integridade espiritual, a sã doutrina que dá saúde espiritual e alimenta o redimido.

Armas inimigas: manipulação (sentimentalismo), difamação (rótulos: “fundamentalista”), intimidação (cancelamento).
Nossa única arma: a Palavra viva e eficaz – falada, vivida,proclamada e sofrida, se preciso.

A missão dos lideres da igreja é ensinar as Escrituras, de modo expositivo, temático e textual, com zelo e responsabilidade, sem pragmatismo e sem relativismo, tão somente a Palavra com o poder do Espirito Santo.


6. Passos de aplicação para hoje

Leia 1 Ts 2.13: “Recebestes não a palavra de homens, mas, como é realmente, a palavra de Deus”.

Avalie: Não há na fé  cristã bíblica lugar para influencers, coachers, psicólogos, magnatas da fé, maquiavélicos, pragmáticos, espiritualistas, dentro da fé cristã genuína, a Biblia é a espada a ser manejada, a palavra da verdade manejada com responsabilidade.

Comprometa-se:

Ensinar – ensinar alguém corretamente, somente um redimido que tem visão espiritual pode guiar uma alma, pois o oposto, quando um cego guia outro cego, os dois cairão no abismo.

Encorajar – enviar uma mensagem de edificação e aconselhamento, procurar uma congregação onde o líder esteja comprometido com a sã doutrina.


7. Conclusão: clareza que liberta – e pode doer para muitos

A mesma clareza que salva o simples desmonta o sábio.
A mesma espada que alivia o pecador arrependido condena o réprobo obstinado.

Portanto:

Nunca diminua a Palavra para agradar.

Nunca aumente sua voz acima dela.

Nunca guie ninguém além do texto.

Resultado: “Ainda que a vitória pertença ao Senhor, o privilégio da luta pertence aos Seus fieis seguidores.”

Amém

 

C. J. Jacinto

 

 

quarta-feira, 28 de maio de 2025

A Bíblia e os Incrédulos Arrogantes


 

 

Nos últimos anos, com a popularidade das redes sociais, venho me deparando com incrédulos que no capricho de uma cegueira espiritual, fazem criticas contra a Bíblia, esses personagens, arautos da incredulidade, se aproveitam da polêmica, para ganhar holofotes no disputado mundo midiático. Uma comédia e ver essa gente fazendo malabarismo verbal. Algo praticamente ridículo, fruto da arrogância de uma falsa intelectualidade. Usam a narrativa ao invés da análise, apenas para provar o quanto podem ser desonestos para poderem manter um engano

 

Esse artigo é curto, é um argumento evidenciado por fatos históricos que os incrédulos não podem negar, tendo em vista que esses apologistas do espírito do erro, nem sequer podem demonstrar com sinceridade tamanha influência das Escrituras no mundo intelectual. Fazem isso propositalmente, pois a verdade não lhes convém. Não quero perder meu tempo, adereçando uma argumentação para provar a vileza doentia dessa gente. Por esse motivo o artigo é breve, há muitas informações para quem deseja ser honesto consigo e com os outros, pesquisa exige tempo e labor, opinião e narrativas não!

 

Devo lembrar meus amados leitores que uma obra monumental de poesia épica como O Paraíso Perdido de John Milton, tem uma influência direta da Bíblia, assim como A Divina Comédia de Dante Alighieri, este ultimo, sob efeito cultural promoveu uma revolução no idioma italiano, assim como a publicação da versão King James produziu um impacto cultural de valor incalculável na língua inglesa. Do primeiro livro impresso com a invenção da imprensa com tipos móveis, Guttenberg imprimiu a bíblia, o primeiro livro impresso, suas edições restantes, valem bilhões. A revolução da imprensa não poderia começar com outro livro! O que devemos entender é que as opiniões de pseudo-intelectuais marginalizados no empoderamento da incredulidade não valem praticamente nada, diante de alguns grandes ilustres da ciência e da sabedoria; que ao contrário, creram na Bíblia e contribuíram muito para a humanidade.

 

Robert Boyle, o sábio e químico irlandês afirmou: “A Bíblia é como um sol e os demais livros religiosos como planetas, e recebem dela toda a luz”

 

O Magnífico poeta português Antônio Feliciano de Castilho colocou a bíblia como o livro preferido entre tantos outros que admirava.

 

Camilo Castelo Branco, outro grande sábio e pensador português, admitiram: “O evangelho responde às necessidades da nossa alma com o amor de Deus, doutro modo não se salvaria o mundo”

 

O magnífico e notável historiador escocês Thomas Carlyle afirmou: “A Bíblia é o único livro, no qual, durante milhares de anos, o espírito do homem encontra luz e sustento...”

 

Da mesma forma, Cesare Cantu, celebre historiador, pensador e político italiano afirmou; “A Bíblia é o livro de todos os séculos, de todos os povos e de todas as idades”

 

Charles Dickens, o famoso romancista inglês não teve opinião contraria a todos os que foram citados até aqui.

 

Denis Diderot, famosos filosofo Frances certa vez disse: “Lições melhores que as da bíblia, não posso ensinar a meus filhos”

 

Eça de Queiros famoso romancista português disse “A Bíblia é a grande lição e de grande consolação”

 

O Dr Fritz Kahn cientista alemão, afirmou: “Na Bíblia, regiões, plantas, animais e climas são de tal modo descritos que, da veracidade das mesmas, não pode ocorrer a menor dúvida”

 

Até mesmo o naturalista inglês Henry Huxley admitiu: “A Bíblia é a carta magna do pobre e oprimido. A Raça humana não está em posição de dispensá-la”

 

John Locke o filosofo e pensador inglês afirmou: “A Bíblia tem Deus por autor, a salvação por fim, e a verdade sem mistura alguma de erro, como conteúdo”

 

Isaac Newton, matemático, físico, astrônomo e filosofo inglês disse “Considero as Escrituras Sagradas a filosofia mais sublime”

 

Jean Jacques Russeau famosos filosofo Frances admitiu: “Eu vos confesso que a santidade do Evangelho é um argumento que me fala ao coração”

 

E o famoso Voltaire? Admitiu: “A Bíblia considerada apenas como objeto de curiosidade e literatura, é um dos mais valiosos monumentos da antiguidade, e parece haver sido a maravilha de todos os escritores orientais”

 

Eu poderia citar homens brilhantes em intelectualidade que discordo na teologia, como Francis Collins (Um dos responsáveis pelo Projeto Genoma) e C. S. Lewis (Ateu que se tornou Teísta), porém desejo citar grandes homens da ciência que criam na Bíblia e criam no Cristo histórico, entre eles, Robert Boyle, Antoine Lavoisier, Michael Faraday, James Clerke Maxwell, Ronald Fisher, Arthur Compton, Bernard Riemann, Charles Towne, Mary Anning, Willard Gibbs, Carl friederich Gauss, Charles Barkla, George Washington Carver. Ernest Walton, J. J. Thomas, Blaise Pascal, Werner Heisenberg, Nicholas Steno, Arthur Eddington, John Ambrose Fleming, Samuel Morse, etc. (1)

 

Conclusão: Narrativas são meras narrativas, e quem faz uso delas, torna-se um ridículo diante de qualquer um que tenha verdadeira inteligência e discernimento.

 

Bibliografia:

O Impacto da Biblia – Henrique de Queiroz Vieira – JUERP – 1975 (Neste livro consta as fontes das citações e declarações dos grandes e ilustres intelectuais citados neste artigo)

 

 

(1)     Para uma análise mais profunda sobre os inventos e descobertas desses grandes homens e ainda outros da ciência, leia o artigo no seguinte endereço:

 

https://www.famousscientists.org/great-scientists-christians/

Leitura recomendada:

E Disse Deus – A ciência confirma a autoridade da Bíblia – Dr Fari Abou-Rahme. Editora Sã Doutrina. Um excelente livro com ilustrações coloridas.

 

 

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