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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A FÉ BÍBLICA É UMA FÉ INABALÁVEL

 


 


C. J. Jacinto

 

 

Um dos trechos mais relevantes sobre a fé encontra-se em Hebreus, capítulo 11, especificamente nos versículos 1 a 3, onde lemos: "Ora, a fé é a certeza daquilo que se espera, a convicção daquilo que não se vê. Pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, percebemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o visível não foi feito do que é aparente." Este é um tema de grande importância, embora frequentemente mal interpretado. A compreensão do seu significado, tanto no contexto bíblico quanto em sua acepção original, nem sempre é clara. O propósito deste breve artigo é oferecer algumas reflexões sobre o assunto, motivado pelo desejo de edificar os cristãos e aprofundar sua compreensão da fé conforme revelada nas Escrituras. Que esta leitura possa ser uma fonte de bênçãos.

“É função da fé crer no que não vemos, e a recompensa da fé será ver o que cremos.”(Thomas Adams)

 O capítulo 11 da epístola aos Hebreus apresenta uma galeria de figuras notáveis pela sua fé, homens que enfrentaram inúmeras dificuldades e, apesar disso, permaneceram perseverantes, sem se deixarem abalar pelas provações a que foram submetidos. A consequência inerente a uma fé genuína reside na formação de um cristão inabalável, alicerçado em fundamentos sólidos e reais. As estruturas de sua crença, firmemente estabelecidas, resistem às adversidades, mantendo-se intactas e resilientes diante de crises ou provações. É fundamental compreender que a palavra "fé", em hebraico, possui uma conotação pragmática e, a meu ver, impactante, devido à sua significação no contexto do pensamento hebraico. Podemos observar claramente. A fé constitui o fundamento da justificação do cristão. No livro de Hebreus, conforme mencionado, o autor aborda a fé, afirmando que é impossível agradar a Deus sem ela. No contexto hebraico, frequentemente, o significado da fé é negligenciado, confundindo-a com crença. Como exemplo, na epístola de Tiago, a Escritura declara que os demônios creem, mas não possuem fé. A fé, no sentido bíblico, distingue-se da crença; crer em Deus é diferente de ter fé em Deus. É essencial discernir essa diferença para uma compreensão mais profunda.

A fé se mostra genuína quando é concretizada por meio de nossas ações. (Thomas Schereiner)

 No idioma hebraico, a palavra traduzida como "fé" possui um significado profundo e pessoal. Considero-o impactante, transcendendo a compreensão usual do termo. Em hebraico, essa palavra é "emunah", que se traduz como firmeza inabalável, confiança profunda ou, ainda, confiança fundamentada em uma experiência íntima com Deus. É uma confiança relacional, resultante da intimidade com o Senhor, acompanhada de um complemento prático.

 Portanto, a fé, no sentido bíblico, não deve ser confundida com crença. A crença pode prescindir de ação, enquanto a fé, segundo a Bíblia, exige ação. Há, portanto, uma diferença significativa de significado. A crença pode ser subjetiva, mas a fé é objetiva. Essa é a essência do conceito bíblico de fé, conforme podemos compreender através da perspectiva hebraica.
 Com base nos argumentos apresentados, reafirmo que a fé, conforme a perspectiva bíblica, não é uma atitude passiva. Contrariamente, a fé, tal como descrita nas Escrituras e na tradição hebraica, é inerentemente ativa.  Dessa forma, compreendemos, à luz do conceito de fé exposto em Hebreus, capítulo 11, que a fé genuína é transformadora, resultando em consequências significativas. A fé nos conduz a uma experiência profunda com Deus, fortalecendo nossas convicções e, por conseguinte, nos tornando resilientes diante das adversidades, uma vez que estas convicções derivam de realidades espirituais que satisfazem as anseios e expectativas do nosso coração.

“A fé está assentada no entendimento, assim como na vontade. Ela tem um olho para ver Cristo, assim como uma asa para voar até Cristo.” (Thomas Watson)

 Com base no ensinamento bíblico contido no Sermão da Montanha, Jesus aborda a questão do homem prudente, aquele que constrói sua casa sobre a rocha. Encontramos essa narrativa no capítulo 7 do livro de Mateus. Ao analisar o relato de Lucas, que também registra os ensinamentos de Jesus sobre o homem prudente, notamos que a construção sobre a rocha é precedida pela ação de cavar fundo. (Lucas 6:45 a 47) Nesse contexto, a fé inabalável é comparada a uma estrutura edificada sobre a rocha, mas que exige ir além da superfície.

 O princípio espiritual subjacente é claro: a fé verdadeira não se contenta com o superficial. A ação de cavar fundo, conforme descrito por Lucas, simboliza a busca por uma compreensão mais profunda, que transcende a superficialidade e estabelece um contato direto com a rocha. Portanto, todo aquele que genuinamente possui fé em Cristo estabelece uma relação íntima e profunda com Ele, tocando na rocha eterna, e assim, solidificando sua fé de forma inabalável. Consideremos agora a aplicação prática. Apresentarei exemplos das Escrituras, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, que demonstram como um indivíduo de fé genuína, caracterizado pelos princípios descritos em Hebreus 11, possui uma fé inabalável. Essa é a essência da fé cristã verdadeira. Ela difere da mera crença, que se limita ao consentimento intelectual. A fé, por outro lado, transcende a crença e se manifesta na vida espiritual, transformando o indivíduo de acordo com seus princípios. Apresentarei alguns exemplos específicos, extraídos das Escrituras, para ilustrar a natureza da fé genuína. Acredito que estes exemplos, embora concisos, serão suficientes para elucidar a compreensão da verdadeira fé conforme ensinada nas Escrituras.

Iniciaremos, portanto, uma breve análise da trajetória de José, o Egípcio (Leia Genesis 37 a 50). Consideremos sua vida, marcada por traições, rejeições e injustas acusações. Ele suportou a punição por um crime que não cometeu e enfrentou severas provações. Apesar de tudo, sua fé permaneceu inabalável, confiante na promessa divina. Sua vida, diante das adversidades, demonstra uma firmeza exemplar. Poderíamos, assim, descrever a fé de José como inabalável, pois ele logrou êxito em superar todas as provações, aflições e tribulações, mantendo-se firme mesmo diante de evidências contrárias às suas convicções. Ele transcendeu as crises e, por fim, triunfou em um sentido espiritual, mantendo-se fiel às promessas divinas, confiando em um Deus justo, soberano e verdadeiro. Essa fé o conduziu à vitória, culminando na experiência notável de ascender da condição de escravo, vendido por seus irmãos, ao trono, exercendo domínio sobre diversos povos.



Da mesma forma, podemos considerar a história de Jó. (Leia Jó 1 a 3) Jó era um homem que temia a Deus, íntegro e que se afastava do mal. Apesar disso, ele enfrentou um período de grande aflição. A profundidade de seu sofrimento é indescritível. Contudo, perante tais circunstâncias, ele não abandonou sua fé. Quando sua esposa, sua pessoa mais próxima, o incitou a amaldiçoar a Deus e morrer, ele simplesmente se ajoelhou e adorou a Deus.

 Dentre as figuras bíblicas, destaca-se Daniel, que, ameaçado de ser lançado na cova dos leões, manteve sua fé inabalável, preferindo a morte à negação de sua crença (Leia Daniel 6:1 a 28) O Senhor, contudo, interveio, livrando-o da boca dos leões. De igual modo, os três companheiros de Daniel recusaram-se a curvar-se diante da estátua erigida no campo de Dura, em adoração a Nabucodonosor.(Daniel 3:1 a 30) Apesar da ameaça de serem lançados em uma fornalha ardente, permaneceram firmes em sua fé, recusando-se a negar o Senhor. Esses exemplos ilustram a verdadeira fé, demonstrada pela disposição de enfrentar a morte. Os três amigos, lançados vivos na fornalha, escolheram a prova de sua fé, preferindo a provação à desobediência. Apesar de terem sido libertados milagrosamente, demonstraram estar preparados para o martírio.

Podemos notar também o ministério do profeta Jeremias (38:1 a 13) Ele foi desprezado e perseguido, mas, apesar das aflições e tribulações, permaneceu anunciando sua mensagem. Mesmo após ser lançado em um poço, manteve-se firme, convicto de que sua mensagem era a verdadeira, dada por Deus para advertir o povo sobre a iminente queda de Jerusalém. Embora sua mensagem fosse desagradável, Jeremias demonstrou coragem e, apesar de todo sofrimento, foi resoluto em seu ministério profético, pois possuía uma fé inabalável, independente das circunstâncias, mantendo-se fiel a Deus.

Analisemos um exemplo do Novo Testamento. Considero-o instrutivo e valioso para a meditação nas Escrituras Sagradas, especialmente no que concerne aos princípios de uma fé inabalável. Refiro-me à experiência de Paulo e Silas na prisão.  

 Após serem açoitados e lançados num cárcere interior, tiveram seus pés presos a troncos. Essa situação, de grande sofrimento e pressão psicológica, era devastadora. Contudo, em Atos, capítulo 16, lemos que, apesar das circunstâncias adversas, eles entoavam cânticos ao Senhor.

“Aqueles que mergulham no mar das aflições (Com Cristo) trazem perolas (Espirituais) raras (E preciosas) para cima” (Charles Spurgeon – As palavras entre colchetes são acréscimos feitas pelo autor deste artigo)

Evidencia-se, assim, a fé inabalável de Paulo e Silas, resultado de um profundo conhecimento do Senhor. A fé que possuíam era prática, com confiança profunda, isenta de superficialidade. Não se tratava de uma crença rasa, mas de um cristianismo profundo, assim como a fé desses heróis da fé que aqui mencionamos. Era uma fé firme e resoluta, que não dependia das circunstâncias, mas estava alicerçada em fundamentos eternos: as promessas de Deus e um relacionamento íntimo com Ele.

 Considero que os exemplos apresentados são suficientes. A epístola aos Hebreus, escrita no contexto da Igreja do Novo Testamento, que enfrentava severas perseguições tanto por judeus quanto pelo Império Romano, demonstra a importância do ensino da perseverança dos crentes, mesmo diante do martírio. Essa fé, baseada em realidades espirituais, pode nos conduzir a experiências profundas com Deus, permitindo-nos permanecer firmes e convictos, mesmo em meio a adversidades. Nossa estabilidade reside em Cristo, que é a nossa base. Acreditamos na fé que foi entregue aos santos, uma fé bíblica e verdadeira, pela qual cremos em Cristo como nosso Senhor e Salvador, cientes de que enfrentaremos perseguições e aflições neste mundo. Contudo, perseveraremos, conforme Paulo expressou em sua carta aos Filipenses: "Porque, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro."

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Normas Para o Progresso Espiritual





"A Vida cristã é um crescimento em direção a vontade de Deus, qualquer sentido oposto a isso, é decadencia"

O crescimento espiritual é uma evidencia fundamental  do novo nascimento, não pode existir uma nova criatura em Cristo (II Coríntios 5:17) sem um crescimento espiritual evidente, pois é o Senhor Deus Todo Poderoso que nos dá através da graça e do poder do Espírito Santo, a possibilidade desse crescimento (I Coríntios 3:7). Desde tempos remotos, o crescimento espiritual é uma marca distinta dos justificados, Salomão ensinou que a vereda dos justos é como a luz da aurora que brilha mais e mais até ser dia perfeito (Provérbios 4:18). Uma vez que o cristão é aquele que segue os passos de Cristo (I Pedro 2:21) a bíblia testifica que Cristo crescia em graça e sabedoria (Lucas 2:52), segue a norma, o cristão sábio ouvirá sobre os princípios e todo o conselho de Deus (Atos 20:27) “O Sábio ouvirá e crescerá em conhecimento”(Provérbios 1:7) eis porque é de suma importância que um cristão procure se congregar em uma igreja onde se pregue toda a bíblia, exorte,  admoeste, ensine, corrija, oriente e aconselhe, pois de outra forma não obterá alimento solido, mas leite falsificado. Trata-se de uma decisão vital unir-se á uma igreja bíblica, esta é a norma para não recorrer na sentença de errar por não conhecer as escrituras (Mateus 22:29) lembre-se da advertência de Salomão: “Os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Provérbios 1:7). O cristão verdadeiro segue sempre as ordens de Pedro, desejar e procurar o leite racional não falsificado (Leia I Pedro 2:2) que possamos atentar para as coisas que promovem nosso crescimento espiritual, que o Senhor ilumine o nosso coração para  compreendermos tão sublime verdade “Porque tu acencederás a minha candeia, e o Senhor meu Deus iluminará as minhas trevas”(Salmos 18:28)
O crescimento espiritual tem um centro onde convergem todas as coisas sagradas: o próprio Senhor Jesus Cristo. João Batista, na sua vida orientada por princípios espirituais elevados assim procedeu: “è necessário que ELE cresça e eu diminua” (João 3:30) sem a diminuição do próprio eu, não poderemos seguir no crescimento da fé, pois Paulo ensina que o propósito do crescimento espiritual é para viver para a glória de Deus “Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas, glória pois a ele eternamente amém”(Romanos 11:36) Todo o crescimento precisa ter o foco a glória do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, todo o crescimento que envolve mais o homem e menos a Cristo é falso,  “Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15)
O crescimento espiritual tem uma regra básica, ouvir e praticar a palavra de Deus (Tiago 1:22) de nada adiante ter conhecimento sem pratica, a bíblia é um livro objetivo, o homem prudente, disse Jesus, que coloca os fundamentos sobre a rocha, é aquele que ouve a Palavra de Deus e as pratica (Mateus 7:24) É quando ouvimos a palavra de Deus em sermões expositivos e doutrinários, quando estudamos com dedicação as Escrituras que realmente receberemos uma  lavagem “Purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”(Efésios 5:26) Jamais devemos tentar servir ao Senhor na vaidade de nossa mente (Efésios 5:17) mas “somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo” (Filipenses 1:27)

"A Vida cristã tem o proposito de nos colocar mais perto da cruz para nos separar completamente da vida de pecado"

O crescimento espiritual exige uma determinação firme, Paulo disse que deveria se esquecer das coisas que para trás ficam, para seguir o caminho da plenitude cristã  “prossigo para o alvo, pelo premio as soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3:14) Isso implica a perda de coisas fúteis para a aquisição de conhecimento espiritual e pratico de valor incalculável (Veja o exemplo de Paulo em Filipenses 3:8) O progresso cristão é uma soma de valores novos e eternos  e uma perda de coisas temporárias, que não atribuem a nós nenhum beneficio eterno, em outra parte Paulo fala sobre esse processo de forma mais profunda “Purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito aperfeiçoando a santificação no poder de Deus (II Coríntios 7:1) assim entendemos que o processo de crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (II Pedro 3:18) requer a morte de nosso egoísmo e o surgimento de virtudes que florescem no terreno santificado da humildade. Assim a vida espiritual tem três movimentos distintos: 1) retrocesso (Lucas 9:62)  2) Estabilidade (Hebreus 13:8) e 3) Progresso (I Tessalonicenses 4:1).  A estabilidade é a vida edificada sobre a rocha que pode suportar o acréscimo de mais elementos, ou seja, só a estabilidade espiritual pode das condições de crescimento espiritual, a produção de virtudes novas e a frutificação espiritual. Veja que em I Pedro 1: 5 a 11 existem esses acréscimos de virtudes após virtudes. Assim entremos no próximo nível:
O crescimento espiritual tem um processo muitas vezes doloroso, em sua segunda carta aos tessalonicenses Paulo declara: “A vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com outros”( II Tessalonicenses 1:3) Como esse crescimento espiritual se processa? O próprio contexto responde a isso, suportando as dificuldades com paciência, perseguições aflições, padecimentos e tribulações (Veja I Tessalonicenses 1:4,5,6)  O justo em Salmos 1:3 é comparado a arvore plantada junto a ribeiro de águas. Uma arvore é uma planta que processa crescimento “Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por ultimo o grão cheio da espiga” (Marcos 4:28) assim o crescimento espiritual alcance seu propósito final numa vida que glorifica a Deus através dos frutos que produz: Fé, amor, gozo, paz , longanimidade, bondade, benignidade, mansidão e temperança (Gálatas 5:22). Muitas vezes isso requer um custo muito alto “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”(João 12:24) Assim, voltemos a declaração de João Batista que anunciou a diminuição de si mesmo para que Cristo viesse a crescer na sua vida (João 3:30)  Somos chamados a crescer e frutificar, o fruto é aquela parte da arvore que só traz beneficio aos outros, a arvore não pode se alimentar de seu próprio fruto, não usufrui da doçura e do sabor dos frutos que ela mesma produz, são os outros que receberão dos benefícios da frutificação. A verdadeira vida espiritual fruto do crescimento sadio não promove o próprio cristão aos patamares do sucesso mundano, os frutos verdadeiros serão bênçãos com propriedades espiritualmente nutritivas para abençoar o nosso próximo e os irmãos na fé, e assim viveremos para a glória de Deus e não para a satisfação egoísta de receber gloria dos homens. “estai em mim e eu em vós” disse Jesus (João 15:4) Se você cresce e frutifica, entendera o processo da dor, aflições e padecimentos que precisa enfrentar,  pois Cristo, o Senhor assim fará “Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto ainda”(João 15:2) Assim entendemos que o processo de limpeza segue o caminho da purificação moral e espiritual, e Cristo fará isso em nós, como disse certo pregador puritano: “ É melhor ser podado para crescer, do que ser cortado para queimar”. 

"Quanto mais um homem cresce em santidade, mais ele tende a diminuir-se por causa da humildade que não pode operar a parte da autentica santidade"

Amém


Clavio J. Jacinto



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Uma fé Sustentada por Fatos


A esperança cristã está baseada em fatos, o fato do Cristo histórico que nasceu no espaço e no tempo, o fato de que o Novo Testamento, apesar de desde o Imperador Domiciano sofrer duros ataques, dos inimigos da cruz de Cristo, ainda continua sendo um documento histórico cheio de verdades. O fato da ressurreição de Cristo, agente transformador de muitas vidas desde os primórdios até hoje, fato que atesta a veracidade da mensagem cristã do triunfo de Cristo sobre a morte. A esperança cristã pode sofrer duros ataques, mas que documento antigo tem mais evidencias em manuscritos do que a Bíblia s agrada? Em tal ordem foi o tempo favorável, que mesmo seus primeiros inimigos contribuíram para  a evidencia a seu favor. Milhares de escritores já no primeiro e segundo século descreveram a verdade sobre os fatos bíblicos, outros argumentara desfavoravelmente, provando que era um fato a existência em potencial d fé cristã e a convicção concreta dos seguidores de Cristo, que em meio as duras provas e perseguições, insistiram na veracidade da mensagem cristã. Não! nenhum movimento espiritual passou pela prova de sobrevivência como a Bíblia, o Cristianismo e o povo Judeu. Sejamos coerentes, e estudamos todos os fatos sobre esse assunto. Você acha que os ateus passariam pelas duras provas de fogo que passaram os cristãos para sustentarem suas convicções. Muito fácil é expor ideais e ideologias sob a plataforma de uma universidade cheia de uma incrédulos. Muito fácil expor as ideias e as convicções sob o pretexto de uma boa sabedoria sem contudo passar pelo teste de fogo da fidelidade das convicções. Nós cristãos temos fatos históricos, nem o tempo e nem os inimigos conseguiram remove-los, estamos em pé, mesmo diante das dificuldades e dos duros ataques, desde que os verdadeiros cristãos sofrem as duras adversidades do confrontos dos inimigos da cruz de Cristo, sejam eles representado uma falsa religião ou a filosofia da incredulidade, porém a igreja e seus santos permanecem em pé, seguros dos fatos históricos, vigilantes em um mundo sem Deus, porque diante das verdades fundamentais do evangelho, alimentam a grande esperança de que Cristo retornará triunfante, então o mundo perdido e condenado reconhecerá o senhorio de Cristo, porque escrito está que toda língua confessará e todo joelho se dobrará, reconhecendo que Cristo é o Senhor.

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A FÉ DO HOMEM REGENERADO

A fé não uma força que pode estar sob nosso controle, e que pode ser usada para satisfazer a nossa vontade pessoal, na pior das hipóteses, não é uma força espiritual que pode mover as mãos de Deus favoravelmente em prol de nossos desejos. Também não é uma força de ação, um poder que emana de nossa vontade para criar uma realidade como se fossemos pequenos deuses.  Segundo alguns teólogos e defensores carismáticos, a fé é exatamente isso: uma força poderosa, tangível e condutora. Mas isso é um erro, um erro grave, uma distorção de uma doutrina central das escrituras. O justo viverá por fé (Romanos 1:17) e sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6) A fé não é um pensamento positivo, não é uma força de vontade capaz de tecer a teia do destino humano, nem tampouco é um otimismo capaz de pavimentar o caminho de nossas realizações. A fé  também não é uma força da nossa vontade, capaz de materializar os nossos mais profundos desejos, não é uma palavra de ordem que comanda um “deus” serviçal utilitarista, que está pronto a ouvir as ordens humanas. Tal fé conduz o homem para outro evangelho, pois cria uma falsa divindade.  A fé não é isso. Qualquer pessoa que lhe ensine isso, como se fosse fé, é um falso mestre.  A fé é uma confiança plena na misericórdia e  na soberania de Deus, é confiar no Senhor, numa entrega incondicional aos seus cuidados. Fé é acreditar que “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito” (Romanos 8:28). Fé é prostrar-se diante de um Deus bondoso, entregar nossas suplicas e petições e dizer “Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”(Mateus 6:10) A definição clara da fé é “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem, porque por elas os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados; de maneira que aquilo que se vê não Foi feito do que é aparente”(Hebreus 11:1 a 3) Abraão é nosso pai na fé, porque ele creu contra toda a evidencia, sabendo que a providencia divina era favorável a sua confiança sincera. Isso é fé. Paulo declarou que viver é Cristo e morrer é ganho (Filipenses 1:21) porque ele acreditava piamente que a nossa pátria está nos céus (Filipenses 3:20) Para termos verdadeira fé, precisamos também ter paciência (Apocalipse 13:10) porque muitas vezes o Senhor prova nossa confiança como fez com Abraão. O fim da verdadeira fé não é a aquisição de bens, conquistas pessoais ou de impérios pessoais, mas sim a experiência  da nossa salvação (I Pedro 1:9) Assim entendemos que se o foco da nossa fé são nossos caprichos, desejos e sonhos pessoais, se a fé que temos é para a nossa  satisfação egoísta, se a nossa fé não está centralizada em Cristo e na sua obra suprema e perfeita, nossa fé é vã, é enferma, é uma falsa fé. “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé (I Coríntios 15:14) A fé tem seu auge quando confiamos na obra redentora de Cristo, a fé é a satisfação plena do homem piedoso, que mesmo passando por duras provas, tem a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas. A fé é uma confiança na graça divina, o caminho da gratidão que nos conduz ao ato sagrado de agradecer a Deus por tudo o que recebemos dele, sem qualquer mérito da nossa parte. Essa é a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 1:3)


Clavio J. Jacinto

terça-feira, 25 de julho de 2017

Definindo a Verdadeira Fé

A fé verdadeira não repousa sobre nossos sentidos e emoções, pois se trata de uma fé espiritual, que vem do profundo do coração redimido e piedoso,é uma fé verdadeira porque não repousa sobre as coisas passageiras, mas sobre a infinita providencia de um DEUS vivo e misericordioso. Precisamos entender isso, pois hoje, muitos pregadores falsos, estão promovendo pensamento positivo como se fosse fé, outros ainda estão promovendo a fé como se fosse uma força que pudesse fazer com que todas as coisas no universo se ajustem aos nossos desejos, inclusive o poder de Deus. A fé segundo o que podemos concluir de um estudo minucioso de Hebreus 11 é uma confiança absoluta no amor, na misericórdia e na providencia de Deus, sem se importar com os questionamentos egoístas da parte humana. Em Hebreus 11, a fé é a luz que determina o fato de que Deus é soberano em qualquer circunstancia, não importa qual seja a vontade humana, contando que a vontade de Deus sempre é a melhor escolha a aceitar.

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 30 de maio de 2017

A Definição da Fé

A fé não é uma força metafisica, não é um pensamento positivo, não é uma poder mistico. A fé é uma confiança pura na providencia de um Deus amoroso e verdadeiro (Clavio J. Jacinto)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

A Ressurreição de Cristo é Uma Crença Fundamental Para o Cristão?



O mundo lutou durante séculos para desacreditar a ressurreição de Cristo, atualmente a linha de batalha mudou para a historicidade de Cristo. Seria cômico se não fosse trágico, mas nesses últimos tempos, uma negação do Jesus histórico vem crescendo, é a nova moda da incredulidade sofisticada.  Ma
 A ressurreição de Cristo é um dos fundamentos da fé cristã, Paulo gasta praticamente todo o capitulo 15 de I Coríntios sobre o assunto da ressurreição de Cristo e a ressurreição dos mortos. Cristo, sendo a primícia desse fenômeno, também é a garantia dessa bem aventurança. Assim como nascemos e morremos, também ressuscitaremos. Essa é uma das bases do evangelho; a ressurreição dos mortos.
Cristo ressuscitou! Os evangelhos como documentos históricos confirmam isso. O s cristãos primitivos repetem essa mensagem, e morrem por ela. Bem cedo já falam sobre esse fato. Se fosse uma mentira, a oposição teria desmascarado de forma simples. Mas ao invés de contradizer ou desmascarar, se fosse um mito apenas. A arma que os opositores usaram foram a tentativa de silenciar os cristãos, por morte ou por perseguição. Isso é um fato incontestável. Se a igreja nos primeiros anos da sua existência enfrentou toda sorte de duras perseguições e persistiu nessa convicção, tal voz soa muito mais alto do que qualquer incrédulo que tente fazer apologia contra esse fato,  no conforto de um auditório, para ganhar fama, aplausos e vender seu discurso.

Grandes teólogos e homens de elevado senso intelectual falam sobre a verdade da ressurreição: Pinchas Lapide, teólogo e historiador judeu declara: “Eu acredito na ressurreição do domingo de páscoa, não como uma invenção da comunidade dos discípulos, mas como um evento histórico” O apologeta Willian Lane Graig afirma: “ A hipótese da ressurreição passa por todos os critérios padrão histórico por ser a melhor resposta” Outro pesquisador e historiador, N. T Wrigth Afirmou: “ E por isso, como um historiador, eu posso explicar o surgimento do cristianismo primitivo a não ser que Cristo tenha ressuscitado.” E  Dalle Allison também declara: “A melhor explicação histórica é que Jesus foi de fato corporalmente ressuscitado” Assim vimos como a ressurreição é um fato aceitável por muitos acadêmicos. A ressurreição de Cristo é uma base fundamental onde se alicerça toda a esperança da vida cristã.

CLAVIO JUVENAL JACINTO

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