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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A ARTE DE TRANSFORMAR AS AMARGURAS DA VIDA EM DOÇURA ESPIRITUAL





“Porque grande amargura tem me dado o Senhor” (Rute 1:20)

Às Vezes precisamos clamar; “estive em grande amargura, tu porem amorosamente abraçaste a minha alma”(Isaias 38:17) Homens amados por Deus sofrem dores e amarguras. A  carne de Estevão rasgou-se perante Seus  algozes.  Homens piedosos como João Batista, padeceram a morte prematura de forma horrível.  Paulo ouviu do Senhor a realidade da fé cristã “Te mostrarei o quanto deves padecer pelo meu nome”(Atos 9:16). Já sofri bastante na vida, o choro e a dor é algo constante no ser humano, e o cristão não está fora dessa realidade. A historia do homem é uma historia de sofrimentos, o drama da redenção também é. A dor é um mistério, uma escola e uma bigorna, onde a alma piedosa recebe os golpes para tornar-se mais preparada para a eternidade. É a dor que nos torna humano, esse é um fato  que faz com que os seres criados fiquem subordinados a realidade do pecado.  A dor portanto, pode ser aliviada quando compartilhada. Quando levamos as cargas uns dos outros e quando choramos com os que choram, então seremos mais humanos e teremos mais forças para suportar nossos próprios lamentos. É na assistência ao sofrimento alheio que podemos oferecer um pouco de orvalho de consolação, para que as rosas do amor possam se sobressair acima dos espinhos que são permanentes. Viktor Frankl afirmou “O homem que se levanta acima de sua dor, para ajudar o seu semelhante, transcende ao humano”. Frankl foi testemunha dos horrores dos campos de extermínios dos nazistas durante a segunda guerra mundial. Frankl viu pessoas emergirem do mais intenso sofrimento, almas lapidadas pela dor violenta, transpondo os mais terríveis obstáculos e saindo de situações que pareciam impossíveis.  Tias mostraram ao mundo pós guerra que o heroísmo se alcança na resistência ao sofrimento através de um motivo que os leve a crer que a vida vale a pena.
 O sofrimento é um enigma, parece que existe para ser sentido e não explicado, os filósofos divergem acerca do entendimento sobre este assunto, os teólogos não conseguem colocar um ponto final sobre a questão. Sabemos que o ápice da questão da dor humana, se encontra no Calvário e mais precisamente se encontrou em Cristo. Nem mesmo o drama da redenção escapou das garras da dor. Creio definitivamente que não se pode ter uma margem de entendimento real fora da cruz, a encarnação de Cristo, o Deus que se fez homem, sua morte na cruz e sua posterior ressurreição é a luz mais intensa que brilha encima da obscuridade da dor humana. Cristo é despedaçado emocionalmente pela dor da cruz. Seu rosto se rasga fisicamente nela, mas desse desespero vem a redenção, o fim do sofrimento humano começa com o sofrimento do Filho de Deus. Na violência contra a bondade do Messias, na desumanização da vergonha da cruz, ali na agonia do Calvário, o tempo torna-se o cálice onde a amarga dor de Cristo produz a doçura do perdão que vem pela graça de Deus. Isso é um tanto escandaloso para a filosofia que perdura sorvendo o cálice do hedonismo, isso é uma afronta para uma religião que se sustenta dos méritos humanos, isso é um insulto para a lógica viciada no orgulho, é inexplicável aos intelectuais presos na mecânica de uma vida fechada dentro de um universo fatalista. A cruz brutal, violenta e profana, prende o Filho de Deus e consome a vitalidade do Cordeiro, e como a semente que na tumba da terra rasgada pelo arado, entrega as forças da germinação, para que da morte possa surgir a vida possante, como de uma pequena semente que reduzida num jazigo, recebendo o orvalho que é derramado do cálice da noite, faz eclodir um carvalho que cresce em vigor e avança como se quisesse encontrar-se com as estrelas. Assim, Cristo morre, para dar a sua vida em resgate de muitos. Na horrenda cruz, no Calvário tenebroso,  morreu o Filho de Deus, e quando encerra as comportas do sofrimento, em gemidos e num brado “está consumado!” abre os portais da mais bela primavera espiritual, aquela em que desabrocham todas as flores da misericórdia divina. Por isso, da dor humana Cristo dá aos homens a salvação divina. Esse é o caminho transcendental da dor. E na eternidade, os redimidos entenderão o papel do sofrimento na sua totalidade. Um certo teólogo certa vez escreveu “Seja que preço for, é preciso que Deus fique satisfeito” essa é a alma do sacrifício de Cristo na cruz.  Porque a justiça divina ficou satisfeita com a obra vicária de Cristo na cruz. 
Pela cruz, na intensa amargura, Cristo nos dá a doçura da graça divina, e por ela vem o perdão dos nossos pecados. Aqui está o poder de Deus em ação, pela bendita misericórdia, Deus toma o sofrimento vicário de Seu Filho, e então aceita como substituição. O Santo morrendo pelos pecadores. Isso é radical, Deus em Cristo reconciliando homens pecadores, e a benção da salvação vem através das dores mais intensas que Cristo teve que suportar por nós na cruz. Mas ainda nos deparamos com ações de homens que por Cristo suportam a dor e pelo evangelho resistem com paciência ás aflições que muitas das vezes assolam o coração humano. Com Cristo, aprendemos a transcender a dor e fazer com que brote o mel da esperança ao invés das lagrimas da rebelião contra nós mesmos e contra Deus.  Ficar no caminho da sensatez, na hora em que as aflições nos remetem o desespero é um modo simples de viver em sabedoria, quando as circunstancias nos convida a vivermos a loucura, mas a insensatez não convém aos santos. Acho que foi Corrie Teen Boom quem disse: “olhe ao seu redor e verás as aflições, olhe para dentro de si e  ficarás deprimido, olhe para Cristo e encontras descanso”. Temos um refugio, Cristo está conosco no caminho da aflição. Há uma fonte de consolo em Jesus Cristo o Senhor, mesmo nas dificuldades mais intensas, quando os espinhos das aflições perfuram a nossa alma, encontramos no Senhor uma plenitude de descanso, pois Ele é nosso refugio.
As vezes encontramos as flores desabrochando nos lugares mais extremos como no cume dos montes, outras vezes encontramos os lírios desabrochando nos pântanos. Muitas vezes, quando feridas, as flores não choram, mas liberam perfumes. Tal é a nossa posição em Cristo, como a cruz, na dor violenta, foi liberado o refrigério da reconciliação, a condenação de Cristo nos deu a justificação. Isso foi possível porque a dor de Cristo é a causa de todas as nossas bênçãos, pelas suas pisaduras fomos sarados, pela sua morte nos deu a vida, pelo seu desespero a nossa redenção foi consumada, do sofrimento do Senhor, brotou a doçura da regeneração, de um juízo tão amargo, Cristo nos dá a paz.  Noemi passou por esse dilema da dor, perdeu seu amado esposo, seus filhos, volta para seu povo carregando um fardo de amarguras, e ela desabafa “Grande amargura tem me dado o Todo Poderoso”, mas por trás daquele cenário de noite escura, despontava o sol da justiça. A estrada de lagrimas de Noemi era a estrada da redenção. Na sua noite, as farpas dilaceravam o coração, todavia o alvorecer trazia a redenção. Diz certo hino que “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação”. Deus permite que a terra da alma seja arada pelas laminas do sofrimento, para produzir os mais sublimes testemunhos de Sua misericórdia. Muitas vezes tudo parece desaba a  nossa volta. A dor chega como uma espada afiada. Mas o sofrimento é uma janela pelo qual enxergamos a essência do mundo sem Deus. E quem resiste ao sofrimento por amor a Deus sai transformado para compreender realidades ainda maiores. Cristo ensinou “No mundo tereis aflições” (João 16:33). Mas a semente da fé deve ser jogada nos sulcos abertos pela dor, elas devem ser regadas constantemente por nossas orações.  Na dor que suportamos e na dor que devemos ajudar outros suportarem, colocaremos a humanidade mais perto de Cristo, assim como Ele esteve mais perto dos homens quando se tornou um homem de dores. Disse o sábio Salomão que para a alma faminta o amargo é doce, isso se dá pela compreensão da providencia divina. Em meio as turbulências da vida, Jó adorou e Paulo e Silas cantaram. Há um caminho mais elevado, o caminho da confiança em Deus, e ainda que a noite se prolongue sobre nossa vida, ainda que tudo pareça tão escuro a nossa volta, a aurora da consumação de todas as coisas resplandecerá. O fulgor da glória de Deus iluminará a nossa face, PIS se com Ele padecemos, com Ele também reinaremos.
Homens de pequena fé temem a tempestade (Mateus 8:26) todavia o Senhor diz “Tem bom animo”(Mateus 9:2 e 22).  A questão da dor pode ser complexa, o sofrimento pode ser um mistério de difícil compreensão quando ela está relacionada com a fé cristã. Os teólogos têm lutado intelectualmente para tentar provar que existe compatibilidade entre o sofrimento e a bondade de Deus. Acho que é pela doutrina da cruz que entendemos a mensagem do sofrimento. Quando Deus quis dar uma resposta a dor humana, ela envia seu Filho para morrer por nós.  A redenção e a justiça de Deus são fatos conectados ao sacrifício vicário da cruz de Cristo. Quando nosso coração está mais intimo de Cristo e quando compreendemos mais profundamente a mensagem da cruz e a obra da cruz, mais teremos forças para suportamos as tempestades da vida. Não há como encarar a dor do homem com uma teologia coerente sem estudar e entender a profundidade da obra da cruz. Nossa sociedade e a igreja contemporânea estão alheia ao entendimento da dor porque ela também está alheia ao entendimento da doutrina da cruz de Cristo. A mensagem da cruz é o começo para o longo trajeto da compreensão da fé cristã e as aflições que acompanham os seguidores de Cristo até a consumação de todas as coisas.  Quanto mais um homem ama os prazeres da vida mais sofre, quanto mais ama a Cristo mais suporta o sofrimento.  A pequena fé traz temor as coisas passageiras e nos torna indiferente a felicidade eterna, uma grande fé nos capacita a confrontar as dores do mundo presente por convicções de que há em Cristo, um mundo vindouro melhor. É através dessa visão madura da fé cristã, que as dores e as aflições lapidam a glória do salvo, isso é transformar a amargura presente em doçuras celestiais. Há para o homem piedoso um manancial de consolações em Cristo, assim como um tesouro de lições espirituais na encarnação do Verbo e nas dores que suportou, quando ali na cruz padeceu as dores mais extremas, suportou a mais infame de todas as vergonhas, ali mesmo Cristo nos deu também o real valor das aflições, porque através delas, veio a realidade da expiação vicaria. Quanto mais estudamos a mensagem da cruz, maus aceitaremos as aflições da vida, como uma lição que nos torna mais espirituais. Amem  (Clavio J. Jacinto)

sábado, 13 de janeiro de 2018

O CAOS DA VIDA PERDIDA


Agora homem, quando em densa noite te encontras
Nas ilusões, feres tua esperança desgastada
Buscando em vãs veredas, uma vazia alegria
Mas que na mais terrível dor da tenra frieza
Acabas bebendo dos fluidos das mais temíveis  tristezas
Que embriaga a alma em sonhos baldios
Onde o velório todo o dia consome os mortos
Tu que busca um pedaço de vida além
Gasta toda essa vida com vícios e desalentos
Desconstruíndo os seculos em teus momentos
Numa fuga da luz que aponta a deslealdade
Tua alma faminta pede muito pão
Mas deste a ela, pobre e dilacerada, o pó
Prazeres que foram moídos em poluída mó
Asquerosos caminhos são teus vãos destinos
Como uma pedra bruta sem joalheiro
Quem dera-te comprar a eternidade com teu dinheiro
Mas pobre és quase sem tudo e nada
Nos subúrbios de uma vida passageira e devassa
Repousas no ninho e relento sem teto
Precisas com urgência de tão terna graça
Daquela que em prantos, o orgulho faz a discórdia
Não queres aceitar, mas tu mesmo perecerás
Se de Deus bondoso não aceitares toda a misericórdia.

Clavio J. Jacinto


sábado, 22 de abril de 2017

O que Significa ser Cheio do Espirito Santo?



Meu primeiro contato com a fé cristã deu-se em meio ao movimento pentecostal, até então fui ensinado e de que ser cheio do Espírito Santo era falar em línguas ou ter experiências de êxtases ou coisas sobrenaturais. De fato vi muitas coisas estranhas que eram atribuídas á uma pessoa cheia do Espírito Santo. Realmente encontramos nas escrituras, em Atos 2, que os que estavam no cenáculo, receberam um enchimento espiritual, mas creio que não havia nada que pudesse ser comparado á movimentos humanos descontrolados ou a qualquer tipo de frenesi. A atribuição de que estariam bêbados foi dada por um incrédulo, como uma espécie de zombaria e nada mais. Em Atos 1:8 Cristo mesmo da a promessa de que os cristãos receberiam o poder. Mas o versículo já define o propósito do recebimento do poder, era para que os seguidores de Cristo fossem testemunhas.  (No grego: mártir) por isso entendemos pelo contexto, que o poder espiritual de um enchimento do Espírito Santo era para capacitar os seguidores de Cristo a pregarem o evangelho a todas as nações com ousadia e muita coragem, ao ponto de ousarem enfrentar o próprio martírio por causa da fé cristã. E de fato isso ocorre na igreja de forma muito clara, após o acontecimento de Atos 2.
Ser cheio do espírito Santo não é outra coisa senão estar cheio de poder de ser corajoso para testemunhar de Cristo. Hoje, muitos do que se dizem ser “cheios do Espírito Santo” ao invés de não terem vergonha de proclamar a fé cristã autentica, são na verdade uma vergonha para o evangelho, vivendo uma vida mundana, hipócrita, cheia de desequilíbrios emocionais. O movimento avivalista moderno tem sido promotor de divisões confusão e muitos desvios doutrinários, além de se envolverem em muito de corrupção e escândalos de ordem moral.
Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio da presença de Deus (Lucas 1:67) ser Cheio do Espírito Santo é ser guiado pela verdade e para a verdade (João 16;:13) O espírito Santo guia o cristão a estar próximo de Cristo e a ter um relacionamento profundo com Ele (João 14:6)
Ser cheio do espírito não é andar na carnalidade e no mundanismo como descreve os primeiros versículo de Romanos 8. Mas acima de ter tudo é ter o interior transformado de tal forma, e guiado pelo Espírito Eterno, ao ponto da pessoa estar cheia das virtudes de Cristo (Romanos 8:29) Pois a meta do cristão é crescer até chegar a ter a medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4:17)
Outro sinal claro de uma pessoa que é cheia do Espírito Santo é que ele frutifica, segundo as normas da lei espiritual, tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Então o cristão da presença do Consolador, frutifica conforme Gálatas 5:16 a 25)

Sendo Santo, o Espírito do Senhor nos conduz a uma vida ordem e decência, prudência e sabedoria nos dão discernimento e nos capacita a viver uma vida de maturidade espiritual. Quanto mais uma pessoa é cheia do espírito Santo, mais ela é emocionalmente organizada. Um dos atributos do Espírito de Cristo é organizar e ordenar o que parece estar desordenado, como vimos nos primeiros versículos de Genesis 1. Hoje são atribuídos coisas ao Espírito Santo, que são contrarias ao seu caráter. Porém aquele que é cheio da presença de deus é capacidade a viver dignamente, em prudência e santidade em toda  amaneira de viver, e a guarda o mistério da fé em uma consciência pura (I Timóteo 3:9)

Clavio Juvenal Jacinto

quinta-feira, 9 de março de 2017

O Culto que Agrada a DEUS (Apostila Completa)




I – A expressão espiritual do culto

O culto é a expressão máxima da adoração, desde que o homem esteja ciente de que foi criado para adorá-la, e que desempenhe este papel com consciência e responsabilidade, estará exercendo um culto de alto nível. O primeiro culto registrado nas escrituras, foi um culto pessoal, de sacrifício e gratidão, esse culto começou com Abel. De forma simples, porém com uma profundidade de amor, Abel oferece das primícias de suas ovelhas. Era um culto racional, onde o centro do desejo era agradar a Deus unicamente e não a si mesmo. Como a maioria está longe desse padrão. Desde então, a marca do culto verdadeiro tem tido como ingrediente o sacrifício, e talvez muitos não percebesse que essa marca, digo do sacrifício, desde o começo tem sido a regra, e nunca foi anulada, ainda que na Nova Aliança. Paulo escreveu: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”(Romanos 12:1)
Quando Paulo fala que todo o nosso corpo deve ser apresentado como um sacrifício vivo, significa que o corpo com todos os seus atributos e faculdades, emocionais, racionais e espirituais estejam completamente voltados para a adoração e o louvor. Como em um martírio, o homem santo  fiel, se entrega completamente a morte por amor ao Senhor, no culto racional e verdadeiro, o adorador se entrega incondicionalmente ao exercício de suas faculdades e sentimentos, para amar a Deus e adora-lo na sua beleza e na sua santidade.
Vimos como essa é uma atitude radical, o sacrifício sempre foi parte do culto, ainda que nos tempos mais primitivos, esse era o principio. Na perspectiva cristã, o culto está centralizado no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29) chamamos isso de culto cristocentrico, porque também entendemos que Cristo é o mediador e o caminho até a presença do Pai. (João 14:6). No culto, presta-se sincera reverencia e respeito, assim como se manifesta o mais puro temor ao Senhor, chamo esse temor de reverencia sagrada e de um sagrado respeito. Não se trata de medo, mas de reverencia sacra devido a elevada santidade dos pormenores do verdadeiro culto. Nunca podemos em hipótese alguma diminuir o eterno valor de um culto ou considerá-lo como uma reunião qualquer, sempre tive a convicção que o ambiente do culto  deve ser considerado como uma atmosfera celestial, logo em seguida, um ambiente que deve ter igual teor é o lar do cristão. Se o lar não for um pedacinho do céu na terra, o culto não será um uma extensão da piedade familiar.
Como na antiga aliança o animal para o sacrifício deveria ser perfeito, isso indicava que era simbolicamente um animal  puro, assim também somos chamados a relacionarmos com Deus com um coração puro (Salmos 15:1 a 5 com Mateus 5:8). Creio que um dos aspectos normais do cristão seria sempre cultuar a Deus com um coração puro. Como isso pode ocorrer? Somente com contrição e arrependimento. Se confessarmos nossas faltas e nossas culpas, Ele nos perdoará. O sangue de Cristo tem poder purificador quando há verdadeiro arrependimento e confissão.  Assim, cada vez que irmãos se reunirem para o ato de adoração, quando há um propósito de uma assembleia de irmãos se reunirem ara cultuar e adorar a Deus, deve haver um quebrantamento, arrependimento e confissão de pecados e isso deve ser feito de maneira pessoal ou conjunta, antes do inicio de qualquer atividade sacra congregacional. O Senhor está pronto para ouvir nossa confissão e perdoar nossas falhas e pecados. Não vimos isso hoje, muitos ditos cristãos modernos, não andam por sendas antigas. Buscam o entretenimento ou coisas egoístas. Na vida espiritual, não importa a nossa satisfação pessoal, a questão é sempre buscar com que Deus esteja satisfeito com a nossa devoção.

II – Aspectos pessoais no culto

 Como um sacrifício vivo, o homem integral, adorador, deve ter todo o seu voltado para a o serviço de adoração. Sua pessoa deve estar completamente concentrada nesse aspecto. Seu coração deve estar completamente voltado para a adoração consciente. A reverencia ao lugar sagrado da reunião deve ser um critério indispensável.  Nada menos do que isso. Essa exigência deve ser rigorosa consigo mesmo, pois dificilmente temos controle sobre outras pessoas, e de fato nem devemos ter. Como estamos lidando com um assunto espiritual e santo, temos que ser exemplo de piedade e reverencia no culto, e assim nosso modelo pode ser exemplo. O fato é que o culto deve ter uma atmosfera espiritual muito elevada, então a reverencia e o temor devem ser aspectos comuns durante a reunião. Portanto aqui está a questão. A roupa que vestimos, o comportamento reverente, o coração preparado, a oração que precede o inicio de uma reunião, a atenção voltada para todos os aspectos do culto, a reverencia atenciosa para a Palavra de Deus,  o cantar com alegria intensa, o louvor que deve vir do profundo do nosso coração. Ora, as escrituras ensinam que devemos guardar o mistério da fé em uma consciência pura (II Timóteo 3:9) Esse mistério precioso é base fundamental da nossa espiritualidade. Fé e amor constituem-se lâmpadas que acendem a nossa devoção e alumiam o caminho do nosso testemunho.

III- Aspectos espirituais do Louvor

Cantar é abrir o caminho da alma para a contemplação. Mas pra quem a igreja moderna está cantando? Uma das mais terríveis blasfêmias ocorre hoje em muitos cultos, quando a glória de Deus é roubada por homens que tornaram “astros” e ocupam um lugar central nas reuniões.  A influencia do humanismo e da psicologia tem devastado a adoração cristã, e os hinos tornaram-se antropocêntricos, homens cantando para homens. Resumem-se dessa forma muitas das atividades que envolvem o “louvor moderno”. Cantores que cantam musica comercial e emocional feita para pessoas com enfermidades espirituais crônicas. Assim o triunfalismo brota das letras que são dirigidas na primeira pessoa no singular, aos ouvintes que desejam derramar todas as tristezas e aflições por uma válvula de escape, e a musica tem um poder enorme de contribuir para a realização de tal fenômeno psicológico. Eis porque os hinos modernos fazem tanto sucesso e efeito na vida das pessoas, sem, contudo realizar na realidade o que prometem. Mas pelo simples fato de que uma reunião pode fazer alguém chorar de emoção, por sentir que a música toca no seu problema, e que por uma ilusão religiosa pensa que Deus está falando com ele através do hino cantando, surte um efeito tremendo! Mas lembre-se isso não é adoração! Isso não é louvor a Deus! Nunca foi e nunca será. Isso nada mais é do que musica feita de homens para homens. Podem essas musicas serem bonitas, podem ser emocionantes, podem fazer sucesso, arrancar choros e aplausos, mas será apenas musica humanizada e nada mais.  Cânticos que exaltam o homem são flamas de fogo estranho em falsos cultos. Não há nisso qualquer teor de verdadeira espiritualidade. Deve ser evitado a todo o custo. Trata-se da corrupção do louvor, tal coisa deve ser evitada nas reuniões. Nunca devemos aceitar musicas que foram feitas de modo a achar que nos somos o centro da reunião.  O verdadeiro louvor não é alguém cantar pra mim ou para um grupo de pessoas reunidas, louvor é cantar abrindo um caminho para a adoração coletiva, ou seja cantar louvando a Deus e levar a igreja a percorrer o mesmo caminho de adoração e contemplação. Isso é verdadeiro louvor!
III – Aspectos morais dos adoradores
 Como um ambiente santo o culto não é um lugar de fofocas, murmurações e anormalidades, mas um lugar de ordem e decência. Nesse caso, no comportamento particular de cada cristão, deve haver uma santa reverencia nas atitudes, pois se o ambiente é sagrado, então essa sacralidade deve se manifestar a partir do nosso comportamento. As palavras, as atitudes, o comportamento, o modo de vestir-se e a atenção devem ser plenos.  Existe uma ordem moral que deve ser estabelecida no culto, porém isso não significa que não se possa manifestar alegria, em hipótese alguma, mas a alegria produzida por uma comunhão com o Senhor e uma satisfação de saciedade espiritual e fraternal com outros irmãos. Por isso, em ambiente santo, não se faz uso de gestos obsceno e palavras torpes. Nesses aspectos morais incluem nossa conduta reta perante o Senhor, ainda que com a alegria de servir e adorar a Deus, um culto nunca pode ser desordenado, mas bem ordenado, bem administrado. A ordem do culto é um reflexo da influencia do Espírito Santo, veja que em Genesis 1 o Espírito do Senhor pairava sobre o caos, para que a ordem e a organização das coisas criadas fossem uma realidade consequente do agir do Senhor. A igreja de Corinto parecia ser uma igreja com sérios problemas de ordem e conduta, por causa da carnalidade e do carismatismo desordenado. Foram repreendidos por Paulo! Havia desordem, num palavra mais simples, era um culto bagunçado, onde a desordem reinava.  Longe de tal coisa, o culto santo é organizado e ordenado, onde as pessoas devem ficar cada uma em s eu devido lugar. Sempre ensinei que onde há confusão, ali não está o Espírito de Cristo. Onde há desordem, Deus não pode prover de bênçãos. As coisas divinas são organizadas e o culto não foge dessa regra.
IV- Aspectos espirituais do culto.
O fundamento básico de um culto é: a adoração e a pregação expositiva das escrituras. Com relação à adoração, isso inclui a musica sacra, hinos congregacionais onde cada cristão devem participar com toda intensidade de um amor sincero, a oração e o espírito de reverencia e atenção ao culto. Com relação à Palavra de Deus, essa deve ocupar um lugar especial, pois os conselhos do Senhor precisam ser proclamados, os fundamentos da sã doutrina devem ser estabelecidos de forma clara e poderosa. Uma vez que as escrituras ensinam que a verdadeira igreja é a coluna e firmeza da verdade (I Timóteo 3:15) deve ela promover a palavra que santifica. Disse Jesus: “santifica os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17:17).  A palavra de Deus é de maravilhosa importância, deve ser amada, e todo o verdadeiro cristão preza por ela, e deve ser exigente com relação a isso. Sim, digo que um cristão verdadeiro, ama sermões bíblicos, e procura sempre buscar ouvir tais sermões. Ele ama os mandamentos e vai defender sempre a sã doutrina. O fundamento espiritual do culto é fazer com que Deus seja exaltado em todos os momentos, quer seja nos cânticos, nas orações, na comunhão ou na exposição das Escrituras.

V – Amando com um amor verdadeiro

É o amor verdadeiro que nos conduzirá aos sentimentos mais profundos com relação a Cristo, pois ele mesmo ensinou que devemos amar a Deus de todo nosso coração, alma e pensamento (Mateus 22:37) isso é muito profundo, porém é uma exigência fundamental. Eu creio que raramente alguém alcança esse padrão em um culto ou na sua vida de piedade diária. Mas aqui está algo pelo qual precisamos pensar; nosso amor realmente é intenso? É radical nosso sentimento pelo Senhor? Não estou perguntando se você ama os hinos ou a pregação, a questão aqui é relacionada a uma pessoa, ao próprio Deus que é o nosso Pai. Sendo Ele o nosso Pai eterno, significa que há um relacionamento intimo cuja força é o mover do nosso profundo amor pelo Senhor. Nesse mundo encontramos o amor radical entre os fanáticos pelo futebol, pelas riquezas, por bens materiais, por artistas de cinema, há na idolatria um amor cego que corresponde ao mais extremo amor doentio por coisas erradas, o que se constitui em um tremendo pecado. Mas se o radicalismo fanático é tão normal entre os idolatras, porque esse amor não é comum entre os cristãos? N            ao temos motivos suficiente para amarmos ao Senhor, se ele amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para morrer na cruz pelos nossos pecados. Que grande amor! O amor que leva ao sacrifício mais extremo, o amor que leva ao infinito do sentimento mais verdadeiro, um amor que conduz o próprio Deus a agir de maneira extremamente radical, mas infelizmente não estamos correspondendo a esse amor.
VI – Aspectos do culto conservador
 Um culto conservador é um culto sacro, cujo centro é Cristo e o papel da igreja é adorar e aprender e o papel do pregador são unicamente pregar a palavra e ensinar as escrituras de forma clara e eficiente.  No culto conservador, a eficiência do Espírito Santo é tudo o que precisamos e a importância da palavra deve ocupar um lugar de suma importância. Não existe espaço para fogo estranho, não há espaço para formas errôneas de espiritualidade corrupta, como pensamento positivo, metafísica, entretenimento, teatro, shows musicais, teorias psicológicas e tantas inovações que quebram a unidade sacra de um culto que é a proclamação da Palavra e a adoração cristocentrica.
A-     Só a Ele darás culto. (Mateus 4:10) na tentação, o diabo queria que Cristo se prostrasse em santo respeito e devoção ao inimigo. Às vezes nós somos o próprio inimigo. Muitas pessoas querem ser o centro da reunião. Querem tomar a gloria para si, essa tendência é universal entre os homens.
B-      Santo sereis, porque eu , o Senhor  vosso Deus, sou santo (Levitico 19;1) Aqui está a questão essencial da vida de piedade. A santidade é uma exigência do Senhor, e Ele quer que sejamos idênticos a Ele. Há uma máxima que diz que nos tornamos semelhante àquilo que amamos então isso deve ser verdadeiro com relação a nossa vida espiritual quando amamos ao Senhor e o adoramos em Espírito e em Verdade. Separados e santificados, consagrados a parte para amar ao Senhor com todas as faculdades da nossa alma.
C-      Pela fé Abel ofereceu melhor sacrifício do que Caim (Hebreus 11:4) não era uma questão de disputa, mas de amor sincero. Não que houvesse uma grande competição entre Caim e Abel, mas era uma questão de amor e coração. Caim viu o culto e o sacrifício de modo superficial, o valor era sem muita importância, a qualidade era comum, não havia algo de suma importância na sua devoção, então ele deu o que estava no seu coração ao seu modo, superficial, sem amor ardente, sem paixão incandescente. Abel deu do seu rebanho, o que havia de melhor, era intenso seu amor, fervorosa sua piedade, radical no afeto, tinha uma paixão incandescente e por isso apresentou um sacrifício superior. Qual caminho da sua devoção, o de Caim ou o de Abel? Ambos apresentaram sacrifícios e culto, ambos tinham altares. Mas havia uma diferença na essência da espiritualidade. É importante que avaliemos nossas motivações, nosso amor, nossa qualidade de vida espiritual, é importante que avaliemos a qualidade de nosso sacrifício, que avaliemos nossa conduta cristã. A qualidade de nosso culto pessoal, a intensidade de nossa devoção, o fervor de nosso amor. Só assim poderemos descobrir se estamos ou não longe do caminho de Caim. Este teve um culto rejeitado, um sacrifício rejeitado, uma devoção superficial,  uma espiritualidade abaixo da medida dos padrões exigidos pelo Senhor. Em outras palavras: Foi rejeitado por Deus. Assim vimos que a excelência, a qualidade superior, a devoção mais elevada, o amor mais intenso, estava com Abel e não com Caim (Veja Genesis 4: 2 a 5) Assim vimos como de modo negativo, Caim perpetuou um caminho em que muitos religiosos superficiais e pseudo-adoradores ainda continuam a trilhar, Judas fala sobre o caminho de Caim (Judas 1:11) Verdadeiros cristãos nunca devem trilhar esse caminho rejeitado por Deus. Por isso mesmo, você deve amar a Deus de verdade, de todo o coração, alma e pensamento, deve dar o melhor de si, seu temor, sua reverencia, seu afeto, sua contemplação, sua adoração, sua devoção, sua atenção etc.

VI – A santa humildade

Se há uma virtude que deve ser cultivada no coração de um adorador é a humildade, pois quem é humilde se humilha, confessa, reconhece as próprias falhas e limitações, e sabe que precisa ser dependente de Deus. A humildade nos conduz aos caminhos da dependência de Deus, nos conduz aos caminhos da misericórdia do Senhor. Não somos merecedores de seu amor e da sua graça benevolente, mas mesmo assim, ele nos amou e enviou seu Filho para morrer por nós. Na humildade sentimos nossas fraquezas, mesmo assim corremos aos pés de cristo. Essa é a ordem das Escrituras: “humilhai-vos” (Tiago 4:10) vivemos dias em que os homens se exaltam, possuem uma sede devoradora de aplausos e fama, mas somos chamados para a humilhação diante do Senhor. Talvez isso não soe muito bem numa geração escravizada por teorias psicológicas, fala-se hoje muito sobre autoestima, mas na vida cristã, Deus é que deve ser intensamente estimado, e o homem para receber os benefícios e as bênçãos do Senhor, deve se humilhar perante Ele, para receber os benefícios de suas ricas bênçãos, Não tema o quebrantamento, o Senhor habita e contempla um homem de coração quebrantado, o Senhor ajuda e abençoa aqueles que se humilham perante a Sua Santíssima presença.  Há promessas de bênçãos ao povo santo que ora e humilha-se (II Crônicas 7:14)



Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ergue-te Para Viver de Verdade

Aquele que ergue a sua vida
Pelos degraus da dignidade
Contempla o rosto puro da justiça
E não teme viver

Aquele que ergue sua existência
Pelos degraus da doce humildade
Saberá contemplar o belo
E será galardoado pela inspiração 
De viver.

Mas todavia, aquele que também
Ergue o seu ser
Pelos degraus do amor sincero
Contemplará a alvura da vida
e descansará nos segredos 
Da mais terna felicidade


Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Os Degraus da Transformação e o Apice da Vida Cristã

Jesus anunciou: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." O conhecimento é o primeiro degrau, dessa libertação. Pelas Escrituras conhecemos a verdade em todos os sentidos, moral e espiritual, e com esse conhecimento vem a revelação. O segundo degrau é a revelação, que vem pelo conhecimento das Escrituras. Nesse degrau, conhecemos o plano da salvação em Cristo Jesus Nosso Senhor. Por esse degrau também vem a consciência da existência de DEUS e da sua justiça, seus atributos e sua soberania. A salvação em Cristo o Senhor, é a luz da revelação. Não haverá plenitude de sabedoria fora dessa questão tão crucial. Toda a sabedoria fora dessa visão é vã. Assim prosseguimos para o terceiro degrau: após o conhecimento e a revelação vem a fé, pois através da fé, nossa visão muda completamente. As Escrituras ensinam que sem fé é impossível agradar a DEUS. A fé é pois a essência da espiritualidade cristã, depois do conhecimento e da revelação, somos conduzidos a esse estagio: a fé. Pela fé passamos a confiar em DEUS, consagrando-nos e entregando-nos incondicionalmente a ELE. Com a fé, a obra da cruz torna-se uma realidade imutável para nós. Essa fé é funcional, porque abrange todas as áreas da nossa vida. Depois da fé, temos outro degrau, que é o degrau da experiencia espiritual. Se alguém está em Cristo passa a ser nova criatura. E dentro dessa nova criação que vem por intermédio da regeneração, passamos a usufruir de bençãos, como paz com DEUS e sentido de existência.  Porém sem chegarmos antes, ao conhecimento, a revelação e a fé, não podemos ter experienciaria cristã desenvolvida em nós. A experiencia nos leva por sendas de intimidade com DEUS. A nossa plenitude espiritual começa a ganhar forma, pois a verdadeira espiritualidade começa a ser real, e então chegaremos ao ultimo estagio que é a transformação. A transformação espiritual é um processo divino em nós. O Espirito Santo quer formar Cristo em nós. é o desejo de DEUS PAI que sejamos semelhantes ao seu Eterno Filho. Depois desses cincos degraus então vem o ápice final: A glorificação, este é o estagio final do salvo, a consumação da redenção. Cada redimido será como Cristo,o Senhor, em sua natureza ressurreta (Filipenses 3:20 e 21) e assim estaremos para sempre com o Senhor.



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A Bendita Esperança


Assim com o é, o veremos(I Joao 2:3)

Há uma esperança maravilhosa na vida de um cristão genuino. Embora passamos por tantas aflições no tempo presente, estamos a caminho para a glorificação e para plenitude de uma existencia. Esse processo, lento e muitas vezes tão dificil segundo as persepctivas humanas, é um caminho mui excelente. Haverá um dia em que as coisas corruptiveis terão passado, haverá uma nova ordem de coisas, um novo céu e uma nova terra, um dia, a criação não mais vai gemer, mas contemplar. Haverá uma eternidade sem lagrimas, um tempo de primavera eterna e luz infinita. Muitas das vezes padecemos nesse seculo presente, as adversidades, as dificuldades e tantas coisas nos afligem. Ainda vivemos na dimensão do corruptivel, todo o univeso sofre o declinio do desgaste, da entropia. Porém, as coisas não terminam com o desgaste, há uma eternidade de glória alem da obscuridade das aflições, assim como existe uma aurora depois da meia noite. Para o tempo presente, a espera, a apaciencia e o alimentar de nossa esperança, de forma constante, é um ato necessario, fumdamental. Mas a promessa de vermos Cristo, tal como Ele é, glorificado, nos fortalece de forma tão maravilhosa! o contemplar do eterno redentor, do bendito Salvador, será algo infinitamente maravilhoso, e isso preencherá o nosso coração de jubilo tal como nenhum mortal jamais pode experimentar aqui. Nossa carne corruptivel não está preparada para tal coisa! Somente um corpo transformado, terá capacidade de experimentar o gozo inefavel das coisas celestes. Nosso corpo atual não aguentaria a gloria das coisas celestiais. Estejamos firmes nas promessas divinas, aguardamos com entusiasmo santo o porvir, pois que o que prometeu que vem, virá, não tardará, pois a  hora desse mundo está chegando, na meia noite do fim dos tempos, que a nossa esperança seja iluminada pela verdadeira fé, assim aguardaremos a bendita esperança, A VINDA DE NOSSO SENHOR E SALAVADOR JESUS CRISTO

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Porto da Vida


Viajamos em um mar de sentimentos e saudades
Um infinito eterno onde entra a plenitude do amor
Tudo dentro de um coração que fortalece e se fere
Num mundo de dentro, onde os sorrisos desabrocham

Vivemos um universo de estrelas e choros
Um eterno infinito de memórias e lembranças
Tudo dentro de uma alma que canta e geme
Numa odisseia de viver a vida aqui neste mundo

E quando fomos embora daqui, o que será?
Tudo isso isso se apaga ou se acende com mais fulgor?
Uma alma tão cheia, é terreno fértil para esperança
Porque sem a fé, é impossível suportar a dor e a alegria

Quando o tempo da partida chega, de improviso ou não
Apenas temos uma bagagem intrépida e  tão serena
Como o orvalho que se mistura com a luz das estrelas
Quando a doçura da infância que se mistura com a velhice

Quem dera-me suportar os fardos de minhas palavras
Num consolo de hinos suaves aos ponteiros do relógio
Poetizar ao tempo e declamar aos fortes ventos do norte
Chegar tão louco de saudade, ao meu porto da minha alma

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Campos e Planicies

Campos e Planicies

Vou por esses campos minados de relvas
Espadas que cortam minha alma
Nessas planícies me escondo
Como o sol se esconde por trás dos montes
Sou breve e bravo soldado
Na batalha da vida
Defendendo as flores da compaixão
Chorando as dores do faz de conta
Num caminho tão fértil
Onde os gemidos nascem das fontes
As dores nascem das palavras
violência dos Atos mais vis
Vou por esses campos e planícies
Sem perder a direção das estrelas
Porque quando a terra e seus homens
Me desampararem
Do céu blindado das estrelas
Vem meu consolo eterno

Clávio J. Jacinto


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Verdadeiro Avivamento

Avivamento é um retorno a vida espiritual autentica, uma passagem do natural para o espiritual, do profano para o consagrado, do mundano para o santificado, do egoismo para a rendição total a Deus, é uma entrada para a esfera da total submissão a Deus. Uma disposição apaixonada de Carregar a cruz que Cristo dá, um amor extremamente zeloso pelos mandamentos,Avivamento não produz confusão, mas transformação de vidas. O que acontece hoje na nossa nossa nação não é um avivamento. (Clavio J. Jacinto)

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