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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Identificação do Salvo Com a Cruz e Com a Ressurreição de Cristo

 

A Identificação do Salvo Com a Cruz e Com a Ressurreição de Cristo

 


C. J. Jacinto

 

No livro de Gálatas, capítulo 2, versículo 14, encontra-se uma declaração de Paulo que merece profunda reflexão. Nesse trecho, ele afirma que, percebendo a conduta inadequada em relação à verdade do Evangelho, agiu com firmeza. Essa declaração de Paulo, inserida em um contexto que aborda a distinção entre o Evangelho genuíno e outras propostas, enfatiza a proclamação da cruz e a justificação pela fé como elementos centrais do verdadeiro Evangelho. Paulo destaca, ainda, o poder transformador da graça divina na regeneração de cada indivíduo que ouve e responde ao Evangelho. Observa-se que um princípio fundamental no discurso paulino na Epístola aos Gálatas reside na sua própria autoapresentação, estabelecendo-se como alicerce da genuína experiência da regeneração. Essa experiência, que envolve a comunhão com Cristo e a identificação com Ele, não se apresenta de maneira superficialmente atrativa aos ouvidos de judeus e gregos. Paulo enfatiza, primordialmente, a experiência da crucificação e, em outras epístolas, também a experiência de ser sepultado com Cristo. Algo praticamente distante da filosofia grega e da pratica da vida religiosa judaica.  Paulo declara em Gálatas capítulo dois versículo vinte: “já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo na carne vivo pela fé do filho de Deus o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. A noção de morrer com Cristo é proeminente nas epístolas de Paulo e reflete sua vivência espiritual. Integrante da jornada espiritual de Paulo, a experiência de morrer com Cristo se manifesta não apenas na morte, mas também no sepultamento com Ele. Essa compreensão é evidente em Gálatas 2:20, e também em Gálatas 5:24, Gálatas 6:14, Romanos 6:8 e Colossenses 2:20, com a menção ao sepultamento com Cristo também. Encontramos essa ideia em Romanos 6:4 e Colossenses 2:12. A experiência de Paulo, ao trilhar o caminho da cruz, permite-lhe vivenciar as glórias do Evangelho e desfrutar da esperança da vida eterna. Não se engane, essa também deve ser a experiência de cada cristão bíblico.

 Ao proferir esta declaração de fé significativa, Paulo se aprofunda em uma íntima relação com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Contudo, sua jornada espiritual não se inicia com a ressurreição, nem com a identificação com a ressurreição de Jesus. Ele se identifica primeiramente com a crucificação e, subseqüentemente, com o sepultamento. Somente através desse processo ele pode vivenciar a plenitude que se manifesta nas declarações de fé, consideradas essenciais e que representam o ápice da teologia paulina, conforme exposto na profundidade experiencial e gloriosa do capítulo 8 de Romanos.

 A passagem de Gálatas 2:20 permanece fundamental na compreensão da experiência cristã. Assim como Paulo, somos chamados a compartilhar da crucificação de Cristo, nossa identificação com a morte de Cristo é o caminho da nosa identificação na Sua ressurreição. Somente então Cristo viverá em nós, e não mais nós mesmos. A vida que agora vivemos na carne, vivemos pela fé no Filho de Deus, que nos amou e se entregou por nós. Essa é uma experiência profunda e espiritual, inerente à jornada cristã. O crente autêntico é marcado pelas características de Cristo em sua própria vida, de modo que o viver seja Cristo. Essa transformação deve ser a característica distintiva, o testemunho de nossa fé. Em Paulo, observamos não apenas uma teologia cristocêntrica, mas também uma experiência de vida centrada em Cristo de forma permanente, isso é o que significa exercitar-se em piedade. A vida de Cristo, Sua obra e a vivência em comunhão com Ele são temas recorrentes em todas as suas epístolas, permeando toda a sua reflexão teológica. Essa teologia paulina atinge, inclusive, um ponto culminante. Em Efésios, capítulo 1, versículo 10, percebemos que a totalidade da experiência espiritual encontra sua razão de ser em Cristo. Para Paulo, existe um único caminho, e ele o percorre integralmente. Esse não é um caminho simplista; é um caminho de identificação com Cristo, não apenas com o Cristo ressuscitado, mas também com a cruz, instrumento de Sua morte. A cruz, que ceifou a vida de Jesus, é a mesma que deve extinguir o ego, o orgulho e a arrogância, não só na vida de Paulo, mas também na vida de cada cristão. Só a cruz nos leva para dentro daquele movimento cósmico que na economia divina, nos leva para uma plenitude atemporal que se processa e terá uma culminância em Cristo.

 Não fomos chamados para viver sob a lei, mas para morrer para ela. Essa é a questão central, a dinâmica fundamental do Evangelho e da Carta aos Gálatas: nossa existência deve ser orientada por Cristo, e não pela lei. Na cruz, recebemos uma nova identidade, uma nova vida espiritual a ser desfrutada e vivida. Essa vida implica no processo da crucificação e do sepultamento. Experimentamos, então, a presença de Cristo ressurreto, a fim de vivermos para Ele, e não para a lei, pois Cristo, através de sua vida redentora, cumpriu a lei por nós. Nossa justificação, portanto, é alcançada pela obediência e morte de Cristo na cruz do Calvário.  Freqüentemente, a abordagem comum sobre a obra de Jesus Cristo na cruz enfatiza, de maneira proeminente, sua morte sacrificial, Cristo é nosso substituto penal, mas Ele também é o substituto de cada cristão no que tange o cumprimento da lei, Cristo cumpriu totalmente a lei e a identificação nossa com o cumpridor da lei que é o Senhor, garante que o processo da justificação seja completo, garantido e perfeito. Contudo, o apóstolo Paulo apresenta uma perspectiva mais abrangente. A cruz de Cristo não se limita à sua morte, essencial para a redenção da humanidade. Ela também exerce um impacto transformador sobre nós, sobre a nossa existência. Aquela mesma cruz que crucificou Cristo deve moldar a nossa identidade. "Fui crucificado com Cristo". Caso essa experiência espiritual não seja vivenciada, a autenticidade da nossa regeneração e conversão pode ser questionada. Portanto, é crucial compreender nossa identificação com a morte de Cristo na cruz, conforme Paulo expõe em Gálatas 2:20.
 Perceba que todo este processo representa uma profunda transformação espiritual. No livro de Romanos, capítulo 6, versículo 4, o apóstolo Paulo também faz uma declaração relevante a este tema: "Para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida". Essa experiência de morte assemelha-se à semente que, lançada à terra, morre para germinar. Da mesma forma, na vida cristã, aquele que passa pelo processo de regeneração mergulha na morte de Cristo na cruz, estabelecendo uma identificação com Ele. Desse processo emerge uma nova vida, um novo nascimento, de modo que a pessoa é transformada por Cristo, através da redenção. Contudo, essa redenção não opera sem a morte. Foi necessário que Cristo morresse por todos os nossos pecados. O autor de Hebreus afirma que, sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados. Assim, a vida espiritual que provém do Espírito Santo, por meio do novo nascimento, só é possível mediante esse processo de morte e identificação com a cruz e com a morte de Cristo. Paulo compreendeu plenamente a dinâmica dessa redenção, expressando-a em sua declaração: "Estou crucificado com Cristo; já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". O amado leitor também pode professar esta fé hoje. Infelizmente, a mensagem da cruz nem sempre é popular, e a experiência de Paulo raramente é vivenciada pelos cristãos. Na verdade, pouco se aborda este assunto nos púlpitos contemporâneos. Contudo, aqui reside a essência, a raiz espiritual da qual emerge toda a árvore teológica da redenção, da salvação e da vida eterna.

 

quinta-feira, 16 de maio de 2024

A Cruz e a Morte de Cristo

 

A morte de Cristo oferece um absoluto negociável: A salvação vem através dEla, e aqueles que creem, devem antes de tudo que a expiação na cruz foi um ato necessário para que pudéssemos ser perdoados de nossos pecados.

 

A Cruz de Cristo nos oferece uma morte para nosso passado em Adão, é uma remoção por expiação e substituição para todas aquelas coisas originadas  na natureza caída, para que o homem possa ser elevado novamente ao seu estado de comunhão com Deus.

 

C. J. JACINTO

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Realidade Espiritual Pela Redenção


A realidade pelo qual repousa a redenção é a obra consumada e perfeita de Jesus Cristo, através do sangue da nova aliança, nos é garantida duas bênçãos gloriosas, a primeira e o perdão dos nossos pecados e a segunda é a transformação do nosso coração. Através de redenção somos reconciliados com Deus, o sangue de Cristo tem efeito purificador nos lugares celestiais, assim somos justificados mediante aquilo que Cristo fez por nós, e isso é  aceito no céu pelo próprio Deus Pai e a partir da regeneração, tornamo-nos nova criatura, ou seja ganhamos um novo coração, uma nova natureza, e isso ocorre aqui na terra. Pois que também a cruz e a morte da cruz foi algo real aqui neste mundo, mas segundo o livro de Hebreus teve um efeito de durabilidade eterna no céu. O céu e o coração do novo convertido estarão unidos para sempre sob o poder bendito da nova aliança em Cristo Jesus.


Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A DOR E REDENÇÃO


Quando o verbo se fez carne e veio cheio de graça e verdade, para os que eram o povo dileto, ainda que não o recebesse, Ele continuou sua jornada no mundo. O brado do Batista ecoa entre as multidões “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essa era a regra, sofrer como um cordeiro mudo, ser pisado e abrir em sua carne as feridas que nos saram, pois pelas suas pisaduras fomos sarados. A violência da cruz é uma ofensa silenciosa, Cristo suporta ao custo do derramamento de cada gota de sangue, o sangue da nova aliança que é derramado por muitos. A seqüência desses espinhos vem desde sua mais tenra idade, um corpo preparado, uma vida preparada para ser derramada, pois sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. A grande luta seria o momento crucial, onde o cálice de todas as amarguras precisava ser sorvido, o fel das abominações humanas estava transbordando, e num mundo de nevoas um tanto obscuras envolvia aquela noite no Getsemani, e Cristo estava lá. Orava com ânsias do prefacio de todos os sofrimentos, dirigindo palavras ao Pai “Afasta de mim esse cálice” porque nela estava o asco de nossos pecados, o fel de nossas ofensas e o veneno de nossas transgressões. Sim, as Escrituras dão um bom testemunho que Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós. Ainda mais testificam que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. E nesse mundo de tantas dores, Cristo entra nesse universo de duras provações. É um mergulho na lama das nossas lagrimas, uma fatia de todas as nossas transgressões já bebe na manjedoura, quando a sujeira do mundo e a escuridão de uma noite sem lâmpadas, simplifica a condição das trevas espirituais em que o homem se encontra. Nada foi por acaso, a noite e a rejeição dos abastados, e a vindo ao mundo numa descida aos lugares mais tenebrosos da terra, morada de violência, ali vem o Cordeiro santo, revestido em um bebe indefeso que vai chorar diante das calamidades humanas, isso me faz lembrar uma frase de William Shekespeare: “Choramos ao nascer, porque chegamos a esse imenso cenário de dementes” Sim o salário do pecado é a morte, e ele toma dessa miserável sentença sobre si, toma as nossas dores, e carrega sobre si a nossa condenação.  Fez-se maldição por nós, essa colossal descida para esse mundo, apenas revela o quanto a misericórdia pode ir mais longe, como a graça pode contribuir para que sejamos justificados sem merecermos. Nada nos resta senão crer, agradecer,adorar e nos prostrar diante de um Deus tão bom. Pois não poupou seu único Filho, mas por nós pecadores, entregou. Um pregador que aprecio, tentou expressar esses fatos de uma forma clara, desde então tenho meditado sobre o fato de que as palavras humanas são muito limitadas para expressar o que Deus em Cristo fez pela obra redentora da cruz:“Um Deus que sofre a dor, injustiça e a morte por nós, é um Deus digno de nossa adoração. Em um mundo de tantas dores e opressões, como poderíamos dar nossa maior fidelidade a alguém que fosse imune a tudo isso? Este é um Deus que sabe como são as tempestades porque ele veio ao mundo e mergulhou direto nas nossas  maiores  dores e sofrimentos. Por causa dessa auto-substituição, podemos ter vida” (Tim Keller- Tradução livre C. J. Jacinto)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Cristo em Vós: A Redenção Consumada e Aplicada

Geralmente a maior parte das pessoas que professam a fé cristã, precisam detectar varias falhas estruturais comum á uma vida sem engajamento espiritual. É correto permitir que depois de confiar completamente em Cristo como eficiente e suficiente Salvador, em seguida como nova criatura que foi criada em verdadeira justiça e santidade, passe a viver na práxis, a vida cristã em todas as áreas da vida. Ao homem verdadeiramente regenerado, não convêm a hipocrisia e outras deformações de caráter, pois o Espirito Santo vai produzir nele, o fruto com todas as suas associações espirituais comum aos que nasceram de novo. Quase sempre ficamos na tendencia do que devemos fazer depois da conversão, mas a base pelo qual repousa a visão espiritual de um regenerado é o que o Espirito Santo vai fazer em mim e por mim, depois da conversão. Aqui está a questão, pois um  homem pode experimentar uma conversão psicologia e aderir a uma reforma social, sem contudo viver a verdadeira fé cristã, porque na verdade nunca nasceu de novo. A transformação espiritual é algo que parte do Espirito divino e não por nossos méritos e esforços pessoais, a obra da regeneração é divina porque começa em Deus e é Ele quem deve efetuar em nós o querer e o realizar. Isso não significa que perdemos a personalidade e a volição, mas que estaremos dentro da vontade de divina, sob sua influencia e debaixo de seu comando e poder. Lembre-se das palavras de Paulo: "Se alguem está em Cristo" (II Corintios 5:17) isso é dentro da realidade que é Cristo, dentro da influencia poderosa do Salvador, dentro das realidades supremas da redenção. Essa é a grande certeza da vida espiritual, Cristo em vós a esperança da glória

Clavio J. Jacinto

Sobre Redenção e Perdão


Eu creio na Obra de Cristo, considero  ela o centro da minha fé, é a base pelo qual repousa toda a minha esperança. Mesmo que seja falho, Cristo é perfeito e eu estou nele, mesmo que eu seja muito limitado, Cristo é perfeito e eu estou nEle, mesmo que mesmo méritos nunca alcancem a justiça exigida por Deus para receber por mérito o perdão de meus pecados, todavia Cristo tomou o meu lugar na cruz e eu nEle recebo rela perdão, creio na obra de Cristo, este é o centro da minha vida espiritual, meu coração descansa nesse fato, e estou completamente nEle,confiando nEle, descanso nEle, confio completamente nEle, e por isso pode também crer que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus, vivo no Consolo do Espírito Santo e no desfrute desse fato precioso

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Descansa no Senhor

Cristo aperfeiçoou para sempre os que são santificados e isso de uma vez por todas através da obra consumada e perfeita na cruz. Descansaremos nessa realidade? Desfrutaremos dessa preciosa benção? Vivemos parte da nossa vida com preocupações fúteis e com ansiedades desnecessárias, quase a beira do colapso da incredulidade. Não permitimos que os efeitos benditos da redenção floresçam na nossa alma, vivemos abaixo do nível da vida abençoada, embora esteja escrito que Ele tenha nos abençoado com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais, atentamos para os problemas, não percorremos o caminho da soberania divina, os problemas nos fazem estremecer, o futuro nos trás angustias, o mundo nos oferece temor, todavia pouco vamos á Cristo, pouco descansamos no brado “Está consumado” as cadeias da incredulidade querem nos prender sempre, portanto a liberdade dos filhos de Deus estará diante de nós sempre, basta permanecer com os olhos fixos naquele que é o autor e consumador da fé (Leia Hebreus 10:14, I Corintios 15:1 a 4, Romanos 5:19 e Efesios 1:3 a 8)

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 15 de maio de 2018

Graça e Méritos

É pela graça que entendemos o valor da misericórdia e a importância suprema da obra da cruz de Cristo, a tendencia de olhar para nossas obras e para nossos méritos,é perigosa pois ofusca completamente o brilho da mais preciosa joia espiritual que Deus nos concede gratuitamente, que se chama a remissão dos nossos pecados. (Clavio J. Jacinto)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A MENSAGEM DA CRUZ.


Que a mensagem da cruz não nos motive a alegria, sem antes produzir uma tristeza profunda pelos nossos pecados. Que a mensagem da cruz não nos dê alegria, antes que tenhamos uma repulsa de todas nossas iniquidades. Que a mensagem da cruz não nos dê gozo, sem antes produzir um profundo arrependimento no nosso coração. Que a obra da cruz não passe de modo superficial como se fosse só uma tragedia na existência, mas que o sangue daquela cruz possa acender todos os níveis da nossa consciência, para que possamos ver o peso da nossa rebelião ferindo violentamente o Salvador. Que a obra consumada e perfeita seja a inspiração da nossa humilhação e gratidão. Não há lugar para teatros, a menos que um falso evangelho nos faça de fantoches. A mensagem da cruz será sempre um insulto para um mundo sem Deus, será uma afronta para a religião dos méritos, será um escândalo para sabedoria desse seculo, será arcaica para a cultura do entretenimento, será antiquada para e espirito dessa época, a mensagem da cruz é para os pesarosos de espirito, para os que reconheceram a extrema da natureza pecadora de si mesmo. É pela mensagem e pela obra da cruz que encontra a alma entra na redenção pela morte e ressurreição de Cristo, e vive apos isso como um crucificado para si mesmo, para que o poder da ressurreição de Cristo posa brotar na sua vida por completo. (Clavio J. Jacinto)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O PERDIDO ERRANTE


O PERDIDO ERRANTE



Meus caminhos...

A que ponto cheguei eu
Nesse caminho de triste pecado
Que feito em alma de rebeldia
Nascido na alma da tumba fria
Fui poeta tão descalço
Perdido nesse mundo de tantas ruas
Nessa vida de tantos caminhos
Tão errante quanto a noite nua
De luzes foragidas nas amarguras
Como se a madrugada fosse espinhos

A que ponto cheguei eu
Dentro das incertezas amei a tenda
Nos rios de choros fiz meu porto
Andei por desvios mui tortos
Cultivei ásperas sementes de ira
Pactuei com erros e outras mentiras
Eu e minha opinião obscira
Perdido como ébrio na noite escura
No breu colossal sem um lume
Falido como primavera sem perfumes

A que ponto teve o Senhor
Que do infinito claustro das amarguras
Mergulha na cruz intensa tortura
Pagando o preço inestimável 
Com paciência e um dom tão amável
Pra da miséria tirar essa alma errante
Que pecava num vicio atroz e constante
Eu que comia feroz asco de engodo
Vieste Senhor me tirasse com mãos fortes
No charco desse lago de lodo

A que ponto chegastes meu Santo senhor
Que na perfuração sagaz de tuas mãos
Trouxesse aos pobres mortais, redenção
Onde não mais havia uma boa esperança
Nas hordas cruéis de brutal matança
Morresse ali naquele monte caveira
derramando o sangue expiatório por mim
As profecias diziam que era assim
Uma morte voraz para glorificar o amor
E vida me deste num campo de atroz terror

Aquela cruz....

(Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A CRUZ: ESPELHO DE MEUS PECADOS

Sobre Cristo na cruz, vimos todos os requintes de crueldades, ele suportou a cruz (Hebreus 12:2) ela é um escândalo (Gálatas 5:11) foi a través da obra realizada nela, que os eleitos receberam a reconciliação.(Efésios 2:16). Cada cristão autentico recebe uma cruz diária (Mateus 16:24)  a obra consumada da cruz precisa exercer poder sobre nossa vida, nunca deve ser uma obra vã em nossa vida espiritual, ela deve afetar todas as esferas da nossa vida (I Coríntios 1:17) de outra forma seremos inimigos da cruz de Cristo (Filipeses 3:18). A cruz carrega a morte e a maldição, nela cristo morreu pelos nossos pecados (I Coríntios 15:4 e Gálatas 3:13). A cruz é um espelho. Reflete as nossas abominações que foram derramados em Cristo, revela a face da nossa iniqüidade, revela as afrontas e o vilipendio de nossas atitudes, a cruz é uma demonstração clara da natureza humana transbordando de pecados, e o modo como a justiça de Deus trata esse assunto. As áspides de nossos pecados devoram o Filho de Deus, esse veneno letal, chaga de mortandade eterna que devora a carne de Cristo na cruz. É o juízo de Deus, nossas penalidades sobre o mais santo dos homens, as mascaras da nossa vergonha é posta na face de Cristo, o peso de todas as iniqüidades Ele carrega em suas costas, todo o peso de um universo de malignidades está sob seus ombros, os homens zombam, o fel é mais doce do que nossos pecados, os açoites são mais suaves do que nossas iniqüidades, a escoria de nossas ações são mais terríveis do que a sede do deserto de um crucificado. Este é o espelho de nossa face adâmica, a cruz demonstra o quanto somos iníquos.  Ali está a imagem nítida da assombração de nossos pecados, Ele carrega sobre si nossas atitudes mórbidas e nossos pensamentos apodrecidos pelos efeitos da necrose espiritual, até mesmo o sol se assusta diante da crucificação, e as trevas abraçam aquele cenário de crueldade, Cristo está ali na cruz, não há nada de superficial na obra consumada e perfeita da cruz de Cristo, não há nada suave no cenário da redenção, o núcleo central onde converge a libertação de cada homem redimido, é associado por um preço inestimável de dor, vergonha e sofrimento. Ele levou os nossos pecados, suportou a nossa condenação, pagou o preço de resgate, e por causa disso mesmo é irreconciliável a vida superficial de um cristão raso com um profundo entendimento do quanto Cristo teve que sofrer para tornar possível a nossa redenção. Se você professa a fé em Cristo, viva a sua fé na mais radical profundidade possível, e beba to perdão que flui do Salvador (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

CRISTO SOFREDOR CRISTO SALVADOR

O CRISTO SOFREDOR E A SUA OBRA CONSUMADA

Franscis  Schaeffer comentando a epistola de Paulo aos Romanos,  escreveu :Estamos cobertos pela justiça de Jesus Cristo. Nossa culpa desapareceu com base em sua obra consumada na cruz, a sua obediência passive. Mas nós também estamos cobertos por sua perfeita justiça, com base em sua obediência ativa. Sendo assim, nós, da mesma forma como os romanos, podemos ser chamados de santos agora mesmo. ”
 A nossa salvação, nossa justificação, nossa santificação e a nossa glorificação só tornou-se uma realidade porque Cristo morreu pelos nosso pecados na cruz. O cristo sofredor, passou por um processo de dor e rejeição, sua condição de servo, sua descida aos antros de homens pecadores e sua morte na cruz, foi um processo de grande dor, nenhum outro ser jamais sofreu tanto, como sofreu Cristo. Nenhum homem jamais sucumbiu tanto nos mais profundos sofrimentos, sua descida até a morte, sua condição de esvaziamento, seus anos nesse mundo foram de grande sofrimento, a cruz é apenas o ápice, toda a vida de Cristo está cercada de “Calvários” durante toda a sua vida ele teve que enfrentar cruzes menores, até chegar na obra de redenção onde Ele morre como o cordeiro de deus que tira os nosso pecados. Desde cedo, ouvimos o testemunho que o mundo não o conheceu (João 1;10) nem mesmo os seu povo (João 1:11). Ele foi um rejeitado pela sua geração (Lucas 17:25) Cristo teve que entrar no caminho escuro da indiferença humana(Amos 8:9) Não há como fugir dessa realidade, o preço da redenção teve um custo muito alto, foi um preço elevadíssimo, Cristo teve que efetuar uma eterna redenção na condição de um servo sofredor (Hebreus 5:7 a 9) Era uma descida aos monturos de nosso pecados “E achando-se em forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz.”(Filipenses 2:8) Como disse o profeta messiânico, ele foi ferido e moído (Isaias 53:5) Ele teve que esvaziar-se a si mesmo (Filipenses 2:7) Ora, o mundo odeia a Cristo (João 7:7) o verdadeiro Cristo, servo sofredor e verdadeiro Salvador é amado pelos redimidos e odiado pelos pecadores. Porém Cristo era mais sensível, sua espiritualidade era pura, por isso mesmo seu amor era verdadeiro. Ele chorou sobre Jerusalém ((Lucas 24:41 e 42) pois sentia no coração a rejeição de seu povo. Cristo sentiu grande angustia, por causa da obra redentora que realizaria “A minha alma está cheia de tristeza ate a morte”(Lucas 26:38) “Agora a minha alma está perturbada”(João 12:27) tudo isso já estava no plano eterno de Deus “É necessário que o filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos ancião e dos escribas e seja morto..”(Lucas 9:22) Cristo foi entrega para ser condenado na cruz, essa era a sua sentença (Lucas 24:20) ”Quando chegaram ao Calvário, crucificaram a Cristo no meio dos criminosos”(Lucas 23:33) “Crucificaram o Senhor da glória”(Lucas 2:8) Ali na cruz, todas as dores Cristo suportou, segundo a ciência há pelo menos 8 tipos de dores, fulgurantes, lancinantes,  tenebrantes , contusivas,  gradativas,  tensivas, constritivas e pulsáteis. “Cristo fez-se maldição por nós”(Gálatas 3:10) “Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras”(I Coríntios 15:3)
Pelas suas pisaduras foram saradas as chagas provocadas pelo pecado, cada redimido pode encontrar perfeita salvação em Cristo e cada pecador pode encontrar uma perfeita oferta de redenção. Seu sofrimento foi radical, a salvação que nos concede pela obra da cruz é eterna. Cristo teve que pagar um preço muito elevado para executar o plano divino de resgate das almas perdidas,  que esse tema tão inesgotável possa nos inspirar a reflexões mais profundas a respeito do Salvador que veio a esse mundo para morrer pelos nossos pecados.


Clavio . Jacinto

sábado, 9 de dezembro de 2017

A Perfeição da Obra de Cristo

A Cristo foi dada a radical e extrema experiencia de sofrer a condenação pelos nosso pecados na cruz do Calvário, através de uma obra completa e perfeita, para satisfazer plenamente a justiça de Deus Pai. Aos redimidos, cabe repousar com verdadeira confiança na obra de Cristo, tão somente pela fé, pois a fé é tudo o que Deus exige para alcançarmos os benefícios de uma vida transformada pela expiação de Cristo na cruz. Digo mais: a fé completa leva todo o regenerado a conforma-se com a vontade de Deus.

Clavio J. Jacinto

sábado, 14 de outubro de 2017

Temor, Obediência e Resistência

                                               
Temor, Obediência e Resistência

O diabo ruge como leão buscando a quem possa tragar. Ele é o nosso adversário e está andando em derredor, ou seja muito próximo (I Pedro 5:8) há porem uma promessa: “Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará e vos guardará do maligno”(II Tessalonicenses 3:3) também está escrito: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca, mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”(I João 5:20) Essas são promessas do Senhor. Não somos tocados pelo inimigo, e só a permissão  divina concede o direito ao diabo e seus anjos caídos agirem contra nós. Estamos debaixo da proteção do altíssimo. Porém há algo que precisa ser levado em conta se desejarmos estar debaixo da proteção divina. Antes veja o que Paulo diz em Efésios 6:10 “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” Precisamos estar fortalecidos e então esse inimigo que nos rodeia, fugirá de nós. “Sujeitai-vos a Deus e resisti ao diabo e ele fugirá de Vos”(Tiago 4:7)
Primeiro precisamos nos sujeitar a Deus. Temor e obediência, sujeição ao Senhor, fazer a sua vontade, ter nosso coração voltado para Deus, pensar em todos os momentos no Senhor, meditar na sua palavra, ler e decorar as escrituras, são formas eficazes de sujeição ao Espírito da Graça. Veja que Jesus venceu a batalha contra o Diabo sujeitando-se a Deus Pai e usando a Biblia Sagrada (Leia Mateus 4:1 a 11)
Segundo: resistência é algo que alcança quem tem força, porém essa força não é a nossa vontade, nem nossa natureza humana jamais pode resistir as forças das trevas.  Então essa é uma força que vem de Deus. Ele nos concede, quando oramos e entregamos tudo na nossa vida aos seus cuidados. E isso significa que todas as vezes que cairmos em alguma transgressão devemos dobrar  nossos joelhos e pedir perdão ao Senhor. A manutenção da vida espiritual consiste em sempre confessar nossos pecados ao Senhor e pedir que a sua vontade seja feita em nossa vida.
Terceiro. A batalha espiritual ocorre de diversas maneiras, o diabo pode bloquear a nossa vida, impedido a oração, impedindo de ler e estudar as Escrituras, cegando a nossa mente e impedindo de ir aos cultos, esses bloqueios são comuns. Precisamos de sujeição a Deus para derrubar esses bloqueios e fortalezas.
Quarto. O diabo oprime, seus demônios são agentes invisíveis que tentam trazer opressão sob aqueles que querem servir a Deus. Mas a resistência deve ser sempre nossa reação. Todas as vezes que se sentir oprimidos, clame pelo nome de Jesus, confesse sua fé na vitória que Cristo conquistou na ressurreição. Ele triunfou sobre os principados e potestades e expôs cada demônio a vergonha de uma derrota absoluta. (Colossenses 2:15) Essa deve ser sua fé e sua confissão. Resista a opressão buscando forças no Senhor Deus Todo Poderoso, Jesus convida a ir até ele quando oprimido (Mateus 11:28)
Quinto.  O diabo invade, ele é o tirano e invasor de muitas vidas. Muitos corações incrédulos são ocupados e controlados por demônios (efésios 2:2), mas Deus e seu Bendito Filho farão morada no coração piedoso e obediente (João 14:23). Então concluímos que onde Deus e Cristo estão presentes, o diabo e seus demônios estarão ausentes. Somente podem oprimir e bloquear. Mas se tivermos dispostos a resistir, eles fugirão, e estaremos livres da tirania e da opressão dos poderes das trevas “Filhinhos, sós de Deus, e já tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”(I João 4:4)
Devemos, portanto buscar uma vida de piedade e vigilância, orando e sujeitando-se a Deus e teremos vitória sobre todos os ataques do inimigo. Amém

Clavio J. Jacinto


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Xylon Didymon


                                  Xylon Didymon


Das correntes do pecado fostes arrastado
Em tronco cruel, as áspides de minhas iniquidades
Açoitaram teu amplo coração
Como chuvas de fel, oceano de absinto
Meus ignóbeis pecados

Os açoites tocam uma opera de horror
dilaceram até carcomer a face pura do Salvador
As estrelas choram e as flores murcham
O madeiro pulsa a destruição de todos os calices
Como um eco do bramido de todos os medos

Sustenta o patíbulo a orla das dores
A ferocidade de todos os escárnios
Desdenham de um rei vestido de sangue
Um bendito num lugar maldito
Ele, na paciência de um cordeiro manso

E eu apenas contemplo em santo silencio
No castelo insipido de minha consciencia
Pensando na graça divina no seu coração
Pois de outra forma. padeceria tão dura condenação
Entre os mais infiéis da terra.

Num madeiro tomaste os meus anatemas
Levastes consigo minhas ações execraveis
Por amor e somente amor, suportastes
A grave condenação que selava meu pobre destino
Estou  ciente, não sou merecedor de tua misericórdia

Apenas em meu coração 
Deixo crescer dia após dia, aquela virtude humilde
Que fortalece a alma e o coração
Para que do agora a até a eternidade
A gratidão nunca se apague dentro de mim...


Clavio J. Jacinto

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