Mostrando postagens com marcador Preexistência de Cristo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Preexistência de Cristo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Cristo Verdade e Realidade


Serie preexistencia de Cristo VI


 “Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim...” (João 1:27) sabemos que João era seis meses mais velho do que Jesus, mas entendemos, claramente que João afirma que Jesus era antes dele. Na verdade, tanto na preexistência como na simbologia das escrituras, encontramos Cristo nos tempos passados. De qualquer forma, ainda que mesmo figurada ele se encontra deforma simbólica no Tabernaculo, nos sacrifícios do Anti Testamento, e de forma geral, podemos ir bem além da simbologia. Sabemos que toda a sombra projeta uma realidade, é a função da figura e dos tipos são projetadas de uma realidade não revelada. Encontramos algo interessante sobre esse assunto em I Coríntios 10:4, ali Paulo afirma que a pedra era Cristo (A pedra em que Moisés extraia a água para o povo beber),  a expressão positiva de Paulo “Que a Pedra era Cristo” não meramente um símbolo, tem sua força espiritual plena! O que podemos entender é que o Espírito de Cristo, a sua presença estava atuando no milagre no deserto, mesmo de forma imperceptível aos olhos dos judeus e do próprio Moisés. A realidade está lá, no antigo testamento. Jesus disse ser o caminho a verdade e a vida (João 14:6) a força da expressão da verdade e seu profundo significado é além do que podemos imaginar na forma comum como lemos e estudamos as escrituras. Verdade no sentido bíblico também é realidade. Uma realidade total dentro de uma verdade imutável, essa é a natureza de Cristo. Uma vez sendo a realidade da verdade e a verdade da realidade, negar a preexistência de Cristo é negar a própria realidade da verdade e também a verdade de toda a realidade. Da mesma forma, entendemos a cerca do cordeiro pascal ou do cordeiro do sacrifício, esses foram símbolos que guardavam a realidade suprema: Cristo. Não é por menos que João Batista tenha declarado que Jesus é o cordeiro que tira o pecado do mundo. Essa realidade estava implícita dentro do Antigo Testamento. Cristo estava lá não somente simbolicamente mas também em realidade, porque Cristo não somente preenche os símbolos, mas ele também é a realidade dos símbolos. Ter percepção dessa realidade é muito importante, porque dessa visão, resulta  uma cristologia mais profunda e mais ampla. Como o cordeiro, vimos o símbolo, a sombra e o tipo, sob a realidade, na plenitude dos tempos, a realidade se expande e se revela e então o Cristo de Deus ainda não perde a natureza simbólica, a proclamação do batista mostra a símbolo e a realidade unindo numa mesma plenitude (Joao 1:36)  A existência do tempo está submissa a existência de Cristo, ele era antes de João no sentido claro de que de uma forma ou outra Cristo estava nas profecias do antigo testamento, estava de forma não revelada por trás de símbolos da redenção, estava por trás de assuntos concernentes a sinais e maravilhas, como no caso da pedra que vertia água em Meribá. Cristo está além do tempo criado, ele criou o tempo, e está praticamente presente em todas as eras em que o tempo existe. (João 1:1) Aprender sobre questões tão importantes nos coloca em liberdade espiritual, Jesus mesmo disse:”Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” toda a verdade está associada a realidade, a realidade nos liberta da ilusão, Cristo nos revela em si mesmo a realidade.

Pr Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O Cristo que Sustenta todas as coisas.

Serie Preexistência de Cristo - Parte V




As escrituras afirmam que Cristo é o Criador e mantenedor das coisas criadas (Colossesnes 1:16 e 17 com Hebreus 1:3. A matéria não é eterna, Deus é eterno. Não sabemos exatamente quando todas as coisas foram criadas. É lógico acreditar que antes de um universo físico havia um universo espiritual, pois sendo Deus eterno, haveria de existir também um lugar eterno, habitação do Deus eterno. Nossas experiências são terrenas e físicas, então temos uma visão muito limitada. Achamos que as coisas precisam ser físicas para serem reais, mas não é assim, as coisas mais reais são as mais espirituais. Concluímos que o ser mais real que existe é o Deus triuno, por ser criador e mantenedor. No Novo Testamento, é dado a Cristo os atributos de criador e mantenedor. Ora por causa desses atributos, concluímos que sua preexistência é um fato, de outra forma, como Cristo poderia ser o mantenedor das coisas antes de seu nascimento? Uma vez que não existe uma mutabilidade na essência da pessoa de Cristo, como advoga o autor aos Hebreus (Hebreus 13:8) sabemos que o universo na era adâmica, era mantido por Cristo, ainda quando estava encarnado na plenitude do tempo,de alguma forma, o universo estava sob seu controle, e agora a destra da Majestade nas alturas, ainda continua exercendo esse domínio. Talvez seja um pouco difícil entender isso. Mas um estudo cuidadoso das escrituras sobre o assunto, não nos leva para um caminho diferente. Quanto mais estudamos a pessoa de Cristo e a sua associação com a criação, mas descobrimos o poder que Cristo exerce sobre as coisas criadas. Como em estudos anteriores, falei sobre o espaço e o tempo, que Deus é um eterno presente, e Ele é o criador de ambos, preciso agora acrescentar algo: Deus não precisa de espaço e tempo para ser Deus, é o espaço e o tempo que precisam de Deus para existirem, e nós, em nossa forma física precisamos de Deus para existirmos, e precisamos também do espaço e do tempo, somos dependentes de Deus,  do espaço e também do tempo, somos bem limitados nessa condição atual. Parece que o novo céu e a nova terra, na idade da restauração de todas as coisas, e quando tivermos corpos gloriosos, como o de Jesus Cristo, o espaço e o tempo terão sidos modificados de tal modo que teremos experiências diferentes dessas que temos nesse espaço fechado. Porém esse assunto pode ser tratado em outro estudo, porque o foco é a preexistência de Cristo. Desde que o universo foi criado, tudo indica, pelo estudo das escrituras, que Deus Pai deu ao Filho a responsabilidade de manutenção. Assim as coisas são coordenadas e controladas e mantidas pelo Filho como descreve de forma clara Hebreus 1:3. No versículo 2 do mesmo capitulo o autor nos fala sobre a criação “Por quem fez também o mundo...” e então no versículo 3: “sustentado todas as coisas pela palavra do seu poder”. Essa sustentação é universal, ela inclui a segurança dos salvos, inclui a manutenção das coisas espirituais, inclui a s bênçãos da redenção, inclui também a ordem física das coisas criadas, a manutenção do tempo e do espaço, do universo e o sustento essencial para a existência continua da criação, até que se cumpra todo o propósito de todas as coisas. Isso é reforçado pelo que lemos em Colossenses 1: 16 e 17: “Porque nele foram criados todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1:16 e 17). O versículo 17 é claro em afirmar que “Ele é antes de todas as coisas” e como não haveria de ser assim? Sendo ele o bendito mantenedor de todas as coisas, essas coisas subsistem por causa do seu Poder e Autoridade. Assim vimos de forma clara que as escrituras ensinam que Jesus existia antes de sua encarnação, negar esse fato é negar o que a bíblia ensina de forma clara.


Pr Clavio J. Jacinto

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Verbo, Cordeiro e Salvador



Série preexistencia de Cristo Parte IV


“Que Sendo em forma de Deus...”(Filipenses 2;6)  Paulo ensina em Filipenses 2:5 a 11, sobre a “kenosis” a doutrina do esvaziamento de Cristo, ou da humilhação de Cristo, deixando sua posição celeste, para ocupar-se do ministério da redenção aqui na terra. Ora o apostolo Paulo fala algo interessante, a teologia cristologica desse apostolo nos dá muitos lampejos de glória do Eterno salvador.  “Sendo em forma de Deus...” o termo grego traduzindo por “sendo” é uparcho, e significa algo que já existe, que pré-existe, que é durável, que tem consistência eterna, basta consultar um léxico grego do Novo Testamento para descobrir essas preciosas verdades a respeito de Cristo, Nosso Senhor e Salvador.(5)  A durabilidade de Cristo é incondicionalmente eterna com o Pai, esse desprendimento que existiu na pessoa bendita do Salvador a mais de 2000 anos, se constitui um dos mais magníficos mistérios de Deus. A posição de Cristo de Senhor para servo, não faz dele em hipótese alguma um servo absoluto, onde perde completamente o seu senhorio, o testemunho dos evangelhos é que Jesus Cristo, mesmo sendo o verbo encarnado, no seu esvaziamento, não deixou de ser Senhor, pois lemos isso em diversas passagens (Mateus 3:3 e 8:2 Lucas 6:46, João 9:38, 11:2, 11:27, 14:22 etc). Cristo sendo em forma de Deus, não somente testemunha da sua divindade, mas também da sua preexistencia de forma muito clara. Sua humilhação só pode acontecer na forma mais concreta possível, porque Ele deixa uma posição de glória e poder, para ser submetido a uma forma de limitações e servidão. Ele deixa a destra da Majestade nas alturas, para caminhar nas ruas do mundo. Essa mudança de posição, não está limitada ao interior de Maria, sua mãe terrena. Está alem do tempo, e penetra nos recônditos da eternidade infinita. Sua mudança de posição, ou um deslocamento de presença, mostra apenas que a sua mobilidade foi uma projeção da misericórdia de deus junto a humanidade caída. Desde que se ele fosse meramente humano, haveria algo de errado coma redenção. Homem nenhum pode redimir-se a si mesmo, e muito menos redimir outros. Essa é a base da redenção. Acredito que só através da humilhação de Cristo, sua descida e sua encarnação, sendo verdadeiramente homem e verdadeiro Deus, incluindo a sua existência desde toda a eternidade, daria as condições necessárias para uma perfeita redenção através de um sacrifício perfeito. A abrangência da obra da cruz está inserida na natureza do próprio Cristo. Sendo Ele de abrangência atemporal, consegue alcançar todos os níveis de tempos, e assim efetuar uma eterna redenção (Hebreus 9:12) Ele só pode efetuar uma eterna redenção, porque Ele é eterno, não do ponto de vista humano, olhando para a frente, acreditando que Cristo alcançou uma imortalidade através da ressurreição, mas porque Ele tem a  eternidade em si, e ao doar-se como cordeiro de imolação para efetuar uma redenção pelo sacrifício da sua própria natureza imaculada e eterna, consegue efetuar algo que tem duração perpetua, porque a entrega completa de seu próprio ser na Cruz,  faz com que os efeitos da expiação conquistado pela sua morte vicária, tenha o mesmo caráter duradouro dEle mesmo, que efetuou a redenção. Por isso sendo em forma de Deus, ele não usurpou ser igual a Deus. Sua glorificação veio pela humilhação, pela conquista de uma vitória, a vitoria sobre o pecado e sobre aquele que tinha o império da morte. Assim, ao desprender-se da sua glória e vir a esse mundo, Cristo desce e despoja-se da sua natureza celeste e vem revestir-se de uma natureza terrestre, nessa humilhação a sua natureza carnal é exterior e a sua natureza divina é interior, na sua ressurreição, seu corpo é glorificado, sua humanidade se interioriza e a sua glória divina se exterioriza, uma vez efetuado a redenção e ressurreição, atestam as escrituras que  só existe um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (I Timoteo 2:5).


Pr Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A DUPLA PRIMOGENITURA DE CRISTO



Série a preexistência de Cristo 
Parte I 


Em Colossenses 1:15 Jesus é chamado de primogênito de toda a criação e em 1:18 é chamado de primogênito dentre os mortos.  Nesses dois textos do primeiro capitulo de Colossenses, vamos encontrar a dupla primogenitura de Cristo, primeiro Ele é primogênito de toda a criação, porque ele é chamado assim? Porque Cristo foi o Criador que se tornou criatura. Veja bem essa questão, porque todas as outras religiões, antigas ou modernas, tendem a divinizar a criatura, mas só o cristianismo ensina que o criador se transformou em criatura. (O Verbo se fez carne). Porque o cristianismo crê em um Deus acima de todos os outros deuses? Porque na concepção dos outros teólogos de outras religiões, a divindade nunca poderia ter sido criatura, sem perder a sua plenitude de divindade. Mas o Deus do cristianismo é o Deus do impossível. Nas outras religiões essa divindade é limitada pela sua própria criação, mas o cristão entende que o Criador tem completo domínio sobre a criação que Ele criou, então é possível que o Verbo se fez carne (Sem pecado) Argumentam os religiosos céticos “Isso é impossível!” mas Jesus refuta “Para Deus nada é impossível” ( Lucas 1:37) ) Se Ele é o primogênito de toda a criação, devemos entender que Ele foi o primeiro a se sujeitar a lei da matéria viva sem herdar a corrupção adâmica.  Portanto aqui está a base da nossa fé, Jesus se fez carne (Criatura) tornou-se 100% homem, sem, contudo deixar de ser Deus em sua completitude, então Ele torna-se o primogênito de uma criação perfeita, Ele mesmo se sujeitando a isso, para que todos os redimidos tenham o direito plenitude de existência (Filipenses 3:21) Sendo Jesus o primogênito de toda a criação, vimos também que Ele é primogênito dentre os mortos. Cristo morreu pelos nossos pecados, e  como Ele só pode ser primogênitos dentre os mortos, vivendo antes de sua morte de Cruz, sendo primogênito de toda criação, é lógico afirmar que Ele também teria que ser antes, um ser perfeito, para poder submeter-se a condição de ser o primogênito de toda a criação. Ao usar essa palavra “Primogênita” nunca que o Espírito Santo quis dizer que Cristo é o primeiro que vem de uma inexistência para uma existência, pelo contrario, significa que sai de uma condição perfeita de criador para assumir uma perfeita condição de criatura. A dupla primogenitura de Cristo nos ensina coisas maravilhosas. Como primogênito dentre os mortos, Cristo revela que venceu a morte, na área teológica e pratica entendemos que a morte de Cristo na Cruz não foi somente redimir o homem, mas destruir aquilo que destrói o homem, Cristo aniquilou o que tina o império da morte (Hebreus 2:14) é primogênito porque foi o único que ressuscitou em corpo glorificado. A plenitude da lei de Lavoisier é plena na ressurreição de Cristo, “Na natureza nada se cria, na se perde, tudo se transforma” Pelo fato de Cristo ser o Verbo que se fez carne sem pecado, sua transformação pela ressurreição, foi perfeita, a morte não aniquilou Cristo, aniquilou o efeito do pecado, não aniquilou a Cristo, aniquilou o que tinha o império da morte, não aniquilou a pessoa de Cristo, aniquilou a maldição imposta sob Adão. Então o que vimos na ressurreição não é algo completamente mítico, mas cientifico, real, verdadeiro. Não é de admirar que Cristo volte ao seu trono, depois da ressurreição, a ascensão veio depois da ressurreição, em seguida a entronização, e depois a volta triunfante, não como o verbo na humilhação, mas como O Alfa e o Omega. Mas devemos entender que a dupla primogenitura de Cristo, atesta sua perfeição, sua divindade e a sua preexistência como Filho de Deus.


Pr Clavio Juvenal Jacinto

Footer Left Content