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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

As Riquezas da Injustiça de Lucas 16:9

E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas das injustiça;para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. (Lucas 16:9)

Essa é uma das declarações polemicas de Cristo, sem duvida, de difícil interpretação. Precisamos olhar para o contexto, pois trata-se da parábola do mordomo infiel. Cristo fala sobre a astucia preventiva de um mordomo infiel. O cerne da parábola fala sobre a prudencia do mordomo, que de forma sutil e astuta, ainda que de forma injusta resolveu um grande problema. Jesus Cristo, nosso Senhor, ensina-nos que os filhos das trevas possuem uma prudencia cuidadosa com relação aos cuidados dessa vida, e isso serve de exemplo para nós, com relação as coisas eternas. Mas o versículo 9 do capitulo 16 de lucas para incentivar a desonestidade. Como explicar isso?
 Bem, devemos ter uma visão geral da parábola. Os filhos das trevas, ou o mundo e as pessoas que não servem a Cristo, fazem seus negócios e lutam para satisfazer suas necessidades nesse mundo. O mundo de certa forma interfere em nossa vida secular. As riquezas da injustiça seriam por exemplo, o salario que um patrão incrédulo paga a um cristão. O cristão pode ser honesto, fiel aos compromissos sociais, uma homem prudente e justo. O patrão não! sendo um incrédulo, pode por exemplo sonegar impostos, cometer injustiças, no final do mês o cristão recebe o seu salário desse patrão. Isso seria mais ou menos o que podemos entender sobre as riquezas da injustiça, elas seriam o lucro injusto de terceiros, isso não afetaria nossa conduta moral. Por exemplo, se alguém vende um carro velho, e consegue vender por um preço muito mais elevado do que o da tabela, e depois vem comprar um carro com o dinheiro com que vendeu seu carro antigo, o dono da revendedora é cristão, e revende carros por um preço justo. Tal individuo incrédulo que vendeu seu carro por um preço injusto, paga  com dinheiro de seu negocio injusto, um carro mais novo de um revendedor crente. O cristão nem tem ideia do ocorrido, e recebe o dinheiro da sua venda. Isso poderia aos olhos de Deus ser um dinheiro injusto aplicado ao incrédulo, nunca ao cristão. Assim devemos entender essa passagem. O cristão que foi o revendedor honesto, então dá oferta a igreja com esse dinheiro, pode enviar uma oferta para um missionário com parte de sua revenda de automóveis. É dessa forma que deve ser entendido Lucas 16:9. O mundo é injusto, mas nós somos justos. Cada cristão foi criado em verdadeira justiça e santidade, assim muitas vezes somos pagos por nossos serviços, ou se somos vendedores, pessoas podem pagar com riquezas adquiridas injustamente, nossos produtos, nem sequer estamos cientes disso, é dessa forma que devemos entender o ensinamento de Cristo, descrito acima nesse artigo. 

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SEDUÇÃO DAS RIQUEZAS (Mateus 13:22)




O dinheiro exerce um poder de atração terrível sobre os homens.  Há uma força de atração muito grande nas riquezas, o dinheiro ainda que seja ganho de modo justo, tem o poder de escravizá-lo de forma tão vil, que faz o homem se prostrar diante dele, para prestar-lhe as mais indignas devoções. As riquezas são um espinho na existência do homem, se ele não souber lidar com isso, as perfurações produzidas por esses espinhos envenenarão o seu caráter e o seu coração. Muito mais do que se pode imaginar, o dinheiro tem um poder espiritual tão terrível, que faz com que o homem escravizado torne-se um verdadeiro devoto idolatra. Não há duvida, que o dinheiro tem um poder eficaz de corromper completamente o mais puro coração e distorcer as mais puras intenções. Onde o dinheiro aparece em boa quantidade e de forma fácil, ali há um perigo extremo. Veja que o santo apostolo nos adverte que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Timóteo 6:12).  A história confere que os mais vis crimes, as mais terríveis pelejas as mais devastadoras guerras, deram-se por causa da ganância, da avareza pela sede incontrolável elo dinheiro e pelo poder. As riquezas são um perigo devastador para os cristãos. A corrupção moral procede sempre do amor ao dinheiro.
 Sendo a avareza, um pecado no mesmo nível da idolatria (Colossenses 3:5) Nunca devemos exercer o nosso coração á avareza (II Pedro 2:14).  Por causa desse poder de atração nefasto, homens se corrompem, se afastam de uma vida humilde e simples. O ego do velho homem tem uma paixão doentia pelas riquezas, e se um homem não for mortificado pela cruz, cairá nas armadilhas infernais que as riquezas de forma sutil trazem consigo.
Não é de admirar que de forma tão vergonhosa vemos os abusos nas religiões atuais. Verdadeiros escravos do dinheiro, idolatras degenerados que buscam satisfação própria e corrompem-se aos mais vis comportamentos e desfilam apresentando os mais hediondos disfarces de piedade e intenções, para enganar a turba cega, e assim ganham muito dinheiro e constroem impérios pessoais em nome da religião. São verdadeiros monstros imorais,  amam o dinheiro, avaros idolatras. O sistema religioso moderno vem funcionando assim, inclusive o evangélico. (há sim, exceções, porque o verdadeiro cristianismo não  anda pelo caminho manchado da corrupção moral nem anda pelas veredas apodrecidas da avareza).  A mensagem da cruz foi substituída pelo dinheiro, não é admirável que a vocação tenha se transformado em profissão.
Cada ministro religioso avaro carrega consigo a própria lápide (Isso também se aplica a políticos, empregados, empregadores etc).  Nela está escrita “Aqui jaz um homem idolatra”. Haverá um acerto de contas! Haverá um juízo: “Ficarão de fora os idolatras” (Apocalipse 21:8) Por ser tratar de uma idolatria invisível, passa despercebida aos olhos incautos. O santuário de Mamom é o coração do corrupto.  Cada homem que se deixou seduzir pelas forças depravadas ao amor ao dinheiro, faz do seu coração um templo para adorar e oferecer sacrifícios as riquezas.

Quando as riquezas e o dinheiro, são dominados por nossa vida de amor ao Senhor, aprendemos a estar contentes com o suficiente para viver de forma simples e humilde, ajudando com o pouco que nos sobra, aqueles que encontramos em nosso caminho e que precisa de ajuda. A vida espiritual genuína é exercida com base na prudência, simplicidade e amor ao Senhor. Todos os acréscimos são para o testemunho da vida de piedade, se eu encontro no caminho da vida dois pães, com certeza, lá na frente vou me encontrar com alguém que não tem nenhum.
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Autor: Pr Clavio J. Jacinto
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"Um grande pecado cometeu o povo da antiga aliança, ao fabricarem um bezerro de ouro para adora-lo, maior pecado cometem os da nova aliança, ao se prostrarem diante do ouro do bezerro para servi-lo" (Clavio J. Jacinto

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