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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

OUÇA O QUE DEUS DESEJA TE LEMBRAR




O espírito do Senhor diz: “Mas quero vos lembrar...(Judas 5) Deus sempre nos alerta para nos lembrar das tragédias conseqüentes das más escolhas. Por isso Cristo disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló”(Lucas 17:32) assim, Judas nos manda lembrar de Sodoma e as cidades adjacentes, dos anjos que não guardaram a posição espiritual, do povo que saiu do Egito, mas foram destruídos porque não creram. É uma questão crucial ouvir e lembrar, e ter como advertência as Palavras do Senhor e as tragédias narradas nela. Um povo ouviu um grande profeta,Balaão, havia nele uma suposta grande piedade, era humilde e se apresenta sem negociar a fé, mas como é impossível esconder a falsidade verdadeira por trás de uma mascara de falsa santidade, como é difícil manter-se humilde, alimentando a avareza com sonhos mercenários no coração, como é difícil manter o status de anonimato com a alma vorazmente sedenta por fama, aplausos e interesses pessoais, logo se vendeu, ás custas de estratégias sutis e artimanhas diabólicas para corromper aquelas almas inocentes e sem discernimento. É bom lembrar que Esaú vendeu sua primogenitura por causa da conveniência, a fome lhe sobrepunha aos interesses espirituais e a gula deu lugar a vigilância, o imediatismo matou a paciencia dele. Sara queria um filho, mas o que devia prevalecer era fazer as coisas do seu jeito, de acordo com suas opiniões (Ah ! como a maioria dos cristãos de hoje caem nessa armadilha ardilosa) e Eva, comeu do fruto, por causa de uma promessa de tornar-se divina, acreditou mais nas falsas promessas da serpente do que nas verdadeiras advertências do Senhor, o povo hebreu recém liberto do jugo faraônico, naquele auge de sinais e maravilhas e tão magnífica libertação, vendo o monte fumegando e o estrondo e os relâmpagos e o poder de Deus, fizeram um ídolo praticando prostituição espiritual nem rebelde corrupta idolatria, inventaram um entretenimento religioso, inventando uma religião prazerosa e divertida, pois o negocio de leis, santidade e obediência parecia muito enfadonho, e Davi, o rei, vendo Betseba, aquela mulher linda, símbolo da ostentação erótica, banhando-se e criando um cenário sensual expondo-se aos olhos do homem que não era seu esposo, fez Davi tomar do fogo da própria concupiscência e incendiar o seu coração do desejo de adulterar com ela, trazendo morte e desgraça para sua família, e Saul que tinha a mania de dar as pessoas o que elas queriam, desceu os degraus da decadência espiritual até os antros negros da feitiçaria ao consultar uma mulher que invocava os espíritos, buscando consultar a Deus por meios não convencionais, todos esses exemplos perpetuam nossas manias e desejos. A natureza humana carrega esse fardo do rebeliões diante de si, de sorte que apenas posso terminar minha mensagem com as mesmas do Espírito Santo que as começou “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz...”(apocalipse 2:7)
C. J. Jacinto.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Um Homem Incomum



“Quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um pote de água”(Lucas 22:10). Uma cena incomum, um homem incomum, uma atividade comum. Um homem andando pelas ruas de Jerusalém com um cântaro de água. Não era algo freqüente, e então tal homem torna-se a referencia de Cristo. Você talvez nunca tenha ouvido falar sobre ipseidade, este é um termo filosófico, é a soma das características de um homem incomum, virtudes especiais de uma pessoa, que a tornam diferentes de todas as outras. Aquele homem com um cântaro de águas percorria o caminho da diferença, a atividade era comum, quem estava fazendo não. No Antigo Testamento, alguém notou que Eliseu era um homem santo de Deus, os judeus notaram que o rosto de Moisés resplandecia, os amigos de Enoque perceberam que ele tinha desaparecido sem deixar rastros, alguns inimigos da fé cristã notaram que Estevão tinha rosto de anjo, os nativos da ilha de Malta perceberam que Paulo era imune ao veneno das serpentes, João batista vestia-se de roupas feitas de pelos de camelo e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, Abel ofereceu uma oferta mais preciosa ao Senhor, Abraão teve a ousadia de ofertar seu próprio Filho ao Senhor, José suportou todas as contrariedades com paciência, Daniel dormiu confortavelmente entre leões famintos. Em Jerusalém um homem levava um cântaro de água, essa era a diferença, porque mulheres eram responsáveis por essa atividade. Ninguém sabe quem é este homem, ele é anônimo nas paginas das Escrituras, mas sua atividade era incomum. Em Atos 9:36 a 42, vimos que Dorcas com uma agulha, exercia uma atividade especial. Ela era especial porque todas as viúvas choravam e mostravam os vestidos que Dorcas tinha feito quando ainda estava viva. Hoje em dia, há ima grande necessidade de homens que sejam diferentes, almas que sejam luz e sal, num mundo escuro que se corrompe. Precisamos de homens dispostos a ser diferentes, a serem santos. Sim! Nosso mundo carece de homens transformados pelo evangelho, que representem os valores do Reino de Deus, que estejam sustentados pelo cetro da equidade do Senhor. Homens incomuns, no meio de uma geração acostumada com a iniqüidade, alienadas pelos valores mundanos. Homens que sejam luminares espirituais em meio a escuridão espiritual. Para sermos incomuns, temos que viver foram do comum, e enquanto que a civilização está sendo corroída desde os fundamentos pelos excessos do pecado, a homem santo torna-se incomum porque não se conforma com esse século. Viver para Deus, em consagração ao Senhor, com o coração voltado para as realidades espirituais, é viver uma vida incomum.  A maioria opta pelos fins que  justificam os meios, adaptam-se aos conceitos relativistas da nossa era. Mesmo confessando a fé cristã, a maioria faz parte do clube da religião comum, a empreitada da fé consiste em adaptar-se a moda vigente, seria humilhante demais subjugar-se a vontade divina no meio da cultura das delicias hedonistas que cimentam a sociedade materialista. O culto do prazer é a moda, e até a fé cristã foi contaminada pelo “Sentir-se bem a qualquer custo”, ter uma experiência religiosa prazerosa é um degrau exigido para nutrir o sentimento de ser especial. Mas carregar um cântaro de água e ser exposto aos olhos alheios é algo muito pobre de sentimentos de honras sociais. E então? Você,  Afinal de contas é incomum? A santidade as vezes parece ser ridícula aos olhos da filosofia humana, desprezível aos conceitos humanistas, inaceitável aos valores do mundo, porém, é uma exigência básica aos que desejam viver pelas veredas do evangelho, que sejam diferentes, que sejam incomuns, que sejam santos. (Clavio J. Jacinto)


terça-feira, 20 de março de 2018

Religião Pura e Imaculada





Há sim uma religião pura, Tiago atesta isso em Tiago 1:27, ela existe, é pura porque ela não é uma religião humana. Todas as outras com certeza são humanas, a religião cristã do Novo Testamento é alicerçada na sabedoria que vem do alto, não na terrena que é animal e diabólica.(Tiago3:15 a 17) A religião verdadeira é viva e eficaz, porque está sustentada pela Palavra viva e eficaz (Hebreus 4:12) a religião terrena é idolatra.  Os ídolos num sistema mais primitivo são feitos de pedras ou madeira, mas na religião humanista mais sofisticada o ídolo é feito com o material imaginário do ego. Grandes partes das pessoas que conheço nunca se livraram da idolatria, eles apenas deixaram de adorar os ídolos de pedra, para adorarem os ídolos do coração, materialismo, sentimentos e o próprio ego. É claro que nesse circulo vicioso em que a religião terrena se move, o que se aperfeiçoou foram os ídolos. Um ídolo muito comum hoje é a emoção. As pessoas dizem que sentem Deus ali ou acolá, mas a religião cristã não é uma religião de sentimentos, é uma religião de fé.  A religião terrena pode ser poética, ter toques suaves de boas palavras, rituais interessantes, terem pompas e festivais, porém é uma religião morta, pode ser filosófica, mas morta, todo o mover dela é um mover para a desobediência, para a oposição a Deus, para a rebelião contra os mandamentos de Deus. É um sistema de equívocos. Desde os tempos mais primitivos, a raça adâmica buscou desenvolver uma religião sem o verdadeiro Deus. Uma religião puramente experiencial, visual e utilitária. Temo que grande parte da religião cristã moderna esteja trilhando essa mesma senda obscura, satanás sabe que uma falsificação da fé cristã sob a junção de um materialismo e um humanismo refinado produz subsídios espirituais permanentes para os homens rejeitarem a mensagem da cruz, que promove a eternidade pelo custo ao sacrifício dos prazeres temporais do “aqui e agora” Sei o quanto isso é real, a religião terrena produz aquilo que o homem terreno ama, é a religião dos aplausos e da vangloria evanescente, as pessoas vendem suas almas ao custo da religião que produz espetáculo. Os céus silenciam diante dos homens que vendem a sua própria alma em troca da vanglória do mundo. No caminho antigo, poucos andam, e como Enoque, nas margens da existência terrena, apenas aguardam serem levados por Deus para um lugar melhor. (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

IRREPREENSÍVEIS?


                                                                       IRREPREENSÍVEIS?

“Para que sejais irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis” (Filipenses 2:15). É fácil confessar uma vida sem conteúdo, a crença não é produto humano, os demônios crêem (Tiago 2:19) porém há uma diferença básica: demônios não estão sujeitos a justiça do evangelho. Todos sabemos que a justiça de Deus se manifesta no evangelho (Romanos 1:17) se vivermos por essa justiça, seremos uma evidencia da veracidade da fé cristã. A vida espiritual consiste em ser sal e luz, ser exemplo, ser santo, ser irrepreensível e inculpável, diante dessa geração maligna. O testemunho de muita gente que professa a fé cristã está comprometido. Podem insistir na crença, mas negam com as obras, elas são reprovadas. Confessam a Deus, mas negam por suas atitudes e escolhas e comportamentos ímpios, tais são reprovados aos olhos de Deus (Tito 1:16)Há uma enorme quantidade de pessoas que professando a religião cristã, fazem de modo superficial e hipócrita. Eles usam uma camisetas  estampada com um nome religioso,  colocam um adesivo no carro, compartilham versículos bíblicos nas redes sociais, gostam de saudações publicas, mas não são irrepreensíveis e inculpáveis. Não possuem a moral de bater na porta dos vizinhos  para falar de salvação e da fé transformadora, não são exemplos de santidade  entre os familiares, se tentarem pregar a eles, serão envergonhados e rejeitados, serão pisoteados como o sal insípido. Que o mundo nos odeie por causa de nossa santidade, mas ai de nós, se o mundo nos rejeita por causa do mau testemunho!  Não há um pecado tão grave, quanto a sermos obstáculos para  impedir que os outros venham a Cristo. Não há algo tão maligno quanto ser uma causa para os ímpios não responderem ao evangelho. Que o mundo nos rejeite por amor a Cristo, nunca porque somos hipócritas. Podemos sim ser irrepreensíveis e inculpáveis, o Espírito Santo exige isso de nós! As pessoas podem rejeitar a nossa mensagem, todavia jamais podem nos acusar de hipocrisia, jamais devem lançar em nosso rosto que somos mal pagadores, fofoqueiros, briguento, avarentos,  ou seja lá o que for que manche a reputação de um santo, o mundo rejeitou e Cristo, todavia ele disse: “Quem dentre vós me convence de pecado?”(João 8:46) Assim,  devemos seguir seus passos (I Pedro 2:21). Nossa geração carece de homens santos, irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis. O mundo jaz em malignas trevas e carece de santos que brilhem com a pura  luz celestial. Nesse pântano fétido de pecados que se tornou a nossa sociedade, os lírios celestes precisam desabrochar para  que o mundo saiba que existe o bom perfume de Cristo (II Coríntios 2:15). Do mundo a sua volta, abre-se a janela da sunamita, e por ela os teus familiares e os teus vizinhos olham você passando, será que a visão deles é esta: “Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” (II Reis 4:8 e 9)? Ou você tem sido um empecilho, uma nuvem negra e sem águas  a impedir que a resplandecente estrela da manhã brilhe sobre os pecadores? Ouça o que Paulo diz: “Examinai-vos a vós mesmos, se permanecei na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabei quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (II  Coríntios 13:5)

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

POLIDO PELAS AFLIÇÕES



Se és bom soldado de Cristo
Sofre as aflições
Suporta a dor
Pois também as pedras preciosas
Sofrem a lapidação

As dores ainda que tão agudas
São as mãos 
Rudes mas benditas que tecem
A pérola no choro do mar

Não tema as aflições permissivas
Pois as jóias da Coroa da vida são polidas
Enquanto choras e cantas
Quando ainda és peregrino  sobre a terra

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A CRUZ: ESPELHO DE MEUS PECADOS

Sobre Cristo na cruz, vimos todos os requintes de crueldades, ele suportou a cruz (Hebreus 12:2) ela é um escândalo (Gálatas 5:11) foi a través da obra realizada nela, que os eleitos receberam a reconciliação.(Efésios 2:16). Cada cristão autentico recebe uma cruz diária (Mateus 16:24)  a obra consumada da cruz precisa exercer poder sobre nossa vida, nunca deve ser uma obra vã em nossa vida espiritual, ela deve afetar todas as esferas da nossa vida (I Coríntios 1:17) de outra forma seremos inimigos da cruz de Cristo (Filipeses 3:18). A cruz carrega a morte e a maldição, nela cristo morreu pelos nossos pecados (I Coríntios 15:4 e Gálatas 3:13). A cruz é um espelho. Reflete as nossas abominações que foram derramados em Cristo, revela a face da nossa iniqüidade, revela as afrontas e o vilipendio de nossas atitudes, a cruz é uma demonstração clara da natureza humana transbordando de pecados, e o modo como a justiça de Deus trata esse assunto. As áspides de nossos pecados devoram o Filho de Deus, esse veneno letal, chaga de mortandade eterna que devora a carne de Cristo na cruz. É o juízo de Deus, nossas penalidades sobre o mais santo dos homens, as mascaras da nossa vergonha é posta na face de Cristo, o peso de todas as iniqüidades Ele carrega em suas costas, todo o peso de um universo de malignidades está sob seus ombros, os homens zombam, o fel é mais doce do que nossos pecados, os açoites são mais suaves do que nossas iniqüidades, a escoria de nossas ações são mais terríveis do que a sede do deserto de um crucificado. Este é o espelho de nossa face adâmica, a cruz demonstra o quanto somos iníquos.  Ali está a imagem nítida da assombração de nossos pecados, Ele carrega sobre si nossas atitudes mórbidas e nossos pensamentos apodrecidos pelos efeitos da necrose espiritual, até mesmo o sol se assusta diante da crucificação, e as trevas abraçam aquele cenário de crueldade, Cristo está ali na cruz, não há nada de superficial na obra consumada e perfeita da cruz de Cristo, não há nada suave no cenário da redenção, o núcleo central onde converge a libertação de cada homem redimido, é associado por um preço inestimável de dor, vergonha e sofrimento. Ele levou os nossos pecados, suportou a nossa condenação, pagou o preço de resgate, e por causa disso mesmo é irreconciliável a vida superficial de um cristão raso com um profundo entendimento do quanto Cristo teve que sofrer para tornar possível a nossa redenção. Se você professa a fé em Cristo, viva a sua fé na mais radical profundidade possível, e beba to perdão que flui do Salvador (Clavio J. Jacinto)

sábado, 30 de dezembro de 2017

Jó Não Optou pelo Suicidio

Eu preciso ler o livro de Jó periodicamente,  a história desse patriarca revela as profundezas da amargura de um homem, é o limite só superado pelo Calvário.  Jó ultrapassou todas as fronteiras da amargura, bebeu todos os cálices das aflições, foi ferido no mais profundo do seu ser, ele desceu a casa dos vermes, e fez a sua habitação no mais desprezível monturo. Ele mesmo declarou ter fartura de amarguras (Jó 9:18) ele reclama sentido o aço frio da dor aguda no seu coração “Os dias da aflição se apoderaram de mim”(Jó 30:16) muitos testificaram dele: “Sua dor era muito grande” (Jó 2:13) A provação de Jó era o ápice da dor, o cume do sofrimento, o vale da amargura o abismo do desespero.  Eu ainda ouço o grito, o lamento e todos os gemidos de Jó, quando leio a sua história. Ele navegou muito tempo pelo mar das lagrimas mas não naufraga nas profundezas do desespero. Pelo contrario, ele grita “Prova-me e sairei como o ouro”(Jó 23:10). Agora, deixe me dizer algo, mesmo convivendo lado a lado com a mais assombrosa amargura, mesmo beijando os lábios do mais intenso tormento, mesmo convivendo face a face com a mais terrível dor, Jó não procura o caminho do suicídio. Essa não é a sua alternativa,  na sua cosmovisão não há espaço para ela. Ele pode ter sido tentado a isso, a esquecer Deus e render-se  a morte, mas ele não permite tal coisa.  Ele trilha a senda de espinhos que perfura toda a sua alma, mas a esperança nunca vazou pelas feridas abertas pelas tribulações que teve que suportar. É isso! Muitos precisam ouvir isso. Diante da mais intensa escuridão que queria se apossar da sua alma e obscurecer seu pobre coração, ele grita, no oceano acido de todas as dores mais profundas, as suas palavras ecoaram até os confins da plenitude dos tempos (Gálatas 4:4) “eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”(Jó 19:25).  Jó espera em Deus, corre para os braços da graça, experimenta a agridoce espiritualidade de esperança intensa com amargura profunda, e deixa um legado: Sobrevivente de todas as tribulações. O livro de Jó é mais que poesia, é a luz consoladora que aponta o caminho do mais nobre heroísmo, a fervorosa convicção de uma devoção a deus em meio as turbulências da vida, fazem o duro aço das aflições se derreterem, e do arado que rasga a alma humana, o Senhor semeia as mais lindas flores que adornam a entrada do Paraíso. (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Conversão e Realidades Espirituais

                                     
                   UMA NOVA REALIDADE OU VELHAS MENTIRAS DISFARÇADAS?

Se Alguém está em Cristo nova criatura é (II Coríntios 5:17)
 Cada redimido, que passou pelo processo de um novo nascimento, está diante de uma nova vida. Temos que evidenciar isso, como a forma segura de que de fato realmente nos arrependemos de nossos pecados e fomos transformados pelo Senhor. A redenção foi feita através de um sacrifício extremo e perfeito, para conduzir um homem transformado para um estilo de vida radical. Menos do que isso, em alguém que diz ser cristão, pode ser uma  evidencia de fraude espiritual ou de  uma conversão psicológica. Vejamos a vida de um bebê que durante alguns meses vive no útero de sua mãe, quando nasce, descortina-se um novo mundo para ele, ou aquela larva que depois de uma metamorfose se transforma em uma linda e fenomenal borboleta, da vida rastejante de uma larva ao vôo majestoso de uma borboleta, a transformação é ultra-radical. A vida em um útero, num estado fetal para um novo mundo colorido num espaço infinito, é uma experiência radical, uma criança não nasce para o mundo, ela nasce para o universo. Da janela de sua casa um dia ela vai perceber as estrelas e a imensidão cósmica. A regeneração é mais do que uma simples conversão ao evangelho, é uma transformação profunda para que sejamos a imagem de Cristo (Romanos 8:9) Veja como os evangelhos narra a história de um Pedro que a própria sombra assustava, para um homem transformado cuja própria sombra curava ((Mateus 26:74 com Atos 5:15)
Se alguém está em cristo, significa antes de tudo não estar mais em Adão, de uma vida adâmica passa para uma vida em Cristo, o verdadeiro homem transformado pelo evangelho, vive de novidade de vida experimenta o poder do evangelho e é feito em verdadeira justiça e santidade. (Romanos 6:4 com Efésios 4:24) Sua vida é transformada, há um contraste, como há uma diferença enorme entre o um vale de sombras e obscuridades e uma  campina cheia de flores ao raiar majestoso do sol em uma dia de primavera. Percebe a diferença? Você precisa ter essa enorme diferença. Entre um regenerado e um perdido há um abismo enorme, é a sua identidade em Cristo que define isso, no seu dia a dia com o Senhor.
O novo convertido é um santuário ambulante, ele é o embaixador do céu na terra, um farol que ilumina a vida de muitos e orienta por suas virtudes e amor, a vida daqueles que se encontra em trevas. Você tem essas marcas? As pessoas podem olhar para você e ler Cristo triunfante? Podem olhar para você e ler o evangelho em todas as suas atitudes? Pode olhar para suas ações e dizer “Ali vai um santo homem de Deus”?(II Reis 4:9)  Somos cartas vivas, então a leitura que os outros irão evidenciar em nós é “Segue os passos do Cordeiro, onde quer que ele vá”.(Apocalipse 14:4) Deixe me dizer algo mais. Há um problema sério com pessoas desviadas, provavelmente elas nunca conheceram o verdadeiro evangelho, é possível que vieram a Cristo por conveniência ou emoção, mas nunca tiveram uma transformação de coração, é impossível sair da lama do pecado para respirar o ar puro da redenção e então novamente descer aos antros escuros  do ar fumegante do enxofre da maldição do pecado. Se ele desce até esses antros infernais, caminho abominável, cheio de pisadas de homens adâmicos, ele retorna de lá as pressas, um homem transformado pelo evangelho não se detém nos caminhos de pecadores e muito menos no vale da condenação eterna. Agora deixem me dizer ainda mais, porque há pequenos desvios  que muitos experimentam, numa vida espiritual intermitente. Os desviados momentâneos, que por uma falha saem da presença de Deus, falam palavrões, estão diante de uma televisão assistindo programas indecentes, não vão ao culto por causa de uma falta de vontade ou por causa do fastio espiritual, estão assentados na roda dos escarnecedores, estão gastando o tempo em coisas inúteis e triviais, esses também são desviados, por um lapso de tempo, ou por algum momento, estão fazendo o que Cristo não faria, ou estão falando algo que Cristo nunca pronunciaria ou estão em lugares que Cristo evitaria, pequenos desvios, podem ser feitos por homens transformados pelo evangelho, tal como Davi que na época em que os reis deveriam está na guerra, ele estava no ócio, e então contempla uma mulher tomando banho e a deseja para si, nutrindo o desejo até o ato ser consumado, ele estava num lugar errado, desviado de sua missão como rei. Podemos citar o caso de Jonas que desviado do propósito de Deus estava longe da vontade divina para satisfazer a sua própria vontade, este também era um desviado momentâneo. Mas ele não permanece muito tempo lá.(Veja Tiago 5:19 e 20) Sua alma gemerá, ele correrá aos braços da misericórdia divina, ele reparará sua vida dúbia, ele quer ser um marco certo encima do fundamento eterno que é Cristo (I Coríntios 3:11) Um verdadeiro convertido encontra a falha em si mesmo e retorna, um falso convertido coloca a culpa nos outros e não quer mais voltar. “Torna-a a dar-me a tua alegria da tua salvação, e sustem-me com um espírito disposto a te obedecer”(Salmo 51:12)

Prossigo em frente, e antes me deixe dizer que ainda existe outro problema que desejo abordar: a pratica de religião sem evangelho. E isso existe? Claro que sim. Vejo muitos a minha volta fazendo isso. São fieis a tradição religiosa da sua comunidade ou da família. Encontraram um molde espiritual para conter os requintes do amor próprio. Não há nessa gente um desejo de conferir coisas espirituais com espirituais, apenas desejam seguir a ordem de uma religião para de algum modo aplacar a voz da consciência. Veja bem, que isso não é cristianismo verdadeiro. A menos que uma pessoa seja sincera o suficiente para gastar algum tempo da sua vida para confrontar todo o ensino do novo testamento com a sua própria vida, tal pessoa é apenas um entre tantos a mergulharem no oceano das religiões humanas. Digamos que Deus fez uma religião celeste e essa é o cristianismo, mas o homem inventa uma alternativa, para concorrer que a celeste. Então nasce o pseudo cristianismo. Mão se engane, a pratica de uma religião, ainda que intensa, com zelo cuidadoso e extremo e fora da vontade de Deus nada mais é do que uma escolha seguir o caminho ainda mais difícil de alcançar a graça de Deus, porque o orgulho humano endurece o coração e a permanência no erro obscurece a razão, esse é o esmo caminho que os fariseus insistiram em seguir, mesmo que Cristo pessoalmente se apresentasse como o único caminho para o céu. “Tens nome de que vives, e estás morto”(Apocalipse 3:1)

O cristão que nasceu de novo, e digo isto com muito pesar, são muito poucos, eles são as jóias do cristianismo que adornam a coroa da redenção que Cristo comprou com seu próprio sangue na cruz do Calvário (Atos 20:28). Vivem numa nova realidade. Cada verdadeiro cristão, nascido de novo nunca deve se esquecer de seus privilégios em Cristo, da nova vida e das responsabilidades como cidadão do céu que vive aqui nessa terra. Não há visão atrofiada no novo homem,  ele enxerga bem mais além da vida terrena, ele sabe que existe um lugar no céu e ele deve colocar muitos tesouros lá, por isso a vida terrena é um acesso constante ás realidades espirituais e celestiais. Hoje vimos como essa identidade de ser uma nova criatura em Jesus Cristo sofre com a ausência de verdadeiros representantes, e isso de dá por causa do falso evangelho que se alastra pelo mundo competindo com o verdadeiro, porém esses falsos evangelhos promovem a aparência de piedade, contudo negando o poder dela. A verdadeira santidade que surge na vida transformada por Cristo é poderosa em santificar o novo homem. A crise de identidade está em pleno apogeu em nossos dias, um mundo que está sendo cristianizado, mas que não produz as evidencia claras em produzir pessoas com uma Nova vida radical em Cristo. Temos um exemplo de Paulo de amargo perseguidor da igreja transforma-se em um doce seguidor do evangelho ((Atos 9:1 a 30)
Um homem transformado pelo evangelho não está atento as coisas temporais, ele não se contenta com a fragilidade das alegrias terrenas nem com as formas artificiais da vida carnal.

É hora de confrontar a nossa vida (II Coríntios 13:5) será que realmente somos pessoas transformadas pelo evangelho? Há evidencias claras de que nossa vida está sendo moldada pelos valores de Cristo? Será que realmente temos o Espírito de Cristo? Será que temos aquela disposição de não procrastinar, de não permitir que a prevaricação seja um elemento comum nas nossas atitudes? Será que subjugamos nossas opiniões debaixo da autoridade das Escrituras e fazemos da nossa vontade uma serva da vontade de Deus? Essas perguntas definem o tipo de espiritualidade que nutrimos e vivemos, ela pode ser uma fraude evidente quando a nossa vida está sendo construída encima de uma religiosidade sentimentalista, motiva por experiências subjetivas e opiniões humanas e nada mais. O simples professar a Cristo não faz de você um cristão, o saudar alguém na praça muito menos, ter uma cartão de membro, participar  de um batismo litúrgico, freqüentar um culto esporadicamente e cumprir a risca uma agenda religiosa não faz de você uma nova criatura nem mesmo um verdadeiro cristão. Milhões de pessoas fazem isso e estão completamente perdidas. A vida radical de um homem transformado é oposta ao ego e ao mundo.  Uma vida de piedade autentica é uma vida de sacrifício diário é uma vida de submissão autentica ao Senhor, em todos os momentos, não de forma intermitente, mas uma entrega total ao Senhor. Nada de nossas opiniões, nada de decisões egoístas, nada de conveniências pessoais, nada de disfarces, nada de hipocrisias, nada de superficialidades, nada de frieza espiritual, não há espaço para isso numa vida transformada pelo evangelho e orientada pelo poder do Espírito Santo. Que evidência você tem de ser transformado pelo evangelho? Quais são suas perspectivas espirituais? Como você está vivendo a vida cristã? Ela é radical? Nunca tente torna-se um verdadeiro cristão, quando você ainda não é, se as evidencias não provam isso, porque pelos frutos se conhece a arvore, se você um redimido, um regenerado, uma nova criatura em Cristo, As pessoas a sua volta ficarão assustadas pela transformação que você experimentou. Seus inimigos dirão “não vejo nele mal algum” podem ter odiar por tua santidade e não por tuas atitudes, mas se você for falso cristão, as pessoas te odiarão porque você é um hipócrita. Todo hipócrita é um motivo para os filhos do diabo desdenharem da obra de Cristo, eles rirão porque você não vive o poder do evangelho que eles desejariam que você vivesse. Todo o cristão sem a vida de Cristo é uma fraude espiritual.  “Porque para isso sóis chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”(I Pedro I 2:21)

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Conflito de Vontades

                   
                     
                         Conflito de Vontades.

Jesus ensinou na oração do Pai nosso, que o centro do nosso coração deve estar voltado para o trono de Deus “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”(Mateus 6:10) essa é a direção do coração devoto. Nunca podemos desviar esse foco da nossa vida. Estar fora da vontade de Deus é perder o sentido de todas as coisas. Uma posição fora da vontade de Deus é uma evidencia de que não houve remissão. Ninguém fica fora da direção da vontade de Deus por muito tempo. Se uma pessoa é verdadeiramente cristã, ela pode seguir o caminho de Jonas, mas retorna para o centro. Se ela segue o caminho de Caim, ela perde-se dentro da humanidade, mas não deseja mais voltar. Jonas era escolhido, Caim não. A vontade de Deus é o único meio de assegurar que estamos dentro dos Caminhos de Deus. Não adianta querermos sintetizar a vida espiritual, construir mascaras e produzir “faz de contas” para aplacar as militâncias da nossa consciência. A obra de Deus é profunda de mais, para vivermos  de aparências, a obra da Cruz foi cara demais para que seja adotados métodos baratos de piedade. Cristo vale pelo nosso sacrifício por Ele e nada mais. Tudo o mais é mera retórica inverossímil. Jesus disse “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor entra o Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21) Esse era a marca de uma geração maligna, os judeus da época de Jesus eram infectados com uma doença espiritual chamada hipocrisia. Tudo estava envolto numa nebulosa obscura de misturar a opinião humana com a religião. Eles confessavam com os lábios, que criam em Deus, porém o coração estava longe, muito longe de Deus (Mateus 15:8) Da mesma forma, Paulo denunciando falsos mestres diz: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra”(Tito 1:16). Não há como fugir dessa realidade, há uma vontade humana e uma vontade divina, a vontade humana é contaminada com as concupiscência carnais e mas a vontade divina é santa e pura. Por isso Pedro diz de devemos  abster-se  das concupiscências que combatem contra a nossa alma. (I Pedro 2:11) a única competência da nossa vontade é nos enganar, dando um falso pressentimento de que se tivermos uma crença marginal, onde possamos equilibrar o crer em Deus com o não fazer a sua vontade, isso  já algo extraordinário e aceito por Deus. Isso é um engano diabólico.  Para o diabo tomar controle de um coração, a primeira coisa que ele espera é que o homem não obedeça a Deus. Isso é torne-se rebelde. Ele pode ser um rebelde “piedoso”.  O que significa isso? Que ainda continua crendo em alguma coisa boa e ainda esteja fazendo algo de bom. A justiça própria fica iluminada pelos holofotes do nosso orgulho dentro  do coração, como um sinal verde, para continuar  nesse estagio, até a ruína completa, quando percebe-se dessa condição a vitima já  está completamente arruinado.
Há um conflito de vontades dentro de nós, torna-se intenso quando tornamo-nos fracos na vida espiritual, e por fim nos leva a ruína, quando não tratamos de modo radical com esse problema. A questão fundamental é sempre essa: Seguir o Cordeiro, por onde quer que Ele vá (Apocalipse   ) Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu (Mateus 6:10) porque é prudente quem estabelece sua vida e com a da palavra de Deus e obedece,  o inverso é ruína e isso está muito claro no ensino de Cristo  em  Mateus 7:24 a 27. Os  mandamentos foram feito para serem obedecidos e não questionados, assim como o não cumprimento da vontade de Deus é uma vida completamente arruinada e não deve existir argumentos contra isso.  Assim vimos como a essência do pecado começa com conflitos  dessa natureza:  Eva foi confrontada no modo como a vontade de Deus seria ou não importante para si. Fazer a sua própria vontade, ao invés da vontade de Deus foi à ruína da humanidade, o diabo Sabe muito bem fazer com que a vontade de Deus entre em conflito com a vontade do homem, e pondo em confronto essas duas vontades, o homem acaba sucumbindo ao erro de satisfazer a si mesmo, pensando que dessa forma está livre, quando na verdade, o que acontece é que a sua vontade fica presa pelo diabo (II Timoteo 2:26) Uma vez que o diabo consiga prender a vontade do homem, ele também retribui com um falso sentimento de liberdade pois sabe que o homem que se desconecta da vontade de Deus perde o discernimento do certo e errado, e acaba atribuindo atributos benignos em coisas malignas e tal procedimento faz com que seu coração fique endurecido. Eis porque tanta gente acaba perdendo o senso de necessidade de todas espirituais, porque há um entrave na sua alma, um bloqueio, produzido pelo obscurecimento do entendimento.
Somos chamados a reter o princípio da confiança até o fim (Hebreus 3:14) precisamos conservar firma a confiança e a glória da esperança até o fim (Hebreus 3:6). Sim! Convém-nos atentar com mais diligencia para as coisas que temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hebreus 2:1) Nunca podemos chegar ao estado de um coração infiel (Hebreus 3:12). Aos exemplos do Antigo Testamento devemos nos apegar, os erros cometidos pelo povo da antiga aliança são advertências serias contra o engano. E muitas vezes quando abrimos o leque desse problema na nova aliança, precisamos nos deter ao fato que grande parte do problema do conflito de vontades, se dá a nível de apostasia pessoal, portanto segue a advertência “ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência”(Hebreus 4:11) Sim, o fato de continuarmos falsificando nossa condição, tentando convencer a nós mesmos, de que podemos professar uma fé cristã sem contudo praticar as verdades da fé cristã, e isso está tudo certo e deve ser considerado como normal, é um grande engano diabólico. Se o diabo conseguir convencer uma alma sobre tal coisa, ele ganha domínio sobre toda a situação. E lembre-se que ele fará isso de forma bem sorrateira, primeiro ele enfraquece a vitima e depois convence e manipula. Para que possa fazer com que creia que não precisa se reunir para a adorar e receber comunhão e alimento espiritual em uma reunião cristã, primeiro ele trabalha para distanciar uma vitima da congregação. O diabo sabe que o ramo fora da videira seca-se, e aquilo que está seco,  produz um fogo de devoção, só que é fogo estranho.  Esse é o trabalhar de satanás, enquanto que a vontade de Deus é que o cristão seja um membro de um corpo, satanás quer que o cristão seja autônomo, independente e isolado. A vontade de Deus não é essa. A vontade de Deus é que possamos suportar uns aos outros(Efesios 4:2  ) que oremos uns pelos outros ( Tiago 5:16 ) a vontade de Deus é que tudo aquilo que relaciona-se a Ele, seja prioridade, acima de qualquer necessidade secular. Se o sagrado não estiver no seu devido lugar (prioridade) então a vontade de Deus não está prevalecendo em tal pessoa, e isso é fato. De uma forma geral mostra-me as tuas ações e eu mostro quais são tuas prioridades.  SIMPLES ASSIM.
Paulo precisou crucificar o seu eu para vencer esse conflito de vontades (Gálatas 2:20) sua luta pessoal pode ser lida em Romanos 7, mas logo em seguida em Romanos 8 vimos o seu triunfo, porque o andar no Espírito Santo prevaleceu sobre o seu andar na carne (vontade própria) ele venceu. Nós também podemos vencer. Andar na vontade de Deus é impossível sem obedecer a Ele, e desejo ressaltar que essa obediência não é a obediência natural no esforço do velho homem, pois a tendência da carne é buscar alguns subsídios nas Escrituras para tentar buscar justificativas para não comprometer-se integralmente com a palavra de Deus.  A vida cristã verdadeira é uma vida para dentro da Palavra de Deus, não é uma vida supérflua, onde você pode decorar uns versículos bíblicos, argumentar com base em alguns versículos, estampar alguns versículos na janela da casa ou do caso, ler esporadicamente a bíblia, de forma superficial e falar de assuntos relacionados a Deus. O diabo em Mateus 4:1 a 11 conseguiu  citar um salmo (decorado) em Tiago 2:29 lemos  que os demônios são dotados de crenças ortodoxas (Crêem em um só Deus, doutrina não politeísta). A superficialidade espiritual é um prodígio dos próprios demônios. A questão central é a cruz, a vida crucificada, a vida para dentro das Escrituras, como fala-nos Tiago, quando ensina que devemos ser praticantes da Palavra e lá no grego a palavra traduzida para praticante é “genomai” ou seja entrar para dentro das Escrituras, ter a vida submersa nas escrituras, como se o espaço da vida espiritual em que flutuamos fosse a própria bíblia. Aqui não há espaço para a vida rasa. Não existe uma verdade cristã na superfície de versículos bíblicos isolados, para compreendermos a vontade de Deus na sua totalidade e para tocarmos na realidade da Palavra de Deus e compreendermos a Vontade de Deus, precisamos  mergulhar, entrar para dentro das Escrituras.  Isso não sustenta  a idéia de um cristianismo superficial. A vida cristã verdadeira deve ser profunda em todos os sentidos. Só assim entenderemos as coisas profundas do evangelho e a perfeita vontade de Deus. As exigências básicas para essa vida profunda pode ser observada em Romanos 12:1 e 2 “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E, não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Ninguém pode apresentar o corpo em sacrifício vivo a Deus sem experimentar o tratamento severo da vida crucificada. Essa é a realidade pelo qual não podemos fugir jamais.
 Nossa vontade é o maior empecilho para cumprir a vontade de Deus, porque ela precisa estar sujeita a morte, para que a vontade divina prevaleça dentro de nós. Não há como reconciliar duas vontades, porque o ego quer ser o senhor da nossa vida, e não podemos servir a dois senhores (Mateus 6:24). Não existe algo como “servir a Deus do meu jeito” isso está longe do exemplo de Cristo que se submeteu completamente a vontade do Pai. Servir a Deus de acordo com opiniões próprias é opor-se a Deus é rebelar-se a sua vontade e isso é essencialmente satânico. O diabo foi o primeiro ego independente do universo, e desde então cada homem fora da vontade de Deus segue fielmente essa trilha de perdição. Satanás cega o entendimento, o homem pode até enxergar as coisas erradas, não as coisas certas. Ora, ele cega é o entendimento. Tudo gira em torno do objetivo de não transparecer a glória do evangelho, por isso ele cega o entendimento para a verdade. Pois sem um padrão (A palavra de Deus) o homem perde o discernimento, e não percebe que seu estado de rebelião o está conduzindo para a ruína eterna. Nós não somos chamados para viver Cristo centralizando a nós mesmos, nós temos que submeter a nossa vida a Cristo. Ele deve ser o centro a partir da cruz. E como o caminho da cruz é o caminho do sacrifício, ninguém pode servir a Deus de verdade e fazer a vontade dp Senhor, sem sacrifício. O fato de negarmos a nós mesmos é um ato de continua luta contra a nossa vontade. Porque se ela tiver vestígios de força, vai lutar sempre contra o propósito de Deus para a nossa vida. Assim a vontade dita às normas: “não vá o culto” ou “não ore” ou “não jejue”. O ego ditador reclama sua autoridade dentro do coração. Se você resiste e diz “vou ao culto” ou “vou orar” ele protesta: “Você está cansado”.  Se você cede ao seu eu, a vontade de Deus não é feita, você torna-se contra a vontade de Deus. “não deixando a vossa congregação, como é costume de alguns...”(Hebreus 10:25) Aqui  o autor aos hebreus estava falando de judeus que estavam deixando de ir as reuniões cristãs por causa das dificuldades. Então o eu predominou e duas vontades entraram em conflito. Não é fácil manter um processo de progresso espiritual e permanecer firme em servir a Cristo com fidelidade. “Porque necessitais de paciência para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”(Hebreus 10:36) Todas as vezes que deixamos de orar, se reunir e ler a bíblia, duas coisas acontecem, entremos no processo de mornidão, pois não pode haver fervor em quem não ora, se reúne para adorar e receber alimento espiritual através de uma boa pregação e sem viver em comunhão com o corpo de Cristo, que são os redimidos. E satanás promove sentimentos de bem estar, para produzir uma falsa segurança de que tudo vai bem. (Por exemplo: quase sempre, pessoas que estão espiritualmente falidas, não reconhecem que estão perdidas ou desviadas) O diabo fortalece o ego que a bíblia manda mortificar, e se ele consegue fazer isso, a vontade egoísta terá enorme poder sobre o enganado, então a vontade humana prevalece e a vontade de Deus é ignorada. Então cumpre-se a palavra que diz “Aquele que diz: eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”(I João 2:4). Olhe como esse versículo é preciso sobre esse assunto. Não adianta de nada dizer que conhece a Deus, o simples professar é muito raso, até os demônios fazem isso (Tiago 2:29) é preciso guardar os mandamentos, pois é através deles que a vontade de Deus está revelada aos homens.
O ego não mortificado torna-se, quando nutrido pela nossa teimosia de independência ,no mais abominável de todos os ídolos a alojar-se clandestinamente dentro do nosso coração.
A vida triunfante segue a crucificação do ego, não haverá progresso espiritual, se a vontade de Deus não for o alvo da nossa existência. Não há espaço para uma vida cristã superficial para o verdadeiro cristão. Aquilo que não passa pelo caminho do sacrifício por amor ao evangelho é  palha que sustenta  o fogo da falsa religião. Quem não faz a vontade de Deus, mas deixa a sua vontade tomar as decisões sobre coisas espirituais, continua sendo um ímpio sustentando um faz de conta de vida piedosa. É uma falsificação, tentar servir a Deus, fazendo a própria vontade nada mais é do que pirataria espiritual. Que a vontade de Deus possa prevalecer em nossas vidas, como está escrito acerca de Cristo que é a causa da eterna salvação a todos os que obedecem a Ele (Hebreus 5:9) o que predomina na sua vida, a sua vontade ou a vontade de Deus?

Clavio Juvenal Jacinto


quarta-feira, 1 de março de 2017

Como devemos esperar a vinda de Cristo?



Parece que havia um problema entre os tessalonicenses, quando Paulo escreveu sua segunda carta aquela igreja. A mensagem da vinda de Cristo surtiu um efeito negativo, os tessalonicenses entenderam que a vinda de Cristo era breve, então deveriam para de trabalhar. Todas as vezes que a doutrina da segunda vinda de Cristo é mal entendida, parece que gera confusão. O profetismo falso, durante seculos tem sido assim,  muitos marcaram datas para o arrebatamento e fim do mundo, e as pessoas enganadas reagiram da forma mais absurda, alguns se vestiram de branco e subiram aos montes aguardando o dia, outros venderam suas propriedades e ainda outros tornaram-se desocupados, deixaram seus empregos. A ociosidade parece ser a reação daqueles que ão vitimas de engano (Veja II Tessalonicenses 3:10 a 12). Estabelecer datas para a vinda de Cristo é um erro comum entre os que não respeitam o texto bíblico e ignoram as advertências de Cristo.

Jesus sempre nos admoestou a estarmos vigilantes (Marcos 13:37) nunca nos orientou a uma vida ociosa, em nenhum circunstância jamais ensinou isso, e os apóstolos seguiram as suas pisadas. Um fato singular relacionando a vinda de Cristo é que o preparo se dá em meio a vida normal, e Jesus diz que dois estarão no campo, um será levado e outro deixado. A verdadeira fé nos leva para as atividades licitas, em estado de vigilância e santidade. Ora, vimos isso claramente lendo Lucas 21:36. E m meio as turbulências da era profética e da proximidade da vinda de Cristo, o cristão labuta por viver uma vida digna, e também deseja dar uma  vida digna a sua família. É um erro, tentar viver de outra forma. A piedade deve ser um exercício em meio a disciplina do trabalho.  Pelo fato do dia do Senhor estar perto, então devemos intensificar nossa vida de oração e trabalhar não somente para santificar o nosso testemunho, mas para viver a vida como Deus nos orienta. Temos que trabalhar para comer. Além disso, o trabalho vai nos possibilitar intensificar nossa missão de compartilhar o evangelho, de alguma forma pois teremos possibilidade de ajudar um missionário ou uma agencia missionaria, ofertar para a compra de bíblia e livros, e termos também a possibilidade de evangelizar a nossa família, presenteando nossos amigos e familiares com bons livros, bíblias e incentivá-los a busca ao Senhor enquanto é tempo e invocá-lo enquanto está perto. Dessa forma, estaremos esperando o Senhor de forma correta, com sabedoria e discernimento. Nunca se esqueça desse princípio, e fuja de grupos, seitas e ou pessoas que já marcaram datas para a vinda de Cristo ou que receberam “revelações” sobre datas futuras do arrebatamento ou da vinda de Cristo, pois isso é o engano que se repete, para desacreditar a bendita esperança.

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

As Aguas do Batismo Apagam Nossos Pecados?




A regeneração batismal é a doutrina de que o batismo nas águas tem efeito salvífico e regenerativo, alguns apelam para textos como Atos 2;38 João 3:5, Marcos 3;21 etc. Embora essas passagens pareçam apoiar tal doutrina, devemos sempre respeitar todo o contexto das escrituras com relação a doutrina da regeneração. O batismo não salva ninguém, porque a salvação não vem por obras humanas, mas através do salvador Jesus Cristo.(João 14:6 com Atos 4:29) essa declaração é uma ortodoxia pura e por si só já refuta a teoria doutrinal da regeneração batismal. Toda a economia da redenção está fundamentada no derramamento de sangue, não a imersão em águas. É o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29) É Cristo quem leva nossos pecados no madeiro (I Pedro 2:24) Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados (Hebreus 9:22 com Levítico 17;11 ) O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado (I João 1:7).  Todo o Novo Testamento apoia-se na inauguração de uma Nova Aliança cujo fundamento é o sangue de Cristo que foi derramado no Calvário. Pedro ensina-nos em I Pedro 1:18 e 19 que não foi com coisas corruptíveis como prata ou ouro (matéria maculada pela queda) que fomos resgatados da nossa vã maneira de viver, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado(Corpo e sangue não maculados pela queda e pelo pecado).  Constitui-se um erro forçar certos textos das escrituras relacionados ao batismo nas águas, para minimizar a obra de Cristo na cruz. Ora o batismo tem  um efeito posterior a redenção, uma identificação com a morte e a ressurreição de Cristo. As águas batismais de nada valem, se elas mesmos não estiverem debaixo do poder e da autoridade do sangue redentor do Senhor Jesus Cristo. A realidade de todas as coisas espirituais é a pessoa de Cristo e a sua obra redentora, não os ritos e os processos litúrgicos. Esses últimos  devem estar debaixo dessa realidade que dá vitalidade e substancia a elas. Um salvo é visto no céu com os efeitos da redenção realizado pelo sangue de Cristo, a macula do pecado é purificada por esse sangue imaculado (Apocalipse 7:14) Que as águas do batismo apenas simbolizam o que Cristo fez na cruz, e que essa ordenança está sob os efeitos e os méritos do sangue do Cordeiro de Deus, o nosso Salvador Jesus Cristo, pode ser visto de forma clara em passagens como Apocalipse 1:5 “...Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou de nossos pecados”.  Ainda em Efésios 1:7 lemos “Temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados”. Esse é o testemunho universal das escrituras. O batismo por sua vez cumpre apenas o papel de simbolizar as realidades da redenção, e é dentro dessa cosmovisão que precisamos entender todas as ordenanças do novo testamento, Cristo é a realidade que dá vida a todas as coisas relacionadas a fé cristã.

DEUS abençoe a todos


Pr Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O Ordinário e o Extraordinario

Porque não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e gostar das coisas inteiramente (Inacio de Loyola)

O que percebemos com o coração é m ais importante e precioso do que as coisas que sentimos e observamos exteriormente de forma superficial. As riquezas e os detalhes do que é essencialmente v verdadeiro não devem passar despercebidos de nossa vida, devem ser no entanto a essência da nossa satisfação. Aceitar a beleza de uma flor como uma riqueza que nos concede graça, satisfação e alegria interior, é por esse caminho que encontramos um padrão de vida espiritual mais elevada.É a percepção profunda e elevada que da o verdadeiro sentido as coisas. Muitas vezes uma visão superficial das coisas a nossa volta nos impede de ver o verdadeiro significado de algo, que pode nos transmitir lições. Precisamos modificar nosso modo de ver as coisas, pois de outra forma, jamais conseguiremos perceber as preciosidades que a DEUS nos dá por sua criação. Um mergulho do coração na realidade invisível aos olhos superficiais, é um caminho mais abençoado, onde podemos desfrutar de coisas extraordinárias, onde a maior parte das pessoas, enxerga somente o ordinário.


CJJ

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Caminho da Perfeição Espiritual


O Caminho da perfeição espiritual é iluminada pelo amor que nasce de um coração puro, de um amor puro que nasce de um coração aperfeiçoado, e de um caminho que DEUS escolhe para que possamos andar depois que negamos a nós mesmos.


Pr Clavio J. Jacinto

sábado, 20 de agosto de 2016

Sobre Perdão e Cura


Nenhuma ferida do coração pode ser fechada e cicatrizada, se antes de tudo, se antes de tudo não estiveres disposto a perdoar (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Monturo


Ergue-te do teu monturo
Do fétido monte de teus pecados
Lava-te no sangue do Eterno Cordeiro
Ou teu destino breve,, será:
A perdição sempre eterna
Porque o fogo que não se apaga
Será a vestimenta
De uma alma não redimida

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pecados e Arrependimento


Você pode gerenciar eficazmente os seus pecados, mas isso nunca pode significar que você se arrependeu de seus pecados.

Henry Brandt

sábado, 2 de julho de 2016

Quem Merece o Céu?




O evangelho é uma luz que alumia a consciencia do homem para um entendimento claro de que o Céu é dado para quem se entrega incondicionalmente a Cristo

Pr Clávio J. Jacinto

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