O espírito do Senhor diz: “Mas quero vos lembrar...(Judas 5) Deus sempre nos alerta para nos lembrar das tragédias conseqüentes das más escolhas. Por isso Cristo disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló”(Lucas 17:32) assim, Judas nos manda lembrar de Sodoma e as cidades adjacentes, dos anjos que não guardaram a posição espiritual, do povo que saiu do Egito, mas foram destruídos porque não creram. É uma questão crucial ouvir e lembrar, e ter como advertência as Palavras do Senhor e as tragédias narradas nela. Um povo ouviu um grande profeta,Balaão, havia nele uma suposta grande piedade, era humilde e se apresenta sem negociar a fé, mas como é impossível esconder a falsidade verdadeira por trás de uma mascara de falsa santidade, como é difícil manter-se humilde, alimentando a avareza com sonhos mercenários no coração, como é difícil manter o status de anonimato com a alma vorazmente sedenta por fama, aplausos e interesses pessoais, logo se vendeu, ás custas de estratégias sutis e artimanhas diabólicas para corromper aquelas almas inocentes e sem discernimento. É bom lembrar que Esaú vendeu sua primogenitura por causa da conveniência, a fome lhe sobrepunha aos interesses espirituais e a gula deu lugar a vigilância, o imediatismo matou a paciencia dele. Sara queria um filho, mas o que devia prevalecer era fazer as coisas do seu jeito, de acordo com suas opiniões (Ah ! como a maioria dos cristãos de hoje caem nessa armadilha ardilosa) e Eva, comeu do fruto, por causa de uma promessa de tornar-se divina, acreditou mais nas falsas promessas da serpente do que nas verdadeiras advertências do Senhor, o povo hebreu recém liberto do jugo faraônico, naquele auge de sinais e maravilhas e tão magnífica libertação, vendo o monte fumegando e o estrondo e os relâmpagos e o poder de Deus, fizeram um ídolo praticando prostituição espiritual nem rebelde corrupta idolatria, inventaram um entretenimento religioso, inventando uma religião prazerosa e divertida, pois o negocio de leis, santidade e obediência parecia muito enfadonho, e Davi, o rei, vendo Betseba, aquela mulher linda, símbolo da ostentação erótica, banhando-se e criando um cenário sensual expondo-se aos olhos do homem que não era seu esposo, fez Davi tomar do fogo da própria concupiscência e incendiar o seu coração do desejo de adulterar com ela, trazendo morte e desgraça para sua família, e Saul que tinha a mania de dar as pessoas o que elas queriam, desceu os degraus da decadência espiritual até os antros negros da feitiçaria ao consultar uma mulher que invocava os espíritos, buscando consultar a Deus por meios não convencionais, todos esses exemplos perpetuam nossas manias e desejos. A natureza humana carrega esse fardo do rebeliões diante de si, de sorte que apenas posso terminar minha mensagem com as mesmas do Espírito Santo que as começou “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz...”(apocalipse 2:7)
C. J. Jacinto.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Um Homem Incomum
“Quando entrardes na cidade,
encontrareis um homem levando um pote de água”(Lucas 22:10). Uma cena incomum,
um homem incomum, uma atividade comum. Um homem andando pelas ruas de Jerusalém
com um cântaro de água. Não era algo freqüente, e então tal homem torna-se a
referencia de Cristo. Você talvez nunca tenha ouvido falar sobre ipseidade,
este é um termo filosófico, é a soma das características de um homem incomum,
virtudes especiais de uma pessoa, que a tornam diferentes de todas as outras.
Aquele homem com um cântaro de águas percorria o caminho da diferença, a
atividade era comum, quem estava fazendo não. No Antigo Testamento, alguém
notou que Eliseu era um homem santo de Deus, os judeus notaram que o rosto de
Moisés resplandecia, os amigos de Enoque perceberam que ele tinha desaparecido
sem deixar rastros, alguns inimigos da fé cristã notaram que Estevão tinha
rosto de anjo, os nativos da ilha de Malta perceberam que Paulo era imune ao
veneno das serpentes, João batista vestia-se de roupas feitas de pelos de
camelo e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, Abel ofereceu uma oferta
mais preciosa ao Senhor, Abraão teve a ousadia de ofertar seu próprio Filho ao
Senhor, José suportou todas as contrariedades com paciência, Daniel dormiu
confortavelmente entre leões famintos. Em Jerusalém um homem levava um cântaro
de água, essa era a diferença, porque mulheres eram responsáveis por essa
atividade. Ninguém sabe quem é este homem, ele é anônimo nas paginas das
Escrituras, mas sua atividade era incomum. Em Atos 9:36 a 42, vimos que Dorcas
com uma agulha, exercia uma atividade especial. Ela era especial porque todas
as viúvas choravam e mostravam os vestidos que Dorcas tinha feito quando ainda
estava viva. Hoje em dia, há ima grande necessidade de homens que sejam
diferentes, almas que sejam luz e sal, num mundo escuro que se corrompe.
Precisamos de homens dispostos a ser diferentes, a serem santos. Sim! Nosso
mundo carece de homens transformados pelo evangelho, que representem os valores
do Reino de Deus, que estejam sustentados pelo cetro da equidade do Senhor.
Homens incomuns, no meio de uma geração acostumada com a iniqüidade, alienadas
pelos valores mundanos. Homens que sejam luminares espirituais em meio a
escuridão espiritual. Para sermos incomuns, temos que viver foram do comum, e
enquanto que a civilização está sendo corroída desde os fundamentos pelos
excessos do pecado, a homem santo torna-se incomum porque não se conforma com
esse século. Viver para Deus, em consagração ao Senhor, com o coração voltado
para as realidades espirituais, é viver uma vida incomum. A maioria opta pelos fins que justificam os meios, adaptam-se aos conceitos
relativistas da nossa era. Mesmo confessando a fé cristã, a maioria faz parte
do clube da religião comum, a empreitada da fé consiste em adaptar-se a moda
vigente, seria humilhante demais subjugar-se a vontade divina no meio da
cultura das delicias hedonistas que cimentam a sociedade materialista. O culto
do prazer é a moda, e até a fé cristã foi contaminada pelo “Sentir-se bem a
qualquer custo”, ter uma experiência religiosa prazerosa é um degrau exigido
para nutrir o sentimento de ser especial. Mas carregar um cântaro de água e ser
exposto aos olhos alheios é algo muito pobre de sentimentos de honras sociais.
E então? Você, Afinal de contas é
incomum? A santidade as vezes parece ser ridícula aos olhos da filosofia
humana, desprezível aos conceitos humanistas, inaceitável aos valores do mundo,
porém, é uma exigência básica aos que desejam viver pelas veredas do evangelho,
que sejam diferentes, que sejam incomuns, que sejam santos. (Clavio J. Jacinto)
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terça-feira, 20 de março de 2018
Religião Pura e Imaculada
Há sim uma religião pura, Tiago atesta
isso em Tiago 1:27, ela existe, é pura porque ela não é uma religião humana.
Todas as outras com certeza são humanas, a religião cristã do Novo Testamento é
alicerçada na sabedoria que vem do alto, não na terrena que é animal e diabólica.(Tiago3:15
a 17) A religião verdadeira é viva e eficaz, porque está sustentada pela
Palavra viva e eficaz (Hebreus 4:12) a religião terrena é idolatra. Os ídolos num sistema mais primitivo são
feitos de pedras ou madeira, mas na religião humanista mais sofisticada o ídolo
é feito com o material imaginário do ego. Grandes partes das pessoas que conheço
nunca se livraram da idolatria, eles apenas deixaram de adorar os ídolos de
pedra, para adorarem os ídolos do coração, materialismo, sentimentos e o próprio
ego. É claro que nesse circulo vicioso em que a religião terrena se move, o que
se aperfeiçoou foram os ídolos. Um ídolo muito comum hoje é a emoção. As pessoas
dizem que sentem Deus ali ou acolá, mas a religião cristã não é uma religião de
sentimentos, é uma religião de fé. A
religião terrena pode ser poética, ter toques suaves de boas palavras, rituais
interessantes, terem pompas e festivais, porém é uma religião morta, pode ser filosófica,
mas morta, todo o mover dela é um mover para a desobediência, para a oposição a
Deus, para a rebelião contra os mandamentos de Deus. É um sistema de equívocos.
Desde os tempos mais primitivos, a raça adâmica buscou desenvolver uma religião
sem o verdadeiro Deus. Uma religião puramente experiencial, visual e utilitária.
Temo que grande parte da religião cristã moderna esteja trilhando essa mesma
senda obscura, satanás sabe que uma falsificação da fé cristã sob a junção de
um materialismo e um humanismo refinado produz subsídios espirituais
permanentes para os homens rejeitarem a mensagem da cruz, que promove a
eternidade pelo custo ao sacrifício dos prazeres temporais do “aqui e agora”
Sei o quanto isso é real, a religião terrena produz aquilo que o homem terreno
ama, é a religião dos aplausos e da vangloria evanescente, as pessoas vendem
suas almas ao custo da religião que produz espetáculo. Os céus silenciam diante
dos homens que vendem a sua própria alma em troca da vanglória do mundo. No caminho
antigo, poucos andam, e como Enoque, nas margens da existência terrena, apenas
aguardam serem levados por Deus para um lugar melhor. (Clavio J. Jacinto)
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
IRREPREENSÍVEIS?
IRREPREENSÍVEIS?
“Para que sejais irrepreensíveis,
filhos de Deus inculpáveis” (Filipenses 2:15). É fácil confessar uma vida sem conteúdo,
a crença não é produto humano, os demônios crêem (Tiago 2:19) porém há uma
diferença básica: demônios não estão sujeitos a justiça do evangelho. Todos
sabemos que a justiça de Deus se manifesta no evangelho (Romanos 1:17) se
vivermos por essa justiça, seremos uma evidencia da veracidade da fé cristã. A
vida espiritual consiste em ser sal e luz, ser exemplo, ser santo, ser irrepreensível
e inculpável, diante dessa geração maligna. O testemunho de muita gente que
professa a fé cristã está comprometido. Podem insistir na crença, mas negam com
as obras, elas são reprovadas. Confessam a Deus, mas negam por suas atitudes e
escolhas e comportamentos ímpios, tais são reprovados aos olhos de Deus (Tito
1:16)Há uma enorme quantidade de pessoas que professando a religião cristã,
fazem de modo superficial e hipócrita. Eles usam uma camisetas estampada com um nome religioso, colocam um adesivo no carro, compartilham versículos
bíblicos nas redes sociais, gostam de saudações publicas, mas não são irrepreensíveis
e inculpáveis. Não possuem a moral de bater na porta dos vizinhos para falar de salvação e da fé transformadora,
não são exemplos de santidade entre os familiares,
se tentarem pregar a eles, serão envergonhados e rejeitados, serão pisoteados
como o sal insípido. Que o mundo nos odeie por causa de nossa santidade, mas ai
de nós, se o mundo nos rejeita por causa do mau testemunho! Não há um pecado tão grave, quanto a sermos obstáculos
para impedir que os outros venham a
Cristo. Não há algo tão maligno quanto ser uma causa para os ímpios não
responderem ao evangelho. Que o mundo nos rejeite por amor a Cristo, nunca porque
somos hipócritas. Podemos sim ser irrepreensíveis e inculpáveis, o Espírito
Santo exige isso de nós! As pessoas podem rejeitar a nossa mensagem, todavia
jamais podem nos acusar de hipocrisia, jamais devem lançar em nosso rosto que
somos mal pagadores, fofoqueiros, briguento, avarentos, ou seja lá o que for que manche a reputação de
um santo, o mundo rejeitou e Cristo, todavia ele disse: “Quem dentre vós me convence
de pecado?”(João 8:46) Assim, devemos
seguir seus passos (I Pedro 2:21). Nossa geração carece de homens santos, irrepreensíveis
e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis. O mundo jaz em malignas trevas e
carece de santos que brilhem com a pura luz celestial. Nesse pântano fétido de pecados
que se tornou a nossa sociedade, os lírios celestes precisam desabrochar para que o mundo saiba que existe o bom perfume de
Cristo (II Coríntios 2:15). Do mundo a sua volta, abre-se a janela da sunamita,
e por ela os teus familiares e os teus vizinhos olham você passando, será que a
visão deles é esta: “Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós
é um santo homem de Deus” (II Reis 4:8 e 9)? Ou você tem sido um empecilho, uma
nuvem negra e sem águas a impedir que a
resplandecente estrela da manhã brilhe sobre os pecadores? Ouça o que Paulo diz:
“Examinai-vos a vós mesmos, se permanecei na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não
sabei quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais
reprovados” (II Coríntios 13:5)
Clavio J. Jacinto
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
POLIDO PELAS AFLIÇÕES
Se és bom soldado de Cristo
Sofre as aflições
Suporta a dor
Pois também as pedras preciosas
Sofrem a lapidação
As dores ainda que tão agudas
São as mãos
Rudes mas benditas que tecem
A pérola no choro do mar
Não tema as aflições permissivas
Pois as jóias da Coroa da vida são polidas
Enquanto choras e cantas
Quando ainda és peregrino sobre a terra
Clavio J. Jacinto
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
A CRUZ: ESPELHO DE MEUS PECADOS
Sobre Cristo na cruz, vimos todos
os requintes de crueldades, ele suportou a cruz (Hebreus 12:2) ela é um escândalo
(Gálatas 5:11) foi a través da obra realizada nela, que os eleitos receberam a
reconciliação.(Efésios 2:16). Cada cristão autentico recebe uma cruz diária (Mateus
16:24) a obra consumada da cruz precisa
exercer poder sobre nossa vida, nunca deve ser uma obra vã em nossa vida
espiritual, ela deve afetar todas as esferas da nossa vida (I Coríntios 1:17)
de outra forma seremos inimigos da cruz de Cristo (Filipeses 3:18). A cruz
carrega a morte e a maldição, nela cristo morreu pelos nossos pecados (I Coríntios
15:4 e Gálatas 3:13). A cruz é um espelho. Reflete as nossas abominações que
foram derramados em Cristo, revela a face da nossa iniqüidade, revela as
afrontas e o vilipendio de nossas atitudes, a cruz é uma demonstração clara da
natureza humana transbordando de pecados, e o modo como a justiça de Deus trata
esse assunto. As áspides de nossos pecados devoram o Filho de Deus, esse veneno
letal, chaga de mortandade eterna que devora a carne de Cristo na cruz. É o juízo
de Deus, nossas penalidades sobre o mais santo dos homens, as mascaras da nossa
vergonha é posta na face de Cristo, o peso de todas as iniqüidades Ele carrega
em suas costas, todo o peso de um universo de malignidades está sob seus
ombros, os homens zombam, o fel é mais doce do que nossos pecados, os açoites
são mais suaves do que nossas iniqüidades, a escoria de nossas ações são mais terríveis
do que a sede do deserto de um crucificado. Este é o espelho de nossa face adâmica,
a cruz demonstra o quanto somos iníquos. Ali está a imagem nítida da assombração de
nossos pecados, Ele carrega sobre si nossas atitudes mórbidas e nossos
pensamentos apodrecidos pelos efeitos da necrose espiritual, até mesmo o sol se
assusta diante da crucificação, e as trevas abraçam aquele cenário de
crueldade, Cristo está ali na cruz, não há nada de superficial na obra
consumada e perfeita da cruz de Cristo, não há nada suave no cenário da
redenção, o núcleo central onde converge a libertação de cada homem redimido, é
associado por um preço inestimável de dor, vergonha e sofrimento. Ele levou os
nossos pecados, suportou a nossa condenação, pagou o preço de resgate, e por
causa disso mesmo é irreconciliável a vida superficial de um cristão raso com
um profundo entendimento do quanto Cristo teve que sofrer para tornar possível a
nossa redenção. Se você professa a fé em Cristo, viva a sua fé na mais radical
profundidade possível, e beba to perdão que flui do Salvador (Clavio J.
Jacinto)
sábado, 30 de dezembro de 2017
Jó Não Optou pelo Suicidio
Eu preciso ler o livro de Jó periodicamente, a história desse patriarca revela as
profundezas da amargura de um homem, é o limite só superado pelo Calvário. Jó ultrapassou todas as fronteiras da amargura,
bebeu todos os cálices das aflições, foi ferido no mais profundo do seu ser,
ele desceu a casa dos vermes, e fez a sua habitação no mais desprezível monturo.
Ele mesmo declarou ter fartura de amarguras (Jó 9:18) ele reclama sentido o aço
frio da dor aguda no seu coração “Os dias da aflição se apoderaram de mim”(Jó
30:16) muitos testificaram dele: “Sua dor era muito grande” (Jó 2:13) A
provação de Jó era o ápice da dor, o cume do sofrimento, o vale da amargura o
abismo do desespero. Eu ainda ouço o
grito, o lamento e todos os gemidos de Jó, quando leio a sua história. Ele
navegou muito tempo pelo mar das lagrimas mas não naufraga nas profundezas do
desespero. Pelo contrario, ele grita “Prova-me e sairei como o ouro”(Jó 23:10).
Agora, deixe me dizer algo, mesmo convivendo lado a lado com a mais assombrosa
amargura, mesmo beijando os lábios do mais intenso tormento, mesmo convivendo
face a face com a mais terrível dor, Jó não procura o caminho do suicídio. Essa
não é a sua alternativa, na sua
cosmovisão não há espaço para ela. Ele pode ter sido tentado a isso, a esquecer
Deus e render-se a morte, mas ele não
permite tal coisa. Ele trilha a senda de
espinhos que perfura toda a sua alma, mas a esperança nunca vazou pelas feridas
abertas pelas tribulações que teve que suportar. É isso! Muitos precisam ouvir
isso. Diante da mais intensa escuridão que queria se apossar da sua alma e
obscurecer seu pobre coração, ele grita, no oceano acido de todas as dores mais
profundas, as suas palavras ecoaram até os confins da plenitude dos tempos (Gálatas
4:4) “eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”(Jó
19:25). Jó espera em Deus, corre para os
braços da graça, experimenta a agridoce espiritualidade de esperança intensa
com amargura profunda, e deixa um legado: Sobrevivente de todas as tribulações.
O livro de Jó é mais que poesia, é a luz consoladora que aponta o caminho do
mais nobre heroísmo, a fervorosa convicção de uma devoção a deus em meio as turbulências
da vida, fazem o duro aço das aflições se derreterem, e do arado que rasga a
alma humana, o Senhor semeia as mais lindas flores que adornam a entrada do Paraíso.
(Clavio J. Jacinto)
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Conversão e Realidades Espirituais
Se Alguém está em Cristo nova
criatura é (II Coríntios 5:17)
Cada redimido, que passou pelo processo de um
novo nascimento, está diante de uma nova vida. Temos que evidenciar isso, como
a forma segura de que de fato realmente nos arrependemos de nossos pecados e
fomos transformados pelo Senhor. A redenção foi feita através de um sacrifício
extremo e perfeito, para conduzir um homem transformado para um estilo de vida
radical. Menos do que isso, em alguém que diz ser cristão, pode ser uma evidencia de fraude espiritual ou de uma conversão psicológica. Vejamos a vida de
um bebê que durante alguns meses vive no útero de sua mãe, quando nasce,
descortina-se um novo mundo para ele, ou aquela larva que depois de uma
metamorfose se transforma em uma linda e fenomenal borboleta, da vida
rastejante de uma larva ao vôo majestoso de uma borboleta, a transformação é
ultra-radical. A vida em um útero, num estado fetal para um novo mundo colorido
num espaço infinito, é uma experiência radical, uma criança não nasce para o
mundo, ela nasce para o universo. Da janela de sua casa um dia ela vai perceber
as estrelas e a imensidão cósmica. A regeneração é mais do que uma simples
conversão ao evangelho, é uma transformação profunda para que sejamos a imagem
de Cristo (Romanos 8:9) Veja como os evangelhos narra a história de um Pedro
que a própria sombra assustava, para um homem transformado cuja própria sombra
curava ((Mateus 26:74 com Atos 5:15)
Se alguém está em cristo,
significa antes de tudo não estar mais em Adão, de uma vida adâmica passa para
uma vida em Cristo, o verdadeiro homem transformado pelo evangelho, vive de
novidade de vida experimenta o poder do evangelho e é feito em verdadeira
justiça e santidade. (Romanos 6:4 com Efésios 4:24) Sua vida é transformada, há
um contraste, como há uma diferença enorme entre o um vale de sombras e
obscuridades e uma campina cheia de
flores ao raiar majestoso do sol em uma dia de primavera. Percebe a diferença?
Você precisa ter essa enorme diferença. Entre um regenerado e um perdido há um
abismo enorme, é a sua identidade em Cristo que define isso, no seu dia a dia
com o Senhor.
O novo convertido é um santuário
ambulante, ele é o embaixador do céu na terra, um farol que ilumina a vida de
muitos e orienta por suas virtudes e amor, a vida daqueles que se encontra em
trevas. Você tem essas marcas? As pessoas podem olhar para você e ler Cristo
triunfante? Podem olhar para você e ler o evangelho em todas as suas atitudes?
Pode olhar para suas ações e dizer “Ali vai um santo homem de Deus”?(II Reis
4:9) Somos cartas vivas, então a leitura
que os outros irão evidenciar em nós é “Segue os passos do Cordeiro, onde quer
que ele vá”.(Apocalipse 14:4) Deixe me dizer algo mais. Há um problema sério
com pessoas desviadas, provavelmente elas nunca conheceram o verdadeiro
evangelho, é possível que vieram a Cristo por conveniência ou emoção, mas nunca
tiveram uma transformação de coração, é impossível sair da lama do pecado para
respirar o ar puro da redenção e então novamente descer aos antros escuros do ar fumegante do enxofre da maldição do
pecado. Se ele desce até esses antros infernais, caminho abominável, cheio de
pisadas de homens adâmicos, ele retorna de lá as pressas, um homem transformado
pelo evangelho não se detém nos caminhos de pecadores e muito menos no vale da
condenação eterna. Agora deixem me dizer ainda mais, porque há pequenos desvios
que muitos experimentam, numa vida espiritual
intermitente. Os desviados momentâneos, que por uma falha saem da presença de
Deus, falam palavrões, estão diante de uma televisão assistindo programas
indecentes, não vão ao culto por causa de uma falta de vontade ou por causa do
fastio espiritual, estão assentados na roda dos escarnecedores, estão gastando
o tempo em coisas inúteis e triviais, esses também são desviados, por um lapso
de tempo, ou por algum momento, estão fazendo o que Cristo não faria, ou estão
falando algo que Cristo nunca pronunciaria ou estão em lugares que Cristo
evitaria, pequenos desvios, podem ser feitos por homens transformados pelo
evangelho, tal como Davi que na época em que os reis deveriam está na guerra,
ele estava no ócio, e então contempla uma mulher tomando banho e a deseja para
si, nutrindo o desejo até o ato ser consumado, ele estava num lugar errado,
desviado de sua missão como rei. Podemos citar o caso de Jonas que desviado do
propósito de Deus estava longe da vontade divina para satisfazer a sua própria
vontade, este também era um desviado momentâneo. Mas ele não permanece muito
tempo lá.(Veja Tiago 5:19 e 20) Sua alma gemerá, ele correrá aos braços da
misericórdia divina, ele reparará sua vida dúbia, ele quer ser um marco certo
encima do fundamento eterno que é Cristo (I Coríntios 3:11) Um verdadeiro
convertido encontra a falha em si mesmo e retorna, um falso convertido coloca a
culpa nos outros e não quer mais voltar. “Torna-a a dar-me a tua alegria da tua
salvação, e sustem-me com um espírito disposto a te obedecer”(Salmo 51:12)
Prossigo em frente, e antes me
deixe dizer que ainda existe outro problema que desejo abordar: a pratica de
religião sem evangelho. E isso existe? Claro que sim. Vejo muitos a minha volta
fazendo isso. São fieis a tradição religiosa da sua comunidade ou da família.
Encontraram um molde espiritual para conter os requintes do amor próprio. Não
há nessa gente um desejo de conferir coisas espirituais com espirituais, apenas
desejam seguir a ordem de uma religião para de algum modo aplacar a voz da consciência.
Veja bem, que isso não é cristianismo verdadeiro. A menos que uma pessoa seja
sincera o suficiente para gastar algum tempo da sua vida para confrontar todo o
ensino do novo testamento com a sua própria vida, tal pessoa é apenas um entre
tantos a mergulharem no oceano das religiões humanas. Digamos que Deus fez uma
religião celeste e essa é o cristianismo, mas o homem inventa uma alternativa,
para concorrer que a celeste. Então nasce o pseudo cristianismo. Mão se engane,
a pratica de uma religião, ainda que intensa, com zelo cuidadoso e extremo e
fora da vontade de Deus nada mais é do que uma escolha seguir o caminho ainda
mais difícil de alcançar a graça de Deus, porque o orgulho humano endurece o
coração e a permanência no erro obscurece a razão, esse é o esmo caminho que os
fariseus insistiram em seguir, mesmo que Cristo pessoalmente se apresentasse
como o único caminho para o céu. “Tens nome de que vives, e estás morto”(Apocalipse
3:1)
O cristão que nasceu de novo, e
digo isto com muito pesar, são muito poucos, eles são as jóias do cristianismo
que adornam a coroa da redenção que Cristo comprou com seu próprio sangue na
cruz do Calvário (Atos 20:28). Vivem numa nova realidade. Cada verdadeiro
cristão, nascido de novo nunca deve se esquecer de seus privilégios em Cristo,
da nova vida e das responsabilidades como cidadão do céu que vive aqui nessa
terra. Não há visão atrofiada no novo homem, ele enxerga bem mais além da vida terrena, ele
sabe que existe um lugar no céu e ele deve colocar muitos tesouros lá, por isso
a vida terrena é um acesso constante ás realidades espirituais e celestiais.
Hoje vimos como essa identidade de ser uma nova criatura em Jesus Cristo sofre
com a ausência de verdadeiros representantes, e isso de dá por causa do falso
evangelho que se alastra pelo mundo competindo com o verdadeiro, porém esses
falsos evangelhos promovem a aparência de piedade, contudo negando o poder
dela. A verdadeira santidade que surge na vida transformada por Cristo é
poderosa em santificar o novo homem. A crise de identidade está em pleno apogeu
em nossos dias, um mundo que está sendo cristianizado, mas que não produz as evidencia
claras em produzir pessoas com uma Nova vida radical em Cristo. Temos um
exemplo de Paulo de amargo perseguidor da igreja transforma-se em um doce
seguidor do evangelho ((Atos 9:1 a 30)
Um homem transformado pelo
evangelho não está atento as coisas temporais, ele não se contenta com a
fragilidade das alegrias terrenas nem com as formas artificiais da vida carnal.
É hora de confrontar a nossa vida
(II Coríntios 13:5) será que realmente somos pessoas transformadas pelo
evangelho? Há evidencias claras de que nossa vida está sendo moldada pelos
valores de Cristo? Será que realmente temos o Espírito de Cristo? Será que
temos aquela disposição de não procrastinar, de não permitir que a prevaricação
seja um elemento comum nas nossas atitudes? Será que subjugamos nossas opiniões
debaixo da autoridade das Escrituras e fazemos da nossa vontade uma serva da
vontade de Deus? Essas perguntas definem o tipo de espiritualidade que nutrimos
e vivemos, ela pode ser uma fraude evidente quando a nossa vida está sendo construída
encima de uma religiosidade sentimentalista, motiva por experiências subjetivas
e opiniões humanas e nada mais. O simples professar a Cristo não faz de você um
cristão, o saudar alguém na praça muito menos, ter uma cartão de membro,
participar de um batismo litúrgico,
freqüentar um culto esporadicamente e cumprir a risca uma agenda religiosa não
faz de você uma nova criatura nem mesmo um verdadeiro cristão. Milhões de
pessoas fazem isso e estão completamente perdidas. A vida radical de um homem
transformado é oposta ao ego e ao mundo.
Uma vida de piedade autentica é uma vida de sacrifício diário é uma vida
de submissão autentica ao Senhor, em todos os momentos, não de forma intermitente,
mas uma entrega total ao Senhor. Nada de nossas opiniões, nada de decisões
egoístas, nada de conveniências pessoais, nada de disfarces, nada de
hipocrisias, nada de superficialidades, nada de frieza espiritual, não há
espaço para isso numa vida transformada pelo evangelho e orientada pelo poder
do Espírito Santo. Que evidência você tem de ser transformado pelo evangelho?
Quais são suas perspectivas espirituais? Como você está vivendo a vida cristã?
Ela é radical? Nunca tente torna-se um verdadeiro cristão, quando você ainda
não é, se as evidencias não provam isso, porque pelos frutos se conhece a
arvore, se você um redimido, um regenerado, uma nova criatura em Cristo, As
pessoas a sua volta ficarão assustadas pela transformação que você experimentou.
Seus inimigos dirão “não vejo nele mal algum” podem ter odiar por tua santidade
e não por tuas atitudes, mas se você for falso cristão, as pessoas te odiarão
porque você é um hipócrita. Todo hipócrita é um motivo para os filhos do diabo
desdenharem da obra de Cristo, eles rirão porque você não vive o poder do
evangelho que eles desejariam que você vivesse. Todo o cristão sem a vida de
Cristo é uma fraude espiritual. “Porque
para isso sóis chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o
exemplo, para que sigais as suas pisadas”(I Pedro I 2:21)
Clavio J. Jacinto
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terça-feira, 29 de agosto de 2017
Conflito de Vontades
Conflito de Vontades.
Jesus ensinou na oração do Pai
nosso, que o centro do nosso coração deve estar voltado para o trono de Deus
“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”(Mateus 6:10) essa é a
direção do coração devoto. Nunca podemos desviar esse foco da nossa vida. Estar
fora da vontade de Deus é perder o sentido de todas as coisas. Uma posição fora
da vontade de Deus é uma evidencia de que não houve remissão. Ninguém fica fora
da direção da vontade de Deus por muito tempo. Se uma pessoa é verdadeiramente
cristã, ela pode seguir o caminho de Jonas, mas retorna para o centro. Se ela
segue o caminho de Caim, ela perde-se dentro da humanidade, mas não deseja mais
voltar. Jonas era escolhido, Caim não. A vontade de Deus é o único meio de assegurar
que estamos dentro dos Caminhos de Deus. Não adianta querermos sintetizar a
vida espiritual, construir mascaras e produzir “faz de contas” para aplacar as
militâncias da nossa consciência. A obra de Deus é profunda de mais, para
vivermos de aparências, a obra da Cruz
foi cara demais para que seja adotados métodos baratos de piedade. Cristo vale
pelo nosso sacrifício por Ele e nada mais. Tudo o mais é mera retórica
inverossímil. Jesus disse “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor entra o
Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus
7:21) Esse era a marca de uma geração maligna, os judeus da época de Jesus eram
infectados com uma doença espiritual chamada hipocrisia. Tudo estava envolto
numa nebulosa obscura de misturar a opinião humana com a religião. Eles
confessavam com os lábios, que criam em Deus, porém o coração estava longe,
muito longe de Deus (Mateus 15:8) Da mesma forma, Paulo denunciando falsos
mestres diz: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo
abomináveis e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra”(Tito 1:16). Não
há como fugir dessa realidade, há uma vontade humana e uma vontade divina, a
vontade humana é contaminada com as concupiscência carnais e mas a vontade divina
é santa e pura. Por isso Pedro diz de devemos abster-se das concupiscências que combatem contra a
nossa alma. (I Pedro 2:11) a única competência da nossa vontade é nos enganar,
dando um falso pressentimento de que se tivermos uma crença marginal, onde
possamos equilibrar o crer em Deus com o não fazer a sua vontade, isso já algo extraordinário e aceito por Deus.
Isso é um engano diabólico. Para o diabo
tomar controle de um coração, a primeira coisa que ele espera é que o homem não
obedeça a Deus. Isso é torne-se rebelde. Ele pode ser um rebelde
“piedoso”. O que significa isso? Que
ainda continua crendo em alguma coisa boa e ainda esteja fazendo algo de bom. A
justiça própria fica iluminada pelos holofotes do nosso orgulho dentro do coração, como um sinal verde, para
continuar nesse estagio, até a ruína
completa, quando percebe-se dessa condição a vitima já está completamente arruinado.
Há um conflito de vontades dentro
de nós, torna-se intenso quando tornamo-nos fracos na vida espiritual, e por fim
nos leva a ruína, quando não tratamos de modo radical com esse problema. A
questão fundamental é sempre essa: Seguir o Cordeiro, por onde quer que Ele vá
(Apocalipse ) Seja feita a tua vontade
assim na terra como no céu (Mateus 6:10) porque é prudente quem estabelece sua
vida e com a da palavra de Deus e obedece,
o inverso é ruína e isso está muito claro no ensino de Cristo em
Mateus 7:24 a 27. Os mandamentos
foram feito para serem obedecidos e não questionados, assim como o não
cumprimento da vontade de Deus é uma vida completamente arruinada e não deve
existir argumentos contra isso. Assim
vimos como a essência do pecado começa com conflitos dessa natureza: Eva foi confrontada no modo como a vontade de
Deus seria ou não importante para si. Fazer a sua própria vontade, ao invés da
vontade de Deus foi à ruína da humanidade, o diabo Sabe muito bem fazer com que
a vontade de Deus entre em conflito com a vontade do homem, e pondo em
confronto essas duas vontades, o homem acaba sucumbindo ao erro de satisfazer a
si mesmo, pensando que dessa forma está livre, quando na verdade, o que
acontece é que a sua vontade fica presa pelo diabo (II Timoteo 2:26) Uma vez
que o diabo consiga prender a vontade do homem, ele também retribui com um
falso sentimento de liberdade pois sabe que o homem que se desconecta da
vontade de Deus perde o discernimento do certo e errado, e acaba atribuindo
atributos benignos em coisas malignas e tal procedimento faz com que seu
coração fique endurecido. Eis porque tanta gente acaba perdendo o senso de
necessidade de todas espirituais, porque há um entrave na sua alma, um
bloqueio, produzido pelo obscurecimento do entendimento.
Somos chamados a reter o
princípio da confiança até o fim (Hebreus 3:14) precisamos conservar firma a
confiança e a glória da esperança até o fim (Hebreus 3:6). Sim! Convém-nos
atentar com mais diligencia para as coisas que temos ouvido, para que em tempo
algum nos desviemos delas (Hebreus 2:1) Nunca podemos chegar ao estado de um
coração infiel (Hebreus 3:12). Aos exemplos do Antigo Testamento devemos nos
apegar, os erros cometidos pelo povo da antiga aliança são advertências serias
contra o engano. E muitas vezes quando abrimos o leque desse problema na nova
aliança, precisamos nos deter ao fato que grande parte do problema do conflito
de vontades, se dá a nível de apostasia pessoal, portanto segue a advertência
“ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência”(Hebreus 4:11) Sim, o fato de
continuarmos falsificando nossa condição, tentando convencer a nós mesmos, de
que podemos professar uma fé cristã sem contudo praticar as verdades da fé
cristã, e isso está tudo certo e deve ser considerado como normal, é um grande
engano diabólico. Se o diabo conseguir convencer uma alma sobre tal coisa, ele
ganha domínio sobre toda a situação. E lembre-se que ele fará isso de forma bem
sorrateira, primeiro ele enfraquece a vitima e depois convence e manipula. Para
que possa fazer com que creia que não precisa se reunir para a adorar e receber
comunhão e alimento espiritual em uma reunião cristã, primeiro ele trabalha
para distanciar uma vitima da congregação. O diabo sabe que o ramo fora da
videira seca-se, e aquilo que está seco,
produz um fogo de devoção, só que é fogo estranho. Esse é o trabalhar de satanás, enquanto que a
vontade de Deus é que o cristão seja um membro de um corpo, satanás quer que o
cristão seja autônomo, independente e isolado. A vontade de Deus não é essa. A
vontade de Deus é que possamos suportar uns aos outros(Efesios 4:2 ) que oremos uns pelos outros ( Tiago 5:16 )
a vontade de Deus é que tudo aquilo que relaciona-se a Ele, seja prioridade,
acima de qualquer necessidade secular. Se o sagrado não estiver no seu devido
lugar (prioridade) então a vontade de Deus não está prevalecendo em tal pessoa,
e isso é fato. De uma forma geral mostra-me as tuas ações e eu mostro quais são
tuas prioridades. SIMPLES ASSIM.
Paulo precisou crucificar o seu
eu para vencer esse conflito de vontades (Gálatas 2:20) sua luta pessoal pode
ser lida em Romanos 7, mas logo em seguida em Romanos 8 vimos o seu triunfo,
porque o andar no Espírito Santo prevaleceu sobre o seu andar na carne (vontade
própria) ele venceu. Nós também podemos vencer. Andar na vontade de Deus é
impossível sem obedecer a Ele, e desejo ressaltar que essa obediência não é a
obediência natural no esforço do velho homem, pois a tendência da carne é
buscar alguns subsídios nas Escrituras para tentar buscar justificativas para
não comprometer-se integralmente com a palavra de Deus. A vida cristã verdadeira é uma vida para
dentro da Palavra de Deus, não é uma vida supérflua, onde você pode decorar uns
versículos bíblicos, argumentar com base em alguns versículos, estampar alguns
versículos na janela da casa ou do caso, ler esporadicamente a bíblia, de forma
superficial e falar de assuntos relacionados a Deus. O diabo em Mateus 4:1 a 11
conseguiu citar um salmo (decorado) em
Tiago 2:29 lemos que os demônios são
dotados de crenças ortodoxas (Crêem em um só Deus, doutrina não politeísta). A
superficialidade espiritual é um prodígio dos próprios demônios. A questão
central é a cruz, a vida crucificada, a vida para dentro das Escrituras, como
fala-nos Tiago, quando ensina que devemos ser praticantes da Palavra e lá no
grego a palavra traduzida para praticante é “genomai” ou seja entrar para
dentro das Escrituras, ter a vida submersa nas escrituras, como se o espaço da
vida espiritual em que flutuamos fosse a própria bíblia. Aqui não há espaço
para a vida rasa. Não existe uma verdade cristã na superfície de versículos
bíblicos isolados, para compreendermos a vontade de Deus na sua totalidade e
para tocarmos na realidade da Palavra de Deus e compreendermos a Vontade de
Deus, precisamos mergulhar, entrar para
dentro das Escrituras. Isso não
sustenta a idéia de um cristianismo
superficial. A vida cristã verdadeira deve ser profunda em todos os sentidos.
Só assim entenderemos as coisas profundas do evangelho e a perfeita vontade de
Deus. As exigências básicas para essa vida profunda pode ser observada em
Romanos 12:1 e 2 “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de deus, que
apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que
é o vosso culto racional. E, não sede conformados com este mundo, mas sede
transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual
seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Ninguém pode apresentar o
corpo em sacrifício vivo a Deus sem experimentar o tratamento severo da vida
crucificada. Essa é a realidade pelo qual não podemos fugir jamais.
Nossa vontade é o maior empecilho para cumprir
a vontade de Deus, porque ela precisa estar sujeita a morte, para que a vontade
divina prevaleça dentro de nós. Não há como reconciliar duas vontades, porque o
ego quer ser o senhor da nossa vida, e não podemos servir a dois senhores
(Mateus 6:24). Não existe algo como “servir a Deus do meu jeito” isso está
longe do exemplo de Cristo que se submeteu completamente a vontade do Pai.
Servir a Deus de acordo com opiniões próprias é opor-se a Deus é rebelar-se a
sua vontade e isso é essencialmente satânico. O diabo foi o primeiro ego
independente do universo, e desde então cada homem fora da vontade de Deus
segue fielmente essa trilha de perdição. Satanás cega o entendimento, o homem
pode até enxergar as coisas erradas, não as coisas certas. Ora, ele cega é o
entendimento. Tudo gira em torno do objetivo de não transparecer a glória do
evangelho, por isso ele cega o entendimento para a verdade. Pois sem um padrão
(A palavra de Deus) o homem perde o discernimento, e não percebe que seu estado
de rebelião o está conduzindo para a ruína eterna. Nós não somos chamados para
viver Cristo centralizando a nós mesmos, nós temos que submeter a nossa vida a
Cristo. Ele deve ser o centro a partir da cruz. E como o caminho da cruz é o
caminho do sacrifício, ninguém pode servir a Deus de verdade e fazer a vontade
dp Senhor, sem sacrifício. O fato de negarmos a nós mesmos é um ato de continua
luta contra a nossa vontade. Porque se ela tiver vestígios de força, vai lutar
sempre contra o propósito de Deus para a nossa vida. Assim a vontade dita às
normas: “não vá o culto” ou “não ore” ou “não jejue”. O ego ditador reclama sua
autoridade dentro do coração. Se você resiste e diz “vou ao culto” ou “vou orar”
ele protesta: “Você está cansado”. Se você
cede ao seu eu, a vontade de Deus não é feita, você torna-se contra a vontade
de Deus. “não deixando a vossa congregação, como é costume de alguns...”(Hebreus
10:25) Aqui o autor aos hebreus estava
falando de judeus que estavam deixando de ir as reuniões cristãs por causa das
dificuldades. Então o eu predominou e duas vontades entraram em conflito. Não é
fácil manter um processo de progresso espiritual e permanecer firme em servir a
Cristo com fidelidade. “Porque necessitais de paciência para que, depois de
haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”(Hebreus 10:36)
Todas as vezes que deixamos de orar, se reunir e ler a bíblia, duas coisas
acontecem, entremos no processo de mornidão, pois não pode haver fervor em quem
não ora, se reúne para adorar e receber alimento espiritual através de uma boa
pregação e sem viver em comunhão com o corpo de Cristo, que são os redimidos. E
satanás promove sentimentos de bem estar, para produzir uma falsa segurança de
que tudo vai bem. (Por exemplo: quase sempre, pessoas que estão espiritualmente
falidas, não reconhecem que estão perdidas ou desviadas) O diabo fortalece o
ego que a bíblia manda mortificar, e se ele consegue fazer isso, a vontade egoísta
terá enorme poder sobre o enganado, então a vontade humana prevalece e a
vontade de Deus é ignorada. Então cumpre-se a palavra que diz “Aquele que diz:
eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a
verdade”(I João 2:4). Olhe como esse versículo é preciso sobre esse assunto.
Não adianta de nada dizer que conhece a Deus, o simples professar é muito raso,
até os demônios fazem isso (Tiago 2:29) é preciso guardar os mandamentos, pois
é através deles que a vontade de Deus está revelada aos homens.
O ego não mortificado torna-se,
quando nutrido pela nossa teimosia de independência ,no mais abominável de
todos os ídolos a alojar-se clandestinamente dentro do nosso coração.
A vida triunfante segue a
crucificação do ego, não haverá progresso espiritual, se a vontade de Deus não
for o alvo da nossa existência. Não há espaço para uma vida cristã superficial
para o verdadeiro cristão. Aquilo que não passa pelo caminho do sacrifício por
amor ao evangelho é palha que
sustenta o fogo da falsa religião. Quem
não faz a vontade de Deus, mas deixa a sua vontade tomar as decisões sobre
coisas espirituais, continua sendo um ímpio sustentando um faz de conta de vida
piedosa. É uma falsificação, tentar servir a Deus, fazendo a própria vontade
nada mais é do que pirataria espiritual. Que a vontade de Deus possa prevalecer
em nossas vidas, como está escrito acerca de Cristo que é a causa da eterna
salvação a todos os que obedecem a Ele (Hebreus 5:9) o que predomina na sua
vida, a sua vontade ou a vontade de Deus?
Clavio Juvenal Jacinto
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quarta-feira, 1 de março de 2017
Como devemos esperar a vinda de Cristo?
Parece que havia um problema entre os tessalonicenses,
quando Paulo escreveu sua segunda carta aquela igreja. A mensagem da vinda de
Cristo surtiu um efeito negativo, os tessalonicenses entenderam que a vinda de
Cristo era breve, então deveriam para de trabalhar. Todas as vezes que a
doutrina da segunda vinda de Cristo é mal entendida, parece que gera confusão.
O profetismo falso, durante seculos tem sido assim, muitos marcaram datas para o arrebatamento e
fim do mundo, e as pessoas enganadas reagiram da forma mais absurda, alguns se
vestiram de branco e subiram aos montes aguardando o dia, outros venderam suas
propriedades e ainda outros tornaram-se desocupados, deixaram seus empregos. A
ociosidade parece ser a reação daqueles que ão vitimas de engano (Veja II
Tessalonicenses 3:10 a 12). Estabelecer datas para a vinda de Cristo é um erro
comum entre os que não respeitam o texto bíblico e ignoram as advertências de
Cristo.
Jesus sempre nos admoestou a estarmos vigilantes (Marcos
13:37) nunca nos orientou a uma vida ociosa, em nenhum circunstância jamais
ensinou isso, e os apóstolos seguiram as suas pisadas. Um fato singular
relacionando a vinda de Cristo é que o preparo se dá em meio a vida normal, e
Jesus diz que dois estarão no campo, um será levado e outro deixado. A
verdadeira fé nos leva para as atividades licitas, em estado de vigilância e
santidade. Ora, vimos isso claramente lendo Lucas 21:36. E m meio as
turbulências da era profética e da proximidade da vinda de Cristo, o cristão labuta
por viver uma vida digna, e também deseja dar uma vida digna a sua família. É um erro, tentar
viver de outra forma. A piedade deve ser um exercício em meio a disciplina do
trabalho. Pelo fato do dia do Senhor
estar perto, então devemos intensificar nossa vida de oração e trabalhar não
somente para santificar o nosso testemunho, mas para viver a vida como Deus nos
orienta. Temos que trabalhar para comer. Além disso, o trabalho vai nos
possibilitar intensificar nossa missão de compartilhar o evangelho, de alguma
forma pois teremos possibilidade de ajudar um missionário ou uma agencia
missionaria, ofertar para a compra de bíblia e livros, e termos também a
possibilidade de evangelizar a nossa família, presenteando nossos amigos e
familiares com bons livros, bíblias e incentivá-los a busca ao Senhor enquanto é tempo e invocá-lo enquanto está perto. Dessa forma, estaremos esperando o
Senhor de forma correta, com sabedoria e discernimento. Nunca se esqueça desse
princípio, e fuja de grupos, seitas e ou pessoas que já marcaram datas para a
vinda de Cristo ou que receberam “revelações” sobre datas futuras do
arrebatamento ou da vinda de Cristo, pois isso é o engano que se repete, para
desacreditar a bendita esperança.
Clavio J. Jacinto
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
As Aguas do Batismo Apagam Nossos Pecados?
A regeneração batismal é a
doutrina de que o batismo nas águas tem efeito salvífico e regenerativo, alguns
apelam para textos como Atos 2;38 João 3:5, Marcos 3;21 etc. Embora essas passagens
pareçam apoiar tal doutrina, devemos sempre respeitar todo o contexto das
escrituras com relação a doutrina da regeneração. O batismo não salva ninguém,
porque a salvação não vem por obras humanas, mas através do salvador Jesus
Cristo.(João 14:6 com Atos 4:29) essa declaração é uma ortodoxia pura e por si
só já refuta a teoria doutrinal da regeneração batismal. Toda a economia da
redenção está fundamentada no derramamento de sangue, não a imersão em águas. É
o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29) É Cristo quem leva
nossos pecados no madeiro (I Pedro 2:24) Sem derramamento de sangue, não há
remissão de pecados (Hebreus 9:22 com Levítico 17;11 ) O sangue de Jesus Cristo
nos purifica de todo o pecado (I João 1:7).
Todo o Novo Testamento apoia-se na inauguração de uma Nova Aliança cujo
fundamento é o sangue de Cristo que foi derramado no Calvário. Pedro ensina-nos
em I Pedro 1:18 e 19 que não foi com coisas corruptíveis como prata ou ouro
(matéria maculada pela queda) que fomos resgatados da nossa vã maneira de
viver, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e
incontaminado(Corpo e sangue não maculados pela queda e pelo pecado). Constitui-se um erro forçar certos textos das
escrituras relacionados ao batismo nas águas, para minimizar a obra de Cristo
na cruz. Ora o batismo tem um efeito
posterior a redenção, uma identificação com a morte e a ressurreição de Cristo.
As águas batismais de nada valem, se elas mesmos não estiverem debaixo do poder
e da autoridade do sangue redentor do Senhor Jesus Cristo. A realidade de todas
as coisas espirituais é a pessoa de Cristo e a sua obra redentora, não os ritos
e os processos litúrgicos. Esses últimos devem estar debaixo dessa realidade que dá
vitalidade e substancia a elas. Um salvo é visto no céu com os efeitos da
redenção realizado pelo sangue de Cristo, a macula do pecado é purificada por
esse sangue imaculado (Apocalipse 7:14) Que as águas do batismo apenas
simbolizam o que Cristo fez na cruz, e que essa ordenança está sob os efeitos e
os méritos do sangue do Cordeiro de Deus, o nosso Salvador Jesus Cristo, pode
ser visto de forma clara em passagens como Apocalipse 1:5 “...Aquele que nos
amou, e em seu sangue nos lavou de nossos pecados”. Ainda em Efésios 1:7 lemos “Temos a redenção
pelo seu sangue, a remissão dos pecados”. Esse é o testemunho universal das
escrituras. O batismo por sua vez cumpre apenas o papel de simbolizar as
realidades da redenção, e é dentro dessa cosmovisão que precisamos entender
todas as ordenanças do novo testamento, Cristo é a realidade que dá vida a
todas as coisas relacionadas a fé cristã.
DEUS abençoe a todos
Pr Clavio J. Jacinto
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
O Ordinário e o Extraordinario
Porque não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e gostar das coisas inteiramente (Inacio de Loyola)
O que percebemos com o coração é m ais importante e precioso do que as coisas que sentimos e observamos exteriormente de forma superficial. As riquezas e os detalhes do que é essencialmente v verdadeiro não devem passar despercebidos de nossa vida, devem ser no entanto a essência da nossa satisfação. Aceitar a beleza de uma flor como uma riqueza que nos concede graça, satisfação e alegria interior, é por esse caminho que encontramos um padrão de vida espiritual mais elevada.É a percepção profunda e elevada que da o verdadeiro sentido as coisas. Muitas vezes uma visão superficial das coisas a nossa volta nos impede de ver o verdadeiro significado de algo, que pode nos transmitir lições. Precisamos modificar nosso modo de ver as coisas, pois de outra forma, jamais conseguiremos perceber as preciosidades que a DEUS nos dá por sua criação. Um mergulho do coração na realidade invisível aos olhos superficiais, é um caminho mais abençoado, onde podemos desfrutar de coisas extraordinárias, onde a maior parte das pessoas, enxerga somente o ordinário.
CJJ
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Caminho da Perfeição Espiritual
O Caminho da perfeição espiritual é iluminada pelo amor que nasce de um coração puro, de um amor puro que nasce de um coração aperfeiçoado, e de um caminho que DEUS escolhe para que possamos andar depois que negamos a nós mesmos.
Pr Clavio J. Jacinto
sábado, 20 de agosto de 2016
Sobre Perdão e Cura
Nenhuma ferida do coração pode ser fechada e cicatrizada, se antes de tudo, se antes de tudo não estiveres disposto a perdoar (Clavio J. Jacinto)
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Monturo
Ergue-te do teu monturo
Do fétido monte de teus pecados
Lava-te no sangue do Eterno Cordeiro
Ou teu destino breve,, será:
A perdição sempre eterna
Porque o fogo que não se apaga
Será a vestimenta
De uma alma não redimida
Clavio J. Jacinto
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Pecados e Arrependimento
Você pode gerenciar eficazmente os seus pecados, mas isso nunca pode significar que você se arrependeu de seus pecados.
Henry Brandt
sábado, 2 de julho de 2016
Quem Merece o Céu?
O evangelho é uma luz que alumia a consciencia do homem para um entendimento claro de que o Céu é dado para quem se entrega incondicionalmente a Cristo
Pr Clávio J. Jacinto
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