quarta-feira, 28 de maio de 2025

O Conceito Equivocado e Perigoso de Anton Lavey sobre Satanás.

 

 

C. J. Jacinto



Um conceito errôneo acerca do diabo, negando ser um agente pessoal maligno constitui-se a base pelo qual se sustenta o humanismo e o endeusamento da criatura. LaVey caiu num erro grotesco, sendo enganado por uma entidade que induz ao pecado desde o jardim, o pecado do egoteisno e da egolatria.

Anton LaVey, fundador do Satanismo LaVeyano em 1966, concebe Satanás não como uma entidade real ou sobrenatural, mas como um símbolo e arquétipo que representa a natureza carnal, o individualismo e a força motriz do equilíbrio na natureza[1][5]. Para ele, Satanás é a personificação do homem vivendo conforme sua verdadeira natureza, livre das restrições morais tradicionais e da culpa promovida pelo cristianismo, sendo um símbolo do rebelde orgulhoso e do indivíduo poderoso que age segundo sua vontade.

As Escrituras são claras em afirmar que o diabo é um agente pessoal maligno (Jó 1:6,12, 2:1 a 7, Mateus 4:1 a 11, Lucas 4:3) ele ė um agente maligno que induz os homens e os anjos ao engano ,(João 13:2, Lucas 22:13 Atos 5:3 etc) ele é o pai da mentira (João 8:44) por esse motivo engana todo o mundo pois é mentiroso desde o princípio (Apocalipse 12:9 e 20:2) Toda a atividade do tentador é ludibriar os homens,
No satanismo de LaVey, Satanás é visto como um potencial interno em cada pessoa, não um deus externo a ser adorado; a religião enfatiza o culto a si mesmo, a auto-suficiência e a responsabilidade pessoal, rejeitando qualquer noção de sacrifício a divindades[1][2][3]. A máxima "eu sou meu próprio deus" resume essa filosofia de autolatria e   , onde o satanista é seu próprio redentor.



O velho discurso da antiga serpente enrustido de filosofia humanista, nessa plataforma de engodo profundo, satanás toma controle e se apossa de sua vítima trabalhando por meio dela, fazendo com que a vítima creia nas piores mentiras, cometa blasfêmias e seja induzido a auto-idolatria e vãs filosofias. Um engano sofisticado capaz de iludir até os mais intelectuais dos homens. Acaso erra o Senhor a dar uma punição tão terrível ao tentador? (Mateus 25:41)

Além disso, LaVey corpora influências filosóficas de Nietzsche, Ayn Rand e Aleister Crowley, promovendo o individualismo, a auto-indulgência e a justiça retributiva (pena de talião), e rejeita o sobrenatural, tratando o satanismo como uma religião do "Caminho da Mão Esquerda", que valoriza a vida e os instintos naturais.

Uma das piores formas de idolatria é o culto ao ego e a razão,  o agente tentador se apoia muito por trás da idolatria, pois é por trás desse culto falso que os homens adoram ao diabo que aceita a adoração à um ídolo como se fosse uma adoração dirigida a ele mesmo. "Antes digo, que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demonios" (I Coríntios 10:20)
Em resumo, para Anton LaVey, Satanás é um símbolo de poder pessoal, liberdade e natureza humana, não uma entidade literal ou sobrenatural a ser adorada.

Anton LaVey caiu num engodo devastador , se satanás conseguiu arrastar após si a terça parte dos anjos, o que não fará com os pobres homens sem discernimento e cheio de orgulho intelectual? (Apocalipse 12:4) pela luz das Escrituras entendemos que satanás peleja contra os anjos de Deus (Judas 1:9) busca destruir, dominar devorar, agir contra os meros mortais (I Pedro 5:8) e para alcançar isso se for possível ele se transforma potencialmente em um anjo de luz (II Coríntios 11:14) seu embuste consiste num dialogo ou num discurso que promove a ostentação, o orgulho, o prazer hedonista, o sucesso e a satisfação carnal, vimos isso de forma muito clara na sua conversa sedutora com Eva e na tentação de Cristo.

Fontes de pesquisas:



https://pt.wikipedia.org/wiki/Satanismo_LaVey
https://www.youtube.com/watch?v=iyj8rEgG8Y0
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-e-a-religiao-satanista/
https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/vitrine/o-que-diz-biblia-satanica.phtml
https://www.reddit.com/r/satanism/comments/tga5za/theistic_satanism_anton_lavey/?tl=pt-br

 

A Bíblia e os Incrédulos Arrogantes


 

 

Nos últimos anos, com a popularidade das redes sociais, venho me deparando com incrédulos que no capricho de uma cegueira espiritual, fazem criticas contra a Bíblia, esses personagens, arautos da incredulidade, se aproveitam da polêmica, para ganhar holofotes no disputado mundo midiático. Uma comédia e ver essa gente fazendo malabarismo verbal. Algo praticamente ridículo, fruto da arrogância de uma falsa intelectualidade. Usam a narrativa ao invés da análise, apenas para provar o quanto podem ser desonestos para poderem manter um engano

 

Esse artigo é curto, é um argumento evidenciado por fatos históricos que os incrédulos não podem negar, tendo em vista que esses apologistas do espírito do erro, nem sequer podem demonstrar com sinceridade tamanha influência das Escrituras no mundo intelectual. Fazem isso propositalmente, pois a verdade não lhes convém. Não quero perder meu tempo, adereçando uma argumentação para provar a vileza doentia dessa gente. Por esse motivo o artigo é breve, há muitas informações para quem deseja ser honesto consigo e com os outros, pesquisa exige tempo e labor, opinião e narrativas não!

 

Devo lembrar meus amados leitores que uma obra monumental de poesia épica como O Paraíso Perdido de John Milton, tem uma influência direta da Bíblia, assim como A Divina Comédia de Dante Alighieri, este ultimo, sob efeito cultural promoveu uma revolução no idioma italiano, assim como a publicação da versão King James produziu um impacto cultural de valor incalculável na língua inglesa. Do primeiro livro impresso com a invenção da imprensa com tipos móveis, Guttenberg imprimiu a bíblia, o primeiro livro impresso, suas edições restantes, valem bilhões. A revolução da imprensa não poderia começar com outro livro! O que devemos entender é que as opiniões de pseudo-intelectuais marginalizados no empoderamento da incredulidade não valem praticamente nada, diante de alguns grandes ilustres da ciência e da sabedoria; que ao contrário, creram na Bíblia e contribuíram muito para a humanidade.

 

Robert Boyle, o sábio e químico irlandês afirmou: “A Bíblia é como um sol e os demais livros religiosos como planetas, e recebem dela toda a luz”

 

O Magnífico poeta português Antônio Feliciano de Castilho colocou a bíblia como o livro preferido entre tantos outros que admirava.

 

Camilo Castelo Branco, outro grande sábio e pensador português, admitiram: “O evangelho responde às necessidades da nossa alma com o amor de Deus, doutro modo não se salvaria o mundo”

 

O magnífico e notável historiador escocês Thomas Carlyle afirmou: “A Bíblia é o único livro, no qual, durante milhares de anos, o espírito do homem encontra luz e sustento...”

 

Da mesma forma, Cesare Cantu, celebre historiador, pensador e político italiano afirmou; “A Bíblia é o livro de todos os séculos, de todos os povos e de todas as idades”

 

Charles Dickens, o famoso romancista inglês não teve opinião contraria a todos os que foram citados até aqui.

 

Denis Diderot, famosos filosofo Frances certa vez disse: “Lições melhores que as da bíblia, não posso ensinar a meus filhos”

 

Eça de Queiros famoso romancista português disse “A Bíblia é a grande lição e de grande consolação”

 

O Dr Fritz Kahn cientista alemão, afirmou: “Na Bíblia, regiões, plantas, animais e climas são de tal modo descritos que, da veracidade das mesmas, não pode ocorrer a menor dúvida”

 

Até mesmo o naturalista inglês Henry Huxley admitiu: “A Bíblia é a carta magna do pobre e oprimido. A Raça humana não está em posição de dispensá-la”

 

John Locke o filosofo e pensador inglês afirmou: “A Bíblia tem Deus por autor, a salvação por fim, e a verdade sem mistura alguma de erro, como conteúdo”

 

Isaac Newton, matemático, físico, astrônomo e filosofo inglês disse “Considero as Escrituras Sagradas a filosofia mais sublime”

 

Jean Jacques Russeau famosos filosofo Frances admitiu: “Eu vos confesso que a santidade do Evangelho é um argumento que me fala ao coração”

 

E o famoso Voltaire? Admitiu: “A Bíblia considerada apenas como objeto de curiosidade e literatura, é um dos mais valiosos monumentos da antiguidade, e parece haver sido a maravilha de todos os escritores orientais”

 

Eu poderia citar homens brilhantes em intelectualidade que discordo na teologia, como Francis Collins (Um dos responsáveis pelo Projeto Genoma) e C. S. Lewis (Ateu que se tornou Teísta), porém desejo citar grandes homens da ciência que criam na Bíblia e criam no Cristo histórico, entre eles, Robert Boyle, Antoine Lavoisier, Michael Faraday, James Clerke Maxwell, Ronald Fisher, Arthur Compton, Bernard Riemann, Charles Towne, Mary Anning, Willard Gibbs, Carl friederich Gauss, Charles Barkla, George Washington Carver. Ernest Walton, J. J. Thomas, Blaise Pascal, Werner Heisenberg, Nicholas Steno, Arthur Eddington, John Ambrose Fleming, Samuel Morse, etc. (1)

 

Conclusão: Narrativas são meras narrativas, e quem faz uso delas, torna-se um ridículo diante de qualquer um que tenha verdadeira inteligência e discernimento.

 

Bibliografia:

O Impacto da Biblia – Henrique de Queiroz Vieira – JUERP – 1975 (Neste livro consta as fontes das citações e declarações dos grandes e ilustres intelectuais citados neste artigo)

 

 

(1)     Para uma análise mais profunda sobre os inventos e descobertas desses grandes homens e ainda outros da ciência, leia o artigo no seguinte endereço:

 

https://www.famousscientists.org/great-scientists-christians/

Leitura recomendada:

E Disse Deus – A ciência confirma a autoridade da Bíblia – Dr Fari Abou-Rahme. Editora Sã Doutrina. Um excelente livro com ilustrações coloridas.

 

 

Jesus, Deus Pai e o Sábado da Cessação


 

O fato ocorreu num sábado, os vigilantes da lei, cuja missão era a observação restrita da lei como um meio de alcançar reputação e graça, não gostaram do que Jesus fez, curar um paralitico. Após a cura, Jesus ordena que o home tome o seu leito a vá para casa. Ora essa era uma suposta quebra do sábado, e ateou o fogo do zelo sem entendimento dos judeus.  Jesus foi perseguido por causa disso, acusado de não guardar o sábado, notemos que em João 15:16 João afirma que Jesus fazia essas coisas no sábado, ou seja, mandar os outros carregar leitos depois de serem curados. A resposta magistral de Jesus é notável, quando foi acusado: “Meu Pai trabalha até adora (Ele fez essa declaração no sábado!) e eu trabalho também” (João 5:17)

Dessa afirmação clara, concisa e enfática,  vem o esclarecimento maior, a palavra sábado, não significa somente descanso, e de fato nunca pode ser aplicada para Deus, pois não se cansa (Veja Isaias 40:48) Então o que entendemos dessa passagem, primeiro a divindade de Cristo, pois Deus Pai trabalha até agora, e Ele também atuou na criação (Hebreus 1:1 a 3 João 1:1 e 3) o momento que Cristo afirmou isso, no sétimo dia, entendemos que em Genesis, houve um cessar da obra da criação, e não um descanso como se Deus estivesse cansado, assim, a atuação de Cristo no sétimo dia, como um ato de repouso sob uma atividade laboral não funciona. O carregar o leito simboliza labor, atividade, como o trabalhar continuo do Pai, sem descanso, significa que as aplicações foram  dadas a Israel e não a igreja, era um cessar de atividades egoístas e não altruístas, era um cessar de atividades que comprometesse  o exercício da piedade.  Não há como fugir do fato, Jesus disse num dia de sábado que o Pai trabalha até a gora e Ele também, isso nos leva a conclusão firme de que o cerimonialismo envolvia a observação,  e Cristo era perseguido e acusado de ser um violador da lei, por não cumprir os pormenores extrabiblicos e as confabulações registradas nas tradições judaicas sobre o que se deve e não se deve fazer no sábado, fazendo assim um sistema de observância puramente fictício e desvinculado de seu sentido original. Algo que vimos hoje em dia, por movimentos sabatistas que acusam cristãos bíblicos de não observarem com rigidez um dia descanso que deveria ser usado como um cessar de acusar os outros de considerarem todos os dias iguais, levando em conta que todos os dias, são dias de cessação. Cessar de pecar, de murmurar, de mentir, de invejar, de odiar, de enganar, de murmurar. Quando nossos dias são consagrados e santificados, a ampliação da cessação de algo é para dar continuidade a santificação que deve marcar todos os nossos dias.

 

C. J. Jacinto

 

Recomendo a leitura do magnífico livro

A GUARDA DO SABADO do Dr Anibal Pereira Reis

 

Link para download:

https://www.ebookscristaos.inf.br/_files/ugd/2930e2_f508ac34aa2448a0bb47274da8713f0f.pdf

 

O MAL DO MODERNISMO

 William Anglin

 

Link para download:

https://www.ebookscristaos.inf.br/_files/ugd/2930e2_d4b0cba8b0ee4f939748ae0ff22a9514.pdf

 

 

 

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Transformação Cultural ou Caminho Abissal?

 

Compreendendo Nosso Estranho Mundo Novo: Uma Perspectiva Cristã sobre a Transformação Cultural

Vivemos em uma era de profundas transformações culturais, onde conceitos como identidade, sexualidade e verdade têm sido redefinidos. Para compreender essas mudanças, é essencial analisar as raízes históricas e filosóficas que moldaram a sociedade contemporânea. Carl Trueman, em suas obras "The Rise and Triumph of the Modern Self" e "Strange New World", oferece uma análise abrangente sobre como pensadores e ativistas redefiniram a identidade e desencadearam a revolução sexual.

A reengenharia social procura destruir os valores judaicos cristãos, minar as bases e os fundamentos da civilização ocidental, há uma guerra cultural em processo, usa-se um neologismo, conhecido como “progressismo” esse termo é um paradoxo, esconde algo que deve ser comprrendido dentro do viés ideológico como revolução cultural, e que numa perspectiva cristã, se encaixa perfeitamente no tipo de imoralidade e decadência moral que Paulo descreve em Romanos 1. Nossa sociedade está sendo atacada de todos os lados, o objetivo é destruir todos os fundamentos que ergueram a nossa civilização: os valores judaico cristãos.

1. O Surgimento do Individualismo Expressivo

O conceito de "individualismo expressivo" sustenta que cada pessoa possui um núcleo único de sentimentos e intuições que devem ser expressos para a realização da individualidade. Essa ideia ganhou força com pensadores como Jean-Jacques Rousseau, que argumentava que a sociedade corrompe a autenticidade do indivíduo. Posteriormente, poetas românticos como William Wordsworth e Percy Bysshe Shelley disseminaram essas ideias, enfatizando a importância da expressão dos sentimentos internos como forma de autenticidade.

Essa perspectiva apóia-se no relativismo, a verdade não é mais absoluta, ela é reduzida a cada pessoa em particular, cada um tem a sua própria verdade, é a noção da síntese, opostos devem ser tolerados, a verdade do outro, não importa o quão equivocada esteja, é a verdade dele, e deve ser completamente respeitada, em simples palavra, seria o fim da fé bíblica como ela é, o fim da pratica de evangelismo e a pregação publica da fé cristã, pois a verdade do pagão é tão “verdadeira’ quanto a verdade de um cristão bíblico.

Essa visão, do individualismo expressivo, apresenta outros problemas, contrasta com a perspectiva bíblica, que reconhece a natureza pecaminosa do coração humano:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9)

A Bíblia nos chama a não confiar cegamente em nossos sentimentos, mas a buscar a verdade revelada por Deus.

A verdade não é relativa. o individualismo é a doutrina da serpente satânica, foi ela quem sugeriu a independência e uma verdade relativa e alternativa a verdade divina. O diabo que engana todo o mundo (Apocalipse 12:9) usa a mesma estratégia hoje em dia, usando seus instrumentos, para enganar os homens que pode existir duas verdades, ainda que antagônicas, invariavelmente podem ser alternadas, abandona-se uma para satisfazer os caprichos pessoas de outra, Eva caiu nessa armadilha ideológica e diabólica, ao aceitar o relativismo, foi a primeira a experimentar um individualismo expressivo (Leia Genesis 3)

2. A Revolução Sexual e a Politização da Identidade

A revolução sexual do século XX não foi apenas uma mudança nos comportamentos, mas uma reconfiguração da identidade humana. Sigmund Freud desempenhou um papel crucial ao sexualizar a psicologia, propondo que a sexualidade está no cerne da identidade humana. Wilhelm Reich e Herbert Marcuse, influenciados por Freud e Marx, politizaram a sexualidade, argumentando que a liberdade sexual era essencial para a libertação social.

Essa transformação levou à ideia de que a identidade sexual deve ser reconhecida e afirmada pela sociedade. Qualquer discordância é vista como opressão ou violência. Essa perspectiva desafia a visão cristã de que a identidade é encontrada em Cristo e não em desejos ou sentimentos:

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." (Gálatas 2:20)

 O que se propõe na verdade é uma justificativa para todo o tipos de relações sexuais condenado pelas escrituras, lemos em Judas 1:7 que transpor os limites, promovendo a promiscuidade e lascívia, recorre em juízo divino, as tendências progressistas modernas são somente querem destruir a sociedade atual, querem induzi-la a uma ruína catastrófica. “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue á fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 1:6 e 7 ACF)

Essa “revolução sexual” promovida em Sodoma e Gomorra é um exemplo claro de que essas tendências perniciosas sempre existirem e são sempre defendidas pelos homens que vivem sob as trevas e os instintos do homem caído.

3. A Imaginação Social e a Reconfiguração Cultural

Charles Taylor introduziu o conceito de "imaginação social", referindo-se à maneira como as pessoas percebem coletivamente o mundo. Na cultura contemporânea, essa imaginação tem sido moldada por narrativas que promovem a autonomia individual e a rejeição de normas tradicionais. A mídia, a educação e o entretenimento desempenham papéis significativos na disseminação dessas ideias, promovendo uma visão de mundo onde a autodefinição é suprema.

Essa reconfiguração cultural desafia os cristãos a viverem de acordo com os princípios bíblicos, mesmo quando contrários às normas sociais prevalentes:

"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente." (Romanos 12:2)

 A dinâmica por trás da desconstrução é processada por todos os meios, frente a uma enorme multidão de cristãos analfabetos funcionais que não possuem a mínima capacidade de perceber esse processo desconstrutivo, a maioria perceberá as conseqüências dessa devassidão promovida pela desconstrução progressista, muito tarde, a maioria não suportará as pressões e terá que se conformar com este mundo, por pura segurança pessoal.

4. O Papel da Igreja em um Mundo Pós-Cristão

Diante dessas transformações, a igreja é chamada a ser uma comunidade contracultural que testemunha a verdade do evangelho. Carl Trueman destaca a importância de fortalecer as comunidades cristãs, enfatizando a doutrina, a adoração e a vida em comunhão. Assim como a igreja primitiva floresceu em um ambiente hostil, os cristãos hoje são chamados a viver com fidelidade e coragem.

Essa fidelidade será fruto de um engajamento que virá com uma pregação voltada para as Escrituras, um compromisso com o Evangelho, um retorno a um cristianismo enraizado nos fundamentos da fé cristã. A superficialidade promovida hoje nos púlpitos,  o culto aos sentimentos e a ignorância quanto aos fatos atuais que estão transformando o mundo, serão fatores que só darão mais força para os agentes demoníacos que estão lutando com ferocidade e militância para que esses terríveis mudanças sejam implantadas definitivamente em nossa sociedade.

"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte." (Mateus 5:14)

Conclusão

A compreensão das raízes históricas e filosóficas das mudanças culturais atuais é essencial para que os cristãos possam responder com sabedoria e graça. As obras de Carl Trueman oferecem uma análise profunda dessas transformações, equipando os crentes para viverem com fidelidade em um mundo que freqüentemente rejeita os valores bíblicos.

 

Inspirado em outro artigo que pode ser lido aqui:

https://www.ressourceschretiennes.com/article/comprendre-notre-nouveau-monde-%C3%A9trange

 

Recomendo a leitura do livro:

Guerra Cultural – Como a pós-modernidade criou uma narrativa de desconstrução do ocidente

Autor: Stephen R. C. Hicks – Avis Rara Editora.

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C. J. Jacinto

 

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