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terça-feira, 6 de novembro de 2018

NÃO SUPORTARÃO A SÃ DOUTRINA


Não suportarão a sã doutrina (II Timóteo 4:3) mas porque não suportarão? porque são fracos, superficiais, frágeis e sem convicções fortes. Qualquer que entra pelo santuário da fé cristã, precisa estar com a vida fortalecida na verdade. A verdade tem um custo, o negar-se a si mesmo, o tomar a cruz, seguir os passos de Cristo tem um custo, viver dentro do evangelho tem um custo. Não é um custo para que venhamos adquirir méritos e receber uma salvação, mas é o custo de sermos salvos pela graça. Nos ultimo dias essas dificuldades aumentarão, porque a são doutrina será considerada antiquada, somente aqueles que serão considerados intolerantes e fanáticos poderão andar pelo caminho estreito da sã doutrina. Há uma religião de conveniências cujo é apelido é evangélica, ela toma só o nome, mas não está disposta a viver dentro dos princípios do Novo Testamento, é uma religião utilitária, cujo centro é o próprio homem em busca de uma satisfação mistica e materialista. Assim se comportam a maior parte dos cristãos de hoje, querem a religião do prazer, não do sacrifício, sei que há o remanescente, não duvido disso, porem a enfase dada as preferencias pessoais, ao critério que temos em dar importância ao conforto e ao materialismo, torna-se difícil ouvir temas ligados a santificação, negar-se a si mesmo, mortificação da carne, buscar em primeiro lugar o reino de Deus, andar no Espirito e não satisfazer as concupiscência da carne, etc. É preciosa a essa geração mensagens de "Auto-estima" ou coisas desse gênero, a mensagem da cruz não é muito popular em nossos dias, ela não é atrativa, pois sua enfase espiritual nos faz confrontar os problemas da vida ao invés de nos oferecer um meio de fuga. Queremos ouvir algo que nos livre da dor e não algo que nos conceda meios de suporta-las. Essas inclinações demostram apenas que a igreja moderna sofre de uma enfermidade espiritual cronica, portanto não suporta ouvir daquilo que confronta seus pecados, prefere ouvir algo que possa esconder seus pecados. Fala-se muito sobre a cruz como um caso de amor, mas omite-se a falar sobre a maldição da cruz, e o motivo é que não suportam ouvir sobre a gravidade do pecado e aceitar o quão tenebrosos são nossos pecados ao ponto de Cristo ter padecido lá no Calvário para levar sobre si nossas iniquidades. Ao invés de falar sobre as iniquidades , se traduz tudo como um ato elevado de amor. Não quero diminuir os méritos do amor de Deus, mas desde cedo vimo que o pecado exige imolação, dor, sofrimento e morte, em Adão para que tivesse uma cobertura, em Abel para que tivesse aceitação e em Isaque para que tivesse substituição, a justiça divina só é satisfeita mediante a dor radical de alguém que padece em prol de outro. Mas isso é um assunto muito estranho em nossos dias, não suportamos uma pregação de tal quilate, ela não nos deixa emocionalmente confortáveis, então se evita, pois de outra forma, não será muito atrativo sermões que relacionem esse assunto com a vida cristã pratica. Suportar a sã doutrina é viver dentro da vontade divina, é andar no Espirito e estar debaixo dos princípios da Palavra de Deus, quanto mais nos aproximamos do fim, mais encontraremos cristãos vivendo numa fragilidade extrema, justamente porque a sua dieta espiritual, feita de palavras que amaciam o ego e os levam para longe da mensagem da cruz, colocam os tais numa superficialidade tão intensa, que ficam debaixo da sentença paulina "não suportarão a sã doutrina" (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ORTODOXIA E FERVOR ESPIRITUAL




Jesus pede para João escrever uma carta para a Igreja de Efeso, essa seria uma de sete cartas direcionadas as igrejas da Ásia. (Apocalipse 2:1 a 7). Os Efésios algumas décadas antes já tinham recebido uma carta de Paulo, agora o próprio Cristo lhes fala, elogiando-os pelo discernimento aprimorado e um zelo pela ortodoxia, pois provaram os que se auto-intitulavam apóstolos mas que foram achados mentirosos. Tais não preenchiam os requisitos para serem apóstolos.  Com um critério refinado, os Efesos rejeitaram esses falsos apóstolos. A principio podemos entender que há uma distinta motivação entre querer um título eclesiástico para sofrer como bom soldado de Cristo,  e estar disponível a morrer por Cristo, a primeira era para receber glória de homens, status e prestigio, como  Simão, o mago, querer ser uma grande personagem popular.  Os efésios também odiaram as obras dos nicolaitas, um grupo herético daquela época que queria fermentar a igreja, isso nos mostra pelo menos que eles não eram ecumênicos e não endossavam doutrinas pervertidas. Por isso, até aqui, Cristo louva aquela igreja pela ortodoxia e o zelo pela verdade, a sã doutrina estava intacta, os Efésios eram guardiães da verdade,  pudessem ser chamados de intolerantes e exclusivistas e não conformistas, mas tinham um zelo pelas verdades do evangelho. O que faltou neles foi  o resultado de um descuido, pois abandonaram o primeiro amor. A paixão por Cristo estava se esfriando, e a religião deles estava ficando formalista e fria. É um assunto sério quando o zelo pela verdade apaga o fervor espiritual, e parece que isso estava acontecendo ali. Miles Stanford, certa vez criticou as igrejas doutrinariamente saudáveis, mas formalmente frias em contribuírem no afastamento de cristãos de suas reuniões, para irem à busca de falsos avivamentos em lugares não ortodoxos. É isso que ocorre hoje em muitos lugares. Um fervor espiritual abrilhanta a sã doutrina, quando a luz radiante de verdadeira espiritualidade é exposta, a coroa da ortodoxia pode ser vista com as pedras preciosas das doutrinas da graça. Quando há fervor, a paixão por Cristo produzirá mártires, quando há falsa espiritualidade produzirá fanáticos, porém é certo que o fervor espiritual aliado a ortodoxia produzirá homens santos. Era esse o mal que estava ocorrendo na igreja de Efeso:  a paixão e o amor por Cristo estava diminuído ao ponto da extinção enquanto ainda eram zelosos pela ortodoxia.  A vida espiritual daquela igreja estava enrijecendo e se esfriando, tomando a forma de uma religião ortodoxa mas  morta e formalista. Sejamos coerentes, ortodoxia sem o primeiro amor, sã doutrina sem fervor espiritual, pode nos tornar repobros diante do Senhor, por isso Cristo disse a eles, “Lembra-te de onde caíste, e arrepende-te...” (Apocalipse 2:5)


CLAVIO J. JACINTO

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

ÓDIO SANTO, SINAL DE UMA VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE

                              ÓDIO SANTO, SINAL DE UMA VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE


Você já estudou ás Escrituras para descobrir que Deus tem um ódio santo? você sabia que Cristo também tem? o ódio é um sentimento de aversão por aquilo que é falso, engano, blasfemo, abominável. A base da justiça de Deus é sua repugnância contra tudo o que é profano, blasfemo, iníquo e abominável. Portanto nunca pode ser considerado com o tipo de ódio que os humanos nutrem um pelos outros. Todo o sentimento do Senhor é baseado na sua justiça e na sua santidade, o ódio humano é sustentado pelo pecado, ambição, inveja e orgulho. Um sentimento de ódio santo, é uma doutrina difícil de aceitar, mas ela é bíblica. Samos 97:10 diz que devemos amar ao Senhor e o odiar o mal, Amos 5:15 diz que devemos odiar o mal e amar o bem, O próprio Senhor ama a justiça e odeia a iniquidade (Hebreus 1:9) há coisas que Deus odeia e até aquelas que Ele abomina (Provérbios 6:16) Deus ama e odeia pessoas, por causa de suas atitudes profanas e blasfemas, Ele amou Jacó e odiou a Esaú (Romanos 9:13) poderia continuar citando varias partes das Escrituras como Deuteronômio 16:22, Zacarias 8:17 etc. Agora, devemos entender que o ódio espiritual e santo, é uma consequência da verdadeira santidade. Quando você é santo, você odeia a injustiça praticada e promovida, você odeia a blasfêmia, odeia as coisas abomináveis, e acima de tudo odeia as falsas doutrinas, as heresias de perdição, odeia o orgulho e odeia a tudo o que insulta á Deus. Esse é um sentimento provocado pelo amor a verdade, é uma polaridade no atual estagio da existência, pois temos que alcançar aqui nessa vida, a plenitude dos sentimentos mais sagrados (Mateus 22:37), que nos colocam frente ao pecado e afrontá-lo com um sentimento muito forte de repugnância contra ele. Aqui está um conceito estranho, talvez você nunca tenha ouvido um sermão sobre esse assunto. Sinceramente, eu também não. Mas observe o sentimento da igreja de Pérgamo com relação a doutrina dos nicolaítas (Apocalipse 2:15) e o sentimento de Cristo com relação a doutrina dos nicolaítas em Efesos (Apocalipse 2:6) Cristo odeia a doutrina falsa, e a igreja verdadeira também! os cristãos de Pérgamo tinham um sentimento de repulsa contra o "nicolaitismo" Assim como Judas ao escrever contra apostasia, termina sua epístola universal, admoestando a tentar salvar alguns, porém odiando até mesmo as vestes manchadas pela carnalidade (Judas 23) Este ódio santo é um sentimento espiritual muito profundo contra tudo aquilo que fere a dignidade, o amor, a justiça e a santidade de Deus. A igreja pós-cristã não está preparada para ouvir tais verdades. Hoje, o clima é ecumenismo, juntar a tese a antítese e formar uma síntese, reunir o útil ao agradável, o politicamente correto com a conveniência, a unidade na pluralidade, portanto a igreja pós cristã quer viver num regime de tolerância com a iniquidade, fazer um pacto de não agressão com as coisas abomináveis, tolerar e amar o que Deus odeia.
CLAVIO J. JACINTO

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Sobre o Tribunal de Cristo

II Corintios 5:10
O bem e o mal na vida do cristão.

Cada cristão será convocado ao Bema (tribunal de Cristo). Teremos que comparecer diante desse tribunal para dar conta de nossas obras. Não significa que elas irão determinar a nossa salvação, porque esse é um tribunal para os salvos, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1). Temos que estar cientes que coroas e galardões irão fazer parte da glória celeste dos salvos. Portanto a texto é um convite para a reflexão. A palavra grega traduzida aqui como “mal” é “Phaulon” e segundo Strong,  tem um significado amplo, podendo significar “Algo sem valor”.  A força do texto se concentra no fato de que, nossa procrastinação, nossas omissões, nossas prevaricações, concorrerão contra nosso testemunho, e resultará em perdas de méritos, coroas e galardões (Veja I Corintios 3:14 e 15). O texto é um convite para a responsabilidade com nossos dons, capacidades e tempo e tudo mais.  Uma vez que Paulo usa termos militares para dar exemplo do bom combate cristão,(II Tm 2:4) não é menos admirável que ele também fale em “condecorações”.   O problema é que olhamos as coisas relacionadas à vida cristã de modo muito superficial e egoísta, e esquecemos que teremos que dar conta de nossas obras, pois elas acompanham  os santos. (Ap 14:13) Não significa em hipótese alguma que a graça de Deus esta sendo anulada, porque aqui o tema está relacionado as obras dos  salvos e não as obras apara a salvação, por isso trata-se da justiça de Deus operando sobre cada cristão. A Justiça de Deus será aplicada em tudo o que se relaciona a nossa vida espiritual ou secular. Na verdade, não deve existir essa divisão sagrado-secular na vida do cristão. Em todas as esferas da vida, a nossa santidade deve ser o padrão de conduta. Se não agirmos dentro dos padrões estabelecidos pelo Senhor, então isso se torna sem valor. Tudo tem sentido dentro desse texto. Quando damos um mal testemunho, isso concorre para o escândalo e os incrédulos podem ver em nós um obstáculo ao evangelho, acaso isso não seria algo maligno? O texto de II coríntios 5:10 é um convite a reavaliar as nossas vidas, deve nos encher de temor e responsabilidade, porque de alguma forma,  trata-se de um assunto muito sério, é um tribunal, é de Cristo, e tudo em nós será avaliado. (Romanos 14:8 a 10) Que o Senhor nos conduza a essa bendita realidade: Todos teremos que comparecer perante esse tribunal, portanto é certo e justo que devemos colocar todo o nosso coração em tudo aquilo que fará eco na eternidade.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O Perfil de Um Verdadeiro Pregador



Todo o homem de Deus comprometido em pregar a Palavra, precisa apresentar-se a Deus como obreiro aprovado. Manejar bem a palavra da verdade constitui-se uma responsabilidade muito grande, tendo em vista que torcer a palavra de Deus, corresponde ao risco da própria perdição como bem adverte as Escrituras.(Veja  II Timoteo 2:15, II Pedro 2:1 e 3:16) Não devemos admitir qualquer erro, devemos lutar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3)
Deve existir um cuidado, um amor e um zelo. A pregação é a construção espiritual sobre fundamentos eternos.(Veja I Pedro 1:15)  Um pregador está conduzindo almas para o caminho eterno.Por isso mesmo nunca poderá diminuir a importância da interpretação correta da Palavra de Deus. Diminuições e acréscimos recorrem em julgamento (Galatas 1:6 e 8) O estudo pessoal e cuidadoso evitará erros, John Smart adverte : "Podemos afirmar que todo o ensino falso, resultando em dano à igreja de Deus através da historia, se deve à interpretação errônea das Escrituras"(1) O estudo das Escrituras são de nobre importância, e aquele que deseja proclamar as boas novas , nunca deve adulterar a mensagem da salvação, nunca deve proclamar um evangelho adulterado, frouxo e misturado ao espiritualismo, racionalismo, filosofias vãs e as aos rudimentos desse mundo.
 A bíblia é a fonte total e suficiente da revelação divina, como escreveu o Pr Aníbal Pereira Reis: "A Bíblia é a única fonte da revelação Divina, onde encontramos informes preciosos sobre Deus, sobre Seus atributos, sobre os preceitos de Sua soberana vontade, sobre o Seu plano salvífico em prol do homem prevaricador"(2) O Espírito Santo usará o homem piedoso que é cuidadoso e zeloso no estudo das Escrituras, que teme a Palavra de Deus e encontra a fonte da eterna sabedoria nos princípios da palavra revelada, como disse François Turrentin "O Espírito operando no coração dos crentes dá testemunho de que a doutrina do evangelho, anunciada pelo Espírito, é verdadeira e divina"(3) por serem inspiradas por Deus, elas se originam no coração soberano do Criador (II Timóteo 3:16)
 A nobre missão de interpretar corretamente as Escrituras, aplicá-las na própria vida e em seguida proclamá-la sem concessões e sem negociatas com o modernismo e com os apostatas, é um grande desafio.  Todo o verdadeiro pregador terá seguidores e inimigos. A verdade bíblica pode ofender pecadores impenitentes e teólogos modernistas, da mesma maneira que alegra os homens mais santos.                                                                                                      D. M. Panton, certa vez advertiu:
"Um fato de uma importância incalculável é que, como toda verdade é um todo coerente, uma unidade concreta, a sua mutilação é mais perigosa tanto para nós mesmos quanto para os outros a quem somos responsáveis ​​por transmiti-la.  O erro pode ser uma coisa muito mortal.  Deixe uma palavra de uma declaração, e isso pode se tornar um erro grosseiro; colocar apenas um símbolo errado em uma soma, e o resultado total será uma falsidade; mudar um ingrediente em um composto, pode se tornar um veneno mortal ou um explosivo violento. "(4)
 Todo o cristão comprometido a pregar a mensagem da salvação, precisa ter um compromisso sério com a doutrina da obra da cruz, deve ter uma experiência profunda da graça de Deus, deve ser leitor assíduo e estudante zeloso e dedicado das Santas Escrituras. Assim como a Palavra de Deus não pode mentir (Salmos 119:8 e 9 com Hebreus 6:18) nenhum erro e nenhuma má interpretação, nenhuma falsa doutrina deve ser pronunciada dos lábios santos de um pregador consagrado ao Senhor.

Bibliografia

(1) John Smart. A Tentação de Cristo. Pagina 14 Edições cristãs. Ourinhos SP Brasil
(2) Aníbal Pereira Reis. Crente,Leia a Bíblia!. Pagina 61.Edições Cristãs. Ourinhos SP
(3) François Turrentin. Compendio de Teologia Apologetica. Pagina 145. Cultura Cristã. SP Brasil
(4)http://www.themillennialkingdom.org.uk/TheDefenceOfTheTruth.htm


Autor: Clavio J. Jacinto


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Eficiência, Suficiência e Inerrância das Escrituras.

O autor aos hebreus testificou que a palavra de Deus é viva e eficaz (Hebreus 4:12) de modo comum qualquer grupo cristão concorda com esse fato: a eficiência das escrituras. Pelo menos de modo confessional. Mas há sempre problemas no confessionalismo.  O simples confessar algo correto, não significa que na pratica está agindo correto. A confissão pode artificial, para esconder uma realidade oculta nas ações. Cristo entendeu muito bem o sistema religioso da sua época, e faz uma grave denuncia: “esse povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim”(Mateus 15:8) isso também é atribuída de forma clara aos próprios demônios. (Veja Tiago 2:19) e então citamos novamente Cristo que afirma “Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus”(Mateus 7:21). Se levarmos em contas esses princípios bíblicos, muita gente está vivendo uma decepção religiosa, um engano. O simples confessar e o cumprir uma agenda religiosa, dá garantias espirituais para um homem. O que ele pode estar vivenciando muitas vezes esta muito distante do cristianismo bíblico, embora a todo o tempo, tenha que dispor a persuadir a si mesmo que possui a verdade na sua essência.  A fé cristã, não é compatível ao caminho das ambiguidades.  Muitos sonham com um cristianismo assim, mas isso é impossível. A fé cristã não somente é exclusivista por causa de certo as doutrinas que defende, como a salvação somente por e através de Cristo, não por obras mas pela fé e pela graça, e isso de forma eficiente, perfeita e suficiente em Cristo e nada mais, e pelos absolutos que a palavra de Deus apresenta, em forma de  ensinos , conceitos e princípios. Eu sei que isso traz complicações num mundo pluralista que jaz no maligno. Mas isso é uma realidade inegável. Dentro da fé cristã autentica não existe espaço para incluirmos outra pessoa que seja responsável pelo destino eterno de cada alma. Desse modo,  mesmo no caminho da verdade propor um ecumenismo ou diversidade na unidade no que diz respeito aos fundamentos da fé cristã é um blefe, uma falácia do sentimento e das boas intenções. Hoje, milhões de pessoas que se dizem cristãos, por sua conduta antibiblica estão pelo menos fazendo três coisas que promovem a apostasia e conduzem as almas para a perdição. Primeiro: Estão removendo a bíblia da sua posição de autoridade. Segundo: Estão removendo Cristo da sua soberania redentora. Terceiro Estão removendo o papel do Consolador da missão de iluminar e revelar todo o conselho e todos os juízos de Deus contidos nas Sagradas Escrituras. O que muitos fazem, travestidos com uma capa cristã. É usar os termos bíblicos para dar apoio a doutrinas e revelações não bíblicas.  Se a bíblia for removida do seu lugar de eficiência, suficiência e inerrância, o que sobra ?senão um oceano de ambigüidades e subjetividades?  Quando a bíblia não é mais suficiente, então como fica a verdade? Os absolutos caem por terra.  As contradições aparecem, cada uma com a versão mais sofisticada de ser a ultima verdade, mas elas contradizem a si mesmas, e depois contradizem as Escrituras, e o que promove senão a confusão generalizada? Revelações extrabiblicas ou doutrinas construídas encima de experiências produzem esse tipo de confusão! Ao abraçar o pragmatismo, a cristandade  declarou a sua falência espiritual. Mas o problema não para ai, porque embora tenhamos tantas coisas para aprender na bíblia e com seus santos ensinos, Há uma indisposição aguda de ver as Escrituras como única autoridade eficiente e suficiente, de fé e pratica. Precisamos de um complemento, por isso a igreja emergente anda desesperada atrás do misticismo. O que existe na verdade é uma falsa fé sendo promovida, uma falsa fé que precisa levar o cristão a sentir alguma coisa ou ver alguma coisa para crer. Lemos em II Timóteo que a Palavra de Deus é útil, para ensinar, para repreender, para corrigir e para instruir o homem em justiça. (II Timóteo 3:16 e 17)A perfeição da fé não vem de outra forma, as Escrituras são suficientes em si mesma, e o andar do cristão não deve ser estabelecido por sentimentos mas por confiança, confiança em Deus de modo incondicional, e não podemos confiar incondicionalmente em Deus sem confiarmos na suficiência das escrituras. Mas não é somente isso, pois a cristandade atual está removendo o verdadeiro Cristo, o Verbo Eterno que se faz carne (João 1:1) da sua posição exclusiva de suficiente salvador, e estão promovendo a salvação por outro cristo e outros caminhos.  Cristo está acima de qualquer instituição humana, está acima de qualquer religião, está acima de qualquer denominação. Mas Cristo está também acima de todos os tronos e potestades, ressuscitou e está entronizado a direita do Deus Todo Poderoso. Ele não é um dócil ser tolerante e efeminado como muitos  querem apresentá-lo hoje de forma tão vulgar. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Não é um personagem histórico apenas,  é o  soberano da história e  mantenedor de todos os acontecimentos (Veja Hebreus 1:1 a 3) Jesus é o Caminho a Verdade e a Vida, e as coisas se congreguem para o Centro da história universal  e espiritual, que é Ele mesmo o Cristo Senhor, Redentor e Salvador (Efésios 1:10). Hoje muitos que se dizem cristãos, querem tirar essa soberania dEle e colocar encima de outra pessoa, ou instituição o que é um erro. O ecumenismo é um erro grave, sejamos sinceros e coerentes,  Cristo é salvador exclusivo, absolutamente soberano em questões de salvação. Por ultimo, ainda desejo ressaltar que também muitos  querem remover a soberania do Espírito Santo. Ele é Senhor, não um coadjuvante nos espetáculos religiosos, não um promotor de coisas bizarras, não  a força que acende os holofotes dos shows em que pregadores e cantores artistas encenam seus teatros para receberem aplausos e fama de uma cristandade enferma. É triste que isso seja real em nossos dias.  Faz-se necessário uma voz de protesto. E declaro enfaticamente sem medo de errar, que Cristo é soberano, a palavra de Deus é suficiente e eficiente e o Espírito Santo é a terceira pessoa do Deus único que precisa ser respeitado da mais reverente possível.


Clavio J. Jacinto

sábado, 29 de julho de 2017

A Batalha da Fé

Em Judas 3 , o autor da epístola convoca toda a igreja para batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.  No texto grego, original traduzido por “batalhar” é agónizomai, significa batalhar com agonia e intensidade. Isso significa uma luta desesperada pela verdade do evangelho. Não importa as circunstancias, esse principio precisa ser aplicado de forma eficiente por cada cristão que tenha um senso de compromisso com as coisas de Deus.  Muitos querem viver uma fé cristã sem lutas e conflitos, isso é impossível. O fundamentalismo cristão não é uma luta contra a carne e o sangue, mas uma luta pelo direito de defender a verdade de forma pacifica e sábia. Porém o confronto é inevitável.  A Salvação e a verdade do evangelho  são termos exclusivos. Sim, a fé cristã é exclusiva, Jesus disse isso, quando Ele falou ser  o caminho, a verdade e a vida, ele fechou todas as possibilidades de encontrarmos a salvação, a verdade e  a vida em outro lugar ou em outra pessoa. Isso por si só já é um confronto com qualquer ideia contraria. A luta pela verdade constitui-se o centro da vida  espiritual de um homem que quer servir a Deus com compromisso sério.  Paulo escreveu a maior parte das suas epístolas com o objetivo de corrigir erros e desvios doutrinários, no livro de Atos vimos como diversas vezes ele disputa o evangelho, três meses ele disputou o evangelho em uma ocasião (Atos 29:8 e 9) em outra confrontou os gregos, defendendo o evangelho (Aros 9:29) disputava na sinagoga (Atos 17:17) e ainda durante três sábados disputou o evangelho (Atos 17:2) era uma luta agonizante. Sem esse elemento não há luta, a agonia pela defesa da verdade é algo que deve ser peculiar a todos os que amam a verdade. Batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos, é confrontar o relativismo moral, o pragmatismo, a idolatria, a apostasia, etc. Mas isso não nos vai trazer problemas e inimigos?  Com certeza, olhe para a vida de Cristo, as reações de seus opositores, e a vida dos apóstolos, olhe para eles estudo a biografia deles. A verdade do evangelho traz um confronto direto com os valores do mundo. Isso não vai nos deixar em uma posição de conforto e nunca vai arrancar aplausos do mundo. Mas as Escrituras nos exortam “Em tudo te dá, por exemplo, de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade” (Tito 2:7) somos convocados a perseverarmos na doutrina de Cristo ( I João 1:9).  Quando um cristão se coloca na posição de confronto  com relação aos erros doutrinários, podemos sofrer perseguição, rejeição e afrontas,. As palavras de R. C. Sproul são verdadeiras, ele escreveu “A verdade divide as pessoas. A verdade causa controvérsia. A verdade causa debate. A verdade causa transtorno aos relacionamentos. A verdade crucifica pessoas”  a batalha da fé é o bom combate pela causa de Cristo.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sabedoria dos Bereianos

Uma das passagens mais interessantes de Atos aplica-se a conduta dos cristãos de Beréia que ouviram a exposição do evangelho, e examinaram as escrituras para ver se realmente a exposição bíblica de Paulo estava correta.  É bem possível que Paulo tenha feito uma exposição mais profunda das profecias do antigo testamento relacionadas a Cristo, provando que Jesus era de fato, o messias. Isso fez com que aqueles irmãos verificassem mais a fundo e com muito cuidado, as Escrituras para ver ser Paulo estava correto. Essa conduta foi louvável (Atos 17:11) Veja que os bereianos não recorreram a outra coisa a não ser as escrituras. Vimos aqui como em meio a tantas tradições, os crentes de Beréia já estavam inclinados a suficiência das escrituras e nada mais. O texto esclarece que eles examinavam as escrituras e não tradições. O exame das escrituras para verificar a autenticidade de um sermão é algo que deve ser sempre peculiar ao cristão verdadeiro. Se todos seguissem o exemplo dos bereianos, os falsos mestres e os falsos profetas seriam em numero muito reduzidos em nossos dias, porém a indisposição ao estudo levam muitos ao engano. Assim como aqueles cristãos, devemos recorrer sempre as escrituras para verificar o que estamos ouvindo, a Bíblia deve ser sempre nossa autoridade final em questões doutrinarias, sempre!

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Discernimento e Vida Cristã

 Viver nos últimos dias sem discernimento espiritual no meio de toda essa confusão religiosa, é andar na escuridão frente á um abismo infinito. Todo aquele que deseja permanecer firme, em meio a essa situação caótica, deve tomar a atitude radical de crer na bíblia e somente na bíblia, como autoridade final e revelação definitiva e regra de fé, não há outro caminho seguro para se conhecer  a vontade de Deus

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Obra Perfeita de Cristo

Um sacrifício perfeito e consumado na cruz por Cristo, é tudo o que o homem precisa para chegar ao céu. A fé nesse fato é vida cristã,Tentar salvar-se por esforço próprio é falsa religião, tentar salvar-se confiando em outra pessoa é outro evangelho (Clavio J. Jacinto)

DOUTRINA FALSA E PRAGMATISMO.

                                     



                                          DOUTRINA FALSA E PRAGMATISMO.

Série: Artigo de Impacto

O renomado  pregador Paris Reidhead  foi um missionário na África por alguns anos e continuou seu ministério nos Estados Unidos . Embora estivesse no campo evangélico, como A. W. Tozer, ele era um homem acima da perspectiva doutrinaria, tinha uma visão espiritual além da maioria da sua época.. O trecho a seguir vem de seu sermão "Dez Siclos e uma camisa" ( Juízes 17 e 18) e parece tão recente e pertinente hoje, como quando foi pregado em meados da década de 1960. Dele são essas palavras:
“Estaria fora de linha se eu falasse um pouco com você sobre a religião utilitária e o cristianismo de hoje.  Gostaria de chamar a atenção para o fato de que nosso dia é um dia em que a filosofia dominante é o pragmatismo. Você entende o que quero dizer com o pragmatismo, o pragmatismo significa que se funcionar, é verdade.  Se for bem sucedido, é bom. E o teste de todas as práticas, todos os princípios, toda a verdade, assim chamada, todos os ensinamentos, é que eles funcionam? Agora, de acordo com o pragmatismo, os maiores fracassos das eras foram alguns dos homens que Deus mais honrou.
Por exemplo, enquanto Noé era um  bom construtor de navios, sua principal ocupação não era a construção de navios, era pregar. Ele era um fracasso terrível como pregador. Sua esposa e três filhos e suas esposas era tudo o que ele tinha. Sete convertidos em 120 anos, você não chamaria isso de um ministério de exito. E então, descemos ao longo dos anos para outro homem com o nome de Jeremias. Ele era um poderoso pregador eficaz, mas ineficaz no que diz respeito aos resultados. Se você fosse medir estatisticamente o sucesso que teve Jeremias, ele provavelmente seria considerado um fracasso. Pois achamos que ele não teve muito êxito em convencer  as pessoas, ele não convenceu a realeza, até mesmo a “associação ministerial” votou contra ele e não teria nada a ver com ele. Ele falhou em quase tudo. O único que ele parecia agradar era ... Deus, mas, de outra forma, ele era um fracasso distinto. E então, chegamos a outra pessoa bem conhecida, o Senhor Jesus Cristo, que falhou em julgar todos os padrões religiosos da epoca. Ele nunca conseguiu organizar uma igreja ou denominação. Ele não foi capaz de construir uma escola.Ele nunca escreveu  um livro impresso.”
A questão vem então dessa maneira: "qual é o padrão de sucesso e qual é o padrão para vamos  nossas vidas e nosso ministério?" E a pergunta que você vai se perguntar: "Deus é um fim ou é um meio ? " Nossa geração está preparada para honrar escolhas bem-sucedidas. Enquanto uma pessoa pode fazer as coisas ou fazer o trabalho, nossa geração está preparada para dizer que está bem feito. E então devemos nos perguntar ao início do nosso ministério, da nossa peregrinação e da nossa caminhada: "Seremos levitas que servem a Deus por dez siclos e uma camisa?" (Juízes 17: 7-11 ), Sirva homens, talvez em nome de Deus, em vez de Deus. Pois ele era um levita e realizava atividades religiosas, ele estava procurando por um lugar que lhe daria reconhecimento, um lugar que lhe daria aceitação, um lugar que lhe daria segurança, um lugar onde ele poderia brilhar em termos daqueles Valores que eram importantes para ele. Todo o seu negócio era servir em atividades religiosas, por isso tinha que ser um trabalho religioso. Ele ficou muito feliz quando descobriu que Mica tinha uma oportunidade. Mas ele decidiu que ele valia dez siclos e uma camisa, e ele estava preparado para se vender a alguém que lhe daria o que ele desejava.  Se alguém entrasse nesse negocio, e oferecesse mais, ele se venderia a eles (Juízes 18: 18-20). Mas ele colocou um valor sobre si mesmo e ele pensou que seu serviço religioso e suas atividades eram apenas um meio para um fim,  e,  do mesmo jeito, Deus era um meio para um fim. Infelizmente muitos hoje  estão sendo moldado por essa visão de um cristianismo utilitarista que faz de Deus um meio, em vez de ser o Soberano  Glorioso Senhor  que Ele é. Vamos renunciar; Digamos a Mica que acabou o nosso negocio religioso. Nós não seremos mais seus sacerdotes servindo-o por dez siclos e uma camisa. Vamos nos lançar aos pés do Filho de Deus e dizer-lhe que vamos obedecer a Ele, e servi-lo enquanto estivermos vivos, porque ele é digno. 


Esse artigo foi traduzido e adaptado por Clavio J Jacinto, o texto original se encontra no periódico: Cornerstone Challenge de Março de 2008, publicado pela Cornerstone Baptist Church 

terça-feira, 20 de junho de 2017

A graça Divina e Orgulho Humano

 Compreender a infinita graça de Deus, ser sustentado pela sua divina misericórdia, descansar na perfeita obra do Cristo crucificado e ressurreto, nos livra do fanatismo e do orgulho religioso e acima de tudo a pretensão egoista que somos merecedores de qualquer dadiva divina.

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sucessão ou Permanência?



Para  permanecer no caminho dos apóstolos, precisamos andar pelas veredas antigas, a mesma direção que peregrinaram os santos que andaram com Cristo no primeiro século. Um dos desvios sérios ocorreu quando pessoas com falsas pretensões começaram a surgir dentro da igreja já no seu começo,  como lobos devoradores, buscando desviar a igreja da  sã doutrina através de novas teologias apresentadas pelo manto de uma falsa autoridade apostólica. Na igreja de Éfeso, tal como relata o livro de Apocalipse Cristo denunciava  essa invasão pseudo apostólica. Indivíduos que ingressaram na igreja de Éfeso, apresentando-se como apóstolos de Cristo.  Ora, no meio de tantos inimigos espirituais, haviam também os gnósticos. Pessoas que afirmavam receber novas revelações e terem um nível de conhecimento espiritual maior do que o revelado nas escrituras. João dentro desse contexto espiritualista gnóstico, declarou: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo, não tem Deus”( I João 1:9). Essa é a questão que se desdobra em quase todas as epístolas depois de Atos dos apóstolos. Vimos como a maior parte da literatura de Paulo, Pedro e Judas tem uma alto teor apologético. Paulo não cessava de denunciar as heresias e os erros que se desenvolvia dentro das assembleias cristãs. Por isso mesmo, permanecer na doutrina dos apóstolos do Cordeiro era uma batalha constante, e creio que ainda hoje é assim.(Atos 2:42) Sabemos que a igreja verdadeira precisa estar firmada nos ensinos dos apóstolos, não uma sucessão mas em uma permanência. Parece que uma teoria cedo se desenvolveu na igreja e que se constitui um grande desvio da forma do cristianismo original, seria crer numa sucessão ao invés de uma permanência. Desse modo ao invés das sagradas escrituras, cujas paginas guardam o pensamento do Espirito Santo serem o fundamento da fé, a autoridade foi transferida para a tradição e para a ideia daqueles que representavam a sucessão. Não há como concluir de forma diferente, o resultado sempre será um desvio, um afastamento das doutrinas do Novo Testamento. É verdade que bem cedo, o apostolo Paulo advertia que não podíamos ultrapassar o que estava escrito (I Corintios 4:6) mais a frente, já no limite do fechamento do cânon dos vinte e sete livros do Novo Testamento, essa ordem e princípio parece ser repetido de forma clara em Apocalipse 22:18. Os marcos antigos de uma forma geral devem ser entendidos nessa direção. Já ouvi pregadores usarem a ideia do estabelecimento de marcos antigos para recuperar doutrinas denominacionais, mas isso é um erro. Deus não está interessado em doutrinas denominacionais, elementos do pensamento humano que muitas vezes nublam o sol da revelação divina. A essência da fé cristã está na santificação pela verdade da palavra de Deus (João 17:17) A palavra inspirada e útil deve ser o suporte que sustenta toda a verdadeira fé, porém vimos de um modo geral que a cristandade se afasta cada vez mais dese principio.  Fazendo uso de minhas obervações e por experiencia própria, vi muitas vezes, pessoas que professam a fé cristã, rejeitar a pregação expositiva da palavra de Deus, por ser desagarrável ao paladar do coração aquecido pelo fogo estranho do barulho do falso avivamento.  Vi diversas vezes isso! Não é uma experiencia incomum, ela é comum nos meios pentecostais carismáticos, onde de certa forma, uma revelação extra bíblica ganha mais enfase e autoridade do que as palavras de Cristo ou dos santos apóstolos registradas no Novo Testamento. O subjetivismo das revelações extra-bíblicas a valorização doentia para o misticismo subjetivo é uma porta aberta para toda especie de espíritos enganadores, não é de admirar que as coisas estão do jeito que estão! O caos dentro do movimento carismático tem uma origem: o desprezo pela autoridade das Sagradas Escrituras. Não estamos vendo hoje uma cristandade namorando o misticismo oriental? Não estamos vendo uma igreja pós modema flertando apaixonadamente o misticismo católico romano? O subjetivismo, a falta de fundamento doutrinário é um caminho para aberto para apostasia. Não queremos só ficar com a palavra de Deus, queremos comer o fruto do conhecimento do bem e do mal. Então o movimento carismático aponta para a possibilidade de profecias contemporâneas, e com essa abertura surgiu uma miríade de falsos profetas. Assim também com relação a sinais e maravilhas e com isso uma abertura para uma miríade de charlatães, abrindo para a possibilidade de revelações extra-bíblicas surgiu uma horda incontável de falsos ensinos e heresias. Esse é o resultado. De fato sem contar com o desequilíbrio psicológico que tais coisas produzem. Não é admirável que eu conheça pessoas que advogam uma santidade pessoal tão doente, que o resultado final é um orgulho asqueroso.  Ainda que no meio de toda essa confusão, permaneçam grupos de cristãos que advoguem calorosamente uma ortodoxia, denuncie toda essa baderna religiosa e oponha-se com tenacidade aos enganos e aos abusos que vemos hoje, tornou-se muito difícil arvorar o estandarte da sã doutrina quando o evangelho virou a moda do mundo.


Clavio juvenal Jacinto

sábado, 17 de junho de 2017

A DOR, O SOFRIMENTO E A VIDA CRISTÃ

                                        

 Durante anos fui ensinado de modo completamente hipócrita com relação a dor e as aflições.  Há um mundo de faz de conta na vida de muitos cristãos. Na verdade muita gente que professa a fé cristã é completamente hedonista e humanista por causa da superficialidade como é encarada o sofrimento. Tudo aquilo que aflige o homem parece vir do diabo, defendem esses superficiais. O resultado foi uma geração de cristãos que não compreendem o desígnio da dor e da aflição, não encontram nenhum valor no sofrimento, não conseguem produzir perolas em meio as intensas dores. O resultado é avassalador, para não dizer um escândalo.
Eu li o livro de Randy Paush “A lição Final”. Randy contraiu câncer, lutou contra a doença, mas de forma simples, encarou os fatos e viveu seus últimos momentos com uma sabedoria muito intensa. Paush morreu em 2008, seu legado foi uma ultima aula que deixou na internet e atraiu a atenção de muita gente. O livro “A Lição Final” eu li em paralelo com o livro de Eclesiastes. Uma experiência incomum. Acho interessante como uma pessoa pode encarar os fatos da vida de forma real, sem fantasias. E a bíblia não nos leva para um mundo de fantasias quando o assunto é sofrimento. Não importa de que modo vem a aflição, a dor e o sofrimento, ou como se experimenta, física ou emocional, na verdade ela é um fato real na vida de qualquer cristão, precisamos entender isso.
Mas, todavia, a cristandade tem polido a mensagem “não sofra mais” ou com a promessa “Venha a Cristo e todos os seus problemas serão resolvidos”. Uma geração avessa a dor foi desenvolvida a partir da mensagem fantasiosa de que o céu torna-se a realidade imediata de quem serve a Cristo nesse mundo. O resultado  segue em linhas opostas, gente que se decepciona e se afasta da fé cristã e outros que se auto-enganam e continuam em suas fantasias.
Há um livreto muito bom, escrito por H. L. Roush: A Benção da traição” o autor discorre sobre a sua experiência de amargura por ter sido traído por um amigo que ele confiava e fazia parte do circulo de comunhão cristã. Não estamos livres, nenhum cristão está livre das duras aflições da vida. Seja em suas múltiplas formas,a dor chega, de uma maneira ou de outra, mas cedo ou mais tarde, e ela vem dentro do propósito de Deus, pois na vida de um verdadeiro cristão,  ela sempre esta dentro dos domínios soberano de Deus. Não somos chamados para questionar, mas para suportar.  Paulo ensina que devemos ser pacientes na tribulação (Romanos 12:12) a palavra grega aqui em romanos é “Thlipsei” Jesus usa essa mesma palavra em João 16:33 quando afirmou : “No mundo tereis aflições” e significa angustia, tribulação, aflição etc. Cristo nunca prometeu aos seus seguidores que eles estariam isento dessas coisas. A glória do evangelho foi lapidada na aflição da cruz e brilha na piedade dos que suportam a dor quando passam por esse mundo caído.
Alguns anos atrás, uma irmã da nossa comunhão cristã contraiu câncer, depois de muito lutar contra a doença, ela partiu. Sei o quanto é angustiante tudo isso. É um mistério, o sofrimento humano. Mas estamos no estagio em que a natureza geme com dores de parto aguardando a redenção. A cruz é de alguma forma, parte da vida humana, de todos, inclusive dos redimidos. Mas sempre que alguém fica doente, como foi o caso dessa irmã, há sempre a perspectiva da cura. Quase sempre tudo gira em torno disso.  Por causa do misticismo e das experiências extra-biblicas, surgiram falsas profecias e palavras que eram opostas as evidencias. Até que se entenda os desígnios de Deus, tudo vai ficar encerrado na hipótese emocionalista.  Raramente alguém ora “seja feita a tua vontade” nas horas mais difíceis da vida. Quando vem a tribulação oramos para que Deus faça a nossa vontade, porque somos ensinados que a tribulação é uma desordem da vida espiritual, quando na verdade pode ser um chamado para colocar a nossa vida em ordem. Assim com a morte daquela irmã evidenciando que a emoção e o misticismo não pode tomar a ordem das coisas nem ter o controle absoluto da tribulação. A dor da perda torna-se confusa, o evangelho desacreditado e os propósitos de Deus obscurecidos.
Assim como é certo que o mundo jaz no maligno, de alguma forma, a condição humana jaz no sofrimento. Paulo diz que o nosso homem interior se corrompe, mas nosso homem interior deve ser renovado dia após dias.
J. W. Follette escreveu um artigo que todo cristão deveria ler: “A Tribulação, uma serva” Follette com uma piedade e um discernimento profundo, discorre sobre esse assunto, a aflição, com uma cosmovisão muito bem estruturada nas escrituras. O cristão deve tomar a tribulação como um escravo, pelo qual deve obedecer aos propósitos de Deus. Para Follette, Deus permite a tribulação na vida do cristão, para o aperfeiçoamento do caráter, aliás no inicio do artigo, o autor já explica que o Senhor permite o problema e a tragédia para testar a fé e o caráter de um cristão. Há um propósito na escola da espiritualidade cristã. O sofrimento foi uma serva na vida de missionários, teólogos, pastores, e é certo afirmar que o fio escarlate da redenção liga todos os livros da bíblia, também é correto afirmar que a dor também é uma luz que está acesa durante todo o trajeto da história da igreja.
Não sejamos infantis! Olhem para os primeiros séculos da igreja, como os irmãos sofreram as duras perseguições e morriam esfolados, afogados e queimados, devorados pelos leões e expulsos de seus lares.  A glória da coroa de um crente corresponde a dor que suportou em Cristo nesse mundo. Porém, hoje, uma multidão vai para as igrejas em busca de respostas pares seus problemas sejam ele financeiros, matrimoniais ou sentimentais. Não que de alguma forma isso seja errado, acredito que Deu abençoa seus filhos, e nem mesmo posso omitir que a benção esteja escondida numa dura prova. Porém o centro da mensagem cristã não é a resolução dos problemas existenciais do homem, mas sim do maior de todos os problemas, e esse de caráter eterno: o perdão de seus pecados.
Seguir os passos de Cristo é trilhar as veredas das aflições para chegar na glória. O caminho da vida cristã é cercado com as farpas da tribulação, com os espinhos das aflições, mas nem por isso, as flores deixarão de desabrochar.  A escola da dor é mais eficiente do que os prazeres do mundo (Eclesiastes 7:3). Porem queremos evitar-las, porque sofrer, na mentalidade de muitos teólogos é evidencia de falta de fé e evidencia de pecados. Ser pobre é uma maldição e toda doença é diabólica. Tudo isso é errado, porque doenças, dores, morte, tudo isso faz parte do estagio atual.
 A dor é parte constante da vida humana. Ela é um mecanismo deformado pelo pecado. Vivemos sofremos e morremos, isso ocorre com salvos e não salvos.  A vida segue ciclos como na natureza, amanhecer e madrugada, dia de sol e nublado, primavera, outono, verão e inverno. O livro de Eclesiastes e o livro de Jó exploram isso de forma bem clara. Jó é o justo que sofre as duras provações da vida. O Livro de Jó é um oceano de dor e é um homem santo que dá um mergulho lá. No salmo 73 Asafe questiona o fato do ímpio prospera e ele passar por apertos. José passa por duras aflições desde a inveja de seus irmãos até permanecer no calabouço de uma prisão fria por causa de uma falsa acusação contra ele. Paulo afirma que a nossa leve e momentânea tribulação produz um peso eterno de glória mui excelente. (II Coríntios 4:17) Tia ensina que devemos nos alegrar quando passarmos pelas tentações (Tiago   ) devemos entender que há propósito divino na dor e nos problemas que nos afligem. Mas essa geração não quer passar pela universidade do sofrimento.  Embora J. W. Follette com muita sabedoria ensinasse que a tribulação é uma serva, a maioria dos cristãos tornam-se servas da tribulação. A teologia enferma ensinou que um cristão não pode passar por apuros, não pode passar por problemas. Durante anos ouvi pessoas “evangelizarem os perdidos” com o jargão “Jesus te cura, resolve teus problemas” ou “venha para Cristo e todos teus problemas serão resolvidos”. É verdade que na vida cristã, tudo o que causa dano e provem do inimigo precisa ser tratado por Deus, porém aquilo que Deus permite tem um propósito. O processo que ele usou para colocar os santos num patamar de honra sempre foi pelo caminho do sofrimento.  
 Claro, não entendemos porque tantas coisas fogem da nossa compreensão. Somos limitados, e por isso, a fé e a confiança na santidade divina devem ser sempre lâmpadas que iluminam nosso caminho espiritual. Porém entendemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28). As paginas do Novo Testamento mostram a vida como ela é. João Batista é decapitado, Tiago foi transpassado pela espada, Antipas foi morto por ser testemunha de Cristo, Paulo sofreu muitos açoites, naufrágios  um terrível espinho na carne. Tudo indica que Maria perdeu seu esposo José, muito cedo, Cristo sofreu todas as dores na cruz do Calvário, almas clamam diante do Trono de Deus porque foram decapitadas por causa da fé em Jesus Cristo. Essa é a vida cristã.  Nesse estagio da vida, do nascimento a morte, temos a experiência de vida de um mundo caído. Quando nascemos de novo, pela regeneração, o velho homem fica, até a morte, a redenção começa pelo espírito do homem, e segue outros processos. Nosso corpo ainda vai ser transformado, assim como também surgirão novos céus e nova terra. Há um descortinar nas paginas do Novo Testamento, e Cristo ensina que no mundo teremos aflições, mas que Deus enxugará todas as lagrimas de nossos olhos, pois lá no final das Escrituras inspiradas, encontramos essa promessa maravilhosa: “ E Deus limpará de seus olhos, toda a lagrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor: Porque as primeiras coisas são passadas”(Apocalipse 21:4). Hoje estamos vivendo essas “primeiras coisas”. Estamos dentro dessa esfera existencial.  A criação geme, o mundo foi afetado pela maldição do pecado, estamos nessa condição até a morte.  Paulo sempre pregou sobre o regozijo no Senhor (Filipenses 4:4) mesmo tendo essa experiência de alegria, Paulo passou por duras aflições, e ele mesmo declarou “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1:23). Essa era a perspectiva de Paulo. Ele tinha uma definição correta e real das coisas.  Era um fato! A vida cristã era uma primavera, mas estava afetada pelas tempestades do século presente, por isso ele declarava que o viver era Cristo e o morrer era ganho (Filipenses 1:21). Havia no santo apostolo uma percepção real da vida regenerada num corpo corruptível.  Paulo escreveu sobre o assunto com detalhes em I Coríntios 15. A comunhão com Deus e a vida regenerada nos concede recolher a doçura do maná celeste num deserto caustico que é apenas uma passagem para a terra prometida. A jornada, a peregrinação não é uma viagem muito confortável, mas a chegada, as promessas da vida vindoura serão de tal modo tão cheia de glórias, que o nosso padecimento momentâneo nesse mundo será apenas um fogo que purifica mais o coração, para que estejamos preparados para as maravilhas que nossos olhos contemplarão. Isso significa padecer os restos das aflições de Cristo, para desfrutar das doçuras eternas com Ele. Hoje passamos pelas noites escuras da aflição, a madrugada da dor parece não passar, as nuvens tempestuosas das tribulações escondem a luz do meio dia da vida, mas aos santos é dada essa promessa: “E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpadas nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre”(Apocalipse 22:4)  Durante a segunda guerra mundial, um judeu chamado de Viktor Frankl sobreviveu as duras provações dos  campos de extermínios nazistas.  Sua história contada no livro “Um Sentido para a Vida” é extraordinária. As experiências narradas no livro são surpreendentes, porque elas não partiram  de alguém que tinha uma cosmovisão cristã. Frankl conta como muitas pessoas conseguem sair dos mais extremos sofrimentos e conseguem suportar as mais terríveis provas sob condição de dor e angustia. Na dimensão da fé cristã,  as aflições devem agir de modo peculiar, pois que temos o fiel Consolador e a bendita esperança de que o sol da justiça brilhará quando a madrugada escura das aflições passar. Devemos sim, aceitar aquilo que é a vontade de Deus, e lutar contra tudo o que não é a sua vontade. Sabemos que Cristo não tardará (Hebreus 10:37) e quando Ele vir, então as cadeias do sofrimento serão rompidas, os grilhões das aflições do mundo presente serão despedaçados. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde esperamos também o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20 e 21)

O Sofrer é um doce perfume na alma consagrada a Cristo

C. J. Jacinto

Clavio J. Jacinto


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Discernimento Pela Autoridade das Escrituras


A percepção espiritual, ou melhor: o discernimento espiritual. é o meio pelo qual temos a possibilidade de caminhar na vida cristã com segurança e sobriedade, observando todas as coisas sem contudo se deixar enganar.  Nunca devemos colocar as experiencias subjetivas como padrão para aferir se algo é verdadeiro ou não. Se a bíblia não é o padrão pelo qual damos a autoridade suprema e definitiva em questões de doutrinas ou manifestações sobrenaturais, já não resta nenhum tipo de discernimento pelo qual possamos identificar corretamente se algo é divino ou diabólico.

Clavio J. Jacinto

sábado, 22 de abril de 2017

A Virtude de Ser Como um Bereano



Os Cristãos de Bereia ficaram famosos, mas o exemplo deles parece não ser muito atraente, é que a verificação de fatos espirituais requer dos ouvintes um trabalho cuidadoso e responsável é um dever ver se o que qualquer pregação realmente está de acordo com que está escrito. Mas para muitos, é melhor pegar carona na teologia e na opinião alheia, e a maioria faz sempre  assim. Não é a toa que tenhamos um numero cada vez maior de supostos cristãos que estão completamente enganados. Não somente são ignorantes com relação a mensagem da cruz e as doutrinas centrais da fé cristã ortodoxa, mas nem sequem verificam para saberem se de fato estão dentro da fé verdadeira.
Conheço pessoas que agem pelo simples fato de ir de carona na opinião alheia. Nada mais que isso. Não há sequer um questionamento. Os crentes  bereanos sabiam que Paulo tinha um quilate espiritual muito superior a maioria dos outros pregadores da época, porem estavam atentos e queriam fazer uma verificação séria, afinal de contas uma boa pregação sempre deve conduzir um cristão para mais perto de Cristo e da verdade, e não o contrario. Por isso seguiram verificando todos os dias para saber se realmente o que Paulo pregava estava de acordo com o que estava escrito. Esse é o método correto.  A verificação é o único meio seguro para descobrirmos se não estamos sendo enganados. Dias atrás estava fazendo uma pesquisa sobre certo líder que teve uma experiência mística. Assim ocorre hoje, eis porque existem tantas seitas e tantas divisões. Tal líder teve uma visão, e então ele descobriu por meio dessa visão, que o modo de batizar da igreja histórica estava errado, então ele interpreta a bíblia de acordo com a sua visão. Assim vai atrás de todos os versículos, busca todos os argumentos para sustentar a sua visão. O que poucos percebem é que a experiência serviu para buscar as provas na bíblia, não foi a bíblia que serviu para provar a falsidade da experiência mística. Da mesma forma que outra personagem teve a visão de que um dos mandamentos do decálogo estava destacado além dos demais, como se fosse mais importante do que os outros. É lógico que a partir daí, a interpretação das escrituras está de acordo com essa visão, e tudo gira em torno de um tema, que se torna central. Ora, uma simples verificação de teste, seria fácil descobrir que tal experiência mística não está de acordo com a bíblia, se fosse feito o teste bereano.  Em Mateus 22:37 e 39 os maiores mandamentos não estão contidos no decálogo, e Cristo ainda diz que toda a lei é dependente do amor a Deus e do amor ao próximo.
Simples assim, porém conheço tantos lideres de igreja que nem sequer se importam com uma boa pregação expositiva.  Não se interessam pelo conhecimento da escrituras, preferem as experiências místicas e as novidades,  isso faz com que o espírito do erro opere, quanto menos bíblico for um cristão ou toda uma igreja, mais tendência terão de serem enganados e mais probabilidade terá o espírito do erro operar.
Há um principio fácil de observar: quando você repete o que aprendeu, sem, contudo verificar se o que tem aprendido é uma verdade contida nas escrituras, o que você pode fazer é perpetuar uma mentira e contribuir para o engano em escala desproporcional. A maioria faz isso. É melhor crer em uma teologia embalada com uma falsa embalagem de ortodoxia, do que crere numa verdade que precisa ser verificável e confrontada com o proponente do erro. A verdade trás confrontos e a mentira trás conformidade, então é melhor ficar na conformidade e não causar problemas, a unidade na diversidade, o erro com a ortodoxia, é a mistura fatal que compromete todo o sistema de fé de uma comunidade cristã ou de um cristão individual.
 Poucos dias atrás conversei com certo amigo que falou sobre um caso de certo casal de uma determinada denominação, que receberam varias “profecias” de que teriam filhos, teria sido revelado até o nome que teriam que dar a ele. Os anos se passaram, já estão ficando velhos, e as profecias nunca se cumpriram. Porém são indiferentes a isso. A bíblia nunca sustenta esse tipo de espiritualidade! Nunca!
Tais conseguem manter um relacionamento sério entre a verdade e o erro,mas  isso é prostituição espiritual. As escrituras não toleram falsos profetas e falsas profecias, e não permitem que o erro fique misturado coma  verdade. Seja bereano, verifique nas escrituras se não é assim!



Se aumentassem os números de bereanos nas igrejas modernas, com certeza haveria uma revolução na ortodoxia. As igrejas sérias, comprometidas com a ortodoxia e com a sã doutrina, que pregam a bíblia e todos os conselhos de Deus, ficariam cheias. Enquanto que as igrejas modernas, liberais, apostatas, materialistas, humanistas e pragmáticas se esvaziariam.  Mas como disse no começo desse artigo, o trabalho de verificação é árduo, então as pessoas se conformam com a idéia espiritualista de que os pregadores atual como um “channeling” recebendo a mensagem do mundo espiritual, por isso não precisa ser verificada, porque nesse caso, a “inspiração mística do pregador” torna-se a prova de que sua mensagem não deve ser questionada. Como disse Jesus: Quando um cego guia outro cego, ambos cairão na cova (Mateus 15:14)

Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 18 de abril de 2017

Devemos rejeitar a doutrina da trindade porque o termo não se encontra na bíblia?



 Alguns antitrinitários fazem uma péssima apologia, afirmando que a palavra “trindade” não se encontra nas escrituras, por isso essa doutrina deve ser rejeitada. Bem quero me concentra só nesse argumento, e em outro texto, fazer uma verificação bíblica sobre a doutrina trinitária.
Acontece que é comum encontrarmos quem argumente com palavras persuasivas que pelo fato da palavra “trindade” não se encontrar na bíblia, então deve ser rejeitada. Claro que essa idéia promove apenas confusão e revela quão superficial é o argumento em si mesmo. Seguindo o mesmo padrão de raciocínio, o monoteísta  antitrinitário deve rejeita suas convicções porque a palavra “monoteísmo” também não se encontra na bíblia, bem como os unicistas, porque a palavra “unicidade” também não se encontra na bíblia. Em todos os casos, as palavras usadas, são termos técnicos para definir uma doutrina ou uma idéia. Seria como usar o termo “cristologia” para estudar os ensinos e a vida de Cristo. Usamos termos que não estão na bíblia para definir algo que pode estar na bíblia de forma clara e absoluta.

Porém há uma serie de artimanhas para se  argumentar contra a doutrina bíblica da trindade, por exemplo., a idéia de que os trinitários não são monoteístas é completamente falsa, todo o trinitário ortodoxo é monoteísta, toda a confissão de fé trinitária, dentro dos parâmetros da ortodoxia confessa que há somente um Deus como declara as escrituras.  Porém há um entendimento mais profundo da divindade, porque embora a doutrina do monoteísmo seja ortodoxa, essa é uma unidade composta, a perfeição absoluta de Deus inclui a pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de forma distinta  sem contudo interferir ou comprometer a unidade absoluta de DEUS. Cremos assim, porque a bíblia interpretada de forma simples e contextualizada nos leva a essa conclusão, por esse motivo é que a doutrina da trindade é uma doutrina histórica e não uma inovação recente, mas uma doutrina aceita dentro do cristianismo histórico e rejeitada somente pelas seitas que se afastaram das doutrinas centrais da fé cristã.

Pr Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A Perversão da Fé (II Timoteo 2:18)



Uma das declarações mais claras de Paulo é que a fé ortodoxa de um cristão pode ser pervertida por falsos ensinos. A palavra grega no texto de II Timoteo 2:18 que foi traduzido como perverter é “Anatrepousin” significa literalmente destruir, arruinar, tornar-se inútil. Paulo no contexto cita o nome dos propagadores das heresias destruidoras (Pedro também adverte sobre a destruição causada por heresias promovidas por pregadores falsos que se infiltrariam na comunidade cristã. II Pedro 2:1) Himeneu e Fileto ensinavam doutrinas errôneas na comunidade apostólica, e a conseqüência disso, foi a ruína da fé de alguns.  O texto é claro. Paulo revela o nome desses promotores de vandalismo espiritual, Himeneu e Fileto. Tais pregadores promoviam a ruína espiritual através de suas heresias. Anos de fé, e sempre vejo que a maioria esmagadora dos cristãos não dá importância para a sã doutrina. Poucos possuem um conhecimento básico das doutrinas cristãs, são presas fáceis das mais terríveis e perversas heresias. A fé de muitos naufraga, mas os mesmos não percebem o perigo que envolve a aceitação de erros doutrinários. O efeito de doutrinas falsas é muito grande, é devastador.
Paulo afirma que Himeneu e Fileto, desviaram-se da Fé, e estavam pregando ensinos heréticos a respeito da ressurreição.  Usando uma terminologia muito severa a respeito dos efeitos dessas falsas doutrinas, o apostolo diz que  as palavras desses dois falsos doutores, tinha o efeito de uma gangrena que corrói a carne humana.  Essa é uma figura mundo extrema, Paulo está dando ênfase sobre o perigo das falsas doutrinas, as heresias e falsos ensinos, corroem como gangrena. Um efeito tão devastador deveria levar cada cristão a uma precaução muito grande. Porém os falsos  doutores, as mais terríveis heresias circulam no meio cristão, e pasmem! Quem financia essas hereges, senão os cristãos sem percepção espiritual. Pelo fato dos falsos pregadores se revestirem com a mesma roupagem dos verdadeiros (esses últimos são raros em nosso meio) Circulam livremente onde não existe discernimento. Enquanto que Paulo tem uma reação de repulsa e rejeição com relação aos ensinos de Himeneu e Fileto, hoje, além dos falsos pregadores ensinam suas doutrinas falsas no meio cristão, alguns opõem-se contra os mais sinceros que querer expor os erros e os desvios doutrinários de muitos falsos profetas. Afirmam que não é ético ou politicamente correto expor nomes e denunciar aqueles que pregam erros doutrinários. Com o pretexto de que não podemos “tocar os ungidos de Deus” Ora, só o deus desse século é que pode ungir seus pregadores para proclamaram heresias de perdição e doutrinas de demônios (I Timóteo 4:1) Deus não capacita, e isso seria um ultraje, uma afronta ao Espírito Santo, afirmar que um pregador é ungido e cheio do Espírito Santo para promover doutrinas, com efeito, gangrena. Destruir a fé, desviar as almas da sã doutrina e fazer a fé naufragar.
Não é em vão que Paulo admoeste com as mais dignas palavras em II Timóteo 2:15, que o obreiro aprovado precisa manejar bem a palavra da verdade. De outra forma, a fé dos ouvintes irá ser destruída, se o pregador não tem um domínio completo das doutrinas centrais da fé cristã, e não faça uma boa hermenêutica do texto sagrado, para construir um sermão encima das verdades bíblicas contextualizada, usando uma excelente exegese, ele não promoverá  vida espiritual, mas ele pode  promover gangrena espiritual.
Místicos modernos no meio cristão rejeitam o estudo sistemático das escrituras, e querem substituir a palavra escrita, por revelações extra-biblicas. Além de rejeitarem o conselho de Deus e o seu propósito em nos deixar o legado espiritual das santas escrituras como lâmpadas que nos conduzem por caminhos seguros (Salmos 119:105), afrontam o Espírito de Cristo que inspirou o texto sagrado e afirmou que toda a escritura é útil (II Timóteo 3:16) Afirmo com tristeza profunda no coração que conheço muita gente que Dá importância extrema a qualquer tipo de misticismo barato  e ignora ou despreza a palavra de Deus e escrita (Veja Provérbios 13:13)
A falsa doutrina tem o poder de corroer os fundamentos da fé.  Trata-se de um perigo, mas porque não há uma rejeição forte e decidida por tudo àquilo que não tem respaldo das escrituras ou diminui a sua autoridade? Enquanto que Jesus mesmo diz que a palavra de Deus é a verdade (João 17:17) e Paulo testifica que toda a escritura é inspirada (II Timóteo 3:16) não é pequena a parcela de cristãos, se é que realmente são de fato cristãos, que buscam revelações místicas provenientes de sonhos, êxtases e experiências místicas.
Himeneu e Fileto tinham uma “nova revelação” a ressurreição como os apóstolos ensinaram não estava correta. Havia ouvintes, sempre há pessoas descuidadas, que não prezam pela sã doutrina, que amam as novidades. Em outras partes das escrituras encontramos os estragos feitos por falsos pregadores em diversas comunidades cristãs. Em Tiatira, os cristãos toleravam uma certa Jezabel  que ensinava erros doutrinários e enganava os ouvintes (Apocalipse 2:20) Pergamo tolerava os que pregavam a doutrina de Balaão( Apocalipse 2:14) A igreja de Efeso tolerava a doutrina dos nicolaitas (Apocalipse 2: 6 e 15) Todas foram repreendidas por Cristo, tinham rachaduras e falhas no sistema teológico, porque toleravam falsos ensinos. Paulo fala a Tito sobre pregadores que ensinavam o que não convém por torpe ganância (Tito 1:11) e então exorta a Tito a pregar a sã doutrina(Tito 2:1)
Ouvir pregadores heréticos, que não manejam bem a palavra da verdade, é conduzir a sua alma ao naufrágio da fé. Os ventos de doutrinas falsas afastam o coração do homem do verdadeiro evangelho. Talvez esses fatos sejam imperceptíveis agora, porque o engano corrompe a sensibilidade espiritual. Uma das estratégias do diabo é usar táticas de enganos sem que a vitima esteja apercebida disso. Então ele cria todo um ambiente pseudo espiritual, com sentimentos e êxtases agradáveis, para assim ludibriar suas vitimas.
Milhões de pessoas são enganadas, bebem leite racional falsificado, ao invés de beberem das fontes da Palavra de Deus. Nunca devemos beber de  leite espiritual diluído, ou seja ,a verdade com a mentira. Esse é um ingrediente venenoso que tem causado estragos eternos e arruinado muitas almas, repito, é um ingrediente espiritual venenoso, a verdade do evangelho diluída com as heresias e filosofias humanas e revelações místicas extras bíblicas.
Se é importante que o pregador esteja comprometido a pregar a sã doutrina, então mais essencial  é que os verdadeiros cristãos estejam comprometidos a ouvir a sã doutrina.

Isso é de suprema importância, talvez a simples ignorância sobre esse assunto, leve muitos ao descuido de não tomar um extremo cuidado com o assunto do ensino correto e ortodoxo, tais poderão ter a vida espiritual devastada, e pior de tudo, é que terão percepção desse estrago, quando o naufrágio da alma esteja já tocando o fundo da escuridão do erro,”Acautelai-vos, que ninguém vos engane”(Mateus 24:4)

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 1 de novembro de 2016

UM SENTIDO PARA A VIDA



Um caminho simples para uma devoção profunda é o caminho da pura humildade, onde ter DEUS e ama-lo e servi-lo é o fundamento firme da jornada da fé. O total contentamento com o SENHOR, como a verdadeira posse de tudo o que se tem, para desfrutar desde agora a té o infinito da eternidade. Esse é o caminho da autentica felicidade, e todos os que trilham por esse caminho, encontram um verdadeiro sentido para a existência. Estamos vivendo uma geração de depressivos, onde tanta gente busca refugio e respostas para suas questões existenciais existenciais em teorias humanas ou em remédios, outros em pecados e prazeres mundanos. Nada tão errado como esse subterfúgio enganoso. é viver plenamente DEUS, num relacionamento contínuo, tendo posse real dessa realidade que nos torna sensiveis. A vida começa produzir alegria a partir dessa comunhão intima com DEUS, e através dessa experiencia, encontramos felicidade, a vida torna-se cheia de sentido, e perdemos o medo do futuro. O fogo da presença do SENHOR queima os medos e as fobias, dissipa as nevoas obscuras da preocupação e da ansiedade. Essa visão radical de uam caminhada na vida ao lado do SENHOR, foi vista pelo salmista no salmo 23, o extremo da experiencia descritiva, nesse salmo, é o vale da sombra da morte, e o salmista diz que mesmo diante desse caminho extremo, não há necessidade de ter medo, porque DEUS se faz presente. Amar ao SENHOR, é um ato sublime, render-se incondicionalmente a ELE, é vivenciar a plenitude da nossa existência aqui nesse mundo e no porvir, por isso entregue-se a ELE de forma completa HOJE!

Os conselhos de tuas palavras
Luz que ilumina meu coração
Tu fortalece a minha esperança
Desde que, por mim te entregastes na cruz
Eu olho ao infinito
da tua misericórdia
Por esse caminho irei
Ao teu lado quero peregrinar
Ainda que o vale seja tão escuro,
Estou plenamente seguro
Pois em todos os momentos da vida
Estarei bem acompanhado
Contigo SENHOR
Ao meu lado


CLAVIO JUVENAL JACINTO

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Os Degraus da Transformação e o Apice da Vida Cristã

Jesus anunciou: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." O conhecimento é o primeiro degrau, dessa libertação. Pelas Escrituras conhecemos a verdade em todos os sentidos, moral e espiritual, e com esse conhecimento vem a revelação. O segundo degrau é a revelação, que vem pelo conhecimento das Escrituras. Nesse degrau, conhecemos o plano da salvação em Cristo Jesus Nosso Senhor. Por esse degrau também vem a consciência da existência de DEUS e da sua justiça, seus atributos e sua soberania. A salvação em Cristo o Senhor, é a luz da revelação. Não haverá plenitude de sabedoria fora dessa questão tão crucial. Toda a sabedoria fora dessa visão é vã. Assim prosseguimos para o terceiro degrau: após o conhecimento e a revelação vem a fé, pois através da fé, nossa visão muda completamente. As Escrituras ensinam que sem fé é impossível agradar a DEUS. A fé é pois a essência da espiritualidade cristã, depois do conhecimento e da revelação, somos conduzidos a esse estagio: a fé. Pela fé passamos a confiar em DEUS, consagrando-nos e entregando-nos incondicionalmente a ELE. Com a fé, a obra da cruz torna-se uma realidade imutável para nós. Essa fé é funcional, porque abrange todas as áreas da nossa vida. Depois da fé, temos outro degrau, que é o degrau da experiencia espiritual. Se alguém está em Cristo passa a ser nova criatura. E dentro dessa nova criação que vem por intermédio da regeneração, passamos a usufruir de bençãos, como paz com DEUS e sentido de existência.  Porém sem chegarmos antes, ao conhecimento, a revelação e a fé, não podemos ter experienciaria cristã desenvolvida em nós. A experiencia nos leva por sendas de intimidade com DEUS. A nossa plenitude espiritual começa a ganhar forma, pois a verdadeira espiritualidade começa a ser real, e então chegaremos ao ultimo estagio que é a transformação. A transformação espiritual é um processo divino em nós. O Espirito Santo quer formar Cristo em nós. é o desejo de DEUS PAI que sejamos semelhantes ao seu Eterno Filho. Depois desses cincos degraus então vem o ápice final: A glorificação, este é o estagio final do salvo, a consumação da redenção. Cada redimido será como Cristo,o Senhor, em sua natureza ressurreta (Filipenses 3:20 e 21) e assim estaremos para sempre com o Senhor.



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