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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Identificação do Salvo Com a Cruz e Com a Ressurreição de Cristo

 

A Identificação do Salvo Com a Cruz e Com a Ressurreição de Cristo

 


C. J. Jacinto

 

No livro de Gálatas, capítulo 2, versículo 14, encontra-se uma declaração de Paulo que merece profunda reflexão. Nesse trecho, ele afirma que, percebendo a conduta inadequada em relação à verdade do Evangelho, agiu com firmeza. Essa declaração de Paulo, inserida em um contexto que aborda a distinção entre o Evangelho genuíno e outras propostas, enfatiza a proclamação da cruz e a justificação pela fé como elementos centrais do verdadeiro Evangelho. Paulo destaca, ainda, o poder transformador da graça divina na regeneração de cada indivíduo que ouve e responde ao Evangelho. Observa-se que um princípio fundamental no discurso paulino na Epístola aos Gálatas reside na sua própria autoapresentação, estabelecendo-se como alicerce da genuína experiência da regeneração. Essa experiência, que envolve a comunhão com Cristo e a identificação com Ele, não se apresenta de maneira superficialmente atrativa aos ouvidos de judeus e gregos. Paulo enfatiza, primordialmente, a experiência da crucificação e, em outras epístolas, também a experiência de ser sepultado com Cristo. Algo praticamente distante da filosofia grega e da pratica da vida religiosa judaica.  Paulo declara em Gálatas capítulo dois versículo vinte: “já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo na carne vivo pela fé do filho de Deus o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. A noção de morrer com Cristo é proeminente nas epístolas de Paulo e reflete sua vivência espiritual. Integrante da jornada espiritual de Paulo, a experiência de morrer com Cristo se manifesta não apenas na morte, mas também no sepultamento com Ele. Essa compreensão é evidente em Gálatas 2:20, e também em Gálatas 5:24, Gálatas 6:14, Romanos 6:8 e Colossenses 2:20, com a menção ao sepultamento com Cristo também. Encontramos essa ideia em Romanos 6:4 e Colossenses 2:12. A experiência de Paulo, ao trilhar o caminho da cruz, permite-lhe vivenciar as glórias do Evangelho e desfrutar da esperança da vida eterna. Não se engane, essa também deve ser a experiência de cada cristão bíblico.

 Ao proferir esta declaração de fé significativa, Paulo se aprofunda em uma íntima relação com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Contudo, sua jornada espiritual não se inicia com a ressurreição, nem com a identificação com a ressurreição de Jesus. Ele se identifica primeiramente com a crucificação e, subseqüentemente, com o sepultamento. Somente através desse processo ele pode vivenciar a plenitude que se manifesta nas declarações de fé, consideradas essenciais e que representam o ápice da teologia paulina, conforme exposto na profundidade experiencial e gloriosa do capítulo 8 de Romanos.

 A passagem de Gálatas 2:20 permanece fundamental na compreensão da experiência cristã. Assim como Paulo, somos chamados a compartilhar da crucificação de Cristo, nossa identificação com a morte de Cristo é o caminho da nosa identificação na Sua ressurreição. Somente então Cristo viverá em nós, e não mais nós mesmos. A vida que agora vivemos na carne, vivemos pela fé no Filho de Deus, que nos amou e se entregou por nós. Essa é uma experiência profunda e espiritual, inerente à jornada cristã. O crente autêntico é marcado pelas características de Cristo em sua própria vida, de modo que o viver seja Cristo. Essa transformação deve ser a característica distintiva, o testemunho de nossa fé. Em Paulo, observamos não apenas uma teologia cristocêntrica, mas também uma experiência de vida centrada em Cristo de forma permanente, isso é o que significa exercitar-se em piedade. A vida de Cristo, Sua obra e a vivência em comunhão com Ele são temas recorrentes em todas as suas epístolas, permeando toda a sua reflexão teológica. Essa teologia paulina atinge, inclusive, um ponto culminante. Em Efésios, capítulo 1, versículo 10, percebemos que a totalidade da experiência espiritual encontra sua razão de ser em Cristo. Para Paulo, existe um único caminho, e ele o percorre integralmente. Esse não é um caminho simplista; é um caminho de identificação com Cristo, não apenas com o Cristo ressuscitado, mas também com a cruz, instrumento de Sua morte. A cruz, que ceifou a vida de Jesus, é a mesma que deve extinguir o ego, o orgulho e a arrogância, não só na vida de Paulo, mas também na vida de cada cristão. Só a cruz nos leva para dentro daquele movimento cósmico que na economia divina, nos leva para uma plenitude atemporal que se processa e terá uma culminância em Cristo.

 Não fomos chamados para viver sob a lei, mas para morrer para ela. Essa é a questão central, a dinâmica fundamental do Evangelho e da Carta aos Gálatas: nossa existência deve ser orientada por Cristo, e não pela lei. Na cruz, recebemos uma nova identidade, uma nova vida espiritual a ser desfrutada e vivida. Essa vida implica no processo da crucificação e do sepultamento. Experimentamos, então, a presença de Cristo ressurreto, a fim de vivermos para Ele, e não para a lei, pois Cristo, através de sua vida redentora, cumpriu a lei por nós. Nossa justificação, portanto, é alcançada pela obediência e morte de Cristo na cruz do Calvário.  Freqüentemente, a abordagem comum sobre a obra de Jesus Cristo na cruz enfatiza, de maneira proeminente, sua morte sacrificial, Cristo é nosso substituto penal, mas Ele também é o substituto de cada cristão no que tange o cumprimento da lei, Cristo cumpriu totalmente a lei e a identificação nossa com o cumpridor da lei que é o Senhor, garante que o processo da justificação seja completo, garantido e perfeito. Contudo, o apóstolo Paulo apresenta uma perspectiva mais abrangente. A cruz de Cristo não se limita à sua morte, essencial para a redenção da humanidade. Ela também exerce um impacto transformador sobre nós, sobre a nossa existência. Aquela mesma cruz que crucificou Cristo deve moldar a nossa identidade. "Fui crucificado com Cristo". Caso essa experiência espiritual não seja vivenciada, a autenticidade da nossa regeneração e conversão pode ser questionada. Portanto, é crucial compreender nossa identificação com a morte de Cristo na cruz, conforme Paulo expõe em Gálatas 2:20.
 Perceba que todo este processo representa uma profunda transformação espiritual. No livro de Romanos, capítulo 6, versículo 4, o apóstolo Paulo também faz uma declaração relevante a este tema: "Para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida". Essa experiência de morte assemelha-se à semente que, lançada à terra, morre para germinar. Da mesma forma, na vida cristã, aquele que passa pelo processo de regeneração mergulha na morte de Cristo na cruz, estabelecendo uma identificação com Ele. Desse processo emerge uma nova vida, um novo nascimento, de modo que a pessoa é transformada por Cristo, através da redenção. Contudo, essa redenção não opera sem a morte. Foi necessário que Cristo morresse por todos os nossos pecados. O autor de Hebreus afirma que, sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados. Assim, a vida espiritual que provém do Espírito Santo, por meio do novo nascimento, só é possível mediante esse processo de morte e identificação com a cruz e com a morte de Cristo. Paulo compreendeu plenamente a dinâmica dessa redenção, expressando-a em sua declaração: "Estou crucificado com Cristo; já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". O amado leitor também pode professar esta fé hoje. Infelizmente, a mensagem da cruz nem sempre é popular, e a experiência de Paulo raramente é vivenciada pelos cristãos. Na verdade, pouco se aborda este assunto nos púlpitos contemporâneos. Contudo, aqui reside a essência, a raiz espiritual da qual emerge toda a árvore teológica da redenção, da salvação e da vida eterna.

 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A ARTE DE TRANSFORMAR AS AMARGURAS DA VIDA EM DOÇURA ESPIRITUAL





“Porque grande amargura tem me dado o Senhor” (Rute 1:20)

Às Vezes precisamos clamar; “estive em grande amargura, tu porem amorosamente abraçaste a minha alma”(Isaias 38:17) Homens amados por Deus sofrem dores e amarguras. A  carne de Estevão rasgou-se perante Seus  algozes.  Homens piedosos como João Batista, padeceram a morte prematura de forma horrível.  Paulo ouviu do Senhor a realidade da fé cristã “Te mostrarei o quanto deves padecer pelo meu nome”(Atos 9:16). Já sofri bastante na vida, o choro e a dor é algo constante no ser humano, e o cristão não está fora dessa realidade. A historia do homem é uma historia de sofrimentos, o drama da redenção também é. A dor é um mistério, uma escola e uma bigorna, onde a alma piedosa recebe os golpes para tornar-se mais preparada para a eternidade. É a dor que nos torna humano, esse é um fato  que faz com que os seres criados fiquem subordinados a realidade do pecado.  A dor portanto, pode ser aliviada quando compartilhada. Quando levamos as cargas uns dos outros e quando choramos com os que choram, então seremos mais humanos e teremos mais forças para suportar nossos próprios lamentos. É na assistência ao sofrimento alheio que podemos oferecer um pouco de orvalho de consolação, para que as rosas do amor possam se sobressair acima dos espinhos que são permanentes. Viktor Frankl afirmou “O homem que se levanta acima de sua dor, para ajudar o seu semelhante, transcende ao humano”. Frankl foi testemunha dos horrores dos campos de extermínios dos nazistas durante a segunda guerra mundial. Frankl viu pessoas emergirem do mais intenso sofrimento, almas lapidadas pela dor violenta, transpondo os mais terríveis obstáculos e saindo de situações que pareciam impossíveis.  Tias mostraram ao mundo pós guerra que o heroísmo se alcança na resistência ao sofrimento através de um motivo que os leve a crer que a vida vale a pena.
 O sofrimento é um enigma, parece que existe para ser sentido e não explicado, os filósofos divergem acerca do entendimento sobre este assunto, os teólogos não conseguem colocar um ponto final sobre a questão. Sabemos que o ápice da questão da dor humana, se encontra no Calvário e mais precisamente se encontrou em Cristo. Nem mesmo o drama da redenção escapou das garras da dor. Creio definitivamente que não se pode ter uma margem de entendimento real fora da cruz, a encarnação de Cristo, o Deus que se fez homem, sua morte na cruz e sua posterior ressurreição é a luz mais intensa que brilha encima da obscuridade da dor humana. Cristo é despedaçado emocionalmente pela dor da cruz. Seu rosto se rasga fisicamente nela, mas desse desespero vem a redenção, o fim do sofrimento humano começa com o sofrimento do Filho de Deus. Na violência contra a bondade do Messias, na desumanização da vergonha da cruz, ali na agonia do Calvário, o tempo torna-se o cálice onde a amarga dor de Cristo produz a doçura do perdão que vem pela graça de Deus. Isso é um tanto escandaloso para a filosofia que perdura sorvendo o cálice do hedonismo, isso é uma afronta para uma religião que se sustenta dos méritos humanos, isso é um insulto para a lógica viciada no orgulho, é inexplicável aos intelectuais presos na mecânica de uma vida fechada dentro de um universo fatalista. A cruz brutal, violenta e profana, prende o Filho de Deus e consome a vitalidade do Cordeiro, e como a semente que na tumba da terra rasgada pelo arado, entrega as forças da germinação, para que da morte possa surgir a vida possante, como de uma pequena semente que reduzida num jazigo, recebendo o orvalho que é derramado do cálice da noite, faz eclodir um carvalho que cresce em vigor e avança como se quisesse encontrar-se com as estrelas. Assim, Cristo morre, para dar a sua vida em resgate de muitos. Na horrenda cruz, no Calvário tenebroso,  morreu o Filho de Deus, e quando encerra as comportas do sofrimento, em gemidos e num brado “está consumado!” abre os portais da mais bela primavera espiritual, aquela em que desabrocham todas as flores da misericórdia divina. Por isso, da dor humana Cristo dá aos homens a salvação divina. Esse é o caminho transcendental da dor. E na eternidade, os redimidos entenderão o papel do sofrimento na sua totalidade. Um certo teólogo certa vez escreveu “Seja que preço for, é preciso que Deus fique satisfeito” essa é a alma do sacrifício de Cristo na cruz.  Porque a justiça divina ficou satisfeita com a obra vicária de Cristo na cruz. 
Pela cruz, na intensa amargura, Cristo nos dá a doçura da graça divina, e por ela vem o perdão dos nossos pecados. Aqui está o poder de Deus em ação, pela bendita misericórdia, Deus toma o sofrimento vicário de Seu Filho, e então aceita como substituição. O Santo morrendo pelos pecadores. Isso é radical, Deus em Cristo reconciliando homens pecadores, e a benção da salvação vem através das dores mais intensas que Cristo teve que suportar por nós na cruz. Mas ainda nos deparamos com ações de homens que por Cristo suportam a dor e pelo evangelho resistem com paciência ás aflições que muitas das vezes assolam o coração humano. Com Cristo, aprendemos a transcender a dor e fazer com que brote o mel da esperança ao invés das lagrimas da rebelião contra nós mesmos e contra Deus.  Ficar no caminho da sensatez, na hora em que as aflições nos remetem o desespero é um modo simples de viver em sabedoria, quando as circunstancias nos convida a vivermos a loucura, mas a insensatez não convém aos santos. Acho que foi Corrie Teen Boom quem disse: “olhe ao seu redor e verás as aflições, olhe para dentro de si e  ficarás deprimido, olhe para Cristo e encontras descanso”. Temos um refugio, Cristo está conosco no caminho da aflição. Há uma fonte de consolo em Jesus Cristo o Senhor, mesmo nas dificuldades mais intensas, quando os espinhos das aflições perfuram a nossa alma, encontramos no Senhor uma plenitude de descanso, pois Ele é nosso refugio.
As vezes encontramos as flores desabrochando nos lugares mais extremos como no cume dos montes, outras vezes encontramos os lírios desabrochando nos pântanos. Muitas vezes, quando feridas, as flores não choram, mas liberam perfumes. Tal é a nossa posição em Cristo, como a cruz, na dor violenta, foi liberado o refrigério da reconciliação, a condenação de Cristo nos deu a justificação. Isso foi possível porque a dor de Cristo é a causa de todas as nossas bênçãos, pelas suas pisaduras fomos sarados, pela sua morte nos deu a vida, pelo seu desespero a nossa redenção foi consumada, do sofrimento do Senhor, brotou a doçura da regeneração, de um juízo tão amargo, Cristo nos dá a paz.  Noemi passou por esse dilema da dor, perdeu seu amado esposo, seus filhos, volta para seu povo carregando um fardo de amarguras, e ela desabafa “Grande amargura tem me dado o Todo Poderoso”, mas por trás daquele cenário de noite escura, despontava o sol da justiça. A estrada de lagrimas de Noemi era a estrada da redenção. Na sua noite, as farpas dilaceravam o coração, todavia o alvorecer trazia a redenção. Diz certo hino que “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação”. Deus permite que a terra da alma seja arada pelas laminas do sofrimento, para produzir os mais sublimes testemunhos de Sua misericórdia. Muitas vezes tudo parece desaba a  nossa volta. A dor chega como uma espada afiada. Mas o sofrimento é uma janela pelo qual enxergamos a essência do mundo sem Deus. E quem resiste ao sofrimento por amor a Deus sai transformado para compreender realidades ainda maiores. Cristo ensinou “No mundo tereis aflições” (João 16:33). Mas a semente da fé deve ser jogada nos sulcos abertos pela dor, elas devem ser regadas constantemente por nossas orações.  Na dor que suportamos e na dor que devemos ajudar outros suportarem, colocaremos a humanidade mais perto de Cristo, assim como Ele esteve mais perto dos homens quando se tornou um homem de dores. Disse o sábio Salomão que para a alma faminta o amargo é doce, isso se dá pela compreensão da providencia divina. Em meio as turbulências da vida, Jó adorou e Paulo e Silas cantaram. Há um caminho mais elevado, o caminho da confiança em Deus, e ainda que a noite se prolongue sobre nossa vida, ainda que tudo pareça tão escuro a nossa volta, a aurora da consumação de todas as coisas resplandecerá. O fulgor da glória de Deus iluminará a nossa face, PIS se com Ele padecemos, com Ele também reinaremos.
Homens de pequena fé temem a tempestade (Mateus 8:26) todavia o Senhor diz “Tem bom animo”(Mateus 9:2 e 22).  A questão da dor pode ser complexa, o sofrimento pode ser um mistério de difícil compreensão quando ela está relacionada com a fé cristã. Os teólogos têm lutado intelectualmente para tentar provar que existe compatibilidade entre o sofrimento e a bondade de Deus. Acho que é pela doutrina da cruz que entendemos a mensagem do sofrimento. Quando Deus quis dar uma resposta a dor humana, ela envia seu Filho para morrer por nós.  A redenção e a justiça de Deus são fatos conectados ao sacrifício vicário da cruz de Cristo. Quando nosso coração está mais intimo de Cristo e quando compreendemos mais profundamente a mensagem da cruz e a obra da cruz, mais teremos forças para suportamos as tempestades da vida. Não há como encarar a dor do homem com uma teologia coerente sem estudar e entender a profundidade da obra da cruz. Nossa sociedade e a igreja contemporânea estão alheia ao entendimento da dor porque ela também está alheia ao entendimento da doutrina da cruz de Cristo. A mensagem da cruz é o começo para o longo trajeto da compreensão da fé cristã e as aflições que acompanham os seguidores de Cristo até a consumação de todas as coisas.  Quanto mais um homem ama os prazeres da vida mais sofre, quanto mais ama a Cristo mais suporta o sofrimento.  A pequena fé traz temor as coisas passageiras e nos torna indiferente a felicidade eterna, uma grande fé nos capacita a confrontar as dores do mundo presente por convicções de que há em Cristo, um mundo vindouro melhor. É através dessa visão madura da fé cristã, que as dores e as aflições lapidam a glória do salvo, isso é transformar a amargura presente em doçuras celestiais. Há para o homem piedoso um manancial de consolações em Cristo, assim como um tesouro de lições espirituais na encarnação do Verbo e nas dores que suportou, quando ali na cruz padeceu as dores mais extremas, suportou a mais infame de todas as vergonhas, ali mesmo Cristo nos deu também o real valor das aflições, porque através delas, veio a realidade da expiação vicaria. Quanto mais estudamos a mensagem da cruz, maus aceitaremos as aflições da vida, como uma lição que nos torna mais espirituais. Amem  (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ORTODOXIA E FERVOR ESPIRITUAL




Jesus pede para João escrever uma carta para a Igreja de Efeso, essa seria uma de sete cartas direcionadas as igrejas da Ásia. (Apocalipse 2:1 a 7). Os Efésios algumas décadas antes já tinham recebido uma carta de Paulo, agora o próprio Cristo lhes fala, elogiando-os pelo discernimento aprimorado e um zelo pela ortodoxia, pois provaram os que se auto-intitulavam apóstolos mas que foram achados mentirosos. Tais não preenchiam os requisitos para serem apóstolos.  Com um critério refinado, os Efesos rejeitaram esses falsos apóstolos. A principio podemos entender que há uma distinta motivação entre querer um título eclesiástico para sofrer como bom soldado de Cristo,  e estar disponível a morrer por Cristo, a primeira era para receber glória de homens, status e prestigio, como  Simão, o mago, querer ser uma grande personagem popular.  Os efésios também odiaram as obras dos nicolaitas, um grupo herético daquela época que queria fermentar a igreja, isso nos mostra pelo menos que eles não eram ecumênicos e não endossavam doutrinas pervertidas. Por isso, até aqui, Cristo louva aquela igreja pela ortodoxia e o zelo pela verdade, a sã doutrina estava intacta, os Efésios eram guardiães da verdade,  pudessem ser chamados de intolerantes e exclusivistas e não conformistas, mas tinham um zelo pelas verdades do evangelho. O que faltou neles foi  o resultado de um descuido, pois abandonaram o primeiro amor. A paixão por Cristo estava se esfriando, e a religião deles estava ficando formalista e fria. É um assunto sério quando o zelo pela verdade apaga o fervor espiritual, e parece que isso estava acontecendo ali. Miles Stanford, certa vez criticou as igrejas doutrinariamente saudáveis, mas formalmente frias em contribuírem no afastamento de cristãos de suas reuniões, para irem à busca de falsos avivamentos em lugares não ortodoxos. É isso que ocorre hoje em muitos lugares. Um fervor espiritual abrilhanta a sã doutrina, quando a luz radiante de verdadeira espiritualidade é exposta, a coroa da ortodoxia pode ser vista com as pedras preciosas das doutrinas da graça. Quando há fervor, a paixão por Cristo produzirá mártires, quando há falsa espiritualidade produzirá fanáticos, porém é certo que o fervor espiritual aliado a ortodoxia produzirá homens santos. Era esse o mal que estava ocorrendo na igreja de Efeso:  a paixão e o amor por Cristo estava diminuído ao ponto da extinção enquanto ainda eram zelosos pela ortodoxia.  A vida espiritual daquela igreja estava enrijecendo e se esfriando, tomando a forma de uma religião ortodoxa mas  morta e formalista. Sejamos coerentes, ortodoxia sem o primeiro amor, sã doutrina sem fervor espiritual, pode nos tornar repobros diante do Senhor, por isso Cristo disse a eles, “Lembra-te de onde caíste, e arrepende-te...” (Apocalipse 2:5)


CLAVIO J. JACINTO

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sobre Dificuldades da Vida


As vezes as dificuldades nos parecem construir barreiras intransponíveis, mas quando insistimos em subir para passar por cima delas, acabamos descobrindo que as barreiras nos possibilitaram ter uma visão mais ampla e acolhedora da nossa vida.

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Os Mercenários dos Últimos Dias


A grande necessidade de nossos dias é de discernimento, a pureza do evangelho é corrompida por mercenários, que amam a pompa o glamour e o materialismo, a a maior parte dos cristãos modernos não discernem os lobos disfarçados de ovelhas.  Quando Cristo elogiou a igreja de Éfeso, a elogiou pela postura magnifica de colocar a prova os que diziam serem apóstolos e foram achados mentirosos.

Hoje, é proibido no meio evangélico apostata, fazer julgamentos, os falsos profetas correm livremente, porque não são colocados a prova. Isso na mentalidade dos apostatas, seria julgar um "ungido' e tocar nele, sem a permissão de Deus.


As palavras e advertências das escrituras Inspiradas pelo Espirito Santo, são completamente ignoradas pelas tendencias opiniosas de gente religiosa sofrendo de cegueira espiritual. Tais ignoram as palavras do Espirito Santo, que inspirou Pedro, a respeito de mercenários religiosos que fariam do evangelho e das almas, um negocio lucrativo (II Pedro 2:1 a 3). Argumentam a favor do amor, mas um amor que que leva uma alma a tolerar o pecado, é amor ao pecado e não amor ao evangelho


Pr Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vencer Na Vida



 Nosso mundo tem um conceito erado sobre o triunfo

Tecemos nossas ideias conforme os preceitos egoístas do homem que se ilude com as coisas passageiras.

Nosso foco não é o imortal, mas o desejo do coração em coisas que tragam satisfação imediata

Como se tudo e todas as coisas tivesse que girar em torno de nossos interesses imediatos

Essa é a visão moderna e interesseira do homem orgulhoso.

Que embriaga-se com o vinho da sua própria concupiscência.

Alguns percebem essa mudança e essa variação

Que o homem sempre tende a tornar-se pior

Porque o progresso cientifico nunca significa progresso moral

Se uma espada matava alguns

Uma bomba mata milhões

O mundo vai mal, porque o casamento está deixando de ser sagrado

A família está em colapso, porque a visão egoísta predomina

Vencer na vida é acender a chama das coisas sagradas, a família,a fé, a humildade, o amor...

é tentar concertar sempre, tudo o que se quebra, porque 

Nunca podemos descartar o que é essencial

Um mundo sem perdão é um mundo em ruínas.

Vencer é ter as estrelas da noite e o ar fresco da manhã

Esse é um bem maior

Da luz da janela de um quarto de hospital

O sol brilha com o tom do céu azul

Lá de dentro alguns dias anseiam

Viver a liberdade para respirar um ar e contemplar o espaço infinito do dia

Chegar ao jardim e cheirar uma flor

Talvez contar umas estrelas na calada da noite

Você sabe o que é vencer na vida?

É desprender-se completamente do que efêmero

Abrigar-se na luz espiritual de uma verdadeira esperança

Valorizar o eterno pelo caminho do bem

Eternizar o sagrado pelo caminho da fé em Deus

Não importa se alguns irão rir dessa atitude

Por mais estranho que pareça ao mundo moderno

A simplicidade ainda é a via mais verdadeira para a felicidade

A crença em Deus ainda faz com que a alma fique sossegada

Porque a vitoria do mundo é insensata

Pois o mundo passa, a brevidade escoa pelas janelas do tempo

Porém ainda que  nesse caminho da vida, 

A nossa presença passe tão depressa

Na Vida venceremos, se deixarmos nela, pegadas nitidamente visíveis

Onde os outros que ainda passam e ainda outros que irão passar

Encontrem no chão da existência

As nossas pegadas

Provais irrefutáveis, que nós também passamos por aqui



Clavio J. Jacinto 

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