Mostrando postagens com marcador Pecado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pecado. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Vencendo a Batalha do Pecado

 A vida cristã consiste numa batalha no campo dos pensamentos, desejos, intenções e ações, e a forma crucial como lidamos com isso, trará uma resposta definitiva sobre um fato a ponderar: estamos vencendo a batalha confiando no poder da cruz, ou estamos perdendo a batalha confiando em nós mesmos. (Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

ERVAS DO PECADO




Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho."(Mateus 13 : 19)"Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se." (Mateus 13 : 25) Ao lermos essas duas passagens das escrituras, descobrimos que a função do Diabo, é dupla, arrancar as boas sementes do nosso coração e semear a má semente. Desde que entendemos essa função dupla do inimigo, se faz necessário vigiarmos com toda intensidade para impedir que a ação do inimigo afete nossa vida espiritual.
Primeira lição a ponderar, Nosso coração: um jardim
"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida." (Provérbios 4 : 23) "Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios,"(Marcos 7 : 21) Nosso coração é como um jardim, nele pode crescer, e realmente cresce todos os frutos venenosos do pecado. Aliás a própria natureza terrena e pecadora, faz com que as ervas daninhas espirituais cresçam espontaneamente dentro do nosso coração, essa infestação denigre o caráter do homem,e tenta impedir que a luz do evangelho resplandeça sobre as boas sementes que são colocadas no coração do homem, as ervas daninhas diabólicas infestadas no coração humano abafam as sementes divinas e benditas que tentam germinar dentro do nosso coração. A estratégia do diabo é fazer com que não haja frutificação na vida de um cristão, seu processo de danificar o homem espiritual funciona nessas condições:
1) Semear a semente maligna para interferir o crescimento da boa semente
2) Semear para infestar o coração do homem com plantas daninhas e venenosas
3) Semear ervas que crescem descontroladamente para produzir sombras espirituais dentro do coração do homem
4) Semear sementes com funções predadoras, a fim de destruir e matar as boas sementes que são plantas no coração.
Vimos então o quanto é importante cultivar nosso coração, e tratar de arrancar tudo o que tem caráter infernal e natureza pecadora dele, isso eige cuidado constante. A adão foi dado a responsabilidade de cuidar de um jardim literal, ao homem regenerado cabe a responsabilidade de cuidar de um jardim espiritual: o seu próprio coração, o que convém é mencionar o conselho de Paulo: “" conserva-te a ti mesmo puro." (I Timóteo 5 : 22) Sabemos que o mal flui naturalmente do homem, porque ele está enraizado na natureza humana desde a queda de Adão. A produção no coração do homem natural é de natureza completamente pecaminosa, se não bastasse somente isso, durante toda a vida de um homem não regenerado, satanás ainda trabalha para infestar mais e mais esse coração. Com o homem regenerado, ocorre algo similar se não vigiarmos e cuidarmos dele, o maligno vai impor suas sementes, se elas não forem arrancadas crescerão e contaminarão, por isso o jardim deve ser tratado, cuidado, vigiado. Permanecer com o coração limpo requer que tudo o que pertence a velha natureza seja mortificado, ou seja perca seu poder de vida. Há uma lei natural chamada biogênese, vida gera vida. Se o velho homem ganha vida no homem regenerado ele gerará vida pecaminosa, frutos pecaminosos e obras pecaminosas. Por isso o cuidado deve ser diário, devemos assimilar essa verdade no nosso coração. Na experiência da vida natural, vimos como as plantas nocivas crescem espontaneamente e se alastram desesperadamente. Quem já trabalhou no cultivo de plantações diversas e lida com a cultura de jardins sabe disso. A erva daninha e as ervas nocivas crescem descontroladamente, com o intuito de destruir ou obstruir o crescimento da boa planta. Se não for tratado a tempo e as plantas nocivas eliminadas será comprometida a colheita. Eis porque hoje em dia, muitos cristãos não frutificam praticamente nada, eles querem que a boa semente germine e viva lado alado com as plantas nocivas que o inimigo semeia. Muitos nem sequer sabem distinguir ambas, e desenvolvem um estilo de vida onde as ervas daninhas e as plantas nocivas e venenosas possam conviver lado a lado com o germinar da boa semente, mas isso é um engano. Num coração regenerado, só pode existir espaço para a boa semente germinar, crescer e frutificar.
Segunda lição a ponderar, o coração: um campo fértil
Todas as sementes que o maligno lança no nosso coração produzem pecados. As danosas ervas diabólicas são jogadas de todas as formas em nosso coração, nele são lançadas as sementes das contendas, invejas, porfias, orgulho, amarguras, sementes de concupiscências carnais são lançadas dentro do coração, sementes malignas que produzem toda sorte de pecados. Essas sementes precisam ser arrancadas, e se germinarem criam raízes dentro do nosso homem interior, o que torna a sua eliminação mais difícil. O coração do homem é um campo fértil para a infestação das sementes malignas do pecado. No coração do homem carnal e mundano, essas sementes crescem em abundancia, e infestam completamente o homem pecador. Daí entendemos o porque a evangelização e a pregação da palavra tem difícil penetração no coração pecador, muitas vezes não há espaço para a semente cair na terra do coração, e quando germina a semente encontra dificuldades de se desenvolver, somente o intenso sol da justiça de CRISTO é capaz de matar as ervas daninhas do pecado e fazer com que a boa semente da palavra de DEUS ganhe força no coração mundano. Esse sol brilha com intensidade quando existe oração intercessória de grande agonia pelos pecadores que estão sendo evangelizados. É importante atentarmos para esse fator: a oração em prol dos pecadores que estão sendo evangelizados é de suma importância para que haja verdadeiras conversões, a luz do evangelho precisa brilhar nos corações obscurecidos pelos pecados. Mas minha mensagem, ela é dirigida principalmente para cristãos. Meu interesse é justamente com você que professa ser cristão, exortá-lo a tratar seu coração, a limpá-lo completamente e não permitir que sementes malignas fiquem alojadas dentro do você para sugar a força de fertilidade espiritual para ganhar a força necessária para a germinação e ganhar profundidade dentro de si. A infestação do mal dentro de um homem descuidado é um fato, ou tratamos nossa velha natureza e mortificamo-la, ou arrancamos todas as pestilências espirituais, ou nosso caráter ficará enegrecido e nossa espiritualidade ficará sufocada. O intuito de ervas daninha e outras plantas nocivas é matar a boa planta, a sufocação e o roubo dos nutrientes que servem para as boas sementes das virtudes espirituais, são sugadas pelas plantas nocivas que crescem e não são arrancadas. Em um sentido técnico, as ervas daninhas e nocivas causam todas as espécies de males, interessante é que elas atual como obstáculos obstruindo córregos e riachos, provocando alagamentos em algumas áreas, outro fator interessante, elas tem um poder de crescimento e multiplicação de grandes proporções, tudo isso num sentido espiritual nos leva ao fator que determina a limpeza constante de nosso coração: o cuidado e a vigilância. Os cardos e abrolhos espirituais, tendem a produzir espinhos, não produzem frutos doces mas somente venenosos, ou não produzem nada, estão ali simplesmente para matar a boa semente, envenenar nosso caráter e produzir sombras e atrair as serpentes. Ervas danosas são próprias de terrenos baldios, locais onde se encontram com freqüência, cobras, répteis e aranhas, e com tudo isso, o acumulo de dejetos produzidos pelas próprias plantas nocivas. As plantas nesse estudo juntamente com as más sementes, simbolizam todas as espécies de pecados. O diabo tenta semear tudo isso no nosso coração, e tenta destruir o nosso caráter e nossa vida espiritual. Devemos cuidar desse jardim, limpá-lo com freqüência, arrancar as ervas daninhas, eliminar as sementes de pecado que são jogadas no nosso jardim."Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade." (Tiago 3 : 14)Encontramos a verdade de que o coração deve ser cuidado, e deve ser cultivado com as sementes santas. Que DEUS possa te abençoar ricamente através desse estudo.



CLAVIO J. JACINTO

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A NATUREZA DO PECADO E A VIDA HUMANA.

                                            A NATUREZA DO PECADO E A VIDA HUMANA.
Hoje em dia, poucos pregadores estão dispostos a falar sobre a natureza maligna do pecado. É um tema muito desagradável num mundo religioso cheio de guloseimas egocêntricas. No Novo Testamento há quanto palavras gregas , traduzidas como pecado: Harmatia, paraptoma, parabasis e anomia. Num contexto geral e a soma dos significados, dá uma ideia de alguém que erra o foco, fora do caminho, vivendo numa esfera existencial sem princípios, na direção da ruína, na contramão da vontade de Deus, na ofensiva contra a vontade de Deus. Isso é é sério! o diagnostico do Espirito Santo é: Morto em delitos e ofensas (Efésios 2:1 e 2) por isso um pecador é um ser, que durante todo o percurso da vida faz um cortejo fúnebre de si mesmo. A não ser que se converta a Cristo, ele é vitima de um truque psicológico, sente segurança por andar entre a maioria dos perdidos do caminho largo, estar no meio da multidão condenada, lhe da um senso de segurança. O caminho do pecador é divertido, é como uma vara de fogo de artificio que dá uma explosão de alegria, luzes coloridas, mas no fim a vara jaz queimada na escuridão. A brevidade da vida se encaixa muito bem nessa ilustração, Tiago diz: "Que é a vossa vida? é um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece" (Tiago 4:14). Mesmo assim, a natureza do pecado é pegajosa, ela tem um poder imenso de fazer com que o coração do homem apegue-se completamente a vida de vaidades. Os prazeres do pecado são toxinas espirituais que entorpecem os sentidos da consciência e produzem sonhos carnais, verdadeiras ilusões utópicas e épicas que fazem o homem se apaixonar pela vida de pecado. A devastação do pecado no homem é intensa, seus efeitos perdurará por toda a eternidade, na maioria das almas "Todo aquele que não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo, essa é a segunda morte" (Apocalipse 20:15). A gravidade do pecado pode ser vista desde a obra de Cristo na cruz, a maldição da morte na cruz, desnuda a verdadeira natureza do pecado, de fato, o pecado é a coluna do inferno, é a fome voraz do abismo sem fundo, a ofensa contra o Criador Soberano é uma gravidade de proporções infinitas. Todos nascem no caminho que Adão nos colocou. Quando Jesus disse ser o Caminho (João 14:6) e convidou o homem a ir até Ele (Mateus 11:28) significa mudar o rumo, desviar-se da destruição. Arrependimento e conversão á Cristo é uma obra divina no coração humano, é uma ressurreição espiritual, é um passar da morte eterna para a vida eterna. Se andarmos na luz do evangelho, o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado (I Joao 1:7)
Clavio J. Jacinto.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O PERDIDO ERRANTE


O PERDIDO ERRANTE



Meus caminhos...

A que ponto cheguei eu
Nesse caminho de triste pecado
Que feito em alma de rebeldia
Nascido na alma da tumba fria
Fui poeta tão descalço
Perdido nesse mundo de tantas ruas
Nessa vida de tantos caminhos
Tão errante quanto a noite nua
De luzes foragidas nas amarguras
Como se a madrugada fosse espinhos

A que ponto cheguei eu
Dentro das incertezas amei a tenda
Nos rios de choros fiz meu porto
Andei por desvios mui tortos
Cultivei ásperas sementes de ira
Pactuei com erros e outras mentiras
Eu e minha opinião obscira
Perdido como ébrio na noite escura
No breu colossal sem um lume
Falido como primavera sem perfumes

A que ponto teve o Senhor
Que do infinito claustro das amarguras
Mergulha na cruz intensa tortura
Pagando o preço inestimável 
Com paciência e um dom tão amável
Pra da miséria tirar essa alma errante
Que pecava num vicio atroz e constante
Eu que comia feroz asco de engodo
Vieste Senhor me tirasse com mãos fortes
No charco desse lago de lodo

A que ponto chegastes meu Santo senhor
Que na perfuração sagaz de tuas mãos
Trouxesse aos pobres mortais, redenção
Onde não mais havia uma boa esperança
Nas hordas cruéis de brutal matança
Morresse ali naquele monte caveira
derramando o sangue expiatório por mim
As profecias diziam que era assim
Uma morte voraz para glorificar o amor
E vida me deste num campo de atroz terror

Aquela cruz....

(Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

AS DUAS CEIFAS


Semear na carne , consequentemente leva o pecador a ceifar a corrupção, a palavra grega "phthora" traduzida por corrupção em Galatas 6:8 tem um significado amplo: corrupção, destruição, deterioração, podridão, decomposição. (Strong 5356). Embora a pratica do pecado possa trazer prazeres momentâneos para uma alma, é certo que as consequências serão terríveis. Alguns modernistas tentam apaziguar o fogo do inferno com novas teologias, outros ainda desejam apagar o fogo do inferno com suas falsas doutrinas, porém a devastação do pecado será sentida no seu grau máximo na eternidade. No atual estagio existencial o homem pecador sofre as consequências do pecado, mas ainda pode sentir o prazer de pecar e tem experiencia de breves felicidades e sublimes perecíveis alegrias. Quando vier a ceifa de seus atos, apenas a decomposição do próprio ser, o rompimento com qualquer sentimento agradável será real, restará apenas um sofrimento eterno que se perpetuará por causa da completa deterioração do ser não redimido. Que cada um de nós esteja ciente desse assunto e seja versado nas coisas santas, pois Galatas 6:8 conclui com "O que semeia no Espirito, do Espirito ceifará a vida eterna"
Clavio J. Jacinto.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

DEUS AMA OU ODEIA OS PECADORES?




A DOUTRINA DO AMOR DE DEUS E OS PECADORES

Você já ouviu aquele jargão evangelístico “Deus odeia o pecado, mas ama os pecadores”? Ou ainda este “Jesus te ama”?  Será que podemos usar essas frases com objetivos evangelísticos? Será verdade que Deus odeia os ímpios e pecadores, ou será que Ele os ama? Primeiro deixe me responder que o método bíblico de evangelismo é proclamar que o homem é pecador e que deve se arrepender de seus pecados,  crendo na perfeita e consumada obra de  Cristo na cruz. (Marcos 1:15, Mateus 21:31 e 32, Lucas 24:47, Atos 2:36 a 38 e 20:21 e II Timóteo 2:25 e 26).  A seguir vamos observar o cerne da questão desse artigo. A ideia de que Deus odeia todos os pecadores, tem sido promovida em nossos dias. Essa interpretação teológica afirma que é errado afirmarmos que Deus odeia os pecadores e não os ama. É lógico que a ideia se baseia em uma interpretação de alguns textos das Escrituras, afinal de contas há muitas passagens que confirmam isso. Então se juntarmos todas elas, o resultado será de fato uma conclusão de que Deus, de alguma maneira, odeia todos os pecadores. Os principais textos que corroboram essa idéia são:  Salmos 5:5 e 6,11:4 a 7, etc. Essa é uma idéia proclamada por  muitos calvinistas, e é motivada pela exaltação da santidade de Deus e a extrema pecaminosidade do homem,  esse é um tema um tanto polemico, primeiro porque muitos calvinistas com muito acerto exaltam a santidade e a soberania de Deus, cada pecado é uma ofensa contra  Deus e só vai existir pecado se existir pecadores. Por isso mesmo o ódio de Deus não deve se estender somente ao ato, mas também ao autor. Aqui estamos diante de um tema muito difícil, eu creio algumas frase e jargões como os citados acima, proclamados  com o intuito de evangelizar e amenizar a mensagem do evangelho estão completamente errados, nisso eu concordo plenamente com aqueles que afirmam que a igreja moderna adaptou a mensagem do evangelho, tornando-a bem suave para pregar sem ofender e tornar-la  agradável aos ouvidos dos homens perdidos. Concordo plenamente com isso. Temos que pregar que o pecado ofende que o inferno é uma realidade, e que o caminho da perdição é largo e a maioria dos homens irão para lá. Não há duvida de que isso raramente é pregado hoje. Mas o cerne da questão é:  Deus ama ou odeia os pecadores? Há passagens claras de que o homem foi alvo do ódio santo de Deus, (Êxodo 32:33 a 35, Levitico 10:1 a 7 etc.) há declarações explicitas de que o homem foi alvo do amor de Deus (João 3:16, Romanos 5:8 II Coríntios 5:19 a 21, Tito 3:4 I João 4:9 a 10, I João 4:19 ) Como conciliar esses opostos?  É certo afirmar que Deus odeia universalmente e incondicionalmente o homem pecador? A  resposta é  não! E vou explicar os motivos.
Primeiro: A bíblia afirma que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho, alguns argumentam que o verbo está no passado; Amou. Porém  Deus não muda (Malaquias 3:6) então ele continua amando porque Deus é amor, veja bem, há um texto clássico sobre o assunto em I João 4:7 a 21. Nesse texto, João aborda o tema, e encontramos ali o ensino claro de que Deus é amor (Verso 8 e 16) o amor é de Deus (verso 7) Ele nos amou a nós (verso 9) nos amou (verso 10) nos amou primeiro (verso 19) Agora vejamos Romanos 5:8: “ Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Quando Deus provou Seu o amor por nós? Em que condição esse amor foi provado? Quando a nossa condição espiritual era de miseráveis pecadores. Nessa condição Deus nos amou, então aqui temos uma prova irrefutável de que Deus ama uma pessoa na condição de perdido pecador.  Isso está muito claro, ainda que alguém creia na doutrina da eleição, ainda assim, a maneira como o amor de Deus alcança uma alma é em estado de pecaminosidade.  É claro que a nossa condição de miserabilidade não pode ficar de fora do assunto, a misericórdia e a longanimidade de Deus é um assunto vital aqui, Isaias 53:6 I Pedro 3:18 Tito 3:5 e Efésios 2:8 e 9 revelam que a graça de Deus nos alcançou e por isso a luz do evangelho ilumina o nosso coração.  Nós temos percepção de que somos amados  Deus por causa do seu amor, O Papai celestial deu o seu Filho para morrer por nós  e alcança a nossa miséria, cura nossa cegueira espiritual e nos alcança nos baixos níveis do vale das sombras da morte, lugar normal de um perdido nesse mundo(I João 3:16) Por isso mesmo, entendo que na condição de um deplorável perdido, o amor de Deus se manifestou a mim, de outra forma seria eu consumido pela sua ira justa (Lamentações 3;22) A base da clemência divina é o seu amor, a base da redenção é a sua graça, a base da sua longanimidade é a sua misericórdia.

Segundo. Há certas condições que de fato, o ódio de Deus recai sobre os homens e isso é uma verdade bíblica indiscutível, é bem provável que textos como Salmos 5:5 a 7 de encaixem perfeitamente nessas condições.  Não tenho duvida que em casos de estágios bem avançados de pecaminosidade, a paciência  e o amor de Deus se esgotam, e a punição torna-se irreversível. Deus não amou os que pereceram no dilúvio, isso é muito certo, eles pereceram debaixo da ira e do juízo de Deus, da mesma forma, os homens de Sodoma e Gomorra, eles pereceram debaixo do juízo e da ira de Deus, “Mas quero lembrar-vos que, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo, o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram”(Judas 1:5) aqui está a ira de Deus em operação contra a iniquidade e seus praticantes, Judas também fala sobre os anjos caídos e Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas que foram alvos da ira divina (Veja Judas 1;6 e 7) Pedro também fala sobre os anjos caídos que não foram perdoados, o mundo antigo que sofreu o juízo divino do dilúvio e cita também Sodoma e Gomorra como alvo da ira santa do Senhor (II Pedro 2:4 a 6) aqui nesses casos temos a ira de Deus consumindo os pecadores. Mas nem sempre é assim, o Senhor envia Jonas a Nínive para proclamar arrependimento, e nesse caso houve uma reação dos ninivitas, eles se converteram de seus pecados, aqui vemos Romanos 5;8 em ação, amando os pecadores em uma situação de grande miséria espiritual. Assim ocorre conosco, se o amor de Deus não alcança um pecador,  como pode ele subsistir na impunidade? Será conduzido aos estágios mais terríveis de iniquidade, nesse caso aplicam-se dois textos sobre isso:  Romanos 1:24 “Por isso também Deus os entregou as concupiscências de seus corações, a imundícia para desonrarem seus corpos entre si” aqui temos um estagio de iniquidade em que o pecador é entregue a própria paixão pecaminosa e torna-se alvo do juízo e da ira de Deus, há outra passagem onde o estagio da iniquidade humana alcança um nível tão imundo que  Deus retira sua misericórdia: “E por isso Deus enviará a operação do erro, para que creem na mentira”(II Tessalonicenses 2:11) Assim entendemos claramente que em certas circunstancias, é verdade que Deus tira o seu amor do ímpio e a sua ira é aplicada.

Terceiro. Devemos entender que Deus não tem o pecador como amigo, ainda mesmo assim ama o pecador e isso está muito claro quando Paulo escreve aos Efésios :”e vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, segundo o curso desse mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos da ira como outros também. Mas Deus que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor que nos amou, estando nos ainda mortos em ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo”(Efésios 2:1 a 5) Olha a ênfase de Paulo “Pelo seu muito amor que nos amou” quando ele amou assim os pecadores mortos em ofensas em pecados? Quando eram miseráveis pecadores perdidos. Será que Deus mudou seus sentimentos para salvar o homem? Creio que não! Não há sombra de variação em seu caráter (Tiago 1:17) Por isso creio que não é aplicado o amor “Philo” no relacionamento do  Senhor com os pecadores impenitentes.  Nesse caso o único amor é o Ágape,  esse é o amor cujo teor celeste e divino nos capacita a amar os nossos inimigos (Mateus 5:44) e é exatamente dentro do sermão da montanha que encontramos o amor ágape (O mesmo amor de João 3;16) um amor capaz de amar o inimigo, e é exatamente esse tipo de amor aplicado ao Senhor com relação aos pobres pecadores. Quando Jesus ensina que devemos amar os nossos inimigos, ele está ensinando que é exatamente isso o que Deus faz com relação aos pecadores, eles são inimigos de Deus por causa dos pecados, cada um de nós também éramos pecadores separados da glória de Deus, foi através da reconciliação que a barreira da inimizade foi derrubada (Efésios 2:14). É exatamente isso que precisamos entender, todos éramos inimigos, e Deus nunca tem um pecador não regenerado como amigo, pelo contrario é um inimigo, é a redenção que abre o caminho da reconciliação, e de inimigos passamos a ser amigos de Deus (Leia atentamente Romanos 5:10 e 11, II Coríntios 5:18 e 19, Colossenses 1:20 e Efésios 2;16). Assim entendemos que o amor Philo nunca pode ser aplicado na relação entre um Deus santo e pecadores não redimido. Mas o amor ágape, é o amor de João 3;16 e de Mateus 5:44, é o amor misericordioso e complacente que é aplicado aos que estão em desgraça espiritual e são ofensivos com relação a santidade. Dessa forma, Deus ama sim o pecador, é errado dizer que Deus não nos ama, ele  amou a humanidade, e isso inclui a todos em todos os lugares e em todo o tempo (Apocalipse 1:5), seu caráter não tem sombra de variação, em todo o tempo ele continua amando de forma “agape” o pecador, até certo nível isso ocorre, como foi demonstrado acima. Porem há estágios avançados de iniquidade que de fato o amor de Deus é retirado dos pecadores e o juízo e a ira divina recaem sobre eles.

Terminando assim o assunto, quero reiterar aqui a minha  posição de que não é correto usarmos termos como “Deus te ama” ou que “Deus  odeia o pecado mas ama o pecador” com fins evangelísticos, ou para adocicar a mensagem do evangelho. Tambem não é correto afirmar que Deus odeia todos os pecadores de uma forma absoluta. Com relação a evangelização, somos convocados a proclamar arrependimento, a falar sobre a seriedade do pecado, a gravidade do pecado e a periculosidade que ele apresenta, pois que aos pecadores nos é dito, que se insistirem em seus pecados, ouvirão de um Deus justo as palavras “Apartai-vos de mim  malditos, para o fogo eterno”(Mateus 25:41)

Soli Deo Glória

Autor: Clavio J. Jacinto



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A CRUZ: ESPELHO DE MEUS PECADOS

Sobre Cristo na cruz, vimos todos os requintes de crueldades, ele suportou a cruz (Hebreus 12:2) ela é um escândalo (Gálatas 5:11) foi a través da obra realizada nela, que os eleitos receberam a reconciliação.(Efésios 2:16). Cada cristão autentico recebe uma cruz diária (Mateus 16:24)  a obra consumada da cruz precisa exercer poder sobre nossa vida, nunca deve ser uma obra vã em nossa vida espiritual, ela deve afetar todas as esferas da nossa vida (I Coríntios 1:17) de outra forma seremos inimigos da cruz de Cristo (Filipeses 3:18). A cruz carrega a morte e a maldição, nela cristo morreu pelos nossos pecados (I Coríntios 15:4 e Gálatas 3:13). A cruz é um espelho. Reflete as nossas abominações que foram derramados em Cristo, revela a face da nossa iniqüidade, revela as afrontas e o vilipendio de nossas atitudes, a cruz é uma demonstração clara da natureza humana transbordando de pecados, e o modo como a justiça de Deus trata esse assunto. As áspides de nossos pecados devoram o Filho de Deus, esse veneno letal, chaga de mortandade eterna que devora a carne de Cristo na cruz. É o juízo de Deus, nossas penalidades sobre o mais santo dos homens, as mascaras da nossa vergonha é posta na face de Cristo, o peso de todas as iniqüidades Ele carrega em suas costas, todo o peso de um universo de malignidades está sob seus ombros, os homens zombam, o fel é mais doce do que nossos pecados, os açoites são mais suaves do que nossas iniqüidades, a escoria de nossas ações são mais terríveis do que a sede do deserto de um crucificado. Este é o espelho de nossa face adâmica, a cruz demonstra o quanto somos iníquos.  Ali está a imagem nítida da assombração de nossos pecados, Ele carrega sobre si nossas atitudes mórbidas e nossos pensamentos apodrecidos pelos efeitos da necrose espiritual, até mesmo o sol se assusta diante da crucificação, e as trevas abraçam aquele cenário de crueldade, Cristo está ali na cruz, não há nada de superficial na obra consumada e perfeita da cruz de Cristo, não há nada suave no cenário da redenção, o núcleo central onde converge a libertação de cada homem redimido, é associado por um preço inestimável de dor, vergonha e sofrimento. Ele levou os nossos pecados, suportou a nossa condenação, pagou o preço de resgate, e por causa disso mesmo é irreconciliável a vida superficial de um cristão raso com um profundo entendimento do quanto Cristo teve que sofrer para tornar possível a nossa redenção. Se você professa a fé em Cristo, viva a sua fé na mais radical profundidade possível, e beba to perdão que flui do Salvador (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Discernimento e Pecado


O pecado é iniquidade (I João 3:4)

 Pecado é transgressão da lei, é um ato mental ou físico, mas sua essência é a rebelião contra a ordem e a vontade de Deus. Nunca podemos minimizar o significado da gravidade do pecado. Devemos olhar sob uma ótica certa: a expiação que Cristo realizou na cruz do Calvário.  A Gravidade do pecado é penalidade da cruz, por isso quanto mais correta for nossa compreensão da gravidade do pecado, mais compreenderemos a seriedade da expiação, e quanto mais compreendemos a seriedade da cruz, mas compreenderemos a seriedade do pecado. Essa é a norma básica do discernimento sobre a natureza e os efeitos de pecado: a Cruz. O pecado não consiste em errar a direção, tal coisa é supérflua. Pode explicar alguma coisa sobre a natureza do pecado, mas não a profundidade da sua gravidade. Só o sacrifício cruente de Cristo, naquele madeiro maldito pode abrir nosso coração para uma compreensão mais séria sobre o pecado. Mias do que errar o alvo, pecar é erra em todas as direções. é quebrar um elo que prende a harmonia santa da lei de Deus, é uma anomalia. Quando somos tentado a pecar, isso pode ser obra de um demônio, mas quando pecamos, podemos possuir toda a natureza antiética de um deles. Essa é a descrição de Peter Kreeft,  No livro "Como Vencer a Guerra Cultural" Kreeft  argumenta : "Há um pesadelo ainda mais terrível do que ser perseguido pelo demônio ou do que ser capturado pelo demônio ou ainda do que ser torturado pelo demônio. Este pesadelo é o tornar-se um demônio. O horror que está fora da sua alma já ´suficientemente terrível, mas não é tão terrível quanto o horror que está dentro dela"
 O problema da sedução ao pecado, é que a natureza da tentação é prazerosa, há uma certa sublimidade sutil no pecado. Nossos instintos e paixões possuem uma força de vontade fora do comum. Isso é próprio da natureza do homem adâmico. A concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida. Essas coisas funcionam com força dentro do nosso amago. São potencias geradoras de iniquidades, ao contrario da santidade que pela obediência aos mandamentos nos coloca mais próximos em natureza moral e espiritual com Cristo, a anomalia produzida pela iniquidade nos torna mais parecidos com demônios. é uma guerra interior e espiritual, e cada homem sempre acaba se inclinando para um desses dois lados. C. C. Lewis certa vez disse: "Não há terreno neutro no universo, cada metro quadrado e cada fração de segundo é reivindicado por Cristo ou por Satanás."
 A natureza maligna do pecado é encantada na sua aparência e disforme na sua essência, é rotulo dourado com conteúdo venenoso. Essa é a estrategia do maligno, a natureza do pecado é extremamente mortal e extremamente prazerosa. As pessoas pecam em êxtase de delicias, para depois dessa suave ilusão, serem seduzidas até os confins da perdição eterna, quando não mais haverá como remediar uma situação irreversível: a condenação eterna. Por isso mesmo o pecado se reveste com vestes sedutoras,  é necessário que se tenha uma visão correta da gravidade do pecado, para não sermos seduzidos por seus enganos. E nesse caso, não devemos nos conformar com esse seculo e renovar o nosso entendimento. (Romanos 12:1 e 2). O conhecimento espiritual perfeito (A bíblia chama de Epignosis no original) é termos uma compreensão clara da obra perfeita de Cristo na cruz. Porque a cruz é o tratamento divino do pecado humano. É por esse angulo que entenderemos a força destruidora por trás da cruz, a hora e o poder das trevas estavam naquela cena devastadora, onde o Filho de Deus suportou por causa de nossas almas. Esse entendimento só pode ser possível, quando nosso pensamento está cativo a vontade de Deus, uma mente carnal não pode compreender isso. T. Austin Sparks certa vez escreveu "A mente carnal e a mente natural são terrenos de satanás".  Uma consciência cativa a Cristo é fundamental para termos uma noção clara da gravidade nefasta da natureza do pecado. Assim teremos o discernimento espiritual para compreendermos a natureza extremamente maligna do pecado.

CLAVIO J. JACINTO

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O EFEITO NEGATIVO DO PECADO


O pecado é uma doença que impregna e percorre todas as partes da nossa constituição moral e cada faculdade das nossas mentes. O entendimento, os afetos, os poderes de raciocínio, a vontade, estão todos infectados, uns mais, outros menos. Mesmo a consciência é tão cega que não se pode confiar nela como guia seguro, e tanto pode conduzir os homens ao bem como para o mal, a não ser que seja iluminada pelo ESPÍRITO SANTO. Em resumo, ‘da sola do pé ao alto da cabeça não há nada são’ em nós (Is 1.6). A doença pode ser velada por uma tênue cobertura de cortesia, polidez, boas maneiras e decoro exterior; mas está arraigada profundamente na constituição humana”.


STEVEN LAWSON
LIVRO: FUNDAMENTOS DA GRAÇA.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pecado e Juízo

Deixem que o mundo peque, pois é necessário que haja combustível sobre ele, quando o juízo de Deus for derramado

Clavio J. Jacinto

sábado, 10 de junho de 2017

Sobre Argumentos Falaciosos

Um dos mais tenebroso dos argumentos que o homem usa para tentar justificar algo errado, é usar do subterfúgio de que se pode tolerar um erro grave, porque outro erro grave está sendo tolerado

Clavio Juvenal Jacinto

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A BATALHA DE CADA CRISTÃO Robert Murray M'Cheyne

A BATALHA DE CADA CRISTÃO
Robert Murray M'Cheyne

Série : Artigos de Impacto

Um crente deve ser conhecido não só por sua paz e alegria, mas por sua guerra e conflitos espirituais. Sua paz é peculiar: ela flui de Cristo, é celestial,  é uma paz santa.  Sua guerra é tão peculiar: é profunda,  agonizante e só  cessa, quando vem a morte. Escolhi o assunto da guerra do cristão, para que você possa saber, se você é um soldado de Cristo, se você está realmente lutando contra a batalha da fé.
1. Um crente se deleita com a lei de Deus: "Eu me deleito na lei de Deus vivendo e pensando nela  no homem interior".

1. Antes de um homem se converter a Cristo, ele odeia a lei de Deus: toda a sua alma se levanta contra ela - "a mente carnal é inimizade contra Deus e não está sujeita à lei de Deus" (Romanos  8: 7) . (1) Os homens não convertidos odeiam a lei de Deus por causa da sua pureza:  "A tua palavra é muito pura, e o teu servo a ama". Pelo mesmo motivo, homens mundanos odeiam isso.  A lei é a respiração da mente pura e santa de Deus. É infinitamente oposto a toda impureza e pecado.  Toda direção  da lei vai contra o pecado. Mas os homens naturais amam o pecado, e, portanto, odeiam a lei, porque se opõe a eles em tudo o que amam. Como os morcegos odeiam a luz e voam contra ela, os homens não convertidos  odeiam a luz pura da lei de Deus e movem-se contra ela. (2) Eles odeiam essa lei por causa da sua amplitude. "O seu mandamento é amplo" (Salmo 119: 76). Estende-se a todas as suas ações externas, visíveis  e invisíveis; direciona-se a toda palavra ociosa que os homens devem falar;  Estende-se ao olhar de seus olhos;  Mergulha nas cavernas mais profundas de seus corações;  A lei de Deus condena as fontes mais secretas do pecado e da luxúria que se encontram ali.  Os homens não convertidos discutem com a lei de Deus por causa de seu rigor. Se a lei se  estendesse somente para minhas ações externas, então eu poderia suportar isso; Mas condena meus pensamentos e desejos mais secretos, o que não consigo evitar. Portanto, os homens ímpios se levantam contra a lei. (3) Eles odeiam por sua permutabilidade. O céu e a terra passarão, mas nem mesmo uma só letra  da lei nunca  mudará. Se a lei mudasse, ou baixasse seus requisitos, ou morresse,  então os homens ímpios ficariam satisfeitos. Mas é imutável como Deus: está escrito no coração de Deus, com quem não há variação nem sombra de mudança. Ela não pode mudar a menos que Deus mude! Não pode morrer a menos que Deus morra.  Mesmo em um inferno eterno,  suas demandas e maldições serão as mesmas. É uma lei imutável, pois Ele é um Deus imutável. Portanto, os homens ímpios têm um ódio imutável a essa santa lei.
2.  Quando um homem vem a Cristo, tudo isso muda. Ele pode dizer: "Eu me deleito na lei de Deus dentro do homem interno". Ele pode dizer com Davi: "Oh, como amo a minha lei: é a minha meditação todo o dia". Ele pode dizer com o Senhor Jesus, no Salmo 40: "Eu me agrado fazer a Tua vontade, ó Deus, sim, a tua lei está dentro do meu coração". Há duas razões para isso:

Primeiro, a lei não é mais um inimigo. Se algum de vocês que tremem sob um senso de seus pecados infinitos e as maldições da lei que você quebrou, fugir para Cristo, você encontrará descanso. Você descobrirá que Ele cancelou completamente as exigências da lei como uma ameaça  para os pecadores, que Ele suportou completamente todas as suas maldições. Poderás dizer: Cristo me redimiu da maldição da lei, sendo feito uma maldição para mim, como está escrito: "Maldito todo aquele que pendure sobre uma árvore" (Gálatas 3:13). Você não tem mais medo daquela lei terrivelmente santa; Porque você não está sob a lei, mas sob a graça.  Você não tem mais medo da lei, do que você terá depois do dia do julgamento. Imagine uma alma salva após o Dia do Juízo Final. Quando essa terrível cena é passada - quando os mortos, pequenos e grandes, ficarem diante do Grande Trono Branco - quando a sentença do sofrimento eterno cair sobre todos os não convertidos, e eles caíram no lago de fogo; naquele momento, diria a alma redimida, não tenho nada a temer daquela santa lei; Eu vi seus juizos derramados, mas não caiu uma gota sobre mim! Então, você pode dizer agora, ó crente em Jesus! Quando você olha a alma de Cristo, marcada com os raios de Deus, quando olha para o Seu corpo, percorrido pelo pecado, você pode dizer: Ele foi feito uma maldição por mim; Por que devo temer essa santa lei?
2º. O Espírito de Deus escreve a lei sobre o nosso  coração. Esta é a promessa: "Depois desses dias, diz o Senhor, colocarei a Minha lei em seu interior, e escreverei em seus corações, e eu serei o  seu Deus, e eles serão o meu povo" (Jeremias 31:33 ). Crer e render-se  a Cristo tira seu medo da lei,pois  é o Espírito Santo quem entra em seu coração é Ele quem faz você amar a lei. O Espírito Santo não está mais contra esse coração; Ele vem e consola; Ele tira o coração duro e coloca um coração de carne; E ele escreve a santa lei de Deus. Então a lei de Deus é doce para aquela alma; Ele tem um deleite interno. "A lei é santa e o mandamento santo, justo e bom". Agora, ele deseja sem reservas em cada pensamento, palavra e ação, viver de acordo com essa lei. "Os meus caminhos foram direcionados para manter os teus estatutos: grande paz possui aqueles que amam a tua lei”. O  Salmo 119 torna-se a respiração desse novo coração.  Agora também ele deseja ver todo o mundo se submeter a essa pura e santa lei. "Rios de água correm pelos meus olhos porque eles não mantêm a Tua lei". Com o coração renovado, você pode perguntar a si mesmo: "Eu me deleito na lei de Deus no meu interior?" Você ama a Deus, agora? Você anseia viver todo o momento debaixo dessa lei santa, para viver em santidade como viveu Cristo?
Venham, pecadores, entreguem seus corações a Cristo, para que ele escreva sobre ele Sua santa lei! Você já viveu o suficiente para ver o quanto o diabo manipula e perverte o coração dos pecadores. Venham,  convertam-se ao Senhor Jesus, Ele vos protegerá da maldição da lei, e Ele lhe dará um novo Espírito para escrever toda essa lei bendita no coração; Ele vai fazer você amar aos mandamentos com toda a força do seu coração. Certamente você experimentou os prazeres do pecado o suficiente. Venha agora, e tente os prazeres da santidade através de um novo coração. Se você morrer com o seu coração como está, será condenado por ter um coração perverso, sofrerá a maldição por essa condenação, por toda a eternidade: "Aquele que é injusto, seja injusto ainda, e aquele que está imundo, que  fique mais imundo ainda" (Apocalipse 22: 11). Vem e pegue o novo coração antes de morrer. Pois, se você não nascer de novo, você não pode ver o reino de Deus.
II. Um verdadeiro crente sente uma lei contrária em seus membros:

"Eu vejo outra lei em meus membros lutando contra a lei da minha mente e levando-me ao cativeiro para a lei do pecado que está em meus membros". Quando um pecador vem primeiro a Cristo, ele muitas vezes pensa que ele agora dará uma eterna despedida ao pecado: agora eu nunca mais pecarei. Ele já se sente no portão do céu. Mas  quando vem um pouco de tentação logo descobre em  seu coração, e ele grita: "Eu vejo outra lei".  
1. Observe o que ele chama, "outra lei", uma lei bastante diferente da lei de Deus - uma lei  contrária a ela. Em v.25, ele a chama de "lei do pecado" - uma lei que o ordena a cometer o pecado - que o impulsiona por recompensas e ameaças. Em Rom. 8: 2 é chamado de "lei do pecado e da morte" - uma lei que não só leva ao pecado, mas conduz à morte, morte eterna: "o salário do pecado é a morte". É a mesma lei que em Gálatas é chamada de carne: "a carne cobiça contra o espírito" (5:17). É o mesmo que em Ef. 4:22 é chamado de "o velho homem", que é corrupto de acordo com as luxúrias enganosas. A mesma lei que em Col. 3 é chamada de "seus membros" - "mortifique, portanto, seus membros que estão sobre a terra" (v.5), o mesmo é chamado em Rom. 7:24 "Este corpo da morte". A verdade, então, é que, no coração do crente, permanecem todos os membros e o corpo de um homem antigo ou seja ,o velho homem: a fonte de todo pecado que  poluiu o mundo, essa natureza permaneceu no cristão redimido.

2. Observe novamente o que esta lei está fazendo - "guerra". Esta lei do velho homem,  não está descansando em silêncio, mas está sempre lutando. Nunca pode haver paz no seio de um crente. Há paz com Deus, mas guerra constante com o pecado. Esta lei nos membros tem um exército de concupiscências debaixo dele, e ele manda uma guerra constante contra a lei de Deus.  Às vezes, na verdade, um exército está embaixo de emboscada, e eles ficam quietos até chegar um momento favorável. Assim, no coração, as concupiscências ficam quietas até a hora da tentação, e então, no momento oportuno, guerreiam contra a alma. O coração é como um vulcão. Às vezes suaviza e não envia nada além de um pouco de fumaça, mas o fogo adormece todo o tempo debaixo dele, e logo irá sair novamente. Há dois grandes combatentes na alma do crente. Há Satanás de um lado, com a carne e todos os seus desejos ao seu comando; Então, do outro lado, há o Espírito Santo, com toda a nova criatura ao Seu comando. E assim "a carne cobiça contra o espírito, e o espírito contra a carne, e estes dois são contrários um ao outro. para os outros, a natureza do velho homem sempre lutará ao lado de satanás, para impedir que você seja santo e obediente.

Satanás está dominado? Na profunda sabedoria de Deus, a lei nos membros às vezes traz a alma ao cativeiro. "Noé era um homem perfeito", e Noé caminhou com Deus, e, no entanto, ele foi levado cativo: "Noé bebeu do vinho e embriagou-se". Abraão era "o amigo de Deus", e ainda assim ele falou uma mentira dizendo que  Sara, sua esposa era sua parente: "Ela é minha irmã". Jó era um homem perfeito, que temia a Deus e odiava o mal, e ainda assim ele foi provocado para amaldiçoar o dia em que nasceu. E também com Moisés, Davi, Salomão, Ezequias, Pedro e os apóstolos houve momentos que vacilaram.

Você experimentou essa guerra? É uma marca clara dos filhos de Deus. A maioria de vocês, temo, nunca sentiu  isso. Não me confunda. Todos vocês sentiram uma guerra às vezes entre a sua consciência natural e a lei de Deus. Mas essa não é a disputa no interior do crente. A guerra do redimido, é uma guerra entre o Espírito de Deus em seu coração e o "velho com suas ações".

Se algum de vocês está gemendo sob esta guerra, aprenda a humilhar-se através dela, mas não desencorajado. Primeiro. Humilhe-se perante o Senhor. Reconheça essa luta, é fraco e sinta que você é apenas um verme. Ah! Que vil miserável você deve ser, que mesmo depois de ter sido perdoado e ter recebido o Espírito Santo, seu coração ainda deve ser uma fonte de toda maldade! Quão vil, que em suas abordagens mais solenes para Deus, em situações que afetam terrivelmente, você ainda deve ter no seu coração todos os membros da sua antiga natureza. Deixe isso fazer você se humilhar perante o Senhor. Em segundo lugar, deixe isso ensinar-lhe a sua necessidade de Cristo. Você precisa do seu precioso sangue tanto agora como fez na primeira vez em que reconheceu o poder perdoador do sangue do Cordeiro de Deus. Você nunca pode estar diante de Deus em você mesmo. Você deve ir novamente e novamente para Ele e ser lavado, pelo sangue, pela obra expiatória de Cristo . Mesmo em uma situação de desespero e extrema fraqueza, você deve se esconder debaixo da misericórdia divina. Você também deve se apoiar em Cristo. Ele sozinho pode conceder todas as forças necessárias. Fiquem cada vez mais perto de Ele todos os dias, todos redimidos do Senhor.
III. Os sentimentos de um crente durante esta guerra:

1. Ele se sente miserável. "Oh homem miserável que eu sou" (v.24). Não há ninguém neste mundo tão feliz como um crente. Ele veio a Cristo, e encontrou descanso. Ele tem o perdão de todos os seus pecados em Cristo. Ele tem uma aproximação intima de Deus como uma criança. Ele tem o Espírito Santo morando nele. Ele tem a esperança da glória. Nos momentos mais terríveis, ele pode ficar calmo, pois ele sente que Deus está com ele. Ainda há momentos em que ele chora, ó homem miserável! Quando ele sente a praga de seu próprio coração - quando ele sente o espinho na carne - quando seu coração perverso é descoberto em toda sua terrível malignidade - Ah, então, ele se deita, chorando, ele clama: “homem miserável que eu sou!” Uma razão dessa miséria é que o pecado descoberto no coração tira o sentimento de perdão. A culpa vem sobre a consciência, e uma nuvem negra cobre a alma. Como posso voltar para Cristo? ele chora. Infelizmente! Eu pequei meu Salvador. Outra razão é a repugnância do pecado. É sentida como uma víbora no coração. Um homem natural é muitas vezes miserável de seu pecado, mas ele nunca sente sua aversão; Mas para a nova criatura o pecado é realmente vil. Ah! Irmãos, você conhece alguma coisa da miséria da velha natureza em um crente? Se você não reconhece que existe essa velha natureza e esse grande combate, nunca conhecerá sua alegria. Se você não conhece as lágrimas e os gemidos de uma humilhação por causa desse combate interior, nunca conhecerá também uma canção de vitória através da misericórdia que vem pela obra da cruz.

2. Ele busca libertação. "Quem me livrará?" Nos tempos antigos, alguns dos tiranos costumavam amarrar seus prisioneiros a uma cadáver; De modo que, onde quer que o prisioneiro vagava, ele deveria  arrastar uma carcaça pútrida junto com ele. Acredita-se que Paulo aqui alude a essa prática desumana. Ele comparava sua velha natureza, o seu velho homem  como uma carcaça em estado de putrefação, que ele continuamente estava arrastando com ele. Seu desejo penetrante era libertar-se disso. Quem nos livrará? Você se lembra de uma vez, quando Deus permitiu que um espinho na carne atormentasse Seu servo, um mensageiro de Satanás para que o esbofeteasse?, Paulo foi levado de joelhos a pedir. "Eu roguei o Senhor três vezes, para que ele se afastasse de mim". Oh, essa é a verdadeira marca dos filhos de Deus! Eles no mundo têm uma natureza antiga; O velho homem ainda está dentro do homem redimido. Tal realidade precisa conduzir um homem redimido aos pés de Cristo. Como está com você, querida alma? Você sente a corrupção dentro de você? Corra para o trono da graça! Tal realidade  faz você chamar o nome do Senhor? Isso faz com que você diga, como a viúva importunada: "Vinga-me do meu adversário?" Isso faz você, como a mulher cananita, chorar depois do Senhor Jesus? Ah, lembre-se, se a luxúria vier trabalhar em seu coração, e você se deita contente com isso, você deve se lembrar, você não é do mundo você é de Cristo!

3. Ele agradece pela vitória. Verdadeiramente, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou; Pois podemos agradecer antes que a luta termine. Sim, mesmo na mais terrivel  batalha podemos olhar para Cristo e chorar, graças a Deus por isso!. No momento em que uma alma que geme por corrupção presta atenção ao Senhor Jesus, naquele momento, seus gemidos são transformados em canções de louvor. Em Cristo, você descobre uma fonte para lavar a culpa de todos os seus pecados. Em Cristo, você descobre a graça suficiente para você - a graça para mantê-lo no caminho da redenção até o fim - e uma promessa segura de que o pecado logo será descartado completamente. "Não temas, eu te redimi. Te chamei pelo meu nome; tu és meu". Ah, isso transforma nossos gemidos em canções de louvor. Com que freqüência um Salmo começa com gemidos e termina com louvor! Esta é a experiência diária de todo o povo do Senhor. Essa é a sua experiência? Se você não conhece a canção de louvor do crente, você nunca lançará sua coroa  aos pés do Cordeiro. Que o poder consolador da obra de Cristo repouse sobre seu coração

Esse sermão de Robert Murray M'Cheyne, foi traduzido e adaptado conforme a necessidade do propósito de trazer uma benção para todos os leitores da língua portuguesa. Traduzido por Clavio J. Jacinto, o texto no original se encontra no website:

http://www.gracesermons.com/hisbygrace/Homepage.html

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sobre a Maldição da Maldade

O mal é algo inserido por natureza no coração humano, adormecido no centro da humanidade, não é algo peculiar a um povo em particular mas é a maldição que jaz latente no coração de todo o homem não regenerado

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 18 de abril de 2017

Todos os Homens Possuem a Imagem de Deus?

Todos os homens possuem a imagem de Deus ou somente os salvos possuem essa característica?

As escrituras afirmam que o homem foi criado a imagem de Deus, porém vimos que o homem caiu em transgressão, contudo fica a questão, com a queda o homem perde a imagem de Deus ou ele continua ainda refletindo essa virtude, mesmo vivendo em condição de um pecador?
Primeiramente devemos entender que o homem não perdeu nada de suas afeições, sua imagem continua sendo a mesma desde a  criação, o homem ainda possui vários atributos racionais e espirituais que não são atribuídas aos animas. Há, portanto uma diferença muito grande entre um humano e um animal, embora muitas vezes o pecado faça com que o homem com todos os seus atributos de raciocinar e seu senso de responsabilidade seja tão desregulado que se comporta pior do os animais. Mas isso é uma conseqüência de sua natureza pecaminosa. O homem não perdeu a imagem divina, mesmo depois da queda, esse é o ensino positivo das escrituras (Leia Genesis 9:6 com Tiago 3:9)

O homem sendo criado a imagem de Deus mantém esse perfil, mesmo depois da queda, mesmo que  tenha a presença da natureza do pecado no seu interior. Seguindo essa cosmovisão, um cristão consciente entende que o homem deve ter dignidade e merece ter essa mesma dignidade  dentro do contexto evangélico.  De certa forma o cristianismo verdadeiro se expressou dessa forma, quando muitos missionários levaram o evangelho a outras culturas, e como conseqüência certos costumes como queimar mulheres em uma pira funerária ou vender escravos, foram abolidas por causa dessa influencia do evangelho de Cristo. Da mesma forma, dar assistência a leprosos e outros enfermos, construir hospitais e escolas é uma expressão desse evangelho na pratica. Agora devemos entender que embora todo o homem mesmo em pecado, ainda traga os traços da imagem de Deus, ainda que perdure algumas características que distinguem dos animais, Deus estabeleceu que o homem precisa se arrepender de seus pecados e viver uma vida de santidade, porque estar em Cristo é ser uma nova criação (II Coríntios 5:17) e o homem regenerado, que não vive mais na pratica do pecado, mas foi perdoado e justificado pela obra de Cristo na cruz, deve ter a imagem de Cristo, esse é o propósito de Deus Pai, esse é um de Seus desejos supremos, que cada cristão tenha a imagem de Cristo (Romanos 8:29)


Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vivemos em uma época parecida com os dias de Noé?


Em seu sermão profético, Jesus comparou os dias que precederiam a sua vinda como os dias de Noé (Mateus 24:37 e 38).  Cristo fala sobre casar-se e dar-se em casamento e sobre o comer e o beber, sabemos que isso é normal. O casamento é uma instituição sagrada e o sustento para a manutenção da vida biológica também é uma providencia divina. Então como entender as palavras de Cristo e aplicá-las ao nosso cotidiano?

 Precisamos encontrar um contexto para entender o que Cristo disse, e para isso precisamos também ler Genesis 6:1 a 12.  Ali Moisés escreve sobre casamentos ilícitos, as mulheres eram raptadas e forçadas a casamentos não aprovados por Deus. Vários comentaristas judeus explicam que a geração de Noé, chamado pelos rabinos “Dor ha mabul” eram extremamente corruptos, envolvidos em roubos, violências, adultérios, vícios e apetites desenfreados, praticas sensuais pervertidas, era uma geração incrédula e extremamente insensível. As características da civilização ante-diluviana era ímpia aos extremos,  mesmo sendo Noé um pregador da justiça (I Pedro 3:20) ainda assim a multidão era completamente insensível e não respondia aos apelos proféticos de arrependimento, o Espírito do Senhor não contenderia para sempre ao coração do homem, porque ele insistia em viver nos mais abomináveis pecados, seguindo seus instintos e satisfazendo suas imaginações perversas. Assim podemos ver como a nossa sociedade se parece cada vez com a civilização da época de Noé. Quase tudo o que se relaciona a decadência espiritual está associada ao sexo e ao sensualismo, a destruição do casamento e a internet popularizou a pornografia de tal modo que se tornou acessível a qualquer um, e isso de forma fácil. A corrupção moral hoje é bem maior do que em qualquer outra época, creio que desde a década de 1960 com a revolução cultura hippie, na America do norte, foi um golpe diabólico na sociedade mundial, pois desde que os EUA influenciam através da literatura e cinema, todo o resto do mundo, a revolução cultura e espiritual da década de 1960 trouxe uma influencia e um impacto profundo na sociedade global. Vimos essas influencias hoje no modo como as mulheres se vestem, no consumo das drogas, no sexo livre etc. Olhando nessa perspectiva, nossos dias se parecem muito com os dias de Noé, pois embora o evangelho ainda seja pregado, as pessoas não são motivadas a irem a Cristo para se arrependerem de seus pecados, mas porque querem ter seus instintos desenfreados satisfeitos. Estejamos atentos, pois que se os dias se parecem muito com os dias de Noé, isso significa que o Senhor está as porta, Vigiemos e oremos.

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O que é a mente corrompida?



Paulo escreve  em I Timóteo 6:3 a 10, alertando a respeito dos falsos mestres, ele então declara no versículo 5 dessa passagem que tais falsos mestres RAM corruptos de entendimento, o original grego é “nous diephtharmenon” e significa literalmente uma mente destruída ou degenerada. Pode uma pessoa chegar a esse estado de entendimento?

A mente corrompida não é uma estado de condição apostata, mas uma condição de completa obscuridade espiritual. Porém sabemos que de alguma forma, o sentido espiritual de um entendimento, ou de uma mente pode ser corrompido e destruído, perdendo assim a sua capacidade de entender a verdade ou de compreender as realidades do evangelho. Eu creio na Palavra inspirada de Deus, e ela pelo menos indica de forma clara que esse era um dos estágios dos homens antes do dilúvio, pois a denuncia de Moises é que a geração do tempo de Noé  tinha  a imaginação corrompida (Genesis 6:5) Paulo também afirma que o deus desse século cega o entendimento dos incrédulos, para que não resplandeça a luz do evangelho. Então temos uma dupla ação maligna que luta contra o homem, o pecado tem o poder de avariar o discernimento e o entendimento das pessoas e o diabo também atua para destruir a mente e  o coração das pessoas, impondo uma cegueira, ou seja destruído a capacidade do discernimento. Mas existe um estagio avançado dessa destruição, onde não mais há a possibilidade de uma restauração dos sentidos? Bem, talvez sim, pois lá em Genesis 6, parece que o estado era irreversível, assim como também os homens de Sodoma e Gomorra. Podemos notar, portanto que um estado avançado de pecado pode conduzir o homem para um estado de insensibilidade espiritual tão grande que não há mais remédio para ele, a não ser que o Espírito do Senhor restaure através de um milagre, em certas circunstâncias. Sabemos que não foi o progresso da iniquidade no tempo de Noé era extremamente avançado, e isso afetou completamente o coração e a visão espiritual deles, ou melhor, ta mente dos homens de Sodoma e Gomorra e dos tempos de Noé, era de tal forma corrompida, que não havia possibilidade de arrependimento. Sei que isso é um tema complexo, porém encontramos no Novo Testamento algo mais ou menos parecido em I Timóteo 5:14 onde Paulo fala que alguns se desviaram indo após satanás. Seria essa uma direção sem retorno de restauração a ortodoxia? Creio que sim. A corrupção do entendimento seria uma destruição profunda na mente do homem caído ou do apostata, seria uma degeneração no sentimento causado pela perversidade e pela teimosia de praticar pecados. Se assim for, devemos tomar muito cuidado, abandonar o pecado e viver uma vida consagrada ao Senhor, talvez seja por isso que encontramos tantas pessoas que não estejam dispostas a reconhecer a glória do evangelho e a mensagem da cruz para se arrependerem de seus pecados e se converterem de seus caminhos malignos. A mente corrompida seria a incapacidade de aceitar as verdades do evangelho por alguém que tem a mente destruída pelo pecado e pela ação do diabo, sendo que a permanência nessa direção talvez conduza as almas para um estado irreversível, sem possibilidade de arrependimento, há nas escrituras alguns indícios que realmente pessoas podem chegar nesse estagio de obscuridade e corrupção espiritual.


Pr Clavio Juvenal jacinto

SInais de uma Igreja Verdadeira

A unica igreja que possui um modelo autentico de ortodoxia é aquela onde se aprende a odiar toda especie de pecados, porque ouve de modo constante que JESUS CRISTO morreu na cruz por causa das nossas iniquidades, o resto é o caminho religioso do engano (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 7 de março de 2017

Liberdade e Pecado

A verdadeira liberdade depende da obediência a verdade. Quando um homem pensa que tem liberdade para pecar, na verdade isso não é liberdade, a livre pratica do pecado é um paradoxo constante de quem é escravo absoluto do pecado

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 3 de março de 2017

Problemas Psicológicos ou Pecado?

                                   Problemas Psicológicos ou pecado?



Eu assisti alguns dias atrás um documentário sobre um ministro do evangelho que assassinou a sua esposa depois de sustentar uma vida de hipocrisia na vida conjugal.  Embora na vida eclesiástica pareciam ser o casal perfeito, na intimidade e no relacionamento, aquele homem praticava coisas pecaminosas. Com medo de ser desmascarado, aquele ministro acabou assassinando a sua esposa. No final do documentário, percebi  que quiseram justificar de alguma forma a atitude monstruosa e impia daquele homem, explicando que por causa de questões intimas de impotência sexual, sua auto-estima foi destruída, e por esse motivo se envolveu com pornografia (tele-sexo). Esse agravante, na hora da explicação da conduta de um homem que se dizia ministro do evangelho, me chamou a atenção. A igreja e o mundo seguem uma direção quase idêntica. Já não tratamos o pecado como se fosse o pecado tal como a bíblia descreve, damos um novo rotulo: problema, e na forma mais sofisticada, problema psicológico. Pecado ainda é pecado, é impiedade na sua forma manifesta, ofensa contra Deus, transgressão das leis divinas. O pecado tem graves consequências, a morte física foi imposta aos homens por causa do pecado, outros tipos de morte entraram em nós, a morte moral, a morte  espiritual, e a mais terrível de todas as mortes, a segunda morte (Romanos 6:23 com Apocalipse 20:11) O pecado é a alma da iniquidade, a bíblia diz que pecar é cometer uma anomalia, é cometer iniquidade (I João 3:4) As escrituras também declaram a culpa universal da  humanidade, essa é a sentença: Todos pecaram (Romanos 3:23) o pecado exigiu a morte de Cristo na cruz (Romanos 5:8 e João 1:29) por isso a convocação dos evangelhos é que o homem se arrependa de seus pecados, e não de seu problemas (Atos 3:19 e 2:38). Nunca podemos amenizar a seriedade do pecado,  substituir a gravidade do pecado por problemas por causa de desfunções psicológicas ou genéticas é um perigo, uma negação da obra da cruz, porque desvaloriza o sacrifício de Cristo na cruz. Hoje, muitos acham que não se deve falar ou denunciar iniquidades como se fosse pecado. A palavra que é tão abundante da bíblia, sim o pecado que é o genitor de todas as desgraças e todas as abominações, não pode ser tratado com leviandade. Porém vimos uma geração de ministros do evangelho, que não estão dispostos a denunciarem e combaterem o pecado, pois esse tema vai comprometer o status e a reputação deles.  Substituir o pecado pelo problema é um pecado grave, não combater contra  o pecado é um problema grave, pois isso conduz a igreja para os lamaçais da psicologia e suas teorias e permite que os pecados mais terríveis se alojem livremente no coração dos homens. Pecado será sempre pecado, e receberá a justa retribuição aquele que comete pecado.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Eva e a Perda da Verdade


Eva foi enganada, e comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal, em busca de uma sabedoria que existia em Cristo, desde toda a eternidade, pois está escrito que em Cristo estão escondidos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Mas o que Eva ganhou foi apenas confusão, e com isso veio a perda completa do conhecimento espiritual.

Clavio J. Jacinto

Footer Left Content