Obadias e a Importância de Temer Muito a Deus
I Reis 18
Muitos conhecem a historia do profeta Elias, mas poucos
conhecem a de Obadias. Obadias era um servo de Acabe, homem muito temente a
Deus (I Reis 18:3) então aqui está algo com que devemos lidar; ele era muito
temente! há uma diferença entre temer e temer muito, e Obadias vai fazer a
diferença quando está inserido numa crise espiritual muito grande. Jezabel,
esposa de Acabe, vai introduzir a idolatria em Israel e induzir o povo a
venerar ídolos. Para alcançar seus propósitos malignos, ela precisa destruir a
oposição, então o que surge a seguir é uma perseguição contra os profetas de
Deus. Pelo fato de Obadias temer muito a Deus, ele vai esconder cem profetas
verdadeiros em uma caverna e vai sustentá-los com pão e água. Mais a frente vimos que Elias vai enfrentar
400 profetas de Baal e 450 de Aserá.
Veja que os 850 profetas falsos contrastam com 101 verdadeiros, somando
os protegidos por Obadias e o Profeta Elias.
Havia muito mais falsos profetas do que verdadeiros em Israel. Junto com a idolatria vinha também a
apostasia moral, Aserá era uma divindade cananita, era conhecida como a ”senhora
da serpente” ou “mãe dos deuses” erguiam-se postes-idolos nas florestas para
venerá-la e estava associada ao culto da fertilidade. Baal era considerado o
“deus das tempestades e relâmpagos” seus adoradores acreditavam que ele era
responsável pelas chuvas e tinha poder de fazer fogo descer do céu. Obadias
estava colocando em risco a sua vida, Jezabel era uma assassina, e esconder
profetas que eram considerados “inimigos de estado” era uma escolha perigosa.
Mas Obadias não teme por sua vida, pois temia muito ao Senhor.
Hoje vivemos uma crise
de identidade, homens que temam muito a Deus, de modo que defendam e protejam
os poucos verdadeiros profetas. Homens tementes a Deus que não temam viver ao
lado dos que pregam e defendem o Evangelho sem cair na armadilha das
conveniências pessoais. Mas somente quem teme muito á deus terá a coragem de
não temer os que defendem e protegem os falsos profetas. É necessário que o
temor não seja uma partícula mais uma pedra onde se assenta a coluna do caráter
de um homem espiritual. Quando chega a crise espiritual, a maioria estará do
lado daqueles que lhes corresponda com as conveniências e interesses egoístas. Ninguém
pode seguir o caminho do martírio projetando sonhos materialistas no coração.
Temer a Deus é o segredo para ter a coragem de seguir sozinho em piedosa
ousadia, nos últimos dias, homens espirituais continuam seguindo adiante, mesmo
com o risco de perdas, para sustentar e proteger a reputação dos que pregam a
verdade e não se inclinaram ao erro e a idolatria. Mas veja bem, havia muita
gente em Israel, pelo menos sete mil que não se dobraram perante os ídolos, mas
havia apenas um só Obadias, que foi mais adiante, pois além de não adorar a
Baal e Aserá, ele também temia muito á Deus, de modo que prosseguiu um pouco
mais e protegeu aqueles que estavam alinhados as mesmas convicções que ele
defendia. Não se engane esse nível de coragem tem somente aqueles que possuem
um nível mais alto de espiritualidade: muito temor a Deus, e são poucos os que
alcançam essa santa ousadia de arriscar a própria vida para proteger os santos
do altíssimo. O que determina nossa
coragem em épocas de crises profundas é nossa relação com Deus e com a verdade.
Se não estivermos enraizados na vida cristã, se nosso temor á Deus não é
grande, se nossa devoção não é verdadeira e contínua, não seremos um Obadias,
iremos ser covardes, retrocederemos, olharemos para os poucos verdadeiros
profetas a nossa volta, assistiremos
indiferentes a perseguição que eles sofrerão, nada faremos, pois iramos temer
os homens, iremos temer pela nossa própria segurança e conforto, e colocaremos
nossos interesses pessoais acima do temor á Deus. Essa é uma crise
circunstancial que pode nos pegar de surpresa se não estivermos preparados, e
temo que, nessa situação, com pouco temor a Deus, um passo adiante, se o
sistema anticristão ameaçar com braço de ferro, a vontade de dobrar-se
involuntariamente para amar o presente século seja maior do que nosso temor a
Deus, então ao invés de um grande temor ao Senhor, teremos que nos prostrar
para uma grande vergonha.
C. J. Jacinto
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