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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Lições Sobre o Egoismo


Na era do egoísmo, os sentimentos são mais importantes do que a sensatez, a loucura deve estar acima da sabedoria, o ridículo deve ser prioridade ao invés da prudência. Na era do egoísmo, o ódio deve prevalecer quando a realidade não corresponde aos anseios, equiparar a cegueira com o discernimento é o politicamente correto, a opinião pessoal vale muito mais do que a da maioria. Na era do egoísmo, é melhor servir-se do cubículo da insanidade do que expandir-se para os fatos do mundo real, é melhor alimentar a amargura devassa do que humanizar-se pela doçura do perdão. Na era do egoísmo é melhor alimentar a raiva indecente do que abraçar o próximo e perdoá-lo, é mais viável atrofiar-se no orgulho próprio do que libertar-se para vida comunitária, é melhor cerrar o punho para cometer o suicídio do caráter, do que demonstrar aos outros que ainda tem muitas virtudes. Nosso mundo egoísta está cheio de homens que preferem ao seu gosto, conduzir os outros para o abismo, do que seguir uma multidão que deseja sair dele. O mundo está doente, porque há muitos homens moralmente enfermos


Clavio J. Jacinto

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Conflito de Vontades

                   
                     
                         Conflito de Vontades.

Jesus ensinou na oração do Pai nosso, que o centro do nosso coração deve estar voltado para o trono de Deus “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”(Mateus 6:10) essa é a direção do coração devoto. Nunca podemos desviar esse foco da nossa vida. Estar fora da vontade de Deus é perder o sentido de todas as coisas. Uma posição fora da vontade de Deus é uma evidencia de que não houve remissão. Ninguém fica fora da direção da vontade de Deus por muito tempo. Se uma pessoa é verdadeiramente cristã, ela pode seguir o caminho de Jonas, mas retorna para o centro. Se ela segue o caminho de Caim, ela perde-se dentro da humanidade, mas não deseja mais voltar. Jonas era escolhido, Caim não. A vontade de Deus é o único meio de assegurar que estamos dentro dos Caminhos de Deus. Não adianta querermos sintetizar a vida espiritual, construir mascaras e produzir “faz de contas” para aplacar as militâncias da nossa consciência. A obra de Deus é profunda de mais, para vivermos  de aparências, a obra da Cruz foi cara demais para que seja adotados métodos baratos de piedade. Cristo vale pelo nosso sacrifício por Ele e nada mais. Tudo o mais é mera retórica inverossímil. Jesus disse “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor entra o Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21) Esse era a marca de uma geração maligna, os judeus da época de Jesus eram infectados com uma doença espiritual chamada hipocrisia. Tudo estava envolto numa nebulosa obscura de misturar a opinião humana com a religião. Eles confessavam com os lábios, que criam em Deus, porém o coração estava longe, muito longe de Deus (Mateus 15:8) Da mesma forma, Paulo denunciando falsos mestres diz: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra”(Tito 1:16). Não há como fugir dessa realidade, há uma vontade humana e uma vontade divina, a vontade humana é contaminada com as concupiscência carnais e mas a vontade divina é santa e pura. Por isso Pedro diz de devemos  abster-se  das concupiscências que combatem contra a nossa alma. (I Pedro 2:11) a única competência da nossa vontade é nos enganar, dando um falso pressentimento de que se tivermos uma crença marginal, onde possamos equilibrar o crer em Deus com o não fazer a sua vontade, isso  já algo extraordinário e aceito por Deus. Isso é um engano diabólico.  Para o diabo tomar controle de um coração, a primeira coisa que ele espera é que o homem não obedeça a Deus. Isso é torne-se rebelde. Ele pode ser um rebelde “piedoso”.  O que significa isso? Que ainda continua crendo em alguma coisa boa e ainda esteja fazendo algo de bom. A justiça própria fica iluminada pelos holofotes do nosso orgulho dentro  do coração, como um sinal verde, para continuar  nesse estagio, até a ruína completa, quando percebe-se dessa condição a vitima já  está completamente arruinado.
Há um conflito de vontades dentro de nós, torna-se intenso quando tornamo-nos fracos na vida espiritual, e por fim nos leva a ruína, quando não tratamos de modo radical com esse problema. A questão fundamental é sempre essa: Seguir o Cordeiro, por onde quer que Ele vá (Apocalipse   ) Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu (Mateus 6:10) porque é prudente quem estabelece sua vida e com a da palavra de Deus e obedece,  o inverso é ruína e isso está muito claro no ensino de Cristo  em  Mateus 7:24 a 27. Os  mandamentos foram feito para serem obedecidos e não questionados, assim como o não cumprimento da vontade de Deus é uma vida completamente arruinada e não deve existir argumentos contra isso.  Assim vimos como a essência do pecado começa com conflitos  dessa natureza:  Eva foi confrontada no modo como a vontade de Deus seria ou não importante para si. Fazer a sua própria vontade, ao invés da vontade de Deus foi à ruína da humanidade, o diabo Sabe muito bem fazer com que a vontade de Deus entre em conflito com a vontade do homem, e pondo em confronto essas duas vontades, o homem acaba sucumbindo ao erro de satisfazer a si mesmo, pensando que dessa forma está livre, quando na verdade, o que acontece é que a sua vontade fica presa pelo diabo (II Timoteo 2:26) Uma vez que o diabo consiga prender a vontade do homem, ele também retribui com um falso sentimento de liberdade pois sabe que o homem que se desconecta da vontade de Deus perde o discernimento do certo e errado, e acaba atribuindo atributos benignos em coisas malignas e tal procedimento faz com que seu coração fique endurecido. Eis porque tanta gente acaba perdendo o senso de necessidade de todas espirituais, porque há um entrave na sua alma, um bloqueio, produzido pelo obscurecimento do entendimento.
Somos chamados a reter o princípio da confiança até o fim (Hebreus 3:14) precisamos conservar firma a confiança e a glória da esperança até o fim (Hebreus 3:6). Sim! Convém-nos atentar com mais diligencia para as coisas que temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hebreus 2:1) Nunca podemos chegar ao estado de um coração infiel (Hebreus 3:12). Aos exemplos do Antigo Testamento devemos nos apegar, os erros cometidos pelo povo da antiga aliança são advertências serias contra o engano. E muitas vezes quando abrimos o leque desse problema na nova aliança, precisamos nos deter ao fato que grande parte do problema do conflito de vontades, se dá a nível de apostasia pessoal, portanto segue a advertência “ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência”(Hebreus 4:11) Sim, o fato de continuarmos falsificando nossa condição, tentando convencer a nós mesmos, de que podemos professar uma fé cristã sem contudo praticar as verdades da fé cristã, e isso está tudo certo e deve ser considerado como normal, é um grande engano diabólico. Se o diabo conseguir convencer uma alma sobre tal coisa, ele ganha domínio sobre toda a situação. E lembre-se que ele fará isso de forma bem sorrateira, primeiro ele enfraquece a vitima e depois convence e manipula. Para que possa fazer com que creia que não precisa se reunir para a adorar e receber comunhão e alimento espiritual em uma reunião cristã, primeiro ele trabalha para distanciar uma vitima da congregação. O diabo sabe que o ramo fora da videira seca-se, e aquilo que está seco,  produz um fogo de devoção, só que é fogo estranho.  Esse é o trabalhar de satanás, enquanto que a vontade de Deus é que o cristão seja um membro de um corpo, satanás quer que o cristão seja autônomo, independente e isolado. A vontade de Deus não é essa. A vontade de Deus é que possamos suportar uns aos outros(Efesios 4:2  ) que oremos uns pelos outros ( Tiago 5:16 ) a vontade de Deus é que tudo aquilo que relaciona-se a Ele, seja prioridade, acima de qualquer necessidade secular. Se o sagrado não estiver no seu devido lugar (prioridade) então a vontade de Deus não está prevalecendo em tal pessoa, e isso é fato. De uma forma geral mostra-me as tuas ações e eu mostro quais são tuas prioridades.  SIMPLES ASSIM.
Paulo precisou crucificar o seu eu para vencer esse conflito de vontades (Gálatas 2:20) sua luta pessoal pode ser lida em Romanos 7, mas logo em seguida em Romanos 8 vimos o seu triunfo, porque o andar no Espírito Santo prevaleceu sobre o seu andar na carne (vontade própria) ele venceu. Nós também podemos vencer. Andar na vontade de Deus é impossível sem obedecer a Ele, e desejo ressaltar que essa obediência não é a obediência natural no esforço do velho homem, pois a tendência da carne é buscar alguns subsídios nas Escrituras para tentar buscar justificativas para não comprometer-se integralmente com a palavra de Deus.  A vida cristã verdadeira é uma vida para dentro da Palavra de Deus, não é uma vida supérflua, onde você pode decorar uns versículos bíblicos, argumentar com base em alguns versículos, estampar alguns versículos na janela da casa ou do caso, ler esporadicamente a bíblia, de forma superficial e falar de assuntos relacionados a Deus. O diabo em Mateus 4:1 a 11 conseguiu  citar um salmo (decorado) em Tiago 2:29 lemos  que os demônios são dotados de crenças ortodoxas (Crêem em um só Deus, doutrina não politeísta). A superficialidade espiritual é um prodígio dos próprios demônios. A questão central é a cruz, a vida crucificada, a vida para dentro das Escrituras, como fala-nos Tiago, quando ensina que devemos ser praticantes da Palavra e lá no grego a palavra traduzida para praticante é “genomai” ou seja entrar para dentro das Escrituras, ter a vida submersa nas escrituras, como se o espaço da vida espiritual em que flutuamos fosse a própria bíblia. Aqui não há espaço para a vida rasa. Não existe uma verdade cristã na superfície de versículos bíblicos isolados, para compreendermos a vontade de Deus na sua totalidade e para tocarmos na realidade da Palavra de Deus e compreendermos a Vontade de Deus, precisamos  mergulhar, entrar para dentro das Escrituras.  Isso não sustenta  a idéia de um cristianismo superficial. A vida cristã verdadeira deve ser profunda em todos os sentidos. Só assim entenderemos as coisas profundas do evangelho e a perfeita vontade de Deus. As exigências básicas para essa vida profunda pode ser observada em Romanos 12:1 e 2 “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E, não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Ninguém pode apresentar o corpo em sacrifício vivo a Deus sem experimentar o tratamento severo da vida crucificada. Essa é a realidade pelo qual não podemos fugir jamais.
 Nossa vontade é o maior empecilho para cumprir a vontade de Deus, porque ela precisa estar sujeita a morte, para que a vontade divina prevaleça dentro de nós. Não há como reconciliar duas vontades, porque o ego quer ser o senhor da nossa vida, e não podemos servir a dois senhores (Mateus 6:24). Não existe algo como “servir a Deus do meu jeito” isso está longe do exemplo de Cristo que se submeteu completamente a vontade do Pai. Servir a Deus de acordo com opiniões próprias é opor-se a Deus é rebelar-se a sua vontade e isso é essencialmente satânico. O diabo foi o primeiro ego independente do universo, e desde então cada homem fora da vontade de Deus segue fielmente essa trilha de perdição. Satanás cega o entendimento, o homem pode até enxergar as coisas erradas, não as coisas certas. Ora, ele cega é o entendimento. Tudo gira em torno do objetivo de não transparecer a glória do evangelho, por isso ele cega o entendimento para a verdade. Pois sem um padrão (A palavra de Deus) o homem perde o discernimento, e não percebe que seu estado de rebelião o está conduzindo para a ruína eterna. Nós não somos chamados para viver Cristo centralizando a nós mesmos, nós temos que submeter a nossa vida a Cristo. Ele deve ser o centro a partir da cruz. E como o caminho da cruz é o caminho do sacrifício, ninguém pode servir a Deus de verdade e fazer a vontade dp Senhor, sem sacrifício. O fato de negarmos a nós mesmos é um ato de continua luta contra a nossa vontade. Porque se ela tiver vestígios de força, vai lutar sempre contra o propósito de Deus para a nossa vida. Assim a vontade dita às normas: “não vá o culto” ou “não ore” ou “não jejue”. O ego ditador reclama sua autoridade dentro do coração. Se você resiste e diz “vou ao culto” ou “vou orar” ele protesta: “Você está cansado”.  Se você cede ao seu eu, a vontade de Deus não é feita, você torna-se contra a vontade de Deus. “não deixando a vossa congregação, como é costume de alguns...”(Hebreus 10:25) Aqui  o autor aos hebreus estava falando de judeus que estavam deixando de ir as reuniões cristãs por causa das dificuldades. Então o eu predominou e duas vontades entraram em conflito. Não é fácil manter um processo de progresso espiritual e permanecer firme em servir a Cristo com fidelidade. “Porque necessitais de paciência para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”(Hebreus 10:36) Todas as vezes que deixamos de orar, se reunir e ler a bíblia, duas coisas acontecem, entremos no processo de mornidão, pois não pode haver fervor em quem não ora, se reúne para adorar e receber alimento espiritual através de uma boa pregação e sem viver em comunhão com o corpo de Cristo, que são os redimidos. E satanás promove sentimentos de bem estar, para produzir uma falsa segurança de que tudo vai bem. (Por exemplo: quase sempre, pessoas que estão espiritualmente falidas, não reconhecem que estão perdidas ou desviadas) O diabo fortalece o ego que a bíblia manda mortificar, e se ele consegue fazer isso, a vontade egoísta terá enorme poder sobre o enganado, então a vontade humana prevalece e a vontade de Deus é ignorada. Então cumpre-se a palavra que diz “Aquele que diz: eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”(I João 2:4). Olhe como esse versículo é preciso sobre esse assunto. Não adianta de nada dizer que conhece a Deus, o simples professar é muito raso, até os demônios fazem isso (Tiago 2:29) é preciso guardar os mandamentos, pois é através deles que a vontade de Deus está revelada aos homens.
O ego não mortificado torna-se, quando nutrido pela nossa teimosia de independência ,no mais abominável de todos os ídolos a alojar-se clandestinamente dentro do nosso coração.
A vida triunfante segue a crucificação do ego, não haverá progresso espiritual, se a vontade de Deus não for o alvo da nossa existência. Não há espaço para uma vida cristã superficial para o verdadeiro cristão. Aquilo que não passa pelo caminho do sacrifício por amor ao evangelho é  palha que sustenta  o fogo da falsa religião. Quem não faz a vontade de Deus, mas deixa a sua vontade tomar as decisões sobre coisas espirituais, continua sendo um ímpio sustentando um faz de conta de vida piedosa. É uma falsificação, tentar servir a Deus, fazendo a própria vontade nada mais é do que pirataria espiritual. Que a vontade de Deus possa prevalecer em nossas vidas, como está escrito acerca de Cristo que é a causa da eterna salvação a todos os que obedecem a Ele (Hebreus 5:9) o que predomina na sua vida, a sua vontade ou a vontade de Deus?

Clavio Juvenal Jacinto


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Os Sinais Evidentes do Fim

Somos espectadores de um mundo que constrói a estrada para a própria ruína. Como nos dias de Noé, a civilização abraçou o materialismo e ama o presente século, assim a nossa geração atual, com todas as suas estruturas religiosas e materialistas, cavam o abismo da própria perdição. Virá o tempo e isso será em breve, nossa civilização sucumbirá na destruição provocada pelo egoismo desenfreado do homem sem piedade.

Clavio Juvenal Jacinto

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Orgulho e Egoismo

O orgulho é uma grave enfermidade que se aloja em um coração que já estava adoecido pela enfermidade do egoismo

CJJ

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A GRANDE BATALHA


Nosso coração sempre será um campo de batalha, onde nosso eu, fugindo desesperado da vida crucificada, busca subir no palco do nosso orgulho, para tomar posse do nosso coração. É verdadeira essa batalha, crucial a vitória da humildade pela cruz. Não temos outra escolha, ou vamos viver a vida de Cristo sem o nosso eu no comando, ou nosso eu estará levando nossa alma religiosa para a completa ruína eterna

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sobre relacionamentos e Egoismo


Se as raizes do afeto 
Não são profundas
O amor não resiste aos conflitos
Como elas se tornam
Rasas e superficiais?
Quando os interesses do egoísmo
Fertilizam o relacionamento

Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A VIa de um Homem Crucificado


Em Galatas 2;20, Paulo faz uma declaração radical: Estou crucificado com Cristo, e em seguida ele ainda diz "Não vivo eu mas Cristo vive em mim". Paulo estava falando de uma experiencia pratica, algo que ele estava vivendo. Seu ego estava mortificado, sua natureza carnal estava desativada. Ele era um nulo do ponto de vista humano, um morto na esfera das coisas caídas. A cruz nos leva a isso.

Muitos cristãos dão uma enfase sobre a obra da expiação, colocando a obra de Cristo no passado, mas a cruz de Cristo e a morte de Cristo, tem efeitos práticos na nossa vida agora. A Cruz de Cristo revela uma obra profunda, pois não lida somente com os nossos pecados, mas também trata com a nossa natureza pecaminosa.

Não somente os pecados de Paulo estavam perdoados. A Crucificação com Cristo  abria um caminho para a crucificação da natureza carnal de Paulo. Ele experimentava isso. a morte do seu centro carnal: seu eu. Estar crucificado com cristo, é não viver mais o eu. Não há mais um centro egoísta dentro do nosso coração. O egoismo é esterco que fertiliza o orgulho. Uma vez morta a natureza carnal egoísta, morre nosso orgulho e a semente de outros pecados.

Na vida pratica, isso significa que um homem crucificado com Cristo não está preocupado em ser o ultimo, ser desprezado e  esquecido.Ele não se desespera porque os holofotes da fama não iluminam sua caminhada de fé. Ele não se entristece porque o sucesso e a fama lhe perseguem. Ele é um homem só. todo o crucificado segue o caminho da cruz, o caminho estreito, o caminho do negar-se a si mesmo, e viver a vontade de DEUS.

Diante desse fato, podemos concluir que quando alguém desvaloriza um homem crucificado, ele não desvaloriza na verdade nada, porque um homem crucificado já se considera nulo, um nada na esfera carnal. Quando tal homem é desprezado, isso não lhe atinge porque ele mesmo já desprezou a sua natureza carnal. O centro da vida de um homem crucificado é o Cristo Ressurreto. Ele vive na esfera das coisas espirituais, e estando na videira, Cristo doa um fluir espiritual da seiva da vida eterna. Quando um homem crucificado tem a Cristo como a própria vida, ele já tem tudo o que precisa para ser uma pessoa completa e feliz.

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Destino da Alma Inflável


Um homem enche sua alma
De bens terrenos e luxuria
Sopra o vapor da avareza
Entulha o coração de vaidades

Sopra sonhos e ilusões
Sobrecarrega-se dos cuidados dessa vida
Com ternura fria, ama o engano
Embrulha o tempo com coisas vãs

Um homem enche o ego de orgulho
Gasta o tempo em vãs sutilezas
Constrói um império de fantasias
Alegra-se com coisas supérfluas

Sopra o vento das coisas vãs
Brisa que anestesia a sensibilidade
Alma cheia de escuridão
Mas não percebe e não sabe

Um homem que transborda
De coisas frágeis e temporais
Alma inflada de efemeridades
Que vagueia sem destino

O vento sopra e a leva pra longe
Como uma entidade que voa em vão
Entre a vida e morte, vai a alma
Cheia de nada, pra perdição

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sobre Egocentrismo





A maior prova da incompetência  espiritual de um homem, está na sua visão egoísta de querer fazer com que o universo venha girar em torno de si mesmo

Clavio J. Jacinto

sábado, 6 de agosto de 2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Do outro lado da Cruz

Se o nosso ego não for crucificado diariamente, não haverá possibilidade de termos um relacionamento com o Cristo ressuscitado, porque o poder da vida espiritual, sempre está do outro lado da cruz. Clavio J. Jacinto


sábado, 4 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ e o EGO

"Que o Senhor possa nos livrar desse costume tão comum em nossos dias que é o de agirmos por interesse, atitude essa à qual não falta religiosidade, mas que é inimiga da cruz de Cristo. O que é necessário para permanecermos firmes contra essa terrível forma de mal não são opiniões peculiares, princípios especiais ou uma fria exatidão intelectual. Precisamos de uma profunda devoção à Pessoa do Filho de Deus; uma completa consagração de coração, corpo, alma e espírito, ao Seu serviço; um desejo sincero por Sua gloriosa vinda. Possamos, portanto, eu e você, nos unir em um só clamor que saia do fundo de nosso coração, a dizer: "Não tornarás a vivificar-nos, para que o Teu povo se alegre em Ti?" (Sl 85:6)."
C.H.Mackintosh.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Hedonismo Cristão?

HEDONISMO CRISTÃO?

Hedonismo é uma doutrina filosófica, ou a crença de que o prazer é tudo o que o homem deve experimentar nessa vida, ou seja, o objetivo, o fim da vida é o prazer e nada mais.  Num sentido espiritual é o culto ao prazer, é ter a felicidade e a satisfação egoísta como a experiência mais necessária do coração. Todas as vezes que encontramos uma pessoa que busca a satisfação da existência própria nas riquezas, nos prazeres, nos vícios, nas posses materiais, essa é uma pessoa hedonista. Com certeza,   a sociedade ocidental é uma sociedade hedonista. O mundo moderno tornou-se escrava do consumismo desenfreado. O sistema midiático conseguiu enganar a maioria de que o desnecessário é essencial para a nossa existência! Pior que isso, nos colocou em um emaranhado de cordas, que roupam nosso tempo, e amarram completamente a vida, em coisas superficiais e passageiras. O Hedonismo é predominantemente humanista, ele pode ser refletido nas  atitudes mais bizarras, de um homem que cuida mais do carro do que de seus filhos, ou que trata de um animal com mais respeito do que com uma pessoa. O hedonismo desequilibra o sentido verdadeiro das coisas, e faz com que os bens e as coisas sejam uma espécie de divindade que satisfazem as almas carentes de alegria e sentido de vida.

O hedonismo é perigoso, se infiltrou na igreja de forma sorrateira, através da musica antropocêntrica, que exalta o homem e faz do Senhor  , uma espécie de “ator secundário” que existe apenas para satisfazer as nossas necessidades físicas e emocionais. Grande parte dos cristãos evangélicos modernos creem em um deus falso, um deus utilitarista. A motivação da crença desses é obvia,  negociam uma cura, uma benção, felicidade, posses, riquezas. O  evangélico moderno, não quer uma fé para correr riscos, quer uma fé que os proteja de todos os males, inclusive do martírio pela causa de Cristo. Buscam um cristianismo que os faça feliz a maneira do coração egoísta. Não é de admirar que muitos ambientes de cultos, tenham virado danceterias. Os promotores do hedonismo cristão promovem uma espiritualidade doente e apostata: venha ser feliz sem precisar ser santo!  “Venha ser feliz” ou “Não sofras mais” são jargões puramente hedonistas.  Um Deus que abençoa o homem e não exige nada é um deus estranho as escrituras, assim como um cristianismo hedonista está completamente ausente das paginas do novo testamento, ou se há pelo menos algo parecido com hedonismo, podemos aplicar apenas o exemplo da igreja apostata de Laodicéia.
O Cristianismo hedonista enfatiza o carnal ao invés do espiritual.  Toda religião hedonista acaba por centralizar o homem e levantar um palco para celebrar a felicidade materialista. Não é admirável que o conceito do pecado tem sido erradicado quase completamente da igreja moderna.  A maioria dos que estão preenchendo o rol de membros das denominações, não vieram porque se arrependeram de seus pecados, vieram porque querem algo. Esse é o mercantilismo sutil no coração do homem caído, uma religião de negócios, uma troca de favores, o pecador vai pra igreja, dá o dizimo, e por consequência Deus é obrigado a abençoa-lo e livra-lo de todos os males da vida. Conheço muita gente que desviou-se, porque foram atraídos e engodados por falsos profetas que lhe garantiram cura, prosperidade e isenção de qualquer tipo de problemas ou provações se “aceitasse Jesus como salvador”.

Quando Jesus afirmou “Recebereis poder para serdes minhas testemunhas” (Atos 1:8) a palavra traduzida por testemunha, no grego é μάρτυρες  “Martyres”. Creio que o leito por si mesmo já entendeu o significado das palavras de Cristo em Atos 1:8.
Jesus afirma aos verdadeiros cristãos que no mundo teriam aflições (João 16:33) advertiu que os cuidados da vida e os prazeres da vida sufocam a palavra (Lucas 8:14).  Não quero fazer apologia sobre a dor e o sofrimento, ou ser um “estraga prazeres”. Apenas advertir que o hedonismo é falso, humanista e diabolico, e que o verdadeiro cristianismo não é hedonista. O motivo da nossa existência é ter Cristo como a nossa felicidade, não é uma alegria que depende de posses de coisas matérias ou prazeres sensuais, porque tudo isso é enganoso e passa. A felicidade que depende de coisas passageiras é uma ilusão. O hedonismo é uma filosofia ilusória. Quando Jesus afirmou ser o Caminho a Verdade e a Vida, (Joao 14:6), Entendemos pela sua preciosa expressão, que Ele é o caminho da verdadeira alegria, possui a verdadeira felicidade e dá o verdadeiro sentido para a vida. Não as coisas passageiras, não os prazeres do mundo e da carne, mas Ele mesmo como pessoa. Isso não é algo abstrato, mas concreto. Em outra parte o Senhor Jesus fala sobre dar vida e vida com abundancia (João 10;10). A alegria cristã não depende de posses, pois tem sua origem nas coisas verdadeiras, ninguém consegue roubar a alegria de um coração piedoso, lembrem-se disso, as fogueiras não conseguiram, os açoites não conseguiram, a perseguição e o martirio não conseguiram. A felicidade do alto, resiste as tempestades da vida, é de duração eterna. Cristo, o Senhor nos dá, e podemos usufruir da verdadeira felicidade quando preenchemos as condições impostas pelas escrituras.
Fomos projetados para sermos adoradores, e esse deve ser o fim da nossa vida: glorificar a Deus. Ama-lo com todas as forças do nosso coração, Cristo ensinou que não podemos servir a dois senhores. Não funciona o cristianismo que focaliza o eu e coloca o Senhor em segundo plano, assim como é falso o deus utilitarista, um deus cultuado nesses últimos tempos dentro de igrejas cristãs, a projeção do perfil dessa divindade é que ela existe para servir o homem, se inclinar perante os decretos de super ministros e lideres ungidos, que possuem poder criativo em suas palavras, cujos decretos mágicos constroem a realidade dos hedonistas.
Que o Senhor nos conceda graça para entender as palavras de Salomão “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos, porque isso é o dever de todo o homem” (Eclesiastes 12:13) depois de experimentar tantas alegrias, Salomão declara que as coisas passageiras, nada mais são do vaidades. Uma conclusão certa de alguém que conhecia muito sobre os prazeres da vida.

Para um estudo sobre esse tema, sugiro a leitura cuidadosa desses textos bíblicos: II Pedro 2:13, Isaias 5;11, I Pedro 4;3, Lucas 8:13, II Timoteo 3;4, Galatas 5:19-21, Tito 3:3, Ezequiel 6;9, Tiago 4:1 a 3 e Tito 3;12

Clavio Juvenal Jacinto

(48) 9622-8870

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O EGO E A CRUZ

                             O ego e a cruz

“Tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 10:38)
“Estou crucificado com Cristo” (Galatas 2:20)


O homem é por natureza um ser completamente egoísta. A queda desequilibrou a consciência do homem,  o ego cresceu e tornou-se o centro do ser humano. Cada individuo enxerga a si mesmo como o centro do universo. São raros os que enxergam de outra forma. O ego é um ser insaciável, deformado e completamente rebelde, não é admirável, pois que Paulo tenha falado que nos últimos dias os homens seriam amantes de si mesmos.  O ego tem uma sede violenta pela gloria passageira, seu instinto rebelde, não aceita a obediência a um Deus Soberano e absoluto.  O coração egoísta quando deifica a si mesmo, processa construção de deuses que possam se submeter aos seus instintos caídos. Olhamos para o paganismo, e vimos como as divindades estavam ligadas a prostituição, sexo, sacrifício humano, pois através de Caim, reflete toda a personalidade do ser humano. Com seus instintos terríveis, que libertado em circunstancias apropriadas, transforma o homem em um monstro. Quando os alemães invadiram a Rússia, na segunda guerra mundial, milhões de civis russos foram assassinadas pela maquina nazista, opressora e infame. No final da guerra, quando os Russos conseguiram expulsar os alemães, na operação Bagration, e logo em seguida marcharam rumo a Berlim, na Alemanha, os Russos  tornaram-se brutais e infames, estuprando  mulheres e adolescentes, matando e cometendo coisas horrendas. Não existem homens bons e maus, todos são conhecedores do bem e do mal, mas sempre que o homem caído deixa o ego dominar, o monstro interior qualquer dia, sai do casulo, ou do abismo do coração do homem caído, e revela-se ao mundo, quando o ambiente torna-se propicio para liberar as infâmias outrora acorrentadas pelas leis civis. O ego tem essas tendências infames.  Os imperadores romanos, os ditadores, os lideres religiosos falsos, assim também como os falsos profetas, querem um mundo girando em torno deles.  Toda a mobilidade do universo precisa curvar-se diante do centro de coração do egoísta. A sede insaciável das riquezas, do poder, da luxuria, tudo isso existe porque o ego se alimenta das ganâncias e do pecado humano.

É extremamente importante o entendimento sobre a mortificação do nosso ego, porque o ego é a vida do homem carnal, assim, todas as vezes que as escrituras falam sobre o velho homem e suas concupiscências, está falando sobre o ego caído, intrínseco a  natureza carnal. Quando o homem nasce de novo pelo arrependimento de seus pecados, tudo se faz novo, mas a natureza carnal não é erradicada imediatamente do homem. Não sabemos porque Deus age assim ao efetuar a regeneração no homem. Certas  coisas na vida espiritual são misteriosas e complexas, quando Adão caiu, ele não morreu imediatamente, mas a morte começou a se processar na sua vida, na verdade a morte é mais abrangente do que imaginamos, ela afeta a vida moral, a vida espiritual, afeta a nossa personalidade e a nossa existência terrena, afeta tudo, e com a queda, o ego se deslocou dentro do nosso ser, ocupando um lugar que não é dele. O ego é o usurpador dentro de nós, e no cristão é um inimigo nato!  Em Galatas 5:17 paulo afirma que a carne cobiça contra o espírito e o espírito contra a carne. Há um conflito de desejos dentro de nós, uma luta acirrada de controle, quando o ego quer tomar posse da primazia de nosso ser. Eis porque a humanidade é tão desequilibrada, porque a fonte da maldade externa, que impera no mundo, se encontra dentro do coração do homem. É La nos recônditos do coração egoísta que se encontra a avareza, a vaidade, o orgulho, a inveja, e tantas coisas que caracterizam uma vida sem santidade e não regenerada. Agora veja bem. Que a natureza egosita e carnal, não é erradicada do homem regenerado, todavia ela precisa ser mortificada. Enquanto que o curso do ego no homem não regenerado é livre, e ocupa um lugar proeminente dentro do coração e mantém o controle da vida interior, no homem regenerado a natureza carnal junto com seu comandante, o ego, precisam ser crucificados. Essa é a função da cruz, pois que Cristo afirma que quem não tomar a sua cruz e negar-se a si mesmo, torna-se incapacitado para torna-se discípulo de Cristo. Aqui está algo de extrema importância que muitos mestres atuais omitem a pregar e ensinar. Porem é fundamental essa doutrina da cruz. Ela é a divisa da verdadeira espiritualidade e da falsa.

A carne tem um nível de intelectualidade, e não poderia ser diferente, pois o ego precisa de alimento para sobreviver dentro do coração do homem. A filosofia de vida do ego, tem suas complexidades e as suas glórias. Não é admirável que o mundo incrédulo tenha tantas personagens de alto teor de intelectualidade?  Paulo também fala sobre isso, sobre a carnal compreensão e sobre a sabedoria carnal (Colossenses 2:8 e I Corintios 1:12) Tiago também falas de uma sabedoria terrena, animal e diabólica. (Tiago 3:15) note que essas três características se mesclam em uma só, dentro de um individuo egocêntrico. Terrena, porque é materialista, animal porque predomina instintos como a razão, a força e a incredulidade, diabólica, porque há a influencia dos demônios, os espíritos das trevas influenciam a mentalidade e o ego dos homens caídos (Efesios 2:2). Só existe uma maneira de vencer essa terrível natureza dominada pelo ego, é a cruz de Cristo, que se torna a nossa cruz. Porque nela, opera a morte do eu caído, para que o home regenerado possa ter pleno vigor na vida cristã. Duas vezes, Paulo afirma sobre a experiência da crucificação do eu (Galatas 2:20 e 6;14) e sua experiência espiritual é que não era ele quem estava vivendo, ele afirmou “Cristo vive em mim.” Isso não significa a perda da personalidade, mas perda dos instintos do homem  caído e falido, para que o homem transformado pudesse ter liberdade de agir nesse mundo.

Nossa civilização é uma civilização que cultua ao ego, é uma civilização egocêntrica. O culto ao ego é o ápice do humanismo. A crença basilar do homem mundano é que só existe felicidade através da satisfação das paixões do ego. Nem mesmo o cristianismo moderno livrou-se dessa tendência maligna. A meta do egocêntrico é ter coisas passageiras e satisfazer seus desejos egoístas. A ditadura do ego é cruel, o homem precisa ter sucesso, ser rico, famoso, ter a glória e os aplausos dos homens, conquistar poder, subir os degraus da fama, ser destaque na mídia, possuir coisas desnecessárias, que de outra forma, não trarão felicidades. Esse é o mundo que vivemos. Queremos ser estrelas, o homem quer um lugar de destaque, quer o aplauso, gosta da multidão, quer o elogio, tudo no coração egocêntrico gira para colocar em orbita do seu eu, todas as coisas existentes em sua volta. Não é a toa que vivemos em um mundo louco, correndo atrás do consumismo desenfreado, porque a mídia mentirosa, lança uma enxurrada de coisas  superficiais que torna-se essenciais ao egocêntrico. A historia do mundo é a historia da força dos egocêntricos, é um Napoleão querendo conquistar o mundo, e por trás de seus rastros seguiram outros, é os atores de cinema alcançando o auge ou atrizes de novelas alcançando o hall da fama e os espectadores devorando as mensagens subliminares que são despejadas através dessas comedias. Há uma titânica tirania nas propagandas que tentam convencer o mundo, que o ego precisa estar satisfeito com o que o mundo tem pra dar. Mas o ego é insaciável. Não há satisfação, o ego não tem fundo. Por incrível que pareça, na cristandade há essa tendência maligna para a superioridade pessoal, o culto ao ego, todos querem a predominância, querem ser o centro. Os cantores e pregadores precisam ser estrelas de palco, há um degrau ascensional na hierarquia evangélica que ultrapassa os limites,  de diáconos a semi-deuses, os lideres não se contentam com a simplicidade e a humildade, daí a pompa de títulos como “reverendos” e “apóstolos” e “profetas dos últimos tempos  desempenhando o papel de um Elias” os lideres modernos querem vivenciar essas coisas.A. W.  Tozer assim escreveu certa vez: “O homem a quem o sucesso exalta e o fracasso abate, ainda é carnal”
Tudo o que descrevi acima, com relação ao mundo e aos homens caídos, entra em confronto com o estilo de vida de Cristo. Um estudo sistemático dos ensinos de Cristo nos colocará em confronto direto com esses valores egocêntricos do mundo. Porém, muitos não querem confrontar os valores do ego, querem moldar a vida de acordo com o egocentrismo. Daí a profecia ter completo e cabal cumprimento em nossos dias  “Sabe, porém, que nos últimos dias haverá tempos difíceis, pois os homens amarão a si mesmos...”(II Timoteo 3:1 e 2)
Cada cristão regenerado é chamado a viver a vida de acordo com a vontade de Deus, somos predestinados a ter um imagem conforme a imagem de Cristo(Romanos 8:29) a seguir o exemplo e seus passos (I Pedro 2:21) portanto tomar a cruz, é seguir os passos de Cristo, deixar morrer a nossa vontade lá, e permitir que o novo homem feito em justiça e santidade, saia da cruz, como a ressurreição fez com que Cristo voltasse a glória do Pai.
A cruz é uma atitude e uma escolha, a escolha de viver para Cristo e morrer para nos mesmos, é viver uma vida de abnegação. Cristo torna-se o centro, a vida gira em torno da experiência da transformação que Cristo concede através da sua obra redentora. É dentro dessa dimensão que os efeitos do sangue imaculado do cordeiro, estarão disponíveis para nós. Sem a morte do eu, não pode haver uma vida de plenitude espiritual. Somente quando o ego morre, através da negação do nosso eu, poderemos vivenciar a vida abundante. Jessie Penn-Lewis certa vez escreveu: “Que a velha vida egoísta, interesseira, possessiva seja abandonada, enquanto nos revestimos do novo homem que está sendo renovado segundo a imagem Daquele que nos criou, onde não há distinções terrenas, divisões, separações, mas Cristo é tudo em todos”.
O caminho da cruz, é o caminho do negar a minha vontade, é o inclinar-se para as coisas do espírito, e não para as coisas da carne (Romanos 8:5). Isso tem um custo. Eu não quero a fama, não quero os aplausos, não quero o sucesso, não quero ser superior a ninguém. Não quero ser megaestrela, um caminho em que se direciona a cruz, é um caminho em que sofremos por Cristo e padecemos por causa dEle. É o caminho da afronta, da vergonha, porque não dispomos a moldar o nosso estilo de vida com o mundo (Romanos 12:1 e 2) é a dor do testemunho, o testemunho verdadeiro causa sofrimento, é o testemunho santo que pavimenta o caminho do martírio, não amar a minha vida, mas amar a vida de Cristo e o Cristo que concede a vida eterna, se por Ele, eu perder a minha que passa. “Quem achar a sua vida, perdê-la-a, e quem perder a sua vida por causa de mim, acha-la-á” (Mateus 10:39) mais a frente, Mateus registra novamente as palavras de Cristo porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” (Mateus 16:25) aqui está uma questão de escolha. A cruz de Cristo, é a cruz onde nosso eu morre, é o caminho da escolha a servir a Cristo, sofrer por ele, ser sua testemunha fiel.  Ao morrer na cruz, nossos desejos egoístas, as coisas passageiras terão valor secundário. A realidade nunca se encontra nesse jazigo chamado mundo, entesourado para o fogo do juízo, nossa esperança estará nas moradas do Pai. O mundo vindouro virá ao nosso coração, e será real na nossa experiência cristã.
Isso não é muito atrativo! A vida cristã autentica, não é subir ao palco para receber aplausos, é desce aos pés da cruz para receber perdão e mortificar a carne. O verdadeiro cristão não é artista é mártir. Talvez não o mártir que morre pela causa do evangelho, mas é o mártir que se mortifica pela causa de Cristo. (Colossenses 3:5)
O ego não possui mente espiritual, está completamente arraigada nas coisas que passam, mas quando a vida revestida de Cristo flui do homem regenerado, ele passa ater a mente de Cristo, ter a mente de Cristo é ter a vontade de Cristo e o caráter dEle. É em Cristo que encontramos a satisfação plena. A vida santa nos proporciona verdadeira felicidade. O Egocêntrico nunca é feliz, só o homem santo pode experimentar verdadeira felicidade, porque ele está escondido em Cristo, e Cristo em Deus Pai, torna-se um só espírito com o Senhor, e vive na experiência de um transbordar interior, pela presença do Espírito Santo
Que o Senhor nos conceda graça de tomar a nossa cruz, negar a nós mesmos e proclamar de forma radical “Não sou eu quem vive, Cristo vive em Mim” (Galatas 2:20)

Soli Deo Glória

Clavio Juvenal Jacinto
Igreja Evangelica Caminho da Paz
Paulo Lopes SC
48-96228870





sexta-feira, 29 de maio de 2015

Não Roube a Glória que Pertence a DEUS


NÃO ROUBE A GLÓRIA QUE PERTENCE A DEUS



O homem é chamado por vocação
Prega , canta, ungido, que emoção
Desce um degrau, a humildade
No caminho seguro da simplicidade
Mas deixa os aplausos cegarem
O coração endurece
A vaidade então cresce
Sobre o degrau da soberba
Querendo ser estrela bem vista
Agora quer ser um artista
Cobra Cachê e  faz show na igreja
Quer ser o centro de toda atenção
Sobe mais um degrau, maligna ascensão
Pra alimentar o ego famigerado
Quer fama e mais sucesso
Mais um degrau sobe, maldito progresso
Para as torpes alturas da vida orgulhosa
Quer roubar de Deus toda a glória
Quer subir mais e mais,  na ilusão
De pensar que é o resultado de sua vocação
Quando menos percebe que é mercenário
Na sua altivez, só quer fama e riqueza
E nessa tão pérfida frieza
Um dia enxerga que muito alto está
Sem alicerces para se sustentar
A queda será fatal
E em ruínas, no pranto devorador
Chorará a sua própria dor
A glória roubada será devolvida
A riqueza conquistada será inútil
O homem agora em silencio aterrador
Prestará as contas ao seu SENHOR
E nesse confronto inesperado
O artista famoso e orgulhoso
Será despido e desgostoso
Presta as contas de seus talentos
Esta em falta, foi  iludido

Agora enxerga, está perdido...

Clavio Juvenal Jacinto

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Que Fazer, Quando Tudo dá opɐɹɹǝ?


Entendo o proposito da dor e do sofrimento na vida cristã


Quem não enfrenta problemas? Qual cristão que não passa por situações difíceis?  Paulo, o apostolo, em II Corintios 12, depois de receber uma revelação espiritual muito profundo, passou por um momento cruciante, digamos, difícil. Um “mensageiro de Satanás” afrontava o apostolo, um espinho na carne, assolava ele, Paulo orou, pelo menos três vezes pedindo,a cura ou o livramento (não sabemos ao certo, do que se tratava, mas com certeza causava um terrível sofrimento). “Tres vezes orei...” a resposta: “A minha graça te basta...”(II Corintios 12:8 e 9).

Existem situações na nossa vida que as coisas tornam-se difíceis, enfrentamos muitos momentos enigmáticos, em que as coisas não podem ser compreendidas de forma clara e contundente, é algo simplesmente difícil, porque envolve a nossa fé em um DEUS bom e santo. Ainda a pouco tempo, uma irmã em Cristo, expressou sua dor, por causa de sua mão, também cristã, que embora tenha passado toda uma vida com um nível de piedade bem elevado, onde serviu a Cristo com zelo, e agora sofre com diversas enfermidades que produzem dores e situações incomodas. Como isso pode acontecer? Eis um grande enigma, um mistério, que tenta testar a nossa fé, até as raízes mais intimas de nossas emoções, nossa razão e a nossa confiança. Quem passa por esse tipo de experiência, faz as perguntas, e quem as ouve, não tem uma resposta, que leve por palavras, um alivio imediato aos que sofrem, e enfrentam situações, cuja adversidade é intensa.

O que parece, é que nossa fé está errada, nossa esperança, nossa confiança, tudo parece desmoronar, quando as coisas estão difíceis. É o que sentimos isso ocorre tanto com quem sofre, como com quem participa do sofrimento alheio, principalmente quando se trata de um ente querido.
O sofrimento é um elemento disciplinar, mas nem sempre, podemos entender por essa ótica.  Na perspectiva humana, nem sempre alguém que sofre, merece estar sofrendo. Esse princípio também se aplica a conseqüência do pecado. Pessoas remidas, que vivem uma vida de piedade, as vezes sofrem mais que pecadores impenitentes. Como podemos entender o sofrimento, em situações que parecem tão contraditórias? É difícil de responder!


“No mundo tereis aflições” essa é a resposta de Cristo, ela não é minha resposta, mas é a resposta do Salvador (João 16:33). Apesar do sofrimento, nossa esperança não morre jamais. A presente condição da nossa existência, nos remete para situações difíceis, porém isso jamais deve ser motivo de desanimo, muito pelo contrario, pelo fato de Cristo e as escrituras falarem muito sobre a dor e o sofrimento nesse estagio de nossa existência, devemos nos apegar a DEUS, mesmo que o sofrimento seja intenso. O que acontece é que na economia de Deus as coisas são progressivas, e sabemos que, a igreja cristã, vem percorrendo a vereda dos séculos em intenso sofrimento, como que trazendo as marcas de Cristo. A transformação completa do cristão, se dará por ocasião de sua vinda. Paulo fala sobre a questão do corpo corruptível em I Corintios 15. Nesse texto ele fala muito sobre o assunto. No estagio em que vivemos, nosso corpo é mortal, corruptível, envelhece, adoece e morre. Todo o universo criado está em processo de desgaste, a entropia é uma realidade.  Todo o universo se desgasta, o tempo faz com que o novo fique velho, a vela que se acende, se desgasta, se apaga. O carro novo, a maquina nova, tudo se desgasta e envelhece, quebra-se em muitos casos torna-se inútil. É o estado das coisas presentes, esse é o estagio do desgaste. Para o cristão, não existe um sofrimento pessoal. Todo o sofrimento precisa ser coletivo, porque somos um corpo, e cada cristão um membro desse corpo. Entendendo isso, é fácil concluir que não existe na igreja, a minha dor ou a sua dor. Existe A NOSSA DOR, seja ela minha ou sua. Nesse caso, o sofrimento nos remete para a experiência do cuidado mutuo da assistência mutua, da cooperação mutua. É verdade que não vivemos na pratica isso, não estamos aprendendo a lição, a escola do sofrimento, precisa unir os cristãos, eu repito, na comunidade dos redimidos, não existe uma dor pessoal, não existe um sofrimento pessoal, nossa dor é coletiva, somos membros de um só corpo, então a dor de cada membro também é a nossa dor, e a nossa dor é a dor de cada membro. Dentro dessa visão espiritual, a dor é um chamado a comunhão, a chorar com os que choram, a levar as cargas uns dos outros. Nesse espaço de compartilhar a dor alheia, está o testemunho triunfante de que o amor supera a dor, de que a piedade supera o sofrimento, e de que o evangelho é verdadeiro. Não há espaço para o egoísmo na vida cristã, nem para a insensibilidade. Talvez aqui esteja uma resposta de DEUS permitir que uns sofram mais, pois assim outros podem amar mais, podem servir mais, podem ter uma comunhão mais intima, mergulhar no sofrimento de um irmão é mergulhar o nosso coração no coração de Cristo. “Estive enfermo, e fosse me ver...” eis a alma do evangelho.  Creio que o alivio do sofrimento está no amor que cresce na verdadeira piedade. Não estamos aprendendo a lição, a escola do sofrimento é a escola da unidade, da participação coletiva de cada cristão inserido no corpo pelo novo nascimento. Quando começarmos a entender o que estou tentando transmitir, talvez a vida de cada crente que sofre, seja mais amenizada, a experiência espiritual seja mais profunda, o corpo de Cristo seja mais unido, e o testemunho será poderoso. O que você está fazendo? Está visitando os enfermos, conhece os sofredores inseridos em sua comunidade cristã? Tem sido um assíduo assistente aos desesperados, ou a sua vida está sendo gasta em coisas triviais e sem valor, enquanto seu irmão sofre o desespero de uma doença terminal ou coisa parecida? Nossa geração é uma geração egoísta, e o egoísmo gera a insensibilidade, a insensibilidade nos afasta dos princípios evangélicos. A dor e o sofrimento, nesse atual estagio da nossa vida não é para ser compreendido, sem antes não ser um vinculo de aperfeiçoamento do nosso caráter e da nossa espiritualidade, pois quando isso acontece, a dor não torna-se uma água que apaga a fé, mas um combustível que aumenta a nossa esperança

Pr Clavio J. Jacinto
Igreja Evangelica Caminho Da Paz
claviojj@gmail.com

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O MOVIMENTO DO POTENCIAL HUMANO



"O homem que traça um caminho independente de Deus, acreditando em suas capacidades, não sobe um cume de realizações, mas cava um abismo para a sua própria destruição"




O MPH, é um termo que abrange uam boa quantidade de filosofias, doutrinas e grupos que defendem a existência de potencias adormecidas no homem, ou acreditam nas capacidades humanos do tratamento de diversos problemas sociais, pessoais psicológicos e espirituais. O movimento ganhou muita força a partir de 1970 com o surgimento do espiritualismo da nova era. A ênfase do MPH é a exploração dos recursos potenciais do homem, da iluminação espiritual e outras idéias que amparam as necessidades do homem moderno. O MPH talvez tenha surgido como filosofia, definitivamente após os conceitos e idéias defendidos por Gurdjeff a partir da década de 1960.
O MPH propõe uma espécie de humanismo místico, já que dá ênfase a disciplinas e praticas esotéricas já comuns no budismo e outras correntes místicas religiosas orientais. O movimento cresceu e se desenvolver com muita força nos EUA e de lá passou para os outros paises. O MPH propõe resolver problemas psicológicos, físicos e espirituais do homem mediata praticas como massagens, danças, mantras, iogas, artes marciais, disciplinas espirituais místicas e terapias alternativas. O centro da atenção do MPH é o próprio homem. Sua auto-suficiencia e a exploração dos recursos do próprio homem para realizar seus anseios mais profundos. Há vários grupos que surgiram a partir da filosofia eclética do MPH, a mais conhecida talvez seja a Esalem, na Califórnia EUA, grupo pioneiro na linha do MPH, por manterem praticas muito similares e defendidas por outro grupos da Nova Era, ganharam força, porque o próprio Movimento Nova Era se encaixava junto aos conceitos defendidos pelo MPH. A auto-realização, a iluminação, a auto-satisfação e coisas similares tem sido o alvo do MPH, e para isso desenvolveram inovações psico-terapicas, como bio-feedback e terapia gestalt. Desenvolveram uma psicanálise mais mística e adotaram terminologias e conceitos esotéricos. Como podemos notar o MPH, é essencialmente humanista, o homem pode ser induzido a auto-realização, e suas potencias adormecidas podem ser despertadas para uso próprio, ajudando na sua auto-realização. Não existe espaço para a s doutrinas cristãs no MPH, como o próprio nome sugere, tudo está centralizada nas potencias e recursos do próprio homem, o home seria o dono de seu próprio destino e seus êxitos seriam o resultado do exrecicio de suas próprias capacidades. O despertar dessas capacidades seriam viáveis mediante exercícios, terapias e praticas esotéricas tal qual vimos acima.
Desde que adão caiu, vimos um homem pecador, escravo do pecado, a queda teve implicações espirituais e físicas, suas conseqüências vão alem da nossa percepção comum, o evangelho descreve a obra de Cristo como uma obra de restauração do homem caído, através da regeneração. Todos pecaram, nos afirmam as escrituras(Romanos 3:23)
A experiência espiritual de Paulo, é que a comunhão com o SENHOR, e a vida de fé, na pratica nos leva para a vitória: “"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Filipenses 4 : 13)

"O homem não consegue nem dominar seus instintos, e ilude-se ser capaz de dominar as estrelas"



O centro da força de Paulo, era o SENHOR, E O PROPRIO Cristo mesmo afirmou: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15 : 5). Aqui nesses trechos das escrituras, não há espaço para o MPH. A nossa força, nosso êxito, nosso sucesso, nossas realizações, estão nas mãos do SENHOR, a bíblia ensina que somos dependentes de DEUS. O MPH ensina que nós somos o centro, podemos alcançar êxito usando nossas forças, capacidades e aptidões.
O cristão é ensinado a olhar e confiar em DEUS: 

"E assim com confiança ousemos dizer: O SENHOR é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem." (Hebreus 13 : 6)

Ao invés de procuramos ajudas em técnicas de potencialidades adormecidas e que são despertadas por técnicas esotéricas e ocultistas como ioga, mantras e meditações místicas, somos chamado a ir perante o trono da graça para receber socorro: 

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." (Hebreus 4 : 16).

Quando viramos as costas para a luz da realidade, acreditamos que somos do tamanho da sombra que projetamos.


 Ao invés de acreditar em suas próprias potencialidades e a trilhar o caminho lamacento da auto-suficiência, o cristão acredita na total dependência do SENHOR. Somos chamados a viver uma vida de dependência, de vigilância, de obediência, santificação e oração, é isso que marca a vida de um verdadeiro cristão.

" É um erro acreditar nas nossas potencialidades, como se fossemos deuses, somos meros mortais, e a história é uma prova irrefutavel, de que a inteligencia do homem, tem sido uma das principais causas de sua propria ruina"

Clavio Juvenal Jacinto
Igreja Evangelica Caminho da Paz
Paulo Lopes SC

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