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sábado, 17 de novembro de 2018

AS MÃOS DE PILATOS

AS MÃOS DE PILATOS.

É conhecido o drama do julgamento de Cristo, encontrando seu ápice na atitude de Pilatos, em pedir água e lavar as mãos, é provável que Pilatos esteja relembrando Deuteronômio 21:1 a 9, e o contexto reforça essa tese, ora lemos que ele tomou água e lavou as mãos diante da multidão (Mateus 27:25) Mas outro evangelista acrescenta: "Mas Pilatos querendo satisfazer a multidão..."(Marcos 15:15) e aqui encontramos a base motivacional de Pilatos: satisfazer uma multidão. Essa é a conveniência em ação. "Vou fazer as coisas de modo a ter vantagens sobre la" "não posso perder o status quo das circunstancias" as atitudes de Pilatos reverberam a sua natureza orgulhosa, e assim tem sido desde então. Há muitos Pilatos hoje em dia, com capa de cristão. Estão diante de Cristo, mas as escolhas não são favoráveis ao evangelho e muito menos á Cristo. A enfase sempre será interesses pessoais, a promoção ao nome próprio e a satisfação egoísta sempre predomina. Ao fazer toda a encenação de lavar as mãos, Pilatos quis dizer que não era responsável pela morte de Cristo, a driblagem ritualística é a performance da astucia encoberta pelo manto da sagacidade. Hoje o grande dilema é ficar diante de uma multidão e pregar o que Deus quer falar pelas Escrituras interpretadas corretamente ou discorrer sobre o que a multidão quer ouvir, usando para isso o artificio de tomar um texto fora do contexto para satisfazer ambos, o próprio pregador e a multidão. Há uma negociata diabólica ao custo da perda de todas as almas, a do pregador e a dos ouvintes. E tudo isso num requinte de encenação capaz de satisfazer temporariamente a consciência diante de um solene acontecimento. Assim Pilatos ensina como deve ser as coisas espirituais, e o tratamento que se deve dar aos justos. Lave as mãos e satisfaça o povo. Que bom! então o povo lhe aplaudirá, receberá a glória dos homens, e o conforto e as vantagens não serão interrompidos, Pilatos então lava as mãos.Muitos lavam as suas mãos diante da Cristo e não por meio do sangue da expiação de Cristo, Não querem os benefícios da Redenção, querem as vantagens pessoais. E como Pilatos, mesmo diante daquele que tinha correndo nas veias, o único liquido santo verdadeiramente capaz de limpar as mãos e a alma, todavia opta pela água ritual, esta era a opção alternativa para convalidar os interesses pessoais. Você quer ser ministro do evangelho pra que? quer ser pregador pra que? quer um pomposo titulo eclesiástico pra que? quer ocupar um cargo na escola dominical pra que? quer exercer uma liderança pra que? apenas porque quer satisfação pessoal? as vantagens, aplausos, elogios e a posição ministerial lhe dará status e alimentará os trapos vorazes do seu orgulho? haverá sempre um exemplo que se perpetua nesses seus assuntos : Pilatos. Moral da historia; a vida de qualquer homem que deseja servir a Cristo deve ter um caminho de duplo martírio, primeiro deve morrer para si mesmo e depois estar preparado para morrer por pregar a verdade.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O SAGRADO MINISTERIO DA DIMINUIÇÃO.



 Você já ouviu falar do profeta João Batista? Ele era um homem do deserto. Uma pedra no sapato nos maníacos por grandeza. Olhe a nossa volta, veja como as pessoas têm sede de serem grandes, querem um universo só  para elas. Olha o mundo religioso a nossa volta, quanta pompa e glamour, quantos títulos de nobreza eclesiástica. Aquele vírus satânico do orgulho é muito resistente ao antídoto da humildade de Cristo.  João era o profeta informal, não havia uma catedral para ele, nem púlpito, nem holofotes, nem aplausos ele era um homem em processo de diminuição, esse era o eco da sua vida espiritual: É necessário que ELE CRESÇA e que eu diminua”(João 3;30)  O profeta batista tinha um senso de humildade porque tinha uma visão correta de Cristo, pois declara que o que vem do alto é acima de todos (João 3;31) Sua performance ministerial é um punhal afiado que rasga o manto do sacerdotalismo religioso, sua pregação  desbravadora era acompanhada de um estilo de vida que o fazia sobreviver de forma tão rudimentar, que você não verá ele pedir sequer um centavo para ninguém, não era um ministério de lucros ou promoção pessoal. Creio que ele tinha um bom numero de simpatizantes e outro bom numero de  inimigos. Ele era uma mensagem de vida muito clara aos abastados e políticos: Não estou interessado por luxo, fama, dinheiro e status” por isso mesmo havia ódio nutrido e escondido no coração de muita gente, porque ao contrario dos profetas de Jezabel que comiam na mesma mesa com ela, das mais requintadas iguarias palacianas, a dieta de João era demasiadamente paupérrima para seu oficio, sua catedral era o deserto e seu holofote as estrelas. Típica dos desertos eram as serpentes, mas as víboras mais terríveis vieram em forma de gente pomposa, e religiosamente orgulhosa: os fariseus. João brada:” Raça de víboras”. Não havia curvas na retidão de João, você entende? Ele não precisava de uma carruagem, andava a pé, não precisava de plataforma, tinha o deserto, não se vestia  com glamour, eram peles de camelo, e não precisava manipular palavras para agradar gente grande, porque não dependia deles. O negocio de João era a diminuição. Se existe um homem no Novo Testamento que reconhece a plenitude da grandeza de Cristo aqui está: João Batista. Ele não estava envenenado com o senso de grandeza, Cristo e não ele, deveria ser o centro.  O contrario disso, é a lógica daquele aforismo mundano que se encaixa muito bem em um regime religioso também mundano “Todo mundo quer ser cacique e ninguém quer ser índio” Ninguém se contenta com o nome próprio que merece: “moribundo pecador salvo por graça imerecida”(Tito 3:5). Ninguém se contenta com a posição de  ser “ex-defunto espiritual “(efésios 2;2).   A breve vida de João Batista revela lições preciosas que os cristãos modernos odeiam aprender. Mas fica aí a dica, que enquanto temos o Batista como um mártir por causa da verdade do evangelho, hoje  temos muitos ídolos e artistas por causa da religião falsificada.  Profeta no estilo de João batista, com sua diminuição e sua vida rude e extremamente humilde, dificilmente  iria achar entre nós, um púlpito para pregar, se não o expulsassem dos templos, ele ficaria no ultimo lugar sob vigilância constante por ser um perigo iminente contra o sistema evangélico pós-moderno.


CLAVIO J. JACINTO

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O PERFIL DO HOMEM USADO POR DEUS


Fazendo uma abordagem a respeito de homens que Deus usa, Horatius Bonar escreveu: "É verdade que eles trabalhavam muito, visitavam muito, estudavam muito, mas também oravam muito. Nisso eles abundavam. Passavam muito tempo a sós com Deus, reabastecendo as próprias almas da fonte viva para que deles pudesse fluir para o seu povo rios de água viva. Sem duvida, em nossos dias há entre muitos um erro grave em relação a este ponto. Alguns que estão realmente buscando alimentar o rebanho, e salvar almas, são levados a esgotar as suas energias em trabalhos e deveres externos, negligenciando a necessidade absoluta de enriquecer, amadurecer, preencher e elevar suas próprias almas pela oração e pelo jejum. Devido a isso, há muito desperdício de tempo e trabalho. Uma unica palavra pelo calor celestial, pela comunhão intima com Deus, é muito mais proveitosa do que mil outras"(1)
 De fato precisamos entender que em Cristo somos chamados a intima comunhão, pois precisamos receber da vida da videira, se queremos dar vida espiritual aos outros. A fonte de calor e refrigério deve vir do alto, sua origem deve ser as alturas da vida espiritual, vimos no livro de Apocalipse que do Trono que sai relâmpagos e trovões, também procede o rio puro da água da vida. Ambos procedem de uma mesma fonte. Vitalidade e fervor procedem de Deus para que a glória e o poder do evangelho possa ser sentida aqui no mundo.

(1) Extraido de O VERDADEIRO AVIVAMENTO. Horatius Bonar. PES. Pagina 20

Clavio J Jacinto

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pregação e Unção

O Pregador ungido possui tres caracteristicas distintas: Prega a Palavra de DEUS, os sentimentos de DEUS e as emoções de DEUS. Porque ao ser direcionado pelo Espirito Santo, o pregador manifesta a personalidade de DEUS em sua vida.

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O sangue, a cruz e a pregação



Vou sempre pregar a cruz, vou sempre exortar as pessoas que se lembrem do sangue derramado no Calvario cristo é nossa substituição penal, vou sempre exortar aos meus ouvintes a procurarem somente refugio em Cristo, vou sempre denunciar o mundanismo, defender a santidade, proclamar que o homem é um pecador que precisa se arrepender, vou sempre pregar que regeneração, no sentido biblico é um transformação completa de vida, assim como se converter é mudar completamente de direção, não tenho outra mensagem, não posso divorciar o amor de Deus da sua justiça, nem proclamar o céu sem advertir sobre o inferno, não posso proclamar a luz sem denunciar as trevas, esse é meu ministerio, não vou ficar famoso, não vou atrair multidões, não vou receber aplausos, nem muitos interessados na minha teologia ortodoxa, mas não quero ser um dos culpados por formar essa geração de evangelicos enganados por uma teologia apostata, secular, humanista e mundana. (Pr C. J. Jacinto)

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