O CRISTO DA FÉ E O CRISTO DA HISTORIA
C. J. Jacinto
O modernismo tenta dividir o Cristo da fé do Cristo da história. A fé no Cristo histórico não deve ser colocada como algo secundário. Este é um assunto extremamente essencial para a fé bíblica. A suposta controvérsia se dá por suposta falta de evidência esse e o argumento dos incrédulos, mas o que de fato são evidências? Embora muitos incrédulos suponham encontrar poucas evidências no mundo secular da antiguidade, o fazem por pura narrativa selecionada. A fé no Cristo histórico e a fé no Cristo bíblico e esse movimento se inicia sob fogo cruzado extremo, a história registra que a igreja cristã nasce sob perseguição severa e com terrível opressão social. A espada, o fogo e as feras não pouparam os cristãos. Essa é a base pelo qual repousa a evidência do Cristo histórico, a igreja primitiva foi um testemunho histórico do Cristo histórico, e maneira como disseram isso é o martírio corajoso. Ninguém nesse contexto poderia sugerir que Cristo fosse uma personagem fictícia. Isso e impossível! Vimos isso no clamor de Paulo "Eu sei em quem tenho crido
"
A voz de Paulo está dentro de um contexto histórico, Paulo é a testemunha no contexto de todo o contexto histórico, o local onde se enraíza o cristianismo, isto é irrefutável, ele sabia que existiu um Cristo histórico, por isso mesmo todas as suas epístolas são testemunhas vivas contra todos os incrédulos, e esses escritos são suficientes, a evidência do Cristo histórico na vida, conversão e testemunho de Paulo é um peso evidencial que esmaga todas as teorias contra o Cristo histórico. Só um impotente intelectual pensara diferente. Mas ainda temos os escritos cristãos próximos ao Novo Testamento, por providência divina João foi preservado a longa idade, e ha laços entre escritos como a Didaquê e Pastor de Hermas, e uma conexão com as testemunhas oculares de Cristo. Policarpo conheceu João e João conheceu e andou com Cristo. Segundo Eusébio de Cesareia Policarpo foi discípulo do apóstolo João Ora, a base pela qual a fé no Cristo histórico e uma sequência de eventos interconectados que dão continuidade ao movimento cristão emergente. É sólido esse fato, alicerçado em evidências claras e contínuas, e qualquer mente lúcida desprendida de qualquer preconceito ideológico e filosófico compreende com muita clareza essas provas históricas. Porquanto ainda temos os movimentos insurgentes na igreja primitiva, que muito cedo, já desenvolviam teorias acerca da natureza da pessoa de Cristo, não negando os fatos, muito menos um Cristo histórico, pois seria ridícula tal coisa, naquele contexto tão envolvente, a pessoa histórica do Filho de Deus, era algo bem definido como um fato no espaço, na geografia e no tempo. Ora, o que se discutia em âmbitos fora da ortodoxia era a natureza de Cristo, um mero homem? Um espírito elevado? Enfim, vimos o cristianismo heterodoxo alternativo, em movimentos gnósticos que surgiram já na época de João e Paulo, e esses movimentos marginais, nunca negaram o Cristo histórico, as teorias se desenvolviam em torno do que consistia a natureza da Pessoa de Cristo, assim vimos líderes gnósticos como Valentino e Marcião defendendo posições teóricas quanto a natureza de Cristo nunca duvidando da historicidade dele. Ainda dentro desse contexto histórico encontramos os judeus, muitos deles inimigos declarados da fé cristã, o livro de Hebreus foi escroto dentro dessa perspectiva, numa disputa acirrada contra a fé em Cristo e uma apostásia de judeus para a antiga fé, seria muito fácil a qualquer movimento antagônico ao evangelho usar com unhas e dentes toda e qualquer prova contra Cristo. Mas ao invés de negar o Cristo histórico, as acusações é que ele era filho de Pantera, ou um mágico, poderia ser um alguém que liderou um novo movimento religioso, mas nunca negar sua existência. Veja a postura de Domiciano, numa cruel perseguição aos cristãos e uma cruzada ardilosa para destruir manuscritos cristãos, e suponho eu, destruir também vestígios que serviam de provas quanto a autenticidade da pessoa e obra de Cristo. Não somente Jesus por ocasião de Seu nascimento foi alvo dessa conspiração demoníaca, quando alguns queriam ceifar a sua vida, como também posteriormente tentaram destruir a sua memória. Assim.em Atos 5 vimos como certo fariseu Chamado Gamaliel vai dar conselhos aos perseguidores de cristãos que deixassem a providência divina por si mesma agir favorável ou não ao movimento cristão, pois naquelas circunstâncias de provas extremas se a fé cristã não fosse autêntica não sobreviveria como aconteceu com outros movimentos messiânicos que se extinguiram naquela época. Entender essa questão pelo prisma do autor do livro de Atos é essencial, pois a providência divina colocou em Lucas um escritor e historiador com um rigor sério como ė apresentado em Atos 1:1 e 2. A história de Cristo do Novo Testamento está conectado a história dos primeiros anos da igreja, os documentos primitivos estão entrelaçados com o Cristo histórico, e mesmo os apócrifos, apelando para uma construção mítica de Cristo, todavia, devemos entender que essa construção é feita por cima do Cristo histórico. A ênfase dos apócrifos é norteada pela natureza fenomenal, sobrenatural, maravilhosa, espetacular, revolucionária de uma pessoa que viveu entre os judeus.
A Ressurreição de Jesus: Uma Cadeia de Evidências Médicas e Históricas
Sobre o autor
Joseph W. Bergeron, M.D. é especialista em Medicina Física e Reabilitação. Anos de tratamento de traumas musculoesqueléticos o levaram a comparar os relatos dos evangelhos com a biomecânica real da crucificação romana. Seu livro “The Crucifixion of Jesus: A Medical Doctor Examines the Death and Resurrection of Christ” (2023) sustenta o artigo de 2025 que analisamos a seguir.
A lógica que Bergeron quer que todo leitor domine
Premissa 1 – Jesus estava irrefutavelmente morto às 15 h da sexta-feira.
Premissa 2 – O cadáver foi colocado em um túmulo conhecido, guardado e selado.
Premissa 3 – Quarenta horas depois o túmulo estava vazio e os guardas contavam história de anjo.
Premissa 4 – Cada alternativa naturalista (desmaio, túmulo errado, roubo de corpo, alucinação coletiva) desaba diante de dados médicos, legais ou sociológicos.
Conclusão – A ressurreição é a única inferência que explica os cinco fatos mínimos: morte, sepultamento, túmulo vazio, aparições pós-morte e nascimento da Igreja sob perseguição.
Abaixo reforçamos cada elo com explicações extras e exemplos que você pode usar em sala de aula ou conversas.
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1. MORTE CERTIFICADA NA CRUZ
Evidências de Bergeron
- A disciplina romana era capital: soldado que deixava um condenado escapar era executado (At 16.27 ilustra a regra).
- A lançada no lado de Jesus produziu fluxo separado de sangue e soro – patognomônico de ruptura pericárdica ou pleural (Jo 19.34).
- O único sobrevivente conhecido de crucificação, registrado por Flávio Josefo (Vida 75), morreu mesmo com cuidados médicos romanos.
Reforço didático
Metanálise de 2021 sobre 44 restos humanos de vítimas romanas (Universidade Masaryk) mostra perfurações bilaterais no calcâneo, mas zero sinais de cicatrização – todos morreram na cruz. A “teoria do desmaio” exige que Jesus sobreviva a 100 % dos casos, role uma pedra de 1 tonelada e derrote uma guarda armada.
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2. TÚMULO IMPOSSÍVEL DE SER ESQUECIDO
Evidências de Bergeron
- Sepulcro novo de José de Arimatéia, membro do Sinédrio; local público (Mc 15.43-47).
- Pelo menos cinco mulheres assistiram ao sepultamento; Maria Madalena voltou domingo – sabia exatamente onde era.
- Uma companhia da guarda do Templo (κουστωδία) foi estacionada lá.
Reforço didático
Em 2020 arqueólogos acharam túmulo judeu do século I a 600 m da Cidade Velha, com sulco de rolamento intacto. Fica de frente para estrada movimentada – exatamente o cenário de alta visibilidade que Mateus descreve. Teoristas do “túmulo errado” precisam acreditar que seguidores, guardas, Sinédrio e censadores romanos esqueceram o endereço de uma das sepulturas mais visíveis de Jerusalém.
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3. O CORPO NUNCA FOI EXIBIDO
Evidências de Bergeron
- Líderes judaicos tinham um jeito infalível de matar o cristianismo: expor o cadáver no Pentecoste. Não o fizeram.
- Governadores romanos negavam sepultamento a insurgentes; os fariseus poderiam ter pedido esse corpo. Não pediram.
Reforço didático
Tácito (Anais 6.29) registra que Tibério recusou sepultura a um traidor “para que nem seu nome nem sua memória sobrevivessem”. O silêncio dos inimigos é um brado: eles não tinham o corpo.
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4. O TESTEMUNHO DOS GUARDAS CONTRA-ATACOU
Evidências de Bergeron
- Mt 28.11-15: guardas admitiram o angelophany, aceitaram suborno para dizer que dormiam enquanto discípulos roubavam o corpo.
- Dormir de guarda era crime capital; o suborno deve ter sido enorme e incluído promessa de anistia.
Reforço didático
A mais antiga polêmica cristã que possuímos – Justino Mártir, Diálogo com Trifão 108 (c. 160 d.C.) – ainda repete a história do “roubo”. Em termos jurídicos é “atestado de testemunha hostil”: inimigos concedem tanto o túmulo vazio quanto o fenômeno angélico.
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5. HIPÓTESE DA ALUCINAÇÃO = MILAGRE MATEMÁTICO
Evidências de Bergeron
- Alucinações são eventos privados, patológicos (psicose, drogas, metabólico).
- Prevalência de esquizofrenia (que pode gerar visuais) é 1/222.
- Probabilidade de 12 homens adultos alucinarem o mesmo complexo visual-auditivo-tátil é 1,88 × 10⁻¹² – 2 em um trilhão.
Reforço didático
O DSM-5 cita “transtorno psicótico compartilhado” (folie à deux), mas limite é “dois” indivíduos. Aparições grupais a mais de 500 (1 Co 15.6) têm “zero” precedente clínico. O cético precisa aceitar um milagre maior que a própria ressurreição: alucinação coletiva nunca observada.
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6. OS DISCÍPULOS PAGARAM COM A VIDA POR UMA Afirmação TESTÁVEL
Evidências de Bergeron
- At 4.1-3: primeiro arresto (Pedro e João) semanas depois de Pentecostes.
- Martírio de Estevão seguiu em menos de um ano (At 7).
- História posterior (Eusébio, Hegesipo, Tertuliano) lista apóstolos executados pela mesma alegação: “Comemos com o Jesus ressuscitado”.
Reforço didático
Morremos por “crenças”, não por “mentiras sabidamente falsas” que inventamos. Se tivessem escondido o corpo, ao menos um conspirador recantaria sob tortura – procedimento romano padrão. Em vez disso, temos Policarpos e Policrates que recusam retractar mesmo com chance de salvar a pele.
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7. O “MISTÉRIO” QUE NENHUM PODER PREVIU
Bergeron fecha com 1 Co 2.8-10: nem governantes humanos nem homens supostamente sabios compreenderam que crucificar o Senhor da Glória desencadearia vida ressurreta para todo crente. A ressurreição não é apenas dado apologético; é “mudança de paradigma cósmica” – o ponto onde história e escatologia se cruzam.
“Take-away” de opositores
Quando incredulos pedirem “evidências”, entregue a rede de sete ganchos de Bergeron:
1. Morte certa
2. Túmulo conhecido
3. Corpo ausente
4. Concessão de testemunha hostil
5. Impossibilidade matemática de alucinação
6. Martírio de testemunhas oculares
7. Movimento global lançado da noite para o dia
Quaisquer conjunto de três dessas evidencias já formariam um caso histórico forte; os sete juntos tornam a ressurreição o evento mais bem atestado da antiguidade.
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Fonte (artigo integral em inglês do Dr. Joseph W. Bergeron, M.D.)
https://rtbapac.in/resurrectionofchrist-2025_blog.php
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