terça-feira, 20 de outubro de 2026

O espírito do anticristo, Política, Globalismo e o Fim dos Tempos.

 O espírito do anticristo, Política, Globalismo e o Fim dos Tempos.

 

C. J. Jacinto

 

Todo o cristão precisa entender as novas tendências da pós-modernidade. Estamos vivendo em um mundo que está em processo de transformação contínua, em multiplicação de iniqüidade, todo o homem espiritual percebe essa tendência maligna de nossa época. A decadência moral segue um principio: “Por ser multiplicar a iniqüidade” (Mateus 24:12 com I Tessalonicenses 5:4) O que pode ser pronunciado como ecumenismo, por exemplo, hoje em dia, não deve mais ser considerado como ecumenismo clássico, mas deveria ser chamado de neo-ecumenismos. Trata-se de um esquema de coisas na comunidade internacional que exige um processo de nivelamento de todas as religiões sob a pauta do relativismo pós-moderno.  Esse tipo de unidade, adotado nesse novo ecumenismo, não se baseia mais no modelo familiar do ecumenismo do século passado. Naquela época, religiosos protestantes de destaque juntaram-se no espírito de cooperação interdenominacional, baseado em interpretações liberais da teologia. 
​Tudo o que podia criar divisão ou ser ofensivo foi posto de lado em favor de um programa de ação social. Obviamente, os principais elementos ofensivos foram jogados na lata de lixo, em essência, as doutrinas e práticas históricas da fé cristã, ou seja, os fundamentos da fé cristã foram jogados fora ou abandonados como irrelevantes, a tese progressista que sustentou o antigo ecumenismo, transformou a necessidade espiritual do homem em necessidade puramente física e biológica. A verdade é que o modelo antigo do ecumenismo simplesmente foi um fracasso. 

 Ele serviu de fundamento apenas para esvaziar as igrejas tradicionais, espantando os fiéis dos bancos, e provou ser, na verdade, um enorme fracasso por diluir as verdades fundamentais do evangelho para seguir uma agenda puramente ideológica. Para todos os propósitos práticos, ele está fora de moda. 
​O novo ecumenismo é um produto completamente diferente, um exemplo dessa nova modalidade de unidade com base num relativismo é a Iniciativa das Religiões Unidas. Precisamos entender isso para que possamos também compreender os riscos que esse neo-ecumenismos apresenta.

No novo ecumenismo, todas as religiões, seitas e doutrinas são dignas de crédito, aceitáveis e igualmente virtuosas, assim como os deuses e práticas a elas associados.  O oposto deve ser combatido, não há espaço para dialogo com verdades absolutos ou exclusivismo, não aderir a uma religião globalista é cometer um crime grave, essa é a direção inevitável que o mundo pós-moderno segue, e a maioria dos cristãos não estão preparados para isso! O processo que envolve esse sistema de religiões unificadas tem como um objetivo claro a estigmatização das religiões esclusivistas e consideradas fundamentalistas (Veja Falsa Aurora – Lee Penn – Pagina 292)

No sentido real, o processo de nivelamento da unidade global secular é reproduzido no mundo religioso. A razão disso é simples: ambos os sistemas se baseiam em filosofias que não há verdades espirituais absolutas, nem valores morais significativos e nem respeito devido pelas crenças e princípios judaico-cristãos. Portanto, os que não concordam caem em descrédito, são ridicularizados e estigmatizados como entraves ao progresso. 
​Se você se mantém fiel à inerrância da palavra de Deus e acredita que a comissão de Jesus para evangelizar ainda é uma ordenança, uma obrigação, então você está se habilitando a receber esse estigma, ou seja, para o novo ecumenismo, o que vale simplesmente é o relativismo ou você adere ao novo sistema plural ou será classificado como intolerante e inimigo de estado. Deve concordar que, não há verdade absoluta ou poderá sofrer duras conseqüências. Portanto, cada um tem a sua verdade particular. As religiões têm as suas verdades; cada uma delas tem sua própria verdade e deve ser respeitada, de modo que, através do conceito de relativismo, os absolutos caem completamente por terra. Portanto, é irrelevante que Jesus Cristo seja o caminho, a verdade e a vida, nessa nova visão de unidade de todas as religiões. O que há no globalismo é deformação da verdade do Evangelho para que possa se encaixar aos moldes da filosofia globalista. Nesse caso, Jesus seria apenas um outro salvador no meio de tantos outros salvadores apresentado por falsas religiões, aliás o conceito de falso será o  invertido, será aplicado a todos os movimentos que não aderirem ao sistema globalista. A teia tecida por esse sistema de religiões globais unificadas, é usar as ideias antigas da Teosofia e no pensamento evocado pela Nova Era acerca dos grandes iniciados, homens e mestres semi-divinos que trouxeram as verdades mais profundas aos homens na antiguidade, trata-se de uma inclusão por processo de miscigenação dinâmica, uma espécie de sincretismo que nivela os supostos grandes iniciados, popularizados pelo autor Frances Edouard Schuré e publicado em 1889, colocando todos os fundadores e lideres religiosos do passado num mesmo patamar, assim instrutores místicos como Krishna, lideres espirituais como Moisés, Orfeu dos mistérios dionisíacos, Pitagoras da escola de Crotona, Platão associado a filosofia mística antiga e os mistérios de Eleusis, Jesus o Messias e Salvador dos cristãos e Rama associado aos tempos mais antigos da raça ariana, são nivelados como tipos de instrutores do mundo e lideres espirituais que entregaram verdades aos homens. G. H. Pember, no segundo volume de “As Eras Mais Primitivas da Terra” já advertia acerca da aliança entre os grandes sistemas religiosos do mundo será o caminho para a manifestação do anticristo. (Pesquise Pagina 413 de “As Eras Mia Primitivas da Terra” – TOMO II – G. H. Pember – Editora dos Classicos)


​O que vale nesse novo sistema é que toda religião tem a sua divindade e tem o seu processo salvífico, e todos eles devem ter a credibilidade como verdade. Assim, enquanto que no Novo Testamento uma pessoa que não crê em Cristo está condenada ao inferno, (Leia João 3:18) na verdade, nesse novo ecumenismo não há inferno. Todas as religiões, não importa a sua doutrina, não importam as suas divindades, conduzem o homem para o céu.

"Este é o novo progresso. É o paraíso para o qual o humanismo, os governos e a Nova Ordem Mundial querem implantar sobre o nosso planeta. À medida que este suposto código de processo for sendo cada vez mais aceito, a coerção dos dissidentes se tornará uma questão de fundamental importância. Afinal de contas, seu mundo está sendo transformado numa sociedade global, realmente unificada, numa aldeia global, se você preferir.
​Então, não há lugar para significativas divergências de opinião. Se a maioria acredita que todo ser humano é divino, por exemplo, os que tentam convencer as pessoas do contrário são criadores de caso que estão perturbando a dignidade dos deuses e violando as regras do jogo. Então, o problema é o que fazer com eles? Não há escape. Como Elias, o profeta, você poderá ser acusado de perturbador de um sistema que se harmonizou pelo sincretismo e trouxe uma segurança, vantagens e conveniencias para os que concordam, caso seja um discordante, também será criminalizado como um rebelde.

 Trata-se de que o relativismo, mais cedo ou mais tarde, ele causará irreversivelmente a perseguição sobre aqueles que acreditam em absolutos. Esse processo é gradual, pode ser lento, mas é inevitável, e seria bom que entendêssemos isso, que fosse discutido em escolas dominicais, fosse tema de pregações constantes. No sistema global unificado pautado pelo relativismo, no que concerne às religiões — sendo todas elas válidas e todas elas como caminhos alternativos para o céu e para a salvação do homem — Uma filosofia fundamentada no relativismo de que não existem absolutos, mas que todas as religiões possuem as suas formas de validade, que são válidas todos aqueles que se dispuserem a se opor a esse sistema serão considerados como inimigos da Nova Ordem que precisa se estabelecer para dar fim ao velho mundo que está com os alicerces corroídos, e é necessário que se entenda, os seus profetas e promotores foram os principais causadores de diversas rupturas do sistema. Uma jogada de mestre, caotizar, para apresentar uma resposta ao caos, ou seja, a antiga e dinâmica dialética hegeliana.

 Hoje em dia, podemos perceber que há uma intolerância com relação a absolutos que são pautados pelas pelos valores morais judaico-cristãos que emergem a partir de um estudo sistemático das escrituras. Ainda, alguns poucos anos atrás, vimos como um palestrante evangélico, ele foi assassinado, pois, de certa forma, essa é a reação, essa é a forma reacionária daqueles que se mantêm do lado do desse progresso, do relativismo, desse mundo pós-moderno. O Processo de “eliminação” é a reação sistemática e hipócrita de militantes ideológicos que seguem cegamente a pauta progressista pós-moderna, a intolerância dos que desejam tolerância, nada mais é do que um jogo de palavras para enganar trouxas, a tolerância que eles exigem para as ideias que defendem e não para os que discordam. Eles querem uma transformação da humanidade e trabalham pela implantação de uma nova ordem global com base em pautas anticristãs. Todavia,  todos aqueles que pensarem diferente, todos aqueles que não aceitarem as suas pautas progressistas, são considerados como inimigos e até mesmo de traidores de uma “boa causa”. Embora poucos casos de violência e assassinato tenham sido registrados em nosso dias, todavia, é necessário dizer que o gérmen dessa imposição arbitrária contra todo aquele que não concorda com as regras progressistas é a morte. O que temos em vista e ouvido acerca dos discursos de justiça e igualdade parece ser muito lindo, pelo menos a proposta supostamente é. Mas, por trás do que há, senão espectros sombrios da ideologia de intolerância e doutrinas de demônios. Veja bem, na pauta progressista da Nova Ordem Mundial, o que existe é tolerância. Essa pregação de uma tolerância nada mais é do que uma intolerância com relação a todos os que discordam.   Há um ódio que pode ser manifestado naquelas pessoas que defendem essas pautas, as pautas globais, do qual várias ideologias apontam para um progressismo, do qual querem implantar de qualquer maneira esse novo globalismo relativista em que tudo deve ser considerado como aceito e verdadeiro, menos o cristianismo bíblico. 

 Há um ódio mortal que vai crescendo, mais e mais, até chegar a um nível de intolerância. Quanto mais a igreja permanecer aqui neste mundo, nesse processo em que se está acelerando a implantação desse globalismo, dessa Nova Ordem Mundial, isso inevitavelmente, repito eu, levará a igreja a sofrer uma nova onda de perseguição e morte, como ocorreu nos primeiros séculos da era cristã.  Na verdade, é o espírito do Anticristo mantendo sua forma e demonstrando o seu ódio contra a igreja do Senhor. Existe uma proposta de ódio contra o cristianismo bíblico, isso é muito claro. De modo que precisamos entender isso e, de fato, viver essa realidade, confrontá-la. É um fato: está crescendo dia após dia, de modo que chegará um tempo em que o sistema não tolerará uma fé evangélica autêntica e bíblica. 
​De modo que seremos novamente alvos de perseguições, pois seremos considerados os inimigos da classe globalista. A elite que se aproxima e o sistema global unificado que está em processo não suportará qualquer tipo de oposição. De modo que haverá, sim, uma abertura para que todos aqueles que entrem no sistema relativista possam viver em paz uns com os outros. 
​Mas, no entanto, todos esses supostos pacifistas do sistema serão sempre inclinados e serão treinados a não tolerar qualquer oposição pela pauta progressista que será estabelecida pelo relativismo pós-moderno. De outra forma, podemos entender que se trata de uma força anticristã que está ganhando cada vez mais espaço no mundo moderno.   

 

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