O espírito do anticristo, Política, Globalismo e o Fim dos Tempos.
C. J. Jacinto
Todo o cristão precisa entender as
novas tendências da pós-modernidade. Estamos vivendo em um mundo que está em
processo de transformação contínua, em multiplicação de iniqüidade, todo o
homem espiritual percebe essa tendência maligna de nossa época. A decadência
moral segue um principio: “Por ser multiplicar a iniqüidade” (Mateus 24:12 com
I Tessalonicenses 5:4) O que pode ser pronunciado como ecumenismo, por exemplo,
hoje em dia, não deve mais ser considerado como ecumenismo clássico, mas
deveria ser chamado de neo-ecumenismos. Trata-se de um esquema de coisas na
comunidade internacional que exige um processo de nivelamento de todas as
religiões sob a pauta do relativismo pós-moderno. Esse tipo de unidade,
adotado nesse novo ecumenismo, não se baseia mais no modelo familiar do
ecumenismo do século passado. Naquela época, religiosos protestantes de
destaque juntaram-se no espírito de cooperação interdenominacional, baseado em
interpretações liberais da teologia.
Tudo o que podia criar divisão ou ser ofensivo foi posto de lado em favor de
um programa de ação social. Obviamente, os principais elementos ofensivos foram
jogados na lata de lixo, em essência, as doutrinas e práticas históricas da fé
cristã, ou seja, os fundamentos da fé cristã foram jogados fora ou abandonados
como irrelevantes, a tese progressista que sustentou o antigo ecumenismo,
transformou a necessidade espiritual do homem em necessidade puramente física e
biológica. A verdade é que o modelo antigo do ecumenismo simplesmente foi um
fracasso.
Ele serviu de fundamento apenas para esvaziar
as igrejas tradicionais, espantando os fiéis dos bancos, e provou ser, na
verdade, um enorme fracasso por diluir as verdades fundamentais do evangelho
para seguir uma agenda puramente ideológica. Para todos os propósitos práticos,
ele está fora de moda.
O novo ecumenismo é um produto completamente diferente, um exemplo dessa nova
modalidade de unidade com base num relativismo é a Iniciativa das Religiões
Unidas. Precisamos entender isso para que possamos também compreender os riscos
que esse neo-ecumenismos apresenta.
No novo ecumenismo, todas as
religiões, seitas e doutrinas são dignas de crédito, aceitáveis e igualmente
virtuosas, assim como os deuses e práticas a elas associados. O oposto
deve ser combatido, não há espaço para dialogo com verdades absolutos ou exclusivismo,
não aderir a uma religião globalista é cometer um crime grave, essa é a direção
inevitável que o mundo pós-moderno segue, e a maioria dos cristãos não estão
preparados para isso! O processo que envolve esse sistema de religiões
unificadas tem como um objetivo claro a estigmatização das religiões
esclusivistas e consideradas fundamentalistas (Veja Falsa Aurora – Lee Penn –
Pagina 292)
No sentido real, o processo de
nivelamento da unidade global secular é reproduzido no mundo religioso. A razão
disso é simples: ambos os sistemas se baseiam em filosofias que não há verdades
espirituais absolutas, nem valores morais significativos e nem respeito devido pelas
crenças e princípios judaico-cristãos. Portanto, os que não concordam caem em
descrédito, são ridicularizados e estigmatizados como entraves ao
progresso.
Se você se mantém fiel à inerrância da palavra de Deus e acredita que a
comissão de Jesus para evangelizar ainda é uma ordenança, uma obrigação, então
você está se habilitando a receber esse estigma, ou seja, para o novo
ecumenismo, o que vale simplesmente é o relativismo ou você adere ao novo
sistema plural ou será classificado como intolerante e inimigo de estado. Deve concordar
que, não há verdade absoluta ou poderá sofrer duras conseqüências. Portanto,
cada um tem a sua verdade particular. As religiões têm as suas verdades; cada
uma delas tem sua própria verdade e deve ser respeitada, de modo que, através
do conceito de relativismo, os absolutos caem completamente por terra.
Portanto, é irrelevante que Jesus Cristo seja o caminho, a verdade e a vida,
nessa nova visão de unidade de todas as religiões. O que há no globalismo é
deformação da verdade do Evangelho para que possa se encaixar aos moldes da
filosofia globalista. Nesse caso, Jesus seria apenas um outro salvador no meio
de tantos outros salvadores apresentado por falsas religiões, aliás o conceito
de falso será o invertido, será aplicado
a todos os movimentos que não aderirem ao sistema globalista. A teia tecida por
esse sistema de religiões globais unificadas, é usar as ideias antigas da
Teosofia e no pensamento evocado pela Nova Era acerca dos grandes iniciados,
homens e mestres semi-divinos que trouxeram as verdades mais profundas aos
homens na antiguidade, trata-se de uma inclusão por processo de miscigenação dinâmica,
uma espécie de sincretismo que nivela os supostos grandes iniciados,
popularizados pelo autor Frances Edouard Schuré e publicado em 1889, colocando
todos os fundadores e lideres religiosos do passado num mesmo patamar, assim instrutores
místicos como Krishna, lideres espirituais como Moisés, Orfeu dos mistérios dionisíacos,
Pitagoras da escola de Crotona, Platão associado a filosofia mística antiga e
os mistérios de Eleusis, Jesus o Messias e Salvador dos cristãos e Rama
associado aos tempos mais antigos da raça ariana, são nivelados como tipos de
instrutores do mundo e lideres espirituais que entregaram verdades aos homens.
G. H. Pember, no segundo volume de “As Eras Mais Primitivas da Terra” já
advertia acerca da aliança entre os grandes sistemas religiosos do mundo será o
caminho para a manifestação do anticristo. (Pesquise Pagina 413 de “As Eras Mia
Primitivas da Terra” – TOMO II – G. H. Pember – Editora dos Classicos)
O que vale nesse novo sistema é que toda religião tem a sua divindade e tem o
seu processo salvífico, e todos eles devem ter a credibilidade como verdade.
Assim, enquanto que no Novo Testamento uma pessoa que não crê em Cristo está
condenada ao inferno, (Leia João 3:18) na verdade, nesse novo ecumenismo não há
inferno. Todas as religiões, não importa a sua doutrina, não importam as suas
divindades, conduzem o homem para o céu.
"Este é o novo progresso. É o
paraíso para o qual o humanismo, os governos e a Nova Ordem Mundial querem
implantar sobre o nosso planeta. À medida que este suposto código de processo
for sendo cada vez mais aceito, a coerção dos dissidentes se tornará uma
questão de fundamental importância. Afinal de contas, seu mundo está sendo
transformado numa sociedade global, realmente unificada, numa aldeia global, se
você preferir.
Então, não há lugar para significativas divergências de opinião. Se a maioria
acredita que todo ser humano é divino, por exemplo, os que tentam convencer as
pessoas do contrário são criadores de caso que estão perturbando a dignidade
dos deuses e violando as regras do jogo. Então, o problema é o que fazer com
eles? Não há escape. Como Elias, o profeta, você poderá ser acusado de perturbador
de um sistema que se harmonizou pelo sincretismo e trouxe uma segurança,
vantagens e conveniencias para os que concordam, caso seja um discordante, também
será criminalizado como um rebelde.
Trata-se de que o relativismo, mais cedo ou
mais tarde, ele causará irreversivelmente a perseguição sobre aqueles que
acreditam em absolutos. Esse processo é gradual, pode ser lento, mas é inevitável,
e seria bom que entendêssemos isso, que fosse discutido em escolas dominicais,
fosse tema de pregações constantes. No sistema global unificado pautado pelo
relativismo, no que concerne às religiões — sendo todas elas válidas e todas
elas como caminhos alternativos para o céu e para a salvação do homem — Uma
filosofia fundamentada no relativismo de que não existem absolutos, mas que
todas as religiões possuem as suas formas de validade, que são válidas todos
aqueles que se dispuserem a se opor a esse sistema serão considerados como
inimigos da Nova Ordem que precisa se estabelecer para dar fim ao velho mundo
que está com os alicerces corroídos, e é necessário que se entenda, os seus
profetas e promotores foram os principais causadores de diversas rupturas do
sistema. Uma jogada de mestre, caotizar, para apresentar uma resposta ao caos,
ou seja, a antiga e dinâmica dialética hegeliana.
Hoje em dia, podemos perceber que há uma
intolerância com relação a absolutos que são pautados pelas pelos valores
morais judaico-cristãos que emergem a partir de um estudo sistemático das
escrituras. Ainda, alguns poucos anos atrás, vimos como um palestrante
evangélico, ele foi assassinado, pois, de certa forma, essa é a reação, essa é
a forma reacionária daqueles que se mantêm do lado do desse progresso, do
relativismo, desse mundo pós-moderno. O Processo de “eliminação” é a reação sistemática
e hipócrita de militantes ideológicos que seguem cegamente a pauta progressista
pós-moderna, a intolerância dos que desejam tolerância, nada mais é do que um
jogo de palavras para enganar trouxas, a tolerância que eles exigem para as
ideias que defendem e não para os que discordam. Eles querem uma transformação
da humanidade e trabalham pela implantação de uma nova ordem global com base em
pautas anticristãs. Todavia, todos
aqueles que pensarem diferente, todos aqueles que não aceitarem as suas pautas
progressistas, são considerados como inimigos e até mesmo de traidores de uma “boa
causa”. Embora poucos casos de violência e assassinato tenham sido registrados
em nosso dias, todavia, é necessário dizer que o gérmen dessa imposição
arbitrária contra todo aquele que não concorda com as regras progressistas é a
morte. O que temos em vista e ouvido acerca dos discursos de justiça e
igualdade parece ser muito lindo, pelo menos a proposta supostamente é. Mas,
por trás do que há, senão espectros sombrios da ideologia de intolerância e
doutrinas de demônios. Veja bem, na pauta progressista da Nova Ordem Mundial, o
que existe é tolerância. Essa pregação de uma tolerância nada mais é do que uma
intolerância com relação a todos os que discordam. Há um ódio que pode ser manifestado naquelas
pessoas que defendem essas pautas, as pautas globais, do qual várias ideologias
apontam para um progressismo, do qual querem implantar de qualquer maneira esse
novo globalismo relativista em que tudo deve ser considerado como aceito e
verdadeiro, menos o cristianismo bíblico.
Há um ódio mortal que vai crescendo, mais e
mais, até chegar a um nível de intolerância. Quanto mais a igreja permanecer
aqui neste mundo, nesse processo em que se está acelerando a implantação desse
globalismo, dessa Nova Ordem Mundial, isso inevitavelmente, repito eu, levará a
igreja a sofrer uma nova onda de perseguição e morte, como ocorreu nos
primeiros séculos da era cristã. Na verdade, é o espírito do Anticristo
mantendo sua forma e demonstrando o seu ódio contra a igreja do Senhor. Existe
uma proposta de ódio contra o cristianismo bíblico, isso é muito claro. De modo
que precisamos entender isso e, de fato, viver essa realidade, confrontá-la. É
um fato: está crescendo dia após dia, de modo que chegará um tempo em que o
sistema não tolerará uma fé evangélica autêntica e bíblica.
De modo que seremos novamente alvos de perseguições, pois seremos considerados
os inimigos da classe globalista. A elite que se aproxima e o sistema global
unificado que está em processo não suportará qualquer tipo de oposição. De modo
que haverá, sim, uma abertura para que todos aqueles que entrem no sistema
relativista possam viver em paz uns com os outros.
Mas, no entanto, todos esses supostos pacifistas do sistema serão sempre
inclinados e serão treinados a não tolerar qualquer oposição pela pauta
progressista que será estabelecida pelo relativismo pós-moderno. De outra
forma, podemos entender que se trata de uma força anticristã que está ganhando
cada vez mais espaço no mundo moderno.
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